Como se tornar desenvolvedor(a) Red Hat Linux.

A Red Hat tem investido para melhorar seu programa voltado a criar uma comunidade mais sólida de desenvolvedores em torno da sua própria versão do GNU/Linux.
Para fazer parte do programa, é necessário apenas se cadastrar no site da empresa e fazer o download da(s) versão(ões) desejadas do sistema operacional.

É possível usar o QEMU para rodar qualquer uma das versões do Red Hat.
Da mesma forma, é possível rodar com o KVM ou o VirtualBox (do Windows, por exemplo).
O ideal, como sempre, é fazer seus backups, formatar seu notebook e instalar a distro — ou seja, imergir na plataforma.
red hat oficial logo

O Red Hat Developer Program foi lançado com o objetivo de prover uma experiência completa para desenvolvedores(as) que desejam criar e manter softwares corporativos dentro da plataforma da empresa.
Através do programa você terá acesso a ferramentas de desenvolvimento (presentes no pacote de instalação) e no site da empresa.
O cadastro é gratuito.

O programa permite que desenvolver, testar, criar protótipos e demos de seus softwares na mesma plataforma corporativa que a Red Hat oferece a seus grandes clientes.

Através do programa, a empresa dá acesso a recursos e a um completo ecossistema de experts que podem ajudar o trabalho de desenvolvimento ser mais produtivo.

A suíte de aplicativos Red Hat Development Suite provê os seguintes itens:

  • Red Hat JBoss Developer Studio 11.1
  • Red Hat Container Development Kit 3.2
  • Red Hat JBoss Enterprise Application Platform 7.0
  • Red Hat JBoss Fuse Integration Platform and Tooling
  • OpenJDK 8

Além disto, você poderá instalar outras ferramentas que julgar adequadas ao seu ambiente de trabalho, como IDEs, compiladores, editores de texto etc.

Referências

Red Hat Developer Program: https://developers.redhat.com/products/rhel/download/.
Página em português do programa da Red Hat: https://access.redhat.com/documentation/pt-br/red_hat_enterprise_linux/7/html/installation_guide/chap-download-red-hat-enterprise-linux.
Como gravar o Linux em um pendrive: https://elias.praciano.com/2017/01/como-gravar-linux-em-um-pendrive/.

Os primeiros passos com o QEMU

O QEMU é uma plataforma de emulação ou virtualização de diversas outras plataformas.
Desenvolvedores podem usar a aplicação para verificar o comportamento de seus softwares em arquiteturas diferentes.

Um servidor, com hardware poderoso, pode hospedar dezenas de outros servidores virtuais, permitindo que diversas empresas ou usuários rodem aplicações independentes (servidores web, armazenamento de arquivos etc.)
O avanço da tecnologia de virtualização ajudou a reduzir os custos de hospedagem de sites, por exemplo.
Neste texto, vou mostrar como criar um espaço (drive) virtual para armazenar arquivos, como erguer uma máquina virtual e rodar um sistema operacional nela.
Na minha máquina física, eu rodo o Debian 10 testing (Buster).
O sistema operacional hospedeiro, usado no exemplo será o Ubuntu 17.10 (Artful Aardvark) 64 bit.
Você pode ir até o site https://ubuntu.com e baixar outra versão (provavelmente mais atual que a minha) ou usar qualquer outra imagem ISO de sistema operacional.
Os princípios explicados neste texto são os mesmos para qualquer distro Linux ou outro sistema operacional.
Se quiser, veja outros exemplos de virtualização com o QEMU, neste mesmo site.
E sempre clique nos links para obter mais informações importantes sobre algum tema.

Como montar uma máquina virtual

É bem fácil pôr no ar um PC ou servidor virtual completo, usando o QEMU.
Na verdade, é possível fazer isto em 5 minutos.
Mas, se você pretende experimentar um sistema operacional (uma distro GNU/Linux, por exemplo), baixada da Internet, em um arquivo ISO, é possível indicar em que máquina, especificamente, você deseja rodar o seu sistema operacional.
A minha ISO do Ubuntu pode ser experimentada com o seguinte comando:


qemu-system-x86_64 ubuntu-17.10-desktop-amd64.iso

Se você pretende usar outras vezes esta distribuição e gostaria que as mudanças feitas nela fossem persistentes, crie um espaço de armazenamento específico para ela, com o qemu-img:


 qemu-img create -f qcow2 ubuntu17.qcow2 50G

Formatting 'ubuntu17.qcow2', fmt=qcow2 size=53687091200 encryption=off cluster_size=65536 lazy_refcounts=off refcount_bits=16

O comando, acima, cria uma imagem no formato qcow2, com o nome ‘ubuntu17.10.qcow2’ e com espaço de armazenamento de 50 Gigabytes.
Sinta-se à vontade para usar outros valores, mais adequados para você.
Se quiser obter informações sobre a imagem recém criada, use a opção ‘info’:


qemu-img info ubuntu17.qcow2 

image: ubuntu17.qcow2
file format: qcow2
virtual size: 50G (53687091200 bytes)
disk size: 324K
cluster_size: 65536
Format specific information:
    compat: 1.1
    lazy refcounts: false
    refcount bits: 16
    corrupt: false

