Como impedir que o Ubuntu ajuste o brilho ao máximo, quando ligar o notebook

Alguns usuários reclamam de que os ajustes de brilho da tela do computador se perdem, quando reiniciam o sistema.
Este site tem várias dicas de ajuste do brilho, do contraste e da temperatura do monitor, para Ubuntu (e que funcionam tranquilamente na maioria das outras distros GNU/Linux) — mas alguns leitores retornam dizendo que seus ajustes foram “pulverizados” quando desligaram/ligaram o sistema.
Obviamente, isto não acontece quando você faz uso de um arquivo de configuração ou de um aplicativo que é disparado toda vez que a sua sessão no Linux inicia.
Conheço várias abordagens para este problema. Pelo menos 3 delas são universais (funcionam em qualquer distro) e são de simples aplicação.
Como sempre, caso não saiba o que está fazendo, não faça.
Se for fazer, faça por sua própria conta e risco e não brinque em equipamentos de produção.
Você foi avisado(a).

Inscreva o módulo de ajuste do vídeo na lista negra

Parece radical, mas é simples.
Eu experimentei esta solução em um notebook Samsung Ativ Ultra, rodando Ubuntu 14.04 LTS e em um netbook STI Infinity 1093g, rodando o Trisquel Linux Belenos (excelente distro, por sinal!).
blacklist-video-linux-lista-negra-
Se você tiver algum efeito colateral, é muito fácil desfazer as alterações — e tudo volta ao normal.
Use o seu editor de texto favorito (para editar códigos) e abra o arquivo /etc/modprobe.d/blacklist:

sudo editor etc/modprobe.d/blacklist

Ao final do arquivo, acrescente as linhas:

# Para impedir o sistema de autoregular o brilho da tela
blacklist video

Agora, você pode ajustar o brilho, com a sua ferramenta favorita. Ao desligar e ligar novamente o computador, os ajustes tenderão a ainda estar lá (espero).
Se algo der errado, ou nada acontecer, remova o texto acrescentado ao arquivo etc/modprobe.d/blacklist e tente outra abordagem.

Inscreva a linha de configuração nos aplicativos de sessão

Há vários aplicativos para regular o brilho, o contraste e outros atributos da imagem do seu monitor.
Os principais são o xcalib e o xbacklight — se você não os conhece, clique nos links, para saber como funcionam.
No Ubuntu, use o Dash para encontrar o painel de aplicativos de sessão:

como iniciar os aplicativos de sessão a partir do Dash
Clique para ampliar

Em seguida, inclua uma entrada com o comando xbacklight ou o xcalib, grave e feche.
configurar aplicativos sessão
Clique para ampliar

Clique em adicionar e forneça o comando completo. No exemplo, da imagem, o comando xbacklight -set 40:
captura de tela - configurar aplicativo de sessão no ubuntu
Clique para ampliar

Na próxima vez em que você iniciar a sessão, o comando será executado logo após o login.

Use um aplicativo completo de ajuste do LED ou LCD do seu monitor

Aplicativos, como o Redshift ou o X.Flux, são voltados para regular a temperatura das cores do seu monitor. O objetivo é proporcionar, no decorrer do dia ajustes suaves e automáticos, em função da hora e da iluminação ambiente, mais conforto visual ao usuário.
Esta é minha solução preferida. Eu uso o Redshift para ajustar automaticamente vários atributos da imagem do monitor, ao longo do dia — temperatura, gamma, contraste, brilho etc.
Em outras palavras, com esta solução, é possível ajustar uma quantidade bem maior de itens relativos ao seu display e de maneira dinâmica.
Leia mais sobre o Redshift, aqui. Sobre o X.Flux, leia mais aqui.

Ajuste o rc.local

Esta solução é muito dependente do hardware em questão. Portanto, se você não encontrar os arquivos de configuração, aqui descritos, esta solução não é para você.
Se você tiver o xbacklight presente no seu sistema, use-o para alterar o brilho mais uma vez, como no exemplo:

xbacklight -set 10
xbacklight -get
9.473684

Se estiver presente no seu sistema, é possível verificar o valor atual do brilho do monitor no arquivo /sys/class/backlight/acpi_video0/brightness

cat /sys/class/backlight/acpi_video0/brightness 

O valor é exposto na forma arredondada:

9

O “truque” trata de reajustar o valor do brilho em um dos arquivos de inicialização do sistema.
O reajuste do valor do brilho será feito no arquivo /etc/rc.local — e você precisa de privilégios administrativos para ajustar este arquivo.
Abra-o, com seu editor favorito e copie para dentro dele (antes da linha exit 0) a seguinte linha:

echo 20 > /sys/class/backlight/acpi_video0/brightness

Sinta-se â vontade para usar outro valor, diferente de 20.
Tome cuidado para não usar valores muito baixos, que podem deixar a sua tela toda preta — o que vai dificultar a correção do problema.
Veja, na imagem, como ficou pra mim:

Captura de tela do arquivo rc.local
Clique para ampliar.

