Como trabalhar com presets no GIMP

No mundo dos softwares proprietários, estão trocando e distribuindo presets a torto e a direito… e no GIMP?!
Como posso criar e usar presets no GIMP?

O GIMP cria presets automaticamente e ainda permite gerenciar seus ajustes personalizados de inúmeras formas.

O que são presets?

Ao editar imagens dentro do GIMP – ou qualquer outro editor – você sempre vai querer obter os melhores resultados.

Às vezes apanhamos um pouco (ou muito) para conseguir obter aqueles ajustes perfeitos de tons/tonalidades para determinados tipos de imagens.
Não é um trabalho fácil.

Como criar presets no GIMP?

Geralmente, os ajustes necessários para obter o melhor tom costumam ser o balanco de cores, saturação, matiz, curvas etc.
No GIMP, tais ajustes ficam agrupados no menu Ferramentas/Ferramentas de Cores.
gimp - ferramentas de cor

Ao editar fotos relativamente similares, pode se beneficiar de aplicar o mesmo conjunto de ajustes que funcionou em uma delas, nas outras.
Preset, quer dizer pré-ajustado.
Com este recurso, não é necessário memorizar tudo o que foi feito na imagem anterior.
Os presets, permitem usar os ajustes aplicados à imagem anterior em qualquer outra.
menu de presets

Se você tem um conjunto de 10 fotos de flores, só precisa fazer os ajustes de tons na primeira e reaplicá-lo nas outras fotos.
É para isto que servem os presets — é para poupar o seu tempo.

Outra forma de usar os presets, é aplicar efeitos prontos em suas imagens, semelhantes aos dos filtros do Instagram, Flickr, Google Photos etc.

A cada vez que você realiza um ajuste nas ferramentas de cores (exceto a “dessaturação”, “posterizar” e outros plugins prontos), o GIMP já salva automaticamente, como um preset — pronto para ser usado outras vezes.
Como padrão, cada preset é gravado com um título, que inclui a data e a hora de sua criação — mas você pode (e deve) usar nomes que ajudem a entender melhor o que aquele “pré-ajuste” específico faz.
nome do preset

Você também pode gravar seus presets favoritos em arquivos, para levá-los a outro computador ou compartilhar com outras pessoas.

Como gravar seus presets em arquivos

Para alguns fotógrafos ou editores excepcionais, os presets podem ser valiosos.
É comum distribuírem seus pré-ajustes entre seus clientes ou seguidores na rede social.
Alguns profissionais vendem seus presets, para Lightroom, por exemplo.
Não há qualquer impedimento para você vender os que criou no GIMP.
Como eu disse antes, dá para gravar seus presets em arquivos — para guardar, distribuir, comercializar etc.
Para isso, selecione um dos seus presets do menu dropdown e clique sobre o símbolo de menu, à direita do painel de ajustes.
Em seguida selecione “Exportar configurações para arquivo”.
gimp exportar preset

Você pode salvar o seu arquivo aonde quiser.
Para ter um acesso mas fácil a seus presets, sugiro usar uma pasta específica, no seu sistema, para eles.
gravar presets no GIMP

Tire grandes fotos de paisagens com a lente do kit (18-55mm)

A lente do kit é aquela que já vem com a sua câmera, para dar uma opção de equipamento pronto para ser usado, tão logo você termine de desembalar o produto.
Tem limitações, é claro, mas é também a companhia perfeita para muitas situações.

Quando você quer sair para se divertir e fotografar paisagens a 18-55mm pode ser a sua melhor amiga — a menos que o seu melhor amigo também esteja ao seu lado, fotografando. 😉

Segue algumas dicas minhas, para tirar o melhor da sua objetiva e, ao final, um link para uma das várias galerias de fotos das comunidades que usam e se divertem muito com esta lente.

A objetiva 18-55mm, presente em kits e combos da Canon e Nikon, é uma lente padrão e de baixo custo de aquisição.
Como qualquer outra, ela não é perfeita.
O que você precisa, é conhecer melhor suas limitações para extrair o que ela tem de bom (e não é pouco!).

Não leve em consideração a qualidade das imagens que posto neste site — elas são tratadas para carregar mas rápido na web e, portanto, perdem qualidade substancial.
Apenas clique na imagem que deseja ver em tamanho grande, que eu te levo à versão original. 😉

Qual a importância dos equipamentos, para tirar boas fotos?

Cada vez mais, me convenço que os equipamentos não são essenciais para obter as melhores imagens.

