Já pensou em usar a versão unstable do Debian?! Veja como é fácil.

A versão instável ou unstable do Debian, também chamada de Sid, pode ser instalada agora mesmo, se você quiser.
Trata-se da versão que sucede à testing.
girl in sid shirt
Antes de continuar, recomendo a leitura do texto 5 razões para não chamar o debian unstable de instável. Daqui pra frente, vou entender que você conhece os pros e contras de usar esta versão.
Este post complementa o artigo Como baixar e instalar o Debian Unstable.
Neste artigo, vou mostrar como fazer a atualização de uma maneira mais simples, apenas com a edição do sources.list — sem precisar baixar um arquivo grande e gravar seu conteúdo em um pendrive ou DVD.

O procedimento de passar a atualizar o sources.list a partir de outro canal de desenvolvimento pode acarretar na instabilidade do seu sistema. Leia os artigos sugeridos nos links, para entender melhor em que terreno você está pisando.

Como atualizar o Debian para o unstable através do sources.list

captura de tela do terminal
Para passar a usar outro canal de repositórios para atualizar o seu sistema, basta alterar o arquivo “/etc/apt/sources.list”.
Eu demonstrei uma maneira muito simples e prática de se fazer isto neste artigo.
Comece por fazer um backup do arquivo:


cp /etc/apt/sources.list ~/sources.list.original

Em seguida substitua o conteúdo do arquivo por este:


#------------------------------------------#
# Repositórios oficiais do DEBIAN
#------------------------------------------#

###### Repos principais do Debian
deb http://ftp.br.debian.org/debian/ unstable main contrib non-free
deb-src http://ftp.br.debian.org/debian/ unstable main contrib non-free

#------------------------------------#
# Repositórios não-oficiais
#       (opcional)
#------------------------------------#

###### Repositórios de binários de terceiros 
###Debian Multimedia
deb http://www.deb-multimedia.org unstable main non-free

Note que não é necessário acrescentar a parte opcional do texto acima, a menos que você queira usar os mais novos softwares voltados para multimídia no Debian.
Neste caso, vai ser necessário, adquirir a chave GPG deste repo:


sudo apt-key adv --keyserver ha.pool.sks-keyservers.net --recv-keys 5C808C2B65558117

Aguarde alguns segundos (ele pode ser um pouco demorado para concluir).
Em seguida, sincronize o seu cache com os repositórios novos:


sudo apt update

Atingido:1 http://ftp.br.debian.org/debian unstable InRelease            
Obter:2 http://www.deb-multimedia.org unstable InRelease [22,2 kB]       
Obter:3 http://www.deb-multimedia.org unstable/main amd64 Packages [140 kB]
Obter:4 http://www.deb-multimedia.org unstable/main Translation-en [57,3 kB]
Obter:5 http://www.deb-multimedia.org unstable/non-free amd64 Packages [1.960 B]
Obter:6 http://www.deb-multimedia.org unstable/non-free Translation-en [1.154 B]
Baixados 223 kB em 11s (18,9 kB/s)                           
Lendo listas de pacotes... Pronto
Construindo árvore de dependências       
Lendo informação de estado... Pronto
155 packages can be upgraded. Run 'apt list --upgradable' to see them.

Como você pode ver, no meu caso, já há atualizações disponíveis.
Para começar a atualizar a sua distro, rode o “full-upgrade”


sudo apt --full-upgrade

… e voilá!
Se não leu, leia os artigos complementares, recomendados no início do texto e boa sorte (você vai precisar) no novo sistema!

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Como sair do editor vim

Sair do editor Vim, embora seja fácil, parece ser uma tarefa ingrata para muitos usuários novatos.
Tenho alguns textos sobre como usar e configurar o vim e, recentemente, me surpreendi com a quantidade de pessoas que perguntam justamente como se faz para finalizar o editor.
A resposta curta é a que segue.
Comece por teclar ‘Esc’, para sair do modo de inserção do editor. Em seguida:

  • tecle :wq e ‘Enter’, para gravar (write) e sair (quit) ou
  • tecle :q! e ‘Enter’, para sair arbitrariamente do editor — ele sequer vai pedir confirmação.

