Como ajustar o GIMP para iniciar sempre com sua ferramenta favorita

Das inúmeras ferramentas do editor de imagens GIMP, cada usuário tem as suas favoritas ou, pelo menos, as que mais usa.
No meu caso, a mais usada é a ferramenta de seleção retangular.
O problema é que, ao instalar o aplicativo — quando já não vem instalado… — a ferramenta padrão é o aerógrafo (que raramente uso).
Você pode acessar facilmente, através de atalhos de teclado, qualquer uma destas duas ferramentas:

  • Ctrl + b + r — ativa a seleção retangular
  • Ctrl + b + a — ativa o aerógrafo

Se você prefere que o GIMP já entre com a sua ferramenta preferida pré-selecionada, siga estes passos:

  1. Selecione a ferramenta que você deseja deixar sempre ativada no início
  2. Abra o menu de preferências do GIMP: Editar/Preferências
  3. Clique na aba “opções de ferramentas” ou “toolbox options” (na versão em inglês do aplicativo)
  4. Agora clique sobre o botão “Salvar opções de ferramentas agora”.
    Opcionalmente, você pode deixar marcada a caixa (acima do botão) “Salvar opções de ferramentas ao sair”

gimp preferencias das ferramentas
Com isto, nas próximas vezes em que o GIMP for executado, ele já irá iniciar com a sua ferramenta favorita ativa e pronta para uso.
gimp tela padrão
Happy gimping!

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Como ajustar a taxa de repetição de teclas no Linux

Muita gente conhece o caminho para ajustar as taxas de repetição de teclas e o tempo de espera, antes de começar a repetição, na interface gráfica (GUI).
Esta possibilidade está presente também para quem está usando um terminal.

Se você não tem acesso a uma GUI, neste momento, vou mostrar como ajustar os seguintes valores, no terminal:

  • Typematic Rate — velocidade de repetição das teclas – em cps (caracteres por segundo)
  • Delay — o tempo de espera, depois que a tecla é mantida pressionada, para começar a repetição – em ms (milésimos de segundo)

O comando a ser usado é o kbdrate e ele pode ser digitado, sem qualquer parâmetro ou opção, no teclado. Neste caso, ele irá mostrar apenas as configurações atuais:

kbdrate

Typematic Rate set to 10,9 cps (delay = 250 ms)

Não esqueça: em algumas distribuições GNU/Linux, pode ser necessário rodar o comando com privilégios administrativos.
Em alguns sistemas, este comando irá também resetar seus valores para o padrão: 10.9 cps/250 ms.
Se quiser usar o aplicativo dentro de um script do sistema e não quiser também que ele dê algum retorno, use a opção ‘-s’ (silent):

kbdrate -s

Os outros parâmetros ajustáveis são:

  • -r — ajuste da taxa de repetição ou rate. Em sistemas baseados em processadores Intel, os valores possíveis variam entre 2.0 e 30.0 cps.
    Ainda, dentro desta faixa, apenas alguns valores são aceitos e o programa irá selecionar o valor válido mais próximo do que você digitou.
    Os valores aceitos são: 2.0, 2.1, 2.3, 2.5, 2.7, 3.0, 3.3, 3.7, 4.0, 4.3, 4.6, 5.0, 5.5, 6.0, 6.7, 7.5, 8.0, 8.6, 9.2, 10.0, 10.9, 12.0, 13.3, 15.0, 16.0, 17.1, 18.5, 20.0, 21.8, 24.0, 26.7, 30.0.
    De acordo com o manual do kbdrate, em sistemas SPARC-based, a faixa de valores aceitos se estende a 50 cps.
  • -d — ajuste do delay ou tempo de espera até começar a repetir, em milissegundos.
    Em sistemas Intel, os valores aceitos vão de 250 a 1000 ms (“pulando” de 250 em 250).

