Como obter efeitos visuais retrô incríveis no emulador de terminal cool-retro-term

O aplicativo cool-retro-term é um emulador de terminal, para Linux, projetado para exibir um terminal com um visual retrô, que remonta alguns monitores dos anos 70 aos 90.
ibm 3278 terminal green phosphor crt monitor
Sua aparẽncia imita um antigo monitor de raios catódicos ou CRT, muito comum até quase duas décadas atrás. E foi projetado para ser ajustado e oferecer amplas possibilidades de personalização.
Se você quer saber como instalar o aplicativo cool-retro-term no seu sistema, leia este post.
Aqui, vamos falar dos ajustes do programa e de suas opções de configuração.
Os monitores monocromáticos mais comuns foram os CRT (Cathodic Ray Tube ou Tubo de Raios Catódicos) e foram muito vendidos dos anos 1960 ao fim dos 1980, quando os monitores coloridos começaram a se tornar mais populares.
Monitores monocromáticos de fósforo, podiam produzir algumas nuances de sua cor, o que oferecia melhor qualidade gráfica.
monitor apple II Writer 1.1
Eram encontrados em 3 cores: verde (fósforo P1), âmbar ou alaranjado (fósforo P3) e branco (fósforo P4).
Este último, era o mesmo fósforo usados nas primeiras TVs preto e branco.

A título de curiosidade, muitas pessoas adotavam o uso de monitores âmbar por acreditarem ser mais saudável para os olhos — ou seja, por uma questão de ergonomia. Cientificamente, não há provas disso, contudo.

Os perfis instantâneos do cool-retro-term

Para quem deseja obter o visual, o mais exato possível, de um monitor de vídeo específico, o aplicativo oferece um menu de perfis (profiles) prontos para uso.
Você pode acessá-los através da barra de menus, no topo, acima do terminal ou clicando com o botão direito do mouse, sobre a área do terminal.
As opções são as seguintes:

  • Default Amber ou âmbar padrão — exibe um monitor no tom âmbar ou alaranjado.
  • Default Green ou verde padrão — exibe um monitor clássico em tom verde.
  • Default Scanlines — baseado em linhas entrelaçadas.
  • Default Pixelated — baseado em pixels agrupados.
  • Apple ][ — baseado no segundo modelo da Apple. Trata-se de um verdadeiro clássico e, já àquela época, era possível conectar um monitor de melhor qualidade ao seu sistema computacional.
  • Vintage — produz (de)efeitos especiais na imagem do monitor. Este tipo de problema poderia ser causado por falhas na rede elétrica ou mau contato com a placa gráfica.
  • IBM DOS — uma versão dos primeiros monitores de fósforo branco da IBM.
  • IBM 3278 — um clássico da série IBM 327x. A primeira foto deste artigo, corresponde a este modelo.
  • Transparent Green ou verde transparente — exibe o efeito fósforo verde, com fundo transparente e sem a moldura vintage do monitor.

screenshot_20161125_190331

Como configurar o cool-retro-term

Clique com o botão direito do mouse sobre o emulador de terminal e selecione Edit/Settings ou faça esta seleção na barra de menu.
A janelas de ajustes tem 5 abas:

  1. General — é onde se pode escolher um perfil pronto ou começar um novo (New).
  2. Screen — onde se pode escolher o modo de rasterização (como os caracteres e as imagens são formadas na tela.
    Condições de iluminação (brilho e contraste) e opacidade do fundo (caso você deseje um terminal com fundo transparente).
    No final do painel, escolha o tipo de borda (frame) que o seu monitor terá. Você pode escolher nenhuma.
  3. Terminal — painel de ajuste das fontes do terminal — estilo, escala e largura.
    Você também pode escolher a cor do fósforo. Para obter um efeito de fósforo mais desgastado, não esqueça de ajustar o fundo (Background) para a mesma cor da fonte, só que numa tonalidade mais escura.
  4. Effects — a seção dos efeitos é autoexplicativa e estes são aplicados imediatamente, para você ver o que cada um faz.
  5. Performance — nesta aba se escolhe a qualidade geral dos efeitos do terminal.

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Emulador de terminal Linux com a cara do IBM 327x

Os IBM 3270 são uma classe de terminal de computador, normalmente usada para se comunicar com mainframes da IBM.
São chamados, também display devices e foram introduzidos em 1971, para suceder a série IBM 2260.
ibm 3278 terminal green phosphor crt monitor
Este post se baseia nesta série de terminais — mas, só até o 3278, o último com monitor monocromático (fósforo verde). O IBM 3279 já era colorido. 😉

Na minha opinião, o que se destaca nas fontes x3270 são justamente a beleza e a clareza de sua exibição na tela do terminal.
O efeito estético clean hacking, facilita tremendamente a leitura das informações na tela.

