Configure o seu navegador Firefox para acessar e instalar as extensões do GNOME

Há, pelo menos, duas coisas muito fáceis, que você já deveria ter feito, se usa o Linux com o ambiente gráfico GNOME.
A primeira delas é configurar o seu navegador Firefox para acessar a página oficial de extensões do GNOME, a partir da qual é possível entrar em contato com um universo de possibilidades incríveis para a sua interface gráfica.

A segunda é conhecer as extensões possíveis e começar a experimentar.
Este assunto foi abordado no post O que fazer depois de instalar o GNOME e vou procurar me aprofundar um pouco neste tópico, a seguir.

Se o seu navegador ainda não estiver pronto para deslanchar todo o potencial do GNOME Shell, uma advertência será exibida no topo da página de acesso, conforme a imagem abaixo.

Para chegar lá, clique no link:

https://extensions.gnome.org/.

Se a página estiver aparecendo em inglês para você, clique em “Click here to install browser extension“.
Clique na figura, abaixo, para obter mais detalhes.
gnome extension

Em seguida o navegador irá pedir mais 2 confirmações, conforme as próximas imagens:
permitir extensão.

Depois do download, a segunda permissão (para instalar) precisa ser dada:
Add extension.

Depois disso basta rolar a página para ver as extensões disponíveis.
As que você “ligar”, serão instaladas e ativadas.
Para remover, basta voltar à página e “desligar” a extensão.
Me conte quais as suas preferidas, depois de experimentar um pouco.

O que você precisa para ter um estúdio de edição de fotos profissional no Linux.

O sistema operacional Linux tem diversas ferramentas importantes, desenvolvidas por fotógrafos e para outros fotógrafos.
O GIMP é o principal software de edição e manipulação de imagens — e costuma vir instalado em algumas distribuições.

Quando este não é o caso, é fácil instalar ele e muitos outros programas e utilitários para este tipo de aplicação.
O GIMP tem uma história semelhante à do Photoshop — ambos são oriundos de trabalhos acadêmicos desenvolvidos por estudantes universitários.
Basicamente, fotógrafos usam um computador para armazenar, catalogar, editar etc. suas imagens.
Este post vai lançar uma luz sobre os programas voltados à catalogação e edição de imagens.
Só para contextualizar, este artigo é baseado no Debian.
Se você usa o Ubuntu ou qualquer outra distro baseada nele, recomendo complementar esta leitura com o post Configure o ubuntu para ser um estúdio profissional de fotografia.

Distribuições GNU/Linux prontas para edição de imagens

Existem distribuições que já podem ser baixadas (quase) prontas para começar a trabalhar com suas fotos.
O único problema das opções listadas, abaixo, (EMHO) é que elas podem vir com uma grande quantidade de itens a mais — ainda assim, boa parte do que você precisa, já vai estar lá, pronto para ser usado.
São opções voltadas para o design e criação de conteúdo multimídia, ou seja, vai vir muita coisa que você provavelmente não precisa.

A única pessoa que vai saber qual a melhor opção ou distro Linux para você, é você mesmo(a).
Portanto, recomendo experimentar.
A maioria roda como Live, direto do seu pendrive e, portanto, não haverá necessidade de formatar e instalar absolutamente nada para ter uma ideia do que cada uma faz.

Nenhuma distro é perfeita. Você vai precisar buscar e instalar (ou comprar) uma ou outra ferramenta.
Se é do tipo que gosta de uma instalação leve e limpa, vai também remover o que não precisa.
A grande vantagem, aqui, é poder começar com metade do caminho já percorrido.

O Projeto Fedora Labs tem, entre suas opções, uma distro chamada Design Suite, com vários softwares voltados para o design.

Se você prefere o jeito da Canonical de fazer as coisas, pode ficar feliz e satisfeito com o Ubuntu Studio.
Para a fotografia, a distro destaca o Darktable e o Shotwell.

Além destas, destacam-se a io GNU/Linux e IRO OS.
Ambas são voltadas criação e produção de conteúdo multimídia (imagens, áudio e vídeo).
O IRO OS é feito pensado na portabilidade, ou seja, para rodar de um pendrive. Mais pra baixo, explico por que não gosto desta opção, mas… enfim, trata-se de uma opção.

No resto deste post, vou falar sobre como configurar a sua distro atual, instalando apenas os programas que você vai precisar.

