Use o shotwell para transferir imagens da sua câmera para o computador

O aplicativo Shotwell faz parte dos repositórios oficiais de várias distribuições GNU/Linux e pode ser usado para visualizar, organizar e editar suas imagens.
De fato, ele pode vir pré-instalado apenas na versão “visualizador” em algumas distribuições.

Se você não o tiver instalado aí, use o gerenciador de pacotes da sua distro para encontrá-lo.
O visualizador básico, contudo, se já estiver presente, é o suficiente para quem apenas quiser transferir arquivos de imagens de um cartão de memória ou diretamente da câmera.
Shotwell install

Transferência de imagens

Usualmente, ao inserir um cartão (micro)SD no leitor do laptop, o Nautilus irá abrir o seu conteúdo e mostrar um botão de sugestão “para abrir as imagens no Shotwell”, conforme a imagem abaixo.
Shotwell botão no nautilus

Ao clicar no botão “Shotwell”, o visualizador irá exibir as últimas imagens importadas.

Para acessar o cartão de memória, o dispositivo de armazenamento externo ou a câmera, clique em “Mass storage…” dentro da aba lateral, à esquerda.

A depender da velocidade de acesso do dispositivo, pode demorar um pouco para exibir os arquivos de imagens disponíveis para transferência.
janela do shotwell

Neste ponto, eu costumo clicar em “Importar todas”, no rodapé (à direita) da janela do Shotwell.
Com esta opção, apenas os arquivos que ainda não foram transferidos, serão baixados.
Não se preocupe. Você não vai acabar com arquivos redundantes no seu computador.

Quando ele terminar a importação, irá perguntar se mantém os arquivos no dispositivo de armazenamento externo ou acoplado. É seguro selecionar “Apagar”, para liberar espaço.
Se houver arquivos redundantes, você será avisado também.
arquivos redundantes

Na aba “Última importação”, são mostrados os arquivos que você transferiu recentemente.

Você também pode ver os seus arquivos dentro do gerenciador de arquivos da sua distro. Como comportamento padrão, o Shotwell irá criar uma pasta com o ano constante nas informações de gravação de seus arquivos (2018, 2019 etc) dentro da pasta Imagens, no seu sistema.

Outras subpastas (subdiretórios) serão criados para os meses e dias relativos a cada imagem.

O Shotwell lida com seus arquivos RAW

Se você costuma fotografar em RAW, o Shotwell irá baixar suas imagens neste formato, sempre retirando a versão em JPEG, embutida (embedded) no arquivo “cru”.
Assim, o gerenciador de arquivos irá exibir as duas versões (RAW e JPEG) lado a lado na pasta.
Ubuntu Nautilus

Este comportamento torna mais ágil a análise das imagens, de outros visualizadores que só podem ler JPEG. Este formato é carregado muito mais rápido, o que permite fazer uma pré-seleção (i.e. jogar fora o que você não quer, por exemplo) muito mais eficiente e ágil.

Atualmente, o Shotwell tem suporte a edição das imagens RAW — não destrutiva, claro.

Ou seja, o Shotwell não modifica suas fotografias originais.
As edições (corte, ajuste de cores etc.) são guardadas em um arquivo à parte, enquanto o original permanece intocado.
Ao carregar a imagem novamente, o banco de dados de retoques será consultado para mostrá-la com as alterações que você fez.
Isto quer dizer que sempre será possível desfazer as alterações feitas em suas imagens, usando o Shotwell.

A tecla Shift também pode ser usada, para mostrar as imagens na tela, conforme estavam originalmente.

Edite suas imagens com o Polarr

O Polarr é um aplicativo multiplataforma, para edição e manipulação de imagens, impressionante.
Por multiplataforma, entenda-se que roda em Windows, MacOS, Android, ChromeOS, Linux (yeah!) e como webapp, ou seja, no seu navegador.

A última opção permite acessar o programa sem instalar absolutamente nada — ou seja, você pode continuar a usar quando estiver fora de casa e no computador dos outros.
A versão para Linux é instalável a partir de um pacote snap e vai rodar em segurança, dentro de um contêiner. Se você não usa o Ubuntu, pode precisar instalar suporte ao snap na sua distro.

Licença de uso

Infelizmente, não se trata de software livre. É proprietário e não há acesso ao código fonte.
É gratuito, mas os membros pagantes têm acesso a alguns mimos.
O valor da licença mensal é (na data deste post) US$ 2,49. Se você contratar por um ano, o valor cai para US$ 1,99.
A diferença é de US$ 29,88 (plano mensal) e US$ 23,88 (plano anual).

