Os meus 5 primeiros ajustes pós-instalação do Ubuntu 18.04

Para os meus padrões de uso, o Ubuntu 18.04 já vem pronto pra batalha — isso, por que sempre instalo a versão mínima do sistema, para ir adicionando sob demanda, à medida do necessário, o software que preciso para trabalhar.
O GIMP, o DarkTable, o Audacity, o VLC etc… tudo é instalado depois, com calma, quando chega o momento da necessidade (ou do desejo).

Nem lembro se o módulo de ajustes avançados — também conhecido como GNOME Tweak Tools — já vem instalado por padrão na versão completa do Ubuntu. Contudo, ele será necessário aqui.
Se não vier, é fácil encontrar e instalar o pacote, conforme as imagens abaixo.

Ubuntu ajustes do gnome

A ferramenta de instalação vem em pacote compacto e de rápida instalação.
Ubuntu painel de instalação

O utilitário de ajustes do GNOME

O GNOME Tweak Tools — ou “Ajustes do GNOME” — é um painel completo de possibilidades de configuração para o ambiente gráfico GNOME.

Neste post, vou fazer um rápido tour por algumas das seções do utilitário, aonde faço alguns dos meus ajustes iniciais — apenas o suficiente para garantir mais eficiência ao início do meu fluxo de trabalho.
janela sobre o ajustes do gnome

Sinta-se à vontade para fazer os seus próprios ajustes e, se quiser, recomendar ou dar suas dicas nos comentários.

As minhas sugestões de ajustes se aplicam ao meu notebook de trabalho — em que escrevo posts para o site e alguns scripts. Me acompanhe! 🙂

Configurações da barra superior da interface do GNOME

A seção de ajustes da “barra superior” se refere à parte superior da tela, onde ficam os ícones do relógio, data, status de conexão etc.

Ajustes da barra superior

Aqui, gosto de deixar ligados a exibição do “menu de aplicativos” e da “porcentagem da bateria” — para não ser pego desprevenido pela descarga da bateria no laptop.

Em seguida, ligo a exibição completa da data.

Os espaços de trabalho do GNOME

Como comportamento padrão, o GNOME vai criar os espaços de trabalho sob demanda — ou seja, à medida em que se vai precisando, novas áreas de trabalho virtuais são oferecidas pelo sistema.

Eu prefiro ter um número estático/fixo de 2 espaços de trabalho virtuais — para poupar memória e bateria, além de me forçar a ser mais organizado.

configuração de áreas de trabalho virtuais no GNOME

Configuração dos botões e das ações das janelas do Ubuntu

Eu prefiro manter esta seção da interface o mais limpa possível.

Minimizar e maximizar janelas, não faz parte do meu workflow no laptop e, portanto, estes 2 botões são os primeiros a cair.
Além disso, é possível configurar o GNOME para realizar estas ações com toques ou gestos no touchpad.

ajustes gnome janelas

O primeiro ajuste realizado aqui é direcionar o “clique no botão do meio” do mouse (ou toque simultâneo de 3 dedos no touchpad) para ação de minimizar a janela. Com 2 toques na barra de títulos, é possível maximizar uma janela.

Em seguida, eu “desligo” a exibição dos botões correspondentes às ações de maximizar e minimizar.

O terceiro ajuste é deslocar os botões de ações das janelas para a esquerda.

A área de trabalho

Esta é uma das partes do sistema operacional que quase nunca vejo — pois sempre há janelas abertas e, usualmente, maximizadas.

Para manter esta área limpa e economizar um pouco mais de memória do sistema, costumo desligar a exibição de todos os itens desta seção.
ajustes da área de trabalho

Esteticamente, acho o posicionamento de elementos na área de trabalho do sistema operacional “um tanto demodê”… (a cara do Windows 3.11)

É claro que ainda farei vários outros ajustes na interface do sistema, mas estes são aqueles principais — sem os quais, nenhum trabalho pode ser feito.

Todo o restante pode ser configurado on the go, ou seja, durante o uso diário do laptop.

Controle recursos básicos e avançados de reprodução de vídeos com o painel do Youtube Control Center

O Youtube Control center é um plug in produzido pela inBasic (não é oficial do Google, portanto) que tem o objetivo de dar um pouco mais de controle ao usuário sobre o modo como seus vídeos tocam.
Eu testei o plug in usando o Google Chrome 70.0 beta (versão para desktop) — e tem versão para Firefox também. Links para download ao final do artigo.

