Como instalar suporte a impressoras no Debian

O Debian, como a maioria das distribuições Linux atuais não precisa de muitos ajustes para começar a imprimir seus documentos.
Se você estiver tendo alguma dificuldade, segue algumas dicas que poderão ajudar a resolver o problema.
Use a sessão de comentários para deixar alguma sugestão de configuração que tenha dado certo (ou não) para você.
Não morro de amores por impressoras. Na verdade, tenho dificuldades de relacionamento com esta peça de hardware, desde o tempo do DOS (sim, eu sou um velho!).
Escrever sobre este assunto, contudo, é uma forma de enfrentar meus medos. Portanto, tenha a bondade de não me fazer “perguntas difíceis” nos comentários 😉
Só para contextualizar, os exemplos dados no artigo foram executados no Debian 9 Stretch (em fase testing, à época). A interface gráfica é GNOME 3.22.2.
Se você usa outra, na maioria dos casos não será difícil adequar as instruções à sua interface predileta.
As instruções poderão funcionar perfeitamente em outras distribuições baseadas no Debian — mas eu só testei nesta.

Impressora compatível

Algumas impressoras não são compatíveis — ou têm compatibilidade limitada — com Linux.
Nestes casos, não adianta insistir com as limitações do hardware.
Leia o artigo Dicas para comprar impressoras, para Linux users, caso ainda não tenha comprado a sua.

Em uma instalação padrão e atualizada do Linux muitas impressoras irão funcionar sem qualquer configuração adicional.

A Canonical mantém uma página com uma relação de impressoras (de várias marcas e modelos) testadas com o Ubuntu.
Dê uma olhada nos links, na seção Referências, ao final do texto.

Instale o suporte com o tasksel

O tasksel é uma ferramenta nativa do Debian e pode não ser encontrada em outras distribuições.
No Ubuntu, ela precisa ser instalada.
Ao instalar o Debian, a partir do netinstall, o tasksel permite baixar e configurar uma série de bibliotecas específicas para a impressão.
Se você deixou esta opção desmarcada, durante a instalação, pode agora rodar o tasksel e marcá-la:


sudo tasksel

debian tasksel servidor de impressão
A opção “servidor de impressão” ou “print server” faz a instalação de drivers e aplicativos de suporte à impressão, necessários para ambiente servidor ou impressão local. Portanto, se há intenção de conectar uma impressora ao seu PC ou laptop, ela é necessária.

Para ser mais específico, esta opção instala o CUPS e o hplip, tal como explica a sua página oficial.
Grosso modo, ela equivale ao seguinte comando:


sudo apt install cups hplip

Após a instalação, a impressora já poderá ser adicionada a partir do painel de controle do sistema — desde que seja suportada, como mencionado.
Se quiser saber como instalar a versão mais recente do hplip (drivers de impressão da HP), leia este post.

Configure a sua impressora no Debian

Se a sua impressora é tida como 100% compatível com o Linux, os passos que seguem serão bem tranquilos.
gnome dash painel de controle de impressoras
Você conseguirá adicionar e configurar sua impressora apenas seguindo as instruções na tela do seu computador.

  • conecte e ligue a impressora
  • encontre o painel de configuração da impressão e clique no botão de “desbloqueio”
  • forneça a sua senha, se for requisitada

painel de configuração da impressora debian
A esta altura a impressora conectada já deve estar na lista de opções. Basta selecionar.
painel de configuração da impressora debian
Após adicionar a impressora, prossiga para a próxima tela, onde você poderá fazer um teste de impressão.
painel de configuração da impressora debian

Referências

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Instale o Android Studio para Linux

Se você tem interesse em desenvolver apps para Android e prefere usar uma plataforma sólida e livre, pode usar Linux.
Neste post, vou mostrar como instalar o Android Studio no Fedora 25, no Ubuntu 16.04 e no Debian 9.0. Se a dua distro é diferente destas, tente adaptar os procedimentos para conseguir fazer a instalação.
Este texto cobre a instalação da ferramenta GUI voltada para desenvolvimento de apps para a plataforma móvel Android.