Uma boa imagem… é uma boa imagem.
Não interessa como você a obteve.

Cartier-Bresson, Fan Ho e tantos outros grandes fotógrafos, ativos no século passado, tinham muitos menos nas mãos do que você tem hoje.
Mesmo assim, foram capazes de produzir fotos incríveis e inesquecíveis.

Flores em preto e branco.

Portanto, não dê atenção a quem fica insistindo na bobagem de que você tem que comprar equipamento melhor.
Procure melhorar a sua técnica e trabalhar a sua criatividade.
As suas próximas imagens irão refletir este esforço.

Eu gosto de chuva… mas só tiro o equipamento de dentro de casa, quando ela acaba.
Para lugares aonde há outros riscos, além de molhar minha câmera, prefiro sempre levar a minha lente mais barata.

O que garante fotos bonitas é tudo o que está ao redor do conjunto câmera+lente.
É você, seu espírito criativo e o ambiente, com sua luz e a paisagem a ser registrada.

banco em frente ao bosque

A distância focal

Para simplificar, caso você seja iniciante na fotografia, a distância focal é o zoom da sua objetiva.
Neste post falamos de um zoom compreendido entre os valores 18 e 55.

Você pode usar uma distância focal baixa (18mm, por exemplo) para obter uma imagem mais ampla.
Com este valor, é possível incluir muito mais elementos da paisagem na sua foto, tanto horizontal como verticalmente.
Com um valor de zoom máximo (55mm), já dá para obter mais detalhes de uma de uma parte da paisagem.

Não fique contando com a possibilidade de “cortar a imagem” no computador, mais tarde.
Ajuste o zoom e a sua composição e tire logo a foto daquilo que você quer.
Uma imagem recortada e ampliada não tem, nem de longe, a mesma qualidade daquela que você destacou usando o zoom.

A distância focal pode ter um impacto no efeito bokeh, é bem verdade. Mas este assunto vai ter que ser tratado com mais profundidade em outro post, claro.

Camadas e profundidade

Na fotografia de paisagem, é útil entender as camadas e a profundidade.
Os dois elementos, combinados, podem ajudar a dar mais corpo à sua paisagem.
Experimente compor objetos próximos com a paisagem ao longe.
O “objeto próximo” pode ser uma árvore, uma flor, uma pessoa…
Você pode experimentar focalizar num e noutro alternadamente.

Vista do Brooklyn.

Posicionamento

Mude sua posição em relação à paisagem.
Suba em uma árvore (se ainda tiver idade para isso…). Tente uma abordagem sentada(o) ou deitado(a) no chão.
Caminhar 50 metros para o lado ou para frente/trás pode mudar totalmente a perspectiva e o resultado final.

Já falei da composição?

Procure se ater às regras básicas da composição.
É claro que as regras são para serem quebradas — mas isto só vale para quem as conhece bem e já domina a fotografia dentro delas.
Tenha em mente a regra dos terços, por exemplo.
Tire fotos um pouco mais amplas, para poder ter espaço para cortar e recompor mais tarde na tela do PC.

Repassando as dicas

  1. Tire muitas e apague muitas fotos.
    Quando chegar em casa, use a tela grande do seu computador para analisar cada uma das suas imagens.
    Fique apenas com as melhores e apague todo o restante.
    Se você está usando a resolução máxima da sua câmera ou registrando em RAW, pode acabar com o disco abarrotado de arquivos em pouco tempo.
    Por isso, é importante apagar tudo o que ficou duplicado ou não ficou bom.
  2. Tire fotos com um ângulo mais aberto e distância focal mínima e também com o zoom máximo, da mesma paisagem.
    Mais tarde, você pode escolher qual ficou melhor.
  3. Use o zoom da lente para destacar uma parte da paisagem, que você julgou interessante.
    Ao deixar para recortar depois, no PC, haverá perda significativa da qualidade.
  4. Procure compor a foto da paisagem com um objeto próximo. Isto ajuda a dar uma dimensão e, até mesmo, dramaticidade à sua foto.
  5. Use seus pés. Caminhe e experimente tirar fotos da mesma paisagem, só que de lugares e ângulos diferentes.
  6. Se você é iniciante, siga as regras de composição e se esforce para dominá-las, antes de cogitar quebrá-las.

Você tem mais dicas para fotografar com uma 18-55mm?! Compartilhe com a gente, nos comentários.

