Use o QEMU para testar uma distro live instalada no pendrive.

Você não precisa reiniciar o seu computador para testar o Linux que você acabou de instalar em um pendrive ou, mesmo, em um CD/DVD.
O QEMU pode ser usado para criar uma máquina virtual a partir da sua instalação em mídia física externa.
Verifique aonde se encontra a sua mídia com o lsblk:


lsblk

NAME   MAJ:MIN RM   SIZE RO TYPE MOUNTPOINT
sda      8:0    0 465,8G  0 disk 
├─sda1   8:1    0   457G  0 part /home
└─sda2   8:2    0   8,8G  0 part [SWAP]
sdb      8:16   0  22,4G  0 disk 
├─sdb1   8:17   0  19,4G  0 part /
└─sdb2   8:18   0     3G  0 part [SWAP]
sdc      8:32   1   7,5G  0 disk 
└─sdc1   8:33   1   2,5G  0 part 

lsblk
Agora rode o comando abaixo, adequando-o à configuração que você possui aí:


qemu-system-x86_64 -hda /dev/sdc 

tails os qemu
Se o que você quer é testar uma imagem .ISO, a sintaxe do comando é a seguinte:

qemu-system-x86_64 -cdrom nome-da-imagem.iso

Veja um exemplo prático:


qemu-system-x86_64 -cdrom tails-amd64-3.1.iso

Leia mais sobre o QEMU, para conhecer outras opções de uso do programa.

Experimente o Debian com o kernel GNU/Hurd em uma máquina virtual

O GNU/Hurd é um microkernel, com quase 30 anos de estrada.
Apesar deste tempo, ainda não chegou a uma versão estável — ou seja, apropriada para um ambiente de produção.
gnu logo black and white
Há discussões, Internet afora, sobre o porquê deste projeto ainda não ter lançado uma versão estável — o que me dispensa de fazer esta discussão aqui. 😉

É possível experimentar este kernel dentro de distribuições, como o Debian e o Arch.

O Debian, é uma das distribuições GNU/Linux que oferecem opções de kernel alternativo. Por exemplo, o kernel do FreeBSD é também uma opção viável para usar no Debian.
Neste post, vamos manter o foco na versão do Debian, que roda com o kernel Hurd.
Parto do pressuposto de que você já tem o QEMU/KVM instalados aí.
Caso contrário, instale-os:


sudo apt install qemu qemu-kvm

Você pode fazer o download de uma imagem do Debian GNU/hurd, com o comando wget:


wget http://people.debian.org/~sthibault/hurd-i386/debian-hurd.img.tar.gz

Esta imagem pode ser usada dentro do QEMU ou do KVM, para iniciar uma estação com o Hurd dentro dela.
Feito o download, extraia a imagem:


tar -xz < debian-hurd.img.tar.gz

Em seguida rode a imagem com o kvm:


modprobe kvm

kvm -m 1G -drive cache=writeback,file=$(echo debian-hurd-*.img)

gnu hurd terminal
Para se autenticar, use o username "root", com a senha em branco.

Sua máquina virtual Hurd tem suporte a Python, Perl e Bash, sem precisar adicionar nada.
Você também pode instalar novos softwares através do apt.
Mesmo sendo "um pouco" limitado, ainda dá para brincar bastante com o ambiente.
O Hurd é comumente usado por estudantes de computação, como forma de aprender melhor sobre como construir um kernel.
Quando quiser finalizar a máquina virtual, use o comando 'shutdown -h now'.

Assinar blog por e-mail

Digite seu endereço de e-mail para assinar este blog e receber notificações de novas publicações por e-mail.

Referências

https://www.debian.org/ports/hurd/.
https://www.gnu.org/software/hurd/.

Qual o melhor sistema de arquivos para usar dentro de uma máquina virtual

Dentro de uma máquina virtual, você provavelmente terá um ou mais discos virtuais. Cada qual, com uma ou mais partições.
Quanto mais for otimizado uso dos recursos de hardware/software, melhor será o desempenho do trabalho e das tarefas executadas dentro das VMs, lógico.
Este assunto pode suscitar várias dúvidas — por isto sugiro, dar uma olhada na tag #sistema-de-arquivos, deste blog — onde você poderá encontrar artigos complementares.

