Configure o Ubuntu para ser um estúdio profissional de edição e manipulação de suas fotografias

Entre os diversos sabores do Ubuntu, a Canonical distribui uma versão chamada Ubuntu Studio, voltada para a criação multimídia.
A depender do que você pretende fazer, esta pode ser a melhor opção para você

Os links de download estão agrupados, na sessão de referências, ao final do texto.
O “problema” do Ubuntu Studio é que você pode sentir que “tem coisas demais” dentro dela.
Por exemplo, softwares e bibliotecas gráficas para criar e manipular conteúdo de áudio ou vídeo, se não pretende usar, vão apenas ocupar espaço inútil no seu sistema e podem, até mesmo, torná-lo um pouco mais lento.

A distro vem equipada com o kernel de baixa latência (low latency), para otimizar a produção de conteúdo multimídia.

O Ubuntu Studio é semelhante ao Fedora Design Suite que também oferece um ambiente completo de criação.

Neste post, contudo, vou mostrar como instalar no seu Ubuntu apenas o set de ferramentas para fotografia, do Ubuntu Studio.
Desta forma, todas as distribuições GNU/Linux, baseadas nesta distribuição (POP OS, KDE NEON, Linux Mint etc) podem receber estes pacotes voltados para a produção fotográfica.
Escrevi sobre o Ubuntu 18.04 e como instalar softwares de edição rapidamente, neste post. Por favor leia também! 😉

O metapacote ubuntustudio-photograpy

Você pode instalar um a um os itens do metapacote, através da interface gráfica (GUI), ou pode abrir um terminal e rodar o apt:


sudo apt install ubuntustudio-photography 

Este comando irá instalar os seguintes pacotes no seu sistema:

argyll, darktable, dispcalgui, entangle, gimp, gimp-data-extras, gimp-gap, gimp-plugin-registry, gimp-ufraw, icc-profiles-free, phatch, rapid-photo-downloader, rawtherapee.

Merecem destaque os seguintes itens:

Fora deste metapacote, recomendo a instalação também do Shotwell, que pode facilitar subir suas fotos para o seu site pessoal ou para as suas redes sociais, além de ajudar a catalogar e organizar seus arquivos de imagens.
instalar shotwell

Faça uma busca por ‘photography’ ou ‘fotografia’ no programa de instalação de aplicativos da sua distro, para descobrir mais opções.

Referências

Site de download do Ubuntu Studio: https://labs.fedoraproject.org/pt_BR/design-suite/.
Site de download do Fedora Design Suite: https://ubuntustudio.org/download/.
Mais textos sobre fotografia e edição de imagens no Linux: https://elias.praciano.com/?s=imagem+raw+fotografia.

Como escolher um esquema de cores diferente no Vim

O editor Vim vem, por padrão, com 17 esquemas de cores.
Através do comando ‘colorscheme’, é possível selecionar qualquer um dos temas de cores disponível.

O comando aceita a autocomplementação, para facilitar a escolha, caso você não saiba exatamente o nome do esquema desejado.
Basta usar a tecla TAB, para visualizar as sugestões de complementação, na linha de comando do editor.
À medida em que se pressiona a tecla TAB, outro nome de esquema é selecionado, na lista.
esquemas de cores vim

Na CLI, também é possível verificar a lista de esquemas de cores disponíveis:


ls -l /usr/share/vim/vim80/colors/

total 76
-rw-r--r-- 1 root root 2476 Jul 26  2017 blue.vim
-rw-r--r-- 1 root root 2990 Jul 26  2017 darkblue.vim
-rw-r--r-- 1 root root  548 Jul 26  2017 default.vim
-rw-r--r-- 1 root root 2522 Jul 26  2017 delek.vim
-rw-r--r-- 1 root root 2812 Jul 26  2017 desert.vim
-rw-r--r-- 1 root root 1666 Jul 26  2017 elflord.vim
-rw-r--r-- 1 root root 2452 Jul 26  2017 evening.vim
-rw-r--r-- 1 root root 1958 Jul 26  2017 industry.vim
-rw-r--r-- 1 root root 3555 Jul 26  2017 koehler.vim
-rw-r--r-- 1 root root 2460 Jul 26  2017 morning.vim
-rw-r--r-- 1 root root 2006 Jul 26  2017 murphy.vim
-rw-r--r-- 1 root root 1037 Jul 26  2017 pablo.vim
-rw-r--r-- 1 root root 2673 Jul 26  2017 peachpuff.vim
-rw-r--r-- 1 root root 2904 Jul 26  2017 README.txt
-rw-r--r-- 1 root root 1393 Jul 26  2017 ron.vim
-rw-r--r-- 1 root root 2720 Jul 26  2017 shine.vim
-rw-r--r-- 1 root root 2445 Jul 26  2017 slate.vim
-rw-r--r-- 1 root root 1629 Jul 26  2017 torte.vim
-rw-r--r-- 1 root root 1840 Jul 26  2017 zellner.vim

Você pode instalar novos esquemas de cores, se quiser.
Para saber mais, leia Como incluir novos temas de cores para o Vim.