Como sair do editor vim

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Seja como for, não entre em desespero.
O método, no vídeo abaixo, é totalmente inadequado para terminar o vim… ou qualquer outro programa.

Conheça o projeto Sputnik: uma parceria entre a Canonical e a Dell para oferecer laptops com Ubuntu para desenvolvedores

Que a Dell vende laptops e PCs com Ubuntu, não é novidade.
Você pode adquirir, hoje, máquinas da linha Inspiron, com o Ubuntu pré-instalado, claro.
Dell XPS 13 Development Edition
O projeto Sputnik nasceu de uma proposta de Barton George, da Dell – ainda, em 2012.
Àquela época já era possível comprar máquinas low end (de baixo custo), da Dell com o sistema operacional Ubuntu 12.04 LTS instalado.
Dell XPS 13 Development Edition
Barton propunha levar o projeto a outro nível — o dos computadores da outra ponta ou high end.
Batizado de Project Sputnik, consistia da iniciativa transparente, de perguntar aos desenvolvedores sobre o que gostariam de ter em um laptop Linux.

Uma de suas primeiras descobertas foi que o público para este tipo de equipamento era maior do que se imaginava.

Em 2015, a linha Precision foi adicionada e os XPS já estão há 6 gerações dentro do projeto.
O Sputnik tomou um grande impulso e vem crescendo 100% a cada ano, desde 2015.
Dell XPS 13 Development Edition

O projeto Sputnik no Brasil

Dell XPS 13 Development Edition
Site da Dell, nos Estados Unidos, oferece 4 modelos do XPS 13 Development Edition com Ubuntu pré-instalado.
O cliente ainda pode optar entre as cores Silver (prata) e Rose Gold (rosa dourado).

A realidade pode ser um tanto desalentadora, uma vez que não há previsão de se estender o projeto ao Brasil.
O Dell XPS 13 modelo 9360 é vendido também na versão brasileira do site da empresa — mas com “outro sistema operacional”.
Ainda assim, nada o impede de instalar o seu próprio Linux.
O problema é que o Ubuntu padrão da Canonical nem sempre é o mesmo que vem instalado nos equipamentos Dell, como explico neste post.

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Referências

https://insights.ubuntu.com/2017/06/14/project-sputnik-crazy-idea-to-community-driven-developer-systems/?_ga=2.122658699.1278648682.1497471045-1533849342.1497471045

Altere e personalize o som de alerta padrão do GNOME

Estes dias, eu desativei os sons de alerta do meu laptop de trabalho — o que eu tenho que levar para todo lugar aonde vou.
Na vida real, sou tímido e detesto chamar a atenção.
como encontrar os ajustes de som no GNOME
Além disto, não gostei de nenhuma das opções de alerta disponíveis na instalação padrão do GNOME 3 — que são quatro.
opções de ajuste de som.
Estes sons são tocados quando cometemos pequenos erros ou quando o GNOME quer nos dar um aviso:

  • A tecla CAPS LOCK foi pressionada;
  • Você chegou a uma das extremidades de uma lista;
  • O cursor já se encontra no início da linha de comando ou no final dela;
  • etc.

Você pode apenas reduzir a altura, na barra de volume do alerta ou desativá-lo no botão à direita da barra.