Uma imagem vale mil palavras…

Para finalizar, segue uma seleção de imagens, no Flickr de comunidades que fotografam com a 18-55mm.
Você vai encontrar vários grupos dedicados às lentes 18-55mm, na rede social.
Alguns destes grupos são voltados especificamente a determinadas marcas, que produzem estas lentes.
Veja a relação geral: https://www.flickr.com/search/groups/?text=18-55mm.
Uma das mais numerosas, dos usuários Canon, conta com mais de 120 mil inscrições: https://www.flickr.com/search/?group_id=556573%40N24&view_all=1&text=landscape.

Ainda não tem uma câmera?
Veja aonde comprar a sua.
Nikon com lente 18-55mm: https://amzn.to/2uL7mjD.
Canon com lente 18-55mm: https://amzn.to/2uRpKYd.
Fujifilm com lente 18-55mm: https://amzn.to/2Iyg2vR.

Se quiser adquirir apenas a lente:
Objetiva Nikkor 18-55mm: https://amzn.to/2GE6mDu
Objetiva Canon EF-S 18-55mm: https://amzn.to/2JmEpOj.
Objetiva Fujifilm 18-55mm: https://amzn.to/2GDateW.

Qual a melhor lente do kit para tirar retratos de pessoas? A 18-55mm ou a 75-300mm?

Muitas câmeras são vendidas acompanhadas de uma ou duas lentes, em um kit (ou combo), para ajudar quem está adquirindo seu primeiro equipamento DSLR ou Mirrorless a começar a fotografar, logo depois de desembalar seu novo produto.
Por causa disso, são chamadas de kit lenses ou lentes do kit.

Contudo, para manter os preços baixos, os fabricantes tendem a escolher as lentes mais baratas, para integrar o kit ou a combo box.

Este é um site para geeks autênticos e não para quem sofre de consumismo desenfreado. Desculpe.
O objetivo, aqui, é sempre procurar tirar o máximo do que temos em mãos, em vez de sair por aí, que nem maluco, para comprar coisas novas.

lentes canon
Lentes Canon EF-S 18-55mm e EF 75-300mm, fotografadas de um celular comum.

Eu poderia passar horas explicando por que o consumismo excessivo não vai ajudar a tirar fotos melhores — mas, se você ainda está aqui, acho que já concorda com este ponto.

Vamos à resposta e, ao final do post, clique nos links para as galerias de imagens, com vários retratos tirados com estas lentes.
Espero que isto ajude a tirar suas próprias conclusões. 😉

A objetiva 18-55mm

A Canon, entre outros grandes fabricantes, tem comercializado 5 modelos desta lente.
Alguns vêm com o STM (motor silencioso) para autofoco e estabilização de imagem.
Outras vêm sem estes recursos e, por isto, podem ser adquiridas a preços bem mais em conta.
Outra diferença comum é que as mais atuais possuem abertura máxima de 4 a 5.6, enquanto as anteriores podiam entregar até 3.5 (um ganho de aproximadamente 20% a favor das antigas).
Segundo a Canon, as lentes mais atuais possuem um sistema de estabilização melhorado, que pode compensar esta “perda” e entregar a mesma qualidade de imagem.
De maneira geral, é voltada para tirar fotos de paisagens (entre 18-35mm) e retratos (acima de 35mm).
Também atende à fotografia macro.

A objetiva 75-300mm

É uma das linhas tradicionais de algumas marcas e tem evoluído no decorrer dos anos.
A versão Canon EF 75-300mm III, é comercializada desde 1999, sucedendo a versão II (de 1995). Tem documentação atualizada e, portanto, é uma boa opção de compra entre as lentes mais baratas.

De modo geral, as pessoas podem ter bons resultados para retratos na distância focal entre 75 e 135mm. Se tiver o recurso de estabilização de imagem (Image Stabilization (IS) ou Vibration Reduction (VR), na Canon e Nikon, respectivamente) ou com o uso de um tripé, dá para ir além desta distância, sem perder a nitidez.

Por que estas lentes não são excelentes para retratos?

Ambas são listadas na categoria general photography (fotografia geral), em sites de fabricantes e cobrem algumas das distâncias focais preferidas por fotógrafos de retratos (portrait photographers).

Para conseguir capturar uma imagem dentro de uma profundidade de campo razoavelmente curta — ou seja, uma pequena área com nitidez, enquanto o restante fica desfocado — é melhor usar lentes com capacidade de abertura entre f/1.2 e f/2.8.
Valores menores de abertura permitem focalizar um objeto ou uma pessoa enquanto todo o resto “desaparece” em um grande borrão. E este não é bem o caso aqui.

