Como ler feeds RSS no navegador Google Chrome

Ao tentar abrir uma página, na Internet, contendo um feed RSS, usando o navegador Google Chrome ou Chromium, você vai ser apresentado a uma página exibindo código XML, sem muita utilidade para o que você quer — acompanhar os posts do site.
O navegador do Google, diferente do Firefox, pede que se instale uma extensão para leitura de feeds RSS ou Atom.

feed rss em xml
Código XML cru, no lugar da página de assinatura do feed.
Neste caso, é necessário instalar uma extensão no navegador.

Na loja de apps do Google Chrome (ou Google Web Apps) é possível encontrar vários add ons ou extensões para assinar e ler os feeds dos seus sites favoritos.
Neste post, apresento uma extensão oficial do Google. Ela pode ser obtida através do link abaixo:
https://chrome.google.com/webstore/search/rss%20subscription%20extension?hl=pt-BR&utm_source=chrome-ntp-launcher.

Como você pode ver, há outras opções a experimentar.

Em seguida ative o add on, com um clique.
google rss

Confirme a instalação.
A extensão tem como efeito imediato permitir que as páginas de feeds RSS acessadas sejam exibidas com listas de posts, em vez do código XML.
feed rss

Além disto, quando houver suporte, o ícone de inscrição no feed, ficará colorido (em laranja).
google rss reader

As páginas RSS dos sites que você gosta podem ser acessadas e assinadas (subscribed) com apenas um clique no botão RSS.

Adicione extensões para o GNOME Shell via Google Chrome

O navegador Google Chrome, pode ser usado para baixar e instalar facilmente novas extensões para o GNOME Shell.
Tudo o que você precisa fazer é integrar o navegador à interface — e isto é muito fácil!

Para fazer a configuração, basta dar 3 cliques.
Comece por acessar a página oficial de extensões do GNOME: https://extensions.gnome.org/.

Quando a extensão do navegador não se encontra instalada, a seguinte mensagem é exibida (em inglês: “To control GNOME Shell extensions using this site you must install GNOME Shell integration that consists of two parts: browser extension and native host messaging application.
Click here to install browser extension. See wiki page for native host connector installation instructions.”
.

Em uma tradução livre: “Para controlar o GNOME Shell extensions, usando este site, é necessário clicar aqui para instalar a extensão do navegador… ”

Veja, na imagem abaixo, aonde você tem que clicar.
gnome shell extension para chrome

Após clicar no link, o Google Chrome irá levá-lo ao painel da loja de apps do navegador, aonde você precisa confirmar a instalação.
gnome shell extension google chrome

chrome extension install confirm

Feita a confirmação, o Chrome prosseguirá com a instalação.
Quando estiver pronto, ele avisa, com a seguinte tela:
google chrome confirmation

Agora retorne ao site de instalação de extensões do GNOME: https://extensions.gnome.org/.

Se tudo correu bem, as extensões já poderão ser vistas e ativadas/desativadas.

Possíveis erros

Embora eu tenha me referido ao Google Chrome no decorrer do texto, na verdade, fiz todos os meus testes dentro do Google Chromiumque é “um pouquinho diferente”.
Deu tudo certo, aqui.

Eventualmente, pode haver uma tela com uma mensagem de erro, como a que é exibida abaixo.
erro google chrome

Neste caso, sugiro clicar no link dado, para verificar se você está com tudo pronto para receber a extensão no seu sistema.
Em geral, você pode resolver o problema com a instalação de um pacote extra na sua distro Linux.
Para isto, abra um terminal e execute o gerenciador de pacotes da sua distribuição (apt, dnf, yum etc.)
No Debian ou no Ubuntu, use o apt, assim:


sudo apt install chrome-gnome-shell

Pode ser necessário reiniciar o seu navegador, para ver os efeitos do procedimento.
Boa sorte! 😉

Como baixar e instalar uma versão mais atual do Firefox no Linux

O Debian tem, por política, a segurança e a estabilidade como prioridades.
Por isto é que não é a melhor distribuição para quem deseja usar as versões mais atualizadas de seus softwares preferidos.

O Debian é uma ótima distro para ter instalada em um computador de trabalho, em que a estabilidade do sistema é prioridade.
Se, a partir daí, você precisa instalar um ou outro aplicativo específico mais atualizado, a solução ideal é configurar os backports.
Através deste recurso, é possível instalar uma versão mais nova do Firefox, de maneira simples e limpa — veja como, no artigo Instale a versão mais atualizada do Firefox a partir dos backports.

Mesmo o Debian “testing” usa uma versão stable do Firefox (usualmente, o Firefox-ESR).
Infelizmente, para instalar as edições beta ou nightly do Firefox, os backports são insuficientes — principalmente no “testing”.
Para estes casos, use as soluções que seguem.
Não esqueça de conferir também este outro método de instalação através dos repositórios oficiais.