O terminal do IBM 3278 pode ser facilmente copiado com a instalação do cool-retro-term, conforme expliquei. Aqui, vou mostrar como instalar e usar apenas as fontes desta série de equipamentos.
Você vai precisar instalar o pacote de fontes x3270, disponível nos repositórios da maioria das grandes distribuições.
No Ubuntu e no Debian, o pacote pode ser instalado com o comando apt.
Para obter informações sobre o pacote, use o ‘show’:

apt show fonts-3270

O pacote contém fontes com acentuação completa em português, além de ser bem leve.
Use o apt para instalar:

sudo apt install fonts-3270

Depois da instalação, você pode usar as novas fontes em qualquer lugar e em qualquer aplicativo.
ibm 3278 console terminals

Como configurar o terminal para usar as fontes novas

No exemplo, que segue, vou mostrar o processo no GNOME-TERMINAL — que é semelhante para a maioria dos outros aplicativos desta categoria.
Veja:

  1. clique com o botão direito sobre a área do terminal ou no menu Editar, na barra superior. Em seguida, selecione Preferências do Perfil.
  2. Em seguida, selecione (lá embaixo) Fonte Personalizada.
  3. Procure pela fonte “IBM 3270” e selecione uma das muitas variações dela e clique em Selecionar

Pode ser necessário fechar o terminal e abrir de novo, para que este carregue toda a relação de fontes disponíveis.
lista de fontes do gnome terminal
Depois de escolher a fonte para o seu terminal, não esqueça de ajustar as cores para fundo preto/letras verdes — ou pode usar colorido, se optar pela aparência do IBM 3279.
Isto pode ser feito na aba Cores do painel de configuração do terminal.
Esquemas prontos de cores, como o “verde no preto”, podem ajudar a ter um bom resultado mais rápido.
captura-de-tela-de-2016-11-27-17-37-05

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Como instalar o emulador de terminal com visual retrô, cool-retro-term

O aplicativo cool-retro-term é um emulador de terminal, para Linux, projetado para exibir um visual dos anos 80.
Sua aparẽncia imita um antigo monitor de raios catódicos ou CRT, muito comum até quase duas décadas atrás. E foi projetado para ser ajustado e oferecer amplas possibilidades de personalização.
linux on a crt monitor
No Brasil, a tecnologia de monitores CRT prevaleceu até meados dos anos 2000. Ou seja, muita gente ainda vai lembrar como eles eram.
Só que o cool-retro-term, vai um pouco mais longe no passado. O aplicativo, nas suas diversas configurações e perfis de ajuste, pode dar a clara e nítida sensação de estar usando um computador do início dos anos 80.
As telas em fósforo verde ou branco foram as mais comuns em toda a história da computação. As de fósforo ambar, foram moda durante algum tempo, no fim dos anos 80.
A partir dos anos 90, as telas coloridas foram se tornando mais populares — até a chegada dos LCD nos desktops.
Vamos falar mais da personalização do cool-retro-term, de seus variados perfis de monitores e um pouco de nostalgia em outro post.
Aqui, vamos nos concentrar em como instalar (é fácil!) o aplicativo.

Como instalar o cool-retro-term no Ubuntu

No Ubuntu, é possível adicionar uma PPA, para fazer download dos pacotes necessários, para a instalação do programa:

sudo add-apt-repository ppa:noobslab/apps

Alternativamente, vocẽ pode usar este outro repositório:

add-apt-repository ppa:bugs-launchpad-net-falkensweb/cool-retro-term
This PPA Contains Applications for Ubuntu/Linux Mint from different sources but debianized by http://www.NoobsLab.com
More info: https://launchpad.net/~noobslab/+archive/ubuntu/apps
Press [ENTER] to continue or ctrl-c to cancel adding it

gpg: keyring `/tmp/tmpnbvw_acl/secring.gpg' created
gpg: keyring `/tmp/tmpnbvw_acl/pubring.gpg' created
gpg: requesting key F59EAE4D from hkp server keyserver.ubuntu.com
gpg: /tmp/tmpnbvw_acl/trustdb.gpg: trustdb created
gpg: key F59EAE4D: public key "Launchpad PPA for NoobsLab" imported
gpg: no ultimately trusted keys found
gpg: Total number processed: 1
gpg:               imported: 1  (RSA: 1)
OK