Se você usa outra versão ou outro navegador e teve problemas ou algum outro tipo de comportamento do software, conta pra gente, nos comentários.

O que é o YouTube Control Center

O plugin é parte de um projeto de código aberto para melhorar a experiência de uso do Youtube para o usuário final (expectador), oferecendo mais controles para a reprodução de seus vídeos.

A interface é simples, leve e muito pouco invasiva.

Dá para ajustar a qualidade padrão ou mínima para a exibição dos seus vídeos, escolher a cor dos controles do player e da barra de progresso — bem como pular as propagandas (mas isto é ruim para os vloggers que você gosta).

O que o Youtube Control Center pode fazer por você

A lista de configurações permitidas pelo add on é grande.
Segue uma relação mais resumida:

  • Definir a qualidade de reprodução preferida para todos os vídeos
  • Definir o volume de reprodução de vídeo preferido para todos os vídeos [apenas na versão XUL]
  • Controlar o comportamento de reprodução automática do player do YouTube
  • Controlar o comportamento do autobuffer do player
  • Pausar automaticamente todos os players do YouTube quando um novo começa [apenas versão XUL]
  • Mostrar anotações de vídeo no player
  • Mostrar controles de vídeo no player [apenas na versão XUL]
  • Ocultar automaticamente os controles de vídeo depois que um vídeo começar a ser reproduzido [apenas na versão XUL]
  • Reproduzir um único vídeo no modo loop [apenas na versão XUL]
  • Alterar o tema do player de vídeo [apenas na versão XUL]
  • Ocultar / Mostrar painel “comentários de vídeo”
  • Ocultar / Mostrar painel “Informações de visualizações de vídeos”
  • Ocultar / Mostrar painel de “botões de ação” (“como”, “não gostar”, “compartilhar”, … botões)
  • Ocultar / Mostrar detalhes “painel (informações publicadas, comprar vídeo, …)
  • Mostrar controles de vídeo, mesmo no modo de tela inteira
  • Desativar a reprodução automática da próxima faixa da lista de reprodução

Algumas opções têm efeito imediato. Outras requerem que você recarregue a página do vídeo ou reinicie o navegador.

Referências

Você pode baixar e instalar o plugin/addon Youtube Control Center nestes links:

  1. Para Firefox: https://addons.mozilla.org/en-US/firefox/addon/youtube-control-center/
  2. Para Chrome: https://chrome.google.com/webstore/detail/youtube-control-center/boplfaeblpnpahldaijlikpgdbgdmhko

Razões para editar vídeos na linha de comando.

Certas situações podem parecer coisa de maluco, quando ouvimos pela primeira vez.
Ao olhar por outra perspectiva, é possível descobrir que fazem mais sentido que inicialmente.

O Linux é um ambiente estável, poderoso e amigável para softwares de edição de vídeo.
Algumas ferramentas de edição GUI (interface gráfica) já foram usadas em produções cinematográficas importantes.

E é comum apenas pensarmos em softwares GUI para realizar este tipo de trabalho. Afinal você “precisa ver o que está sendo feito no seu vídeo”, não é?

Uma das maiores justificativas para se usar o ambiente gráfico é o WYSIWYG (What You See Is What You Get), ou seja, “o que você vê é o que vai obter”.
O meu argumento, neste texto, é que se você já sabe de antemão o resultado do procedimento ou deseja ter várias mídias produzidas simultaneamente e rapidamente, a CLI (linha de comando, terminal) é a melhor resposta.

Nem sempre as ferramentas GUI exibem em tempo real os procedimentos aplicados ao seu trabalho. Além disso, elas podem ser bastante lentas — por que toda a interface gráfica do programa está disputando recursos e tempo de processamento preciosos com as tarefas que você precisa realizar.

Ao exportar um arquivo de mídia, fazendo conversão de formatos, usualmente, a interface fica “congelada” na janela da barra de progresso.

A depender da complexidade da tarefa, todo o seu sistema pode ficar indisponível até a devida conclusão da tarefa.

Se eu preciso citar um caso real, lá vai…

Recentemente eu queria obter um trecho de vídeo em câmera lenta. Só que não sabia se o ideal seria 25%, 50% ou algum outro valor intermediário em relação à velocidade original.

Portanto, eu queria 3 amostras de vídeo — inclusive para enviar pelo Telegram e obter outras opiniões.

Queria também reproduzir todos os 3 vídeos simultaneamente, lado a lado, na minha tela, para analisar e, eventualmente, fazer minha escolha.