É um tema muito vasto e eu não sou o dono da verdade — por isso, sinta-se à vontade para comentar sobre a sua experiência no assunto.

Neste post, vou discutir especificamente qual o mais recomendado para formatar os discos rígidos (ou SSD) virtuais usados em máquinas virtuais (ou VMs).
No contexto deste artigo, uso algumas máquinas virtuais Debian 9 “Stretch” testing. O drive físico, em que se encontram instaladas, é um HDD (disco rígido).


Se você está com pressa e usa Linux, a resposta rápida (e mais segura), para a pergunta do título, é: formate com o ext4! 😉
Caso você tenha 2 ou 3 minutos (a depender da velocidade com que você consegue ler), posso explicar melhor as vantagens e desvantagens do ext4 e de outros sistemas de arquivos — e isto pode levar a outras respostas…

Em que casos o ext4 é perfeito para formatar um HD dentro de uma máquina virtual

O ext4 está para ser substituído, no universo GNU/Linux, há um bom tempo.
Este processo está em curso há mais ou menos uma década e pode levar outra para ser concluído. Sistema de arquivos é uma coisa séria e precisa de muitos testes para se provar confiável, seguro, eficiente.
O ext4 ou fourth extended filesystem (quarto sistema de arquivos extendido) teve sua primeira versão estável lançada em Outubro de 2008 — o que lhe dá, aproximadamente, 10 anos de estrada.

É o mais jovem (e, possivelmente, último) de uma linhagem, iniciada em 1992, com o ext — criado pelo desenvolvedor Francês, Rémy Card.

Este fato eleva o tempo de experiência do sistema, como um todo, para aproximadamente 25 anos.
Por isto é que o ext4 satisfaz as condições de segurança e eficiência.
Ele incorpora, inclusive, recursos modernos e avançados para manipular dados eficientemente em unidades SSD.

Se você tem dúvidas e precisa decidir rapidamente, opte pelo ext4.

virtualbox snapshot list
A falta de suporte nativo a snapshots no ext4, dentro do contexto de uma máquina virtual, pode ser um ponto a favor: por que o torna mais leve.
Para quem pretende rodar máquinas virtuais dentro do Virtual Box ou qemu, por exemplo, o suporte já está incluído no programa — o que o torna dispensável dentro do sistema de arquivos hóspede.

Outro argumento a favor do ext4: se o host (máquina hospedeira), já usa um sistema de arquivos com suporte a snapshots (como o BTRFS ou o ZFS), não há necessidade para a redundância.

O que os outros sistemas de arquivos oferecem a mais

Testar outras opções é sempre o melhor caminho para descobrir o que se adequa às suas necessidades.
Se as VMs estão em um host com SSDs, certamente é mais benéfico usar um sistema de arquivos construído do zero para este tipo de tecnologia.
Os sistemas de arquivo BTRFS e ZFS podem oferecer melhor performance dentro das seguintes situações, entre outras:

  • As VMs estão em um host equipado exclusivamente com SSDs.
  • Por alguma razão, você necessita do suporte a snapshots dentro do sistema de arquivos hóspede.
  • Os sistemas de armazenamento dos hóspedes são realmente grandes, você pretende usar RAID, pools etc.

Referências

Como instalar o VirtualBox no Linux

Ferramenta essencial para quem precisa trabalhar com virtualização, o VirtualBox é um programa de código aberto amplamente usado na área.
Inicialmente, o programa foi criado e lançado pela empresa alemã Innotek, em Janeiro de 2007. A mesma empresa foi adquirida pela Sun Microsystems em 2008 e esta última, pela Oracle, em 2010.
virtualbox ninja tux
O VirtualBox é, hoje, um software pertencente à Oracle, que manteve a licença de software livre relativa ao coração do projeto. As extensões do produto, contudo têm licenças mais restritivas.
A Oracle é conhecida por não se dar muito bem com software livre, diga-se de passagem.
Neste post, vamos abordar o método sugerido pela Oracle para a instalação do VirtualBox.
Outros métodos em outros sistemas podem ser encontrados aqui.
Há um texto específico sobre a instalação do programa no Oracle Linux, aqui e outro específico para Debian, aqui.

