Use o Xarchiver para criar backups criptografados

O Xarchiver é, antes de mais nada, um gerenciador/gestor de arquivos — que nem o Nautilus, do GNOME (presente no Ubuntu, Debian, Fedora etc.)
O seu destaque é a possibilidade de empacotar arquivos em diversos formatos, através de variados métodos ou algoritmos.

Já mostrei como compactar arquivos no Linux, usando o Xarchiver.
Aqui, vamos ver como adicionar senha, para impedir que o conteúdo dos arquivos seja visto por pessoas não autorizadas por você.

O Xarchiver tem os seguintes recursos, em relação aos formatos suportados:

  • tem suporte aos formatos mais usados de empacotamento: arj, rar, zip, bzip2, gzip, lha, lzma, 7z, tar, tar.bz2, tar.gz, tar.lzma, deb and rpm
  • leitura e criação de comentários nos arquivos arj, rar e zip.
  • quando o formato tem suporte a auto-extração, o Xarchiver também tem.
  • auto detecção de arquivos criptografados por senha, nos formatos arj, rar e zip. Tem suporte a criptografia 7z, mas não auto detecção.
  • tem suporte aos formatos mais usados de empacotamento: arj, rar, zip, bzip2, gzip, lha, lzma, 7z, tar, tar.bz2, tar.gz, tar.lzma, deb and rpm

Passo a passo para arquivar com senha

Vou usar como exemplo, o arquivo backup003.zip.
Com o arquivo aberto e seu conteúdo aparecendo na tela principal, selecione Ação/Adicionar (ou Ctrl + D)
como criptografar arquivos no Linux usando o xarchiver
Em seguida, na tela de seleção e inclusão de novos arquivos ao pacote, selecione a aba “Opções”.
como criptografar arquivos no Linux usando o xarchiver
No painel de opções, localize a caixa para ativar e digitar a senha.
como criptografar arquivos no Linux usando o xarchiver
Quando não há suporte a criptografia, a chave com senha ou a qualquer outra opção, as alternativas possíveis aparecem esmaecidas no painel.
como criptografar arquivos no Linux usando o xarchiver
Neste caso, resta procurar outra opção de compactação ou empacotamento, dentre as muitas que o aplicativo já oferece.
Note que, dentro do pacote, os arquivos são armazenados com seus nomes reais.
Isto quer dizer que o método de compressão age sobre o conteúdo e deixa os nomes dos arquivos intactos.
Ou seja, convém evitar usar nomes “chamativos” que, em tese, acabam “entregando mais do que o próprio conteúdo”:

  • como_eu_roubei_um_banco.txt
  • NotasFiscaisFriasDaMinhaEmpresa.odt
  • MinhaFotoMostrandoOQueNãoDeveria.jpg
  • etc.

Acho que deu pra entender… 😉

Como extrair arquivos empacotados com senha?

A extração é muito intuitiva.
Localize o pacote de arquivos, com o seu gerenciador de arquivos preferido (pode ser o Nautilus, para quem usa o GNOME).
Clique 2 vezes sobre ele.
como criptografar arquivos no Linux usando o xarchiver
Assim que você tentar fazer a leitura de algum arquivo, dentro do pacote, a senha será pedida.

Como acessar o gerenciador de arquivos nativo do Android 6.0 Marshmallow.

Algumas pessoas instalam aplicativos desenvolvidos por terceiros para fazer a gestão de arquivos no seu smartphone ou tablet.
As principais funções de um software desta natureza vai de explorar o sistema a manipular arquivos dentro dos seus dispositivos de armazenamento.
O gerenciador nativo, presente no Marshmallow, não é completo e não traz sequer funções básicas que permitam renomear arquivos.
Mas, se você deseja explorar as pastas (ou diretórios) presentes no seu aparelho e executar funções como:

  • copiar um arquivo ou diretório para outro lugar;
  • remover um arquivo ou diretório;
  • compartilhar um vídeo, uma imagem ou qualquer outro arquivo.