Geralmente, para produzir 2 (ou mais) vídeos com velocidades de reprodução variadas, em uma ferramenta gráfica, será necessário fazer um de cada vez.

Neste caso, a CLI permite a abertura de vários terminais e você pode executar as tarefas simultaneamente, cada qual em seu terminal.

Na CLI, o seu sistema dificilmente ficará indisponível, enquanto você converte um ou mais vídeos.

É possível criar scripts ou arquivos em lote (batch files) com as sequências de comandos necessárias.

No final, você pode ter inúmeros resultados para analisar detalhadamente e decidir o que te agrada mais — e, se quiser, apagar o restante.

Não precisa ser radical, claro…

Use as duas metodologias para solucionar seus problemas.
Use a GUI aonde sente que ela pode ser mais produtiva. E use a CLI aonde ela couber melhor.

Às vezes a CLI é apenas o jeito mais divertido de executar o trabalho.
E quando a diversão entra por uma porta, a produtividade sai pela janela… sei como é isso. 🙂

Embora eu faça muito pouca edição de vídeo (e nem sou profissional desta área tão fascinante), os 2 casos que citei são aqueles em que (atualmente) mais uso a CLI: aplicar o slow motion em vídeo e fazer a conversão.

Nestes e em muitos outros casos, a CLI me ajuda a obter rapidamente vários arquivos finais — para que eu possa fazer as minhas escolhas.

Como sugestão final, guarde exemplos de comandos em um arquivo texto, que você possa copiar e colar no terminal — fazendo apenas a substituição dos nomes dos arquivos e dos parâmetros de execução dos procedimentos.

Dell XPS 13 é o melhor laptop para programadores Linux?

A linha de notebooks Dell XPS é uma das mais caras da empresa e, provavelmente, do mercado.
Com acabamento e componentes “de primeira”, contudo, estes equipamentos são as alternativas da Dell aos concorrentes da Apple ou da Sony/Positivo (Vaio), entre outros.

Leves, os notebooks XPS podem ser facilmente carregados de um canto a outro (em casa ou no escritório) — o que favorece as pessoas que gostam ou precisam trabalhar em ambientes diferentes.

Em artigo recente, no LinuxJournal, o colunista Petros Koutoupis fez uma análise do Dell XPS 13 Developer Edition Laptop, um produto do projeto Sputnik da Dell.

O projeto não tem correspondente no Brasil, mas o notebook está lá, presente nos canais de venda da empresa — com algumas diferenças.

O modelo testado por Koutoupis, vendido nos EUA, vem com 16 Gb de memória RAM e Ubuntu 18.04 LTS pré-instalado. No Brasil, a Dell insiste em vender uma máquina incrível como essa, com um sistema operacional ruim (você sabe qual…) — o que significa que vamos ter o (delicioso) trabalho de formatar e instalar o nosso SO preferido.

O review do Dell XPS 13

Sob o ponto de vista do colunista do LinuxJournal, o equipamento apresenta alguns pontos negativos. E vamos falar deles primeiro:

  • Não é um grande problema, mas é desagradável ainda se deparar com a tecla “windows” (tecla Super). Talvez não seja tão caro a Dell nos fazer a gentileza completa, substituindo o layout desta tecla por algo mais agradável.
  • A sensibilidade do touchpad e do touchscreen irão pedir um tempo para você se acostumar. No caso da tela sensível ao toque, pode acontecer de ativar o Dock do Ubuntu involuntariamente, ao ajustar a tela. O mesmo vale para a proximidade das teclas direcionais com as teclas PgUp e Pgdn — pedem um tempo para se acostumar.
  • A posição da câmera, na parte inferior da tela, oferece um péssimo ângulo (de cima para baixo) para você se mostrar para as pessoas. E, se você se preocupa com a privacidade, neste local, não é tão fácil tapar a câmera.
  • Além da entrada para fones de ouvido e cartão microSD, o resto é USB-C. Portanto, planeje a compra de adaptadores, caso pretenda conectar equipamentos antigos ao laptop.
  • Por fim, o autor relatou alguns problemas com o modo hibernação — a maquina não voltava, obrigando-o a desligar e ligar novamente o sistema. Isto significa que você provavelmente terá que fazer alguns ajustes: desligando a hibernação ou estendendo o período antes da suspensão.