Se o que você quer é um bokeh, ainda é possível obter o efeito, com um pouco de técnica e jogo de cintura.
Afaste a pessoa, que você deseja fotografar, o máximo possível do fundo e chegue você mais perto dela.
As duas objetivas fazem o trabalho.

Como benefício adicional, as lentes com melhor capacidade de abertura, permitem usar tempo de exposição menor e ISO mais baixo — o que se traduz em imagens bem mais nítidas e menos ruído.
Infelizmente, as duas lentes de que estamos falando, neste post, são incapazes de obter tais valores de abertura.

Adicionalmente ao problema da profundidade de campo, você também precisa ter em mente que a distância focal delas também pode não ser ideal para retratos.
Quando você clica em valores inferiores a 35mm, as lentes produzem distorções desagradáveis para fazer retratos de pessoas — por exemplo, os narizes podem ficar mais largos em relação ao restante do rosto.
Cachorros ficam lindos assim, mas as pessoas, não.

Por outro lado, distâncias superiores a 150mm, tem o efeito contrário nos rostos das pessoas — deixando-os mais achatados ou afinados.
Muitos fotógrafos profissionais tendem a usar uma faixa de distância focal intermediária, entre 50mm e 135mm.

Ok. Eu perguntei “qual é a melhor”…

Se tiver que escolher uma delas, eu iria com a segunda – 75-300mm – com o uso de um valor de abertura f/4 e me manteria na distância focal entre 75mm e 150mm — optando por usar um tripé, para aproveitar melhor a luz natural, se for o caso.

Uma imagem vale 1000 palavras

Para finalizar, veja algumas galerias de retratos no Flickr, referentes às lentes de que falamos neste post:

Nikkor 18-55mm (Nikon): https://www.flickr.com/search/?group_id=2301759%40N21&view_all=1&text=headshot.

Canon EF 75-300mm: https://www.flickr.com/search/?group_id=86282991%40N00&view_all=1&text=headshot.

Você ainda não tem uma lente? Gostaria de ter uma ideia dos preços? Veja aonde encontrar, abaixo:

  1. 18-55mm: https://goo.gl/2ft33r (Nikon)
      https://amzn.to/2Gx0pZ5 (Canon)
  2. 75-300mm: https://amzn.to/2GCNznK (Canon)
      https://amzn.to/2GyBMLm (Nikon)

E então? 😉
Você acredita que dá para tirar boas fotos com as lentes do kit?

O melhor programa de edição de imagens pode estar bem embaixo do seu nariz. E de graça!

Muitas pessoas não sabem, mas a sua câmera nova vem com um CD/DVD contendo, além dos drivers para o sistema operacional, alguns programas utilitários para usar com a sua câmera.
Se você perdeu o CD/DVD ou adquiriu um equipamento usado, refurbished ou reembalado, os softwares podem ser baixados do site do fabricante, como irei mostrar no decorrer deste texto.

Muitos fabricantes distribuem programas de edição de imagens que permitem, às vezes, trabalhar muito melhor as imagens RAW de suas câmeras.
É bem verdade que estes softwares não são completos, como o Photoshop, o GIMP etc.

Por outro lado, eles têm uma grande vantagem: uma vez que falam a linguagem nativa da sua câmera, oferecem alguns recursos de manipulação ou leitura das imagens RAW que não estão presentes nos grandes softwares, que são genéricos — para atender as demandas de vários formatos, marcas/modelos e necessidades de usuários.

Como usuário Linux, não tenho o hábito de procurar programas em “sites da Internet”.
Só baixo softwares dos repositórios (“lojinhas” de apps) específicos da minha distribuição ou dos sites oficiais dos fabricantes/desenvolvedores.
Quase sempre são gratuitos, mas não tenho problemas para pagar pelos meus softwares, desde que os valores sejam racionais.

Veja o que a fabricante da sua câmera, reservou de graça para você, a seguir.
Infelizmente, não pude encontrar softwares de manipulação de imagens dos fabricantes para Linux.
Portanto, este é o primeiro post do site voltado apenas a usuários Windows e MacOS. Espero que, pelo menos, seja útil. 😉

Canon e o programa profissional de edição de imagens

A Canon oferece em DVD/CD ou para download em seu site o Digital Photo Professional (DPP), desenvolvido pela própria empresa para manipular imagens RAW (especialmente .CRW, .CR2 e, provavelmente, .CR3).
O software é equipado com funções de ajuste de imagem, no formato do Picture Style (outro programa da empresa).

