Teste o seu servidor para saber se ele suporta as últimas versões do WordPress

O sistema de gestão de conteúdo WordPress não é dos mais exigentes, em termos de recursos de hardware e software, mas para ter um desempenho melhor há algumas recomendações mínimas que o seu host precisa satisfazer.
Embora o hardware e a largura de banda disponível para o tráfego sejam fundamentais para o desempenho do WordPress, como CMS (Content Management System ou sistema de gestão de conteúdo), neste post vou me ater aos requisitos de software no servidor.
Se tiver dúvidas, em algum ponto, clique nos links ou nas tags no texto para obter maiores especificidades sobre algum tema.

O que você precisa ter para poder testar o seu servidor

Servidores podem ser testados à distância, online ou através de sites especializados neste tipo de tarefa.
Por questões de segurança, contudo, muitos administradores procuram esconder informações sobre as versões dos softwares instalados nos seus sistemas.
Entretanto, um dos requisitos para instalar o WordPress é ter acesso SSH ao servidor — a menos que você vá realizar todos os procedimentos em uma máquina local.
Portanto, neste texto, partimos do pressuposto de que você tem acesso SSH (Secure SHell) ao seu servidor, que é o suficiente para obter as informações de que necessita.

O sistema operacional

Você pode instalar tudo o que precisa, para dar suporte ao WordPress em uma máquina Windows, MacOS, UNIX (FreeBSD) etc.
O sistema operacional Linux, contudo é o mais usado — pelo baixo custo e pela confiabilidade.
Há alguns testes propostos neste artigo, que levam em conta uma instalação Linux.
Estes testes pode ser realizados em outros sistemas operacionais, com pouca ou nenhuma edição.

Em outras palavras, para o fim deste artigo, o sistema operacional que você tem aí, não é tão relevante.

Os requisitos de sistema

Localmente, você pode instalar, por conta própria, um servidor LAMP (acrônimo que corresponde a Linux, Apache, MySQL/MariaDB e PHP).
Se tiver interesse em montar um servidor deste tipo, veja alguns artigos que podem te ajudar:

De maneira resumida, Para rodar a versão mais atual do WordPress, com segurança e máximo desempenho, você precisa ter suporte aos seguintes softwares (e versões):

  • Servidor web Apache ou Nginx.
  • PHP na versão 7 ou superior.
  • Um destes 2 bancos de dados:
    • MySQL 5.6 ou superior
    • MariaDB 10.0 ou superior
  • suporte a HTTPS (não é obrigatório, mas é bom ter).

É possível usar outros servidores web (com suporte a PHP e MySQL/MariaDB), tal como o Lighttpd. Além disto, versões atuais do WordPress (na data deste post) ainda funcionam em versões anteriores do PHP.
Contudo, a melhor relação entre alta performance e segurança, só serão obtidos sob aqueles requisitos listados acima.
Vale ressaltar que as versões mais antigas do PHP e do MySQL já atingiram seus tempos de vida e já não recebem atualizações de segurança — o que pode expôr o seu site a vulnerabilidades e a ataques de crackers.
Por último – e não menos importante – este site usa e recomenda o DreamHost, como provedor de hospedagem.
O DreamHost faz uso das versões mais atuais dos softwares requeridos, tem suporte a HTTPS e dispõe de instalação automática do WordPress (one-click install), o que pode te poupar muito tempo.

Como verificar se as versões dos softwares requeridos estão presentes

Acesse o servidor localmente (com um terminal) ou remotamente (via SSH) e siga os procedimentos abaixo.
Para verificar o PHP e sua versão:


php --version

PHP 7.0.19-1 (cli) (built: May 11 2017 14:04:47) ( NTS )
Copyright (c) 1997-2017 The PHP Group
Zend Engine v3.0.0, Copyright (c) 1998-2017 Zend Technologies
    with Zend OPcache v7.0.19-1, Copyright (c) 1999-2017, by Zend Technologies

Para verificar se o MySQL está presente e sua versão:


mysql --version

mysql  Ver 15.1 Distrib 10.1.23-MariaDB, for debian-linux-gnu (x86_64) using readline 5.2

Acima, note que o comando ‘mysql’ exibe a versão do MariaDB.
Isto ocorre, por que é este último que se encontra instalado e não o MySQL.
Ainda assim, pelo motivo de facilitar a transição, o comando mysql ainda funciona em instalações de bancos de dados (exclusivamente) MariaDB.
Para conferir o MariaDB:


mariadb --version

mariadb  Ver 15.1 Distrib 10.1.23-MariaDB, for debian-linux-gnu (x86_64) using readline 5.2