Esta solução foi descrita na página de bugs do Ubuntu: https://bugs.launchpad.net/ubuntu/+bug/849091.

Conclusão

É importante que se diga, caso uma das dicas não funcione para você, tenha em mente que hardwares diferentes demandam soluções diferentes.
Tenho certeza de não ter esgotado o assunto — e de que há muito mais para ser dito sobre como regular a imagem de um display no Linux. Sinta-se à vontade para propor sua solução favorita, nos comentários ou como tudo funcionou para você.

Como compilar e instalar o Redshift no Linux

O Redshift é um programa que protege os seus olhos e o seu sono através de algumas configurações automáticas do seu monitor — o aplicativo aquece a temperatura das cores do display, variando a intensidade de acordo com o horário do dia.
entardecer
Neste artigo, expliquei como instalar o Redshift no Ubuntu e dei várias dicas de configuração, para ajustar melhor o funcionamento do aplicativo às suas necessidades.
Neste post, vou mostrar o passo a passo para compilar o Redshift em seu sistema.
A vantagem de compilar seus programas é que você normalmente vai usar código mais atual e mais ajustado.
Mesmo não sendo um “usuário avançado”, você pode se beneficiar ao baixar e compilar o código fonte — isto não é complicado.

  • Software compilado, roda melhor no seu computador.
  • É possível obter versões mais novas do software, no site do desenvolvedor, ainda não disponíveis nos repositórios da sua distro.

Não bagunce o seu sistema: Se o Redshift já estiver instalado, você deve removê-lo, antes de prosseguir.
Se estiver afim, baixe o código do redshift e prossiga na leitura.
Após baixar o pacote com o código do Redshift, note que há um arquivo de texto, chamado HACKING, que contém as instruções para compilar.
Ao final deste arquivo, há uma relação de bibliotecas de desenvolvimento que precisam estar instaladas para você poder compilar o Redshift.
São as dependências:

* autotools, gettext
* libdrm (Optional, for DRM support)
* libxcb, libxcb-randr (Optional, for RandR support)
* libX11, libXxf86vm (Optional, for VidMode support)
* geoclue (Optional, for geoclue support)

Acima, eu destaquei, com fundo mais escuro, as dependências que vou instalar no meu sistema (XUbuntu 14.04).
Além destas, vou ter que instalar o autoconf e o gettext, pacotes de ferramentas necessárias para compilar código em C.
Veja o processo, passo a passo:

sudo apt-get install autotools-dev libxcb1-dev libxcb-randr0-dev gettext autoconf autopoint
./bootstrap
./configure --enable-ubuntu --enable-gui --enable-randr
make
sudo make install

Se o processo for bem sucedido, já dá pra rodar o Redshift.
Se você quiser, pode remover parte dos pacotes instalados:

sudo apt-get purge autotools-dev libxcb1-dev libxcb-randr0-dev gettext autoconf autopoint

Uma vez instalado o programa, eles já não são mais necessários.
Se você tiver interesse em saber como usar as funções básicas do Redshift e como editar o arquivo de configuração do programa, leia este artigo.
Tenha noites/madrugadas produtivas! — e aproveite para compartilhar o post nas redes sociais. 🙂

Referências

Fonte: blog do Jon Lund Steffensen, um dos desenvolvedores.
Leia mais sobre como compilar seus programas no Linux.
Dicas de configuração no Wiki do ArchLinux.
Wikipedia: verbete sobre melatonina.

Comandos para ajustar o brilho da tela.

É possível controlar o brilho da tela através de alguns comandos do teclado. Isto pode ser útil quando as teclas de controle específicas não estão funcionando no seu notebook, por exemplo.
As teclas de controle padrão, em laptops, costumam ser acessíveis através do pressionamento conjunto de uma tecla de função.

Teclas especiais ajuste brilho notebook
Clique para ampliar.

