Como fazer troca de papel de parede aleatória e automática no Openbox

O Openbox é uma das opções de gerenciador de janelas mais leves, rápidas e flexíveis na sua configuração.
É muito rápido, se usado dentro de ambientes desktop, como o GNOME ou o KDE. Alguns o usam dentro do ambiente criado pelo XFCE.
openbox logo
Mas é dentro do LXDE (padrão no Lubuntu) é que se pode obter o melhor equilíbrio entre recursos de software disponíveis e a velocidade do Openbox.
Neste texto, vou mostrar como configurar o papel de parede do sistema, usando o aplicativo feh e como incluí-lo em um pequeno script, para alterar automaticamente e aleatoriamente os papéis de parede do ambiente.
O post se baseia em uma instalação Lubuntu 16.04 LTS Xenial Xerus padrão. Nesta situação, a quantidade de papéis de parede pode ser muito limitada, como é possível observar, nos diretórios padrão de wallpapers:

ls /usr/share/lxde/wallpapers/
lxde_blue.jpg  lxde_green.jpg  lxde_red.jpg
_

ou…

ls /usr/share/lubuntu/wallpapers/
1604-lubuntu-default-wallpaper.png  lubuntu-default-wallpaper.png
lubuntu-default-wallpaper.jpg

Nos exemplos deste texto, os papéis de parede estão localizados em ‘~/Imagens/wallpapers’ e foram baixados deste perfil no deviantart.

Use o feh para trocar o papel de parede no Openbox

O Openbox, por si, não tem a capacidade de trocar o papel de parede.
Para isto, as pessoas usam aplicativos a parte.
Neste artigo, vou mostrar o uso do feh. Mas, você pode encontrar outros ótimos aplicativos para realizar esta tarefa na central de programas ou através do apt:

apt search wallpaper

O comando, acima, vai mostrar também alguns pacotes de papéis de parede que podem ser baixados para a sua distro.
Para instalar o feh, no Ubuntu ou no Debian, use o apt:

sudo apt install feh

O feh pode ser utilizado apenas como visualizador de imagens — e, como a maioria dos programas desta categoria, permite alterar o plano de fundo do X, entre outras coisas.

feh Imagens/wallpapers/talaxy_by_lucaciavatta-d9ezfor.png 

Clique no meio da imagem escolhida, com o botão direito do mouse ou touchpad e selecione File -> Background -> Set Tiled, Set Scaled, Set Centered ou Set Filled.
feh visualizador de imagens e troca de papel de parede
Você pode fazer a mudança do papel de parede direto na linha de comando com uma das opções seguintes:

  • --bg-center para centralizar a imagem de fundo.
  • --bg-fill para preencher todo o fundo da tela com a imagem, mantendo sua proporção.
  • --bg-max faz o mesmo que o –bg-fill, mas adiciona bordas negras ao redor da imagem, quando não for possível manter a proporção.
  • --bg-scale para preencher completamente a tela, mesmo com sacrifício da proporção.
  • --bg-tile repete a imagem até preencher o fundo da tela. Indicado para imagens pequenas.

Veja um exemplo:

feh --bg-scale Imagens/wallpapers/magnaplaza_by_lucaciavatta-d9dabv7.jpg
_

Em um exemplo de configuração de 2 monitores, é possível distribuir a imagem pelas telas. Veja como fazer:

feh --bg-scale --no-xinerama Imagens/wallpapers/seateal_by_lucaciavatta-d9cyc64.jpg 

Na imagem, abaixo, exemplo de configuração física com 2 monitores (um em cima, outro embaixo).
feh background no xinerama

Como tornar a imagem de fundo persistente após reiniciar o sistema

Para manter a imagem de fundo persistente através do boot/reboot do sistema, é necessário adicioná-lo a um arquivo de configuração.
A solução, que segue, faz uso do autostart do Openbox. Se você não tiver intimidade com este recurso, leia este texto.
O feh, costuma manter em seu arquivo de configuração a última opção feita.
Você pode ver isto aqui:

cat ~/.fehbg 
#!/bin/sh
feh --no-xinerama --bg-scale '/home/justincase/Imagens/wallpapers/seateal_by_lucaciavatta-d9cyc64.jpg'