Por fim, em sistemas Linux atuais (com o systemd) é possível conferir o status do Apache, como este comando:


systemctl status apache2

● apache2.service - The Apache HTTP Server
   Loaded: loaded (/lib/systemd/system/apache2.service; enabled; vendor preset: 
   Active: active (running) since Mon 2017-07-24 09:58:25 -03; 3 days ago
  Process: 16914 ExecReload=/usr/sbin/apachectl graceful (code=exited, status=0/
 Main PID: 597 (apache2)
    Tasks: 7 (limit: 4915)
   CGroup: /system.slice/apache2.service
           ├─  597 /usr/sbin/apache2 -k start
           ├─16930 /usr/sbin/apache2 -k start
           ├─16931 /usr/sbin/apache2 -k start
           ├─16932 /usr/sbin/apache2 -k start
           ├─16933 /usr/sbin/apache2 -k start
           ├─16934 /usr/sbin/apache2 -k start
           └─17106 /usr/sbin/apache2 -k start

Outra forma de verificar a versão do Apache, está descrita neste post.

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Referências

Experimente o Debian com o kernel GNU/Hurd em uma máquina virtual

O GNU/Hurd é um microkernel, com quase 30 anos de estrada.
Apesar deste tempo, ainda não chegou a uma versão estável — ou seja, apropriada para um ambiente de produção.
gnu logo black and white
Há discussões, Internet afora, sobre o porquê deste projeto ainda não ter lançado uma versão estável — o que me dispensa de fazer esta discussão aqui. 😉

É possível experimentar este kernel dentro de distribuições, como o Debian e o Arch.

O Debian, é uma das distribuições GNU/Linux que oferecem opções de kernel alternativo. Por exemplo, o kernel do FreeBSD é também uma opção viável para usar no Debian.
Neste post, vamos manter o foco na versão do Debian, que roda com o kernel Hurd.
Parto do pressuposto de que você já tem o QEMU/KVM instalados aí.
Caso contrário, instale-os:


sudo apt install qemu qemu-kvm

Você pode fazer o download de uma imagem do Debian GNU/hurd, com o comando wget:


wget http://people.debian.org/~sthibault/hurd-i386/debian-hurd.img.tar.gz

Esta imagem pode ser usada dentro do QEMU ou do KVM, para iniciar uma estação com o Hurd dentro dela.
Feito o download, extraia a imagem:


tar -xz < debian-hurd.img.tar.gz

Em seguida rode a imagem com o kvm:


modprobe kvm

kvm -m 1G -drive cache=writeback,file=$(echo debian-hurd-*.img)

gnu hurd terminal
Para se autenticar, use o username "root", com a senha em branco.

Sua máquina virtual Hurd tem suporte a Python, Perl e Bash, sem precisar adicionar nada.
Você também pode instalar novos softwares através do apt.
Mesmo sendo "um pouco" limitado, ainda dá para brincar bastante com o ambiente.
O Hurd é comumente usado por estudantes de computação, como forma de aprender melhor sobre como construir um kernel.
Quando quiser finalizar a máquina virtual, use o comando 'shutdown -h now'.

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Referências

https://www.debian.org/ports/hurd/.
https://www.gnu.org/software/hurd/.

Review do Kernel linux-libre no Samsung Ultra 5

O linux-libre é uma versão do kernel GNU/Linux tradicional, despido de código proprietário — entre outras porcarias obscuras.
Recentemente escrevi sobre como obter e instalar (é super fácil!) uma versão deste kernel. Clique aqui, se tiver curiosidade.
Samsung ultrabook linux
Este post complementa aquele, na medida em que pretende mostrar os possíveis problemas que você pode ter – ou não – com esta opção.

Apesar do título, este artigo não é exatamente um review do kernel e, definitivamente, não é um review de um notebook.