Download e instalação do Firefox direto do site da Mozilla

Faça o download da versão que você deseja direto do site da Mozilla — veja os links de download ao final do artigo, na sessão de Referências.
Em seguida, descompacte o arquivo baixado, dentro do diretório /opt, de acordo com o exemplo abaixo:


sudo tar xvjf ~/Downloads/firefox-57.0.4.tar.bz2

Não esqueça de alterar o meu exemplo, para contemplar o nome correto do seu arquivo, aí.
Com isto já será possível rodar o programa. Se você o instalou em /opt/firefox, pode executá-lo assim:


/opt/firefox/firefox

Se quiser executar o navegador digitando somente o seu nome, na CLI, será necessário criar um link simbólico (symlink) para o executável, em /usr/local/bin. Veja o meu exemplo:


sudo ln -s /opt/firefox/firefox-bin /usr/local/bin/firefox

# agora, execute o firefox:
firefox 

Para tornar o Firefox o navegador padrão do sistema, é possível fazer a seleção de dentro do navegador ou na CLI.
No segundo caso, se ainda estiver com o terminal aberto, rode o seguinte comando:


/opt/firefox/firefox-bin --setDefaultBrowser

# ou apenas
firefox --setDefaultBrowser

Por último, para fazer o programa aparecer no Dash do GNOME, quando pressionada a tecla Super, crie um arquivo .desktop em ~/.local/share/applications/:


gedit ~/.local/share/applications/firefox.desktop

Copie o seguinte conteúdo para dentro do arquivo, grave e saia do editor.

[Desktop Entry]
Name=Firefox
Comment=Navegador Mozilla Firefox
GenericName=Firefox 
X-GNOME-FullName=Firefox 
Exec=/opt/firefox/firefox-bin %u
Terminal=false
X-MultipleArgs=false
Type=Application
Icon=/opt/firefox/browser/icons/mozicon128.png
Categories=Network;WebBrowser;
MimeType=text/html;text/xml;application/xhtml+xml;application/xml;application/vnd.mozilla.xul+xml;application/rss+xml;application/rdf+xml;image/gif;image/jpeg;image/png;x-scheme-handler/http;x-scheme-handler/https;
StartupWMClass=Firefox
StartupNotify=true

firefox no dash do GNOME

Pode ser necessário reiniciar o GNOME ou a sessão atual para poder ver os resultados acima.
Se quiser, é possível arrastar o ícone do Firefox para a doca do GNOME.

Referencias

Firefox Stable: https://www.mozilla.org/en-US/firefox/.

Firefox Beta: https://www.mozilla.org/en-US/firefox/channel/desktop/#beta.

Firefox Nightly: https://www.mozilla.org/en-US/firefox/channel/desktop/#nightly.

Diferenças entre as versões Stable, Beta, Nightly e ESR do Firefox: https://coisasdogeek.com.br/doc/2016/08/16/firefox-stable-beta-aurora-nightly-ou-esr-qual-a-melhor-versao-do-navegador-para-voce/.

https://wiki.debian.org/Firefox.

Como editar o dicionário do Firefox

Com frequência você pode desejar adicionar palavras, como nomes próprios, ao dicionário do Firefox — e isto pode ser feito facilmente com um clique, com o botão direito do mouse (ou touchpad) sobre a palavra a ser acrescentada, durante a digitação de um texto.
Mas… e se eu adicionar uma palavra por engano???
Neste texto, vou mostrar como proceder para editar o arquivo de palavras do dicionário do Firefox — tanto para adicionar, como para corrigir ou apagar entradas indesejadas.
Para escrever este post, usei uma máquina com o Kde Neon instalado. Nesta distro, o Dolphin é o gerenciador de arquivos padrão.
Mesmo que você use outro sistema operacional ou outro gerenciador, os arquivos se encontram no mesmo lugar. Basta prestar atenção e adequar os exemplos ao seu caso, aí.
No Linux, os arquivos de configuração do seu perfil pessoal costumam ficar ocultos, para evitar acidentes ou poluir a visão do diretório com objetos que raramente são usados.
Para poder ver a pasta .Mozilla, onde se encontram os arquivos de configuração do navegador e do cliente de email Thunderbird, ajuste o seu gestor de arquivos para exibir os arquivos ocultos:

  • No Dolphin, tecle a combinação “Alt + .” ou selecione Hidden files, no menu Exibir.
  • Em outros gestores de arquivos Linux, use a combinação de teclas “Alt + h”.

