Como manter a execução de um programa, mesmo após finalizar a sessão no Linux

Ao finalizar uma sessão no Linux (na GUI ou na CLI), o sistema operacional entende que todos os programas e processos iniciados pelo usuário devem ser fechados.
Terminar uma sessão não é a mesma coisa que desligar o computador.
Comumente, as pessoas encerram uma sessão, para iniciar outra, sob um novo perfil de usuário.
Este pode ser o momento ideal para executar programas de manutenção, como um script de backup, por exemplo.
O truque pode ser realizado com o utlitário nohup.

O nohup executa comandos imunes a hangups e envia seus resultados (output) a um terminal non-tty.
Em resumo, ele mantém o comando vivo, em execução, mesmo após o fim da sua sessão.
O nome é derivado da junção dos 2 termos: no hangup.

Veja um exemplo, tirado do manual do comando:


nohup wget site.com/file.zip

Outro caso em que ele pode ser útil, é na atualização do sistema.
Se você estava adiando o update, para não sobrecarregar a sua conexão, pode rodar o procedimento ao sair:


nohup sudo apt update

Webmasters podem se valer deste utilitário, para manter procedimentos em funcionamento, mesmo após se desconectarem do servidor remoto.
Como padrão, um arquivo será gerado no diretório local, em que o nohup foi executado, com o nome de nohup.out — contendo as saídas do comando que ele executou.
Para atualizar o sistema, abra um novo terminal e autentique-se como root. Agora rode o procedimento de atualização:


nohup apt update; apt -y full-upgrade


nohup: ignorando entrada e anexando saída a 'nohup.out'
Lendo listas de pacotes... Pronto
Construindo árvore de dependências
Lendo informação de estado... Pronto Calculando atualização... Pronto ...

Pode fechar o terminal.
Quando quiser verificar o andamento da sua atualização, basta dar uma olhada no arquivo nohup.out:


sudo cat nohup.out

linux terminal nohup apt

Como salvar a sessão, antes de sair do KDE

Se você vai desligar o equipamento, mas deseja voltar ao ponto em que parou o mais rápido possível, salvar a sua sessão atual, antes de ir embora, pode ser a solução.
Esta opção é indicada para quem prefere não (ou não pode) usar as opções de suspensão, hibernação ou suspensão-híbrida.
Abra o painel de configurações do KDE e selecione a opção Inicialização e Desligamento.
kde inicialização e desligamento
Em seguida, selecione entre os itens laterais, Sessão do Desktop.
As várias opções, presente neste painel, têm o seguinte significado:

    Geral:

  • Confirmar saída — força o sistema a perguntar se você deseja mesmo sair. Você pode deixar desligado, se prefere sempre desligar mais rápido o seu computador.
  • Mostrar as opções de desligamento — faz o sistema exibir as 3 opções, abaixo, quando você pedir para desligar.
  • Opção de saída padrão:
    Escolha, aqui qual deve ser a primeira opção a ser oferecida pelo KDE, quando você pedir para desligar.

  • Finalizar a sessão atual — fecha seus aplicativos da sessão e volta para a tela de autenticação do sistema.
  • Desligar o computador
  • Reiniciar o computador
  • Na inicialização.
    Toda vez que o KDE for iniciado, ele vai:

  • Restaurar a sessão anterior — abrir os programas que já estavam abertos anteriormente e tentar entregar o ambiente mais próximo do que estava, quando você o desligou da última vez. Ótima opção para quem desliga o computador, com trabalho em andamento e deseja encontrar tudo pronto para recomeçar, assim que voltar.
  • Restaurar a sessão salva manualmente — não permite salvamento automática da sessão, como no item anterior. Se você trabalha com muitas aplicações diferentes, esta opção dá a flexibilidade de escolher como você gostaria de iniciar o KDE, na próxima vez.
  • Iniciar com uma sessão vazia — o KDE sempre começa do zero.

KDE sessão de desktop
Se você optar por marcar a alternativa Restaurar a sessão que foi salva manualmente, o menu de finalização do KDE passará a exibir o item para salvar a sessão atual, conforme a figura abaixo:
kde como salvar sessão

Conclusão

Os recursos de manipular sessões estão presentes nas distribuições GNU/LINUX há muito tempo.
Sempre foram úteis para ajudar as pessoas a recomeçar suas atividades no ponto em que as interromperam, quando desligaram seus notebooks/PCs.
Perderam muito da sua importância com a chegada dos recursos de hibernação, suspensão e suspensão-híbrida — que também ajudam muito a retomar nossas últimas tarefas.
Atualmente, se o seu sistema estiver instalado em um drive SSD ou SSHD (híbrido), o tempo de inicialização cai para poucos segundos.
Desligar o computador completamente, sempre salvando sua última sessão (automaticamente ou não), pode ser uma opção melhor do que a hibernação (que é incompatível com alguns hardwares), caso você tenha um drive em estado sólido (híbrido ou não).
Se quiser, comente sobre o que você prefere fazer, quando vai desligar o computador.

