Tipos de arquivos mais comuns para usar na exportação do GIMP

Ao gravar uma imagem, é necessário selecionar o formato do arquivo que vai armazenar seu conteúdo.
A escolha do formato deve se guiar pelas requisições da imagem, pelo seu tipo e pelos objetivos que você deseja alcançar.

Neste post, vou falar dos formatos mais comuns — e não todos os suportados pelo GIMP.

O XCF como padrão nativo do GIMP

Painel de exportação de arquivos do GIMP

O XCF foi criado para comportar imagens com diversas camadas, no GIMP.
Ele é recomendado também para guardar as imagens nas quais você ainda está trabalhando, ou seja, que ainda não tiveram sua edição finalizada.
Tem suporte a 16.78 milhões de cores (24 bits de profundidade), a animações e HDR (High Dynamic Range).

XCF é abreviatura para eXperimental Computing Facility.
Como padrão, o GIMP grava as informações comprimidas sob um algoritmo RLE, mas pode usar também outros mais sofisticados, como o bzip2.
O XCF é suportado por dezenas de outros programas e usado por sites como Wikimedia Commons.

Usa um método de compressão lossless, tal como o padrão de áudio FLAC.
Em outras palavras, comprime as informações do arquivo sem causar perda de dados.
De acordo com Klaus Gölker, autor de GIMP 2.8 For Photographers, o formato pode resultar em arquivos 30% menores que arquivos PSD.

Infelizmente, é muito difícil poder usar este padrão para postar imagens nas redes sociais, onde os mais aceitos são o JPG, PNG e GIF (de que vamos falar mais pra frente).
O XCF é a primeira opção de gravação quando a imagem em questão não será compartilhada, por armazenar uma maior quantidade de informações e preservar toda as suas características originais.
Se você tem a intenção de usar o GIMP em conjunto com outros programas proprietários (como o Photoshop), prefira usar o PSD como formato de arquivo.

Para gravar imagens em XCF, basta pressionar Ctrl + S (^S) ou, para salvar com o outro nome, Ctrl + Shift + S.
Outros formatos de arquivos, devem ser exportados. Para isto use as teclas Ctrl + Shift + E.
Estas opções estão disponíveis no menu Arquivo, se preferir usar o mouse.

Arquivos PSD no GIMP

Este é o padrão nativo do Photoshop (PhotoShop Document).
Não há problema algum em usar este formato como padrão no GIMP. Se você costuma fazer uso dos 2 editores, talvez seja mais cômodo usar apenas este, para gravar arquivos de trabalho.
O lado negativo é que o PSD não suporta compressão, o que vai resultar em arquivos bem maiores.

Formatos de arquivos para Internet

Quando houver a pretensão de enviar arquivos pela Internet, postá-los nas redes sociais ou no seu blog, é hora de pensar em padrões que ofereçam maior taxas de compressão — ainda que tenham impacto na qualidade final das imagens.
Segue os mais aceitos:

JPG ou JPEG

captura de tela do painel de exportação de arquivos para JPG no GIMP

Com suporte a cores em profundidade de até 24-bit, com taxa de compressão variável e ajustável pelo usuário, o JPG é o padrão da Internet, hoje.
A compressão pode impor perdas consideráveis à qualidade final da imagem mas, enfim, ela pode ser ajustada pelo usuário, no ato da gravação.
Além da Internet, é o padrão mais aceito em dispositivos de reprodução de mídia digital, como TVs, porta-retratos digitais etc.
Para seu site ou blog, vale usar o recurso progressive, no ato da gravação das suas imagens. Este recurso permite à imagem ser exibida imediatamente em baixa qualidade, para satisfazer conexões mais lentas e gradualmente (progressivamente) as informações serão carregadas, terminando por exibir a imagem com qualidade total.
Tome cuidado para não salvar imagens JPEG uma sobre a outra sob pena de ir perdendo sua qualidade subsequentemente.
Enquanto estiver trabalhando, use o XCF. Quanto terminar, grave em JPG.

O formato PNG

O PNG (Portable Network Graphics) é um padrão relativamente mais novo que o JPG e é voltado para uso na Internet. Também tem suporte a entrelaçamento, o que permite a sua exibição gradual para quem chegar ao seu site com uma conexão mais lenta.
Permite obter imagens comprimidas lossless, com possibilidade de ajustes pelo usuário.
Como tem suporte a diversas camadas, pode ser usado também para criar animações.