Agora atualize/sincronize os repositórios e faça a instalação:

sudo apt update
sudo apt install cool-retro-term

Para rodar o aplicativo, execute o comando ‘cool-retro-term’.
7-crt-monitors
Não esqueça de conferir este post, para obter detalhes de configuração avançada do terminal retrô.
Se quiser remover, mais tarde, use a seguinte sequencia de comandos:

sudo add-apt-repository remove ppa:noobslab/apps
sudo apt purge cool-retro-term

Como baixar e compilar o código

Se vocẽ prefere, baixar o código fonte e compilar o programa, também é uma opção.
Veja o procedimento:

sudo apt install build-essential qmlscene qt5-qmake qt5-default qtdeclarative5-dev qtdeclarative5-controls-plugin qtdeclarative5-qtquick2-plugin libqt5qml-graphicaleffects qtdeclarative5-dialogs-plugin qtdeclarative5-localstorage-plugin qtdeclarative5-window-plugin
git clone --recursive https://github.com/Swordfish90/cool-retro-term.git
cd cool-retro-term
qmake && make
./cool-retro-term

Como instalar o terminal retrô no openSuse

O jeito mais fácil (me avise, se não der certo!) é o one-click install.
Você pode encontrar a versão mais adequada para você nesta página: https://software.opensuse.org/package/cool-retro-term.
Quem usa o openSuse Leap 42.2, pode usar também este link direto: https://software.opensuse.org/ymp/home:mnhauke/openSUSE_Leap_42.2/cool-retro-term.ymp?base=openSUSE%3ALeap%3A42.2&query=cool-retro-term.

Como instalar no Debian e outras distros

Para Debian, as opções são instalar via git, descrita acima ou baixar e instalar o pacote deb.
O pacote .deb adequado à sua versão, pode ser encontrado e baixado no site https://launchpad.net/~bugs-launchpad-net-falkensweb/+archive/ubuntu/cool-retro-term/+packages.
Já, no Arch Linux, no Antergos e no Manjaro, use o pacman:

sudo pacman -S cool-retro-term

Referências

http://www.noobslab.com/2016/04/cool-retro-term-is-great-mimic-of-old.html.

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Acesse múltiplos terminais do seu sistema com o Tmux

Administradores de sistemas usam os terminais para realizar a maior parte de suas tarefas — ou, pelo menos aquelas sobre as quais precisam ter mais controle ou, ainda, executar com um nível maior de flexibilidade.
Para isto, é comum abrir mais de um terminal no sistema.
Quando se realiza várias atividades simultâneas de monitoramento, também é comum abrir um terminal para cada.
Em um ambiente gráfico, é possível alternar entre uma janela e outra com ‘Alt + Tab’.
Neste artigo, vamos falar do tmux — abreviatura para terminal multiplexer — um aplicativo simples, que permite controlar uma variedade de terminais a partir de uma só janela.

Um multiplexador de terminal ou terminal multiplexer permite alternar entre vários programas que estejam rodando, dentro de um único terminal.

O tmux permite alternar os programas entre o foreground e o background, além de retribuí-los a outros terminais.

Como instalar o tmux

Embora o processo de instalação varie muito pouco, nos dias atuais, entre uma distro e outra, vale ressaltar que escrevo este texto baseado no Debian 8.3 “Jessie”.
Você só precisa adaptar o comando de instalação à sua própria distribuição GNU/linux.

Se você usa os backports no Debian, dá para encontrar uma versão mais atualizada do aplicativo neste repositório. Observe o exemplo abaixo:

/* Versão disponível nos backports do Debian: */
aptitude -t jessie-backports show tmux | grep -i vers
Versão: 2.1-3~bpo8+1
/* Versão disponível no repositório padrão */
aptitude show tmux | grep -i vers
Versão: 1.9-6

Se você sabe lidar com o repositório dos backports no Debian (que não é difícil), com certeza não precisa da minha ajuda para instalar este software — neste caso, pule esta seção.

Não havendo um motivo muito forte para fazer o contrário, na minha máquina de trabalho, sempre uso o repositório padrão para instalar softwares:

sudo aptitude update
sudo aptitude install tmux

No Ubuntu, você provavelmente vai preferir usar o apt-get:

sudo apt-get update
sudo apt-get install tmux

Distribuições como o CentOS, RHEL e Fedora também devem ter o aplicativo nos seus repositórios básicos:

yum update
yum install tmux

Como funciona o tmux

A função do tmux é tornar possível a criação, o acesso e o controle de múltiplos terminais dentro de uma única tela.
Ao ser iniciado, o aplicativo cria uma nova sessão em uma janela, exibida na tela.
Uma linha de status, na parte inferior da janela de sessão do tmux, mostra informações concernentes à sessão atual. Pode também ser usada para fornecer comandos ao aplicativo.
Uma sessão é uma coleção de pseudo terminais sob a gestão do tmux.
Cada sessão tem uma ou mais janelas ligadas a ela.