No comando, abaixo, vou acionar a recém-criada unidade (ubuntu17.qcow2) e rodar a imagem ISO, baixada, do Ubuntu 17.10, como se fosse de um CD-ROM:


qemu-system-x86_64 -hda ubuntu17.qcow2 -cdrom ubuntu-17.10-desktop-amd64.iso -boot d

Ao final da linha, a opção ‘-boot d’, informa que o meu sistema virtual deve iniciar a partir da unidade ótica (CD-ROM).
Vamos melhorar isto?!
A seguir, vou adicionar opções que (respectivamente) habilitam o kvm, estabelecem uma quantidade de memória de 2048 MB e inscreve o nome da distro no título da janela do QEMU:


qemu-system-x86_64 -enable-kvm -m 2048 -name 'UBUNTU 17.10' -boot d -hda ubuntu17.qcow2 -cdrom ubuntu-17.10-desktop-amd64.iso

Ubuntu 17.10 tela inicial
Se você decidir continuar a instalação, o sistema irá sugerir o unidade virtual, criada com o qemu-img.
Observe a imagem abaixo:
Instalação do Ubuntu 17.10
Depois de instalado, você pode dispensar o arquivo de imagem ISO e rodar o sistema operacional apenas da unidade de armazenamento virtual. Para mim, o comando é o seguinte:


qemu-system-x86_64 -enable-kvm -m 2048 -name 'UBUNTU 17.10' -hda ubuntu17.qcow2

Leia mais sobre o uso do QEMU, no Linux.

Virtualização no Linux com o QEMU

O QEMU é uma plataforma que permite usar um outro hardware, com um sistema operacional, sobre o Linux.
De modo resumido, o aplicativo pode virtualizar um sistema PC completo — com todo o seu hardware e periféricos.

A plataforma inclui um acelerador para o PC, disponível (e recomendado) quando a emulação é feita sobre um hospedeiro (host) físico x86.
qemu logo

Como o QEMU funciona

Por ser um sistema completo de emulação, o QEMU cria (virtualmente) um PC, dentro de uma aplicação, com o uso do sistema operacional desejado.
Sobre o sistema operacional, ele oferece métodos variados para fazer a emulação.
Se o código for o mesmo do que estiver em execução na máquina hospedeira, o processo de emulação é mais simplificado (uma vez que o set de instruções combina).
Neste caso, o QEMU permite a execução do código visitante (guest) diretamente na CPU física, sem a necessidade de emular.
Trata-se de uma solução mais próxima de uma paravirtualização, só que em um ambiente PC virtual.
Como funciona o QEMU
Mesmo sobre a arquitetura x86, a aplicação pode emular outras arquiteturas diferentes.
Você pode emular um PowerPC, por exemplo, com um sistema operacional apropriado e todas as suas aplicações.
Tradicionalmente, este tipo de emulação é bastante lenta.
Contudo, o QEMU consegue fazer um trabalho mais eficiente através de um processo chamado “tradução dinâmica” (dynamic translation).
O processo consiste em guardar na memória cache código do sistema visitante, já traduzido, para rodar na CPU hospedeira.
Desta forma, blocos de código traduzido podem ser reusados, a qualquer momento, sem ter que passar pelo processo de tradução novamente.

A tradução dinâmica aumenta a eficiência da emulação de arquiteturas diferentes da hospedeira, eliminando parte da redundância no trabalho de tradução.

O QEMU ainda usa uma abordagem inteligente na tradução, com técnicas de compilação dentro do tradutor.
Este método também concorre para tornar mais ágil a compreensão de micro operações de uma plataforma para outra.

A virtualização como tecnologia

A virtualização não é uma novidade, embora tenha ganhado grande impulso nesta última década (em função dos mais novos processadores).
Os ambientes de servidor podem se beneficiar imensamente com a virtualização de várias máquinas.
Sob a perspectiva dos desenvolvedores, a tecnologia permite experimentar código ou aplicações prontas em diversas plataformas a partir de um único laptop.

Saiba mais sobre o uso do QEMU

O processo de instalar e emular um ou mais sistemas operacionais em uma máquina Linux é muito simples.
várias ferramentas gráficas (GUI) para fazer o trabalho, com alguns cliques ou toques (na tela ou no touchpad).
Realizar o trabalho na CLI pode ser mais produtivo, contudo.
Por favor, use também a nossa seção de busca para encontrar mais artigos sobre o assunto.
Pessoalmente, uso o QEMU para testar novas instalações do Linux ou experimentar sistemas operacionais UNIX.
Descubra como o aplicativo pode vir a ser útil para você.

