Experimente o Debian com o kernel do FreeBSD.

O Debian é uma comunidade aberta a diversos projetos interessantes.
Há, pelo menos, 2 projetos que oferecem o sistema operacional combinado a um kernel alternativo.
Já falei sobre o Debian rodando com o kernel GNU/Hurd, antes.
Desta vez, vou mostrar como baixar uma versão que roda sobre o kernel do FreeBSD.
A melhor maneira de testá-la é rodar uma das imagens prontas para o QEMU/KVM.

O sistema não é pesado e dá para você se divertir e ter uma idéia do seu funcionamento.

Neste post, vou analisar uma destas 3 opções:

  1. debian_squeeze_kfreebsd-amd64_standard.qcow2
    — uma opção mais antiga, sem o ambiente gráfico (imagem c/204 Mb).
  2. debian_wheezy_kfreebsd-amd64_desktop.qcow2
    — uma opção mais atual (Debian 7), com o ambiente gráfico (imagem c/1,7 Gb).
  3. debian_wheezy_kfreebsd-amd64_standard.qcow2
    — Debian 7, sem o ambiente gráfico (imagem c/210 Mb).

As imagens estão comprimidas e se expandem até 25 GiB, na medida do necessário.
Os exemplos, que seguem, são baseados na 3a opção.
Se preferir outra, basta adaptá-los ao seu caso.
Use o comando wget para fazer o download ou baixe direto do site (links no final):


wget https://people.debian.org/~aurel32/qemu/kfreebsd-amd64/debian_wheezy_kfreebsd-amd64_standard.qcow2

Feito o download, rode o sistema a partir do QEMU:


qemu-system-x86_64 -hda debian_wheezy_kfreebsd-amd64_desktop.qcow2

Bem simples, não é?
Para poder usar melhor o sistema, use as seguintes informações:

  • A conta root usa a senha “root” (sem as aspas).
  • A conta user usa a senha “user”.

Para obter um melhor desempenho, ative o KVM:


qemu-system-x86_64 -enable-kvm -hda debian_wheezy_kfreebsd-amd64_desktop.qcow2

Para suprimir o modo gráfico, coloque o display no modo curses:


qemu-system-x86_64 -enable-kvm -display curses -hda debian_wheezy_kfreebsd-amd64_desktop.qcow2

Neste caso, pode ser necessário aumentar um pouco (ou maximizar) a janela do seu terminal, para conseguir ver toda a área de trabalho.
Como padrão, a imagem roda com 128 MiB de memória RAM.
Use a opção ‘-m’ do QEMU para ampliar este valor:


qemu-system-x86_64 -m 512 -enable-kvm -display curses -hda debian_wheezy_kfreebsd-amd64_desktop.qcow2


Se você optou por uma das imagens com ambiente gráfico, acima, vai precisar usar uma quantidade maior de memória RAM, claro.
Neste caso, as imagens usam lightDM com o XFCE e 1GiB de memória RAM deve ser mais do que o suficiente.
Se quiser trocar este ambiente, pelo original do Debian (GDM e GNOME), dê os seguintes comandos, dentro da máquina virtual (como superusuário):


update-alternatives --auto x-session-manager

echo /usr/sbin/gdm3 > /etc/X11/default-display-manager

Vale a pena instalar e usar o Debian com o kernel FreeBSD?

Diferente do Hurd, o kernel do FreeBSD é um kernel maduro e bem testado.
Aqui é possível usar todo o ambiente gráfico e usufruir do universo dos repositórios de softwares do Debian.
No lado do servidor, a opção é uma alternativa para quem deseja ficar longe do systemd e/ou evitar as eventuais vulnerabilidades do kernel Linux.
Há, ainda, o glamour de estar mais próximo de executar um kernel semelhante ao usado pela Apple em seus dispositivos.
Do ponto de vista de quem vem do FreeBSD, esta opção “mantém um pé” lá e outro nos vastos repositórios de softwares Debian.