Como se vê, trata-se de um pequeno arquivo de script, que pode ser executável. Para isto é necessário dar-lhe as permissões adequadas:

chmod +x ~/.fehbg

Agora, adicione o ~/.fehbg ao final do arquivo ‘autostart’:

echo "~/.fehbg" >> ~/.config/openbox/autostart

Como fazer com que o feh selecione imagens aleatórias para papel de parede

Crie um script com o seguinte conteúdo:

#! /usr/bin/env sh
 WALLPAPERS="/home/justincase/Imagens/wallpapers/"

 desktop_bg=$(find "$WALLPAPERS" -type f | shuf | head -n 1) &&
 exec feh --bg-scale "$desktop_bg"

Eu nomeei o meu script como wallpaper.sh e o guardei em ~/bin.
Tome o cuidado de editar o seu script e dar à variável WALLPAPERS o endereço correto do diretório onde você guarda as suas imagens favoritas para o fundo da tela.
Verifique se o script está funcionando, executando-o algumas vezes.
Se tudo estiver ok, adicione-o ao autostart, no lugar do ‘.fehbg’.

Referência

https://wiki.debian.org/Openbox#Wallpapers.

Ubuntu para computadores antigos e com poucos recursos – parte 2

Neste texto vou dar algumas dicas de instalação e configuração do Lubuntu (que podem ser aplicadas a outras distro relacionadas também), no sentido de adequá-lo ainda mais a situações de hardware com recursos (muito) limitados.
Não dá para fazer milagres. O objetivo é apenas melhorar a situação e trazer melhores condições de usabilidade à sua máquina.
Recomendo fortemente ler a primeira parte deste artigo, onde a distro Lubuntu GNU/Linux é apresentada e são mostradas algumas boas razões para usá-la tanto em máquinas antigas como nas atuais com hardware parrudo. O texto ainda explica em que casos o Lubuntu não vai ter serventia para você.
Se quiser se aprofundar um pouco mais em algum assunto, clique nos links dentro do texto ou ao final, nas referências.
Neste post, vou focar a instalação e a configuração do Lubuntu 16.04 LTS Xenial Xerus. O objetivo é tornar possível o seu uso em um netbook, com procesador Intel Atom N270, 1,60 GHz e 1 GiB de memória RAM.
As dicas podem ser adequadas a outras distribuições GNU/Linux.
É desejável que você já tenha alguma experiência prévia com a instalação do Ubuntu.

Onde fazer o download do Lubuntu

A distro pode ser baixada do site oficial, na sua versão integral, pronta para ser gravada em um pendrive ou em um CD.
Neste mesmo site, é possível encontrar a versão Alternate, que faz a instalação do sistema operacional em modo texto — que pode ser mais adequada para o tipo de máquina que estamos focalizando aqui.
Não se preocupe. Ao final, a instalação Alternate entrega um ambiente gráfico para você (se tudo correr bem). É só a instalação que corre no modo texto.
O Ubuntu alternate CD vai oferecer também a opção de instalar apenas a versão CLI (Command Line Interface) ou Interface de Linha de Comando, tal como você poderia obter através do Lubuntu Alternate e Ubuntu Minimal.

Como instalar o Ubuntu em linha de comando

O foco deste post é uma instalação Ubuntu (ou Xubuntu, Lubuntu etc) em linha de comando, ou CLI — a partir da imagem Alternate.
Vamos abordar as possibilidades de remoção de módulos e da interface gráfica padrão, entre outras ações para tornar a distro mais leve.
ubuntu install cli
Para instalar o Ubuntu em modo CLI, tecle F4 na tela preliminar da instalação e selecione Instalar um sistema de linha de comando.
Siga em frente, com atenção — nem todos os diálogos estão traduzidos para português.
Se você pretende particionar o disco principal da nova instalação, sugiro ler este texto sobre o swap, onde há uma tabela com as recomendações sobre o tamanho ideal da partição de swap para o seu hardware.

