Os 4 primeiros ajustes avançados a fazer no GNOME depois da instalação

O Debian e o Ubuntu são duas das distribuições GNU/Linux mais usadas, que usam o GNOME como ambiente desktop completo.
Se instalou recentemente o seu sistema com o GNOME, acompanhe a minha rápida lista de ajustes.

Para este post, vou fazer uso do GNOME Tweak Tools ou apenas “ajustes”, que já vem instalado por padrão. Embora, atualmente, eu use o Ubuntu 18.04 no notebook, no desktop estou com o Debian 10 instalado — e é baseado nesta configuração que este texto foi concebido.
gnome dash ajustes

Os botões das janelas

Como mencionei, uso Ubuntu no outro computador de trabalho e, como sabemos, lá o padrão do botão “fechar” é à esquerda da janela.

Eu concordo que este é um arranjo que tira melhor proveito do espaço e da tela.

Para facilitar a minha vida, prefiro que tanto no Debian quanto no Ubuntu, ambos fiquem no mesmo lugar. Por isso, no Debian gosto de configurar estes botões para o mesmo lado que ficam no Ubuntu.

No painel de Ajustes, selecione o item “Barra de título da janela”, à esquerda e selecione o posicionamento que achar mais conveniente para você.

Nesta mesma seção é possível acrescentar os botões Maximizar e Minimizar, se achar que são importantes.

Também dá para configurar as Ações do clique do mouse sobre a barra de título das janelas. Usualmente, deixo tudo do jeito que está e só altero o “Posicionamento” (o último item).
gnome ajustes barra de títulos

As informações da barra superior

Nesta seção costumo incrementar um pouco mais a minha interface.

Para o meu fluxo de trabalho, acho importante ter um “Menu de aplicativos” e a “Data” completa, ao lado do relógio.

No notebook, eu certamente ativaria também a exibição da “Porcentagem da bateria”.
gnome ajustes barra superior da interface gráfica

Limitando e fixando os espaços de trabalho

O padrão do GNOME, no Debian é a criação de “Espaços de trabalho dinâmicos” — ou seja, eles vão sendo criados sob demanda, à medida em que você vai necessitando deles.

Os espaços de trabalho, ou áreas de trabalho virtuais, podem ser um verdadeiro “dreno” para a sua memória. Por isso gosto de limitar ao tanto que realmente uso: 2.

Eu ligo também a última opção (veja imagem abaixo) “Espaços de trabalho se estendem por telas” — que quer dizer que o recurso não se restringirá apenas a um dos monitores (caso você use mais de um).
GNOME ajustes de espaços de trabalho

Inclusão de um menu de gestão de dispositivos removíveis

Na seção “Extensões”, eu só ativo o “Removable drive menu“, que permite montar e desmontar rapidamente pendrives, cartões de memória, HDs e SSD externos etc.

O “Places status indicator” não é uma prioridade, mas é um item que eu gosto — por que permite mais agilidade para chegar a qualquer drive ou pasta dentro do sistema — através de um menu posicionado no topo da tela, à esquerda.
painel de controle de ajustes de extensões do GNOME

Conclusão

Se você já é mais experiente, provavelmente tem suas próprias dicas de configuração — Por favor, conte mais, na sessão de comentários! 😉

No meu caso, esta é uma lista de “ajustes de urgência”, apenas para poder começar a trabalhar no computador.

No decorrer dos dias, à medida em que o vou usando e com o tempo, costumo fazer outros ajustes.

A maneira mais rápida de checar a saúde dos discos no Linux é esta.

Se o HD está fazendo barulhos estranhos (como estalos), você provavelmente está em maus lençóis.
O GNOME tem um aplicativo de gestão de dispositivos de armazenamento, que permite realizar diversas operações em pendrives, HDs, SSDs etc.

Neste post rápido, vou mostrar como obter dados básicos e rápidos a partir do Gerenciador de discos padrão, presente no Debian 10 e Ubuntu 18.04.

Encontre o aplicativo de gestão de dispositivos de armazenamento — Sim. Ele serve para pendrive, cartão de memória, SSD etc também.

Para chegar lá, acesse o Dash (use a tecla Super) e digite “disco”.
Ubuntu dash discos

Dentro do app de gestão de discos, selecione — à esquerda do painel — o dispositivo de armazenamento que você deseja diagnosticar — e a esta altura o diagnóstico já ocorreu e está sendo exibido na tela do painel, em Avaliação.
Disco rígido OK no Ubuntu

A mesma tela contém outras informações sobre o dispositivo de armazenamento selecionado, tais como Temperatura, tipo de sistema de arquivos etc.

Se você tiver algum problema no disco rígido, como setores defeituosos, ele será exibido na “Avaliação”.
Se, ainda, quiser realizar testes mais extensos e, eventualmente, corrigir problemas relacionados aos dispositivos, use o fsck.

Configure o DuckDuckGo como buscador padrão no Firefox

O Firefox já é um navegador mais amigável aos usuários que desejam ter mais privacidade online.
Ao fazer buscas mais “sensíveis” (conteúdo adulto, por exemplo), é comum as pessoas desejarem mais segurança e sigilo em relação aos seus dados e preferências de navegação.