Como instalar o Polarr

Usuários Android podem instalar o app direto da loja Play Google.

Quem usa o iOS, pode ir à loja da Apple.

O pessoal que usa Ubuntu Linux, irão encontrar o snap dentro da loja da sua distro ou no site SnapCraft.
instalar polarr
Em qualquer distro Linux, com suporte a snap, é possível instalar o app da linha de comando:


sudo snap install polarr

polarr snap install

Por fim, se preferir usar o Polarr como webapp, acesse o site: https://photoeditor.polarr.co/.

Se você usa o Google Chrome, como navegador, pode acessar uma versão feita para o ChromeOS, como plataforma, no link https://chrome.google.com/webstore/detail/polarr-photo-editor/djonnbgfieijldcieafgjcnhmpcfpmgg.

Acho estas 2 últimas opções excelentes, por que não penalizam o desempenho do sistema e mantém a agilidade e a estabilidade do programa.
Só que trabalhar com imagens grandes online pode ser trágico durante o processo de transferência de dados. Apenas tenha isso em mente.
Contudo, pequenas imagens, para compartilhar nas redes sociais, não são causa para preocupação neste sentido.

Conclusão

polarr file formats

O aplicativo (testei a versão para Linux, no Debian 10 e a ChromeOS) grava arquivos no formato JPEG, PNG e TIFF.
É claro que estes formatos de arquivos são padrões e, pelo menos, o TIFF e o PNG permitem trabalhar, importar e exportar arquivos sem perdas significativas de qualidade.
A falta de suporte a arquivos RAW torna difícil encarar o uso do produto para fins profissionais, contudo. Mas isso é um mero detalhe.

Leia mais sobre fotografia e edição de imagens.

Transforme rapidamente o Ubuntu 18.04 em uma estúdio de edição de imagens.

Os repositórios (ou a lojinha) de aplicativos do sistema operacional da Canonical, Ubuntu, estão repletos de ferramentas de edição e manipulação de fotos e imagens.
Se deixei algo importante de fora, neste artigo, use a sessão de comentários para dizer o que você que precisa ter na sua estação de trabalho.

Comece por abrir a loja de aplicativos do Ubuntu, e vamos começar a aventura.
instalar software no ubuntu

RawTherapee

Com um visual assemelhado ao do Lightroom da Adobe, o RawTherapee é uma ferramenta poderosa para editar imagens de diversos tipos e formatos.
O principal, contudo, é que ela trabalha com as imagens em formato “cru” ou raw de diversos fabricantes de câmeras.
ubuntu instalar rawtherapee

Não deixe de ler os meus artigos sobre o RawTherapee.

Darktable

Para trabalhar com arquivos raw, eu sempre instalo os dois: RawTherapee e o Darktable. Tenho uma leve preferência pelo segundo (por que ele me parece mais rápido para carregar), mas acho o RawTherapee mais completo para alguns tipos de edição.
Novamente, use os comentários para dar a sua opinião (se tiver alguma) sobre as suas preferências em termos de softwares.
darktable ubuntu instalar

Note que é possível aparecer mais de uma versão do Darktable como sugestão de instalação.
Alguns são snaps — que variam de versões estáveis à versões beta. Convém verificar cuidadosamente qual a versão que você deseja instalar.
Eu optei pela última da lista, com 5 estrelas, de acordo com as informações realçadas pelas setas, nas imagens abaixo.

tela de instalação do Darktable para Ubuntu
Clique para ver mais detalhes.

Detalhes da versão do Darktable
Detalhes da versão do Darktable

Não deixe de ler os meus artigos sobre o darktable.

GIMP

Depois que termino de fazer ajustes básicos nas fotografias, é muito comum ir para o GIMP para fazer mais algumas edições.
Atualmente, o Ubuntu permite instalar a versão mais atual do GIMP (2.10.0, à época deste post) via snap. Mas a versão padrão ainda é a 2.8.x
Fica para você a decisão sobre isso.

Não deixe de dar uma olhada nos meus posts sobre o GIMP.

Shotwell

O Shotwell é um programa de visualização de imagens, com benefícios.
Entre os recursos adicionais, gosto (e uso) muito de:

  1. A possibilidade de baixar diretamente da câmera ou do cartão de memória as minhas fotos e organizá-las em diretórios.
  2. Poder ver as imagens em raw — ele ainda extrai o JPEG embutido nas imagens cruas, o que torna a visualização ainda mais ágil.
  3. E, sim, o Shotwell também permite fazer edições nas imagens raw.