O formato GIF

painel exportar para GIF no GIMP.

GIF é um padrão de imagens antigo e, atualmente muito usado para exibir animações na web.
Nem todos os sites de redes sociais aceitam este tipo de imagem.
Aceita uma profundidade de cores até 8-bit, com 256 cores (e não milhões, como os padrões já citados).
Tem suporte a entrelaçamento e compressão lossless.

O formato TIFF

exportar tiff no GIMP

TIFF é um dos formatos mais antigos em uso atualmente, lançado em 1986 pela Aldus Corp. (empresa adquirida pela Adobe).
Há 32 anos a Internet estava em seus primórdios e a largura de banda disponível para se transferir imagens era uma fração do que se tem hoje.
À época, as mídias de gravação mais avançadas eram disquetes de 3,5″, com capacidade de até 1.44 MB. Este é o contexto da criação e uso do TIFF.
O formato não parou no tempo e tem suporte a cores com profundidade 24-bit, transparência alpha e compressão lossless LZW.

As imagens RAW, no GIMP

Se você usa o GIMP para editar suas fotografias, com câmeras semi profissionais ou profissionais, provavelmente usa formatos RAW, como opção de gravação das suas imagens dentro da câmera.
O GIMP reconhece vários formatos RAW e possui um plug-in UFRAW que permite editar este tipo de imagem e trabalhar com o formato DNG (da Adobe).
Por questão de compatibilidade/portabilidade, usar o DNG para gravar imagens RAW, pode ser uma boa ideia.
Se tiver curiosidade, leia sobre o RawTherapee, um editor específico para imagens RAW e que pode rodar integrado ao GIMP, como um plug-in.

O GIMP como um primeiro passo no universo da edição de imagens.

Para quem está começando a trabalhar com imagens, através da fotografia (ou não), é bom ter um editor de imagens à mão.
Só que saber usar a ferramenta pode ser mais importante do que apenas “ter a ferramenta”.

há 2 coisas muito ruins que podem acontecer àqueles que compram softwares caros nesta categoria:

  1. não saber usar e/ou
  2. não precisar de tudo o que é oferecido no pacote.
    Ou seja, precisava de X… e pagou por 20 ou 30X.

Jogar dinheiro fora é um problema para vocẽ?!
Para mim é — e este é um dos pontos levantados por este post.

Se você está interessada(o) em aprender mais sobre fotografia digital ou criar as suas próprias imagens gráficas, logotipos etc. vai precisar de um editor de imagens.

gimp captura de tela

Contudo, antes de investir uma grande soma de dinheiro em programas, é racional se certificar de que vocẽ sabe usar e entende os conceitos sobre os quais se fundamentam as ferramentas de manipulação e edição.

Outra coisa que vale a pena ter certeza, antes de pegar a carteira, é se você realmente gosta deste tipo de trabalho/arte.
É sério! Boas edições podem manter uma pessoa presa a uma cadeira por horas.

Diante disso, faz sentido começar a aprender com um programa gratuito.
Mais pra frente, quando o seu nível estiver bem melhor, a compra de um conjunto de ferramentas mais caro, pode ser um investimento.

wilber gimp

O GIMP é uma ferramenta de manipulação de imagens digitais gratuito. É software livre.
Abreviatura de GNU Image Manipulating Program ou programa de manipulação de imagens GNU, teve o seu primeiro beta anunciado, por Peter Mattis, em Novembro de 1995 (temos uma longa estrada, aqui!) 😉

Cresceu ao lado do desenvolvimento do sistema operacional Linux, mas não está restrito a ele.
Há versões dele para Windows, MacOS e UNIX (FreeBSD, OpenBSD etc.)
Mesmo tendo suporte a todas estas plataformas, o GIMP tem o mesmo funcionamento em todas.

Uma das maneiras mais populares (e rápidas) para baixar o aplicativo é via torrent. Ao final do artigo, na sessão de referências, vou dar mais links para downloads.

