Review do YouTube Music para Android

Aproveitando o período do final do ano, resolvi experimentar gratuitamente, por 30 dias o serviço de streaming de músicas (do Google) YouTube Music.

O serviço não é tão bom, ainda, quanto o do Spotify, do qual também sou assinante, mas o seu uso foi interessante o suficiente para me fazer estender um pouco mais o período de análise.

Depois de quase 3 meses de doce procrastinação, decidi, finalmente, fazer o review e contar o que achei do YouTube Music.

A interface gráfica do YouTube Music

Até o momento, o serviço só pode ser acessado via web, pelo endereço https://music.youtube.com — ou pelo app no dispositivo móvel.

Ainda não há aplicativos para o desktop.

Este post se baseia no app do YouTube Music para Android, que pode ser baixado na loja oficial do Google Play.

A interface pode impressionar os novatos, que estão começando a usar este tipo de serviço. Usuários experientes do Spotify, entre outras plataformas de streaming, vão perceber que ainda há muita coisa para ser feita.

De cara, salta aos olhos a falta de espaço para a sinopses e descrições completas das bandas e dos álbuns.

Eu espero que, quando você estiver lendo este texto, muitas coisas tenham melhorado, contudo.

A presença do ícone Hotlist, no rodapé do aplicativo, leva a uma página cheia de “hits do momento”. Acho isso um desperdício completo de espaço no aplicativo — pois creio que a maioria dos assinantes de serviços de streaming de música está fugindo do jabaculê (jabá) ou das porcarias que estão saturando as rádios.

Vai por mim, você provavelmente não vai querer tocar ali…

Catálogo e buscas de títulos no YouTube Music

Alguns usuários (entre novatos e avançados) têm o hábito de reclamar das plataformas, quando não encontram exatamente as músicas que desejam.

Isso não resiste a um exercício básico de lógica: é interesse da plataforma oferecer a maior quantidade de títulos possível, incluindo todos aqueles de que você gosta.

Mas, aqui e ali, vão esbarrar nas restrições mais estapafúrdias da indústria dos direitos autorais — tem música que pode tocar em uma região e em outra não — qualquer que seja o motivo.

Tem clipes que você pode ver tranquilamente no YouTube normal, mas não consegue encontrar a música (o áudio) no app.

Nestes casos, o YouTube consegue contornar o problema, permitindo ouvir apenas o áudio do clipe (poupando, inclusive, a banda da sua conexão).

Do lado da qualidade do áudio, pode deixar a desejar para os ouvidos mais sensíveis ou exigentes, por enquanto.

O mixtape

O recurso que eu mais gostei foi o “mixtape”.

Trata-se de uma seleção feita pelo app, baseado no seu gosto. No meu caso, o mixtape quase sempre acertava, trazendo títulos incríveis, que eu ainda não conhecia.

O mixtape é renovado a cada 24h, desde que você esteja conectado e fica disponível offline, para você ouvir a qualquer momento.

E este é um dos principais motivos de usar serviços de streaming, para mim: conhecer artistas (entre novos e antigos) que ainda não conheço

Conectividade

Este é um dos itens mais importantes a analisar, principalmente se você vai ouvir suas músicas (ou podcasts) no carro ou em outro dispositivo de som — via bluetooth, inclusive.

O app não tem recursos de conectividade próprios, mas tem suporte a Apple AirPlay e ao Google Chromecast, além do bluetooth do seu próprio celular ou tablet.

Eu tive dificuldades para conectar ao bluetooth do carro, no começo, por que os apps de música do meu celular ficavam “brigando entre si”, pela atenção da conexão.

Se você pretende fazer a sua própria análise do app não se esqueça — de contar o que achou, ali embaixo! — desativar ou desinstalar os outros aplicativos concorrentes.

Vale a pena pagar pelo serviço?

Na mesma faixa de preço dos concorrentes, o produto ainda é imaturo e, na versão que usei, ainda era um pouco instável.

Se você pretende começar a pagar por um serviço de streaming, pode ser uma boa opção, se adquirido dentro do plano YouTube Premium, por que vai te livrar das propagandas em todas as sessões do YouTube, além de dar acesso a conteúdo exclusivo.

Mas não concordo que, no momento, valha a pena sair de outros serviços concorrentes para adotar este, para quem só quer streaming de músicas.

Baixe e instale centenas de perfis ou styles para DarkTable

O DarkTable, tal como os outros editores de imagens desta categoria (RawTherapee, LightRoom etc.), também tem suporte a aplicação de filtros pré-ajustados.
No DarkTable, este recurso é chamado de styles ou “estilos” — mas é a mesma coisa.

Perfis, pré-ajustes, presets, filtros etc. podem ser baixados de uma só vez, do site https://dtstyle.net.

Você pode baixar um a um, apenas os estilos que gosta, ou pode trazer todos dentro de um pacote.

imagem do site dtstyle.net

Para baixar todos, clique no botão “download all“, no topo da página.

Firefox dowload box

Por fim, descompacte o arquivo baixado na pasta de sua preferência.

Em seguida, volte ao DarkTable e, dentro do painel styles, clique no botão Import.