Configurações pós-instalação do Lubuntu

Uma vez instalado o novo sistema, vamos ver o que pode ser feito para ajudar a torná-lo mais leve.
Veja algumas medidas que você pode adotar no console:

  1. A documentação oficial da Canonical recomenda, nestes casos, inscrever alguns módulos do sistema na “lista negra” ou blacklist.
    Por exemplo, para não carregar o módulo do sistema de arquivos ‘reiserfs’, acrescente a seguinte linha ao arquivo ‘/etc/modprobe.d/blacklist.conf’:

    blacklist     reiserfs

    Descobrir quais módulos (dentre os que estão carregados) que você não precisa, pode ser um “trabalho de formiguinha”.
    Para obter a lista de módulos carregados atualmente no seu sistema, use o comando lsmod.
    Via de regra, o Linux só carrega o que é necessário. Portanto, se não tiver certeza, não mexa.

  2. Se você não usa o recurso de hibernação, desabilite-o, comentando o conteúdo do arquivo ‘/etc/initramfs-tools/conf.d/resume’. Em seguida execute o comando:
    sudo update-initramfs -u

    Se preferir, você pode apenas alterar o nome do arquivo.
    A documentação oficial diz que você pode até removê-lo, mas acho isto muito agressivo (vai que você muda de idéia depois).

  3. Se você não está usando um notebook, remova os acpi e acpid:
    sudo apt remove acpi acpid
  4. Descubra quais pacotes de idiomas (language) estão instalados no seu sistema e remova os que não são necessários.
    No exemplo, abaixo, apenas os pacotes em Português se encontram instalados:

    sudo apt search language-pack | grep -i installed
    [sudo] password for justincase: 
    WARNING: apt does not have a stable CLI interface. Use with caution in scripts.
    
    language-pack-gnome-pt/xenial,xenial,now 1:16.04+20160415 all [installed]
    language-pack-gnome-pt-base/xenial,xenial,now 1:16.04+20160415 all [installed,automatic]
    language-pack-pt/xenial,xenial,now 1:16.04+20160415 all [installed,automatic]
    language-pack-pt-base/xenial,xenial,now 1:16.04+20160415 all [installed,automatic]
    

Use o tasksel para remover o ambiente gráfico

Ao instalar a versão alternate ou minimal do Lubuntu, você dispõe do aplicativo tasksel — a partir do qual, é possível selecionar para remoção/instalação de sets ou conjuntos inteiros de pacotes de softwares.
Se você não pretende usar algum ambiente gráfico, pode desmarcar e clicar em OK.
No exemplo (imagem abaixo), desmarquei o Lubuntu Desktop.
tasksel in Lubuntu
Para voltar atrás, rode de novo o tasksel, selecione novamente o item desinstalado e clique em OK.
Se o tasksel não estiver disponível, é possível instalá-lo:

sudo apt install tasksel

Referências

https://elias.praciano.com/2016/05/ubuntu-para-computadores-antigos-e-com-poucos-recursos
http://cdimage.ubuntu.com/lubuntu/releases/
https://help.ubuntu.com/community/Installation/MinimalCD

Ubuntu para computadores antigos e com poucos recursos

No site oficial, o Ubuntu 16.04 LTS apresenta uma relação de itens ou pré-requisitos fundamentais para você instalar e usar o sistema operacional.
Se você observar a captura de tela, abaixo, vai perceber que o site talvez seja muito otimista em relação ao hardware em que é possível rodar o Ubuntu e obter uma experiência satisfatória de uso do sistema.