Recomendo, ainda, complementar o seu ambiente de desenvolvimento com algumas ferramentas CLI, descritas neste artigo.
android studio browse samples

Prepare o ambiente para instalar o Android Studio no Linux

Se você usa Debian ou Ubuntu, instale os seguintes pacotes:

sudo apt update
sudo apt install libc6:i386 libncurses5:i386 libstdc++6:i386 lib32z1 libbz2-1.0:i386

Quem usa o Fedora 25, instala os seguintes:

sudo yum install zlib.i686 ncurses-libs.i686 bzip2-libs.i686

Baixe e instale o Android Studio

android studio ide code sample
Agora você já tem o ambiente pronto para receber a ferramenta.
Vá até o site de downloads: https://developer.android.com/studio/index.html e baixe o pacote zip.
O comando que segue, assume que o pacote foi baixado para a pasta de Downloads e que você já tenha uma pasta /opt no seu sistema (dentro da qual será instalado o Android Studio):

mv Downloads/android-studio-ide-162.3764568-linux.zip /opt/

É claro que você pode optar por instalar o Studio em outra pasta. Isto fica a seu critério.
Agora vá até a pasta que contém o pacote e extraia o seu contéudo:

cd /opt
unzip android-studio-ide-162.3764568-linux.zip

Pronto!
Para ter mais conforto crie atalhos para o aplicativo.
Escolha um destes 2 métodos:

  1. inclua a seguinte linha no seu arquivo ~/.bashrc:
    export PATH="/opt/android-studio/bin:$PATH"
    
  2. ou crie um link simbólico para o programa:
    sudo ln -s "/opt/android-studio/bin/studio.sh" /usr/local/bin/android-studio
    

Depois disto, para rodar o android-studio basta usar um destes 2 comandos:

/opt/android-studio/bin/studio.sh

ou

android-studio

android studio ide development

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Como instalar o VirtualBox no Linux

Ferramenta essencial para quem precisa trabalhar com virtualização, o VirtualBox é um programa de código aberto amplamente usado na área.
Inicialmente, o programa foi criado e lançado pela empresa alemã Innotek, em Janeiro de 2007. A mesma empresa foi adquirida pela Sun Microsystems em 2008 e esta última, pela Oracle, em 2010.
virtualbox ninja tux
O VirtualBox é, hoje, um software pertencente à Oracle, que manteve a licença de software livre relativa ao coração do projeto. As extensões do produto, contudo têm licenças mais restritivas.
A Oracle é conhecida por não se dar muito bem com software livre, diga-se de passagem.
Neste post, vamos abordar o método sugerido pela Oracle para a instalação do VirtualBox.
Outros métodos em outros sistemas podem ser encontrados aqui.
Há um texto específico sobre a instalação do programa no Oracle Linux, aqui e outro específico para Debian, aqui.

Como baixar e instalar o VirtualBox do site da Oracle

Por causa dos problemas das licenças, nem sempre é possível encontrar os pacotes de instalação nos repositórios oficiais das principais distribuições Linux.
Se você não estiver usando a distro oficial da Oracle, pode baixar os pacotes do site da empresa e, a partir daí, fazer a instalação em seu sistema.
Vá até o site da Oracle e pegue a versão mais apropriada para a sua distribuição: https://www.virtualbox.org/wiki/Linux_Downloads.
virtualbox site screenshot
Como você pode ver na figura, acima, selecionei o Debian 9 Stretch — minha distro de trabalho. Se você usa outra, não se preocupe, pois os procedimentos são parecidos.

Como instalar o pacote do VirtualBox no Debian

Opcionalmente (eu sempre faço isso), confira se o arquivo baixado não ficou corrompido, no caminho, com o md5sum:

md5sum Downloads/virtualbox-5.1_5.1.18-114002~Debian~stretch_amd64.deb ;echo "4984599e7e419be075c225f4308bac62"

Você vai encontrar a relação completa dos MD5SUM aqui.
Se tudo estiver bem, com a verificação, use o dpkg para fazer a extração e a instalação:

sudo dpkg --install Downloads/virtualbox-5.1_5.1.18-114002~Debian~stretch_amd64.deb

Não esqueça de alterar, no exemplo acima, o diretório de download e o nome do arquivo para a sua realidade, aí.
Se, mais tarde, quiser remover este software, use o dpkg assim:

dpkg --remove virtualbox-5.1 

Como instalar o pacote do VirtualBox no Fedora

Usuários do Fedora, podem fazer o mesmo procedimento de verificação do MD5SUM. Para instalar, podem usar o dnf:

dnf install VirtualBox-5.1-5.1.18_114002_fedora25-1.x86_64.rpm 

Note que a versão baixada, por mim, é para Fedora 25 64-bit. Portanto, não esqueça de adequar o comando à versão que você baixou aí.