Como impedir que o Ubuntu ajuste o brilho ao máximo, quando ligar o notebook

Alguns usuários reclamam de que os ajustes de brilho da tela do computador se perdem, quando reiniciam o sistema.
Este site tem várias dicas de ajuste do brilho, do contraste e da temperatura do monitor, para Ubuntu (e que funcionam tranquilamente na maioria das outras distros GNU/Linux) — mas alguns leitores retornam dizendo que seus ajustes foram “pulverizados” quando desligaram/ligaram o sistema.
Obviamente, isto não acontece quando você faz uso de um arquivo de configuração ou de um aplicativo que é disparado toda vez que a sua sessão no Linux inicia.
Conheço várias abordagens para este problema. Pelo menos 3 delas são universais (funcionam em qualquer distro) e são de simples aplicação.
Como sempre, caso não saiba o que está fazendo, não faça.
Se for fazer, faça por sua própria conta e risco e não brinque em equipamentos de produção.
Você foi avisado(a).

Inscreva o módulo de ajuste do vídeo na lista negra

Parece radical, mas é simples.
Eu experimentei esta solução em um notebook Samsung Ativ Ultra, rodando Ubuntu 14.04 LTS e em um netbook STI Infinity 1093g, rodando o Trisquel Linux Belenos (excelente distro, por sinal!).
blacklist-video-linux-lista-negra-
Se você tiver algum efeito colateral, é muito fácil desfazer as alterações — e tudo volta ao normal.
Use o seu editor de texto favorito (para editar códigos) e abra o arquivo /etc/modprobe.d/blacklist:

sudo editor etc/modprobe.d/blacklist

Ao final do arquivo, acrescente as linhas:

# Para impedir o sistema de autoregular o brilho da tela
blacklist video

Agora, você pode ajustar o brilho, com a sua ferramenta favorita. Ao desligar e ligar novamente o computador, os ajustes tenderão a ainda estar lá (espero).
Se algo der errado, ou nada acontecer, remova o texto acrescentado ao arquivo etc/modprobe.d/blacklist e tente outra abordagem.

Inscreva a linha de configuração nos aplicativos de sessão

Há vários aplicativos para regular o brilho, o contraste e outros atributos da imagem do seu monitor.
Os principais são o xcalib e o xbacklight — se você não os conhece, clique nos links, para saber como funcionam.
No Ubuntu, use o Dash para encontrar o painel de aplicativos de sessão:

como iniciar os aplicativos de sessão a partir do Dash
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Em seguida, inclua uma entrada com o comando xbacklight ou o xcalib, grave e feche.
configurar aplicativos sessão
Clique para ampliar

Clique em adicionar e forneça o comando completo. No exemplo, da imagem, o comando xbacklight -set 40:
captura de tela - configurar aplicativo de sessão no ubuntu
Clique para ampliar

Na próxima vez em que você iniciar a sessão, o comando será executado logo após o login.

Use um aplicativo completo de ajuste do LED ou LCD do seu monitor

Aplicativos, como o Redshift ou o X.Flux, são voltados para regular a temperatura das cores do seu monitor. O objetivo é proporcionar, no decorrer do dia ajustes suaves e automáticos, em função da hora e da iluminação ambiente, mais conforto visual ao usuário.
Esta é minha solução preferida. Eu uso o Redshift para ajustar automaticamente vários atributos da imagem do monitor, ao longo do dia — temperatura, gamma, contraste, brilho etc.
Em outras palavras, com esta solução, é possível ajustar uma quantidade bem maior de itens relativos ao seu display e de maneira dinâmica.
Leia mais sobre o Redshift, aqui. Sobre o X.Flux, leia mais aqui.

