Tipos de arquivos mais comuns para usar na exportação do GIMP

Ao gravar uma imagem, é necessário selecionar o formato do arquivo que vai armazenar seu conteúdo.
A escolha do formato deve se guiar pelas requisições da imagem, pelo seu tipo e pelos objetivos que você deseja alcançar.

Neste post, vou falar dos formatos mais comuns — e não todos os suportados pelo GIMP.

O XCF como padrão nativo do GIMP

Painel de exportação de arquivos do GIMP

O XCF foi criado para comportar imagens com diversas camadas, no GIMP.
Ele é recomendado também para guardar as imagens nas quais você ainda está trabalhando, ou seja, que ainda não tiveram sua edição finalizada.
Tem suporte a 16.78 milhões de cores (24 bits de profundidade), a animações e HDR (High Dynamic Range).

XCF é abreviatura para eXperimental Computing Facility.
Como padrão, o GIMP grava as informações comprimidas sob um algoritmo RLE, mas pode usar também outros mais sofisticados, como o bzip2.
O XCF é suportado por dezenas de outros programas e usado por sites como Wikimedia Commons.

Usa um método de compressão lossless, tal como o padrão de áudio FLAC.
Em outras palavras, comprime as informações do arquivo sem causar perda de dados.
De acordo com Klaus Gölker, autor de GIMP 2.8 For Photographers, o formato pode resultar em arquivos 30% menores que arquivos PSD.

Infelizmente, é muito difícil poder usar este padrão para postar imagens nas redes sociais, onde os mais aceitos são o JPG, PNG e GIF (de que vamos falar mais pra frente).
O XCF é a primeira opção de gravação quando a imagem em questão não será compartilhada, por armazenar uma maior quantidade de informações e preservar toda as suas características originais.
Se você tem a intenção de usar o GIMP em conjunto com outros programas proprietários (como o Photoshop), prefira usar o PSD como formato de arquivo.

Para gravar imagens em XCF, basta pressionar Ctrl + S (^S) ou, para salvar com o outro nome, Ctrl + Shift + S.
Outros formatos de arquivos, devem ser exportados. Para isto use as teclas Ctrl + Shift + E.
Estas opções estão disponíveis no menu Arquivo, se preferir usar o mouse.

Arquivos PSD no GIMP

Este é o padrão nativo do Photoshop (PhotoShop Document).
Não há problema algum em usar este formato como padrão no GIMP. Se você costuma fazer uso dos 2 editores, talvez seja mais cômodo usar apenas este, para gravar arquivos de trabalho.
O lado negativo é que o PSD não suporta compressão, o que vai resultar em arquivos bem maiores.

Formatos de arquivos para Internet

Quando houver a pretensão de enviar arquivos pela Internet, postá-los nas redes sociais ou no seu blog, é hora de pensar em padrões que ofereçam maior taxas de compressão — ainda que tenham impacto na qualidade final das imagens.
Segue os mais aceitos:

JPG ou JPEG

captura de tela do painel de exportação de arquivos para JPG no GIMP

Com suporte a cores em profundidade de até 24-bit, com taxa de compressão variável e ajustável pelo usuário, o JPG é o padrão da Internet, hoje.
A compressão pode impor perdas consideráveis à qualidade final da imagem mas, enfim, ela pode ser ajustada pelo usuário, no ato da gravação.
Além da Internet, é o padrão mais aceito em dispositivos de reprodução de mídia digital, como TVs, porta-retratos digitais etc.
Para seu site ou blog, vale usar o recurso progressive, no ato da gravação das suas imagens. Este recurso permite à imagem ser exibida imediatamente em baixa qualidade, para satisfazer conexões mais lentas e gradualmente (progressivamente) as informações serão carregadas, terminando por exibir a imagem com qualidade total.
Tome cuidado para não salvar imagens JPEG uma sobre a outra sob pena de ir perdendo sua qualidade subsequentemente.
Enquanto estiver trabalhando, use o XCF. Quanto terminar, grave em JPG.