… ele resolve! 😉

Como chegar ao gerenciador de arquivos

Comece com a abertura do menu de configurações.
Em seguida, role para a secção Dispositivo e toque em Armazenamento e USB.
Android armazenamento e USB
Dentro do painel Armazenamento e USB, selecione um de seus dispositivos de armazenamento disponíveis — normalmente só há o Interno e o Cartão SD.
Android relação de dispositivos de armazenamento
Após selecionar o dispositivo de armazenamento, role a tela até o fim.
Toque na última opção Explorar, para iniciar o gerenciador de arquivos.
Android explorar sistema de arquivos
Agora, você já está usando o gerenciador de arquivos nativos do Android.
Android Marshmallow gerenciador de arquivos nativo
É possível modificar a visualização do gestor, através do submenu do aplicativo, no canto superior direito.

Como renomear múltiplos arquivos no Linux, com o comando rename.

O utilitário rename, escrito em Perl, pelo próprio Larry Wall, permite alterar os nomes de vários arquivos em lote, dentro de condições e regras que você mesmo pode estabelecer.
Normalmente, quando queremos renomear um arquivo ou diretório, no GNU/Linux, usamos o comando mv (move).
Quando o trabalho envolve uma grande quantidade de arquivos, o rename oferece mais flexibilidade, como ferramenta.
Vale aprender a utilizá-lo — até por que é uma maravilha se for integrado a algum script.
O cmando rename no Linux

Como usar o comando rename

O utilitário, tal como o seu nome indica, renomeia múltiplos arquivos ou grupos de arquivos.
Com o uso de expressões Perl, o rename pode alterar nomes de arquivos para “tudo” maiúsculas/minúsculas, entre outras coisas.
No exemplo. que segue, vou criar 4 arquivos para usar nos meus exemplos, com o comando touch:

touch abril2015.bak junho2015.bak maio2015.bak marco2015.bak

A seguir, renomear todos os arquivos criados, com extensão ‘.bak’ para a nova extensão ‘.backup’. Veja:

rename 's/\.bak$/\.backup/' *.bak

O comando, acima, se divide em dois argumentos:

  • No primeiro, temos a expressão em Perl 's/\.bak$/\.backup/' que substitui .bak por .backup
  • No segundo, é informado a que arquivos o comando se aplica: todos que têm extensão .bak

Veja o meu resultado:

ls -l

total 4
-rw-rw-r-- 1 justincase justincase    0 Out  1 11:41 abril2015.backup
drwxrwxr-x 4 justincase justincase 4096 Out  1 16:36 box
-rw-rw-r-- 1 justincase justincase    0 Out  1 11:41 junho2015.backup
-rw-rw-r-- 1 justincase justincase    0 Out  1 11:41 maio2015.backup
-rw-rw-r-- 1 justincase justincase    0 Out  1 11:41 marco2015.backup

Verifique as alterações antes de aplicá-las

Quando se vai executar uma tarefa em lotes e, como consequência, atingir vários arquivos ao mesmo tempo, é interessante ter certeza de que o efeito produzido seja exatamente o que se deseja.
Voltar atrás, depois de renomear dezenas, centenas ou milhares de nomes de arquivos, pode ser muito difícil.
Para isto, o comando rename dispõe de uma opção que simula seus efeitos, mostrando o que seria feito, para você poder avaliar se é o que deseja.
No comando abaixo, será pedido ao rename que simule a alteração das extensões dos arquivos de volta para .bak:

rename -n -v 's/\.backup$/\.bak/' *.backup

A opção ‘-n’, quer dizer no-act, ou seja, pede para que o rename não aja.
A opção ‘-v’, pede para que o programa seja verboso e conte tudo o que está fazendo.
O meu resultado, foi este:

abril2015.backup renamed as abril2015.bak
junho2015.backup renamed as junho2015.bak
maio2015.backup renamed as maio2015.bak
marco2015.backup renamed as marco2015.bak