O DuckDuckGo, como buscador, não permite rastreamento dos termos que você está usando. Claro que ele precisa de inserção de propagandas para financiar o projeto, mas apenas os termos da pesquisa são usados para determinar o tipo de comercial que será exibido. Seus dados pessoais ou os que permitam localizá-lo(a) não são colhidos.

Como configurar o Firefox para usar o DuckDuckGo como mecanismo de pesquisa padrão no PC ou no laptop

O Firefox já tem uma caixa de busca bastante democrática, que permite selecionar entre várias opções.
Firefox caixa de busca

Como comportamento padrão do Firefox, a última opção de busca se torna a padrão do navegador.

Quando o item não se encontra na lista, o jeito é configurar a ferramenta do navegador.
Você pode acessar o menu de configurações (ou preferences) através do botão de menu, no canto superior direito do navegador.
Uma outra forma de chegar lá (e talvez mais rápida) é através do endereço about:preferences#search (basta clicar ou tocar neste link).

Se o DuckDuckGo ainda não estiver aparecendo como opção, procure por ele em “Find more search engines” (encontre mais mecanismos de busca), na parte inferior da tela.

Isto é o suficiente para ter o DuckDuckGo como opção de buscas. É só usar.

Como configurar o Firefox para usar o DuckDuckGo como padrão no celular Android

O FireFox para dispositivos móveis (Android), no momento deste artigo, ainda é pouco amigável com o “buscador do pato pato”.

O que realmente funciona é instalar a extensão do DuckDuckGo, a partir do repositório oficial de extensões do Mozilla Firefox.
Extensão oficial DuckDuckGo para Firefox

Para isso, vá ao endereço https://addons.mozilla.org/pt-BR/firefox/addon/duckduckgo-for-firefox/ e selecione a instalação.
Extensão oficial DuckDuckGo para Firefox

Após a instalação, você poderá fazer suas pesquisas no motor do DuckDuckGo, através do menu do app Firefox. É o último item da lista.
Extensão oficial DuckDuckGo para Firefox

Razões para editar vídeos na linha de comando.

Certas situações podem parecer coisa de maluco, quando ouvimos pela primeira vez.
Ao olhar por outra perspectiva, é possível descobrir que fazem mais sentido que inicialmente.

O Linux é um ambiente estável, poderoso e amigável para softwares de edição de vídeo.
Algumas ferramentas de edição GUI (interface gráfica) já foram usadas em produções cinematográficas importantes.

E é comum apenas pensarmos em softwares GUI para realizar este tipo de trabalho. Afinal você “precisa ver o que está sendo feito no seu vídeo”, não é?

Uma das maiores justificativas para se usar o ambiente gráfico é o WYSIWYG (What You See Is What You Get), ou seja, “o que você vê é o que vai obter”.
O meu argumento, neste texto, é que se você já sabe de antemão o resultado do procedimento ou deseja ter várias mídias produzidas simultaneamente e rapidamente, a CLI (linha de comando, terminal) é a melhor resposta.

Nem sempre as ferramentas GUI exibem em tempo real os procedimentos aplicados ao seu trabalho. Além disso, elas podem ser bastante lentas — por que toda a interface gráfica do programa está disputando recursos e tempo de processamento preciosos com as tarefas que você precisa realizar.

Ao exportar um arquivo de mídia, fazendo conversão de formatos, usualmente, a interface fica “congelada” na janela da barra de progresso.

A depender da complexidade da tarefa, todo o seu sistema pode ficar indisponível até a devida conclusão da tarefa.

Se eu preciso citar um caso real, lá vai…

Recentemente eu queria obter um trecho de vídeo em câmera lenta. Só que não sabia se o ideal seria 25%, 50% ou algum outro valor intermediário em relação à velocidade original.

Portanto, eu queria 3 amostras de vídeo — inclusive para enviar pelo Telegram e obter outras opiniões.

Queria também reproduzir todos os 3 vídeos simultaneamente, lado a lado, na minha tela, para analisar e, eventualmente, fazer minha escolha.

Geralmente, para produzir 2 (ou mais) vídeos com velocidades de reprodução variadas, em uma ferramenta gráfica, será necessário fazer um de cada vez.

Neste caso, a CLI permite a abertura de vários terminais e você pode executar as tarefas simultaneamente, cada qual em seu terminal.

Na CLI, o seu sistema dificilmente ficará indisponível, enquanto você converte um ou mais vídeos.

É possível criar scripts ou arquivos em lote (batch files) com as sequências de comandos necessárias.

No final, você pode ter inúmeros resultados para analisar detalhadamente e decidir o que te agrada mais — e, se quiser, apagar o restante.

Não precisa ser radical, claro…

Use as duas metodologias para solucionar seus problemas.
Use a GUI aonde sente que ela pode ser mais produtiva. E use a CLI aonde ela couber melhor.