O formato PNG

O PNG (Portable Network Graphics) é um padrão relativamente mais novo que o JPG e é voltado para uso na Internet. Também tem suporte a entrelaçamento, o que permite a sua exibição gradual para quem chegar ao seu site com uma conexão mais lenta.
Permite obter imagens comprimidas lossless, com possibilidade de ajustes pelo usuário.
Como tem suporte a diversas camadas, pode ser usado também para criar animações.

O formato GIF

painel exportar para GIF no GIMP.

GIF é um padrão de imagens antigo e, atualmente muito usado para exibir animações na web.
Nem todos os sites de redes sociais aceitam este tipo de imagem.
Aceita uma profundidade de cores até 8-bit, com 256 cores (e não milhões, como os padrões já citados).
Tem suporte a entrelaçamento e compressão lossless.

O formato TIFF

exportar tiff no GIMP

TIFF é um dos formatos mais antigos em uso atualmente, lançado em 1986 pela Aldus Corp. (empresa adquirida pela Adobe).
Há 32 anos a Internet estava em seus primórdios e a largura de banda disponível para se transferir imagens era uma fração do que se tem hoje.
À época, as mídias de gravação mais avançadas eram disquetes de 3,5″, com capacidade de até 1.44 MB. Este é o contexto da criação e uso do TIFF.
O formato não parou no tempo e tem suporte a cores com profundidade 24-bit, transparência alpha e compressão lossless LZW.

As imagens RAW, no GIMP

Se você usa o GIMP para editar suas fotografias, com câmeras semi profissionais ou profissionais, provavelmente usa formatos RAW, como opção de gravação das suas imagens dentro da câmera.
O GIMP reconhece vários formatos RAW e possui um plug-in UFRAW que permite editar este tipo de imagem e trabalhar com o formato DNG (da Adobe).
Por questão de compatibilidade/portabilidade, usar o DNG para gravar imagens RAW, pode ser uma boa ideia.
Se tiver curiosidade, leia sobre o RawTherapee, um editor específico para imagens RAW e que pode rodar integrado ao GIMP, como um plug-in.

Use o Xarchiver para criar backups criptografados

O Xarchiver é, antes de mais nada, um gerenciador/gestor de arquivos — que nem o Nautilus, do GNOME (presente no Ubuntu, Debian, Fedora etc.)
O seu destaque é a possibilidade de empacotar arquivos em diversos formatos, através de variados métodos ou algoritmos.

Já mostrei como compactar arquivos no Linux, usando o Xarchiver.
Aqui, vamos ver como adicionar senha, para impedir que o conteúdo dos arquivos seja visto por pessoas não autorizadas por você.

O Xarchiver tem os seguintes recursos, em relação aos formatos suportados:

  • tem suporte aos formatos mais usados de empacotamento: arj, rar, zip, bzip2, gzip, lha, lzma, 7z, tar, tar.bz2, tar.gz, tar.lzma, deb and rpm
  • leitura e criação de comentários nos arquivos arj, rar e zip.
  • quando o formato tem suporte a auto-extração, o Xarchiver também tem.
  • auto detecção de arquivos criptografados por senha, nos formatos arj, rar e zip. Tem suporte a criptografia 7z, mas não auto detecção.
  • tem suporte aos formatos mais usados de empacotamento: arj, rar, zip, bzip2, gzip, lha, lzma, 7z, tar, tar.bz2, tar.gz, tar.lzma, deb and rpm

Passo a passo para arquivar com senha

Vou usar como exemplo, o arquivo backup003.zip.
Com o arquivo aberto e seu conteúdo aparecendo na tela principal, selecione Ação/Adicionar (ou Ctrl + D)
como criptografar arquivos no Linux usando o xarchiver
Em seguida, na tela de seleção e inclusão de novos arquivos ao pacote, selecione a aba “Opções”.
como criptografar arquivos no Linux usando o xarchiver
No painel de opções, localize a caixa para ativar e digitar a senha.
como criptografar arquivos no Linux usando o xarchiver
Quando não há suporte a criptografia, a chave com senha ou a qualquer outra opção, as alternativas possíveis aparecem esmaecidas no painel.
como criptografar arquivos no Linux usando o xarchiver
Neste caso, resta procurar outra opção de compactação ou empacotamento, dentre as muitas que o aplicativo já oferece.
Note que, dentro do pacote, os arquivos são armazenados com seus nomes reais.
Isto quer dizer que o método de compressão age sobre o conteúdo e deixa os nomes dos arquivos intactos.
Ou seja, convém evitar usar nomes “chamativos” que, em tese, acabam “entregando mais do que o próprio conteúdo”:

  • como_eu_roubei_um_banco.txt
  • NotasFiscaisFriasDaMinhaEmpresa.odt
  • MinhaFotoMostrandoOQueNãoDeveria.jpg
  • etc.