Se quiser ajustar a taxa de repetição para 24 caracteres por segundo, com um delay de 250 milissegundos, use o seguinte comando:

kbdrate -r 24 -d 250
Typematic Rate set to 24,0 cps (delay = 250 ms)

A documentação adverte que nem todos os teclados são suportados ou suportam todas as taxas. Você vai ter que testar, portanto.
O meu teclado Dell KM 632 não aceitou adequadamente todas as configurações do kbdrate, para citar um exemplo.
Me conte, nos comentários, como o comando funcionou para você.

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Configurações básicas do xterm

Um dos emuladores de terminal mais comuns e tradicionais, presente nos mais diversos ambientes gráficos é o xterm.
Ele não é muito usado, uma vez que cada window manager ou desktop environment costuma oferecer o seu próprio padrão.
Se você usa um sistema com o GNOME instalado, o padrão é o GNOME-terminal.
Já para usuários do KDE, o padrão será o Konsole.
xterm on gnome shell dash
Embora o xterm não seja “tão fácil” (dependendo do ponto de vista) de personalizar, como os outros emuladores de terminal citados, ele também tem uma boa quantidade de possibilidades de personalização.
Os ajustes do xterm, contudo, não são feitos através de menus e painéis gráficos — mas na linha de comando e em um arquivo de configuração.

Exemplos de uso do aplicativo xterm

xterm borders adjust
Como você pode observar, na imagem acima, entre os vários ajustes visuais que podem ser feitos, a margem entre o início da área do texto e a borda externa do aplicativo — pode ser realizado com a opção ‘-b’. Veja um exemplo do comando:

xterm -b 50

Este comando irá definir uma margem interna de 50 pixels. Você conferir o resultado na imagem abaixo, com o xterm rodando no KDE, com tema escuro.
xterm and dmesg
O tamanho da janela pode ser definido por parâmetros fixos, como o ‘-fullscreen’ ou ‘-maximize’.
O primeiro amplia a janela do emulador de terminal para ocupar completamente toda a tela — suprimindo as bordas, o título e qualquer outra decoração.
Já, o segundo, apenas maximiza a janela do aplicativo, respeitando as decorações.
No exemplo abaixo, o xterm é aplicado em tela cheia, com borda interna de 70 pixels e cursor na cor cyan:

xterm -b 70 -fullscreen -cr cyan

Você pode usar o parâmetro ‘-geometry’ para definir valores específicos (em caracteres) para o tamanho da sua janela xterm.
Para obter uma janela com capacidade de exibir 150 caracteres na horizontal e 10 na vertical, use comando conforme o exemplo abaixo.
Para acrescentar, inclui a execução do comando dmesg, para acompanhar eventos do kernel do sistema:

xterm -geometry 150x10 -e dmesg --follow

Após a opção ‘-e’ você pode mandar o xterm executar qualquer comando.
As cores de fundo (-bg) e do texto (-fg) também podem ser alteradas. Veja mais um exemplo:

xterm -geometry 35x12 -bg lightyellow -fg darkblue -e less /proc/meminfo

Se você conhece o sistema de arquivos /proc, pode usar este esquema para ter várias janelas com informações sobre o seu sistema. Veja o exemplo e a imagem:

xterm -geometry 35x12 -bg lightyellow -fg darkblue -e less /proc/meminfo & xterm -geometry 35x12 -bg lightgreen -fg darkblue -e less /proc/cpuinfo & xterm -geometry 35x12 -bg lightblue -fg darkblue -e less /proc/devices & xterm -geometry 35x12 -bg darkblue -fg white -e less /proc/diskstats & xterm -geometry 35x12 -bg cyan -fg darkblue -e less /proc/iomem & xterm -geometry 35x12 -bg darkgreen -fg lightgreen -e less /proc/modules & xterm -geometry 35x12 -bg black -fg lightblue -e less /proc/mounts & xterm -geometry 35x12 -bg black -fg lightgreen -e less /proc/vmstat & xterm -geometry 35x12 -bg black -fg yellow -e less /proc/bus/pci/devices & xterm -geometry 35x12 -bg black -fg red -e less /proc/zoneinfo

screenshot_20161004_165847
Uma maneira rápida de reverter (ou inverter) as cores padrão do xterm é a opção ‘-rv’:

xterm -rv 

Use um sistema de cores RGB, para obter um visual mais personalizado:

xterm -fg "rgb:90/80/70" -bg "rgb:40/60/80"

