Configure o DuckDuckGo como buscador padrão no Firefox

O Firefox já é um navegador mais amigável aos usuários que desejam ter mais privacidade online.
Ao fazer buscas mais “sensíveis” (conteúdo adulto, por exemplo), é comum as pessoas desejarem mais segurança e sigilo em relação aos seus dados e preferências de navegação.

O DuckDuckGo, como buscador, não permite rastreamento dos termos que você está usando. Claro que ele precisa de inserção de propagandas para financiar o projeto, mas apenas os termos da pesquisa são usados para determinar o tipo de comercial que será exibido. Seus dados pessoais ou os que permitam localizá-lo(a) não são colhidos.

Como configurar o Firefox para usar o DuckDuckGo como mecanismo de pesquisa padrão no PC ou no laptop

O Firefox já tem uma caixa de busca bastante democrática, que permite selecionar entre várias opções.
Firefox caixa de busca

Como comportamento padrão do Firefox, a última opção de busca se torna a padrão do navegador.

Quando o item não se encontra na lista, o jeito é configurar a ferramenta do navegador.
Você pode acessar o menu de configurações (ou preferences) através do botão de menu, no canto superior direito do navegador.
Uma outra forma de chegar lá (e talvez mais rápida) é através do endereço about:preferences#search (basta clicar ou tocar neste link).

Se o DuckDuckGo ainda não estiver aparecendo como opção, procure por ele em “Find more search engines” (encontre mais mecanismos de busca), na parte inferior da tela.

Isto é o suficiente para ter o DuckDuckGo como opção de buscas. É só usar.

Como configurar o Firefox para usar o DuckDuckGo como padrão no celular Android

O FireFox para dispositivos móveis (Android), no momento deste artigo, ainda é pouco amigável com o “buscador do pato pato”.

O que realmente funciona é instalar a extensão do DuckDuckGo, a partir do repositório oficial de extensões do Mozilla Firefox.
Extensão oficial DuckDuckGo para Firefox

Para isso, vá ao endereço https://addons.mozilla.org/pt-BR/firefox/addon/duckduckgo-for-firefox/ e selecione a instalação.
Extensão oficial DuckDuckGo para Firefox

Após a instalação, você poderá fazer suas pesquisas no motor do DuckDuckGo, através do menu do app Firefox. É o último item da lista.
Extensão oficial DuckDuckGo para Firefox

Configure os repositórios no Debian testing para baixar e usar o Firefox beta

Se você não está satisfeito(a) com a versão do Firefox presente no seu sistema Debian… bem vindo(a) ao clube!
Estou usando a versão “testing” do Debian 10 Buster e não fiquei satisfeito com o Firefox-ESR, presente na distro.

O ponto forte da edição ESR é a estabilidade do navegador. Ele é, simplesmente, à prova de balas.
Mas eu gosto de usar também a versão Beta ou Nightly. Clique aqui, para saber as diferenças entre elas.

Vou mostrar como configurar o seu sources.list para obter a versão mais atual (experimental) do Firefox, no Debian “testing”.
Se você usa outra versão do Debian, por favor leia este artigo.
Tenha em mente que este tipo de alteração pode comprometer a segurança do seu sistema.
Se preferir usar apenas uma versão do navegador, remova a atual:


sudo apt remove firefox-esr

Agora edite o arquivo /etc/apt/sources.list, incluindo a seguinte linha ao final:

deb http://http.debian.net/debian experimental main

Em seguida, atualize o repositório:


sudo apt update

e instale o navegador:


sudo apt install -t experimental firefox

Agora, já é possível usar a nova versão do Firefox.

Referências

http://mozilla.debian.net/.

Como baixar e instalar uma versão mais atual do Firefox no Linux

O Debian tem, por política, a segurança e a estabilidade como prioridades.
Por isto é que não é a melhor distribuição para quem deseja usar as versões mais atualizadas de seus softwares preferidos.

O Debian é uma ótima distro para ter instalada em um computador de trabalho, em que a estabilidade do sistema é prioridade.
Se, a partir daí, você precisa instalar um ou outro aplicativo específico mais atualizado, a solução ideal é configurar os backports.
Através deste recurso, é possível instalar uma versão mais nova do Firefox, de maneira simples e limpa — veja como, no artigo Instale a versão mais atualizada do Firefox a partir dos backports.

Mesmo o Debian “testing” usa uma versão stable do Firefox (usualmente, o Firefox-ESR).
Infelizmente, para instalar as edições beta ou nightly do Firefox, os backports são insuficientes — principalmente no “testing”.
Para estes casos, use as soluções que seguem.
Não esqueça de conferir também este outro método de instalação através dos repositórios oficiais.

Download e instalação do Firefox direto do site da Mozilla

Faça o download da versão que você deseja direto do site da Mozilla — veja os links de download ao final do artigo, na sessão de Referências.
Em seguida, descompacte o arquivo baixado, dentro do diretório /opt, de acordo com o exemplo abaixo:


sudo tar xvjf ~/Downloads/firefox-57.0.4.tar.bz2

Não esqueça de alterar o meu exemplo, para contemplar o nome correto do seu arquivo, aí.
Com isto já será possível rodar o programa. Se você o instalou em /opt/firefox, pode executá-lo assim:


/opt/firefox/firefox

Se quiser executar o navegador digitando somente o seu nome, na CLI, será necessário criar um link simbólico (symlink) para o executável, em /usr/local/bin. Veja o meu exemplo:


sudo ln -s /opt/firefox/firefox-bin /usr/local/bin/firefox

# agora, execute o firefox:
firefox 

Para tornar o Firefox o navegador padrão do sistema, é possível fazer a seleção de dentro do navegador ou na CLI.
No segundo caso, se ainda estiver com o terminal aberto, rode o seguinte comando:


/opt/firefox/firefox-bin --setDefaultBrowser

# ou apenas
firefox --setDefaultBrowser

Por último, para fazer o programa aparecer no Dash do GNOME, quando pressionada a tecla Super, crie um arquivo .desktop em ~/.local/share/applications/:


gedit ~/.local/share/applications/firefox.desktop

Copie o seguinte conteúdo para dentro do arquivo, grave e saia do editor.