Experimente as novas distribuições Linux com o QEMU

Tem meses em que a comunidade do software livre está “em polvorosa”, com os lançamentos quase simultâneos de novas distribuições.
Haja DVD ou pendrive para gravar… 😉

Com uma plataforma de virtualização, como o VirtualBox, o VMWare, o QEMU etc. é possível experimentar qualquer distro live, sem a necessidade de ter que passar pelo processo da instalação — e você ainda preserva seus pendrives.
Neste texto, vou demonstrar o uso do QEMU, como minha plataforma favorita de virtualização para rodar uma distro brasileira, que eu acredito que vale a pena conhecer.
Os princípios são os mesmos para qualquer outra distro Linux — portanto, não se prenda às minhas opções.
O SimbiOS é um sistema operacional GNU/Linux (brasileiro) baseado no Debian testing.
Você pode encontrar uma ISO para instalação ou apenas para experimentar no site oficial: http://simbioslinux.weebly.com/.
O site SempreUpdate tem um review atualizado sobre a distro — link no final do texto. Não deixe de ler 😉

Como compor uma máquina virtual para rodar a minha distro favorita

Eu me sinto bastante confortável para usar ferramentas CLI (de linha de comando). Se este não for o seu caso, experimente uma das várias alternativas do QEMU para interfaces gráficas (GUI).
Neste exemplo, vou mostrar como rodar o SimbiOS em uma máquina virtual, nas seguintes condições:

  • Arquitetura básica de 64 bit
  • 2 GiB de memória RAM

qemu-system-x86_64 -enable-kvm -m 2048 -name 'SimbiOS 17 Light' -cdrom SimbiOS_17.0_light-amd64.iso -boot d

Entenda as opções:

  • -enable-kvm, habilita a virtualização completa com suporte ao módulo KVM.
  • -m 2048, determina a quantidade de memória RAM presente no hardware virtual.
  • O valor da opção ‘-name’ pode ser qualquer um à sua escolha.
  • Por fim, a opção ‘-boot d’ (opcional) força o boot pela unidade de cd-rom virtual.

Tenha o cuidado para usar o nome exato da ISO baixada do site, no comando acima.

Você pode usar um utilitário do pacote do QEMU para criar uma unidade de armazenamento virtual adicional, em que se pode instalar um sistema operacional.
Com isso, dá para ter uma melhor usabilidade.
Veja como rodar o qemu-img para criar uma unidade virtual de 30 GB:


qemu-img create -f qcow2 simbios17.qcow2 30G

Formatting 'simbios17.qcow2', fmt=qcow2 size=32212254720 encryption=off cluster_size=65536 lazy_refcounts=off refcount_bits=16

Note que eu usei o nome ‘simbios17.qcow2’.
Sinta-se livre para usar o nome/extensão que quiser para a sua unidade.
Agora, já dá para iniciar o sistema operacional a partir do arquivo ISO, com suporte à unidade de armazenamento virtual em simbios17.qcow2:


qemu-system-x86_64 -enable-kvm -m 2048 -name 'SimbiOS 17 Light' -cdrom SimbiOS_17.0_light-amd64.iso -hda simbios17.qcow2 -boot d

A partir daí, já é possível iniciar o processo de instalação, se este for o seu desejo, na unidade adicionada.
qemu Simbios 17
Ao fim do processo, desligue a máquina virtual e, na linha de comando, dispare o boot a partir da unidade que você criou:


qemu-system-x86_64 -enable-kvm -m 2048 -name 'SimbiOS 17 Light' -hda simbios17.qcow2

É quase certo que, desta maneira, vai rodar bem melhor do que a partir da ISO.
simbios linux boot menu

referências

Site oficial do SimbiOS: http://simbioslinux.weebly.com/

Downloads: http://simbioslinux.weebly.com/downloads.html

Review no SempreUpdate: https://sempreupdate.com.br/conheca-o-simbios-uma-distribuicao-baseada-no-debian-gnulinux/.

Use o QEMU para testar uma distro live instalada no pendrive.

Você não precisa reiniciar o seu computador para testar o Linux que você acabou de instalar em um pendrive ou, mesmo, em um CD/DVD.
O QEMU pode ser usado para criar uma máquina virtual a partir da sua instalação em mídia física externa.
Verifique aonde se encontra a sua mídia com o lsblk:


lsblk

NAME   MAJ:MIN RM   SIZE RO TYPE MOUNTPOINT
sda      8:0    0 465,8G  0 disk 
├─sda1   8:1    0   457G  0 part /home
└─sda2   8:2    0   8,8G  0 part [SWAP]
sdb      8:16   0  22,4G  0 disk 
├─sdb1   8:17   0  19,4G  0 part /
└─sdb2   8:18   0     3G  0 part [SWAP]
sdc      8:32   1   7,5G  0 disk 
└─sdc1   8:33   1   2,5G  0 part 

lsblk
Agora rode o comando abaixo, adequando-o à configuração que você possui aí:


qemu-system-x86_64 -hda /dev/sdc 

tails os qemu
Se o que você quer é testar uma imagem .ISO, a sintaxe do comando é a seguinte:

qemu-system-x86_64 -cdrom nome-da-imagem.iso

Veja um exemplo prático:


qemu-system-x86_64 -cdrom tails-amd64-3.1.iso

Leia mais sobre o QEMU, para conhecer outras opções de uso do programa.