Acho que deu pra entender… 😉

Como extrair arquivos empacotados com senha?

A extração é muito intuitiva.
Localize o pacote de arquivos, com o seu gerenciador de arquivos preferido (pode ser o Nautilus, para quem usa o GNOME).
Clique 2 vezes sobre ele.
como criptografar arquivos no Linux usando o xarchiver
Assim que você tentar fazer a leitura de algum arquivo, dentro do pacote, a senha será pedida.

Use o Xarchiver para compactar arquivos no Linux

O Xarchiver é uma ferramenta gráfica (GUI) para comprimir arquivos e que pode facilitar o seu backup.
O utilitário pode ser usado para selecionar uma grande quantidade de arquivos ou diretórios (pastas) para compactação através de diversos métodos e algoritmos.
Neste artigo, vou mostrar algumas importantes opções de uso do aplicativo.

Xarchiver é uma interface GTK+ leve e independente de área de trabalho para manipulação de arquivos compactados nos formatos xz, 7z, arj, bzip2, gzip, rar, tar, zip, rpm e deb. Ele permite que você crie arquivos compactados e adicione, extraia e exclua arquivos a partir deles. Arquivos protegidos por senha nos formatos arj, 7z, rar e zip são suportados.

Como instalar o Xarchiver

Abra o gerenciador de aplicativos do seu sistema e procure pelo ‘xarchiver’.
xarchiver install
Proceda com a instalação, clicando no botão ‘Instalar’.
Se preferir usar a CLI, abra um terminal e instale o pacote de mesmo nome:


sudo apt install xarchiver


O exemplo acima se refere às distribuições derivadas do Debian (Ubuntu, Linux Mint etc.)
Se você usa outra, substitua o gestor de pacotes apt pelo padrão da sua distro (dnf, yum etc.)
O restante deste tutorial irá seguir com o uso da interface GNOME, padrão atual em várias distribuições GNU/Linux.
Se este não for o seu caso, não se preocupe, pois os procedimentos tendem a ser (com pouquíssimas variações visuais) os mesmos.

Como comprimir arquivos com o Xarchiver

É possível arrumar o seu gerenciador de arquivos ao lado do Xarchiver.
Em seguida, selecione os arquivos que serão compactados e arraste-os para dentro da janela principal do Xarchiver.
Esta é uma das formas de fazer um backup ou empacotar arquivos para enviar para outra pessoa.
Debian Gnome xarchiver & nautilus

Eu prefiro abrir apenas o Xarchiver e, a partir dele, selecionar os arquivos a serem compactados.
Segue um passo a passo:

  1. Clique em Pacote/Novo (ou use o atalho Ctrl + N).
  2. linux xarchiver backup tool
    Você pode clicar no ícone "Novo documento" para iniciar um novo backup.
  3. Dê um nome para o seu pacote de arquivos.
    Selecione, em "Tipo do Arquivo" (embaixo) o método de empacotamento/compactação desejado.
    O tar.bz2 é o que costumo usar para os meus backups.
    linux xarchiver backup tool
    Clique em "Criar" para voltar à tela inicial.
  4. De volta à tela principal clique Ação/Adicionar (Ctrl + D) para incluir arquivos no pacote.
    linux xarchiver backup tool
    O trabalho de compressão é iniciado logo após clicar no botão 'Adicionar', no canto inferior direito.
    linux xarchiver backup tool
    Note que, na barra de status, na parte inferior da janela do Xarchiver, é exibida a mensagem "Adicionando arquivos ao pacote, aguarde por favor...". Ao mesmo tempo, à direita da mensagem um círculo alterna sua coloração entre verde e vermelho, indicando atividade.
    linux xarchiver backup tool

Se o volume de arquivos, a compactar, ultrapassar 1 GiB — e a sua máquina não for das mais rápidas — o procedimento pode ser um tanto demorado. Tenha paciência.

