Conheça este utilitário de linha de comando para controlar discos no Linux

Unidades de armazenamento externas ou internas podem ser acessadas e controladas com o utilitário de linha de comando (CLI) udisksctl.
O programa permite realizar diversas operações avançadas nas unidades conectadas.

Obter informações, verificar o status, monitorar unidades, montar/desmontar dispositivos, travar/destravar unidades criptografadas, desligar completamente ou configurar o SMART etc. — são algumas das tarefas que podem ser executadas com este pequeno utilitário.

Abra um terminal e me acompanhe nas experiências que seguem.

Como obter informações sobre um dispositivo de armazenamento conectado ao meu computador

O utilitário tem autocompletar para facilitar a digitação, portanto use a tecla TAB para tornar mais eficiente o uso dele.

A opção status permite ver as unidades atualmente conectadas ao seu sistema:


udisksctl status

MODEL                     REVISION  SERIAL               DEVICE
--------------------------------------------------------------------------
Hitachi HTS545050A7E380   GG2OA6C0  TE85123RJG3K4W       sda     
SanDisk SSD i100 24GB     11.56.04  123200143249         sdb     
WDC WD5000BPVT-22HXZT1    01.01A01  WD-WXD1A41D1154      sdc     
TOSHIBA MK5059GSXP        GT001L    51NAP03LT            sdd     
SanDisk Cruzer Blade      1.26      4C530699960225111162 sde

Como você pode ver, acima, as informações obtidas e mostradas pelo utilitário são bem detalhadas.

Use a opção info para obter informações específicas sobre um objeto (lembre-se de telcar TAB para completar a digitação):


udisksctl info --drive SanDisk_Cruzer_Blade_4C530699960225111162

A opção dump irá mostrar uma quantidade de dados muito maior, sobre todas as unidades possíveis:


udisksctl dump

Os dados detalhados das unidades podem ocupar diversas páginas de terminal. Use a tecla de espaçamento, para passar as páginas e a tecla Q para sair do modo de visualização do comando.

Sugiro usar o comando grep para obter informações específicas:

udisksctl dump | grep Hitachi
    Drive:                      '/org/freedesktop/UDisks2/drives/Hitachi_HTS545050A7E380_TE85123RJG3K4W'
    Id:                         by-id-ata-Hitachi_HTS545050A7E380_TE85123RJG3K4W
    Symlinks:                   /dev/disk/by-id/ata-Hitachi_HTS545050A7E380_TE85123RJG3K4W
    Drive:                      '/org/freedesktop/UDisks2/drives/Hitachi_HTS545050A7E380_TE85123RJG3K4W'
    Id:                         by-id-ata-Hitachi_HTS545050A7E380_TE85123RJG3K4W-part1
    Symlinks:                   /dev/disk/by-id/ata-Hitachi_HTS545050A7E380_TE85123RJG3K4W-part1
    Drive:                      '/org/freedesktop/UDisks2/drives/Hitachi_HTS545050A7E380_TE85123RJG3K4W'
    Id:                         by-id-ata-Hitachi_HTS545050A7E380_TE85123RJG3K4W-part2
    Symlinks:                   /dev/disk/by-id/ata-Hitachi_HTS545050A7E380_TE85123RJG3K4W-part2
/org/freedesktop/UDisks2/drives/Hitachi_HTS545050A7E380_TE85123RJG3K4W:
    Id:                         Hitachi-HTS545050A7E380-TE85123RJG3K4W
    Model:                      Hitachi HTS545050A7E380

Para monitorar uma unidade use a opção monitor, seguida do nome do dispositivo:


udisksctl monitor SanDisk_Cruzer_Blade_4C530699960225111162 
Monitoring the udisks daemon. Press Ctrl+C to exit.
14:55:24.735: The udisks-daemon is running (name-owner :1.1046).

A unidade, acima, está desmontada e “dormente”. Se houver alguma atividade ligada a ela, o terminal irá mostrar.
Quando quiser terminar o programa tecle Ctrl+C.

Como trabalhar com unidades criptografadas usando o udisksctl

As opções lock e unlock se referem às unidades alvo de criptografia.
No exemplo, abaixo, uso um drive USB criptografado com LUKS.