Como instalar o pacote do Virtualbox no OpenSuse

O OpenSUSE Tumbleweed tem o VirtualBox nos repositórios.
Portanto, é possível instalar direto de lá:

zypper install virtualbox

Se você precisa baixar a versão do site, use o zypper sobre o arquivo obtido:

zypper install VirtualBox-5.1-5.1.18_114002_openSUSE132-1.x86_64.rpm

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Instale o emulador Android Genymotion no Debian

A plataforma de emulação Android, Genymotion pretende ser a mais completa, para facilitar a vida dos desenvolvedores e entusiastas do sistema operacional.
Com suporte a mais de 40 dispositivos Android e a todas as suas versões mais atuais, o Genymotion permite, ainda as seguintes (entre muitas outras) possibilidades:
genymotion on imac

  • Use a webcam do seu laptop, como se fosse a câmera do próprio dispositivo Android.
  • O Genymotion é compatível com as ferramentas do Android SDK, entre outras.
  • Permite simular diferentes níveis de carga da bateria de um dispositivo Android, para você testar o comportamento dos seus apps em situações extremas.
  • Permite simular o uso do GPS do dispositivo, para testar apps que fazem uso de informações de geolocalização.

Neste texto, ensino a instalar a versão completa e gratuita.
Se você pretende trabalhar seriamente com desenvolvimento de aplicativos para Android, adquirir um dos planos pagos do produto é a melhor coisa a se fazer.
genymotion android emulator logo
Não esqueça de seguir os links dentro do texto, caso queira entender melhor algum assunto ou procedimento. Boa leitura! 😉

Requisitos de sistema para instalar o emulador Android Genymotion

  • Você precisa ter o VirtualBox instalado no sistema.
  • Ubuntu 16.04 (Xenial Xerus), Debian 8 (Jessie), Fedora 24 ou mais atuais.
    Os exemplos deste artigo são baseados no Debian 9 Stretch.
  • Arquitetura de CPU 64 bit, with VT-x or AMD-V habilitados na BIOS
  • Uma GPU recente e dedicada
  • 400 MB de espaço em disco
  • 2GB RAM

Além da instalação do VirtualBox você também precisa ter o dkms disponível no seu sistema. Se ele não estiver aí, comece a rodar o apt:

sudo apt install dkms

Onde baixar o Genymotion

Faça o download e o seu cadastro na página https://www.genymotion.com/download/.
Ao finalizar o download, faça o checksum do arquivo para verificar se ele baixou de maneira íntegra:

sha1sum genymotion-2.8.1_x64.bin ;echo -e "b4b372c429542450240a318f2587828a1ee135c6"

Instalação do Genymotion

Como disse, lá na sessão de requisitos, os meus exemplos são baseados no Debian 9. Se você usa outra distro, tenha o cuidado de adequar os comandos, para que tudo corra bem.
Para poder executar o arquivo baixado, é necessário dar a ele as permissões de executável:

chmod +x ./genymotion-2.8.1_x64.bin

Em seguida, rode o arquivo .bin que você baixou:

./genymotion-2.8.1_x64.bin

Opcionalmente, você pode executar o comando acima com privilégios administrativos — para que todos os usuários do sistema possam usar o programa.
Isto já deve ser o suficiente para conseguir rodar o emulador.
genymotion

Problemas ao tentar executar o Genymotion

Você precisa ter um cadastro no site para poder usar a totalidade do aplicativo e ter acesso a alguns dispositivos virtuais — além de poder fazer o download do próprio arquivo de instalação.
Eu tive, ainda, alguns problemas relativos a execução de algumas bibliotecas.
Ao tentar rodar o Genymotion, eu obtinha os seguintes erro, na linha de comando:

/opt/genymobile/genymotion/genymotion: symbol lookup error: /usr/lib/x86_64-linux-gnu/libX11.so.6: undefined symbol: xcb_wait_for_reply64

ou

/opt/genymobile/genymotion/genymotion: symbol lookup error: /usr/lib/x86_64-linux-gnu/libGL.so.1: undefined symbol: drmGetDevice

Se quiser saber mais sobre estes erros, dê uma olhada nos sites em Referências, ali embaixo.
Uma forma de contornar estes problemas e conseguir pôr o programa para funcionar é renomear os arquivos
/opt/genymobile/genymotion/libxcb.so.1 e /opt/genymobile/genymotion/libdrm.so.2
Isto pode ser feito com o comando mv:

 sudo mv /opt/genymobile/genymotion/libxcb.so.1 /opt/genymobile/genymotion/libxcb.so.1___backup

 sudo mv /opt/genymobile/genymotion/libdrm.so.2 /opt/genymobile/genymotion/libdrm.so.2___backup

Isto não resolve o problema, mas permite usar o Genymotion, pelo menos até você descobrir uma solução mais adequada ou ele ser atualizado.
Para reverter o procedimento, execute-o “ao contrário”:

 sudo mv /opt/genymobile/genymotion/libxcb.so.1___backup /opt/genymobile/genymotion/libxcb.so.1

 sudo mv /opt/genymobile/genymotion/libdrm.so.2___backup /opt/genymobile/genymotion/libdrm.so.2

Você optou por outra solução?! Deixe a gente saber como você resolveu o problema, nos comentários.