Em algumas distribuições Linux, o GIMP já vem instalado como um dos softwares padrão. Se este não for o caso, é fácil baixá-lo dos repositórios oficiais.

gimp install debian
Como instalar o GIMP no Linux.

Programas de manipulação de imagens costumam ter uma aparência intimidatória para iniciantes — por que parecem ser (e provavelmente são) mais complexos que outros aplicativos comuns, como os editores de texto, por exemplo.

O GIMP tem recursos suficientes para satisfazer usuários avançados.
Muitas pessoas optam por não gastar mais dinheiro com outro software depois que aprendem a usar o GIMP.
Uma licença de uso do Photoshop ou do LightRoom pode custar o mesmo que uma nova lente prime ou outro acessório profissional para a sua câmera ou seu computador.

Além disto, ele tem uma vasta gama de livros disponíveis para o seu aprendizado, sem falar nos milhares de vídeos tutoriais no Youtube.
O Manual do GIMP, que faz parte da documentação oficial, tem tradução para mais de 15 idiomas, inclusive o português.

Outros programas são mais completos

Ser um programa “mais completo” do que seus concorrentes é um argumento forte a favor do Photoshop mas, (in)felizmente, é sempre um ponto insuficiente para fazer uma pessoa racional tirar a carteira do bolso.

Usuários de editores de imagens, tal como os de editores de texto, geralmente fazem uso apenas de uma fração de todos os recursos disponíveis.
Semelhante ao modelo de vendas das companhias de TV a cabo, que te empurram dezenas de canais que você jamais irá ver (porque não gosta dos temas abordados, porque não tem tempo, não tem interesse etc.)

captura de tela gimp

Por outro lado, por mais completo que um software seja, sempre vai estar faltando alguma coisa — como um preço mais acessível (ou justo), melhor velocidade de execução, adequabilidade à sua plataforma de trabalho etc.
Em outras palavras, nada é completo.

E no que tange o GIMP, ele tem uma enorme variedade de funções que já chegam prontas para uso, desde a instalação.
Outras podem ser adicionadas através de plugins e, sendo uma plataforma aberta, é possível criar seus próprios plugins para o programa.

As funções do GIMP

Como já ficou claro, é um editor de imagens — que prioriza a criação e edição (por píxel, inclusive).

Entre outras possibilidades, ele também pode retocar fotos, ajudar na criação de arte digital ou projetar um novo logo para a sua empresa.
O GIMP tem suporte a imagens vetoriais, mas muitos usuários preferem usar programas específicos para este tipo de trabalho.

Existe um pacote de animações chamado GAP (GIMP Animation Package, que permite realizar edição de vídeo e uma série de ferramentas que ajudam a trabalhar com pequenas animações.
Novamente, há outras opções de softwares livres e gratuitos que podem fazer isto melhor.

A seguinte lista de funções foi copiada do manual do GIMP:

  • Um conjunto completo de ferramentas de pintura, incluindo pincéis, um lápis, um aerógrafo, clonagem, etc.
  • Gerenciamento de memória baseado em pedaços da imagem (tiles), assim o tamanho da imagem é limitado apenas pelo espaço disponível em disco
  • Amostragem de sub-pixel para todas as ferramentas de pintura, obtendo uma alta qualidade de anti-serrilhamento
  • Suporte total a canal Alfa para trabalhar com transparência
  • Camadas e canais
  • Um banco de dados procedural para chamar funções internas do GIMP a partir de programas externos, como Script-Fu ou Python-fu
  • Pode ser automatizado de forma avançada por scripts e plug-ins
  • Múltiplos níveis de desfazer/refazer (limitado apenas pelo espaço em disco)
  • Ferramentas de transformação incluindo rotacionar, redimensionar, inclinar e espelhar
  • Suporte para uma ampla gama de formatos, incluindo GIF, JPEG, PNG, XPM, TIFF, TGA, MPEG, PS, PDF, PCX, BMP e muitos outros (incluindo imagens RAW!)
  • Ferramentas de seleção, incluindo retângulo, elipse, livre, fuzzy, bezier e tesouras inteligentes
  • Plug-ins que permitem a fácil adição de novos formatos de arquivo e novos filtros de efeitos.

Tudo isto e muito mais faz do GIMP uma excelente escolha para usuários iniciantes e profissionais gráficos — desde que consigam se desvencilhar do apelo comercial de outros produtos.