Note que, ao pedir uma listagem do diretório…

ls -l

… Nada foi feito:

-rw-rw-r-- 1 justincase justincase    0 Out  1 11:41 abril2015.backup
drwxrwxr-x 4 justincase justincase 4096 Set 29 16:18 box
-rw-rw-r-- 1 justincase justincase    0 Out  1 11:41 junho2015.backup
-rw-rw-r-- 1 justincase justincase    0 Out  1 11:41 maio2015.backup
-rw-rw-r-- 1 justincase justincase    0 Out  1 11:41 marco2015.backup

Como converter nomes de arquivos de minúsculas para maiúsculas e vice-versa

Para converter de minúsculas para maiúsculas, use a seguinte fórmula:

rename -v 'y/a-z/A-Z/' *.backup
abril2015.backup renamed as ABRIL2015.BACKUP
junho2015.backup renamed as JUNHO2015.BACKUP
maio2015.backup renamed as MAIO2015.BACKUP
marco2015.backup renamed as MARCO2015.BACKUP
[/bash]
Veja a minha listagem:


total 4
-rw-rw-r-- 1 justincase justincase    0 Out  1 11:41 ABRIL2015.BACKUP
drwxrwxr-x 4 justincase justincase 4096 Set 29 16:18 box
-rw-rw-r-- 1 justincase justincase    0 Out  1 11:41 JUNHO2015.BACKUP
-rw-rw-r-- 1 justincase justincase    0 Out  1 11:41 MAIO2015.BACKUP
-rw-rw-r-- 1 justincase justincase    0 Out  1 11:41 MARCO2015.BACKUP

Para fazer a operação inversa, troque a posição dos caracteres na expressão 'y/a-z/A-Z/' para 'y/A-Z/a-z/'.

Como acessar arquivos na nuvem com o WebDAV

Com o protocolo WebDAV, é possível acessar arquivos armazenados na nuvem de qualquer servidor compatível.
Neste post, vou usar, como exemplo, um servidor de aplicativos (e arquivos) na nuvem ownCloud, para mostrar como o acesso pode ser feito para copiar, criar, remover, alterar e compartilhar arquivos.
captura de tela do gerenciador de arquivos acessando um servidor WEBDAV

O protocolo WebDAV transforma a web em uma mídia passível de ser lida e escrita.
O WebDAV (Web Distributed Authoring and Versioning) é uma extensão do HTTP, que facilita a colaboração entre usuários na edição e manipulação de documentos e arquivos na Internet. (Wikipedia)

O meu servidor de arquivos na nuvem, fica no endereço http://localhost e os exemplos, que seguem serão baseados nestes valores — altere-os, para que o tutorial se adeque à sua realidade.

Acesse seus arquivos no servidor, usando qualquer gerenciador de arquivos

Atualmente, qualquer gerenciador de arquivos, no Linux, tem a capacidade de acessar um servidor via WebDAV — isto inclui: o Dolphin (KDE), o Nautilus (Ubuntu), o Thunar (Xubuntu) etc.
Basta ter o servidor funcionando e fornecer o endereço correto.
No meu caso, o endereço a ser acessado é o seguinte:
dav://localhost/owncloud/remote.php/webdav/
Nota: Se sua conexão ao servidor é HTTPS (segura), use davs:// em vez de dav://.
No Nautilus, clique em Arquivo e selecione a opção de Conectar ao servidor.
Forneça o nome de usuário e a senha, já cadastrados, para ter acesso aos seus arquivos.

Captura de tela do gerenciador de arquivos thunar com o submento de contexto aberto
Clique para ver detalhes.

Não se esqueça de adicionar o endereço aos favoritos ou marcadores para não precisar mais digitar tudo nas próximas vezes.