No meu meu caso, para regular o brilho da tela do meu laptop, eu uso a combinação Fn + F11 (para reduzir o brilho) e Fn + F12 (para aumentar).
Se você tiver dúvidas, consulte o manual do seu notebook.
Neste post, vou mostrar 3 métodos para controlar brilho do seu monitor. Se você conhece ou prefere outras formas, contribua nos comentários.

Use o xbacklight para regular o brilho da tela

O programa xbacklight tem a função de ajustar o brilho da tela, através de uma extensão do (outro programa) RandR.
Em outros textos, já mostrei como usar o RandR para alterar a resolução e instalar mais monitores no seu sistema.
O uso básico do xbacklight é este:

  • Para aumentar o brilho em 10%: xbacklight --inc 10.
  • Para reduzir o brilho em 10%: xbacklight --dec 10.

O aplicativo xbacklight permite mais ajustes, inclusive regular a escala e a gradatividade — para evitar o incômodo causado pelas mudanças bruscas: Leia mais sobre o xbacklight e suas opções de uso, aqui.

Use o redshift

Recentemente, escrevi sobre o x.flux (ou f.lux) e sobre o redshift. — A principal função deles não é ajustar o brilho da tela, mas a temperatura das cores da sua tela.
Ambos são projetados para rodar em background e, automaticamente, fazer ajustes de acordo com a hora do dia.
Com isto, o f.lux e o redshift contribuem para o maior conforto do usuário que precisa usar o computador à noite — além disto, pode prevenir a dificuldade que muitas pessoas têm de pegar no sono, após horas exaustivas de trabalho no PC.
O redshift, especificamente, pode ser usado para regular o brilho também.
Ao indicar a latitude de sua localização, é possível informar também a intensidade da luz emitida pelo backlight do seu visor. Veja:

redshift -b DAY:NIGHT

No caso, troque as variáveis DAY e NIGHT pelos valores de brilho que você deseja obter de dia e à noite.
Os valores vão de 0.1 a 1.0.

» Leia mais sobre o redshift.

A solução, pelo redshift, pode ser a indicada para quem deseja algo definitivo, sem a necessidade de ficar arrumando as configurações do monitor, toda vez que for usar o computador — o redshift ajusta o seu monitor, assim que você der login.

Use o xfpm-power-backlight-helper

Esta solução é voltada para quem usa o XFCE, como ambiente desktop. Este é o caso do Xubuntu.
Apesar do nome grande, a solução não é complicada. Você pode copiar e colar os comandos em um terminal.

O xfpm-power-backlight-helper faz parte do pacote de aplicativos de gestão de energia do ambiente desktop XFCE. Por isto, você provavelmente não irá encontrá-lo no Ubuntu padrão, cujo desktop é comandado pelo Unity.

Para verificar o valor do brilho atual do seu monitor, use o comando assim:

xfpm-power-backlight-helper --get-brightness

Para verificar o valor máximo do brilho atual…

xfpm-power-backlight-helper --get-max-brightness

Para alterar o valor, contudo, você precisará ser root e precisa rodar o programa de dentro do pkexec. Veja como alterar o valor do brilho para 80:

pkexec --user root xfpm-power-backlight-helper --set-brightness 80

Se você pretende diminuir o brilho da tela, faça isto gradativamente, para não acabar com uma tela totalmente preta e sem saber o que está acontecendo.

Leia mais sobre “brilho da tela do monitor” na sessão de busca do site.

Redshift: Ajuste automático da temperatura do monitor

O Redshift é um aplicativo que ajusta a temperatura das cores do monitor em função da iluminação ambiente, de acordo com a hora do dia.
O programa aquece gradativamente as cores do display ao cair da tarde, o que proporciona, pelo menos, 2 benefícios ao usuário, que precisa usar o computador à noite ou em ambiente com iluminação artificial:

  • Maior conforto visual, para quem experimenta uma exposição prolongada durante a noite
  • Reduz a possibilidade de distúrbios do sono, causados exposição à luz branca intensa ou excessiva, do display

O programa funciona tal como o x.flux — foi inclusive inspirado nele, de acordo com o seu desenvolvedor.
Redshift - temperatura de cores quente
Ambos aplicativos surgiram de estudos (citados em seus sites) que comprovam os benefícios dos ajustes da temperatura das cores do monitor, sobretudo para quem trabalha muito à noite.
Programas, como o Redshift ou o x.flux, podem prevenir a redução da produção de melatonina pelo seu organismo — e, por isto, ajudam você a dormir melhor.
Se você usa uma distro Linux atual, talvez não precise instalar um programa adicional, pois este tipo de ajuste pode ser feito direto no painel de configurações.
Neste post, vou mostrar como instalar o Redshift e como configurar o seu funcionamento.

