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5 razões para usar o GNOME

O GNOME é um ambiente desktop completo para sistemas operacionais das famílias GNU/Linux e UNIX.
Surgiu pouco tempo depois do lançamento do KDE, com a proposta de ser um projeto de código aberto e 100% livre (que ainda não era o caso do KDE).

Atualmente, as comunidades de desenvolvedores do KDE e GNOME trabalham juntas em alguns projetos e trocam informações — e ninguém desconfiaria que em algum momento da história as duas tiveram uma forte rivalidade.

Pessoalmente, gosto muito dos dois ambientes e não saberia escolher um em detrimento do outro.

Já transitei muito entre o KDE, o GNOME, o XFCE e o LXDE. Atualmente, estou muito satisfeito com o GNOME, de acordo com o que vou relatar abaixo.

É possível instalar o KDE e o GNOME na sua estação de trabalho — o que permite alternar entre um e outro, além de rodar os aplicativos nativos de cada um em qualquer um dos ambientes.

As boas práticas de uso do sistema operacional, contudo, recomendam optar pela instalação de apenas um dos dois.

Pra ficar claro, o propósito deste post não é fazer você desistir de usar o KDE, o XFCE ou qualquer outro desktop environment para começar a usar o GNOME.

Na verdade, já fiz um post semelhante a este, ressaltando as qualidades do KDE.

Visual minimalista

Classificar o GNOME como minimalista, pode soar ambicioso (uma “forçação de barra”). Há outros que cumprem melhor esta função.

Contudo, o GNOME tem um design mais sóbrio do que o KDE e tem menos opções de customização visual (ou “perfumaria”) do que muitos desktops gráficos.

Ele é projetado para o foco imediato, ou seja, começar a trabalhar logo após a instalação — e é exatamente isso que ocorre.

No KDE, a tentação para personalizar e brincar com as inúmeras opções de efeitos e exibições é enorme e constante.

Opções de customização na Internet

Com uma rápida configuração no Firefox ou qualquer outro navegador, é possível ajustar o GNOME a partir da página do projeto na Internet.

A possibilidade de baixar, instalar, ativar ou desativar as extensões do GNOME a partir do navegador é muito útil e permite que se tenha um conjunto de software um pouco mais enxuto.

Otimização do espaço da tela

O projeto do GNOME já deu tchau ao excesso de itens na tela, como barra de tarefas/programas e menu nos cantos.
Tal como no Unity, a gente dispara o Dash (com a tecla Super) e digita o nome do aplicativo que deseja.

A versão customizada padrão do GNOME, no Ubuntu 18.04 LTS, usa como legado do Unity, uma doca do lado esquerdo, com os ícones de execução dos aplicativos mais frequentes.

A doca não está presente na versão padrão do GNOME do Debian (e outras distribuições). Contudo, o usuário pode configurar uma, se quiser.

A consistência de cores

Esta característica é muito pessoal e, além disso, é fácil modificar para quem não gosta.

O tema padrão do GNOME, para Debian, é (na minha humilde opinião) neutro e (talvez) um pouco sem graça. Mas, como eu disse, aqui, tudo é ajustável.

Na versão customizada do Ubuntu, o tema segue as cores tradicionais da Canonical.

O GNOME tem áreas de trabalho dinâmicas

Em outras palavras, quando você envia um aplicativo para uma nova área de trabalho, o GNOME cria a nova área virtual sob demanda, para abrigar o aplicativo que você deseja enviar para lá.

A área de trabalho expira automaticamente, quando o último aplicativo, dentro dela, é encerrado.

Isto tem um impacto muito positivo na economia de recursos de memória e processamento da sua máquina.

Como expliquei neste texto, não uso este recurso, mas o vejo como positivo.

A maturidade do projeto

O GNOME, como projeto, teve início em Agosto de 1997 e, portanto, tem aproximadamente 22 anos de estrada.
Muita inovação foi feita, mas atualmente, percebe-se que há mais investimento na estabilidade do software.

Atualmente, uso a versão de testes do GNOME, no Debian testing e, simplesmente, não dá problema. Tudo roda super bem e rápido.

O que eu melhoraria na interface do GNOME

Na interface gráfica, eu gostaria muito de ver a integração das janelas à barra superior padrão do ambiente. Ou seja, quando uma janela estivesse maximizada, suas barras e bordas desaparecem, permitindo a integração completa à interface — como no Unity e no MacOS.

O nome deste recurso é GNOME Global Menu e existe um projeto em andamento neste sentido. Infelizmente, até o momento, ainda não viu a luz da maturidade — e talvez nem da puberdade.

Fora isso, acredito que seja um projeto de interface gráfica vencedor, de inúmeras outras qualidades e pouquíssimos defeitos.

Se quiser, por favor, comente sobre o que você gosta (ou não) no GNOME e que recursos o projeto poderia incorporar futuramente.

Publicado por

Elias Praciano

Autor de tecnologia (livre, de preferência), apaixonado por programação e astronomia. Fã de séries, como "Rick and Morty" e "BoJack Horseman". Me siga no Twitter e vamos trocar ideias!

Um comentário em “5 razões para usar o GNOME”

  1. O GNOME é sem dúvida meu ambiente preferido. Uma busca global acionada quando se digita no teclado enquanto na Área de Trabalho pra mim seria uma ideia a se “importar” do Plasma. A questão da barra global que você citou também está se tornando cada vez mais premente. Meu problema nos últimos tempos com o projeto GNOME tem sido o Nautilus que está apresentando problemas em minhas instalações. Na minha instalação principal tive que substituí-lo pelo Nemo pois não conseguia acessar servidores remotos pelo navegador de arquivos padrão.

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