Ubuntu prerrequisitos do sistema - busca no Google
Este post se baseia em um netbook Toshiba Netfinty STI 1093G com as seguintes configurações:

  1. Processador Atom N270 1.60 GHz — que não costumava ser mais rápido que os Celeron para desktop da mesma época.
    A linha de processadores Atom, foi concebida para ter consumo mais eficiente de energia, com algum sacrifício do desempenho.
    Ainda assim, dispõe de alguns recursos interessantes, como mais de um núcleo virtual e multithreading.
  2. 2 GiB RAM, ou seja, 4 vezes a quantidade recomendada (oficialmente) pelos desenvolvedores do Ubuntu 16.04.
  3. 500 GiB de espaço no HD — o que realmente faria diferença seria um HD híbrido ou um SSD puro.
    De qualquer maneira, já é melhor do que rodar o sistema de um pendrive.

Honestamente, a experiência não é boa, em um hardware tão limitado.
Não esqueça de ler o último tópico deste post, especificamente sobre hardware.
Sugiro, ainda, ler a continuação deste post, em que outros aspectos são abordados.

Os fatos apontam que não é razoável rodar o Ubuntu em hardware de recursos tão limitados.
Para estes casos, há alguns sabores do Ubuntu que podem satisfazer mais.

Se você experimentou rodar o Ubuntu em um PC ou notebook (ou um netbook) com recursos muito limitados, provavelmente também se sentiu frustrado.
Em máquinas atuais de configurações médias, o Ubuntu roda bem e sem qualquer problema.
Ainda assim, é possível que você sofra com o desempenho geral do sistema — provavelmente, em função de estar usando aplicações muito exigentes.
Neste segundo caso, talvez o Ubuntu também não seja a distro GNU/Linux ideal para você.
Se quiser saber um pouco mais sobre os diversos sabores do Ubuntu, sugiro a leitura deste artigo.
Hoje, vou falar sobre o Lubuntu.

lubuntu official logo

O que é o Lubuntu?

O Lubuntu é uma versão (ou um sabor) do Ubuntu, com o objetivo de usar o mínimo de recursos de hardware possível.
A distro é voltada para quem tem grandes limitações de hardware ou que tenha uma máquina de configuração parruda, mas faz uso de aplicações pesadas e que demandam muitos recursos.
No segundo caso, é natural desejar guardar o máximo de recursos de hardware para os aplicativos, em vez de desperdiçá-los com os efeitos visuais do sistema operacional.
lubuntu desktop
O funcionamento do Lubuntu é igual ao da distribuição de que ela é derivada, o Ubuntu.

Isto quer dizer que você pode aplicar ao Lubuntu todo o conhecimento por ventura adquirido com o uso do Ubuntu, o que inclui os tutoriais sobre o Debian.

Requisitos de sistema do Lubuntu

A documentação oficial não recomenda usar máquinas anteriores a 2000 (a caminho de fazer 20 anos de idade…) — Procure outra distro Linux mais adequada, se este for o seu caso.

  1. 256 MiB de memória física. Se você for usar o LibreOffice, o mínimo recomendado é ter o dobro.
    Para rodar vídeos, acessar o Youtube ou o Netflix e usar as redes sociais, pense em configuração mínima de 1 GiB.
  2. O sistema pode ser instalado dentro de 5 GiB, de uma partição no HD.
  3. O processador deve estar dentro da geração do Pentium 4 ou Pentium M ou AMD K8. Nada abaixo disto.

Os aplicativos padrão do Lubuntu

Se você está acostumado ao ambiente gráfico do Ubuntu — o Unity — vai perceber logo de cara a diferença em relação ao LXDE, ambiente de desktop padrão do Lubuntu.
lubuntu desktop screenshot

O nome Lubuntu é a junção de LXDE + ubuntu.
A distro está migrando para o ambiente LXQT, mais moderno e que aproveita melhor os recursos de máquinas com menos de 10 anos de idade.

