5 razões para usar o GNOME

O GNOME é um ambiente desktop completo para sistemas operacionais das famílias GNU/Linux e UNIX.
Surgiu pouco tempo depois do lançamento do KDE, com a proposta de ser um projeto de código aberto e 100% livre (que ainda não era o caso do KDE).

Atualmente, as comunidades de desenvolvedores do KDE e GNOME trabalham juntas em alguns projetos e trocam informações — e ninguém desconfiaria que em algum momento da história as duas tiveram uma forte rivalidade.

Pessoalmente, gosto muito dos dois ambientes e não saberia escolher um em detrimento do outro.

Já transitei muito entre o KDE, o GNOME, o XFCE e o LXDE. Atualmente, estou muito satisfeito com o GNOME, de acordo com o que vou relatar abaixo.

É possível instalar o KDE e o GNOME na sua estação de trabalho — o que permite alternar entre um e outro, além de rodar os aplicativos nativos de cada um em qualquer um dos ambientes.

As boas práticas de uso do sistema operacional, contudo, recomendam optar pela instalação de apenas um dos dois.

Pra ficar claro, o propósito deste post não é fazer você desistir de usar o KDE, o XFCE ou qualquer outro desktop environment para começar a usar o GNOME.

Na verdade, já fiz um post semelhante a este, ressaltando as qualidades do KDE.

Visual minimalista

Classificar o GNOME como minimalista, pode soar ambicioso (uma “forçação de barra”). Há outros que cumprem melhor esta função.

Contudo, o GNOME tem um design mais sóbrio do que o KDE e tem menos opções de customização visual (ou “perfumaria”) do que muitos desktops gráficos.

Ele é projetado para o foco imediato, ou seja, começar a trabalhar logo após a instalação — e é exatamente isso que ocorre.

No KDE, a tentação para personalizar e brincar com as inúmeras opções de efeitos e exibições é enorme e constante.

Opções de customização na Internet

Com uma rápida configuração no Firefox ou qualquer outro navegador, é possível ajustar o GNOME a partir da página do projeto na Internet.

A possibilidade de baixar, instalar, ativar ou desativar as extensões do GNOME a partir do navegador é muito útil e permite que se tenha um conjunto de software um pouco mais enxuto.

Otimização do espaço da tela

O projeto do GNOME já deu tchau ao excesso de itens na tela, como barra de tarefas/programas e menu nos cantos.
Tal como no Unity, a gente dispara o Dash (com a tecla Super) e digita o nome do aplicativo que deseja.

A versão customizada padrão do GNOME, no Ubuntu 18.04 LTS, usa como legado do Unity, uma doca do lado esquerdo, com os ícones de execução dos aplicativos mais frequentes.

A doca não está presente na versão padrão do GNOME do Debian (e outras distribuições). Contudo, o usuário pode configurar uma, se quiser.

A consistência de cores

Esta característica é muito pessoal e, além disso, é fácil modificar para quem não gosta.

O tema padrão do GNOME, para Debian, é (na minha humilde opinião) neutro e (talvez) um pouco sem graça. Mas, como eu disse, aqui, tudo é ajustável.

Na versão customizada do Ubuntu, o tema segue as cores tradicionais da Canonical.

O GNOME tem áreas de trabalho dinâmicas

Em outras palavras, quando você envia um aplicativo para uma nova área de trabalho, o GNOME cria a nova área virtual sob demanda, para abrigar o aplicativo que você deseja enviar para lá.

A área de trabalho expira automaticamente, quando o último aplicativo, dentro dela, é encerrado.

Isto tem um impacto muito positivo na economia de recursos de memória e processamento da sua máquina.

Como expliquei neste texto, não uso este recurso, mas o vejo como positivo.

A maturidade do projeto

O GNOME, como projeto, teve início em Agosto de 1997 e, portanto, tem aproximadamente 22 anos de estrada.
Muita inovação foi feita, mas atualmente, percebe-se que há mais investimento na estabilidade do software.

Atualmente, uso a versão de testes do GNOME, no Debian testing e, simplesmente, não dá problema. Tudo roda super bem e rápido.

O que eu melhoraria na interface do GNOME

Na interface gráfica, eu gostaria muito de ver a integração das janelas à barra superior padrão do ambiente. Ou seja, quando uma janela estivesse maximizada, suas barras e bordas desaparecem, permitindo a integração completa à interface — como no Unity e no MacOS.

