Transfira arquivos entre celulares via Wi-Fi Direct

Atualmente, as pessoas trocam seus arquivos de vídeo, fotos etc. de inúmeras formas.
É possível fazer o trabalho via Whatsapp, Telegram, bluetooth… e via Wi-Fi Direct.

Se o seu Android é anterior ao 5.1, leia este post.
Nas versões mais atuais do Android o recurso de Wi-Fi fica nas opções de configuração avançada — provavelmente por que não é muito usado pelos noobs… 😀

Como configurar o Wi-fi Direct no Android

Comece por abrir o menu de configuração do Wi-Fi ou abra a relação de roteadores Wi-Fi (aquela que você sempre abre quando vai pra casa de um amigo e quer configurar a senha nova).
Em seguida, vá até a barrinha de menu especial, no topo da tela, à direita.
Toque e selecione ‘Avançado’.
wi-fi menu avançado

No painel de configuração Wi-Fi avançado, selecione a opção referente a “Wi-Fi Direct”.
wi-fi menu avançado

Na próxima tela, os dispositivos dos seus amigos já irão aparecer (se estiverem com o recurso ligado também).
Você já pode selecionar com quem irá se conectar.

wi-fi menu avançado

Existe mais configurações, para quem deseja trocar o nome do seu dispositivo no Wi-Fi Direct, aumentar o tempo em que seu smartphone ficará disponível para conexões etc.
wi-fi menu avançado

Leia mais sobre o uso do Wi-Fi Direct!.

Conheça estas 10 opções escondidas no painel do programador do seu celular Android

Para não incomodar o leitor, explicando cada um dos mais de 50 (oh yeah, baby!) itens do painel do desenvolvedor no Android, separei 10 itens que podem ser, de alguma forma interessantes para usuários comuns e, razoavelmente, seguros para brincar.
Antes de começar, contudo, cabe uma rápida advertência aos incautos: você pode danificar o seu aparelho ou perder dados importantes para você, com o mau uso deste painel. Considere-se avisado(a), portanto.

Para ter acesso ao painel de opções para desenvolvedores, é necessário realizar um procedimento de ativação — verifique se você já fez isso.
Clique nos links, no decorrer do texto, para tirar dúvidas ou se aprofundar um pouco mais sobre algum assunto. 😉
android painel de opções do desenvolvedor

Quais são as possibilidades do painel de opções do programador no Android?

O painel do desenvolvedor descortina uma série de itens voltados a programadores Android (óbvio), a testadores de aplicativos e a usuários que desejam obter algo mais de seu dispositivo móvel.

Este artigo é voltado a estes últimos: pessoas comuns, que desejam melhorar algum aspecto da usabilidade do seu smartphone ou tablet.

Para o usuário comum, o painel traz as seguintes possíbilidades:

  • aumentar a velocidade de resposta das ações no dispositivo;
  • melhorar a qualidade da renderização de seus jogos ou da reprodução de seus vídeos;
  • alterar a resolução da interface gráfica etc.

As opções podem ser facilmente revertidas — basta voltar ao painel e desativar/reativar o item que você editou.

O ideal é alterar um item de cada vez. Ver como o aparelho se comporta e, se não gostou, é fácil voltar ao painel e desfazer a alteração.

Ajuste das animações gráficas do dispositivo

Já notou que as transições são animadas?
Quando você abre ou fecha uma janela com um aplicativo ou rola a tela ou, ainda, muda de área de trabalho, o Android faz a transição de maneira suave.
As configurações de animação, dependendo do modelo do seu dispositivo e da versão do sistema operacional, podem ter sua velocidade editada.

Se você prefere um dispositivo mais ágil, pode desligar as animações — eliminando o delay das transições. Este procedimento ajuda também a poupar memória.

Simplesmente, abra cada item e selecione a opção “desligado”, para ter uma interface mais rápida, eficiente e… um pouco sem graça, talvez.
android escala de duração da animação
Por outro lado, você também pode optar por aumentar o valor referente à velocidade de cada uma das animações.
Experimente e veja o mais gosta.