Clientes WebDAV

A Microsoft introduziu o suporte ao WebDAV no Windows 98, em um recurso chamado web folders.
O Mac OS X, a partir da versão 10, suporta o WebDAV, como um sistema de arquivos — o que permite ao montar diretórios remotos no servidor, usando o mecanismo tradicional do BSD.
Usuários Linux podem montar diretórios WebDAV com o uso dos módulos davfs2 e e fusedav, que os monta como sistemas de arquivos Coda ou FUSE.
O KDE tem suporte nativo ao WebDAV, o que permite acessar servidores remotos naturalmente com o Konqueror ou o Dolphin (a escolhe é sua) ou de qualquer outro aplicativo, com direito a interação direta e controle total.
Todas as outras aplicações, que fazem uso da GIO library, o que inclui o Nautilus, o Thunar (XFCE) etc. têm acesso ao WebDAV, com o uso do GNOME Virtual File System (GVFS) ou Sistema de Arquivos Virtual GNOME.

LEIA MAIS

Referências:

Como quebrar senhas de arquivos rar, 7z e zip

Quebrar senhas de arquivos compactados é sempre possível e, relativamente, fácil. O que varia é o tempo que você vai levar para concluir esta tarefa.
Vou mostrar como revelar a senha de um arquivo compactado em rar,
7z ou zip.
Zipper over blue tissue
O programa rarcrack foi desenvolvido sob a licença GPL, por David Zoltan e é mantido, atualmente, pelo programador dinamarquês Ole Wolf.
Ele é capaz de quebrar senhas não muito complicadas em questão de minutos ou segundos.
Se você tiver uma máquina lenta e uma senha mais complexa pela frente, contudo, esta tarefa pode acabar lhe tomando algumas horas.
O rarcrack usa um algoritmo de força bruta para descobrir a senha do arquivo.

O que é força bruta?

Em criptografia um ataque de força de bruta – ou de busca exaustiva – é um ataque critoanalítico rudimentar, recomendado quando outros métodos não forem possíveis.
O ataque consiste em testar sistematicamente todas as combinações de caracteres possíveis, até encontrar a que corresponde à senha.
Justamente por isto, pode ser um método muito demorado para quebrar a segurança de um arquivo.

Como baixar e instalar o rarcrack

O rarcrack pode ser baixado no site oficial do aplicativo ou instalado direto dos repositórios (se você estiver usando o Debian ou o Ubuntu).
Vamos abordar alguns métodos de instalação — e você pode usar o que achar que serve melhor pra você.

Como instalar o rarcrack no Ubuntu ou Debian

Abra um terminal (Ctrl + Alt +T) e digite os seguintes comandos:

sudo apt-get install rarcrack

Se você estiver usando o Ubuntu 12.04 LTS, deve instalar algumas PPAs primeiro. acrescente as linhas abaixo, ao arquivo /etc/apt/sources.list:

deb http://ppa.launchpad.net/ole.wolf/rarcrack/ubuntu precise main 
deb-src http://ppa.launchpad.net/ole.wolf/rarcrack/ubuntu precise main

Em seguida, execute os seguintes comandos de instalação:

sudo apt-get update
sudo apt-get install rarcrack

Como baixar e compilar o código fonte

Comece por baixar o código fonte no link abaixo:
Site de download do rarcrack.
Ao seguir os passos, abaixo, substitua VERSION pelo número da versão do arquivo baixado:

tar -xjf rarcrack-VERSION.tar.bz2
cd rarcrack-VERSION
$ make
$ make install

Você vai precisar ter privilégios administrativos (root) para executar o último passo, acima.