Como descomprimir pacotes de arquivos a partir do gerenciador de arquivos (Nautilus)

O procedimento é simples e intuitivo.
xarchiver extract files

Abra o gerenciador de arquivos padrão do seu sistema e localize o pacote de arquivos que você deseja inflar (ou extrair arquivos de dentro dele).
Se quiser extrair todos os arquivos na pasta atual, clique sobre o nome do pacote com o botão direito do mouse e selecione 'Extrair'.
Se preferir indicar a pasta para a qual serão extraídos os arquivos do pacote, selecione 'Extrair para'.

Como extrair arquivos dos pacotes a partir do Xarchiver

Localize o pacote a ser descomprimido com o Nautilus.

  1. Clique 2 vezes sobre o nome do pacote.
  2. Selecione os arquivos que deseja extrair.
  3. Clique com o botão direito sobre a seleção clique sobre 'Extrair'.
    linux xarchiver backup tool

Em que casos você não deve usar o Xarchiver

As atividades de compressão/descompressão de arquivos podem ser vorazes em relação aos recursos do seu sistema.
Em outras palavras, se você tiver muitos arquivos grandes, totalizando um volume na casa dos GiB, o sistema pode ficar lento e, em alguns momentos, deixar de responder temporariamente — principalmente, em computadores mais antigos.
Apenas, tenha paciência e espere.
O ideal pode ser fechar outros aplicativos e deixar apenas o Xarchiver trabalhando em paz, enquanto você vai pegar um café.
Se você é do tipo que não gosta de esperar e quer usar o sistema durante um trabalho de backup intenso, a solução ideal é usar o tar/bzip2 no modo texto.
Para algumas pessoas, isto envolve perder o preconceito (ou medo) da CLI — que é o melhor lugar para se fazer serviço pesado.

Compacte arquivos usando os recursos do bzip2

O bzip2 comprime arquivos através do algoritmo de Burrows-Wheeler.
O nível de compressão por este método é consideravelmente mais eficiente do que o de softwares baseados no LZ77/LZ78 (LZW).
Por outro lado, não chega a ser tão bom quanto a família de compressores estatísticos PPM.

O pacote de utilitários bzip2 é composto pelos seguintes itens:

  1. bzip2, bunzip2 — respectivamente, ferramentas de compactação e descompactação de arquivos.
  2. bzcat — descomprime arquivos para o stdout, ou seja, exibe o conteúdo.
  3. bzip2recover — ferramenta de recuperação e correção de arquivos bzip2 danificados.

É comum usar o programa em conjunto com o comando tar.
O tar não é, exatamente, uma ferramenta de compressão e depende de aplicativos de terceiros para fazer este trabalho.
Por outro lado, o bzip2 não é um arquivador. Ele comprime os arquivos individualmente.
Por ĩsto, é tão comum combinar os dois utilitários.
Para fazer o arquivamento (backup) de diretórios, usando o tar, com compressão pelo bzip2, use-o assim:


tar cjf backup.tar.bz ~/temp/

Se quiser, use o progress, como ferramenta para acompanhar o andamento do processo de backup tar/bzip2, com resultados individuais exibidos para cada processo.

progress tar bzip2

O bzip2 faz parte do conjunto de ferramentas padrão das grandes distribuições GNU/Linux. Você provavelmente não precisará se preocupar em instalar, portanto. Tudo que precisa para começar a usar agora, já se encontra no seu sistema.

Como usar o bzip2 na CLI

Na linha de comando (CLI), o bzip2 tem uma sintaxe similar ao do gzip, o que pode tornar mais fácil o trabalho de substituição em scripts de backup.
O utilitário espera que lhe seja dado uma lista de arquivos, acompanhados das opções de uso.
Cada arquivo é substituído por uma versão comprimida de si mesmo — acrescida da extensão .bz2.
Cada arquivo comprimido mantém (enquanto possível) as propriedades originais de posse, facilitando sua restauração posterior.
Se você prefere que os arquivos existentes sejam sobrescritos, é necessário usar o parâmetro ‘-f’. Sem isso, o programa pula arquivos que já tenham passado pelo processo de compactação.