Qualquer site que tenha uma tabela de cores RGB, pode ajudar a escolher as que você quer.
Alterar as fontes também é possível, com as opções ‘-fn’ e ‘-fa’:

xterm -fn 7x13 -fa "Liberation Mono:size=13:antialias=false"

Se você usa Ubuntu, vai encontrar os nomes das fontes nos seguintes arquivos:

/etc/X11/fonts/misc/xfonts-base.alias
/etc/X11/fonts/Type1/xfonts-scalable.scale

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O que fazer depois de instalar o GNOME

O GNOME tem características minimalistas, se comparado a outros ambientes desktop, como o KDE.
Mesmo assim, ele é completo e pleno de recursos.
Alguns componentes do seu hardware, contudo, podem não estar funcionando tão bem quanto deveriam (ou do jeito que você quer), logo após a instalação.
Este artigo é voltado a quem está chegando agora no GNOME e deseja conhecer melhor o ambiente, enquanto descobre aonde pode fazer os ajustes iniciais.
GnomeLogoHorizontal-bw
Como leitura adicional, caso você esteja usando o GNOME no Ubuntu ou Debian, sugiro O que fazer depois de instalar o Debian.

O que é o GNOME

Resumidamente, o GNOME é um desktop environment ou ambiente de área de trabalho, que inclui um window manager (gestor de janelas) e um conjunto completo de softwares para produtividade.
O GNOME 1.0 foi lançado em Março de 1999, em contraposição ao, já existente, KDE — que usava uma biblioteca gráfica proprietária.
A última etapa dos anos 90 foi marcada por uma rivalidade entre os usuários KDE e GNOME.
Hoje, o KDE é tão livre quanto o GNOME e os desenvolvedores de ambos os projetos compartilham experiências e código.
Do lado dos usuários, não há problema em ter os 2 ambientes gráficos instalados no computador.
Existe a recomendação de instalar apenas um, por uma questão de economia de espaço, basicamente.
Alguns dos ajustes iniciais, sugeridos aqui para o GNOME, também podem (e talvez devam) ser feitos no KDE.
Se você já tem alguma experiência com o GNOME, sinta-se à vontade para deixar as suas sugestões para outros leitores, na sessão de comentários. 😉
Só para situar, estou usando o GNOME 3.21 em uma instalação Debian 9 “Stretch” testing (na presente data).
Para saber a versão do GNOME que você está usando, aí, digite o seguinte comando no terminal:

gnome-shell --version

GNOME Shell 3.21.91

Ajustes do touchpad, no notebook

O atual padrão dos touchpads suprime a necessidade de 2 ou 3 botões físicos, como no mouse. Em vez disso, usa-se gestos — toque de um, dois ou mais dedos. Cada gesto, produz um efeito diferente.
Em alguns notebooks, touchpads com suporte a gestos não são reconhecidos imediatamente.
Isto pode ser facilmente resolvido, usando a mesma solução do Ubuntu.
Um procedimento semelhante, é realizado no Debian 8.
Nas instalações do Debian 9, o GNOME está jogando este ajuste para o painel Ferramenta de Ajuste.
gnome dash ferramenta de ajustes
Na seção à esquerda do painel, selecione Teclado e Mouse.
Em seguida, selecione o Método de clique adequado para o seu hardware.
O método default (padrão) é fingers:

  • o toque de um dedo sobre o touchpad equivale a um clique no botão principal do mouse (usualmente, o esquerdo)
  • o toque de dois dedos sobre o touchpad equivale a um clique no botão secundário do mouse (usualmente, o direito)
  • o toque de três dedos sobre o touchpad equivale a um clique no botão do meio do mouse