O nome deste recurso é GNOME Global Menu e existe um projeto em andamento neste sentido. Infelizmente, até o momento, ainda não viu a luz da maturidade — e talvez nem da puberdade.

Fora isso, acredito que seja um projeto de interface gráfica vencedor, de inúmeras outras qualidades e pouquíssimos defeitos.

Se quiser, por favor, comente sobre o que você gosta (ou não) no GNOME e que recursos o projeto poderia incorporar futuramente.

Obtenha informações sobre vulnerabilidades e exploits em seus sistemas através do Pompem

O Pompem é uma ferramenta de busca de informações sobre vulnerabilidades relacionadas a diversos sistemas de gestão de conteúdo e softwares de sistema e rede.
Escrito em Python, o programa foi desenvolvido para listar artigos em sites e informações de bancos de dados sobre falhas de segurança conhecidas.

Com base nestas informações, o administrador pode tomar as “medidas cabíveis” para resolver eventuais problemas relacionados à sua plataforma.

O usuário alvo deste tipo de aplicação é o pentester, ou seja, profissionais ligados à área de segurança, cuja atribuição é determinar a força da segurança de sistemas que estejam sob seus cuidados. Ou seja, trata-se de um perfil específico de usuário avançado.

Neste post, vou abordar a instalação mais simplificada, dentro do sistema operacional Debian 10.

Nesta distribuição do GNU/Linux, o Pompem, consta como um pacote na categoria pentest tools e é mantida pelo Debian Forensics.


apt show pompem

Package: pompem
Version: 0.2.0-3
Priority: optional
Section: utils
Maintainer: Debian Forensics 
Installed-Size: 51,2 kB
Depends: python3, python3-requests
Homepage: https://github.com/rfunix/Pompem
Download-Size: 9.928 B
APT-Sources: http://deb.debian.org/debian testing/main amd64 Packages
Description: Exploit and Vulnerability Finder
 Find exploit with a system of advanced search, designed to automate the search
 for Exploits and Vulnerability in the most important databases facilitating
 the work of pentesters, ethical hackers and forensics expert. Performs searches
 in databases: PacketStorm security, CXSecurity, ZeroDay, Vulners, National
 Vulnerability Database, WPScan Vulnerability Database. This tool is essential
 in the security of networks and systems.
 .
 The search results can be exported to HTML or text format.

Como você pode ver, o Pompem é essencial na busca e detecção de exploits e vulnerabilidades — bem como a obtenção de ajuda para solucionar os problemas — em várias categorias de sistemas.

Para iniciar a instalação, use o apt (de novo…):


sudo apt install pompem

Como usar o Pompem

O Pompem é uma forma rápida de obter informações sobre problemas de segurança, já disponibilizadas em sites especializados.
Se você administra um grande servidor ou um blog WordPress, pode obter rapidamente informações voltadas para a sua situação.
Abra um terminal, para fazer algumas experiências.
Use o recurso search (busca) para encontrar dados sobre uma determinada plataforma (Joomla, no exemplo abaixo):


pompem -s "joomla"


+Results joomla
+--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------+
+Date            Description                                     Url                                    
+--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------+
+ 2018-06-18 | Joomla Jomres 9.11.2 Cross Site Request Forgery | https://packetstormsecurity.com/files/148223/Joomla-Jomres-9.11.2-Cross-Site-Request-Forgery.html 
+--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------+
+ 2018-06-14 | Joomla Ek Rishta 2.10 SQL Injection | https://packetstormsecurity.com/files/148189/Joomla-Ek-Rishta-2.10-SQL-Injection.html 
+--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------+

...

+ 2018-04-13 | Joomla Convert Forms 2.0.3 CSV Injection | https://cxsecurity.com/issue/WLB-2018040100 
+--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------+
+ 2018-04-09 | Joomla com_foxcontact Shell Upload Vulnerability E | https://cxsecurity.com/issue/WLB-2018040066 
+--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------+
+ 2018-06-14 | Joomla Ek Rishta 2.10 SQL Injection | https://packetstormsecurity.com/files/148189/Joomla-Ek-Rishta-2.10-SQL-Injection.html 
+--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------+

Minha lista, acima, está com “algumas” linhas cortadas. Se prepare para obter uma relação bem mais extensa, aí.
Como você pode ver, o resultado compreende 3 colunas:

  1. Data da divulgação da vulnerabilidade
  2. Título do post
  3. URL do site, aonde você pode obter mais informações sobre o problema

Ter conhecimento (leitura) de inglês, neste caso, pode ajudar bastante.