Habilitar o modo de depuração USB

A função deste modo de operação do celular é permitir que o desenvolvedor se conecte (via cabo USB, Bluetooth ou WiFi) ao dispositivo para transferir arquivos e realizar operações de manutenção mais profundas.
Este modo de operação abre uma porta de entrada para crackers acessarem fisicamente o seu aparelho — mesmo que ele esteja criptografado.
Usos comuns incluem conectar aplicativos do PC ao smartphone e fazer capturas da tela direto pro computador.
Leia mais sobre o recurso aqui.

Estabelecer a senha de backup do computador

Se você pretende fazer um backup dos seus arquivos do celular no seu desktop, é possível protegê-lo com uma senha. Muito útil, se você tiver que fazer este backup com o uso de um computador que não é seu ou tem acesso de outras pessoas — esta opção adiciona uma outra camada de segurança aos seus arquivos.

Ative o MSAA para jogos OpenGL

Caso você tenha interesse, escrevi sobre como testar o desempenho OpenGL em máquinas Linux neste texto.
Se você usa o dispositivo Android para jogar e prefere ter um alto desempenho dos aplicativos de jogos, pode “forçar” a ativação do MSAA.
A qualidade na renderização será perceptível nos jogos que tenham suporte ao recurso — mas existe um preço a ser pago: ele pode drenar rapidamente a carga da sua bateria.
Se você estiver perto de uma tomada, com o carregador em mãos e não tiver problemas com o aquecimento do aparelho, esta pode ser uma boa ideia, contudo.

Não manter atividades

Se ativar esta opção, os aplicativos serão fechados assim que você terminar de usá-los ou quando iniciar novos.
Alguns usuários imaginam que a opção ajuda a “economizar a memória” do aparelho e pode trazer ganho de performance — o que não é verdade.
O Android descende do Linux e, portanto, tem a tendência a usar toda a memória disponível sempre.
Por isto, o comportamento padrão do sistema operacional é ir mandando os apps inativos para o segundo plano.
Quando você precisa abrir novamente um aplicativo, ele volta para o primeiro plano do jeito em que estava quando você o deixou.
Ao optar por não manter as atividades, você irá experimentar mais lentidão ao abrir novamente seus apps e, em alguns casos, ainda terá o trabalho de voltar ao ponto em que estava, manualmente, no aplicativo.
A opção pode ser útil para desenvolvedores que desejam experimentar o funcionamento de aplicativos isoladamente, mas traz prejuízos de desempenho e eficiência para usuários normais.
Este tipo de ação é mais um dos motivos pelos quais não devemos usar task killers no Android.

Limitar processos em segundo plano

Trata-se de uma continuação do item anterior.
Deixar a opção “padrão” ligada é a melhor.
Deixe o próprio sistema operacional decidir quando é a hora de retirar algum app da memória.
Limitar processos em background não traz ganhos de desempenho.

Apps inativos

Exibe uma relação de apps “inativos”, ou seja, que se encontram em segundo plano no seu sistema Android.

Ativar localização falsa

Quando presente, o recurso permite indicar uma localização geográfica que não corresponde àquela em que você verdadeiramente se encontra.
Aos desenvolvedores, possibilita testar recursos que se deseja restringir geograficamente.
Usuários normais podem usá-lo para fazer exatamente a mesma coisa — usar aplicativos ou recursos específicos deles que foram desabilitados para a sua localização real.
Você está pensando no Netflix e em outros serviços de streaming? Para estes casos, os resultados serão melhores com a configuração da sua VPN no Android.

Manter a tela ligada

O item pode vir nomeado como “permanecer ativo” e faz com que a tela do aparelho seja mantida ligada durante o carregamento.
Pode ser útil em alguns casos, mas convém prestar atenção ao sobreaquecimento do smartphone — de um lado a tela ligada produz calor e, de outro, a bateria também.
No meio dos dois, há equipamentos sensíveis do smartphone, que podem ter desgaste acelerado e apresentar mau funcionamento nestas condições.
O calor é um dos maiores inimigos da sua bateria.

Exibr uso da CPU

Para fins estatísticos, a ativação deste item vai passar a exibir, na tela do aparelho (usualmente, no canto superior direito) informações sobre o uso do processador (CPU).
Pode dar uma dica sobre quais aplicativos consomem mais recursos do sistema.