O aplicativo ainda permite compartilhar suas imagens direto nas redes sociais, logo após a edição.
Para mim, este é essencial.

Também tenho alguns textos sobre o Shotwell.

Hugin para fazer panorama

Criar imagens panorâmicas ou em 360 graus, pede um programa poderoso como o Hugin.
Algumas câmeras e smartphones possuem este recurso, outras não.
hugin instalação
Quando quero um trabalho melhor, com mais qualidade, sei que o Hugin pode se beneficiar de um processador bem mais poderoso no laptop, para criar imagens incríveis.

Escrevi sobre ele aqui.

Polarr em todo lugar

instalar polarr

Eu já usava o Polarr Photo Editor no celular e, mais recentemente, descobri que ele pode ser instalado no Ubuntu (via snap).
É ótimo para fazer retoques nas suas imagens também.
Vale, pelo menos, experimentar. E leia mais sobre o Polarr, aqui.

Entangle para tethering

Se você quer transformar seu PC ou laptop em uma Workstation adaptada para fotografar através da sua câmera profissional, experimente instalar o Entangle.

Eu escrevi sobre a minha experiência com o Entangle através da Canon EOS Rebel T6 e sobre este método de fotografia. Confira os links!

Conclusão

Se você usar o recurso de busca (Ctrl + F) na loja de aplicativos do Ubuntu, vai descobrir que muita coisa ficou de fora.
Este texto cobre apenas o básico, que atende a todos, de maneira genérica.

Escrevi um pouco mais sobre como transformar o Ubuntu em uma estação de edição de imagens digitais neste post, com dicas voltadas para a linha de comando.

5 motivos para começar o seu blog sobre Linux!

Se você gosta muito do Linux, pode ter vários motivos para escrever sobre o assunto.
Na verdade, só o fato de gostar, já é o suficiente para se escrever sobre algo… mas eu posso listar outros motivos para você começar ainda hoje!

Neste post, vou reunir algumas das minhas dicas iniciais para quem estiver precisando de “um empurrãozinho” para começar a escrever, escrever, escrever… sobre Linux, claro! 😉

Se deseja aprender sobre alguma coisa, coloque no papel!

Uma das formas de fixar o aprendizado é registrá-lo em um caderno. Um blog (ou um vlog!) também podem trazer o mesmo benefício.
Um ponto adicional é o fato de que você pode ajudar outras pessoas com o que acabou de aprender.

Um blog é uma ótima forma de registrar o que você não gostaria de esquecer

Ei, foi assim que eu comecei! 😉

Eu usava papel e lápis para anotar os meus procedimentos. Assim, quando precisasse de novo, não precisaria repetir todo o processo de pesquisar e perguntar a outras pessoas sobre como fazer aquilo. Bastava consultar minhas próprias anotações.

O que acontece é que, no Linux, depois que se faz uma configuração, dificilmente se vai precisar fazê-la de novo. Ou seja, você pode demorar meses ou anos para voltar a precisar daquela anotação novamente.
Guardar um caderno de notas, durante este tempo, pode ser um grande desafio para mim.

Anotar o meu aprendizado em um blog é uma forma de mantê-lo sempre à mão, em qualquer lugar acesso à Internet.

Ajudar outras pessoas é bom para a sua reputação

Durante alguns anos eu ajudava as pessoas em fóruns, internet a fora.
Se você se sente melhor ajudando as pessoas em um fórum, como o Viva o Linux, por exemplo, eu o(a) encorajo fortemente a fazer isso. É também uma ótima forma de construir sua reputação.

Pessoalmente, não gosto de grupos em redes sociais, como o Google Plus ou o Facebook.
Redes sociais, na verdade, são péssimas ferramentas para fazer pesquisas por assunto e as perguntas repetitivas são verdadeiros testes para a sua paciência.

Por um lado, são um excelente meio de se tornar reputável, ajudando os outros, mas… também acho que são fonte de sofrimento (e perda de tempo) desnecessário.
Redes sociais simplesmente não foram projetadas para isso.

Os fóruns, em geral, são orientados às dúvidas de outras pessoas.
Já o seu site é orientado às suas próprias dúvidas e ao que você desejar escrever.
É o melhor lugar para você organizar problemas e soluções para o seu dia a dia, na medida em que vão surgindo.