A melhor distro Linux para desenvolvedores

No universo das dezenas de distribuições importantes, algumas delas são melhores ou piores para determinados tipos de aplicação.
Algumas distribuições GNU/Linux são especificamente organizadas para realizar determinados tipos de tarefa ou a atender um nicho profissional.

E os desenvolvedores, como nicho ou como público, devem usar qual distribuição?
No universo GNU/Linux distribuições “de nicho” são chamadas branches ou blends — para trabalhar com multimídia, para clínicas médicas, para ambiente educacional etc.

Este é apenas mais um dos meus artigos opinativos, que evito fazer…
A melhor opinião continua sendo a sua.
Cabe a você julgar o que lhe serve, ou não, dentro deste texto.

Deixe um comentário, logo abaixo, se quiser.

ubuntu flavours sabores

Os programadores são um público à parte.
Os desenvolvedores Debian tendem a usar o Debian Sid, O mesmo ocorre com os desenvolvedores das outras distros.

Isto é ‘meio’ óbvio, eu sei… se você tem intenção de se tornar um(a) desenvolvedor(a) OpenSUSE, vai ter que usar a versão em desenvolvimento específica desta distro.

Quem tem intenção de desenvolver para internet das coisas (IoT), pode usar distribuições específicas para a plataforma desejada, como o Raspbian ou Ubuntu Core para a plataforma Raspberry.

Para todas os outros tipos de desenvolvedores(as), na prática, qualquer distro serve.

Red Hat, CentOS e Fedora

A Red Hat, tem investido bastante na comunidade de desenvolvedores e tem disponibilizado uma versão do Red Hat Enterprise Linux (RHEL) pra download em seu site — voltado justamente para este público.

Para saber mais, leia como se tornar desenvolvedor(a) Red Hat.

Debian e Ubuntu

As duas distribuições são muito amigáveis com os(as) desenvolvedores(as) — mesmo os(as) que não programam diretamente para a distro.
Você pode “pegar” a versão principal da distribuição e transformá-la em uma plataforma de desenvolvimento completa, apenas instalando aplicações de programação específicas, por exemplo.

O assunto também foi abordado em 3 editores de código para Debian e Ubuntu e no post Ferramentas de programação para Debian e Ubuntu

OpenSuse

O OpenSUSE tem uma longa história (e vários artigos neste site) na linha do tempo do Linux. É uma plataforma GNU/Linux séria e, se você se sente confortável com o seu look and feel, não há razão para deixar de considerá-la para projetos de desenvolvimento de aplicativos.
No post Instalar um servidor LAMP no OpenSUSE, pode ser dado o primeiro passo para o desenvolvimento de aplicações web, por exemplo.
Além disto, todas as IDEs que você encontra nas outras distribuições, vai encontrar aqui também.

Conclusão

Este post, como a maioria das minhas análises opinativas, vai terminar sem dar uma resposta pronta para o questionamento do título. Sorry.

O ambiente Linux, de maneira geral, é muito fértil e aconchegante para trabalhar com desenvolvimento de software.
Você pode escolher qualquer distro (me conte qual! 😉 ) e vai encontrar tudo o que precisa para tocar os seus projetos — até mesmo para plataformas proprietárias.
Tudo o que você precisa é encontrar e juntar as ferramentas certas.

Por que e como você deveria fazer backup dos arquivos que mantém na nuvem.

A segurança tem várias regras e dicas. Mas a regra do backup é a mais importante.
Se os arquivos não têm um segundo backup redundante, ou seja, backup do backup, sua segurança está incompleta.

Vale lembrar que “nuvem” não é nada além do “computador dos outros”, ou seja, é um local aonde as suas regras não se aplicam.
Serviços gratuitos, se você não leu o contrato de uso, podem ter cláusulas draconianas e que desoneram o provedor de qualquer responsabilidade sobre os seus arquivos.

Se você não está pagando para usar o serviço, então está usufruindo de “um favor” da empresa. Portanto, não é injusto ela se esquivar de responsabilidades sobre os seus arquivos.

Sobre este ponto eu aconselho:

  1. analisar os valores dos planos de armazenamento dos seus arquivos na nuvem e optar por um plano pago.
    O Google Photos não é o único. Há o Dropbos, o pCloud (eu uso esse!)etc.
  2. Faça o seu backup redundante. Adquira uma mídia de armazenamento do tamanho do espaço que você tem na nuvem.
    Se pretende continuar usando o plano básico do Google Photos (15 Gb), compre um pendrive com este tamanho. Descarregue periodicamente suas fotos para o seu pendrive de backup.

Leia sobre como baixar suas fotos do Google Photos.
Esta plataforma tem 2 planos básicos gratuitos:

  1. um que armazena até 15 Gb de fotos, no tamanho e qualidade original.
  2. e outro, ilimitado, que aplica um “certo nível” de compressão — que a empresa chama de “alta qualidade”.

google photos plano básico de armazenamento

Acesse o site do pCloud e crie sua conta gratuita: https://www.pcloud.com/welcome-to-pcloud.

