Como remover o GNOME do Debian e instalar outro desktop gráfico

Se você não gosta do GNOME e prefere usar outro ambiente ou desktop gráfico, há um método muito simples para remover e, se quiser, instalar outro desktop que você goste mais.
O GNOME é, atualmente, o desktop gráfico padrão de distribuições importantes, como o Fedora, o Debian e o Ubuntu.
Mas, no mundo do software livre, ninguém é obrigado a usar ou gostar de nada.
Neste post, vou mostrar:

  • Como remover o GNOME totalmente e deixar o seu desktop apenas com a interface texto (CLI).
  • Opcionalmente, como escolher e instalar outro ambiente gráfico.

Devo advertir que os meus exemplos rodaram bem em uma máquina com conexão Ethernet. Você pode ficar sem conexão, se estiver dependendo de uma placa de rede Wi-Fi/Wireless com suporte precário por parte do fabricante.


Comece por programar o sistema para iniciar na CLI:


systemctl set-default multi-user.target

Leia mais sobre como usar o systemctl para configurar o Linux para iniciar na CLI ou GUI.
Agora reinicie o computador:


systemctl reboot

Quando o sistema voltar autentique-se (de preferência como root) e prossiga com o comando tasksel:


tasksel remove gnome-desktop

debian remover gnome
O trabalho de remoção do GNOME, a esta altura, foi concluído.

Como instalar um outro ambiente desktop gráfico no Debian

Se você quiser, pode usar o mesmo tasksel para selecionar outro desktop gráfico para instalação no seu sistema:


tasksel

tasksel seleciona ambiente gráfico
Como você pode ver, na tela do tasksel, é possível escolher mais de um ambiente gráfico para instalação.
Ao optar por instalar um destes desktop gráficos, não se esqueça de reajustar o padrão de volta para o ambiente gráfico:


systemctl set-default graphic.target

Como instalar suporte a impressoras no Debian

O Debian, como a maioria das distribuições Linux atuais não precisa de muitos ajustes para começar a imprimir seus documentos.
Se você estiver tendo alguma dificuldade, segue algumas dicas que poderão ajudar a resolver o problema.
Use a sessão de comentários para deixar alguma sugestão de configuração que tenha dado certo (ou não) para você.
Não morro de amores por impressoras. Na verdade, tenho dificuldades de relacionamento com esta peça de hardware, desde o tempo do DOS (sim, eu sou um velho!).
Escrever sobre este assunto, contudo, é uma forma de enfrentar meus medos. Portanto, tenha a bondade de não me fazer “perguntas difíceis” nos comentários 😉
Só para contextualizar, os exemplos dados no artigo foram executados no Debian 9 Stretch (em fase testing, à época). A interface gráfica é GNOME 3.22.2.
Se você usa outra, na maioria dos casos não será difícil adequar as instruções à sua interface predileta.
As instruções poderão funcionar perfeitamente em outras distribuições baseadas no Debian — mas eu só testei nesta.

Impressora compatível

Algumas impressoras não são compatíveis — ou têm compatibilidade limitada — com Linux.
Nestes casos, não adianta insistir com as limitações do hardware.
Leia o artigo Dicas para comprar impressoras, para Linux users, caso ainda não tenha comprado a sua.

Em uma instalação padrão e atualizada do Linux muitas impressoras irão funcionar sem qualquer configuração adicional.

A Canonical mantém uma página com uma relação de impressoras (de várias marcas e modelos) testadas com o Ubuntu.
Dê uma olhada nos links, na seção Referências, ao final do texto.

Instale o suporte com o tasksel

O tasksel é uma ferramenta nativa do Debian e pode não ser encontrada em outras distribuições.
No Ubuntu, ela precisa ser instalada.
Ao instalar o Debian, a partir do netinstall, o tasksel permite baixar e configurar uma série de bibliotecas específicas para a impressão.
Se você deixou esta opção desmarcada, durante a instalação, pode agora rodar o tasksel e marcá-la:


sudo tasksel

debian tasksel servidor de impressão
A opção “servidor de impressão” ou “print server” faz a instalação de drivers e aplicativos de suporte à impressão, necessários para ambiente servidor ou impressão local. Portanto, se há intenção de conectar uma impressora ao seu PC ou laptop, ela é necessária.

Para ser mais específico, esta opção instala o CUPS e o hplip, tal como explica a sua página oficial.
Grosso modo, ela equivale ao seguinte comando:


sudo apt install cups hplip

Após a instalação, a impressora já poderá ser adicionada a partir do painel de controle do sistema — desde que seja suportada, como mencionado.
Se quiser saber como instalar a versão mais recente do hplip (drivers de impressão da HP), leia este post.