Já existe muito site sobre Linux…

Não. Não existe.
Na verdade, existe muito site sobre Windows — e ainda não vi ninguém reclamando de “saturação”.
Há muito espaço, portanto, para você começar o seu próprio blog sobre o Linux.
Pode escrever sobre o que quiser.
Um blog sobre Linux, não precisa abrigar apenas artigos técnicos.
Muitos outros assuntos podem ser abordados. Por exemplo:

  • As novidades que surgiram na indústria, relacionadas ao sistema operacional do pinguim.
  • A sua opinião sobre as novidades.
  • Se você leu algum artigo, provavelmente formou alguma opinião sobre o que leu. Pois escreva sobre isso.
  • Se sabe inglês, francês, italiano etc. pode traduzir artigos de autores nestes idiomas para o português. Desta forma, você pode ajudar os seus leitores a obter uma outra perspectiva sobre um assunto.
  • Você pode escrever sobre personalidades (líderes, desenvolvedoras(es) etc.) da comunidade do software livre.
    Pode, até mesmo, entrevistá-los(as) e publicar conteúdo exclusivo de grande relevância.

Viu? Não vai faltar assunto! 😉

Um blog ajuda você a se tornar um profissional melhor

Um blog exige que se organize melhor as ideias e que se escreva de maneira que outras pessoas o entendam.
Se você precisa apresentar relatórios, por escrito ou verbalmente, manter um blog atualizado é um ótimo exercício profissional.
Vai ajudar a sua escrita a se destacar entre outros profissionais que não fazem este exercício.

Escrever sobre o que se está aprendendo é legal. Escrever sobre o que se domina, é melhor ainda!

Não guarde seu conhecimento somente para si.
Compartilhe-o com outras pessoas. Você cresce imensamente ao fazer isto.
Se você sabe usar bem os softwares de edição e manipulação de imagens, como o GIMP, o Darktable etc. escreva sobre eles!
Se há excelentes blogs sobre Linux, há algumas lacunas a serem preenchidas sobre temas específicos.
Escolha um software que você domina e ocupe o espaço que existe para falar sobre ele.
Os fóruns podem ser um ótimo lugar para encontrar temas (dúvidas) a serem desvendados e, eventualmente, responder às pessoas com um link para um artigo seu sobre o assunto da dúvida.

Ganhar dinheiro com o seu blog…

Este ponto é contraditório — eu poderia citá-lo como motivo para não escrever blog nenhum.

Embora eu tenha uma renda vinda do meu site, o dinheiro não foi o motivo pelo qual eu comecei e, até este momento, não é o que me move e me faz ficar horas do meu dia estudando e escrevendo.

É a paixão que me move.
Eu não teria chegado até aqui se não fosse a minha paixão pelo software livre e pelo imenso bem estar que sinto dentro desta comunidade maravilhosa.

Você pode demorar anos para começar a obter algum retorno financeiro pelo seu trabalho no blog.

Ganhar dinheiro com o seu site tem outro lado, de que pouco se fala.
Algumas empresas que trabalham com monetização de espaço publicitário em seu blog irão passar você para trás, te enganar, te roubar etc…
Não é uma regra, mas acontece.
Nem todas são desonestas, mas é uma realidade que você pode vir a enfrentar.
E você não vai ter para quem reclamar, até por que não existe contrato entre você e elas.

Portanto, acredite em mim: se você não gostar do que está fazendo, vai sofrer muito e é bem provável que nunca chegue a sentir que valeu a pena.
Com muito trabalho e esforço, é bem possível que seu blog se torne rentável, com o tempo.
Mas não faça deste o objetivo maior desta jornada.

Conclusão

A expectativa de gerar renda, através de um blog ou de um vlog (no YouTube, por exemplo) é um assunto um pouco mais complexo que talvez eu ajude a desvendar melhor em outro post.
O que você achou dos outros motivos, até agora?
São suficientes para te convencer?! Sinta-se á vontade para comentar ou fazer perguntas abaixo, na sessão de comentários. 😉

O seu smartphone está esquentando demais? Veja como resolver.

Pessoalmente, já experimentei situações em que o meu celular apresentou sobreaquecimento.
Quando uso a lanterna de LED por tempo prolongado, o aparelho sofre com uma elevação da temperatura interna.

Em outra ocasião, notei que um app de câmera era causador de um aquecimento absurdo na tela do smartphone.
Estes 2 casos são facilmente resolvíveis.
O smartphone é um aparelho de uso geral e que deve servir simultaneamente a uma enorme gama de propósitos, além de ter a capacidade de realizar diversas tarefas e atividades ao mesmo tempo.
Portanto, não é um dispositivo projetado para “ser uma lanterna” por mais de alguns minutos. Se você precisa desta função por tempo prolongado, é melhor comprar uma lanterna de LED de verdade, no seu camelô de confiança mais próximo — assim, você fica bem servido, o vendedor garante seu sustento e o seu celular (provavelmente) ganha mais alguns meses de vida.