Alguns aplicativos, que são padrão na principal distro, não estarão presentes no Lubuntu — onde são substituídos por similares, que fazem o mesmo trabalho, porém são mais leves.
O LibreOffice não estará presente na instalação principal.
No lugar dele, você encontrará o AbiWord (editor de textos), o Gnumeric (planilha eletrônica) etc.
O gerenciamento de arquivos, fica por conta do PCmanFM — super rápido.
Você é livre para instalar os aplicativos do Ubuntu, contudo.
Se fizer questão do LibreOffice, do Nautilus ou qualquer outro, estão todos nos repositórios à sua disposição.

Uma palavra sobre o seu hardware

Quando penso em laptops ou PCs com mais de 5 anos e, às vezes, encostados em algum canto, já imagino que estão cobertos de poeira.
É importante saber que a poeira provavelmente não está apenas no exterior, à mostra.
Pode haver muita sujeira dentro do equipamento.

O equipamento pode estar com as ventoinhas (ou fans) internos “empapados” de pó, pelos etc.
A pasta térmica, que tem a função de ajudar na dissipação do calor, sobre o processador pode estar ressecada e, portanto, totalmente inutilizada.

Estes fatores contribuem fortemente para o sobreaquecimento do sistema, como um todo.
Como consequência do sobreaquecimento, o processador não irá trabalhar na velocidade máxima.
Pelo contrário, para se preservar, vai usar um clock mais seguro e bem abaixo da capacidade projetada.

Para voltar a ter o melhor desempenho do seu hardware, você precisa levar isto em conta: fazer uma limpeza interna e trocar a pasta térmica.
Apesar de serem procedimentos delicados, você mesmo pode fazer.
Se não tiver afinidade com este tipo de trabalho ou não quiser, leve a uma assistência técnica de sua confiança. Normalmente, não é caro.

Por si só, este procedimento é mais barato (sai de graça, se você mesmo fizer) e mais eficiente para recuperar o poder fogo do seu hardware antigo do que adicionar um SSD ou mais memória.

Referências

Leia a continuação deste texto.

  1. Onde baixar a versão atual do Lubuntu: http://cdimage.ubuntu.com/lubuntu/releases/17.10/release/.
  2. Onde baixar a versão estável do Lubuntu:
  3. Outras opções de download: http://lubuntu.me/downloads/.
  4. Site oficial: http://lubuntu.net/.

Qual Ubuntu escolher?

O Ubuntu é um sistema operacional, de código aberto, com mais de 20 milhões de usuários, ao redor do mundo.
Ao acessar o site de download do Ubuntu no Brasil ou o site internacional, uma versão do Ubuntu é apresentada por padrão. Mas, será que ela é a mais indicada para você?
qual ubuntu escolher
Este texto é orientado a ajudar as pessoas escolher a versão mais adequada do Ubuntu para instalar.

Qual o melhor Ubuntu para máquinas mais antigas?

A cada 6 meses, uma versão nova do Ubuntu é lançada – tradicionalmente, nos meses de Abril e Outubro. Desta forma, você sempre tem uma versão atualizada para instalar e usar.
Não importa se sua máquina é nova ou velha — instale sempre a versão mais atual do Linux. As versões atualizadas vem sempre com correções de erros e melhorias pro seu hardware. Se a sua máquina for antiga, há uma probabilidade crescente de ela ser contemplada com uma maior quantidade de melhorias e correções de erros conhecidos.
Se você acredita que os recursos visuais das novas versões tornam a máquina mais lenta, há meios para desligá-los. Não faz sentido optar por uma versão velha e ultrapassada do Linux.
Se a sua máquina tem recursos muito restritos, então você talvez deva considerar instalar outra distro Linux ou uma das variações do Ubuntu para máquinas com recursos limitados — mas siga a regra: opte sempre pela mais atual.

O que é Ubuntu LTS?