Configure a sua impressora no Debian

Se a sua impressora é tida como 100% compatível com o Linux, os passos que seguem serão bem tranquilos.
gnome dash painel de controle de impressoras
Você conseguirá adicionar e configurar sua impressora apenas seguindo as instruções na tela do seu computador.

  • conecte e ligue a impressora
  • encontre o painel de configuração da impressão e clique no botão de “desbloqueio”
  • forneça a sua senha, se for requisitada

painel de configuração da impressora debian
A esta altura a impressora conectada já deve estar na lista de opções. Basta selecionar.
painel de configuração da impressora debian
Após adicionar a impressora, prossiga para a próxima tela, onde você poderá fazer um teste de impressão.
painel de configuração da impressora debian

Referências

Guia de instalação do sistema de armazenamento na nuvem ownCloud no Debian

Mandar seus arquivos para a nuvem é uma excelente opção para obter a portabilidade e acessibilidade deles, sempre que precisar.
Eu disse, SEMPRE?!!
Só se a nuvem for sua, claro!

O motto do aplicativo, originalmente, era “seus dados, sua nuvem, seu jeito.”
Atualmente, é “web services under your control” ou “serviços web sob seu controle”, em português.
É autoexplicativo.

Se você está lendo este texto, contudo, ninguém precisa lhe explicar por que vocẽ deveria ter “sua própria nuvem”…
Vamos à instalação!
owncloud-login-screen

Requisitos de sistema

Neste artigo, fiz uso de um notebook com processador Intel Atom N270, com arquitetura 32 bits e apenas 2 GB de memória.
A máquina tem o Debian 8.6 Jessie instalado e usei a versão padrão do ownCloud, para esta versão do Debian:

apt show owncloud | grep -i vers
Version: 7.0.4+dfsg-4~deb8u4
 ownCloud gives you universal access to your files through a web interface

Este hardware foi perfeito para os meus testes, mas suas especificações estão muito longe de poder aguentar dezenas (ou mais) de conexões simultâneas.
O aplicativo, em si, não é muito voraz, em termos de recursos de hardware.
A documentação oficial recomenda 512 MB de memória RAM e afirma que 128 MB podem ser suficientes para instalar tudo.
Para obter um bom desempenho, é interessante ter drives SSD para armazenamento dos arquivos dos usuários e uma boa conexão. Estas duas condições irão garantir um fluxo constante e ininterrupto de dados entre usuários e servidor.

A arquitetura de 32 bits tem limitações em relação ao tamanho máximo dos arquivos a serem transferidos.
Se você deseja reaproveitar alguma máquina antiga, como servidor de nuvem, opte por hardware de 64 bits, que supera esta barreira.

Uma última palavra sobre a minha instalação Debian: use o tasksel para selecionar e instalar um servidor web. Depois disto, tudo o que você irá precisar fazer, é instalar o MySQL ou MariaDB.
instalar servidor web debian tasksel
Se preferir, contudo, há outras maneiras de instalar um servidor web LAMP — Linux, Apache, MySQL e PHP.
Clique na tag LAMP para ler mais sobre este assunto.

Instalação e configuração do MySQL

Quem optou pelo uso do tasksel, pode instalar a versão padrão do MySQL, com esta linha de comando:

apt install mysql-server mysql-client

Se o MySQL já está rodando no seu sistema, será necessário configurar um banco de dados e uma conta de usuário dentro dele para ser usado pelo ownCloud.
Autentique-se no MySQL:

mysql --defaults-file=/etc/mysql/debian.cnf

Na linha de comando do MySQL, execute as instruções que seguem (para criar um banco de dados ‘owncloud’; criar um usuário com o mesmo nom)
Não esqueça de trocar a palavra ‘minhasenha’ pela da sua senha:

-> CREATE DATABASE owncloud;
-> CREATE USER owncloud@localhost IDENTIFIED BY 'minhasenha';
-> GRANT ALL PRIVILEGES ON owncloud.* TO owncloud@localhost;
-> flush privileges;
-> quit

Como instalar o ownCloud

Se o sistema está pronto, o ownCloud pode também ser instalado através do apt:

apt install owncloud

Depois disto, pode ser necessário reiniciar o Apache:

service apache2 restart

Para acessar a interface web do ownCloud e fazer os próximos ajustes, abra o seu navegador e acesse o endereço ‘http://localhost/owncloud’.
Se o ownCloud estiver em um servidor remoto, indique o seu nome: ‘http://nome-do-servidor/owncloud’.
owncloud install
Forneça cuidadosamente os dados pedidos e já pode usar o novo sistema.