“Em humanos, a melatonina tem sua principal função em regular o sono; ou seja, em um ambiente escuro e calmo, os níveis de melatonina do organismo aumentam, causando o sono. Por isso é importante eliminar do ambiente quaisquer fontes de som, luz, aroma, ou calor que possam acelerar o metabolismo e impedir o sono, mesmo que não percebamos.”

Como instalar o Redshift

No Ubuntu, o aplicativo pode ser instalado com o apt-get. Veja como:

sudo apt-get update
sudo apt-get install redshift

Se você quiser instalar o front-end gráfico, em GTK que permite controlar o Redshift na bandeja do sistema, acrescente o seguinte comando ao terminal:

sudo apt-get install redshift-gtk

Após algum tempo, o ícone do aplicativo deve aparecer na bandeja do sistema, permitindo que você faça alguns ajustes nele. Se isto não acontecer, execute o redshift-gtk, do terminal — ou do Dash, no Ubuntu.
Se você tiver interesse, pode baixar o código da versão mais atualizada do programa para compilar e instalar no seu sistema — direto do site do desenvolvedor (veja no final do post).

Prefere compilar o código?

Eu também prefiro. Leia este passo a passo para baixar e compilar o Redshift no seu computador.

Alguns ajustes iniciais pro Redshift

redshift temperatura de cores friaTudo o que o Redshift precisa, para ajustar as cores do monitor para atender as condições de luz em cada hora do dia, é a sua localização em latitude e longitude.
Você pode consultar o mapa do site do f.lux: https://justgetflux.com/map.html para obter a sua latitude e longitude exatas.
Em seguida informe sua LATITUDE e LONGITUDE, respectivamente, assim:

redshift -l 32.7:-107.2

As temperaturas padrão do aplicativo são:

  • Temperatura diurna: 5500K
  • Temperatura noturna: 3700K

Se você quiser, pode alterá-las para outros valores. Para usar 6000 para a temperatura diurna e 3600 para a noturna, use o seguinte comando:

redshift -t 6000:3600

Para interromper o aplicativo, use Ctrl + C ou o comando pkill -9 redshift
No Ubuntu, após a instalação, o Redshift será carregado automaticamente.
Se isto não acontecer, inicie-o, de um terminal:

redshift-gtk &

opções do menu do redshift-gtk
Clique para detalhes.
Após ter iniciado a interface gráfica, selecione Início automático, se quiser que o aplicativo seja disparado toda vez que você der login no sistema.
O Redshift também permite, entre outras coisas, alterar o brilho do monitor. Veja como fazer isto, usando o parâmetro -b, para informar o brilho a ser usado durante o dia e durante a noite:

redshift -b 1.0:0.8

No comando acima, o Redshift foi configurado para usar o brilho máximo durante o dia (1.0) e reduzir para 80%, durante a noite (0.8). Você pode usar valores entre 1.0 e 0.1, portanto.

redshift-status-on

LEIA MAIS

Como criar um arquivo de configurações pro Redshift

O Redshift pode usar um arquivo personalizado de configurações. A vantagem deste método (para mim) é poder indicar de uma vez só a maneira como eu gostaria que ele rodasse — e, toda vez que eu quiser alterar alguma coisa, acho mais cômodo abrir o meu arquivo (com meus próprios comentários) e reajustar um ou outro parâmetro.
Se você criar o arquivo .conf/redshift.conf, este será lido automaticamente pelo programa.
Veja como ficou o meu:

; Ajustes gerais
[redshift]
temp-day=4500K
temp-night=3500
; Transição: 1=ativo e 0=inativo
transition=0
gamma=0.8:0.7:0.8 
location-provider=manual
adjustment-method=randr
brightness=0.7:0.4
 
; Se você indicou location-provider=manual, lá em cima, então precisa
; preencher a seção abaixo.
; a localização abaixo se refere a 
; Jericoacoara, CE
[manual]
lat=-2.7956
lon=-40.5142

Referências

Fonte: blog do Jon Lund Steffensen, um dos desenvolvedores.
Dicas de configuração no Wiki do ArchLinux.
Wikipedia: verbete sobre melatonina.