Uma sessão é um contêiner para os consoles individuais gerenciados pelos tmux.

Uma janela ocupa uma tela inteira e pode ser dividida em painéis retangulares.
Cada painel representa um emulador de terminal.
Qualquer instância do tmux pode se conectar à mesma sessão e qualquer número de janelas pode estar presente na mesma sessão.
O tmux termina sua execução após a finalização da última sessão.

Cada sessão do tmux é persistente o suficiente para sobreviver a desconexões acidentais — como um timeout do ssh ou um desacoplamento intencional.

Para reacoplar use o seguinte comando:

tmux attach

Uma sessão é exibida na tela por um cliente e todas elas são gerenciadas por um único servidor. Este, cada cliente e todas as sessões pertencem a processos separados que se comunicam através de um soquete no diretório /tmp

Como usar o tmux

Para iniciar uma nova sessão chamada ‘mon’, digite:

tmux new -s mon

tmux new session
O nome da nova sessão é exibido no canto inferior esquerdo da janela.
Ações possíveis nesta sessão:

  • dividir o terminal em quantos painéis você quiser.
    Use Ctrl + b + ” para abrir um novo espaço horizontalmente e Ctrl + b + % para abrir um espaço verticalmente — você provavelmente irá ter que usar a tecla Shift para conseguir estas combinações de teclas.
    Cada painel representará um console em separado.
  • Ctrl + b + →↓↑← — use a combinação com as teclas direcionais para se movimentar entre os painéis.
  • Se você usar a mesma combinação de teclas, anterior, pode alterar o tamanho do painel ativo. Para isto, é necessário manter pressionada a tecla direcional, na direção que você deseja arrastar o quadro do painel.
  • Ctrl + b + t — para mostrar a hora atual dentro do painel ativo.
  • Ctrl + b + x — fecha o painel ativo. O tmux vai pedir confirmação antes de executar esta operação.
  • Ctrl + b + d — desacopla o painel ativo da sessão atual do tmux — ele volta a ser um terminal comum, dentro de uma janela comum.

No tmux, a combinação de teclas para realizar ações são chamadas de key bindings.
Se você sente que as key bindings padrão são inconvenientes para o seu uso, é possível alterá-las no arquivo .tmux.conf que pode ser encontrado dentro do /home de cada usuário.
Para fazer alterações que abranjam todo o sistema, edite o arquivo /etc/tmux.conf — se ele não existir, você vai ter que criá-lo. Para isto, use o primeiro como exemplo.
Havendo os dois arquivos de configuração, o tmux prioriza o de cada usuário.
Na documentação do programa, é possível encontrar mais informações sobre este e outros procedimentos — além de uma relação completa de teclas de atalho ou key bindings.

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Use o LS_COLORS para alterar as cores dos arquivos por tipos, nas listagens com ls.

Quem usa o terminal, no GNU/Linux pode se beneficiar das listagens, com o comando ls, que mostrem os arquivos colorizados por tipo. Nomes de diretórios, links (para diretórios), nomes de arquivos de imagem etc. cada qual com sua própria cor — diferenciando-os dos demais.
Por um lado, há o argumento irrefutável da estética: é elegante e agradável trabalhar em um terminal colorido.
Por outro lado, ver a diferença visual entre um nome de arquivo e um link, entre outras situações, pode prevenir remoções acidentais.
Captura de tela da listagem do diretório
Este assunto foi abordado no artigo Como alterar as cores dos nomes dos diretórios no terminal — leia-o para complementar as informações deste artigo.
Estas cores são controladas pela variável de ambiente LS_COLORS, controlada pelo comando dircolors e você pode alterar todas a seu critério.
Entre os motivos para mudar o esquema de cores do LS_COLORS, está a visibilidade quando você deixa de usar um terminal com fundo preto e muda pro fundo mais claro (branco, por exemplo).
Este artigo aborda um método de configuração que te permita ver os nomes de arquivos diferenciados por cores, em função de seu tipo.