Como baixar e instalar o VirtualBox do site da Oracle

Por causa dos problemas das licenças, nem sempre é possível encontrar os pacotes de instalação nos repositórios oficiais das principais distribuições Linux.
Se você não estiver usando a distro oficial da Oracle, pode baixar os pacotes do site da empresa e, a partir daí, fazer a instalação em seu sistema.
Vá até o site da Oracle e pegue a versão mais apropriada para a sua distribuição: https://www.virtualbox.org/wiki/Linux_Downloads.
virtualbox site screenshot
Como você pode ver na figura, acima, selecionei o Debian 9 Stretch — minha distro de trabalho. Se você usa outra, não se preocupe, pois os procedimentos são parecidos.

Como instalar o pacote do VirtualBox no Debian

Opcionalmente (eu sempre faço isso), confira se o arquivo baixado não ficou corrompido, no caminho, com o md5sum:

md5sum Downloads/virtualbox-5.1_5.1.18-114002~Debian~stretch_amd64.deb ;echo "4984599e7e419be075c225f4308bac62"

Você vai encontrar a relação completa dos MD5SUM aqui.
Se tudo estiver bem, com a verificação, use o dpkg para fazer a extração e a instalação:

sudo dpkg --install Downloads/virtualbox-5.1_5.1.18-114002~Debian~stretch_amd64.deb

Não esqueça de alterar, no exemplo acima, o diretório de download e o nome do arquivo para a sua realidade, aí.
Se, mais tarde, quiser remover este software, use o dpkg assim:

dpkg --remove virtualbox-5.1 

Como instalar o pacote do VirtualBox no Fedora

Usuários do Fedora, podem fazer o mesmo procedimento de verificação do MD5SUM. Para instalar, podem usar o dnf:

dnf install VirtualBox-5.1-5.1.18_114002_fedora25-1.x86_64.rpm 

Note que a versão baixada, por mim, é para Fedora 25 64-bit. Portanto, não esqueça de adequar o comando à versão que você baixou aí.

Como instalar o pacote do Virtualbox no OpenSuse

O OpenSUSE Tumbleweed tem o VirtualBox nos repositórios.
Portanto, é possível instalar direto de lá:

zypper install virtualbox

Se você precisa baixar a versão do site, use o zypper sobre o arquivo obtido:

zypper install VirtualBox-5.1-5.1.18_114002_openSUSE132-1.x86_64.rpm

Instale o emulador Android Genymotion no Debian

A plataforma de emulação Android, Genymotion pretende ser a mais completa, para facilitar a vida dos desenvolvedores e entusiastas do sistema operacional.
Com suporte a mais de 40 dispositivos Android e a todas as suas versões mais atuais, o Genymotion permite, ainda as seguintes (entre muitas outras) possibilidades:
genymotion on imac

  • Use a webcam do seu laptop, como se fosse a câmera do próprio dispositivo Android.
  • O Genymotion é compatível com as ferramentas do Android SDK, entre outras.
  • Permite simular diferentes níveis de carga da bateria de um dispositivo Android, para você testar o comportamento dos seus apps em situações extremas.
  • Permite simular o uso do GPS do dispositivo, para testar apps que fazem uso de informações de geolocalização.

Neste texto, ensino a instalar a versão completa e gratuita.
Se você pretende trabalhar seriamente com desenvolvimento de aplicativos para Android, adquirir um dos planos pagos do produto é a melhor coisa a se fazer.
genymotion android emulator logo
Não esqueça de seguir os links dentro do texto, caso queira entender melhor algum assunto ou procedimento. Boa leitura! 😉

Requisitos de sistema para instalar o emulador Android Genymotion

  • Você precisa ter o VirtualBox instalado no sistema.
  • Ubuntu 16.04 (Xenial Xerus), Debian 8 (Jessie), Fedora 24 ou mais atuais.
    Os exemplos deste artigo são baseados no Debian 9 Stretch.
  • Arquitetura de CPU 64 bit, with VT-x or AMD-V habilitados na BIOS
  • Uma GPU recente e dedicada
  • 400 MB de espaço em disco
  • 2GB RAM