Como ajustar o touchpad no GNOME

Como alterar a imagem do meu avatar

Abra o dash do GNOME e digite “configurações de usuários” ou apenas “usuários”.
Selecione a opção condizente ao que você quer (veja a figura abaixo), para abrir o painel de configuração de usuários do GNOME.
Como encontrar as configurações de usuários no GNOME
O painel permite alterar o nome de exibição do seu usuário — mas não o username.
Você também pode alterar o seu avatar, adicionando uma figura padrão da galeria, escolhendo uma imagem do HD ou tirando uma foto — comece por clicar sobre a atual imagem padrão do seu avatar, dentro do painel.
Se outras pessoas forem usar o computador, você pode criar novos usuários para elas — depois de desbloquear o painel, no botão de cima.
gnome configurar adicionar remover usuários

Libere a instalação de novos plugins pelo navegador

Tal como o KDE, o GNOME também permite incrementar o ambiente através da instalação de extensões, plugins, widgets etc.
Você pode fazer isto através do seu navegador.
Acesse o endereço https://extensions.gnome.org (vai abrir em nova aba).
Por questão de segurança, o navegador (Firefox, no meu exemplo) irá pedir sua permissão para instalar extensões daquele site em seu sistema.
Resumindo, é necessário acessar o site extensions, do link acima, e clicar no botão Permitir, conforme a figura abaixo:
firefox gnome shell integration extensions
Depois disto, já será possível navegar pelas extensões do GNOME (já instaladas ou instaláveis), através desta página.

Como adicionar os botões de minimizar e maximizar

Você pode minimizar, maximizar e restaurar as janelas facilmente, na maioria dos gerenciadores de janelas, ao clicar com o botão direito do mouse/touchpad sobre a barra de título.
atalhos de teclado para isto também.
Se você prefere usar os botões tradicionais, é possível adicioná-los após selecionar a aba Janelas, dentro do painel de ajustes.
Vá até a sessão Opções da barra de título e ative os botões que achar necessário.
como ativar botões minimizar e maximizar no GNOME

Desative os efeitos especiais

Por último, no painel das ferramentas de ajustes, selecione a aba Aparência.
Se você acredita que as animações reduzem o desempenho do seu computador, é neste painel que elas podem ser desligadas.
gnome 3 ajuste de animações
Note que, um pouco mais acima do item Habilitar animações, é possível alterar os ícones e outros detalhes visuais do ambiente.
As capturas de tela, deste post, mostram que estou usando o tema HighContrast (alto contraste) no meu laptop.

Conclusão

Há uma série de outros itens que podem ser ajustados, daqui pra frente.
Mas, tirando os papéis de parede (da área de trabalho e da tela de bloqueio), não costumo alterar muita coisa além do que já foi descrito. Gosto da proposta (quase) minimalista do ambiente e costumo deixá-lo assim.
Sugiro continuar a ler outros artigos sobre o GNOME, caso você queira seguir customizando o sistema de acordo com suas preferências pessoais.

Referências

https://help.gnome.org/users/gnome-help/stable/mouse-touchpad-click.html.en.
http://docstore.mik.ua/orelly/linux/run/appb_02.htm – A brief history of gnome.
https://elias.praciano.com/2016/05/o-que-fazer-depois-de-instalar-o-debian/.

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Como alterar o sistema para usar a versão mais atual do interpretador Python no Linux.

Muitos sistemas operacionais atuais, vem com mais de uma versão do interpretador da linguagem Python instaladas e prontas para usar.
A versão padrão é normalmente a mais segura a ser utilizada e, provavelmente, não é a mais atual disponibilizada na sua instalação.
É possível ver quais as versões do interpretador instaladas digitando “python” na linha de comando e pressionando TAB, em seguida, para autocompletar.
Você pode também pedir a versão do interpretador padrão diretamente:

python --version

Python 2.7.12

Outro meio, é listar as versões disponíveis no diretório de programas:

ls -lah --color /usr/bin/python*

Na minha listagem, é possível notar que python, python2 são links, que apontam para o interpretador python2.7.