LTS, em inglês, quer dizer Long Term Support — “suporte prolongado“, em português.
Para quem usa um computador em produção, para trabalho e necessita de mais estabilidade e confiabilidade, há as versões LTS do Ubuntu, nas quais a Canonical refreia seu ímpeto para empacotar os softwares mais novos e que ainda não foram suficientemente testados.
As versões LTS são voltadas ao público corporativo, profissionais liberais ou qualquer outra pessoa que precise privilegiar a estabilidade e a confiabilidade.
A Canonical tem atualizado as versões LTS a cada 2 anos. Cada uma delas tem 5 anos de tempo de suporte. Ou seja, A LTS mais estável, hoje, é a 12.04 — com suporte previsto até 2017.
Desta forma, sempre haverá 2 LTS disponíveis: uma estável e outra mais estável ainda.
Se você acha que a estabilidade não é tão importante e prefere ter os programas mais atualizados instalados em sua máquina, vá para a versão mais nova que houver disponível no site, independente de ser LTS ou não.
Em ambiente de produção, a versão LTS mais estável é a mais recomendada.
Aqui a regra sobre optar pela mais atual deve ser quebrada, caso você tenha uma necessidade maior de estabilidade. Pela lógica, a versão LTS anterior (no caso, a 12.04) tem mais tempo de estrada que a 14.04 — e, portanto, é a opção recomendada.

Ubuntu Alpha e Beta

Estas versões são o oposto das LTS: são versões de teste, que usam as últimas versões dos softwares disponíveis e com muito pouca estabilidade.
Se você tiver mais de um computador, pode separar uma máquina exclusiva para testes — e, nela, pode experimentar a versão Beta ou Alpha do Ubuntu.
As versões Alpha precedem as Beta e são, portanto, mais instáveis.

Por que eu deveria instalar Ubuntu Alpha ou Beta?

Em primeiro lugar, você não deve instalar software beta em máquinas de produção. Neste estágio, os programas ainda são muito instáveis e podem atrapalhar mais do que ajudar.
Há basicamente 2 motivos para instalar versões de teste de softwares:

  • Conhecer o que há de mais novo no desenvolvimento daquele software. Quando a versão estável for lançada, você já terá mais intimidade com ele do que a maioria das pessoas;
  • Ajudar no desenvolvimento — os beta-testers são muito bem vindos na comunidade Ubuntu. Uma das melhores maneiras de ajudar a sua distro favorita é usar sua versão beta e dar retorno sobre o que achou, como funcionou, os problemas que teve etc.
    Alguns projetos dão créditos aos seus beta-testers mais ativos.

Ubuntu 32-bit ou 64-bit?

A versão 32-bit é a escolha mais segura para quem tem máquina com recursos limitados.
Os desenvolvedores já portaram seus softwares ou os tem reescrito para o ambiente 64-bit — que aproveita muito melhor a capacidade e os recursos de seu hardware.
Se o seu sistema de hardware é 64-bit e você não tiver algum “motivo especial” para usar uma versão 32-bit, vá de 64-bit.

Ubuntu, Kubuntu, Xubuntu ou Lubuntu

A relação de derivados ou spins do Ubuntu é bem grande.
Como é impossível um único sistema operacional satisfazer a toda a sua base de usuários, desenvolvedores criam customizações a partir da distro original, para atender a usuários com necessidades diferenciadas.
O assunto merece um post exclusivo — por isto, vou procurar ser o mais sucinto possível aqui.
Instalar uma distro Linux em um pendrive, para testar, é sempre um bom ponto de partida, para começar a conhecer as opções que você tem.
Tanto o Ubuntu quanto o Kubuntu são opções com bastante recursos visuais. O ambiente gráfico do Ubuntu usa o Unity, que tem uma concepção bem moderna e que se integra bem a dispositivos com tela de toque.

LEIA MAIS:

O Xubuntu e o Lubuntu são voltadas para quem prefere mais simplicidade, menos recursos visuais e um ambiente mais rápido e ágil. São ótimas para quem tem uma máquina mais antiga ou para quem usa netbooks.
Espero ter conseguido demonstrar as qualidades e as diversas possibilidades do Ubuntu. Se você tiver alguma dica ou experiência pessoal, sinta-se à vontade para compartilhar com a gente, nos comentários.