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Referências

De onde baixei a versão analisada neste texto: https://people.debian.org/~aurel32/qemu/kfreebsd-amd64/.
Outras versões do Debian kfreebsd: http://jenkins.kfreebsd.eu/jenkins/view/cd/job/debian-cd_jessie-kfreebsd_kfreebsd-amd64/ws/build/.
Debian Mini .ISO (para instalar): http://cdn-fastly.deb.debian.org/debian/dists/jessie-kfreebsd-proposed-updates/main/installer-kfreebsd-amd64/current/images/netboot-10/.
Conheça o Debian GNU/Hurd: https://elias.praciano.com/2017/07/experimente-o-debian-com-o-kernel-gnuhurd-em-uma-maquina-virtual/.

Como manter o Debian automaticamente atualizado com as correções de segurança

No mundo do software livre, as atualizações de segurança chegam a uma velocidade muito grande.
Comumente, os security patches estão disponíveis já no momento em que a vulnerabilidade é anunciada.
A questão é como obter a atualização o mais rápido possível?

A usuários normais (como eu, por exemplo), basta seguir o cronograma natural de atualizações do seu sistema.
Esta liberdade não se aplica a administradores de servidores, na rede. Quanto mais importante, maior a responsabilidade e a urgência.

As atualizações de que estamos falando aqui, são as referentes à segurança do sistema e a correções de bugs.
Computadores de usuários comuns, em geral, podem esperar uma semana para obtê-las. Já os servidores, não.
Neste post, vou mostrar um procedimento que irá fazer o download e upgrade dos patches de segurança em segundo plano, assim que estiverem disponíveis nos repositórios da sua distro, sem perguntar “se pode” — você será apenas avisado de que o seu sistema foi atualizado.

Por que as atualizações de segurança devem ocorrer em segundo plano

Obviamente, se o meu sistema operacional fosse atualizado por uma grande corporação, como a Oracle ou a Microsoft, a conversa seria bem diferente, aqui.
Contudo, há motivos sólidos para confiar na comunidade de desenvolvedores Debian — e o principal destes motivos é o fato de que todo o trabalho da comunidade pode ser 100% auditado, por qualquer pessoa.
Não dá para dizer o mesmo de empresas que repassam código essencialmente proprietário — caso em que nunca sabemos realmente o que está sendo modificado em nosso sistema.

Aplicar atualizações com frequência é prática importante para manter nossos sistemas seguros.

Como comportamento padrão, o Debian pede para que o administrador do sistema faça as atualizações ou as autorize manualmente.
Mas você pode optar pelo download e instalação automáticos dos updates de segurança mais importantes.

A instalação

O nome do pacote a ser instalado é ‘unattended-upgrades’.
Ele sugere a instalação dos pacotes ‘bsd-mailx’ – para enviar email, informando o adm de que houve uma atualização de segurança – e ‘needrestart’, que verifica junto aos daemons do seu sistema quais precisam ser reiniciados.
Opcionalmente, também podemos instalar o ‘apt-listchanges’ que, neste caso, atua como um plugin — que compara as versões instaladas dos pacotes às novas, lendo os changelogs e os news fles.
Veja como instalá-los:


sudo apt install unattended-upgrades apt-listchanges bsd-mailx needrestart

Configuração

Para poder receber mensagens via email, é necessário alterar o arquivo de configuração ’50unattended-upgrades’. Use o seu editor favorito para isso:


sudo editor /etc/apt/apt.conf.d/50unattended-upgrades 

Descomente a linha abaixo, removendo os ‘//’:


//Unattended-Upgrade::Mail "root";

Se deixar, do jeito que está, as mensagens serão encaminhadas ao root. Mas você pode inserir uma conta de email no lugar da string “root” (entre as aspas).
A seguir, apenas verifique se o arquivo ’20auto-upgrades’ bate com o conteúdo abaixo:


cat /etc/apt/apt.conf.d/20auto-upgrades

APT::Periodic::Update-Package-Lists "1";
APT::Periodic::Unattended-Upgrade "1";

Você pode configurar o arquivo ’20auto-upgrades’ adequadamente com a seguinte linha de comando:


sudo dpkg-reconfigure -plow unattended-upgrades

Replacing config file /etc/apt/apt.conf.d/20auto-upgrades with new version

captura de tela debian unattended upgrades

captura de tela debian unattended upgrades

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Referências

https://www.cyberciti.biz/faq/how-to-keep-debian-linux-patched-with-latest-security-updates-automatically/.