Como instalar e usar o f.lux

O f.lux é um aplicativo criado para tornar mais confortável o uso do seu monitor à noite. Ele ajusta automaticamente a temperatura das cores do monitor ao longo do dia, para tornar seu uso mais confortável e evitar dificuldades de dormir após a exposição prolongada à noite.
Com as mesmas funções que o Redshift, ao cair da tarde, o f.lux “aquece” a temperatura das cores da tela — o que causa a sensação de conforto visual.
O software, desenvolvido por Michael Herf, tende a prevenir insônia causada pela exposição à luminosidade excessiva da tela do seu computador.
O programador Kilian Valkhof, desenvolveu uma versão para usar no Ubuntu — como iremos ver aqui.

ajuste, temperatura, cores, Linux, Ubuntu
Ajuste automático da temperatura de cores no Linux, com f.lux

O aplicativo tem versões para os principais sistemas operacionais do mercado (exceto Android). Vou mostrar como instalar, configurar e usar o aplicativo no Linux.

Como instalar f.lux no Ubuntu

Para instalar no Ubuntu, é preciso adicionar o repositório de Kilian e, em seguida, basta seguir o processo normal de instalação via apt-get. Abra um terminal (Ctrl+Alt+TL), copie e cole cada uma das linhas, que segem:

sudo add-apt-repository ppa:kilian/f.lux
sudo apt-get update
sudo apt-get install fluxgui

Isto deverá ser o suficiente para adicionar à barra superior (no Ubuntu) o ícone no f.lux
Para configurar o aplicativo, clique no ícone e selecione Preferences. Em seguida, informe sua latitude.

F.lux app indicator no Ubuntu
Clique para ampliar.

Eventuais problemas

O aplicativo ainda não está totalmente pronto e pode não funcionar tão bem.
Algumas placas de vídeo ainda não são suportadas — o que provavelmente pode ser resolvido se você atualizar seus drivers.
Em computadores 64bit, é necessário instalar o ia32-libs antes, para obter um funcionamento adequado do aplicativo.
Suporte a múltiplos monitores são providos pelo aplicativo para linha de comando — que será abordado a seguir.

Instalando o xflux daemon na linha de comando

Se você não usa o Ubuntu, pode instalar o daemon xflux e usufruir de todas as suas benesses em outras distribuições Linux.
Como recurso adicional, esta versão suporta múltiplos monitores.
Faça o download da versão 64bit ou da versão 32bit.
Uma vez baixado o aplicativo, abra um terminal e o descompacte:

tar xvvzf xflux-pre.tgz

Se você optou por baixar a versão 64bit, descompacte assim:

tar xvvzf xflux64.tgz

Saiba mais sobre o comando tar.

Como usar o xflux

Feito o download e a descompactação, rode o aplicativo informando sua latitude atual. Caso você não saiba, informe-se neste site:
https://justgetflux.com/map.html
Veja como fica a execução do aplicativo, para quem está em Fortaleza, Ceará:

xflux -l -3.7319

No exemplo, acima, eu apenas informei a latitude da cidade de Fortaleza.
Opcionalmente você pode indicar, exatamente, qual o ambiente que você tem ao anoitecer:

  • Ember: 1200K — este é o brilho mínimo, indicado para quem está sob as mais precárias condições de iluminação
  • Candle: 1900K — como o nome indica, voltado para quem está trabalhando à luz de velas
  • Warm Incandescent: 2300K — indicado para uso com luz incandescente
  • Halogen: 3400K — este é valor padrão, indicado para a maioria das pessoas
  • Fluorescent: 4200K — quem trabalha em um escritório bem iluminado pode se sentir mais confortável com este valor
  • Daylight: 5500K — valor de iluminação que corresponde à (quase) iluminação do dia (6500K)

Para indicar o valor desejado, em Kelvin, use a opção -k. Veja como:

xflux -l -3.7319 -k 4200

Se quiser interromper o uso do aplicativo, use o comando killall:

killall xflux

Simples, não é?

Conclusão

Como dica final, sugiro o uso da versão de download e execução na linha de comando. O motivo disto é que esta versão é a mais atual.
Quem usa a versão de linha de comando, precisa consultar a documentação do seu sistema para configurá-lo para iniciar o aplicativo automaticamente a cada vez que o sistema for iniciado — ou então você terá que lembrar de ativá-lo, o que eu não acho muito viável.

LEIA MAIS

Sinta-se à vontade para comentar e dar outras dicas de uso do aplicativo sempre que quiser.