O estúdio de fotografia pronto

Existe muita coisa nesta área que pode ser encontrada direto nos repositórios da sua distro.
Segue uma relação de pacotes de softwares, sugeridos:

  • Argyll — “Sistema de Gerenciamento de Cores, calibrador e perfilador.”
    Trata-se de software ainda experimental e é compatível com o ICC.
    Dá suporte “à criação precisa de perfis ICC para scanners, impressoras CMYK, filmadoras e calibração e perfilamento de displays.
  • Dispcalgui — Interface gráfica para o Argyll
  • icc-profiles-free — Editor de perfis ICC.
  • Darktable e RawTherapee — Softwares de edição de imagens RAW. Saiba mais sobre eles aqui (DarkTable) e aqui (RawTherapee).
  • Entangle — Voltado para fotógrafos que gostam de trabalhar em tethered mode, ou seja, controlar a câmera e a sessão de fotos a partir do computador.
  • GIMP, gimp-data-extras, gimp-gap, gimp-plugin-registry, gimp-ufraw — Editor de fotos GIMP e vários plugins.
  • Phatch — Utilitário GUI para processar fotos em lote. Tem suporte a todos os formatos de imagem mais comuns.
    Pode ser usado para redimensionar, rodar, aplicar perspectiva, sombras etc. em inúmeras fotos, de uma só vez.
  • Rapid Photo Downloader — Aplicativo para importar grande quantidade de fotos de múltiplas câmeras, cartões de memórias e outros dispositivos de armazenamento.

Na linha de comando, rode o comando apt (Debian), para instalar:


sudo apt install argyll, darktable, dispcalgui, entangle, gimp, gimp-data-extras, gimp-gap, gimp-plugin-registry, gimp-ufraw, icc-profiles-free, phatch, rapid-photo-downloader, rawtherapee

Se você usa o Fedora, rode o dnf:


sudo dnf install argyll, darktable, dispcalgui, entangle, gimp, gimp-data-extras, gimp-gap, gimp-plugin-registry, gimp-ufraw, icc-profiles-free, phatch, rapid-photo-downloader, rawtherapee

Como encontrar mais

Há muitas outras opções de softwares.
Alguns são redundantes em relação a estes.
Outros são complementares.
No Debian e no Fedora, rode o seu gerenciador de pacotes padrão (apt ou dnf) acompanhado da opção ‘search’:


sudo apt search photography

A busca também pode ser feita na GUI.
Abra o gestor gráfico de instalação de aplicativos para obter mais opções de software para instalar.
pop shop photography search

Acima, captura de tela do gerenciador do POP OS (POP Shop), com a busca pelo termo ‘photography’.
Use outros termos, para encontrar conteúdo relevante para você.

Configure o Ubuntu para ser um estúdio profissional de edição e manipulação de suas fotografias

Entre os diversos sabores do Ubuntu, a Canonical distribui uma versão chamada Ubuntu Studio, voltada para a criação multimídia.
A depender do que você pretende fazer, esta pode ser a melhor opção para você

Os links de download estão agrupados, na sessão de referências, ao final do texto.
O “problema” do Ubuntu Studio é que você pode sentir que “tem coisas demais” dentro dela.
Por exemplo, softwares e bibliotecas gráficas para criar e manipular conteúdo de áudio ou vídeo, se não pretende usar, vão apenas ocupar espaço inútil no seu sistema e podem, até mesmo, torná-lo um pouco mais lento.

A distro vem equipada com o kernel de baixa latência (low latency), para otimizar a produção de conteúdo multimídia.

O Ubuntu Studio é semelhante ao Fedora Design Suite que também oferece um ambiente completo de criação.

Neste post, contudo, vou mostrar como instalar no seu Ubuntu apenas o set de ferramentas para fotografia, do Ubuntu Studio.
Desta forma, todas as distribuições GNU/Linux, baseadas nesta distribuição (POP OS, KDE NEON, Linux Mint etc) podem receber estes pacotes voltados para a produção fotográfica.
Escrevi sobre o Ubuntu 18.04 e como instalar softwares de edição rapidamente, neste post. Por favor leia também! 😉

O metapacote ubuntustudio-photograpy

Você pode instalar um a um os itens do metapacote, através da interface gráfica (GUI), ou pode abrir um terminal e rodar o apt:


sudo apt install ubuntustudio-photography 

Este comando irá instalar os seguintes pacotes no seu sistema:

argyll, darktable, dispcalgui, entangle, gimp, gimp-data-extras, gimp-gap, gimp-plugin-registry, gimp-ufraw, icc-profiles-free, phatch, rapid-photo-downloader, rawtherapee.

Merecem destaque os seguintes itens:

Fora deste metapacote, recomendo a instalação também do Shotwell, que pode facilitar subir suas fotos para o seu site pessoal ou para as suas redes sociais, além de ajudar a catalogar e organizar seus arquivos de imagens.
instalar shotwell

Faça uma busca por ‘photography’ ou ‘fotografia’ no programa de instalação de aplicativos da sua distro, para descobrir mais opções.

Referências

Site de download do Ubuntu Studio: https://labs.fedoraproject.org/pt_BR/design-suite/.
Site de download do Fedora Design Suite: https://ubuntustudio.org/download/.
Mais textos sobre fotografia e edição de imagens no Linux: https://elias.praciano.com/?s=imagem+raw+fotografia.