Como configurar o seu perfil para ver listagens coloridas

Normalmente a configuração já vem pronta, em qualquer distro GNU/Linux. Se você usa o comando ls no terminal e não vê arquivos em cores diferentes, é possível que a configuração não esteja ativada.
Tente o comando ls assim:

ls --colors

Se os arquivos forem listados em cores diferentes (diretórios, são tradicionalmente em azul), tudo está pronto no seu sistema.
Para facilitar a sua vida, crie um alias (apelido) para o comando ls --colors:

alias ls="ls --color -Nx"

As opções -Nx, acima, servem apenas para reorganizar a listagem, para você ver uma quantidade maior de arquivos na tela — não tem nada a ver com este artigo, portanto. Você pode removê-las quando terminar de testar as configurações.
A solução, acima, é temporária. Quando você reiniciar sua sessão Linux, o valor do alias será perdido.
Para tornar o alias permanente, abra o arquivo ~/.bashrc e retire as “#” (marcas de comentários) do início das seguintes linhas:

alias ls='ls --color'
LS_COLORS='di=1:fi=0:ln=31:pi=5:so=5:bd=5:cd=5:or=31:mi=0:ex=35:*.rpm=90'
export LS_COLORS

Se as linhas não existirem, acrescente-as ao final do arquivo.
Explicando o código:

  • alias ls='ls --color' — como já foi dito, esta linha faz com que o comando ls adquira o significado que se encontra entre aspas.
  • LS_COLORS='di=1:fi=0:ln=31:pi=5:so=5:bd=5:cd=5:or=31:mi=0:ex=35:*.deb=90' — define a variável de ambiente LS_COLORS com os valores entre aspas (que serão explicados depois). Recomendo fazer suas alterações nesta linha.
  • export LS_COLORS — armazena na memória os valores da variável.

Ajustar o LS_COLORS faz muito mais do que apenas melhorar o visual das suas listagens ls.
O visual melhora, com toda certeza — mas ajuda principalmente a identificar fácil e rápido os arquivos no seu sistema — principalmente quando estamos procurando por algo em diretórios que não costumamos frequentar.

Como personalizar as cores dos itens do diretório

Se você não está satisfeito com as cores padrão do sistema ou deseja impressionar os seus amigos com um terminal customizado, veja quais são os itens que você pode alterar (todos).
Os itens cujas cores podem ser personalizadas (eu só uso 5 destes) seguem listados abaixo:

  • di = diretório
  • fi = file ou arquivo comum
  • ln = link simbólico
  • pi = arquivo fifo
  • so = socket file
  • bd = arquivo especial de bloco (buffered)
  • cd = arquivo especial de caracteres (unbuffered)
  • or = link simbólico apontando para um arquivo não existente (órfão)
  • mi = arquivo inexistente apontado por um link simbólico (visível quando você usa o comando ls -l
  • ex = arquivo executável (que tenha ‘x’ nas suas permissões).
  • Você ainda pode acrescentar arquivos por suas extensões: *.pdf, *.deb, *.txt etc.

Através da tentativa (e erro) é possível chegar a uma configuração satisfatória.
Veja, abaixo, as cores e os efeitos possíveis:

  • 0 = cor padrão do sistema
  • 1 = negrito
  • 4 = sublinhado
  • 5 = texto piscando
  • 7 = campo revertido
  • 31 = vermelho
  • 32 = verde
  • 33 = laranja
  • 34 = azul
  • 35 = púrpura
  • 36 = ciano
  • 37 = cinza
  • 40 = fundo preto
  • 41 = fundo vermelho
  • 42 = fundo verde
  • 43 = fundo laranja
  • 44 = fundo azul
  • 45 = fundo púrpura
  • 46 = fundo ciano
  • 47 = fundo cinza
  • 90 = cinza escuro
  • 91 = vermelho claro
  • 92 = verde claro
  • 93 = amarelo
  • 94 = azul claro
  • 95 = púrpura claro
  • 96 = turquesa
  • 100 = fundo cinza escuro
  • 101 = fundo vermelho claro
  • 102 = fundo verde claro
  • 103 = fundo amarelo
  • 104 = fundo azul claro
  • 105 = fundo púrpura claro
  • 106 = fundo turquesa

Você pode achar estranho, mas algumas destas variações eram usadas nos antigos monitores de fósforo monocromático (verde, âmbar, branco etc) ou coloridos.
Em monitores monocromáticos, a única forma de fazer diferenciação entre os tipos de arquivos é através de recursos como diferenças na tonalidade, no fundo, uso de sublinha etc.

A dica para criar um visual retrô para o seu terminal é combinar vários destes recursos com apenas uma cor.

Ao usar uma combinação como di=5;31;42 você pode obter um efeito bem interessante (olhe a tabela, acima, para ter uma idéia).
O que você acha? Use os comentários para compartilhar o seu esquema de cores favorito. 😉

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