lrwxrwxrwx 1 root root    9 Jun  3 11:39 /usr/bin/python -> python2.7
lrwxrwxrwx 1 root root    9 Jun  3 11:39 /usr/bin/python2 -> python2.7
-rwxr-xr-x 1 root root 3,4M Jun 29 09:20 /usr/bin/python2.7
lrwxrwxrwx 1 root root    9 Jun  3 11:41 /usr/bin/python3 -> python3.5
-rwxr-xr-x 2 root root 4,3M Jul  5 11:20 /usr/bin/python3.5
-rwxr-xr-x 2 root root 4,3M Jul  5 11:20 /usr/bin/python3.5m
lrwxrwxrwx 1 root root   10 Jun  3 11:41 /usr/bin/python3m -> python3.5m

Isto quer dizer que, no meu sistema, ao digitar ‘python’ na linha de comando, o link irá me direcionar para o interpretador do Python 2.7.
Se você tiver as cores corretamente configuradas no seu sistema, os links estarão diferenciados dos binários.
python links default interpreter
Alterar o binário para o qual o link ‘python’ aponta é fácil, como você talvez já tenha percebido — mas não é seguro e nem recomendado.
O problema é que há algumas incompatibilidades entre as versões.
Alguns aplicativos importantes no seu sistema dependem da versão anterior e se referem a ela apenas como ‘python’.
Se você alterar o link, para que ele passe a apontar para a versão mais atual do interpretador, poderá acabar com um sistema quebrado.

O modo seguro de resolver

Muitos usuários querem executar seus scripts, da linha de comando, digitando apenas ‘python’ — e desejam que o interpretador executado seja o mais atual (3.5, por exemplo).
A documentação oficial (links no final do texto) recomenda alterar as variáveis específicas de cada perfil de usuário.
Esta solução resolve o seu problema, sem causar interferências no seu sistema.
Alternativamente, faça referência à versão do Python desejada dentro do seu script.
Vamos conhecer, a seguir, os detalhes de cada solução, de acordo com as sugestões das comunidades de desenvolvedores.

Use o alias para redefinir as suas preferências

Com o comando alias, é possível (re)atribuir qualquer comando ou conjunto de comandos a uma palavra ou “alias“.
Esta solução é simples e não interfere nas configurações do sistema:

### verifique a versão do interpretador python
python -V
Python 2.7.12
alias python=python3
### verifique a versão do interpretador python
python -V
Python 3.5.2

Se preferir, pode se referir ao nome completo do binário, deste jeito:

alias=/usr/bin/python3.5
### verifique a versão do interpretador python
python --version
Python 3.5.2

Este ajuste só terá validade durante a sessão atual. Se abrir outro terminal, o sistema voltará ao seu padrão.
Esta solução, permite que você use uma versão do interpretador em um terminal e outra versão em outro. Veja a figura abaixo.
python vrsions
Para tornar esta configuração persistente, adicione esta linha de comando ao arquivo ~/.bash_aliases ou ao ~/.bashrc:

### fazer backup, antes de alterar arquivos de configuração
cp .bash_aliases .bash_aliases.backup
### O operador '>>' adiciona uma linha ao arquivo. 
echo "alias python=/usr/bin/python3.5" >> .bash_aliases

Com este procedimento, daqui pra frente, novas sessões do seu usuário, apontarão para a versão do interpretador que você escolheu.

Indique dentro do script qual a versão do Python a ser usada

Esta outra solução é simples e, também, totalmente inofensiva para seu sistema.
Consiste em indicar dentro de cada script a versão do interpretador a ser usada.
Acrescente, na primeira linha, o código:

#!/usr/bin/env python3

ou

#!/usr/bin/python3

O env é mais adequado para uso misto em ambientes virtuais.

Referências

Há outras soluções relatadas, nos artigos e nos comentários, nos links que seguem.
As que testei e funcionaram para mim, estão descritas acima e, portanto, são as únicas que endosso. Elas também têm a vantagem de poder ser facilmente desfeitas.

http://askubuntu.com/questions/320996/make-default-python-command-to-use-python-3.
https://linuxconfig.org/how-to-change-from-default-to-alternative-python-version-on-debian-linux.

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