5 IDEs para programar no Linux

Os ambientes integrados de desenvolvimento (Integrated Development Environment> ou IDEs) são conjuntos de ferramentas que visam a oferecer ao desenvolvedor(a) tudo o que ele(ela) necessita para trabalhar: editor, corretor, debugger, compilador/interpretador etc.
O objetivo da IDE é proporcionar conforto, eficiência e desempenho a projetos de desenvolvimento de todos os tipos e tamanhos.

O Linux é muito rico em ferramentas para programação e é apontado como uma opção segura para profissionais sérios(as).
Neste post, vou me limitar a falar das opções disponíveis na interface de instalação Programas no Debian 10 “Buster” (testing edition).
Debian Ubuntu Instalar programas

Mesmo que a sua distro favorita seja outra, tenho certeza (quase) absoluta de que você vai encontrar todas estas opções lá também.
Para estar nesta lista, os itens precisam obedecer os seguintes requisitos:

  1. Precisa estar disponível no repositório oficial do Debian
  2. Precisa estar disponível na busca do painel de instalação Programas.
  3. Precisa ser uma ferramenta genérica, voltada para várias linguagens de programação e não apenas uma ou outra plataforma específica.

Use a sessão dos comentários, para me avisar (se não encontrou alguma coisa) ou para sugerir outras opções. 😉

Anjuta DevStudio

anjuta ide

Escrito, desde o inicio para o ambiente GNOME, o Anjuta DevStudio tem uma interface totalmente integrada.
Foi lançado em Dezembro/1999 e é, portanto, um projeto com aproximadamente 20 anos de estrada.
Entre seus principais atributos, o site oficial lista:

  1. Interface simplificada de usuário.
  2. Possui assistentes de projeto e modelos prontos.
  3. Tem suporte a C, C++, Java, JavaScript, Python e Vala.
  4. Integração total com o Glade, ferramenta de design de interfaces.
  5. GDB integrado, para depuração completa.
  6. DevHelp, como sistema de ajuda integrado e sensível ao contexto.

Code::Blocks

code blocks ide

A proposta do Code::Blocks é ser uma plataforma de desenvolvimento de código aberto, voltada para as linguagens C, C++ e Fortran.
Tem suporte a múltiplos compiladores, como o GCC, MSVC++, Clang Digital Mars etc.
O programa é especialmente projetado para ser estendido, através de plugins e receber variadas configurações.

Eclipse

eclipse ide linux

O projeto da IDE Eclipse já tem mais de 15 anos e começou dentro da IBM, em um projeto chamado VisualAge, voltado a construir ferramentas de desenvolvimento para os próprios projetos da empresa.
Atualmente, o Eclipse tem suporte a mais de 45 idiomas e a dezenas de linguagens de programação, como Ada, ABAP, C, C++, C#, COBOL, D, Fortran, Haskell, JavaScript, Julia, Lasso, Lua, NATURAL, Perl, PHP, Prolog, Python, R, Ruby (inclusive Ruby on Rails framework), Rust, Scala, Clojure, Groovy, Scheme, e Erlang.
O suporte a estas e outras linguagens é adicionado por meio de plugins.
Tal como o Code::Block, tem suporte a diferentes sistemas operacionais e, portanto, pode ser uma ótima opção para projetos multi-plataforma.

Geany

geany ide linux

O Geany é o queridinho entre desenvolvedores que apreciam o equilíbrio entre a quantidade de recursos e o bom desempenho de uma IDE leve.
O objetivo que guia este projeto é manter sempre este equilíbrio — que é alcançado, entre outras coisas, mantendo o mínimo de dependência de bibliotecas de terceiros.
Portanto, é indicado também para quem tem espaço limitado no computador de trabalho.
Tem suporte a C, Java, PHP, HTML, Python, Perl e Pascal.

Netbeans

Outra IDE desenvolvida por uma grande companhia, o NetBeans surgiu dos laboratórios da Sun Microsystems.
Inicialmente, o objetivo era prover um ambiente integrado aos desenvolvedores Java – dentro e fora da empresa.
Mas o projeto cresceu e adquiriu “vida própria”. Sobreviveu, até mesmo, a aquisição da Sun pela Oracle.
O projeto, hoje, tem suporte a dezenas de linguagens de programação (através de plugins) e pode ser usado até mesmo para desenvolver temas para WordPress.

Menções honrosas

Tive que conter o meu entusiasmo para não continuar escrevendo.
A lista ultrapassaria 10 itens, facilmente.
Apesar disso, faço questão de mencionar 3 IDEs e os motivos pelos quais ficaram fora desta lista.