O KDE Neon é a distro dos que fazem e amam o KDE

Baseada no Ubuntu, a distro KDE Neon é um fork realizado pela própria comunidade de desenvolvedores do KDE Plasma.
O objetivo é ter uma distribuição GNU/Linux para testar as versões mais atuais do ambiente.
kde neon logo

O Neon provê uma maneira fácil e elegante para as pessoas testarem as últimas versões dos softwares que compõem o universo do KDE, à medida em que ele vai evoluindo.

É impossível não comparar com o Kubuntu, claro. Mas a proposta é diferente.
O Kubuntu é uma distro Linux de facto, baseada no Ubuntu.
Já a proposta do KDE Neon é prover o Ubuntu LTS com uma das versões do KDE Plasma, como é explicado abaixo.
Atualmente, os desenvolvedores estão montando o ambiente gráfico sobre o Ubuntu LTS 16.04 Xenial Xerus.
Portanto, a distro continua sendo o Ubuntu — contudo, para facilitar a comunicação, vou continuar a me referir ao KDE Neon como “distro”.
Pode ser instalada a partir de 4 versões ou canais de desenvolvimento:

  1. User Edition LTS — voltada para o ambiente de produção. Se você prefere ter mais estabilidade e um tempo de suporte estendido, este é o melhor KDE Neon para você.
  2. User Edition — voltada para todos os usuários. Se não tiver certeza, baixe sempre esta. Aqui você encontra uma versão do KDE Plasma estável e atualizada com foco no usuário comum.
  3. Developer Edition Stable — O foco deste branch é o desenvolvedor da comunidade KDE. Se você não for desenvolvedor, mas gosta muito do KDE e não se importa de encontrar alguns bugs pela frente, esta edição vai te dar a experiência de uso do software mais atualizado possível, com estabilidade razoável.
    Outro ponto que pode incomodar usuários comuns, na developer edition são as atualizações constantes (diárias) na distribuição.
  4. Developer Edition Unstable — Nesta edição o fluxo das atualizações é mais intenso e você vai se deparar com uma quantidade maior de bugs. Esta é usada pelos desenvolvedores do KDE e é a edição que proporciona uma experiência mais rica em termos de uso de software atualizado.

Lembre-se, quando se fala em stable, unstable ou LTS a referência é o KDE. A versão do Ubuntu é sempre a mesma para todos: a LTS atual.

Quem é o público alvo do KDE Neon

Este é o público a que se destina o produto:

  • desenvolvedores que precisam obter atualizações constantes do KDE e usar a GUI mais avançada possível
  • fãs do KDE, que admiram o trabalho da equipe de desenvolvedores e querem acompanhar a evolução do ambiente e, ocasionalmente contribuir com comentários sobre os rumos do projeto, contar sobre o que está funcionando ou não, nos fóruns sobre o assunto

kde neon logo
A maioria deve optar entre a segunda e a terceira edição.
Os mais aventureiros irão pela Developer Edition Stable. Se você pretende instalar o KDE Neon em uma máquina de trabalho, opte por uma das User Edition, contudo.
A quarta opção pode ser uma boa pedida, se você tiver uma máquina de testes. O que permite que você use os recursos mais avançados que os desenvolvedores colocaram no KDE e, se algo der errado, no máximo será necessário reiniciar o sistema — é o que fazem os usuários de um “outro SO muito popular” e nem reclamam, coitados.
Pessoalmente, gosto mais da interface minimalista do GNOME para trabalhar — mas tenho uma máquina de testes rodando a versão mais atual do Neon há mais de um ano.
Além disso, tenho muitos motivos para gostar do KDE.