Como recuperar a senha de um arquivo compactado

O rarcrack é um aplicativo de linha de comando, de execução muito simples.
Normalmente, basta digitar:

rarcrack nome-do-arquivo.zip

Se o rarcrack não reconhecer o tipo seu tipo de arquivo, basta informar:

rarcrack --type zip exemplo.zip

A saída do aplicativo, enquanto ele trabalha, é mais ou menos assim:

RarCrack! 0.2 by David Zoltan Kedves (kedazo@gmail.com)
INFO: the specified archive type: zip
INFO: cracking exemplo.zip, status file: exemplo.zip.xml
Probing: 'la' [457 pwds/sec]
Probing: 'GN' [447 pwds/sec]
Probing: '02D' [451 pwds/sec]
Probing: '0oq' [450 pwds/sec]
Probing: '0Lv' [477 pwds/sec]
Probing: '191' [485 pwds/sec]
Probing: '1wn' [482 pwds/sec]
Probing: '1SA' [459 pwds/sec]
Probing: '2g7' [486 pwds/sec]
Probing: '2Ce' [457 pwds/sec]
Probing: '2YR' [467 pwds/sec]
Probing: '3kI' [451 pwds/sec]
Probing: '3Ho' [468 pwds/sec]
Probing: '45a' [491 pwds/sec]
Probing: '4rY' [471 pwds/sec]
Probing: '4P2' [476 pwds/sec]
Probing: '5cJ' [489 pwds/sec]
Probing: '5AW' [500 pwds/sec]
Probing: '5Yq' [485 pwds/sec]
Probing: '6lP' [483 pwds/sec]
Probing: '6IP' [475 pwds/sec]
Probing: '76I' [493 pwds/sec]
Probing: '7tX' [480 pwds/sec]
Probing: '7R4' [477 pwds/sec]
Probing: '8em' [481 pwds/sec]
Probing: '8Dc' [513 pwds/sec]
Probing: '90L' [487 pwds/sec]
Probing: '9mO' [455 pwds/sec]
Probing: '9Ja' [462 pwds/sec]
Probing: 'a5p' [459 pwds/sec]
GOOD: password cracked: 'abc'

Como você pode ver, no meu caso, o programa revelou que a senha era “abc“.

Como quebrar a senha mais rápido

É possível acelerar o processo, fazendo uso do recurso de multithreads presente em seu processador.
Máquinas mais modernas podem executar vários “pedaços” das tarefas simultaneamente — recurso chamado multithreading.
Para fazer uso deste recurso e ganhar tempo, use o parâmetro --threads.

rarcrack --threads 4 --type zip exemplo.zip
RarCrack! 0.2 by David Zoltan Kedves (kedazo@gmail.com)

INFO: the specified archive type: zip
INFO: cracking exemplo.zip, status file: exemplo.zip.xml
INFO: Resuming cracking from password: '1tC'
Probing: '2hD' [1029 pwds/sec]
Probing: '34Z' [1020 pwds/sec]
Probing: '3OM' [946 pwds/sec]
Probing: '4re' [794 pwds/sec]
Probing: '53l' [787 pwds/sec]
Probing: '5FF' [792 pwds/sec]
Probing: '6hP' [788 pwds/sec]
Probing: '6U5' [790 pwds/sec]
Probing: '7v4' [764 pwds/sec]
Probing: '83t' [711 pwds/sec]
Probing: '8Ef' [760 pwds/sec]
Probing: '9bi' [683 pwds/sec]
Probing: '9I3' [677 pwds/sec]
GOOD: password cracked: 'abc'

Se você quiser saber o número máximo de threads que seu sistema suporta, no Linux, use o comando lshw:

sudo lshw | grep thread
configuração: cores=2 enabledcores=2 threads=4

Uma thread é a menor sequência de uma instrução de um programa, que possa ser executada independentemente por um scheduler.
Saiba mais no Wikipedia.

O rarcrack suporta o máximo de 12 threads
Por fim, se quiser interromper o processo, use Ctrl + C. O aplicativo retoma o trabalho no ponto em que parou, caso você decida executá-lo novamente.

Referências:

https://launchpad.net/~ole.wolf
http://pt.wikipedia.org/wiki/For%C3%A7a_bruta
https://launchpad.net/~ole.wolf/+archive/ubuntu/rarcrack