As novidades pro Xubuntu e Lubuntu em 2014

Em Abril próximo (2014), teremos a chegada da nova versão do Ubuntu 14.04 LTS, de codinome Trusty Tahr. Trata-se de uma versão de suporte estendido (até 2019), voltada para usuários corporativos, ou não, que precisam menos de novidades e mais de performance, eficiência e estabilidade.
Conhecidas como spin offs, as distros derivadas, Lubuntu e Xubuntu, são voltadas para um grupo de usuários mais restrito – entre os quais, uns querem mais performance, outros mais estabilidade ainda. Estas distros conseguem satisfazer a estes dois grupos, entre os quais, há proprietários de PC mais antigos que não suportam o peso dos recursos do Ubuntu “tradicional”.
Eu fui escarafunchar os foruns dos desenvolvedores para ver o que eles têm preparado para nós. Eu não esperava muita coisa… e me surpreendi.

O que esperar do Xubuntu 14.04 LTS?

A equipe de desenvolvedores já passou por um processo de brainstorming, em Outubro; concluiu o projeto do que vai ser o Xubuntu 2014 em Novembro e estão a todo vapor para lançar o produto em Abril – até o momento, ninguém tem data marcada. Sabemos que ainda é cedo.
As maiores mudanças de que se tem notícia em relação ao visual do Xubuntu é a presença confirmada do xfdesktop 4.11, o gerenciador do Xfce e a chegada do Light-locker. Mas, quando se trata de uma versão LTS, o que as pessoas mais perguntam é “o que tem embaixo deste capô?”.
A equipe de desenvolvimento se concentra sobretudo no que pode aumentar a estabilidade e a eficiência do sistema. Neste ponto se destacam as seguintes correções e melhorias no xfdesktop:

  • Correção de problemas relacionados a memory leaking ou vazamento de memória
  • Mudanças de papéis de parede
  • Suporte a renomear múltiplos ícones ao mesmo tempo
  • Suporte a dispositivos removíveis adicionais
  • Correção de alguns problemas com o esvaziamento da lixeira

Há ainda planos fazer as seguintes mudanças:

  • Adicionar o Mugshot — um aplicativo de configuração das informações sobre o usuário
  • Substituição do editor de menus Alacarte, pelo MenuLibre
  • Uso do Light-locker, no lugar do xscreensaver

Mudanças visuais

xfce 4 whisker menuHá propostas de incluir o Whisker Menu, um poderoso lançador de aplicativos (app launcher). Visualmente, este aplicativo tem algo do menu Iniciar (Windows), do menu do Cinnamon (Linux Mint) e do lançador Kickoff (KDE).

O que esperar do Lubuntu 14.04 LTS?

É interessante ressaltar que a equipe de desenvolvedores do Lubuntu irá lançar o seu primeiro LTS — a adição de novos recursos e incrementos visuais andam a passos lentos, nesta distro. De fato, as prioridades continuam a ser a correção de bugs e tornar o sistema mais eficiente.
Segundo desenvolvedores, o projeto já está delineado e, exceto pelo pcmanfm (gerenciador de arquivos), todos os componentes estão “congelados” e não sofrerão mais modificações nos próximos meses – em outras palavras, só correção de bugs e atualizações nas traduções, até a data de lançamento.

Mudanças visuais

lxde qt razor-qt desktop
O LXqt – uma mescla do Razor-qt e o LXDE é a tendência da nova interface visual, desde o ínicio de 2013, e deve estar presente na versão final, em 2014.
Em vez de migrar do Gtk 2 para Gtk 3, os desenvolvedores decidiram-se pelo uso da bibloteca Qt, para sustentar o gerenciador de janelas. Parece que foi uma decisão acertada.