Como personalizar o som do alerta do GNOME

Se quiser acrescentar o seu próprio “barulhinho”, siga o procedimento descrito a seguir.
Os sons de alerta padrão ficam armazenados no diretório /usr/share/sounds/gnome/default/alerts/:


ls -l /usr/share/sounds/gnome/default/alerts/

total 76
-rw-r--r-- 1 root root 13322 mai 30 17:29 bark.ogg
-rw-r--r-- 1 root root  8495 mai 30 17:29 drip.ogg
-rw-r--r-- 1 root root 18999 mai 30 17:29 glass.ogg
-rw-r--r-- 1 root root 20011 mai 30 17:29 sonar.ogg

Você pode deixar o seu arquivo de áudio personalizado em qualquer lugar, contudo. Pode ficar no /home, por exemplo.
Só não esqueça de adequar os exemplos, ali embaixo, à sua realidade.
O importante, é que o áudio esteja no formato OGG (preferencialmente), MP3 ou WAV.
Depois de escolher o seu áudio de alerta, informe ao GNOME aonde ele se encontra e como quer que ele seja exibido na lista do painel de controle.
Para isso, abra e edite o arquivo:
/usr/share/gnome-control-center/sounds/gnome-sounds-default.xml


sudo gedit /usr/share/gnome-control-center/sounds/gnome-sounds-default.xml 

Observe que os atuais arquivos já estão descritos em 4 blocos, entre as tags “<sounds>” (no plural).
Acrescente o seu próprio bloco, de acordo com o exemplo abaixo, antes da última tag sounds:


  <sound deleted="false">
    <name>Discreeete</name>
    <name xml:lang="pt">Discreeto</name>
    <name xml:lang="pt_BR">Discreeto</name>
    <filename>/usr/share/sounds/gnome/default/alerts/discreeete.ogg</filename>
  </sound>


Entenda o significado de cada linha, acima:

  1. sound deleted — informa se o item deve ser exibido ou não. Se mudar o valor padrão de false para true, ele não será exibido, tal como se tivesse sido apagado.
  2. name xml:lang — informa qual o nome do item a ser exibido para um determinado idioma. Se você usa o GNOME configurado para português europeu, o valor correto é “pt”. Se você usa o brasileiro, deixe “pt_BR”.
    Se houver usuários do seu sistema que usam outros idiomas, tenha o cuidado de incluí-los ai.
  3. filename — aqui você deve informar o caminho exato do arquivo de áudio.

Volte a abrir o painel de ajuste de som e selecione o seu novo item, na lista.
ajuste de som gnome personalizado

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Script Bash para monitorar um ou vários sites e verificar se estão online

Este pequeno script em Bash, vai monitorar uma lista de sites, à sua escolha e vai avisar se algum deles não estiver online, em algum momento.
Como ele usa o comando ping, você também pode executá-lo dentro da sua rede local para monitorar diversos nós e ficar sabendo quando um for desligado.
Veja o código abaixo:


#!/bin/bash
# Um script feito para sistemas Linux e UNIX
# que faz monitoramento com o comando PING.

# adicione endereços IP ou hostnames, 
# separados por espaços em branco, para serem
# monitorados pelo script.
HOSTS="127.0.0.1 192.168.1.0 192.168.0.133 google.com"

# sem ping request
CONTADOR=1

# envia relatório de email quando...
ASSUNTO="Ping falhou"
EMAIL="elias@praciano.com"
for meuhost in $HOSTS
do
    contador=$(ping -v -c $CONTADOR $meuhost | grep 'received' | awk -F',' '{print $2}' | awk '{print $1}')
    if [ $contador -eq 0 ]; then
        echo "O Host: $meuhost está fora do ar (o ping falhou) em $(date) - $ASSUNTO - $EMAIL"
        # se você preferir receber um e-mail, descomente a linha abaixo
        echo "Host : $meuhost  ${NAME[$val]} está fora do ar (o ping falhou) em $(date)" | mail -s "$ASSUNTO" $EMAIL
    fi
done

O código pode funcionar melhor dentro de outro script ou sendo executado periodicamente, dentro do crontab do seu sistema.

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Referências

https://bash.cyberciti.biz/monitoring/monitor-windows-linux-server-with-ping-script/.