Onde baixar o KDE Neon

kde neon site download
O site oficial de download tem uma página com todas as 4 opções reunidas, nesta URL: https://neon.kde.org/download.
Se preferir, pode usar o comando wget, dentro de um terminal, para fazer o trabalho:


# User edition
wget https://files.kde.org/neon/images/neon-useredition/current/neon-useredition-current.iso

# User LTS edition
wget https://files.kde.org/neon/images/neon-userltsedition/current/neon-userltsedition-current.iso

# Developer STABLE edition
wget https://files.kde.org/neon/images/neon-devedition-gitstable/current/neon-devedition-gitstable-current.iso

# Developer UNSTABLE edition
wget https://files.kde.org/neon/images/neon-devedition-gitunstable/current/neon-devedition-gitunstable-current.iso

As imagens são live e, portanto, permitem que você possa testar sem instalar, se quiser.
Para saber como criar um pendrive inicializável, leia este post, por favor.
Se quiser, conte para a gente o que achou do KDE Neon e qual a edição que você prefere. 😉

Conheça o sistema operacional POP!_OS da System76

Denver Colorado skyline
Vista da cidade de Denver, Colorado (EUA)
A System76 é uma empresa norte-americana, sediada na cidade de Denver, no estado do Colorado — no centro geográfico dos Estados Unidos, portanto.
A empresa fabrica e vende computadores e acessórios voltados para a comunidade de usuários de softwares livres.
Para ser mais específico, vende equipamentos pré-instalados com o sistema operacional Ubuntu.
Opcionalmente, é possível baixar os papéis de parede e o tema GTK da System76
O sistema operacional POP!_OS (não esperem que eu mantenha esta grafia…) é um passo a mais para personalizar os excelentes computadores da empresa.

Vamos conhecê-lo melhor e saber o que oferece.

O que é o System76 POP!_OS

De acordo com a empresa, o POP OS foi projetado para os proprietários de seus equipamentos e é baseado no sistema operacional Ubuntu.
Entre estes usuários se encontram designers, programadores, profissionais gráficos que precisam desenvolver modelos 3D sofisticados etc.
O propósito da interface POP é “ser invisível” e atrapalhar o mínimo possível o fluxo do trabalho do usuário, ao mesmo tempo que pretende oferecer possibilidades avançadas de customização.
Uma vez que é baseado no Ubuntu, o POP se beneficia da vastidão de softwares da plataforma, disponível em seus repositórios.

A proposta do POP!_OS sintetiza o que sempre pensei de uma boa interface gráfica: ser simples e não atrapalhar o meu trabalho.
Acredito que o melhor ambiente desktop é aquele que fica fora do nosso caminho, usa o mínimo de recursos e deixa o máximo livre para rodar os aplicativos.

Se o POP vai entregar ou não o que promete… é você quem vai dizer, se fizer o download e o testar.

Como baixar e instalar o POP OS

No momento em que escrevo este post, o produto ainda está em fase Alpha (baseado no Ubuntu 17.04) e tem previsão de lançamento para Outubro de 2017 — neste caso, provavelmente será baseado no Ubuntu 17.10.
O link para download é este: http://iso.system76.com/current/pop-os.iso.
Se preferir, use o wget para baixar a versão atual (current):


wget http://iso.system76.com/current/pop-os.iso

Outras versões (anteriores), podem ser encontradas neste site: http://iso.system76.com/.
A companhia, até agora, não liberou torrents, que costumam ser mais rápidos para baixar.
System76 Galápagos

O Linux precisa, mesmo, de um outro fork do Ubuntu?

Antes desta pergunta, poderíamos também questionar se a comunidade precisa também de mais um desktop gráfico.
E outro sabor do Linux, baseado no Ubuntu?!
Lançar e manter atualizado apenas um tema da empresa, não seria suficiente?