Como ajustar o GIMP para iniciar sempre com sua ferramenta favorita

Das inúmeras ferramentas do editor de imagens GIMP, cada usuário tem as suas favoritas ou, pelo menos, as que mais usa.
No meu caso, a mais usada é a ferramenta de seleção retangular.
O problema é que, ao instalar o aplicativo — quando já não vem instalado… — a ferramenta padrão é o aerógrafo (que raramente uso).
Você pode acessar facilmente, através de atalhos de teclado, qualquer uma destas duas ferramentas:

  • Ctrl + b + r — ativa a seleção retangular
  • Ctrl + b + a — ativa o aerógrafo

Se você prefere que o GIMP já entre com a sua ferramenta preferida pré-selecionada, siga estes passos:

  1. Selecione a ferramenta que você deseja deixar sempre ativada no início
  2. Abra o menu de preferências do GIMP: Editar/Preferências
  3. Clique na aba “opções de ferramentas” ou “toolbox options” (na versão em inglês do aplicativo)
  4. Agora clique sobre o botão “Salvar opções de ferramentas agora”.
    Opcionalmente, você pode deixar marcada a caixa (acima do botão) “Salvar opções de ferramentas ao sair”

gimp preferencias das ferramentas
Com isto, nas próximas vezes em que o GIMP for executado, ele já irá iniciar com a sua ferramenta favorita ativa e pronta para uso.
gimp tela padrão
Happy gimping!

Como ajustar a taxa de repetição de teclas no Linux

Muita gente conhece o caminho para ajustar as taxas de repetição de teclas e o tempo de espera, antes de começar a repetição, na interface gráfica (GUI).
Esta possibilidade está presente também para quem está usando um terminal.

Se você não tem acesso a uma GUI, neste momento, vou mostrar como ajustar os seguintes valores, no terminal:

  • Typematic Rate — velocidade de repetição das teclas – em cps (caracteres por segundo)
  • Delay — o tempo de espera, depois que a tecla é mantida pressionada, para começar a repetição – em ms (milésimos de segundo)

O comando a ser usado é o kbdrate e ele pode ser digitado, sem qualquer parâmetro ou opção, no teclado. Neste caso, ele irá mostrar apenas as configurações atuais:

kbdrate

Typematic Rate set to 10,9 cps (delay = 250 ms)

Não esqueça: em algumas distribuições GNU/Linux, pode ser necessário rodar o comando com privilégios administrativos.
Em alguns sistemas, este comando irá também resetar seus valores para o padrão: 10.9 cps/250 ms.
Se quiser usar o aplicativo dentro de um script do sistema e não quiser também que ele dê algum retorno, use a opção ‘-s’ (silent):

kbdrate -s

Os outros parâmetros ajustáveis são:

  • -r — ajuste da taxa de repetição ou rate. Em sistemas baseados em processadores Intel, os valores possíveis variam entre 2.0 e 30.0 cps.
    Ainda, dentro desta faixa, apenas alguns valores são aceitos e o programa irá selecionar o valor válido mais próximo do que você digitou.
    Os valores aceitos são: 2.0, 2.1, 2.3, 2.5, 2.7, 3.0, 3.3, 3.7, 4.0, 4.3, 4.6, 5.0, 5.5, 6.0, 6.7, 7.5, 8.0, 8.6, 9.2, 10.0, 10.9, 12.0, 13.3, 15.0, 16.0, 17.1, 18.5, 20.0, 21.8, 24.0, 26.7, 30.0.
    De acordo com o manual do kbdrate, em sistemas SPARC-based, a faixa de valores aceitos se estende a 50 cps.
  • -d — ajuste do delay ou tempo de espera até começar a repetir, em milissegundos.
    Em sistemas Intel, os valores aceitos vão de 250 a 1000 ms (“pulando” de 250 em 250).

Se quiser ajustar a taxa de repetição para 24 caracteres por segundo, com um delay de 250 milissegundos, use o seguinte comando:

kbdrate -r 24 -d 250
Typematic Rate set to 24,0 cps (delay = 250 ms)

A documentação adverte que nem todos os teclados são suportados ou suportam todas as taxas. Você vai ter que testar, portanto.
O meu teclado Dell KM 632 não aceitou adequadamente todas as configurações do kbdrate, para citar um exemplo.
Me conte, nos comentários, como o comando funcionou para você.