Experimente o gerenciador de arquivos (CLI) Ranger no Linux (ou no Mac)

O Ranger é um gestor de arquivos de linha de comando (CLI), escrito em Python.
O programa possui todas as funções presentes nos gestores mais usados, como o Nautilus, no Ubuntu.

Para quem não tem problemas com a CLI, como interface de execução de seus aplicativos, o Ranger ainda oferece a vantagem da velocidade de execução.

O programa permite executar tarefas relacionadas à gestão de arquivos com poucos toques no teclado, usando teclas simples ou composições de atalhos de teclado.

O uso do mouse é opcional.

Para ficar de acordo com a documentação oficial, no restante do texto, vou grafar o nome do utilitário em minúsculas.

Como instalar o ranger

Abra um terminal e execute o gestor de pacotes da sua distro, para fazer a instalação dele. Segue um exemplo, usando o apt (Debian/Ubuntu):


sudo apt install ranger

Junto com o utilitário, é instalado o navegador de Internet w3m — também com interface em modo texto ou CLI.

Outras extensões são instaladas e podem ser usadas à medida em que forem necessárias, como o rifle, para abrir arquivos.
As configurações permitem definir outros programas para executar tarefas específicas a partir do ranger.

Se precisar visualizar alguma imagem ou outro tipo de arquivo de dentro do ranger, ele abrirá o visualizador padrão do sistema.
Se você usa apenas o modo texto, no seu sistema, recomendo instalar o feh, para visualizar suas imagens.

Como usar o ranger

Ao rodar o programa, ele irá mostrar os arquivos dentro do diretório (pasta) atual.
Use as setas do teclado para percorrer os diretórios e pressione Enter, para realizar ações em relação aos arquivos.

Você pode sair do programa, a qualquer momento, pressionando a tecla ‘q’.

Configuração do ranger

O ranger cria um subdiretório com arquivos de configuração básica no home, ou seja, em ‘~/.config/ranger/’
Muitas configurações, contudo, continuarão a ser lidas nos arquivos principais, fora do seu diretório home.
Para ter acesso completo à configuração do aplicativo, copie todos os arquivos pertinentes ao seu diretório particular, com o seguinte procedimento:


ranger --copy-config=all

creating: /hem/justincase/.config/ranger/rifle.conf
creating: /hem/justincase/.config/ranger/commands.py
creating: /hem/justincase/.config/ranger/commands_full.py
creating: /hem/justincase/.config/ranger/rc.conf
creating: /hem/justincase/.config/ranger/scope.sh

> Please note that configuration files may change as ranger evolves.
  It's completely up to you to keep them up to date.

> To stop ranger from loading both the default and your custom rc.conf,
  please set the environment variable RANGER_LOAD_DEFAULT_RC to FALSE.

Os dois avisos, dados ao final da execução do comando, acima, dão conta de:

  1. Os desenvolvedores do programa podem introduzir eventuais modificações na forma como os arquivos de configuração funcionam ou na sua estrutura. Portanto, caberá a você fazer esta atualização.
  2. Para forçar o programa a carregar apenas as configurações personalizadas do usuário, altere o valor da variável de ambiente RANGER_LOAD_DEFAULT_RC para FALSE.
    Este procedimento pode ser feito assim, na linha de comando:

    
    RANGER_LOAD_DEFAULT_RC=FALSE
    
    

    Leia mais sobre variáveis de ambiente aqui: variáveis de ambiente no Linux.

Esquemas de cores do ranger

Ainda no diretório de arquivos de configurações do ranger, é possível alterar o esquema (ou tema) atual de cores do programa, caso você esteja insatisfeito com o que está vendo.

Para isso abra o arquivo ~/.config/ranger/rc.conf e localize a linha

set colorscheme default

Você pode usar uma das 4 opções: default (padrão), jungle, snowou solarized.
Pessoalmente, gosto do tema default. Mas o snow também é legal. (y)

Você pode criar novos esquemas e gravá-los em ~/.config/ranger/colorschemes.