Às vezes a CLI é apenas o jeito mais divertido de executar o trabalho.
E quando a diversão entra por uma porta, a produtividade sai pela janela… sei como é isso. 🙂

Embora eu faça muito pouca edição de vídeo (e nem sou profissional desta área tão fascinante), os 2 casos que citei são aqueles em que (atualmente) mais uso a CLI: aplicar o slow motion em vídeo e fazer a conversão.

Nestes e em muitos outros casos, a CLI me ajuda a obter rapidamente vários arquivos finais — para que eu possa fazer as minhas escolhas.

Como sugestão final, guarde exemplos de comandos em um arquivo texto, que você possa copiar e colar no terminal — fazendo apenas a substituição dos nomes dos arquivos e dos parâmetros de execução dos procedimentos.

Dell XPS 13 é o melhor laptop para programadores Linux?

A linha de notebooks Dell XPS é uma das mais caras da empresa e, provavelmente, do mercado.
Com acabamento e componentes “de primeira”, contudo, estes equipamentos são as alternativas da Dell aos concorrentes da Apple ou da Sony/Positivo (Vaio), entre outros.

Leves, os notebooks XPS podem ser facilmente carregados de um canto a outro (em casa ou no escritório) — o que favorece as pessoas que gostam ou precisam trabalhar em ambientes diferentes.

Em artigo recente, no LinuxJournal, o colunista Petros Koutoupis fez uma análise do Dell XPS 13 Developer Edition Laptop, um produto do projeto Sputnik da Dell.

O projeto não tem correspondente no Brasil, mas o notebook está lá, presente nos canais de venda da empresa — com algumas diferenças.

O modelo testado por Koutoupis, vendido nos EUA, vem com 16 Gb de memória RAM e Ubuntu 18.04 LTS pré-instalado. No Brasil, a Dell insiste em vender uma máquina incrível como essa, com um sistema operacional ruim (você sabe qual…) — o que significa que vamos ter o (delicioso) trabalho de formatar e instalar o nosso SO preferido.

O review do Dell XPS 13

Sob o ponto de vista do colunista do LinuxJournal, o equipamento apresenta alguns pontos negativos. E vamos falar deles primeiro:

  • Não é um grande problema, mas é desagradável ainda se deparar com a tecla “windows” (tecla Super). Talvez não seja tão caro a Dell nos fazer a gentileza completa, substituindo o layout desta tecla por algo mais agradável.
  • A sensibilidade do touchpad e do touchscreen irão pedir um tempo para você se acostumar. No caso da tela sensível ao toque, pode acontecer de ativar o Dock do Ubuntu involuntariamente, ao ajustar a tela. O mesmo vale para a proximidade das teclas direcionais com as teclas PgUp e Pgdn — pedem um tempo para se acostumar.
  • A posição da câmera, na parte inferior da tela, oferece um péssimo ângulo (de cima para baixo) para você se mostrar para as pessoas. E, se você se preocupa com a privacidade, neste local, não é tão fácil tapar a câmera.
  • Além da entrada para fones de ouvido e cartão microSD, o resto é USB-C. Portanto, planeje a compra de adaptadores, caso pretenda conectar equipamentos antigos ao laptop.
  • Por fim, o autor relatou alguns problemas com o modo hibernação — a maquina não voltava, obrigando-o a desligar e ligar novamente o sistema. Isto significa que você provavelmente terá que fazer alguns ajustes: desligando a hibernação ou estendendo o período antes da suspensão.

Entre os pontos positivos, o autor destacou os seguintes:

  • O design externo — linhas simples e leveza do produto.
  • Tela sensível ao toque, extensa e suporte a 4K.
  • O áudio é de ótima qualidade — o que inclui um microfone que permite realizar videoconferências com total clareza.
  • O consumo de energia é muito bom. Além disso, o laptop permite checar o nível da bateria através de indicadores de led, na parte lateral, sem a necessidade de ligar ou sair do modo de suspensão. O autor deu nota máxima para este quesito.
  • A performance é tudo o que se espera deste produto da Dell — ou seja, é excelente.

conclusões

Koutoupis relatou ter tido uma experiência muito positiva com a máquina &mdash: “é poderosa e plenamente capaz de lidar com todo tipo de situações encontradas por desenvolvedores”.

Por ser leve, oferece mobilidade facilitada, permitindo que você o carregue para todos os lugares e retome o seu trabalho de maneira muito eficiente.

O sistema operacional Ubuntu brilha e mostra perfeita integração ao hardware.

Vale o investimento, de acordo com Petros.

Referências

Artigo de Petros Koutoupis: https://www.linuxjournal.com/content/review-dell-xps-13-developer-edition-laptop.
Página da Dell no Brasil: https://www.dell.com/pt-br/shop/notebooks-dell/novo-xps-13/spd/xps-13-9370-laptop.
Informações sobre o projeto Sputnik: https://elias.praciano.com/2017/06/conheca-o-projeto-sputnik-uma-parceria-entre-a-canonical-e-a-dell-para-oferecer-laptops-com-ubuntu-para-desenvolvedores/.
Outros posts sobre produtos Dell: https://elias.praciano.com/?s=dell+notebook.
Página da loja Dell na Amazon: https://amzn.to/2PuiyuQ.