bzip2 -f Occidentalis_v02.img

Exemplos de uso do bzip2

Adapte os exemplos, a seguir, às suas necessidades.
Para dar opções rápidas, o utilitário permite definir --fast (mais rápido) ou --best (melhor compressão),
Portanto para obter a melhor compressão possível, use o bzip2 assim:


bzip2 --best nome-do-arquivo

Para obter uma compressão mais rápida:


bzip2 --fast nome-do-arquivo

A qualidade da compressão também pode ser definida numericamente (de 1 a 9).
A opção ‘-9’ equivale a --best e ‘-1’ a --fast.
Para obter um nível de compressão equilibrado, use -5:


bzip2 -5 nome-do-arquivo

Para obter um feedback mais verboso, use ‘-v’ ou --verbose:


bzip2 -v *.* 

O comando, acima, irá comprimir todos os arquivos do diretório corrente, gerando um novo arquivo com extensão .bz2 em substituição para cada um.
Este é o comportamento padrão do programa.
A opção ‘-v’ serve para mostrar o que está sendo feito.

Sim! Você pode combinar várias opções.
Abaixo, ativei a ‘verbosidade’ e especifiquei que não quero que o arquivo original seja removido. Veja o meu resultado:


bzip2 -vk woman-drinking-cup-of-coffee.jpg 

woman-drinking-cup-of-coffee.jpg:  0.991:1,  8.072 bits/byte, -0.90% saved, 36856 in, 37189 out.

ls -lah woman-drinking-cup-of-coffee.*

-rw-r--r-- 1 justincase justincase 36K set  1 15:03 woman-drinking-cup-of-coffee.jpg
-rw-r--r-- 1 justincase justincase 37K set  1 15:03 woman-drinking-cup-of-coffee.jpg.bz2

Desta vez restaram 2 arquivos — com extensões ‘.jpg’ e ‘.jpg.bz2’.
Note que o arquivo resultante ficou 1K maior do que o original.
Isto se deve ao fato de que arquivos JPEG já são comprimidos.
Neste caso, além de não ter sido possível obter uma taxa de compressão maior, somou-se ao arquivo resultante as informações do bzip2.
Por isto ele ficou maior.
Você irá obter resultados bem melhores sobre arquivos de texto ou de áudio FLAC, por exemplo.

Como descompactar e testar meus arquivos bz2

Para descomprimir (inflar) seus arquivos, use o bunzip2 ou ‘bzip2 -d’:


bzip2 -dv woman-drinking-cup-of-coffee.jpg.bz2

bzip2: Output file woman-drinking-cup-of-coffee.jpg already exists.

Como o arquivo original ‘woman-drinking-cup-of-coffee.jpg’ já existia, obtive a mensagem acima ‘Output file woman-drinking-cup-of-coffee.jpg already exists‘ — “O arquivo de saída … já existe”.
Se quiser forçar a extração, neste caso, use ‘-f’:


bzip2 -dvf woman-drinking-cup-of-coffee.jpg.bz2

Use ‘-tv’ para testar um ou vários arquivos bz2:


bzip2 -tv woman-drinking-cup-of-coffee.jpg.bz2 

woman-drinking-cup-of-coffee.jpg.bz2: ok

Mais adiante, vamos abordar novamente o uso de ‘-t’.

Como usar o bzip2, quando os recursos do sistema estão escassos

Em ambiente servidor pode ser difícil encontrar “uma folga” no tempo do processador ou no espaço disponível na memória RAM do sistema.
Ficar sem backup, justamente nestes casos, não é uma opção.
Aplicar o --small ou ‘-s’ faz com que o aplicativo realize o seu trabalho com menor consumo de memória.
Segue um exemplo de uso:


bzip2 -sv Screenshot_20170*

  Screenshot_20170619-092621.png:  1.005:1,  7.963 bits/byte,  0.47% saved, 2090633 in, 2080882 out.
  Screenshot_20170619-092626.png:  1.000:1,  7.997 bits/byte,  0.04% saved, 2199528 in, 2198582 out.
  Screenshot_20170619-092823.png:  1.137:1,  7.036 bits/byte, 12.05% saved, 156600 in, 137732 out.