O Samsung Ultra 5 530U3C, como a maioria dos notebooks vendidos no Brasil, vem com alguns dispositivos internos proprietários — que necessitam drivers igualmente proprietários para funcionar.
Na minha experiência, com o kernel 4.12.2-gnu, no Debian 9, apenas a interface de rede wireless teve problemas para funcionar.
Outros dispositivos, que uso com bastante frequência não apresentaram qualquer problema para serem reconhecidos e usados pelo sistema:

  • dispositivo de áudio — tocou meus arquivos de áudio FLAC e MP3 100%.
  • rádio Bluetooth — foi possível reproduzir áudio em caixas de som remotas e fazer transferência de arquivos de um aparelho Android 7.0 Nougat.
    motorola bluetooth connections

Já, para resolver o problema da interface de rede sem fio, o que você precisa é do pacote proprietário ‘firmware-iwlwifi’, que contém os drivers que ela necessita para funcionar.

O ponto, aqui, é ter controle sobre o código não-livre que entra no seu sistema — ou seja, somente o essencial.

A instalação do novo kernel não sobrescreve ou desinstala o kernel presente no seu sistema.
debian kernel options
Como a imagem do GRUB mostra acima, você passa a contar com mais uma opção.
O menu do GRUB, permite a alternância entre todas as opções de kernel presentes no seu sistema.
E, se ficar insatisfeito e quiser desinstalar, o sistema volta o kernel anterior para o padrão do GRUB.

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Como instalar um kernel 100% livre no seu Linux.

O Linux-libre é um projeto que tem o objetivo de disponibilizar um kernel 100% livre para o sistema operacional GNU/Linux — proporcionando a seus usuários uma lufada de ar ainda mais fresca de liberdade.
Caminha ao lado do projeto oficial do kernel Linux, que você já conhece, sempre mantendo uma versão “filtrada” – ou seja, sem código proprietário.

O Linux-libre é uma versão cuidadosamente modificada do kernel do Linux, do qual são removidos “blobs” binários e trechos de código sob licença proprietária.

Neste post, vou ensinar a instalar um kernel 100% livre (ou libre), na sua distro atual — usando como exemplo o Debian 9 Stretch.
O procedimento pode ser seguido ipsus literis em outras plataformas, baseadas no Debian — como é o caso do Ubuntu, Devuan, Trisquel etc.
Com algumas adaptações, é possível adequar as informações do texto a outras distribuições, claro.
Para quem prefere outra via, é possível instalar uma distro GNU/Linux, dentre as que já fazem uso deste kernel, por padrão. Veja algumas:

  • BLAG.
  • gNewSense.
  • Ututu.
  • Debian — esta não faz uso do kernel Linux-libre. Contudo, no seu ramo principal, ela faz uma filtragem própria, para reduzir a presença de softwares que não são 100% livres – inclusive dentro do kernel.
    Saiba mais sobre aonde encontrar e baixar a sua distro Debian.
  • FreeSlack.

O projeto tem o apoio da FSFLA (Free Software Foundation Latin America) e pode ser adotado por qualquer distro ou usuário.

Outras opções também livres

Não existem motivos razoáveis o suficiente para fornecer computadores ou acessórios que só funcionem com o uso de drivers proprietários.
Se deixar de comprar produtos de informática que só funcionam com algum código proprietário não é opção para você — procure deixar claro o seu inconformismo para o fabricante: via email, nas redes sociais etc.

Manter-se calado e invisível, não vai fazer com que as empresas prestem mais atenção às demandas dos clientes que preferem softwares livres.

Outras opções de kernel livres e menos conhecidas — que você pode usar com o Linux — são o kfreeBSD e o GNU/Hurd.
Sim, o primeiro é o kernel do freeBSD.
O Hurd é um projeto da organização GNU, anterior ao próprio Linux.
Seu objetivo era substituir o kernel do Unix, por uma opção 100% libre, mas o kernel Linux acabou se provando mais viável e é o que nós usamos hoje, nas nossas distribuições.
O kernel GNU/Hurd ainda está em fase experimental.
Por fim, aqui estamos por que o código proprietário conseguiu encontrar meios de se infiltrar…