Eu também adoraria perguntar: « Não tinha um nome “mais complicado” para escolher?! »

É claro que o mundo do software livre é feito de diversidade de opções e esta é uma das coisas mais lindas que há, por aqui.
A gente é assim: ama personalizar o nosso ambiente.
Se o local de trabalho tiver centenas de computadores rodando Linux, nenhum será igual ao outro.
A diversidade faz parte deste espírito coletivo.
Mas, enfim, já temos o Linux Mint, Ubuntu (Mate, GNOME, Kubuntu, Neon, Deepin, Xubuntu etc.)
system76 laptop
A Dell também vende computadores com seu Ubuntu OEM pré-instalado. Por que a System76 não poderia personalizar uma distro para atender melhor a seus clientes?
Convenhamos que o pessoal da System76 demonstra muito mais paixão pelo Linux (especificamente, pelo Ubuntu) do que o pessoal da Dell…
A propósito, eu experimentei o POP OS no meu Dell 5448 e gostei. Creio que vou mantê-lo por algum tempo — depois eu volto para o Debian, como sempre… 😉
Comente. Dê sua opinião.

Referências

Site oficial do POP!_OS: https://system76.com/pop.
Site de ofertas de laptops da System76: https://system76.com/laptops.

5 distribuições Linux que sempre vale a pena considerar

O debate é extenso (e muito bem vindo) sobre qual a melhor distro Linux para cada tipo de aplicação, situação ou usuário.
Neste texto, a análise se volta para as maiores distribuições da atualidade (estou escrevendo no início de 2017).
Alguns pontos, são pacíficos, contudo.
A gente sabe que o Linux é muito mais rápido e seguro do que outras opções de sistemas operacionais.
Se você é novato e pretende se dar a chance de usar o sistema operacional presente em 99,9% da lista dos 500 supercomputadores mais poderosos do mundo, este texto é para você também.
Para os novatos, sempre vou recomendar experimentar mais de uma distro Linux, antes de fazer uma escolha definitiva. Ouvir e ler conselhos dos outros é muito bom — mas você continua sendo a pessoa mais indicada para fazer a escolha final.

Debian

É uma das mais antigas e tradicionais distribuições Linux, que oferece excelente performance e flexibilidade para todos os usuários e aplicações.
Muita gente usa no desktop ou no notebook de trabalho (eu!).
Ainda assim, ela é excelente para ser usada em um servidor.
Esta distribuição, desde o início estabeleceu os padrões no ambiente de servidores a serem seguidos por toda a indústria.
A estabilidade do Debian tem também incentivado inúmeras empresas e indivíduos a criar novas soluções e distribuições a partir dela.

As vantagens do Debian

  1. estabilidade
  2. facilidade e baixo custo para montar uma solução de servidor
  3. suporte de prazo estendido
  4. Mais controle sobre o software em uso no sistema

As desvantagens do Debian

  1. tende a favorecer estabilidade em detrimento de tecnologia nova. Ou seja, as novidades em softwares chegam um pouco mais tarde para usuários Debian
  2. alguns hardwares podem não ser 100% compatíveis com a distro. Em parte, isto se deve ao item anterior, quando o hardware é muito novo
  3. não há uma companhia/empresa por trás do projeto, com a obrigação de te dar suporte. Mas você pode pagar, relativamente barato, para obter suporte direto de desenvolvedores

Ubuntu

É uma das distribuições mais usadas e é baseada no Debian.
A distro tem uma interface só dela, o Unity. É otimizada para vários diferentes tipos de sistemas e inclusive para a interface de sistemas mobile.
Pode ser a melhor escolha para usuários vindos do Windows e do MacOS.