Teclas de navegação dentro do ranger

O programa usa as mesmas teclas do editor Vim.

Basicamente, é isso aqui:

  • → ↓ ↑ ← as setinhas do teclado
  • h — para subir na hierarquia de diretórios
  • gg — para ir ao início da lista
  • G — para ir ao fim da lista

A linha de comando

O ranger tem uma linha de comando, a partir da qual, é possível executar comandos da shell.
Para acessar a CLI interna do ranger tecle ‘!’.

O utilitário possui também comandos internos, como o ‘du’ — que mostra o uso atual do diretório (tal como na shell).
Há outros comandos, que podem ser acessados a partir do pressionamento da tecla ‘d’. Experimente.

Use o entangle para controlar sua câmera a partir do computador

O Entangle é um aplicativo de tethering para Linux.
Sua função é dar acesso aos controles da câmera a partir do seu PC desktop ou laptop.

Usualmente, em estúdio, pode ser muito útil ter um laptop conectado à sua câmera DSLR.
Este método permite ver resultados imediatos na tela grande do computador e decidir se ficam armazenados no laptop ou não.
Com o tethering, o fotógrafo pode encurtar o caminho das fotos da câmera para o PC — onde será feito o pós-processamento.

Se o que você quer é apenas transferir imagens da câmera ou do cartão para o desktop, sugiro usar outros softwares, como o Shotwell — porque esta não é a função do Entangle.

O que o Entangle faz:

  1. Disparar o obturador da câmera a partir do computador.
  2. fornecer uma prévia da composição, antes do disparo, em tela grande.
  3. Permitir a visualização e o download automáticos das fotos, à medida em que forem tiradas.
  4. Prover acesso a todos os controles da sua câmera a partir do seu computador.

O último item da lista, acima, depende do modelo da sua câmera.
Eu testei, como você pode observar nas imagens deste post, com uma câmera Fujifilm Finepix SL 1000.
Este equipamento está na categoria bridge camera ou “câmera intermediária”, portanto, entre a categoria das câmeras DSLR e as point and shoot (ou câmeras compactas).
Enfim, na minha câmera não é possível usar o recurso de tethering.

Se o seu equipamento for uma DSLR, mesmo que seja um modelo de entrada, o seu resultado pode ser bem melhor do que o meu.
A melhor maneira de saber se vai funcionar com a sua câmera é testando.

Fique à vontade para nos dar um retorno, nos comentários, citando o modelo da sua câmera.

fuji finepix connection
O modelo Fujifilm Finepix SL1000 não permite capturar imagens via tethering.

Se algo (ou quase tudo, no meu caso) não der certo, não culpe a comunidade de desenvolvedores de software livre.
Infelizmente, alguns fabricantes não liberam especificações suficientes de seus produtos, para criar softwares mais eficientes.
Envie mensagens, pelas redes sociais e email, para o fabricante do seu equipamento pedindo para que colabore mais com a comunidade de desenvolvedores Linux — especificamente, com o desenvolvimento do Entangle.
O resultado pode ser positivo, se muitas pessoas fizerem isso.

Como instalar o Entangle para fazer tethering no seu sistema

Programas Debian Ubuntu

O Entangle pode ser encontrado na loja oficial da sua distro GNU/Linux e está disponível nos repositórios das principais distribuições.
Entangle camera tethering for linux

Quem prefere usar a CLI, para instalar o programa, pode rodar um dos seguintes comandos:
No Debian, Ubuntu e outras distribuições derivadas, use o apt:


sudo apt install entangle

No Fedora e no OpenSUSE, use o dnf ou o yum:


sudo dnf install entangle

No FreeBSD, use o pkg:


pkg install entangle

Se quiser saber mais sobre instalação de softwares no FreeBSD, leia este post.

Como fazer tethering com a sua câmera no Linux

Ao iniciar, a aplicação irá tentar detectar automaticamente a sua câmera, caso esteja conectada via USB ou rede.
Se houver múltiplas câmeras conectadas fisicamente ao seu computador, o programa fornecerá uma lista delas, para a sua escolha.