Como preparar o sistema para receber o kernel linux-libre

Existe o site oficial para baixar a versão mais atual do kernel Linux-libre, mas a maneira mais segura e cômoda é usar o repositório oficial — que fornece o meta-pacote com as devidas atualizações.
O repositório, em questão, contém os .debs do Linux-libre, compilados para as plataformas (x86) 32 e 64-bit.
Para adicionar o repositório, é preciso editar o ‘sources.list’:


sudo apt edit-sources

Acrescente ao final do arquivo a linha:


deb http://linux-libre.fsfla.org/pub/linux-libre/freesh/ freesh main

Use o comando wget para obter a chave gpg com a qual o repositório foi “assinado”:


wget https://jxself.org/gpg.inc 

--2017-07-19 14:40:54--  https://jxself.org/gpg.inc
Resolvendo jxself.org (jxself.org)... 96.66.250.147
Conectando-se a jxself.org (jxself.org)|96.66.250.147|:443... conectado.
A requisição HTTP foi enviada, aguardando resposta... 200 OK
Tamanho: 5588 (5,5K) 
Salvando em: “gpg.inc”

gpg.inc             100%[===================>]   5,46K  26,3KB/s    in 0,2s    

2017-07-19 14:40:56 (26,3 KB/s) - “gpg.inc” salvo [5588/5588]

Verifique a assinatura gpg:


gpg --with-fingerprint gpg.inc

pub   rsa4096 2013-09-07 [SC]
uid           Jason Self 
uid           Jason Self 
uid           Jason Self 
sub   rsa4096 2013-09-07 [E]

Se tudo correu bem, até agora, os comandos que seguem instruem o gestor de pacotes a confiar na chave gpg que você baixou e removem a cópia local do arquivo gpg.inc, que já não é mais necessária:


sudo apt-key add gpg.inc

OK

rm gpg.inc

Agora, atualize o repositório:


sudo apt update

Se houver atualizações para fazer, faça-as antes de prosseguir:


sudo apt full-upgrade

Agora, já é possível prosseguir com o download e a instalação do kernel.

Como escolher o seu kernel

É interessante investir algum tempo na análise das suas opções e escolher qual o ramo do kernel é mais adequado para você.
Há várias opções de pacotes contendo o kernel “comum” que podem ser instaladas.
Isto pode ser verificado com o comando ‘apt search’:


apt search linux-image

opções de instalação do linux-libre no Debian
O que nos interessa aqui, entretanto, são as opções denominadas “linux-libre”. Veja como encontrar:


apt search linux-libre

Sorting... Pronto
Full Text Search... Pronto
linux-libre/stable 4.12.2 amd64
  This is a virtual package for Linux-libre. It will always depend on the latest version.

linux-libre-4.1/stable 4.1.42 amd64
  This is a virtual package for Linux-libre. It will always depend on the latest version in the 4.1 series.

linux-libre-4.11/stable 4.11.11 amd64
  This is a virtual package for Linux-libre. It will always depend on the latest version in the 4.11 series.

linux-libre-4.12/stable 4.12.2 amd64
  This is a virtual package for Linux-libre. It will always depend on the latest version in the 4.12 series.

linux-libre-4.9/stable 4.9.38 amd64
  This is a virtual package for Linux-libre. It will always depend on the latest version in the 4.9 series.

linux-libre-lts/stable 4.9.38 amd64
  This is a virtual package for Linux-libre. It will always depend on the latest LTS version.

A sua lista vai ser diferente da minha, provavelmente.
Preste atenção à explicação que acompanha cada versão disponível do linux-libre.
Algumas opções de pacotes são LTS, ou seja de suporte prolongado.
Estas serão atualizadas apenas quando sair uma nova versão da série (LTS).
Levando em conta a minha lista, acima, vou escolher uma entre 2 opções:

  • linux-libre — trata-se da primeira opção e vai manter o sistema sempre atualizado com a última versão do kernel.
  • linux-libre-lts — vai manter o sistema sempre atualizado de acordo com a série LTS.

Note que ambos os pacotes são desacompanhados de números de versão — por que será sempre o mais atual disponível naquela série.
Muitas outras opções podem ser encontradas, a depender da distribuição instalada aí e da sua plataforma de hardware.
Fique atento para instalar o pacote correto.
No meu exemplo, vou com esta aqui:


sudo apt install linux-libre
[sudo] senha para justincase: 
Lendo listas de pacotes... Pronto
Construindo árvore de dependências       
Lendo informação de estado... Pronto
The following additional packages will be installed:
  freesh-keyring linux-firmware-image-4.12.2-gnu
  linux-headers-4.12.2-gnu linux-image-4.12.2-gnu
  linux-libc-dev
Os NOVOS pacotes a seguir serão instalados:
  freesh-keyring linux-firmware-image-4.12.2-gnu
  linux-headers-4.12.2-gnu linux-image-4.12.2-gnu
  linux-libc-dev linux-libre
0 pacotes atualizados, 6 pacotes novos instalados, 0 a serem removidos e 0 não atualizados.
É preciso baixar 85,1 MB de arquivos.
Depois desta operação, 331 MB adicionais de espaço em disco serão usados.
Você quer continuar? [S/n] 