Referências

Página oficial do GIMP: https://www.gimp.org/.

Página de downloads do GIMP: https://www.gimp.org/downloads/.

Manual online do GIMP em português: https://docs.gimp.org/2.8/pt_BR/introduction.html#introduction-features.

Baixe vídeos do YouTube com o app YouTube Go

O YouTube Go é um aplicativo desenvolvido pelo Google.
O app permite assistir e baixar (não todos) os vídeos da plataforma.

Depois de baixado, um vídeo pode ser compartilhado nas redes sociais ou via Bluetooth.
O app foi pensado até mesmo nas pessoas que têm conexão lenta, pois permite escolher entre 3 opções de qualidade (baixa, média e alta) para fazer download.
Além disto, você pode escolher se quer armazenar seus vídeos no espaço interno do aparelho ou no externo (cartão SD).
youtube go screenshot

Se você pretende compartilhar o vídeo nas redes sociais ou apenas assistir na tela do smartphone, a opção de menor tamanho quase sempre será a ideal.
Leve em conta que a qualidade do áudio também sofre alguma redução, nestes casos.

youtube go screenshot

Baixar nossos vídeos abre várias possibilidades.
Se você está prestes a ir a uma consulta ou a qualquer outro lugar em que vai precisar ficar sentado(a) esperando, pode baixar antecipadamente seus vídeos — tutoriais, documentários, vlogueiros que você gosta etc.
Também pode fazer o contrário: se não tem uma conexão de banda larga em casa, pode baixar o conteúdo em outros locais com conexão mais rápida.

Para mim, que gosto muito de ver conteúdo sobre fotografia, astronomia, resenhas de filmes… o YouTube Go ajuda bastante a passar o tempo, quando tenho que ficar esperando em algum local.

É importante dizer que, no momento em que escrevo este post, o app ainda está em Beta e pode não estar disponível para download para todos os usuários.
Ele é estável e funciona muito bem. Contudo, se você não gosta de usar software, ainda neste estágio, convém aguardar um pouco.

Segue o link para download: https://goo.gl/kwHSQq.

Faça edição profissional de suas fotos com o Rawtherapee

O RawTherapee é um software de edição de imagens gratuito feito por profissionais da fotografia para outros profissionais.
Você irá encontrar versões dele para Windows, MacOS e Linux 😉

Neste texto, vou mostrar rapidamente como instalar o software e, em seguida, falar sobre os seus recursos mais importantes.

O RawTherapee, como o próprio nome sugere, tem suporte a edição de imagens em vários formatos, inclusive o RAW.
Por conter uma gama muito maior de informações, este formato é superior para edição em relação ao JPEG.
Comparativamente, é como o formato de áudio FLAC em relação ao MP3.

Usuários Windows e Mac podem encontrar pacotes de instalação automática no site de downloads.
Usuários Linux, irão encontrar a versão mais atual em seus repositórios oficiais.
Todos os sistemas operacionais citados têm várias opções e versões para download e instalação.
No Debian 10 testing (Linux) é possível fazer a instalação no aplicativo Programas gráfico (GUI) ou pela linha de comando (CLI).
A decisão é sua.

rawtherapy linux debian install

Se você prefere a linha de comando, use o utilitário apt (Debian/Ubuntu/Mint):


sudo apt install rawtherapee

No Fedora, use o dnf:


sudo dnf config-manager --add-repo http://download.opensuse.org/repositories/home:rawtherapee/Fedora_26/home:rawtherapee.repo

sudo dnf install rawtherapee

Existe, ainda, a possibilidade de compilar o aplicativo no seu sistema (Windows, MacOS ou Linux) — o que permite obter a versão mais avançada e ‘cortada’ de acordo com as suas necessidades.

Motivos para usar o RawTherapee

O aplicativo tem inúmeros tutoriais no YouTube e em blogs especializados Internet afora.
Tem funcionamento integrado ao GIMP, como um plugin — ele abre automaticamente quando uma imagem RAW é detectada.
Além disto, tem a flexibilidade de permitir ações disparadas a partir da linha de comando (CLI), com o rawtherapee-cli — que pode ser muito útil incluído em um script para realizar uma grande quantidade de edições em lote em centenas ou milhares de arquivos, sem causar impacto na performance do seu sistema.