Se a sua câmera não aparecer, isto pode ocorrer em função do GNOME tê-la montado como dispositivo de armazenamento automaticamente.
Neste caso, é necessário desmontar o dispositivo antes de poder fazer tethering.
camera montada

Se a câmera tiver suporte a “live view“, vai ser possível acompanhar a composição, à frente da câmera, de dentro do aplicativo.
No painel Preferências, é possível selecionar várias abas de opções.
Na aba de opções Interface, você pode fazer alguns ajustes no modo de operação do programa. Inclusive ligar ou desligar a exibição do histograma linear.

O painel Image Viewer permite alterar o aspecto e a escala do “sensor virtual”, com a aplicação de uma máscara.
Além disto, pode aplicar as linhas guia da regra de terceiros ou outras.

O painel de configurações de captura, tem opções de configuração da nomenclatura dos arquivos de imagem, que serão gravados no computador.
Permite ainda ligar o descarte automático das imagens dentro da câmera.

O painel Color Management apresenta opções da gestão de cores para a sua sessão de fotografia.

Você pode adicionar plugins ou escrever os seus próprios, com o uso da linguagem Python.

Referências

Site oficial do Entangle: https://entangle-photo.org/.

10 exemplos de uso do comando find no Linux

O find é um utilitário incrivelmente flexível e muito usado na linha de comando do Linux/UNIX ou dentro de scripts.
Com ele é possível encontrar arquivos por tipo, por condição, por conteúdo etc. dentro do seu sistema e através de buscas recursivas.

O comando find já foi abordado em outros artigos, neste site.
Se você tiver interesse em complementar seu conhecimento sobre o tema, clique nos links no decorrer do texto ou use o sistema de busca do site.

Nestes exemplos, vou mostrar que você pode usar diversos critérios de busca com o comando find: permissões, pertencimento (ownership), por data/hora de alteração, por tamanho etc.

Por ser um comando padrão, no UNIX e no GNU/Linux, não há necessidade de instalar nada. Apenas abra um terminal (Ctrl + Alt + T, no Ubuntu) e comece a aplicar os exemplos.

O comando find é uma ferramenta essencial para o aprendizado de quem deseja se tornar produtivo na linha de comando do Linux ou do MacOS.

Exemplos de uso do find

O uso básico do find não precisa incluir qualquer opção ou parâmetro.
Ao executar o find no diretório (pasta) atual, ele irá perscrutar todos os subdiretórios, recursivamente, e exibir a lista completa de arquivos, inclusive aqueles que estão ocultos.


find

A depender do diretório atual, a execução pode ser um pouco demorada. Mas pode ser interrompida a qualquer momento com as teclas Ctrl + C.
Geralmente, é possível combinar o find ao comando grep, para refinar os resultados da busca:


find | grep -i "comando find"

./Documentos/Livros/Imagens/elias.praciano.com - featured/comando find.jpg
./.fotoxx/thumbnails/hem/justincase/Documentos/Livros/Imagens/elias.praciano.com - featured/comando find.jpg.jpeg

O comando acima é equivalente ao ls, conforme o exemplo abaixo:


ls -lahR | grep -i "comando find"

… o find costuma ser bem mais rápido, contudo. Faça as suas experiências.

O comando pode ser executado especificamente em um diretório:


find Imagens/2018/

Também é possível filtrar por nome ou extensão do arquivo que você deseja encontrar:


find Imagens/2018/*.ods

Imagens/2018/foapiso.ods
Imagens/2018/imagens2018_18-55mm.ods
Imagens/2018/imagens2018_75-300mm.ods
Imagens/2018/imagens2018_sigma30mm.ods
Imagens/2018/stat-imagens2018.ods

Com o parâmetro ‘-name’, é possível obter resultados mais precisos em sua busca.


find Imagens/2018/ -name "panoramas"

Imagens/2018/06/16/panoramas

O resultado da busca é sensível à caixa (maiúsculas/minúsculas) das letras.
Para desligar a sensibilidade (case sensitiveness), use ‘-iname’:


find Imagens/2018/ -iname "panoramas"

Use também os coringas entre as aspas:


find Imagens/2018/ -iname "*noram*"

Imagens/2018/05/01 ana maria/panorama_2242_2247.tif
Imagens/2018/05/01/darktable_exported/panorama_2242_2247.jpg
Imagens/2018/06/16/panoramas

Ao optar por fazer a busca no diretório raíz / todo o sistema será vasculhado, incluindo a rede e os dispositivos externos conectados (se estiverem montados).