...

  Screenshot_20170706-164342.png:  1.134:1,  7.053 bits/byte, 11.84% saved, 128326 in, 113135 out.
  Screenshot_20170706-164407.png:  1.097:1,  7.292 bits/byte,  8.85% saved, 120458 in, 109795 out.
  Screenshot_20170706-164419.png:  1.141:1,  7.014 bits/byte, 12.33% saved, 97195 in, 85210 out.

A opção reduz o uso da memória durante a compressão, descompressão e teste.
Neste caso, é ativado um outro algoritmo, que requer 2,5 bytes por cada byte de bloco.
Com isto, qualquer arquivo pode ser inflado dentro de um espaço de 2300 kb, na memória RAM.
O custo: redução pela metade da velocidade de trabalho do aplicativo.
Durante o processo de descompressão, o ‘-s’ seleciona blocos de 200 kb, limitando o uso de memória ao mesmo valor — com a consequente redução da taxa de compressão.

A documentação manda usar ‘-s’ em sistemas com 8 Mb de memória RAM livres ou menos.
Mas você pode usar o recurso em outras situações que julgar adequado.

Como recuperar arquivos bzip2 danificados

Acidentes podem ocorrer durante uma transferência e você pode acabar com arquivos compactados importantes corrompidos.
O bzip2 comprime em blocos, usualmente, com 900 Kb — cada qual é manipulado independentemente pelo utilitário.
Se uma mídia danificada ou um erro de transmissão causar dano a um ou mais blocos, ainda é possível recuperar o conteúdo a partir dos dados armazenados nos blocos saudáveis.

O bzip2recover é um programa simples com o propósito de varrer blocos dentro de arquivos .bz2 e gravar cada bloco em outro arquivo .bz2.
Os arquivos resultantes podem ser verificados com a opção ‘-t’ e, se for o caso, descomprimidos.
Veja um exemplo:


bzip2recover woman-drinking-cup-of-coffee.jpg.bz2 

bzip2recover 1.0.6: extracts blocks from damaged .bz2 files.
bzip2recover: searching for block boundaries ...
   block 1 runs from 80 to 297425
bzip2recover: splitting into blocks
   writing block 1 to `rec00001woman-drinking-cup-of-coffee.jpg.bz2' ...
bzip2recover: finished

Em seguida, rode o teste:


bzip2 -tv rec00001woman-drinking-cup-of-coffee.jpg.bz2 

  rec00001woman-drinking-cup-of-coffee.jpg.bz2: ok

Este é o procedimento básico de recuperação pelo bzip2 de um arquivo danificado.

Compactação com criptografia

Segurança implica em criptografia, em muitos casos.
O bzip2 pode ser usado em conjunto com a ferramenta de criptografia GnuPG.
Para obter este resultado, você pode invocar a compressão com o bzip2 do próprio gpg:


gpg --output ssp2.html.gpg.bz2 --bzip2-compress-level 1 -cv ssp2.html

gpg: pinentry launched (11802 gnome3 1.0.0 ? ? ?)
gpg: pinentry launched (11809 gnome3 1.0.0 ? ? ?)
gpg: using cipher AES
gpg: writing to 'ssp2.html.gpg.bz2'

Veja o que foi feito:

  • gpg --output ssp2.html.gpg.bz2 — a execução pede para gerar um arquivo de saída, criptografado, com o nome ‘ssp2.html.gpg.bz2’.
  • --bzip2-compress-level 1 — especifica o método e o nível de compressão a ser usado.
  • -cv — indica explicitamente a criptografia (-c) e verbosidade (-v).

O valor de --bzip2-compress-level pode variar de 0 (nenhuma compressão) a 9 (máxima compressão).
Acima, usei o valor 1, para tornar o procedimento mais célere.
Para reverter, use o gpg assim:


gpg --output ssp2.html -dv --bzip2-decompress-lowmem ssp.html.gpg.bz2

gpg: AES encrypted data
gpg: pinentry launched (11769 gnome3 1.0.0 ? ? ?)
gpg: encrypted with 1 passphrase
gpg: original file name='ssp.html'

O que há de diferente?
Desta vez, usamos a opção ‘-d’ e --bzip2-decompress-lowmem para indicar que é para descomprimir um arquivo, com o uso do bzip2.