Se quiser, leia também sobre como instalar o ownCloud no Ubuntu.
Clique na tag onwCloud, para ler todos os textos sobre o sistema, neste site.

Aplicações do ownCloud

Tanto no ambiente doméstico como no corporativo, um servidor de nuvem pode ajudar a manter seus backup 100% em dia.
Do seu laptop, é possível enviar seus arquivos para a nuvem, arrastando e soltando, a partir da janela do gerenciador de arquivos.
Do celular, é fácil acessar a interface web do aplicativo e subir todas as suas fotos, quando estiver em casa, por exemplo.

Ubuntu para computadores antigos e com poucos recursos – parte 2

Neste texto vou dar algumas dicas de instalação e configuração do Lubuntu (que podem ser aplicadas a outras distro relacionadas também), no sentido de adequá-lo ainda mais a situações de hardware com recursos (muito) limitados.
Não dá para fazer milagres. O objetivo é apenas melhorar a situação e trazer melhores condições de usabilidade à sua máquina.
Recomendo fortemente ler a primeira parte deste artigo, onde a distro Lubuntu GNU/Linux é apresentada e são mostradas algumas boas razões para usá-la tanto em máquinas antigas como nas atuais com hardware parrudo. O texto ainda explica em que casos o Lubuntu não vai ter serventia para você.
Se quiser se aprofundar um pouco mais em algum assunto, clique nos links dentro do texto ou ao final, nas referências.
Neste post, vou focar a instalação e a configuração do Lubuntu 16.04 LTS Xenial Xerus. O objetivo é tornar possível o seu uso em um netbook, com procesador Intel Atom N270, 1,60 GHz e 1 GiB de memória RAM.
As dicas podem ser adequadas a outras distribuições GNU/Linux.
É desejável que você já tenha alguma experiência prévia com a instalação do Ubuntu.

Onde fazer o download do Lubuntu

A distro pode ser baixada do site oficial, na sua versão integral, pronta para ser gravada em um pendrive ou em um CD.
Neste mesmo site, é possível encontrar a versão Alternate, que faz a instalação do sistema operacional em modo texto — que pode ser mais adequada para o tipo de máquina que estamos focalizando aqui.
Não se preocupe. Ao final, a instalação Alternate entrega um ambiente gráfico para você (se tudo correr bem). É só a instalação que corre no modo texto.
O Ubuntu alternate CD vai oferecer também a opção de instalar apenas a versão CLI (Command Line Interface) ou Interface de Linha de Comando, tal como você poderia obter através do Lubuntu Alternate e Ubuntu Minimal.

Como instalar o Ubuntu em linha de comando

O foco deste post é uma instalação Ubuntu (ou Xubuntu, Lubuntu etc) em linha de comando, ou CLI — a partir da imagem Alternate.
Vamos abordar as possibilidades de remoção de módulos e da interface gráfica padrão, entre outras ações para tornar a distro mais leve.
ubuntu install cli
Para instalar o Ubuntu em modo CLI, tecle F4 na tela preliminar da instalação e selecione Instalar um sistema de linha de comando.
Siga em frente, com atenção — nem todos os diálogos estão traduzidos para português.
Se você pretende particionar o disco principal da nova instalação, sugiro ler este texto sobre o swap, onde há uma tabela com as recomendações sobre o tamanho ideal da partição de swap para o seu hardware.

Configurações pós-instalação do Lubuntu

Uma vez instalado o novo sistema, vamos ver o que pode ser feito para ajudar a torná-lo mais leve.
Veja algumas medidas que você pode adotar no console:

  1. A documentação oficial da Canonical recomenda, nestes casos, inscrever alguns módulos do sistema na “lista negra” ou blacklist.
    Por exemplo, para não carregar o módulo do sistema de arquivos ‘reiserfs’, acrescente a seguinte linha ao arquivo ‘/etc/modprobe.d/blacklist.conf’:

    blacklist     reiserfs

    Descobrir quais módulos (dentre os que estão carregados) que você não precisa, pode ser um “trabalho de formiguinha”.
    Para obter a lista de módulos carregados atualmente no seu sistema, use o comando lsmod.
    Via de regra, o Linux só carrega o que é necessário. Portanto, se não tiver certeza, não mexa.