A recursividade é padrão para o comando find. Se você quiser restringir a profundidade da busca, precisa definir isso claramente.
Com a opção ‘-maxdepth’ é possível determinar até quantos subdiretórios devem ser analisados.


find Imagens/ -maxdepth 3 -iname "*.cr2"

Imagens/Capture/capture000000.cr2
Imagens/Capture/capture000001.cr2
Imagens/Capture/capture000002.cr2
Imagens/Capture/capture000003.cr2
Imagens/Capture/capture000004.cr2
Imagens/Capture/capture000005.cr2
Imagens/Darktable/20180525_noname/20180525_0001.CR2
Imagens/Darktable/20180525_noname/20180525_0002.CR2
Imagens/Darktable/20180525_noname/20180525_0003.CR2

Para fazer a busca apenas no diretório atual, sem recursividade, use ‘-maxdepth 1’.

Também é possível inverter o filtro da busca.
Por exemplo, eu sei que dentro de Imagens/ há vários subdiretórios com arquivos .jpg e .cr2 (arquivos RAW da Canon). Mas também há outros tipos de arquivos.
Veja como excluir dos resultados da busca os arquivos .cr2:


find Imagens/ -not -iname "*.cr2"

Para facilitar, use ‘!’ no lugar de ‘-not’:


find Imagens/ ! -iname "*.png"

Use o operador ‘-o’ (OR) para restringir a busca a 2 ocorrências:


find Imagens/ -iname "*.txt" -o -iname "*.ods"Imagens/2018/aberturas.txt

Imagens/2018/distfocal.txt
Imagens/2018/distfocal_75-300.txt
Imagens/2018/maio2018.txt
Imagens/2018/stat-imagens2018.ods
Imagens/2018/imagens2018_18-55mm.txt
Imagens/2018/imagens2018_18-55mm.ods
Imagens/2018/imagens2018_75-300mm.txt
Imagens/2018/imagens2018_sigma30mm.txt
Imagens/2018/imagens2018_75-300mm.ods
Imagens/2018/imagens2018_sigma30mm.ods
Imagens/2018/imagens2018_sigma30mm-b.txt
Imagens/2018/imagens2018_Yongnuo35-50mm.txt
Imagens/2018/foapiso.txt
Imagens/2018/foapiso.ods

O operador AND pode ser invocado com a opção ‘-a’, embora seja um comportamento padrão:


find Imagens/2018 -iname "*.cr2" -a -iname "*.jpg" 

Combine com o operador ‘!’, para excluir exatamente aqueles 2 tipos de arquivos:


find Imagens/2018 ! -iname "*.cr2" -a ! -iname "*.jpg" 

Notou que os nomes de diretórios também são mostrados?
Pois é… Para o UNIX/Linux “tudo é arquivo”.

Se quiser filtrar mais ainda os resultados, para mostrar apenas arquivos “de verdade”, use a opção ‘-type f’:


find Imagens/2018 -type f ! -iname "*.cr2" -a ! -iname "*.jpg"

Use o comando wc, para contar quantos arquivos (no meu exemplo) não são .cr2 ou .jpg, na busca:


find Imagens/2018 -type f ! -iname "*.cr2" -a ! -iname "*.jpg" | wc -l

445

No exemplo simplificado, abaixo, veja como encontrar todos os estilos do DarkTable armazenados em uma pasta:


find Imagens/2018 -type f -iname "*.dtstyle" | wc -l

255

A sua pesquisa pode incluir mais de um diretório:


find Imagens/2018/06/ Imagens/2018/04/ -type f -iname "*.xmp"

Imagens/2018/06/02/img_4337.cr2.xmp
Imagens/2018/06/12/img_4667.cr2.xmp
Imagens/2018/06/15/img_4891.cr2.xmp
Imagens/2018/06/16/img_4996.cr2.xmp
Imagens/2018/06/16/panorama/img_5064.cr2.xmp
Imagens/2018/04/25/img_1536.cr2.xmp
Imagens/2018/04/28/break/img_1962.cr2.xmp

Espero que, com estes exemplos, tenha ajudado você a entender e usar melhor o comando find no seu sistema. 😉
Divirta-se!