Para destravar, use unlock e forneça a senha:


udisksctl unlock -b /dev/sde

Passphrase: 
Unlocked /dev/sde as /dev/dm-0.

Para travar novamente, use lock:


udisksctl lock -b /dev/sde

Locked /dev/sde.

O comando pode ser útil dentro de scripts de backup que necessitem de alguma criptografia, para manter os seus dados ainda mais seguros.

Como comprar um notebook para durar 10 anos

Se você for cuidadoso(a) com as suas coisas, é perfeitamente possível manter um laptop por aproximadamente 10 anos — talvez um pouco mais ou um pouco menos.
Além do necessário cuidado com o equipamento, faz bem também planejar algumas atualizações que podem ser necessárias durante este período.

A sorte também será uma aliada importante durante esta aventura.

Eu não ligo para coisas materiais…

Eu detesto esta frase!

A frase “eu não ligo para coisas materiais” passa a falsa impressão de que a pessoa “não é materialista” e, possivelmente, possui valores mais elevados.

Acredito que as pessoas dizem isso para justificar sua falta de cuidados com objetos pessoais.

Na minha experiência, isto é uma bobagem. Na realidade, ser cuidadoso(a) com aparelhos eletrônicos de uso pessoal, é bom para a natureza — porque você vai produzir menos lixo.

Se você gasta menos comprando eletroeletrônico, pode investir mais na sua “elevação espiritual”, se isto for importante para você. E este investimento pode ser feito com a compra de livros, viagens, saídas com os amigos, idas ao cinema/teatro etc.

Prolongar a vida útil de um equipamento de uso pessoal ou profissional é um ótimo projeto.

Use a sessão de comentários, abaixo, para me contar o que pensa sobre o tema. 😉

A bateria do notebook

Se você mora em um local com temperaturas extremas (muito frio ou muito quente), a bateria pode sofrer um desgaste adicional durante este período e poderá ser um dos primeiros itens a demandar substituição.

A troca pode ser evitada se o notebook passar a ser usado apenas como um desktop (ou PC de mesa).

As baterias têm componentes tóxicos para o meio ambiente e precisam ser descartadas de maneira correta.

Leia mais sobre os cuidados que você deve ter, para que a bateria dure mais.

Comprar uma bateria extra, junto com o equipamento não é necessário. Mas, se fizer isso, reveze o uso das baterias — caso seja possível retirar e colocar facilmente o item.

Eu só me preocuparia em comprar uma segunda bateria (nova ou usada) se isto fosse realmente necessário.

A memória RAM

Este item pode vir a precisar de upgrade, no meio do caminho.
Se não quiser adquirir o laptop, já com uma “quantidade excessiva” de memória RAM — o que pode pesar no seu orçamento inicial — você pode planejar esta compra alguns anos à frente.

Comprar depois é vantajoso, por conta da depreciação do valor do item.

O sistema de armazenamento

O disco rígido ou o SSD é um dos maiores gargalos do sistema, como um todo.

Mantê-lo sempre limpo e com uma ocupação sempre abaixo de 75-80% vai ajudar a manter a eficiência do dispositivo. Eventualmente, durante o período do projeto “10 anos”, poderá ser necessário formatar a unidade de armazenamento algumas vezes.

Você pode adquirir logo um SSD de altíssima capacidade ou pode planejar a troca do equipamento no meio do caminho. A primeira opção é a mais cara.

O sistema operacional

Se você optar pelo uso do Microsoft Windows, o ideal é evitar ao máximo fazer um upgrade de versão.
Neste caso, faça apenas as atualizações de segurança.

As novas versões do sistema operacional, geralmente, são mais pesadas e exigem hardware mais atual.

O sistema operacional da Apple costuma ser mais estável neste sentido. Junto com o hardware, formam um conjunto bastante consistente.

Outra opção interessante é o Linux. A distro Debian é uma das mais estáveis e conta com suporte de longo prazo de 2 anos. Eventualmente, o time de suporte pode extender este período para alguma versão.

No caso do sistema operacional Ubuntu, o tempo de suporte de longo prazo (LTS) é de 5 anos — o que significa fazer apenas uma ou duas atualizações obrigatórias de versão, durante todo o período.