Em seguida, abra a pasta “.mozilla” e localize a subpasta “firefox”.
Dentro desta última, localize uma outra pasta com um nome estranho. No meu caso, ela se chama “02zZgjsn.default”.
Firefox arquivo do dicionário.
Agora abra o arquivo “persdict.dat”
Dentro deste arquivo, é possível inserir novas palavras, editar as existentes ou remover as que você não deseja mais ou que tenha adicionado por acidente.
Quando terminar, grave o arquivo e reinicie o Firefox.
editar arquivo persdict

Gerencie seus links e páginas preferidas com o Buku

Todo mundo precisa gerenciar seus bookmarks ou links para páginas favoritas.
Uma boa gestão das suas páginas favoritas, pode ser a diferença entre gastar tempo precioso, (re)caçando a informação nos mecanismos de busca e ir direto ao ponto.
buku gestor de favoritos e bookmarks
O Buku, a princípio tem a desvantagem de não ser portável, como os gestores online.
Contudo, tem outras vantagens, como a segurança — criptografia, possibilidade de manter backup dos atuais bookmarks de seus navegadores etc.
Desenvolvido por Arun Prakash Jana, o Buku já tem pacotes de instalação disponíveis nos repositórios de várias distribuições Linux.
No Debian, ele pode ser instalado via apt:

sudo apt update
sudo apt install buku

Após a instalação, já é possível fazer uso do aplicativo, direto no terminal.
Para adicionar um novo link, use o ‘–add’:

buku --add https://elias.praciano.com

O aplicativo pode atualizar seu banco de dados em relação aos campos dos bookmarks online.
Se a opção ‘–update’ for dada sem acompanhamento algum, todos os títulos do banco de dados são atualizados.

buku --update

O ideal é copiar o endereço da barra do navegador para a linha de comando do Buku.
Caso o endereço contenha caracteres especiais, como ‘;’ ou ‘&’, coloque-o todo entre “aspas duplas” ou ‘aspas simples’.

Criptografia e privacidade

Muitas pessoas, em caso de roubo ou acesso não autorizado, não gostariam de expôr as páginas que guardam nos favoritos.
O Buku guarda as suas informações, usando criptografia AES 256 bit.
Para ativar o dispositivo de segurança, use a opção ‘–lock’ e para destravar, use ‘–unlock’:

buku --lock
Password: 
Password: 

File encrypted

Não esqueça de destravar, quando quiser fazer uso do banco de dados novamente:

buku --unlock
Password: 
File decrypted

how to encrypt buku database

Como realizar buscas dentro do banco de dados do Buku

De acordo com a página do manual do aplicativo, a busca funciona por meios misteriosos… 😉
Use a opção ‘–sall’, para realizar uma busca por todas as páginas que contenham a palavra ‘geek’:

buku --sall geek
1. https://elias.praciano.com [1]
   > Elias Praciano - Os tutoriais do geek

2. https://coisasdogeek.com.br/doc [2]
   > Coisas do Geek | Revista Geek
Results, ranges (x-y,(a)ll) to open: 

A opção ‘–sall’ quer dizer search all, ou “busca tudo”.
Como você pôde ver, no resultado acima, é possível abrir imediatamente (no navegador padrão do seu sistema) as páginas encontradas:

  • se teclar 1, abre https://elias.praciano.com
  • se teclar 2, abre https://coisasdogeek.com.br/doc
  • se teclar a, abre todas as opções listadas, acima
  • … ou tecle Ctrl C, para cancelar

Você pode procurar por mais de uma palavra, também:

buku --sall tutoriais elias

O buku irá mostrar todas as entradas que coincidam com as 2 palavras sugeridas acima:

1. https://elias.praciano.com [1]
   > Elias Praciano - Os tutoriais do geek

Results, ranges (x-y,(a)ll) to open: 

Veja as opções de busca:

  • --sany — abreviatura para search any. Faz a busca por qualquer uma das ocorrências descritas na linha de comando.
  • --sall — faz a busca por itens no banco de dados que contenham todas todas as ocorrências.
  • --deep — procura por coincidências entre substrings, ou seja, se “aprofunda” nas palavras.
    Por exemplo, se você procurar por “suse”, ele poderá retornar conteúdo com “openSuSE”.
  • --sreg — abreviatura para search regular expression. Faz a busca por expressões regulares.
  • --stag — faz as buscas pela tag fornecida na linha de comando

Você pode usar ‘–sall’ ou ‘–sany’ para listar todas entradas, se quiser:

buku --sall ""
1. https://elias.praciano.com [1]
   > Elias Praciano - Os tutoriais do geek

2. https://coisasdogeek.com.br/doc [2]
   > Coisas do Geek | Revista Geek

3. https:www.debian.org [3]

4. https://www.debian.org [4]
   > Debian -- The Universal Operating System

Results, ranges (x-y,(a)ll) to open: ^C
Interrupted.

Como remover um entrada de endereço favorito

Os bookmarks indesejados podem ser removidos com a opção ‘–delete’, acompanhada do número do índice dela no banco de dados.
Veja um exemplo:

buku --delete 3

ou vários índices de uma só vez. No exemplo, abaixo, como remover do 3 ao 6:

buku --delete 3-6
Bookmarks from index 3 to 6 deleted

Referências

Perfil do desenvolvedor no Github: https://github.com/jarun.
Página oficial do Buku no Github: https://github.com/jarun/Buku.
https://itsfoss.com/buku-command-line-bookmark-manager-linux/