Os recursos do RawTherapee

Você vai encontrar uma lista completa dos recursos do programa na wiki do projeto (em inglês).
Segue uma seleção (minha) de 10 itens:

  • O software usufrui de tradução/localização em quase 30 idiomas, incluindo o português. Podemos argumentar que ainda não está completo… mas muitos termos usados por profissionais são em inglês e, portanto, não sei até que ponto isto seria tão importante.
    Já no que tange a documentação oficial, a carência de tradução pode ser dado como ponto negativo — mas, enfim, não é a única que existe.
  • Possibilidade de realizar tarefas em lote em alta velocidade e sem ocupar muito tempo da CPU.
  • Mecanismo de ponto flutuante exclusivo, para fazer cálculos precisos.
  • Suporte a leitura e mapeamento de tons em imagens HDR, até 32 bit, de ponto flutuante.
  • Suporte a perfis de cores ICC e DCP
  • Painel com histórico das suas mudanças. Torna fácil desfazer até um determinado ponto.
  • Painel de snapshots para trabalhar em diferentes versões da imagem.
  • Interface flexível que permite rearrumar, esconder e exibir componentes que são ou não importantes para você.
  • feedbacks em audio para informar quando tarefas foram completadas.

Requisitos mínimos

Imagens RAW, podem ser facilmente 10 vezes maiores que as imagens JPEG — por que têm uma quantidade muito maior de informações incluídas.
Lidar com este tipo de mídia já é uma situação de exigência para a maioria dos PCs de usuário.
De acordo com os desenvolvedores, uma máquina assim pode rodar bem o seu software:

  • Hardware e sistema operacional de 64-bit, para assegurar a estabilidade.
  • Processador atual, i3 ou equivalente e 4 GB de memória RAM.
  • Sistema operacional Windows 7 ou superior (Linux ou Mac).

Referências

Site oficial: http://rawtherapee.com/

Downloads: http://rawtherapee.com/downloads

Wiki do projeto: http://rawpedia.rawtherapee.com/Main_Page

Como comprar o Linux

Uma das melhores formas de ajudar um projeto é comprar seus produtos.
Mas o Linux não é apenas um simples projeto e, ainda assim, se divide em múltiplas distribuições — o que concorre para dificultar esta tarefa, tão trivial.

Você pode ajudar um projeto de software livre ou de código aberto de inúmeras maneiras, inclusive doando dinheiro voluntariamente e sem esperar receber algo em troca — além do ótimo trabalho de seus desenvolvedores.

Neste post, vamos tratar de como comprar, pagar, pela aquisição e uso da sua distro favorita, de uma maneira similar ao que os usuários de outros sistemas operacionais (como o Windows e o Mac) costumam (ou deveriam) fazer.

Existe uma fundação, chamada Linux.com, responsável por boa parte do direcionamento do software, bem como, angariar fundos empresariais para sustentar o seu desenvolvimento.
Mas a Linux.com não vende Linux, empacotado em um CD/DVD/Blu-Ray…

Aonde eu posso, então, pagar pelo que recebi?!?

Algumas pessoas se sentem confusas, pois o modelo de negócios envolvendo o software livre é baseado em fornecer serviços e não produtos físicos, propriamente.

Me acompanhe. Vamos conhecer algumas opções!

Compre um PC ou laptop com o Linux pré-instalado

No Brasil, a Dell é a empresa mais conhecida por vender equipamentos com o Ubuntu instalado.
Parte do valor pago (discriminado na nota fiscal) é referente ao sistema operacional e é direcionado à Canonical.
Neste caso, você está pagando pelo serviço de instalação e desenvolvimento de drivers específicos para o seu modelo de computador.
Leia mais sobre o Ubuntu Canonical/Dell.
Nos EUA e em outras partes do mundo, é possível adquirir máquinas Dell com o Linux instalado, a partir do projeto Sputnik (da Dell).