Entre os pontos positivos, o autor destacou os seguintes:

  • O design externo — linhas simples e leveza do produto.
  • Tela sensível ao toque, extensa e suporte a 4K.
  • O áudio é de ótima qualidade — o que inclui um microfone que permite realizar videoconferências com total clareza.
  • O consumo de energia é muito bom. Além disso, o laptop permite checar o nível da bateria através de indicadores de led, na parte lateral, sem a necessidade de ligar ou sair do modo de suspensão. O autor deu nota máxima para este quesito.
  • A performance é tudo o que se espera deste produto da Dell — ou seja, é excelente.

conclusões

Koutoupis relatou ter tido uma experiência muito positiva com a máquina &mdash: “é poderosa e plenamente capaz de lidar com todo tipo de situações encontradas por desenvolvedores”.

Por ser leve, oferece mobilidade facilitada, permitindo que você o carregue para todos os lugares e retome o seu trabalho de maneira muito eficiente.

O sistema operacional Ubuntu brilha e mostra perfeita integração ao hardware.

Vale o investimento, de acordo com Petros.

Referências

Artigo de Petros Koutoupis: https://www.linuxjournal.com/content/review-dell-xps-13-developer-edition-laptop.
Página da Dell no Brasil: https://www.dell.com/pt-br/shop/notebooks-dell/novo-xps-13/spd/xps-13-9370-laptop.
Informações sobre o projeto Sputnik: https://elias.praciano.com/2017/06/conheca-o-projeto-sputnik-uma-parceria-entre-a-canonical-e-a-dell-para-oferecer-laptops-com-ubuntu-para-desenvolvedores/.
Outros posts sobre produtos Dell: https://elias.praciano.com/?s=dell+notebook.
Página da loja Dell na Amazon: https://amzn.to/2PuiyuQ.

Instale o navegador DuckDuckGo no seu celular e tenha muito mais privacidade.

O aplicativo de navegação na Internet, — ou Duckduckgo privacy browser — tem a proposta de oferecer novos padrões de confiança para seus usuários online.

O básico e o essencial da segurança online, ao fazer buscas e visitar sites na internet, são oferecidos pelo navegador, na forma de bloqueios de trackers (rastreadores), criptografia mais eficiente e um mecanismo de busca próprio.

A ideia é que a obtenção da privacidade, na Internet, seja tão simples quanto fechar as cortinas da sua casa.

Neste post vou abordar a instalação e alguns itens da configuração inicial do navegador DuckDuckGo para Android.

Não se iluda, contudo.

Atualmente, o estado da arte da privacidade só pode ser obtido ou alcançado mantendo distância dos dispositivos móveis.

Como instalar o navegador DuckDuckGo

há vários meios para obter e instalar o seu navegador seguro.

O próprio site possui a APK disponível para sistemas Android (links no final).

Se você tem a intenção de instalar a APK oficial, leia mais sobre o procedimento aqui.

Você também pode obter o app do site/F-Droid.

Configurações iniciais do DuckDuckGo.

Os itens descritos nesta seção são apenas opcionais.

Se quiser, pode começar usar o seu novo navegador sem nada disso.

Pessoalmente, gosto de instalar o widget de busca do DuckDuckGo direto na minha tela inicial.

Para isso, mantenha o dedo pressionado sobre uma área vazia da tela do seu Smartphone e selecione “Widgets”, embaixo.

Em seguida selecione o buscador do DuckDuckGo.

A minha segunda sugestão é configurar como seu navegador padrão.

Para isso, toque no botão de menu, canto superior direito do DuckDuckGo, para a lista do menu aparecer.

Em seguida, selecione “Settings”.

Agora ligue a opção “Set as default browser”.

Você será levado a uma tela de configuração do Android.

Nesta tela você deverá selecionar a opção de navegador padrão, em “App de navegador”.

Uma lista de aplicativos de navegação disponíveis no seu sistema será exibida.

Escolha o DuckDuckGo e… pronto.

Conclusão

A instalação e o uso do DuckDuckGo representa apenas um passo na direção da sua segurança e privacidade online.

Muitos outros passos precisarão ser dados, ainda.

Se você precisa se preocupar com a privacidade e a segurança em nível bem mais alto, o ideal é se afastar do celular, pelo menos nos momentos mais críticos (por exemplo, reunião com setores estratégicos da sua empresa).

Referências

Download da APK: https://github.com/duckduckgo/Android/releases

Download da Play Store: https://play.google.com/store/apps/details?id=com.duckduckgo.mobile.android

Download da Apple Store: https://itunes.apple.com/us/app/duckduckgo-search-stories/id663592361?mt=8

Download da F-Droid: https://f-droid.org/packages/com.duckduckgo.mobile.android/