Ajuste o rc.local

Esta solução é muito dependente do hardware em questão. Portanto, se você não encontrar os arquivos de configuração, aqui descritos, esta solução não é para você.
Se você tiver o xbacklight presente no seu sistema, use-o para alterar o brilho mais uma vez, como no exemplo:

xbacklight -set 10
xbacklight -get
9.473684

Se estiver presente no seu sistema, é possível verificar o valor atual do brilho do monitor no arquivo /sys/class/backlight/acpi_video0/brightness

cat /sys/class/backlight/acpi_video0/brightness 

O valor é exposto na forma arredondada:

9

O “truque” trata de reajustar o valor do brilho em um dos arquivos de inicialização do sistema.
O reajuste do valor do brilho será feito no arquivo /etc/rc.local — e você precisa de privilégios administrativos para ajustar este arquivo.
Abra-o, com seu editor favorito e copie para dentro dele (antes da linha exit 0) a seguinte linha:

echo 20 > /sys/class/backlight/acpi_video0/brightness

Sinta-se â vontade para usar outro valor, diferente de 20.
Tome cuidado para não usar valores muito baixos, que podem deixar a sua tela toda preta — o que vai dificultar a correção do problema.
Veja, na imagem, como ficou pra mim:

Captura de tela do arquivo rc.local
Clique para ampliar.

Esta solução foi descrita na página de bugs do Ubuntu: https://bugs.launchpad.net/ubuntu/+bug/849091.

Conclusão

É importante que se diga, caso uma das dicas não funcione para você, tenha em mente que hardwares diferentes demandam soluções diferentes.
Tenho certeza de não ter esgotado o assunto — e de que há muito mais para ser dito sobre como regular a imagem de um display no Linux. Sinta-se à vontade para propor sua solução favorita, nos comentários ou como tudo funcionou para você.

Aplicativos de sessão no Ubuntu: quais itens podem ser desativados?

O painel de configuração dos aplicativos iniciados automaticamente, no Ubuntu, pode conter dezenas de itens.
Será que são todos necessários? Quais podem ser desativados com segurança, sem comprometer a estabilidade e a eficiência do seu sistema?
Ubuntu - Aplicativos de sessãoComo você poderá ver, no decorrer do texto, são poucos os itens que podem ser desativados ou removidos sem comprometer a eficiência do sistema.
Há, pelo menos, 2 motivos para isto:

  • Estar “ativado”, não significa “estar ativo” — ou seja, o item está disponível, mas não está consumindo recursos de processamento nem ocupando espaço na memória do sistema.
    Este é o caso do ORCA, leitor de tela que, se não for iniciado por algum evento, jamais ficará ativo e, portanto, não irá consumir recursos do sistema — remover ou desativá-lo, não vai fazer qualquer diferença.
  • Outros itens são importantes, justamente por que agilizam a execução de tarefas rotineiras, como o assistente de montagem — que torna mais eficiente a detecção e montagem de um dispositivo externo (cartão de memória, pendrive, HD externo etc.)
O espírito do Linux

Para quem começou a usar o Linux agora, vale dizer que este sempre foi o “espírito” do Linux: carregar apenas o que é necessário. Você pode ter instalados módulos de placa de som, de rede, etc. — estes só estarão ativos durante o seu uso. Quando param de ser usados, “voltam pra gaveta”.

O que você deve buscar, no painel, são aplicativos específicos para hardwares que não estejam presentes no seu sistema. Um exemplo, seria um aplicativo assistente para melhorar a eficiência da placa gráfica NVIDIA. Se a sua placa gráfica é Intel, ele é obviamente inútil. Ainda assim, esta é uma situação rara.

IMPORTANTE:Ubuntu - aplicativos de sessão

Leia o artigo Como tirar aplicativos do início automático do Ubuntu — ele é importante, caso você não saiba como chegar ao painel de configuração de aplicativos de sessão ou caso você não saiba como fazer para exibir os itens ocultos no painel — eu ensino o “truque”!

Qual a função de cada item da lista, no painel Aplicativos de Sessão?

A lista de itens varia de hardware para hardware, de instalação para instalação. Em linhas gerais, os itens mais comuns são estes:
(Embora eu não recomende a desativação de qualquer um destes itens, marquei em verde os que são seguros para desativar, se você quiser).