Se você também usa o libreboot, realize o seguinte procedimento, após a instalação:


cd /boot/grub

sudo ln -s grub.cfg libreboot_grub.cfg

Agora, reinicie o sistema e escolha, no menu GRUB, o kernel com o qual você deseja trabalhar.
O GRUB continuará a mostrar o kernel non-free ou convencional, que você já usava antes.
debian kernel options
E, sim, você pode instalar mais de uma versão de kernel no seu sistema.
Se algo não funcionar, como a placa de interface e rede Wi-Fi, sempre será possível voltar à sua configuração anterior, selecionando a opção que você já sabe que funciona.

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Referências

Review do linux-libre no notebook Samsung Ultra 5.

Como instalar um servidor web LAMP no Debian 9

Um servidor web é um ponto de início básico para poder instalar e usar uma série de outros softwares e serviços, como galeria de fotos, blog, fórum ou apenas um simples site HTML.
O LAMP é, basicamente, um web server Linux, que inclui o Apache, um banco de dados e suporte à linguagem de programação PHP.

O assunto já rendeu várias tags LAMP e posts diversos, neste mesmo site.
No decorrer do texto, sugiro clicar nos links, sempre que tiver alguma dúvida e queira se aprofundar um pouco mais em um ponto específico.
O conceito é bastante flexível, como podemos ver a seguir

O que é um servidor web LAMP

Como conceito, o LAMP inclui estas 4 “peças”:

  • Você pode usar uma das diversas opções Linux disponíveis. Neste texto, estamos nos baseando no Debian 9 Stretch — que é uma versão LTS do sistema operacional, ou seja, vai ter suporte prolongado até 2022, após quase 2 anos de desenvolvimento — uma ótima opção, portanto, a ser usada em um servidor. A gama de sistemas operacionais, contudo, inclui o FreeBSD e até mesmo o Windows. Neste último caso, o servidor leva o nome de WIMP (Windows, IIS, MySQL e PHP) e, como você pode ver no link para o Urban Dictionary, o termo costuma ter sentido pejorativo.
    Como alternativas, já escrevi sobre como instalar o LAMP no Ubuntu e no OpenSUSE.
  • O servidor web, de que falamos aqui, é o Apache. Alternativas comuns são o Nginx e o Lighttpd.
  • O banco de dados MySQL foi a escolha perfeita deste quarteto, por muito tempo. Hoje, há um processo de migração para o MariaDB em curso — e o Debian está seguindo esta tendência.
  • Por último, temos a escolha da linguagem de programação, até onde se estende a flexibilidade do conceito.
    As escolhas mais comuns são, pela ordem, PHP, Python e Perl — que coincidentemente começam com a letra ‘P’.
    Entretanto, se quiser rodar apps web importantes, como o WordPress, e-commerce ou Piwigo, você vai precisar do PHP.
    Servidores Linux, contudo, já costumam incluir suporte ao Perl e ao Python.
    Se você tem interesse no uso de alguma destas duas opções, verifique se estão presentes no servidor com os seguintes comandos:

    
    perl --version
    
    This is perl 5, version 24, subversion 1 (v5.24.1) built for x86_64-linux-gnu-thread-multi
    (with 67 registered patches, see perl -V for more detail)
    
    Copyright 1987-2017, Larry Wall
    
    ...
    
    
    python --version
    
    Python 3.5.3
    

    Tenha em conta que o Python pode ter 2 versões independentes instaladas, em muitas distribuições GNU/Linux.

Como instalar o servidor web no Debian

O Debian tem uma ferramenta que automatiza a instalação de meta pacotes para o seu sistema.
Sugiro ler sobre o tasksel, mais tarde, para ver o que mais o utilitário pode fazer por você.
Para ter o Apache instalado e rodando, em poucos minutos, rode o seguinte comando:


sudo tasksel install web-server

debian tasksel web-server
Debian tasksel web-server install
Para verificar se o seu web server está funcionando direito, execute o seguinte:


sudo service apache2 status

[sudo] senha para justincase: 
● apache2.service - The Apache HTTP Server
   Loaded: loaded (/lib/systemd/system/apache2.service; enabled; 
   Active: active (running) since Sun 2017-07-16 12:26:00 -03; 15
 Main PID: 6524 (apache2)
    Tasks: 55 (limit: 4915)
   CGroup: /system.slice/apache2.service
           ├─6524 /usr/sbin/apache2 -k start
           ├─6526 /usr/sbin/apache2 -k start
           └─6527 /usr/sbin/apache2 -k start

jul 16 12:26:00 ultra-5 systemd[1]: Starting The Apache HTTP Serv
jul 16 12:26:00 ultra-5 apachectl[6513]: AH00558: apache2: Could 
jul 16 12:26:00 ultra-5 systemd[1]: Started The Apache HTTP Serve
lines 1-13/13 (END)

Procure por “active (running)“.
Debian test web-server Apache
Você também pode testar o Apache invocando o daemon diretamente (ops!), da seguinte forma:


sudo apachectl -v

Server version: Apache/2.4.25 (Debian)
Server built:   2017-06-20T19:29:11

Outro método de verificar se tudo está OK, é acessar o servidor via web: abra o endereço http://localhost em seu navegador.

Até agora, já temos o Apache rodando no sistema.
Falta o banco de dados e o PHP…

Como instalar o MariaDB no Debian

O banco de dados pode ser instalado via apt:


sudo apt install mariadb-server mariadb-client 

Ainda existe a necessidade de instalar uma pequena biblioteca para ajudar na integração entre o PHP e o banco de dados, que iremos ver no próximo tópico.
Por enquanto, faremos uma rápida checagem:


mariadb --version

mariadb  Ver 15.1 Distrib 10.1.23-MariaDB, for debian-linux-gnu (x86_64) using readline 5.2

ou pode usar o service, como fez, anteriormente, com o Apache:


sudo service mariadb status

● mariadb.service - MariaDB database server
   Loaded: loaded (/lib/systemd/system/mariadb.service; enabled; vendor preset: enabled)
   Active: active (running) since Sun 2017-07-16 15:17:52 -03; 15min ago
 Main PID: 9974 (mysqld)
   Status: "Taking your SQL requests now..."
   CGroup: /system.slice/mariadb.service
           └─9974 /usr/sbin/mysqld

jul 16 15:17:50 ultra-5 systemd[1]: Starting MariaDB database server...
jul 16 15:17:51 ultra-5 mysqld[9974]: 2017-07-16 15:17:51 139788240409152 [Note] /usr/sbin/mysqld (mysqld 10.1.23-MariaDB-9+deb9u1) starting as proces
jul 16 15:17:52 ultra-5 systemd[1]: Started MariaDB database server.

Se o serviço não estiver active, ative-o assim:


systemctl start {apache2,mariadb}

Como instalar o PHP no Debian

Alguns tutoriais recomendam a instalação do PHP primeiro. Isto pouparia o tempo de reiniciar o Apache. Fora isso, o resultado é o mesmo.
O Debian 9 já usa, não somente, o MariaDB como padrão, como o PHP 7.0 em seus repositórios.
Tradicionalmente, a instalação é feita assim:


sudo apt install php php-mysqli apache2-mod-php7.0

Instale o phpmyadmin

Por fim, o phpmyadmin cumpre duas funções neste processo, como um todo.
É raro realizar operações diretamente no banco de dados, se você pretende usar aplicativos como o WordPress — uma vez que há plugins para isso.
Mas nem todo mundo gosta de confiar tarefas de manutenção do banco de dados a ferramentas de terceiros.
Além disto, os plugins acrescentam “peso” ao seu site e o “manual das boas práticas” manda não abusar do recurso.

O phpmyadmin, permite realizar tarefas administrativas nos bancos de dados MySQL/MariaDB.
A ferramenta representa um meio-termo entre a simplicidade dos plugins e a complexidade da linha de comando (CLI).

A segunda função do aplicativo é ajudar a verificar se toda a instalação, feita até aqui, ocorreu bem.


sudo apt install phpmyadmin


Isto feito, não se esqueça de reiniciar o serviço do Apache:


sudo systemctl restart apache2

O fato é que se ficou faltando alguma coisa, nos passos anteriores, a instalação do phpmyadmin irá cuidar de garantir que todas as dependências estejam instaladas e configuradas.
phpmyadmin frontscreen
Basta abrir a página http://localhost/phpmyadmin, para ver se tudo está bem ou não.

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