Como comprimir arquivos no Linux, usando o comando gzip

O comando gzip oferece um dos meios mais eficientes de comprimir arquivos, no Linux.
O gzip faz uso do Lempel-Ziv ou lz77 que, além de ser eficaz na redução do pacote final, promove uma metodologia de compressão lossless, ou seja, sem perda de informações.
gzip oficial logo

O LZ77 e o LZ78 são dois algoritmos de compressão lossless, publicados por Abraham Lempel e Jacob Ziv, em 1977 e 1978.
São também conhecidos por LZ1 e LZ2, respectivamente. Ambos formam a base para outras variações, o que inclui os LZW, LZSS, LZMA etc.
Além da influência no meio acadêmico, estes algoritmos formaram a base de vários importantes e ubíquos esquemas de compressão, tais como o GIF (imagens) e o algoritmo deflacionário usado nas imagens PNG.

O gzip é um comando muito usado na compressão de arquivos e diretórios no Linux — diretamente ou dentro de scripts (de backup, por exemplo). Com toda certeza, vale a pena conhecer melhor o seu uso.
Ao final do artigo, há um link para o site data-compression, onde é possível obter mais informações sobre o algoritmo.
A animação, que segue, demonstra a aplicação do método LZ1/LZ2 de compressão:
lempelziv animation
Além disto, entre os programas de (de)compressão, este é padrão e costuma estar presente em quase todas as distribuições GNU/Linux.

Como usar o gzip, na linha de comando do Linux

Como comportamento padrão, quando comprimimos um arquivo ou pasta, usando o comando gzip, o resultado será um arquivo com o mesmo nome, acrescido da extensão .gz.
Para comprimir um simples arquivo, use o gzip na linha de comando, assim:

gzip arquivo

O mesmo vale para um arquivo do LibreOffice:

gzip documento.odt 
ls doc*

documento.odt.gz

Como você pode ver, no exemplo acima, o nome do arquivo foi acrescido da extensão .gz, logo após sua original .odt.
Alguns arquivos irão ter taxas de compressão melhores do que outros.
Documentos de texto, imagens bitmap, arquivos de áudio WAV e FLAC, entre outros, costumam alcançar boas taxas de compressão.
Por outro lado, arquivos de compressão lossy, que já sofreram perda de dados, como imagens JPEG e áudio MP3, terão péssimas taxas de compressão. Na verdade, o resultado final pode acabar sendo um arquivo maior — uma vez que passarão a carregar informações adicionadas pelo gzip.

Como descomprimir arquivos gzip

Se você tem um arquivo que já tenha sido comprimido via gzip, use o comando acompanhado da opção ‘-d’ (descomprimir) para reverter o processo anterior.
Veja um exemplo:

gzip -d documento.odt.gz 
ls doc*

documento.odt

Como forçar o gzip a comprimir um arquivo

Quando não houver ganho na compressão de algum arquivo, o gzip pode “se recusar” a fazer o serviço.
Se você pretende insistir na tarefa, use a opção ‘-f’ para forçar o gzip a prosseguir.
No exemplo, que segue, acompanhe o que é feito, através dos comentários, precedidos pelo símbolo #:

# Verificação do tamanho original do arquivo BackCover.jpg.gz
ls -l BackCover.jpg.gz 
-rw-r--r-- 1 justincase justincase 76646 Ago 29 18:22 BackCover.jpg.gz

# Ao tentar comprimir o arquivo o programa avisa que ele já tem a extensão .gz
gzip BackCover.jpg.gz 
gzip: BackCover.jpg.gz already has .gz suffix -- unchanged

# Para prosseguir, use a opção -f
gzip -f BackCover.jpg.gz 

# Note que o arquivo final passou a ter 50 bytes a mais
ls -l BackCover.jpg.gz.gz 
-rw-r--r-- 1 justincase justincase 76696 Ago 29 18:22 BackCover.jpg.gz.gz

Se quiser, faça suas próprias experiências, antes de prosseguir.