  1. O Eric ficou de fora por ser um projeto exclusivamente voltado ao Python.
    Contudo, é um ambiente de programação fantástico e, se você é desenvolvedor Python, definitivamente recomendo que vá aos Programas conhecer esta opção.
  2. O Kdevelop também merece estar em qualquer lista de IDEs para a plataforma Linux e ele também pode ser encontrado no painel de instalação.
    Ficou de fora por ser voltado ao ambiente gráfico KDE — o que implicaria (para quem usa o GNOME, como ambiente padrão) em instalar uma enorme quantidade de bibliotecas para Qt e KDE.
  3. O Codelite, por pouco, não me fez aumentar a lista de 5 para 6…
    No Debian, ele pode ser instalado pela CLI, por que faz parte dos repositórios oficiais.
    O problema é que não consegui encontrá-lo no painel gráfico de instalação — e este seria o segundo pré-requisito para entrar na lista.
    Na sua distro, aí, é possível que ele esteja presente — dá uma olhada!
    Se não estiver e quiser conhecer o ambiente, use o apt (ou dnf):

    
    sudo apt install codelite
    

O exemplo do Codelite, aqui, mostra por que desenvolvedores não podem abrir mão da linha de comando, sob pena de deixar passar coisas importantes.
Se cometi algum erro ou alguma injustiça, por favor, me conte na sessão de comentários.

3 editores de código para Debian e Ubuntu

O Linux é uma plataforma valiosa para desenvolvedores(as). É estável e cresceu pelas mãos de programadores.
A concepção inicial era ser um sistema operacional feito por e para desenvolvedores, mas o projeto acabou crescendo muito além disso.

O GNU/Linux, hoje, é para todos.
É possível afirmar que apenas alguns nichos de usuários é que não irão encontrar utilidade para o sistema operacional do pinguim (sorte que não sou um deles) 😉

Programadores(as), dispõem de um enorme “manancial” de ferramentas e documentação, dentro da plataforma GNU/Linux.
Parte já vem instalada por padrão.
Outra parte pode ser baixada dos repositórios da sua distro (ou seja, a lojinha de apps).
Debian Ubuntu Instalar programas

Este post, tem algumas limitações — ou a lista ficaria insanamente grande.
Só vale editores gráficos (GUI) e que estejam presentes na lista do aplicativo Programas (Debian/GNOME).
Por exemplo, o Kate é tão bom quanto o Gedit, para editar código — mas é voltado ao KDE.
Nada impede que o usuário instale software para KDE no GNOME, mas isto vai contra algumas regras básicas de uso do Linux

Se você percebeu que deixei algum software de fora, por favor, use a sessão de comentários para avisar.

O Gedit

Este é um dos itens padrão de qualquer instalação que usa o desktop GNOME — ou seja, é pré-instalado.
O editor tem suporte a dezenas de linguagens de programação.gedit editor

Conta com suporte a syntax highlighting e vários outros recursos, via plugins.
Abaixo, painel para alterar o tema visual do editor.
temas do Gedit

GVim

Derivado do Vim, editor de textos CLI, esta versão mantém todos os atalhos de teclado e comandos do original e adiciona a possibilidade de realizar as tarefas pela GUI, com o mouse, claro.
gvim editor

Podemos dizer que o Vim é algo muito poderoso na CLI, mas isto seria verdade também na sua versão gráfica?
Eu acredito que traz todas as suas vantagens para o ambiente gráfico, sim. Mesmo sendo um ávido usuário do editor na CLI, também gosto do conforto de usar o conceito de “apontar e clicar” no meu editor favorito, de vez em quando.

Outra vantagem do editor é que você pode levar e usar toda a sua base de conhecimento no Vi e Vim.

Pluma

Este seria o editor padrão do Ubuntu MATE, assim como o Kate e o Kwrite são do KDE e o Gedit do GNOME.
Não recomendo usar editores de outros ambientes desktop apenas pelo princípio de manter o sistema enxuto.
Ao instalar programas do KDE, em um ambiente GNOME, várias novas bibliotecas (QT, por exemplo) são acrescentadas ao sistema, que ficará “inchado” apenas para satisfazer aquele programa novo.
editor texto pluma

O Pluma irá acrescentar, além do pacote do editor, em si, o mate-dekstop (393 Kb) e o próprio Pluma (12.8 MB).
Neste caso, o pacote adicional do Mate, representa apenas uma pequena fração do carro-chefe.
Vale a pena experimentá-lo, portanto.

O que ficou de fora

Eu fiz um esforço para não incluir editores mais avançados, como o Geany e o Aptana (entre outros).
Estes programas são IDEs (Ambientes de Desenvolvimento Integrado) e, portanto, não são “apenas editores de texto”.

Tem outras sugestões de editores, que não abordei neste post?
Então, comente sobre isso 😉