Já os aplicativos de câmera, há aos montes. Se um está causando problemas, desinstale e experimente outro. Foi o que fiz.

Os danos que o sobreaquecimento pode causar

Carregar o celular é uma atividade diária, para a maioria dos usuários.
Infelizmente, este é um dos momentos em que o aparelho fica mais exposto ao calor.
No texto 7 dicas para prolongar a vida útil da bateria, abordei alguns inimigos da durabilidade das baterias. E o calor é um deles.

Além da bateria, os componentes internos do seu dispositivo (placa-mãe, sensores, tela etc.) podem sofrer danos ou ter sua vida útil reduzida em função de estar submetidos a altas temperaturas.

Se você gosta de economizar e deseja que seu smartphone dure um ano a mais, fique atento ao calor.

Sobreaquecimento quando o celular está carregando

Há situações em que não dá pra escapar do sobreaquecimento do aparelho. Bem ou mal, faz parte do projeto dele.
Carregar a bateria sempre irá causar algum calor a mais. E é uma situação que não dá para evitar.

No texto sobre baterias e carregadores inteligentes, expliquei como funciona o carregamento “turbo” dos celulares e notebooks.

O problema de esperar que sua bateria descarregue quase completamente é que o modo de carregamento turbo pode causar um aumento considerável do calor — e por um tempo prolongado.

Evite ao máximo que a sua bateria descarregue. Dê cargas mais frequentes e, portanto, mais curtas.
Não precisa esperar chegar a 10%… carregue sempre antes de chegar a 50%.
Opte por fazer cargas curtas em vez de prolongadas.

Você pode reduzir o tamanho do problema, ao fazer a carga, retirando a carcaça do celular durante o processo e mantendo o aparelho em local arejado.
Manter o aparelho desligado durante a carga na tomada também pode ajudar neste sentido, além de ser um processo mais rápido.
Quem não pode ficar meia hora com o celular desligado?

Por fim, evite usar carregador de celular que não seja o oficial — que foi projetado para o modelo do seu aparelho.
No artigo sobre carregadores e baterias inteligentes, expliquei que, embora sirvam em qualquer celular, os carregadores são projetados para fornecer energia de maneiras diferentes.

Desinstale aplicativos e desative funções

Como já revelei, já tive um app de câmera instalado que causava sobreaquecimento. O problema se resolveu com a sua remoção.
Outros aplicativos podem causar o problema, devido a atividade intensa.
Tente substituí-los por similares ou verifique se há atualizações.
Se você não precisa de um app, desinstale-o ou desative-o.

O app Cooling Master pode ajudar a detectar quais programas estão causando sobreaquecimento e, eventualmente, desligá-los.

Como NÃO resfriar um aparelho

É OK pôr seu smartphone sob o vento de um ventilador ou do ar condicionado.
Contudo, jamais coloque-o dentro da geladeira, do congelador ou do freezer.
Neste caso, há riscos extremos de formar umidade dentro do aparelho ou gotículas de água — o que pode causar danos irreparáveis.
Se o aparelho estiver muito quente, seus componentes dilatados podem sofrer uma retração brusca, que pode ocasionar micro rupturas.

Pense na possibilidade de comprar equipamento específico para as funções que usa mais

A ideia, aqui, é não sobrecarregar um aparelho projetado para servir a múltiplas funções, com apenas uma ou duas.
A lógica é simples: é impossível o aparelho atender a todas as necessidades dos usuários do mundo.
Se você gosta muito de jogar, várias horas por dia, pense na possibilidade de comprar um videogame portátil.
Parece que é mais caro… mas pode não ser!

Eu desenvolvi melhor este assunto neste post.

Por hora, vamos nos concentrar no sobreaquecimento — causas e soluções.

Desligue o aparelho

Pode ser uma solução “drástica” mas, com toda certeza, resolve o problema.
Em geral, 5 minutos são o suficiente para resfriar o dispositivo.
Quando tiver atingido este objetivo, verifique a causa (se for possível) do aquecimento excessivo.

O que você costuma fazer quando o seu aparelho apresenta este tipo de situação?

Leia também Como melhorar a eficiência de carga da bateria do seu celular.