Como pagar pelo Ubuntu

Você não precisa de uma empresa intermediária para pagar pelo Ubuntu.
Quem usa o sistema e gosta dele, pode contribuir e devolver à Canonical um pouco de tudo o que ela já ofereceu, direto no site.
Embora você possa sempre baixar a sua distro gratuitamente, a empresa costuma sugerir que você faça um pagamento, livremente e no valor que você acredita ser justo ou que consiga pagar.
Logo após fazer a sua opção de download, na página oficial da Canonical, a empresa o redireciona a uma segunda página (em inglês) em que tem diversas sugestões de valores de pagamento:

https://www.ubuntu.com/download/desktop/contribute?version=16.04.3&architecture=amd64

Na ordem, você mesmo estabelece um valor (em dólar) para cada um dos seguintes itens. O valor é dado pela importância do item proposto para o usuário:

  • Ubuntu Desktop — por fazer o ambiente de trabalho ainda mais incrível.
  • Ubuntu for cloud computing — para quem pretende usar o Ubuntu para executar aplicativos de nuvem, tanto no lado do servidor como no lado do cliente.
  • Ubuntu para as coisas — para quem deseja, predominantemente, obter um ambiente (Internet das Coisas) fácil de fazer atualizações.
  • Community projects — para quem dá especial importância a projetos da comunidade Ubuntu, como o LoCo teams e os UbuCons (entre outros eventos).
  • Gorjeta para a Canonical — para quem deseja demonstrar que aprecia o trabalho de tornar o Ubuntu possível.


Quem não quiser doar neste momento, pode clicar no texto “Not now, take me to the download >” e prosseguir.
Se quiser voltar a esta tela futuramente, basta clicar no link, ali em cima.
O botão verde permite fazer o pagamento pelo PayPal.

A Canonical também oferece planos de serviços… mas não é a mesma coisa.

Compre mídias físicas na Internet

Eu entendo que o modelo de pagamento da Canonical, descrito acima, se assemelha muito ao ato de fazer uma doação.
Ele não estabelece uma relação clara entre pagar e receber algo em troca.
Mas existem lojas, na Internet que propõem que se compre mídias físicas, com a distro favorita instalada.
Parte da renda é revertida para o projeto originário da distribuição que você escolheu.
Ou seja, dá para comprar um pendrive (USB stick ou flash drive, em inglês) ou um CD/DVD com uma distribuição GNU/Linux ou UNIX dentro. O fornecedor cobra pelos seguintes itens:

  1. pelo trabalho de gravar a mídia
  2. pela mídia e pelo trabalho de embalar e enviar (o que inclui o frete, claro)
  3. e uma margem justa de lucro

Além disto, promete doar parte de sua renda ao projeto que você escolheu.
Assim, é possível comprar uma mídia com o Debian e conseguir que parte do valor pago seja revertido para a comunidade que trabalha na distro.
Um destes sites é o OSDisc.com.

A lojinha online da OSDisc disponibiliza dezenas de distribuições Linux e UNIX (BSD e Solaris), que podem vir gravadas em CDs, DVDs ou em drives flash USB (vulgo, pendrives).

Os pagamentos podem ser feitos com cartão de crédito ou pelo PayPal.
A entrega é feita pelos correios e pode demorar um pouco (mas chega!). A gente adora culpar os Correios, mas até aonde pude perceber, os objetos ficam retidos por um tempo excessivo na alfândega.
Neste caso, portanto, a culpa não é dos “amarelinhos”.

É possível também adquirir livros (em inglês) no mesmo site e sob a mesma promessa de doação de parte da renda para o projeto tema do livro.
Desta forma, é possível comprar um livro sobre o Blender ou sobre o Gimp e ajudar seus desenvolvedores.

Eu sugiro optar pela compra de drives USB — que sempre poderão ser usados para armazenar dados, quando não servirem mais para instalar sua distro favorita.

Os pendrives são em metal, com tamanho discreto e bonitos (veja as fotos).


Outros sites que vendem Linux em CD/DVD e USB flash drives, são a:

  • Amazon — desconheço se a empresa repassa valores das vendas a projetos de software livre.
  • Red Hat — a empresa tem sua loja online que permite adquirir algumas versões de seus softwares — para download —.
    Não se trata de compra de uma mídia física, mas da contratação de um serviço da empresa Red Hat para a sua empresa.

Você conhece outros sites de venda de CDs/DVDs/Blu-Rays e/ou pendrives com o Linux pré-instalado? Conte para a gente!