Eu optaria pelo Linux, com atualização a cada 2 anos — e aproveitaria este momento para formatar todo o sistema de armazenamento.

Conclusão

Manter um mesmo sistema computacional por 10 anos é uma opção que pode ser cara, na saída, mas trazer benefícios pela estabilidade que te proporciona.

Mesmo que você formate e faça upgrade do sistema operacional a cada 2 anos, trata-se de um hardware que você já conhece e que não vai trazer surpresas com componentes incompatíveis.

Se você optar pela compra do notebook mais avançado disponível no mercado, hoje, terá uns 2 anos para fazer inveja aos seus amigos e, possivelmente, não terá que se preocupar em fazer atualizações de hardware até o fim do projeto.

Me conte como você tocaria um projeto desta natureza, nos comentários! Eu adoraria conhecer outras ideias e dicas. 😉

Passo a passo para formatar um drive no Linux usando criptografia forte.

Qualquer drive, seja um pendrive, um cartão de memória ou um HD externo pode ser formatado facilmente no Linux, com as ferramentas de gestão de discos.
O programa pode ser disparado a partir do próprio Nautilus, se você usa alguma distro com o GNOME (Debian, Ubuntu etc.)

Se você tem interesse em conhecer melhor o utilitário, leia Como formatar um drive no Linux, onde o assunto é abordado de maneira mais extensa (e genérica).

Neste post, vou mostrar como realizar o procedimento de maneira rápida, usando o sistema de arquivos EXT4 com o LUKS.

Como formatar uma unidade com criptografia LUKS

Localize a unidade a ser criptografada no painel esquerdo do Nautilus.
seleção de volume no Nautilus

Em seguida, clique com o botão direito do mouse sobre a unidade escolhida e selecione formatar.
Formatar no Nautilus para Linux

Dê um nome ao volume a ser inicializado.
Opções de formatação

Se estiver com tempo para esperar, vale a pena selecionar a opção “Apagar”, que irá remover todos os dados do drive selecionado, em segurança. Fica o aviso de que esta opção é de execução demorada — a desculpa perfeita para ir tomar um café, se quiser.
Opções de formatação

A criptografia LUKS só pode ser selecionada para sistemas de arquivos EXT4, do Linux.

Se executar este processo em um drive externo USB, por exemplo, vai precisar instalar suporte a EXT4 e criptografia LUKS, para conseguir ler seu conteúdo no Windows.

Quando terminar de fazer seus ajustes nesta janela, clique em “Próximo”.

Na próxima tela, você terá que definir e confirmar a sua senha.
Se deixou a opção “Apagar” desligada, então o processo será bem rápido.
Senha para formatação com criptografia

Daqui para frente, toda vez que for usar o drive, a senha cadastrada será pedida.
Nautilus volume criptografado

Na imagem, acima, é possível notar que, antes de dar a senha e montar a unidade, nem o nome do volume será exibido no Nautilus.
A criptografia LUKS em unidades EXT4 é uma maneira segura e conveniente (fácil) de armazenar arquivos com informações sensíveis e confidenciais.

Use o timer do seu sistema para não perder a hora!

Todo sistema operacional tem um ou mais aplicativos ou widgets para informar a hora para o usuário.
Neste post, vamos falar do temporizador ou timer padrão do sistema, que pode ser acionado para evitar que você perca algum compromisso ou a hora certa para desligar o forno, na sua casa.

Eu uso muito este recurso para limitar o tempo de execução de algumas tarefas e não ficar muito tempo com a cara grudada no monitor. Claro que uso também para evitar que as coisas queimem no fogão… 😉

Quem usa a técnica de produtividade Pomodoro, vai achar o recurso útil também — principalmente, por que não precisa instalar absolutamente nada para fazer uso dele.

Este post foi escrito usando a distro Debian GNU/Linux 10 Buster (ainda em testing), com a interface padrão GNOME (a mesma do Ubuntu).
Se a sua distro for diferente, não se preocupe. É fácil adequar as dicas a qualquer outra distribuição do Linux (ou, mesmo, outro sistema operacional).