As vantagens do Ubuntu

  1. Por ser baseada no Debian, as duas distribuições compartilham a maior quantidade de tutoriais da Internet, além de uma enorme comunidade com conhecimento técnico para te ajudar. Em outras palavras, se a solução serve para o Debian, na maioria das vezes serve para Ubuntu também (e vice-versa)
  2. É baseado na versão testing do Debian e portanto, oferece uma gama bem mais atualizada de softwares. Ao mesmo tempo, é muito segura
  3. É simples e único na sua interface gráfica
  4. A interface gráfica é fácil de entender e aprender
  5. Tem um design voltado para dispositivos móveis ou com notebooks com tela de toque

As desvantagens do Ubuntu

  1. o suporte comercial oferecido pela companhia é uma realidade em outros países, mas não é no Brasil, ainda
  2. para alguns usuários a interface gráfica não é muito rica e falta opções de customização

OpenSUSE

Depois do Debian, é a minha distro favorita.
O OpenSUSE é, ao lado do Debian, uma das primeiras importantes distribuições Linux a surgir.
Tem uma longa história e começou na Alemanha, em 1992. Já pertenceu a uma empresa estadunidense, sediada no Texas e, hoje, pertence à MicroFocus International, uma empresa britânica.
Embora sua trajetória possa parecer conturbada — e talvez seja, mesmo — trata-se de uma distro sólida e com uma ampla comunidade de usuários.
O OpenSUSE serve bem, tanto a usuários iniciantes, quanto a desenvolvedores avançados.

As vantagens do OpenSUSE

  1. estabilidade
  2. software atual e excelente compatibilidade com hardwares novos
  3. comunidade de usuários engajada e disposta a ajudar

As desvantagens do OpenSUSE

  1. O público desta distribuição espera que os softwares proprietários venham empacotas na distro principal — o que não é a realidade. Mas podem ser instalados à medida da sua necessidade, contudo
  2. Não tem repositórios tão extensos (variedade de softwares) quanto os do Debian e Ubuntu

Arch Linux

Para usuários avançados, o Arch Linux pode trazer muita satisfação. Trata-se de uma distro simplificada e limpa (sem excessos).
Tem nova versão a cada seis meses e, embora não seja voltada para iniciantes, tem uma larga e excelente documentação disponível online.
Com o Arch Linux, você será incentivado a aprender cada bit, cada detalhe, sobre o GNU/Linux como sistema operacional — uma vez que terá que fazer muita coisa manualmente ou por conta própria.

As Vantagens do Arch Linux

  1. bem otimizada, o que se traduz em eficiência, rapidez e segurança
  2. totalmente personalizável
  3. é o lugar perfeito para aprender Linux
  4. já mencionei a documentação? Pois é. Tem muita documentação (inclusive na wiki oficial) e de excelente qualidade

As desvantagens do Arch Linux

Nada é perfeito…

  1. atualizar um sistema operacional a cada 6 meses pode ser muito ruim para quem usa no notebook de trabalho
  2. a documentação é excepcional, mas é, em grande parte, em inglês

Fedora

O Fedora é um spin off de uma distribuição tão tradicional quanto o Debian: O Red Hat.
Esta distro se beneficia de todos os anos de trabalho e experiência da comunidade Red Hat.
É a escolha ideal para quem deseja buscar uma certificação Red Hat.

As vantagens do Fedora

  1. costuma ter melhor suporte a peças de hardware mais novas do que o Debian (e algumas vezes, até, do que o Ubuntu)
  2. Sempre a versão mais atual do GNOME 3, com todas as suas qualidade e defeitos
  3. tem um excelente gestor de pacotes: o dnf

As desvantagens do Fedora

  1. tem menos softwares disponíveis nos repositórios oficiais. Neste quesito, a vitoriosa ainda é a Debian, com dezenas de milhares de pacotes de softwares disponíveis.
    No Fedora, se quiser software um pouco fora do comum, você terá que confiar em alguma PPA.
    Espera-se que com o uso crescente do Flatpak, isto melhore sensivelmente
  2. como consequência do que foi exposto acima, você provavelmente terá que baixar o código fonte para compilar alguns dos softwares que considerar necessários

Estas são minhas principais considerações sobre algumas das principais distribuições Linux.
Não sou o dono da verdade e o espaço de comentários está sempre aberto, caso você queira dar sua contribuição sobre o assunto 😉
Não esqueça de dar uma olhada no post distribuições Linux que vale a pena conhecer em 2016.