Como manter o arquivo original e aplicar a compressão a uma cópia

Para manter o arquivo original e criar um novo arquivo comprimido, use a opção ‘-k’:

gzip -k cartaz.jpg
ls -l cartaz.*
-rw-r--r-- 1 justincase justincase 76965 Ago 29 18:22 cartaz.jpg
-rw-r--r-- 1 justincase justincase 76643 Ago 29 18:22 cartaz.jpg.gz

Como obter estatísticas de compressão do gzip

O objetivo de se comprimir arquivos é economizar espaço de armazenamento e/ou obter transferências mais eficientes, na rede.
Seria interessante, portanto, obter algumas estatísticas sobre a eficiência de compressão sobre os arquivos.
Para ter uma idéia da eficiência da compressão de um arquivo, use a opção ‘-l’:

gzip -l cartaz.jpg.gz 

O que se vê, como resultado, é o tamanho original do arquivo, seu tamanho comprimido, a taxa de compressão obtida pelo gzip e, por fim, o nome original do arquivo:

         compressed        uncompressed  ratio uncompressed_name
              76643               76965   0.5% cartaz.jpg

Dá para comprimir pastas com o gzip?

Se você quiser comprimir uma pasta inteira, para dentro de um único pacote, o ideal é usar o comando tar — por que o gzip irá comprimir cada arquivo, individualmente, não a pasta inteira, como um pacote.
Além disto, ele não aceita compactar o diretório. Veja:

gzip textos/
gzip: textos/ is a directory -- ignored

Para compactar os arquivos dentro do diretório – recursivamente, portanto –, é necessário usar a opção ‘-r’:

gzip -r textos/

O resultado é o que segue:

ls -l textos/
total 20
-rw-r--r-- 1 justincase justincase 145 Ago 30 11:18 texto1.txt.gz
-rw-r--r-- 1 justincase justincase 145 Ago 30 11:20 texto2.txt.gz
-rw-r--r-- 1 justincase justincase 145 Ago 30 11:20 texto3.txt.gz
-rw-r--r-- 1 justincase justincase 145 Ago 30 11:20 texto4.txt.gz
-rw-r--r-- 1 justincase justincase 145 Ago 30 11:20 texto5.txt.gz

Como verificar se o gzip obteve sucesso no procedimento

Se você usa o gzip, dentro de um processo de backup, pode verificar a integridade de cada arquivo comprimido com a opção ‘-t’:

gzip -tv textos/*
textos/texto1.txt.gz:    OK
textos/texto2.txt.gz:    OK
textos/texto3.txt.gz:    OK
textos/texto4.txt.gz:    OK
textos/texto5.txt.gz:    OK

Note que adicionei o ‘v’ às opções do comando. Do contrário, ele não retornaria resultados, a menos que houvesse erros. Isto seria útil dentro de um script.
Por fim, é possível controlar a taxa de compressão, adicionando um valor númerico, como opção — de 1 a 9.
Para obter a taxa de compressão máxima, use o valor 9.
Na “brincadeira”, abaixo, o arquivo foi compactado com a opção ‘-1’, primeiro (que é a taxa de compressão mais baixa) e depois, com a taxa de compressão mais alta. Enquanto isto, foi verificada a estatística de compressão de cada um, com a opção ‘-l’:

# compactando com a taxa mais baixa
gzip -1 documento.odt 
# obtendo estatísticas
gzip -l documento.odt.gz 
         compressed        uncompressed  ratio uncompressed_name
                159                 685  81.5% documento.odt

# descomprimindo o arquivo
gzip -d documento.odt.gz 
# compactando com a taxa mais alta
gzip -9 documento.odt 
# obtendo estatísticas
gzip -l documento.odt.gz 
         compressed        uncompressed  ratio uncompressed_name
                158                 685  81.6% documento.odt


Não use o programa gzip com arquivos ZIP. Para este tipo de arquivo, existem aplicativos apropriados: o zip e o unzip, por exemplo.

Referências

https://en.wikipedia.org/wiki/LZ77_and_LZ78.
http://www.data-compression.com/lempelziv.html.
http://linux.about.com/od/commands/fl/Example-Uses-Of-The-Linux-gzip-Command.htm?utm_content=7489444&utm_medium=email&utm_source=exp_nl&utm_campaign=list_linux&utm_term=.