[Desktop Entry]
Name=Firefox
Comment=Navegador Mozilla Firefox
GenericName=Firefox 
X-GNOME-FullName=Firefox 
Exec=/opt/firefox/firefox-bin %u
Terminal=false
X-MultipleArgs=false
Type=Application
Icon=/opt/firefox/browser/icons/mozicon128.png
Categories=Network;WebBrowser;
MimeType=text/html;text/xml;application/xhtml+xml;application/xml;application/vnd.mozilla.xul+xml;application/rss+xml;application/rdf+xml;image/gif;image/jpeg;image/png;x-scheme-handler/http;x-scheme-handler/https;
StartupWMClass=Firefox
StartupNotify=true

firefox no dash do GNOME

Pode ser necessário reiniciar o GNOME ou a sessão atual para poder ver os resultados acima.
Se quiser, é possível arrastar o ícone do Firefox para a doca do GNOME.

Referencias

Firefox Stable: https://www.mozilla.org/en-US/firefox/.

Firefox Beta: https://www.mozilla.org/en-US/firefox/channel/desktop/#beta.

Firefox Nightly: https://www.mozilla.org/en-US/firefox/channel/desktop/#nightly.

Diferenças entre as versões Stable, Beta, Nightly e ESR do Firefox: https://coisasdogeek.com.br/doc/2016/08/16/firefox-stable-beta-aurora-nightly-ou-esr-qual-a-melhor-versao-do-navegador-para-voce/.

https://wiki.debian.org/Firefox.

3 maneiras de assistir ao Netflix no Linux

O grande problema do Netflix é a “necessidade” da companhia de proteger o conteúdo contra cópia ilegal.
Em virtude disto, ela cria uma série de dificuldades que, se não são intencionais, são consequência desta “paranoia antipirataria”.
netflix front page
No smartphone Android, a Netflix impede que tiremos screenshots da tela do app — o que dificulta que muitos usuários compartilhem o que estão vendo nas redes sociais.
Softwares com DRM criam situações de risco à sua segurança e você provavelmente deveria avaliar melhor se realmente precisa do Netflix para assistir ao seu conteúdo favorito.
De qualquer maneira, uma destas 3 opções deve servir para você:

  1. Google Chrome — este foi o primeiro navegador a adicionar suporte total a execução de mídias através do Netflix. Qualquer versão atual dele fará o trabalho.
  2. Mozilla Firefox — adicionou suporte ao Netflix após a versão 51.
  3. Use uma máquina virtual… — na minha opinião, esta é a opção mais complicada. Mas, se você já faz uso de uma máquina virtual para rodar o Windows dentro, não custa mesmo nada instalar o app nativo do Netflix para aquela plataforma.

Referências

http://www.makeuseof.com/tag/watch-netflix-linux-4-tricks/.

Como editar o dicionário do Firefox

Com frequência você pode desejar adicionar palavras, como nomes próprios, ao dicionário do Firefox — e isto pode ser feito facilmente com um clique, com o botão direito do mouse (ou touchpad) sobre a palavra a ser acrescentada, durante a digitação de um texto.
Mas… e se eu adicionar uma palavra por engano???
Neste texto, vou mostrar como proceder para editar o arquivo de palavras do dicionário do Firefox — tanto para adicionar, como para corrigir ou apagar entradas indesejadas.
Para escrever este post, usei uma máquina com o Kde Neon instalado. Nesta distro, o Dolphin é o gerenciador de arquivos padrão.
Mesmo que você use outro sistema operacional ou outro gerenciador, os arquivos se encontram no mesmo lugar. Basta prestar atenção e adequar os exemplos ao seu caso, aí.
No Linux, os arquivos de configuração do seu perfil pessoal costumam ficar ocultos, para evitar acidentes ou poluir a visão do diretório com objetos que raramente são usados.
Para poder ver a pasta .Mozilla, onde se encontram os arquivos de configuração do navegador e do cliente de email Thunderbird, ajuste o seu gestor de arquivos para exibir os arquivos ocultos:

  • No Dolphin, tecle a combinação “Alt + .” ou selecione Hidden files, no menu Exibir.
  • Em outros gestores de arquivos Linux, use a combinação de teclas “Alt + h”.

Em seguida, abra a pasta “.mozilla” e localize a subpasta “firefox”.
Dentro desta última, localize uma outra pasta com um nome estranho. No meu caso, ela se chama “02zZgjsn.default”.
Firefox arquivo do dicionário.
Agora abra o arquivo “persdict.dat”
Dentro deste arquivo, é possível inserir novas palavras, editar as existentes ou remover as que você não deseja mais ou que tenha adicionado por acidente.
Quando terminar, grave o arquivo e reinicie o Firefox.
editar arquivo persdict