Item Descrição
Bluetooth manager Se você não tem hardware de suporte a bluetooth, no seu computador, este item pode ser desativado. Mas você terá que vir aqui reativá-lo e logar novamente no sistema para fazer um simples dongle funcionar.
Antes de desativar, por achar que vai demorar meses até usar um, imagine que vai ter que se lembrar que desativou o item aqui, quando estiver se perguntando por que ele simplesmente não funciona.
Notificações de disco Checa periodicamente as condições de seu disco rígido e avisa se ele estiver com problemas graves a ponto de precisar de troca.
Som de login ou login sound Reproduz o som de login, ao entrar no sistema. É 100% seguro desativar, mas não haverá qualquer melhora no desempenho do sistema, se é isto que você quer.
AT-SPI D-Bus Bus A sigla significa Assistive Technology Service Provider Interface. Os recursos de acessibilidade precisam deste serviço. Se você não faz uso destes recursos, é seguro desativar, mas isto não influi no desempenho do sistema.
Conversão de dados GSettings Você precisa disto ligado. O GConf é um sistema de banco de dados que armazena as configurações de aplicativos.
Backup Monitor Ativa periodicamente o sistema de backup do Déja dup. Partindo do pressuposto de que >u>você já está usando outro sistema de backup, é seguro desativar este.
Assistente de montagem A menos que você prefira montar e desmontar os seus dispositivos manualmente, é melhor deixar este item como está.
Ubuntu One Se você não usa, é seguro remover — até por que o serviço está extinto.
Rede Inicia o applet de conexão à rede. Se você desativar este item, vai ter que iniciar a rede manualmente.
Sistema de som PulseAudio Se você não usa som (em um servidor, por exemplo), é seguro desativar este item também.
Certificado e armazenamento de chaves O chaveiro do Gnome pode ser útil em algum momento. Não vale a pena desativar este item, até por que ele usa muito pouco recursos do sistema
Bate-papo Serviço para integrar o Telepathy ao menu de mensagens. É seguro desativar se você não planeja ter utilidade para ele.
Compartilhamento da área de trabalho ou Desktop sharing Mesmo “ativo”, só entra em ação, se você começar a compartilhar a sua área de trabalho com outros usuários. Desativar este serviço é inócuo.
Arquivos Processo de atualização dos ícones no Nautilus. Melhor não desativar.
Agente de chaves GPG e
Agente de chaves SSH
Ambos são carregados pelo processo gnome-keyring-daemon, que consome recursos ínfimos no seu sistema. Não vale a pena desativar.
Onboard Teclado on-screen — não consome recursos do sistema, pois só é ativado por outros aplicativos, presentes no subpainel de Acesso Universal, no painel de configurações do sistema.
Leitor de tela ORCA Enquanto não for disparado por outros aplicativos, não faz qualquer uso dos recursos do seu sistema.
Compartilhamento de arquivos pessoais Só é disparado quando você começar a compartilhar arquivos. Se você não fizer isto, nenhum recurso do sistema é usado.
PolicyKit Authentication Agent Provê uma sessão D-Bus, usada para mostrar na tela as caixas de diálogo que pedem autorização para executar tarefas que exigem privilégios administrativos. Não desative.
Notificador de atualizações É seguro deixar ativo. Se você desativá-lo, vai ter que verificar manualmente as suas atualizações
Atualizar pastas de usuário Ele não “fica rodando” em background. Este item apenas verifica, na inicialização, se as pastas do usuário (Música, Documentos, Vídeo) estão com os seus nomes adequados ao idioma correspondente à localização (geográfica) do usuário atual. Se for necessário, faz a alteração dos mesmos. Simplesmente deixe-o aí.
Zeitgeist Datahub É um serviço que centraliza todos os dados passivos em um único processo e cria uma interface entre as fontes daqueles dados (também chamados loggers) e o zeitgeist-daemon, com o qual se comunica via D-Bus.
Ao desabilitar este processo, alguns itens do Unity, como a pesquisa do Dash deixarão de funcionar. Não desative, a menos que você saiba o que está fazendo.

Há outros itens, além destes. Listei apenas os mais comuns.
Se você pretende desativar alguns deles, para poupar os recursos do seu sistema, os que estão em fundo verde, na tabela, são seguros. Altere os outros apenas se tiver certeza do que está fazendo.

Como remover aplicativos da inicialização automática, no Ubuntu.

Diferenças entre o Ubuntu 12.04 e a versão 12.10

Este é um dos itens que mudou. Nas versões anteriores, este aplicativo era acessível através do Power Menu, no canto superior direito da tela:
Diferenças no Power Menu
Como você pode ver, na figura acima, o item Startup Applications ou Aplicativos da Sessão (no quadro à esquerda) deixou de existir no Power Menu do Ubuntu 12.10 (no quadro à direita).
Para acessar este aplicativo, você precisará buscar por ele no Dash:

Observe, na figura acima, que é possível encontrar o aplicativo ao fornecer apenas parte do seu nome.

Selecione os aplicativos cuja inicialização você deseja desativar, clicando no quadrinho à esquerda de cada um.
É importante ter cuidado aqui: desative apenas os aplicativos cujo funcionamento você conhece e se tiver certeza do que está fazendo – ou o seu sistema poderá ficar inoperante. Você foi avisado.
obs.:Os aplicativos que estiverem selecionados podem também ser removidos – mas esta opção exige cuidados redobrados. Não faça nada sem ter certeza.