Apenas pressione a tecla Super, para acionar o dash da sua interface gráfica e procure por uma destas palavras: cronometro, temporizador, timer, relógio etc. — uma delas vai dar certo.
gnome-watch no dash do GNOME

Dentro do aplicativo ou widget do relógio, procure por timer ou temporizador.
GNOME-watch temporizador e timer

Em seguida, ajuste segundos, minutos e/ou horas que você achar melhor.
gnome-watch temporizador em andamento

Conclusão e um probleminha…

Um dos objetivos, antes de escrever este post, era encontrar e falar sobre aplicativos de temporização.
Ocorre que acabei ficando com esta solução mais simples e que dispensa a instalação de softwares e bibliotecas adicionais.

Fique atento: na versão usada para escrever este post, ocorre “um pequeno probleminha”…

Para quem usa várias áreas de trabalho, é natural deixar o reloginho “esquecido” em uma delas — ele só precisa lembrar que existe, na hora em que o alarme dispara.

O problema ocorreu justamente aí: se o aplicativo de relógio se encontra em uma das áreas de trabalho virtuais, o alarme não será visível e nem audível enquanto você estiver trabalhando em uma das outras.

Não sei se é um bug ou se o projeto foi concebido para ser assim mesmo…

Mas pode ser resolvido, usando o menu de janela do aplicativo, configurando-o para ser visível sempre na área de trabalho ativa (ou seja, aquela em que você está).
menu de janela do gnome-watch

Uma outra limitação do aplicativo é que ele só tem espaço para um temporizador. Se você precisa de mais de um ou deseja ajustar vários tempos em sequência, esta solução não vai servir.

Conheça esta ferramenta online de conversão de arquivos de imagem RAW.

Com suporte a arquivos RAW produzidos por câmeras das marcas Nikon, Canon, Sony, Fujifilm etc. o site raw.pics.io permite fazer upload de suas imagens originais (em formato RAW), converter e baixar no formato de saída à sua escolha.
Na verdade, o serviço não “converte”, mas extrai as imagens JPEG, já contidas nos arquivos RAW.

A partir daí, você pode baixar neste mesmo formato ou converter para PNG (Portable Network Graphics).
Opcionalmente, o serviço permite também fazer edições básicas online, como você pode ver no decorrer deste artigo e nas imagens ilustrativas.

Existe a versão gratuita (com limite de imagens para trabalhar) e a versão paga e sem limite.
Na versão paga, é possível realizar uma conversão em lote de dezenas de imagens, todas de uma vez, o que pode trazer benefícios profissionais a quem esteja longe do seu computador de trabalho e precisa entregar imagens em JPEG, por exemplo.

Como funciona o raw.pics.io

Acesse o site https://raw.pics.io/ e faça o upload dos arquivos de imagem RAW desejadas.
home page do site raw.pics.io

Também é possível arrastar direto do seu gerenciador de arquivos.
seleção de arquivos no gerenciador de arquivos

Várias imagens podem ser selecionadas para upload, de uma vez só.
Esta possibilidade contribui para agilizar o trabalho.

O app possui um painel à esquerda com opções gerais relacionadas aos arquivos.
tela do site raw.pics.io

No painel direito, a tela principal exibe informações sobre o arquivo, obtidas das meta tags exif.
site raw.pics.io

O aplicativo ainda permite edição online das suas imagens — não é “grande coisa”, mas quebra um galho.
web para edição de imagens online

Preço do serviço

Existe uma cobrança única, para um mês de conversões ilimitadas, de aproximadamente 2 dólares.
Este valor é ótimo para quem só deseja usar o serviço uma vez, por um dia ou algumas semanas.
preço do raw.pics.io
Se você acredita que vai precisar usar o serviço por mais tempo, pode optar pelo pagamento anual que, neste momento, é menos que 20 dólares.

Conclusão

Achei o serviço muito simples de ser usado e muito rápido, mesmo em uma conexão lenta (testei fora do escritório, usando uma conexão 4G do celular).
Com esta possibilidade, não é necessário abrir mão de fotografar em RAW, quando se está viajando e precisa entregar uma grande quantidade de fotos em um formato de leitura mais universal, como é o caso do JPEG.
O valor, pelo uso do serviço durante um mês, também está longe de poder ser considerado absurdo.
O que você acha?