O próprio Picture Style pode ser usado para edições mais rápidas, se quiser. O primeiro, contudo, é o mais completo.

Onde baixar:

Infelizmente, não encontrei os programas para baixar no site da Canon Brasil (e precisa?). Se você tiver alguma informação sobre isso, por favor me avise nos comentários.

Nikon Capture NX-D

Depois que passei “horas” no site da Canon (Brasil, Portugal e USA), procurando por softwares, fiquei muito feliz em encontrar (em menos de 1 minuto) a sessão de download de softwares da Nikon.

O Capture NX-D é uma aplicação de processamento de imagens RAW não-destrutiva, que faz uso de um sistema sidecar, para gravar os ajustes feitos em arquivos .NEF ou .NRW.
Por ser não-destrutivo, você sempre poderá reprocessar suas imagens, a partir das originais.

Onde baixar:

“O software de processamento de fotografias Capture NX-D permite que você realize todo o potencial da sua câmara digital e lentes Nikon, produzindo imagens com a qualidade inultrapassável idealizada pelos desenvolvedores da Nikon.
Oferece funcionalidades concebidas especificamente para pós-processamento de imagens RAW num formato intuitivo e de fácil utilização.
Além de processar RAW, pode ser usado para melhorar as imagens TIFF e JPEG tiradas com câmeras digitais da marca através de ajustes do brilho, contraste, curvas de tom e muito mais.”

Outra surpresa boa, no site, foi ver que os softwares têm atualizações periódicas — sendo que a última vista foi há 2 semanas atrás (em relação à data deste post).

Olympus Viewer

Apesar do nome, o programa é bem mais do que um “visualizador” de imagens.
Trata-se de um aplicativo avançado para fotógrafos profissionais.
Tem todas as funções de edição encontradas em aplicativos desta categoria — rotação, inversão, correção automática de tons, curva de tons, gamma, balanço de cores etc.
Inclui recursos de edição de arquivos em lotes e trabalha com as imagens RAW da sua câmera.
olympus viewer3

Para fazer o download, vá até o site oficial e registre a sua câmera. Em seguida, basta clicar no botão “Baixar”.

Sony e Capture One

Este aplicativo não é desenvolvido pela Sony, custa US$ 20,00/mês ou US$ 299,00 para aquisição… mas, para proprietários de câmeras da marca, o preço pode ficar em apenas 50 dólares.
O programa Capture One Sony é um editor de imagens adaptado para conversar com as câmeras Sony e, por isso, disponibilizado para os clientes da empresa.
Neste caso, trata-se de um aplicativo que “conversa nativamente” (exclusivamente) com uma determinada marca de câmeras, como os outros de que falei anteriormente
Infelizmente, não é grátis.
Antes, verifique aqui, se sua câmera é suportada pelo software.

Onde baixar:

O site oferece uma versão trial, gratuita por 30 dias, do Express. Após este período, é sugerido que se faça um upgrade.
Enfim, se você tem uma câmera Sony atual e pretende adotar uma solução profissional, como o Lightroom ou Photoshop, o Capture One pode ser uma opção bem melhor e com um custo benefício imbatível.

Se levar em conta que esta alternativa dispensa a compra de outros softwares, pode-se dizer que representa uma economia significativa de dinheiro, com certeza.

Conclusão

Como já havia explicado no post GIMP: O primeiro passo na edição de imagens, antes de começar a gastar dinheiro, vale a pena explorar as alternativas gratuitas — principalmente, quando muitas delas já estão ao nosso redor e prontas para o uso.

Racionalize os seus gastos e obtenha resultados melhores.

Se você se satisfaz com as edições básicas, presentes no Instagram, por exemplo, com certeza não irá precisar gastar seu tempo com uma “curva de aprendizagem” acentuada em manipulação de imagens.
Basta transferir as fotos para o celular e subir para o Instagram.

Leia também Como transferir imagens do seu PC direto para o Instagram.

Tethering com a câmera Canon T6 (1300D) é frustrante no Linux

Tethering é uma técnica para tirar fotos, que consiste em conectar sua câmera a um notebook ou PC e, a partir dele, ajustar e controlar a câmera.
Há alguns softwares bem conhecidos, no Linux, que permitem fazer sessões de fotografia com a câmera “atada” ao PC.

Neste post, vou abordar a técnica com o uso do Entangle, do lado do software.
Eu sei que o Darktable também permite este tipo de conexão, mas não o usei desta vez.
A distro usada é a Debian 10 testing.
Também conduzi alguns testes usando o Pop OS, baseado no Ubuntu 17.10 (com os mesmos resultados).