Como testar apps Android no emulador Genymotion

Há basicamente 3 formas de testar seus apps ou arquivos executáveis apk, no Genymotion:

  1. Arraste o arquivo apk pronto, para dentro da janela que se encontra emulando um dispositivo Android. É fácil assim.
  2. Rode o comando, no terminal:
    adb install nome_do_app.apk.
  3. Use um link da web para baixar e instalar diretamente o apk no seu dispositivo virtual.

Referências

https://www.genymotion.com/fun-zone/.

http://stackoverflow.com/questions/40998027/genymotion-genymotion-symbol-lookup-error-usr-lib64-libgl-so-1-undefined.

http://stackoverflow.com/questions/39316164/genymotion-usr-lib64-libx11-so-6-undefined-symbol-xcb-wait-for-reply64.

http://unix.stackexchange.com/questions/316787/problem-with-libx11-so-6-undefined-symbol-xcb-wait-for-reply64/317404.

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instale o Android SDK no Linux

Em algumas distribuições Linux, você pode começar a desenvolver para a plataforma móvel imediatamente, após instalar o metapacote Android SDK, que contém um conjunto de ferramentas e softwares utilitários CLI voltados para quem deseja programar para esta plataforma.
O kit inclui uma variedade de ferramentas de assistência ao desenvolvedor de aplicações para a plataforma mobile Android.
As ferramentas, presentes no kit, se classificam em 3 grupos:

  1. SDK Tools — ou Software Development Kit Tools (kit de ferramentas de desenvolvimento de software)(
  2. Platform-tools ou ferramentas de plataforma.
  3. Build-tools ou ferramentas de construção

É conveniente dizer que as ferramentas incluídas são CLI, ou seja, voltadas para a linha de comando.
O SDK Tools é independente de plataforma e é sempre requerido, seja qual for a versão do Android para a qual você deseja voltar o seu trabalho.
Testei a instalação nos sistemas operacionais Debian 9 Stretch e no Ubuntu 16.04 LTS Xenial Xerus. Nas duas distribuições os pacotes estão presentes e podem ser instalados direto dos repositórios.
No Debian 9.0 Stretch o Android-SDK é uma novidade — e ele provê todas as ferramentas necessárias para desenvolver para a plataforma Android, a partir da versão android-23.
É possível também instalar os binários do Google, diretamente no diretório /usr/lib/android-sdk.
A documentação oficial revela que todas as bibliotecas usadas no app ainda não estão cobertas, tal como o Android Support — que não faz muito sentido dentro do Debian, já que só é útil dentro de um app Android.

Como instalar o kit de desenvolvimento Android no Debian ou Ubuntu

Claro que, depois da instalação do kit, você vai precisar estudar e ler um pouco mais para se aprofundar na área de desenvolvimento para a plataforma. Neste sentido, espero que os links na seção de Referências (lá embaixo!) ajude.
Para instalar os metapacotes necessários, siga os passos:

  1. Comece a instalar android-sdk e o android-sdk-platform-23 (pacote sugerido):
    sudo apt update
    sudo apt install android-sdk android-sdk-platform23
    
  2. Ajuste algumas variáveis de ambiente:
    export ANDROID_HOME=/usr/lib/android-sdk
  3. Opcionalmente, rode o gradle:
    gradle build --init-script /usr/share/android-sdk-helper/init.gradle
    

Com este procedimento, você terá algumas ferramentas de linha de comando (CLI) para iniciar — como o adb, o emulator, o fastboot etc.
Sugiro complementar este kit com a instalação da IDE Android Studio, uma ferramenta gráfica (GUI) para desenvolvimento visual.

Referências

https://guardianproject.info/2017/03/13/build-android-apps-with-debian-apt-install-android-sdk/.
https://bits.debian.org/2017/03/build-android-apps-with-debian.html.
https://wiki.debian.org/AndroidTools.

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