Se você se preocupa em armazenar suas imagens com a máxima qualidade, ou seja a qualidade original — mas ainda quer a gratuidade — o plano limitado a 15 Gb é para você — mas vai ter que apagar suas imagens, de vez em quando, para liberar espaço para as novas.
O outro plano vai implicar em uma pequena perda da qualidade original das fotos — mas, se você se dá por satisfeito com o resultado das suas fotos no Instagram, este plano vai te dar mais tranquilidade.

Leia mais sobre o pCloud.

Já pensou em ter dispositivos específicos para as funções que usa mais no celular?

Uma das ideias, deste post, é gastar (beeeeem) menos na aquisição do seu próximo celular e se sentir tecnologicamente muito mais bem servido.
O principal ponto é deixar que ele realize melhor as funções básicas do dia a dia, sem esquentar ou sobrecarregar o seu orçamento.

Já para aquelas funções específicas, que você mais aprecia, gaste o dinheiro restante para adquirir um equipamento de verdade.
Este post tem alguns links com sugestões de compra.
Se, eventualmente, você decidir fazer alguma através deles, vai me ajudar a ganhar uma pequena comissão. 😉

Mas antes disso, deixa eu te dar algumas dicas que podem ser bem interessantes e facilitar um pouco mais a sua vida.
Ao final do post, conto como eu mesmo aplico os conceitos discutidos aqui, no meu cotidiano.

Por que diabos eu deveria andar com outro aparelho, além do meu celular?

Acredite ou não, conheço gente que anda com 3 celulares no bolso…

Celulares são projetados para atender a uma enorme gama de tarefas e necessidades de seus usuários:

  1. Atender a chamadas telefônicas (… e eu quase não uso mais para isso).
  2. Acessar sites na Internet.
  3. Ler livros, gibis, revistas, jornais, blogs etc.
  4. Ver filmes, séries, documentários, tutoriais e “aleatoriedades” no YouTube.
  5. Ouvir seus podcasts favoritos.
  6. Jogar videogames.
  7. Tirar fotos, gravar vídeos, áudios etc.
  8. Acessar as suas redes sociais.
  9. Realizar serviços de Internet banking, controlar cartões de crédito etc.

… eu sei! A lista é bem mais extensa do que isto.

O primeiro problema é que a bateria não dura o dia todo, rodando a maior parte destas funções.
Outro problema é o sobreaquecimento do aparelho, que reduz drasticamente sua vida útil — e pode levar para “a lata do lixo”, em pouco menos de um ano, um aparelho que te custou uma “pequena” fortuna.

Estou escrevendo este post por que acredito que este dinheiro pode ser melhor gasto 😀

Pense na possibilidade de comprar equipamento específico para as funções que usa mais

A ideia, aqui, é não sobrecarregar um aparelho projetado para servir a múltiplas funções, com apenas uma ou duas.
A lógica é simples: é impossível o aparelho atender a todas as necessidades dos usuários do mundo.
Se você gosta muito de jogar, várias horas por dia, pense na possibilidade de comprar um videogame portátil.
Parece que é mais caro… mas pode não ser!
Um console de videogame portátil custa menos que um smartphone high end (ou topo de linha).
Você duvida? Veja algumas opções:

  1. Nintendo DS,
  2. Nintendo Switch
  3. ou um Playstation Vita.

Outras atividades também mantém a tela ligada por muito tempo — como a leitura ou assistir vídeos.
A leitura pode ser melhor satisfeita com um leitor digital — os modelos mais baratos são aparelhos pequenos, leves e podem ser transportados junto com o celular — seja no bolso ou na bolsa 😉

Se você é do tipo que prefere ver vídeos, pense em adquirir um Kindle Fire, da Amazon ou um tablet barato só para esta função.
Todos os modelos de console de videogame portáteis, citados acima, suportam apps de streaming de vídeos (Hulu, Amazon Prime, Netflix, YouTube etc).

O meu cotidiano

Eu também uso o celular para ouvir músicas, ver vídeos em serviços de streaming (YouTube, Netflix, Amazon Prime e Vimeo).
Eventualmente, também jogo no celular e tenho o app do Kindle instalado para ler meus ebooks.
Contudo, prefiro assistir ao streaming na SmartTV e jogar no Playstation.
O aparelho que carrego é sempre o Kindle básico — é fino e cabe no mesmo bolso que o celular.
Adoro fotografar e tenho minha câmera DSLR mas, usualmente, o celular é o que está sempre à mão.
Para esta função, já pensei em optar pelo Moto Z2 Play com um snap Hasselblad, mas os reviews me desencorajaram… 😉

E você? Quais são as funções do seu celular que acredita que poderiam ser melhor realizadas por outro dispositivo específico?