Do lado do hardware, temos uma câmera Canon EOS Rebel T6 ou EOS 1300D ou, ainda, EOS Kiss X80, como é conhecida no mercado asiático.
Usualmente, o tethering é feito via USB. Mas pode ser também via Wi-Fi Direct — mas, neste caso, vai haver um impacto terrível na velocidade de comunicação entre o laptop e a câmera.
O cabo USB é a ferramenta profissional e séria de conexão PC – Câmera, por enquanto.

As informações dadas neste texto são genéricas o suficiente para serem aplicadas em qualquer distro Linux, bem como qualquer câmera com suporte a tethering.

Se você obteve resultados diferentes, por favor, use a sessão de comentários para nos contar como foi, citando a sua distro, o software utilizado e o modelo de sua câmera. 😉

clique nos links, para obter informações mais aprofundadas sobre algum tema abordado neste texto.

A Canon EOS Rebel T6 é capaz de fazer tethering no Linux?

A empresa concebeu a câmera para realizar este tipo de fotografia, com o uso do EOS Utility Softwares, que pode ser baixado do site da Canon — mas não tem versão para Linux.
Quem sabe se as pessoas cobrarem melhor suporte da empresa…

O site da Tether Tools é o maior site de vendas de cabos USB específicos para este tipo de recurso.
Eles têm uma página específica em que informa as câmeras compatíveis com o software Entangle.
Esta câmera não está listada.

O próprio Entangle, tem uma relação de câmeras suportadas – dentro do menu Ajuda. Vale conferir.

Se você ainda não comprou a sua câmera e está lendo este review preventivamente, sugiro dar uma olhada nesta seção de câmeras suportadas, para fazer uma escolha melhor.

Como conectar a câmera ao laptop

Não vi qualquer referência sobre “a ordem” em que os dispositivos devem ser conectados.
Mas gosto de conectar a câmera desligada ao laptop primeiro e, em seguida, ligá-la.
Só depois é que inicio o Entangle.

Você pode usar o comando lsusb, para verificar o que está conectado (ou não) ao seu equipamento.
Este foi o meu resultado:


lsusb --tree

/:  Bus 04.Port 1: Dev 1, Class=root_hub, Driver=xhci_hcd/4p, 5000M
    |__ Port 2: Dev 2, If 0, Class=Hub, Driver=hub/4p, 5000M
/:  Bus 03.Port 1: Dev 1, Class=root_hub, Driver=xhci_hcd/4p, 480M
    |__ Port 2: Dev 2, If 0, Class=Hub, Driver=hub/4p, 480M
    |__ Port 4: Dev 3, If 0, Class=Human Interface Device, Driver=usbhid, 12M
    |__ Port 4: Dev 3, If 1, Class=Human Interface Device, Driver=usbhid, 12M
    |__ Port 4: Dev 3, If 2, Class=Human Interface Device, Driver=usbhid, 12M
/:  Bus 02.Port 1: Dev 1, Class=root_hub, Driver=ehci-pci/3p, 480M
    |__ Port 1: Dev 2, If 0, Class=Hub, Driver=hub/6p, 480M
        |__ Port 5: Dev 3, If 0, Class=Wireless, Driver=btusb, 12M
        |__ Port 5: Dev 3, If 1, Class=Wireless, Driver=btusb, 12M
/:  Bus 01.Port 1: Dev 1, Class=root_hub, Driver=ehci-pci/3p, 480M
    |__ Port 1: Dev 2, If 0, Class=Hub, Driver=hub/6p, 480M
        |__ Port 4: Dev 3, If 0, Class=Video, Driver=uvcvideo, 480M
        |__ Port 4: Dev 3, If 1, Class=Video, Driver=uvcvideo, 480M

A câmera não aparece na listagem e sequer foi detectada.
Com este resultado, a câmera não terá utilidade sequer para obter as fotos, que dirá fazer tethering que é mais complexo…

A conexão via wi-fi direct é possível

tethered camera

Sim. A câmera permite tethering com o Linux via wi-fi (inclusive wi-fi direct)… — mas sugiro não se animar muito com esta possibilidade.

Com as atuais taxas de transferência de dados via Wi-Fi, este meio de conexão é totalmente inadequado para um estúdio profissional.
Neste caso, a culpa não é da Canon, portanto.

A conexão pode ser o suficiente para brincar um pouco. Mas a demora na transferência das imagens RAW é de testar a paciência de qualquer um.