  2. Se você não usa o recurso de hibernação, desabilite-o, comentando o conteúdo do arquivo ‘/etc/initramfs-tools/conf.d/resume’. Em seguida execute o comando:
    sudo update-initramfs -u

    Se preferir, você pode apenas alterar o nome do arquivo.
    A documentação oficial diz que você pode até removê-lo, mas acho isto muito agressivo (vai que você muda de idéia depois).

  3. Se você não está usando um notebook, remova os acpi e acpid:
    sudo apt remove acpi acpid
  4. Descubra quais pacotes de idiomas (language) estão instalados no seu sistema e remova os que não são necessários.
    No exemplo, abaixo, apenas os pacotes em Português se encontram instalados:

    sudo apt search language-pack | grep -i installed
    [sudo] password for justincase: 
    WARNING: apt does not have a stable CLI interface. Use with caution in scripts.
    
    language-pack-gnome-pt/xenial,xenial,now 1:16.04+20160415 all [installed]
    language-pack-gnome-pt-base/xenial,xenial,now 1:16.04+20160415 all [installed,automatic]
    language-pack-pt/xenial,xenial,now 1:16.04+20160415 all [installed,automatic]
    language-pack-pt-base/xenial,xenial,now 1:16.04+20160415 all [installed,automatic]
    

Use o tasksel para remover o ambiente gráfico

Ao instalar a versão alternate ou minimal do Lubuntu, você dispõe do aplicativo tasksel — a partir do qual, é possível selecionar para remoção/instalação de sets ou conjuntos inteiros de pacotes de softwares.
Se você não pretende usar algum ambiente gráfico, pode desmarcar e clicar em OK.
No exemplo (imagem abaixo), desmarquei o Lubuntu Desktop.
tasksel in Lubuntu
Para voltar atrás, rode de novo o tasksel, selecione novamente o item desinstalado e clique em OK.
Se o tasksel não estiver disponível, é possível instalá-lo:

sudo apt install tasksel

Referências

https://elias.praciano.com/2016/05/ubuntu-para-computadores-antigos-e-com-poucos-recursos
http://cdimage.ubuntu.com/lubuntu/releases/
https://help.ubuntu.com/community/Installation/MinimalCD

Como usar o tasksel para instalar softwares no seu sistema

O tasksel é um dos aplicativos mais eficientes para instalar vários softwares de uma só vez nas distribuições baseadas no Debian — o que inclui Ubuntu, Linux Mint etc.
O programa pode ser usado para determinar um perfil de uso de um computador: você diz para quê vai usar a máquina e o tasksel baixa e instala todos os softwares que correspondem àquele perfil de uso. E, sim! Você pode selecionar mais de um perfil para o seu sistema.
Em outro artigo, ensinei como usar o tasksel para instalar um servidor web (Apache), MySQL e PHP de maneira simples.

Como instalar o tasksel

O aplicativo é parte integrante do Debian. No Ubuntu, você precisa instalá-lo antes de usar.
Abra um terminal (Ctrl + Alt + T) e digite o comando, a seguir:


sudo apt-get update

sudo apt-get install tasksel

Aguarde enquanto os pacotes são baixados e instalados.
feito isto, rode o tasksel:


sudo tasksel
Tasksel no debian 7.0
Clique para ampliar

Quais são os perfis possíveis para instalação pelo tasksel?

A resposta a esta pergunta vai depender da distro utilizada. São muitos.
Contudo, a partir de uma pequena distro, como mini CD Debian, as opções são bastante limitadas inicialmente. Em uma distro tradicional Ubuntu a lista de perfis é bem maior – onde é possível trocar todos os pacotes instalados para Ubuntu/unity por Ubuntu/KDE, com dois toques no teclado.

Exemplos de uso do tasksel

Você pode listar os perfis possíveis de instalação ou ordenar a instalação diretamente via linha de comando, sem a necessidade de acessar a tela principal do aplicativo.
Para ver os perfis disponíveis:


sudo tasksel --list-tasks

Para ver os softwares que compõem o perfil de um servidor de impressão — e que serão instalados, se você o selecionar:


sudo tasksel --task-packages print-server

tasksel para instalar servidor dns
Clique na imagem para ampliar

Para instalar diretamente, da linha de comando, todos os pacotes que compõem o UbuntuStudio-photography (versão Ubuntu voltada para uso e produção de multimídia, com ferramentas profissionais de edição de fotos):


sudo tasksel install ubuntustudio-photography

Experimente e veja com seus próprios olhos como é fácil!
Fonte: Wiki Debian.