Além da instalação do VirtualBox você também precisa ter o dkms disponível no seu sistema. Se ele não estiver aí, comece a rodar o apt:

sudo apt install dkms

Onde baixar o Genymotion

Faça o download e o seu cadastro na página https://www.genymotion.com/download/.
Ao finalizar o download, faça o checksum do arquivo para verificar se ele baixou de maneira íntegra:

sha1sum genymotion-2.8.1_x64.bin ;echo -e "b4b372c429542450240a318f2587828a1ee135c6"

Instalação do Genymotion

Como disse, lá na sessão de requisitos, os meus exemplos são baseados no Debian 9. Se você usa outra distro, tenha o cuidado de adequar os comandos, para que tudo corra bem.
Para poder executar o arquivo baixado, é necessário dar a ele as permissões de executável:

chmod +x ./genymotion-2.8.1_x64.bin

Em seguida, rode o arquivo .bin que você baixou:

./genymotion-2.8.1_x64.bin

Opcionalmente, você pode executar o comando acima com privilégios administrativos — para que todos os usuários do sistema possam usar o programa.
Isto já deve ser o suficiente para conseguir rodar o emulador.
genymotion

Problemas ao tentar executar o Genymotion

Você precisa ter um cadastro no site para poder usar a totalidade do aplicativo e ter acesso a alguns dispositivos virtuais — além de poder fazer o download do próprio arquivo de instalação.
Eu tive, ainda, alguns problemas relativos a execução de algumas bibliotecas.
Ao tentar rodar o Genymotion, eu obtinha os seguintes erro, na linha de comando:

/opt/genymobile/genymotion/genymotion: symbol lookup error: /usr/lib/x86_64-linux-gnu/libX11.so.6: undefined symbol: xcb_wait_for_reply64

ou

/opt/genymobile/genymotion/genymotion: symbol lookup error: /usr/lib/x86_64-linux-gnu/libGL.so.1: undefined symbol: drmGetDevice

Se quiser saber mais sobre estes erros, dê uma olhada nos sites em Referências, ali embaixo.
Uma forma de contornar estes problemas e conseguir pôr o programa para funcionar é renomear os arquivos
/opt/genymobile/genymotion/libxcb.so.1 e /opt/genymobile/genymotion/libdrm.so.2
Isto pode ser feito com o comando mv:

 sudo mv /opt/genymobile/genymotion/libxcb.so.1 /opt/genymobile/genymotion/libxcb.so.1___backup

 sudo mv /opt/genymobile/genymotion/libdrm.so.2 /opt/genymobile/genymotion/libdrm.so.2___backup

Isto não resolve o problema, mas permite usar o Genymotion, pelo menos até você descobrir uma solução mais adequada ou ele ser atualizado.
Para reverter o procedimento, execute-o “ao contrário”:

 sudo mv /opt/genymobile/genymotion/libxcb.so.1___backup /opt/genymobile/genymotion/libxcb.so.1

 sudo mv /opt/genymobile/genymotion/libdrm.so.2___backup /opt/genymobile/genymotion/libdrm.so.2

Você optou por outra solução?! Deixe a gente saber como você resolveu o problema, nos comentários.

Como testar apps Android no emulador Genymotion

Há basicamente 3 formas de testar seus apps ou arquivos executáveis apk, no Genymotion:

  1. Arraste o arquivo apk pronto, para dentro da janela que se encontra emulando um dispositivo Android. É fácil assim.
  2. Rode o comando, no terminal:
    adb install nome_do_app.apk.
  3. Use um link da web para baixar e instalar diretamente o apk no seu dispositivo virtual.

Referências

https://www.genymotion.com/fun-zone/.

http://stackoverflow.com/questions/40998027/genymotion-genymotion-symbol-lookup-error-usr-lib64-libgl-so-1-undefined.

http://stackoverflow.com/questions/39316164/genymotion-usr-lib64-libx11-so-6-undefined-symbol-xcb-wait-for-reply64.

http://unix.stackexchange.com/questions/316787/problem-with-libx11-so-6-undefined-symbol-xcb-wait-for-reply64/317404.