Configurações básicas do xterm

Um dos emuladores de terminal mais comuns e tradicionais, presente nos mais diversos ambientes gráficos é o xterm.
Ele não é muito usado, uma vez que cada window manager ou desktop environment costuma oferecer o seu próprio padrão.
Se você usa um sistema com o GNOME instalado, o padrão é o GNOME-terminal.
Já para usuários do KDE, o padrão será o Konsole.
xterm on gnome shell dash
Embora o xterm não seja “tão fácil” (dependendo do ponto de vista) de personalizar, como os outros emuladores de terminal citados, ele também tem uma boa quantidade de possibilidades de personalização.
Os ajustes do xterm, contudo, não são feitos através de menus e painéis gráficos — mas na linha de comando e em um arquivo de configuração.

Exemplos de uso do aplicativo xterm

xterm borders adjust
Como você pode observar, na imagem acima, entre os vários ajustes visuais que podem ser feitos, a margem entre o início da área do texto e a borda externa do aplicativo — pode ser realizado com a opção ‘-b’. Veja um exemplo do comando:

xterm -b 50

Este comando irá definir uma margem interna de 50 pixels. Você conferir o resultado na imagem abaixo, com o xterm rodando no KDE, com tema escuro.
xterm and dmesg
O tamanho da janela pode ser definido por parâmetros fixos, como o ‘-fullscreen’ ou ‘-maximize’.
O primeiro amplia a janela do emulador de terminal para ocupar completamente toda a tela — suprimindo as bordas, o título e qualquer outra decoração.
Já, o segundo, apenas maximiza a janela do aplicativo, respeitando as decorações.
No exemplo abaixo, o xterm é aplicado em tela cheia, com borda interna de 70 pixels e cursor na cor cyan:

xterm -b 70 -fullscreen -cr cyan

Você pode usar o parâmetro ‘-geometry’ para definir valores específicos (em caracteres) para o tamanho da sua janela xterm.
Para obter uma janela com capacidade de exibir 150 caracteres na horizontal e 10 na vertical, use comando conforme o exemplo abaixo.
Para acrescentar, inclui a execução do comando dmesg, para acompanhar eventos do kernel do sistema:

xterm -geometry 150x10 -e dmesg --follow

Após a opção ‘-e’ você pode mandar o xterm executar qualquer comando.
As cores de fundo (-bg) e do texto (-fg) também podem ser alteradas. Veja mais um exemplo:

xterm -geometry 35x12 -bg lightyellow -fg darkblue -e less /proc/meminfo

Se você conhece o sistema de arquivos /proc, pode usar este esquema para ter várias janelas com informações sobre o seu sistema. Veja o exemplo e a imagem:

xterm -geometry 35x12 -bg lightyellow -fg darkblue -e less /proc/meminfo & xterm -geometry 35x12 -bg lightgreen -fg darkblue -e less /proc/cpuinfo & xterm -geometry 35x12 -bg lightblue -fg darkblue -e less /proc/devices & xterm -geometry 35x12 -bg darkblue -fg white -e less /proc/diskstats & xterm -geometry 35x12 -bg cyan -fg darkblue -e less /proc/iomem & xterm -geometry 35x12 -bg darkgreen -fg lightgreen -e less /proc/modules & xterm -geometry 35x12 -bg black -fg lightblue -e less /proc/mounts & xterm -geometry 35x12 -bg black -fg lightgreen -e less /proc/vmstat & xterm -geometry 35x12 -bg black -fg yellow -e less /proc/bus/pci/devices & xterm -geometry 35x12 -bg black -fg red -e less /proc/zoneinfo

screenshot_20161004_165847
Uma maneira rápida de reverter (ou inverter) as cores padrão do xterm é a opção ‘-rv’:

xterm -rv 

Use um sistema de cores RGB, para obter um visual mais personalizado:

xterm -fg "rgb:90/80/70" -bg "rgb:40/60/80"

Qualquer site que tenha uma tabela de cores RGB, pode ajudar a escolher as que você quer.
Alterar as fontes também é possível, com as opções ‘-fn’ e ‘-fa’:

xterm -fn 7x13 -fa "Liberation Mono:size=13:antialias=false"

Se você usa Ubuntu, vai encontrar os nomes das fontes nos seguintes arquivos:

/etc/X11/fonts/misc/xfonts-base.alias
/etc/X11/fonts/Type1/xfonts-scalable.scale