Relação de arquivos de estilo para DarkTable

Vá até a pasta, dentro da qual extraiu todos os presets e selecione todos. Clique em Open.

Darktable lighttable

Agora a relação de estilos já deve estar visível no painel.

Leia mais sobre o DarkTable.

As permissões ideais para o diretório /var/www no seu servidor web

Este assunto pode ser um pouco complexo, mas ele é voltado apenas para quem encontrou algum problema para trabalhar com arquivos no servidor a partir do WordPress ou outro programa de CMS semelhante.
Como sempre, sugiro dar uma olhada nos links, espalhados pelo texto ou nas referências (ao final), caso queira obter mais ajuda sobre o tema.

As permissões precisam ser dadas na medida do necessário. Nada além disso.

Para contextualizar, o post é baseado em um servidor LAMP, com um blog WordPress instalado em uma máquina Debian 9 Stretch. Obtive os mesmos resultados ao testar no Ubuntu 12.04 LTS.
Este tipo de ajuste pode ser necessário após a instalação do WordPress, do Piwigo e outros aplicativos web, que precisam fazer alterações dentro dos subdiretórios em que foram instalados:

  • atualizar automaticamente seus arquivos para novas versões,
  • atualizar ou instalar novos plugins,
  • permitir que você realize o upload de arquivos (imagens, por exemplo) de dentro do próprio aplicativo etc.

Pode haver dificuldades para fazer upload via FTP, a partir do aplicativo, se as permissões do diretório em que ele se encontra instalado (ou o /var/www) no servidor não forem adequadas.

WordPress FTP configuration

Ao tentar instalar um plugin ou fazer a atualização de qualquer elemento do WordPress, ele irá pedir informações da conexão (connection information) FTP, caso as permissões não estejam corretamente ajustadas no servidor.

A que grupos e usuários os arquivos do WordPress devem pertencer?

Em um servidor particular ou doméstico, que apenas você irá usar, é comum transferir todos os arquivos do /var/www para o seu nome de usuário.

Se este não for o caso, a sugestão é transferir todos os arquivos para a posse do www-data (user e group). Em seguida, inscreva o seu usuário no grupo www-data.

Veja como:


adduser nomedousuario www-data
cd /var/www
chown -Rv www-data:www-data /var/www/
chmod -Rv g+rw /var/www/

Os comandos, acima, foram executados como root.

O que foi feito:

  • O comando adduser foi usado para inscrever o usuário ‘nomedousuario’ no grupo www-data.
  • Entrou no diretório /var/www.
  • O comando chown (change owner) atribuiu, recursivamente, os arquivos contidos em /var/www para o usuário e grupo www-data.
  • O comando chmod (change mode) atribuiu permissões de leitura (r) e escrita (w) aos arquivos, para os grupos a que pertencem.

Com isto já será possível fazer alterações no diretório através do WordPress ou outros aplicativos instalados.

Permissões padrão para o WordPress

Se antes, havíamos estabelecido as permissões genéricas, agora, vamos nos concentrar nas que estão relacionadas ao WordPress.

Como já foi abordado, o WordPress não grava apenas informações (de texto) no banco de dados.

O aplicativo também precisa ter permissões de escrita nos subdiretórios em que foi instalado, para poder armazenar diversos tipos de conteúdo, como as imagens.

O único ponto que torna o assunto “permissões de acesso” complexo é a segurança.
Queremos que o aplicativo execute suas funções adequadamente — mas não queremos que pessoas de fora tenham acesso irrestrito aos nossos arquivos.

Como é que se encontra um equilíbrio seguro e funcional para esta questão?

O importante, aqui, é que o www-data tenha permissões rw, ou seja, de leitura (read) e escrita (write) sobre todos os seus arquivos.

Se você tem interesse em saber mais sobre o tema, leia sobre permissões de arquivos no Linux.

Referências

5 razões para usar o GNOME

O GNOME é um ambiente desktop completo para sistemas operacionais das famílias GNU/Linux e UNIX.
Surgiu pouco tempo depois do lançamento do KDE, com a proposta de ser um projeto de código aberto e 100% livre (que ainda não era o caso do KDE).

Atualmente, as comunidades de desenvolvedores do KDE e GNOME trabalham juntas em alguns projetos e trocam informações — e ninguém desconfiaria que em algum momento da história as duas tiveram uma forte rivalidade.

Pessoalmente, gosto muito dos dois ambientes e não saberia escolher um em detrimento do outro.

Já transitei muito entre o KDE, o GNOME, o XFCE e o LXDE. Atualmente, estou muito satisfeito com o GNOME, de acordo com o que vou relatar abaixo.

É possível instalar o KDE e o GNOME na sua estação de trabalho — o que permite alternar entre um e outro, além de rodar os aplicativos nativos de cada um em qualquer um dos ambientes.

As boas práticas de uso do sistema operacional, contudo, recomendam optar pela instalação de apenas um dos dois.

Pra ficar claro, o propósito deste post não é fazer você desistir de usar o KDE, o XFCE ou qualquer outro desktop environment para começar a usar o GNOME.

Na verdade, já fiz um post semelhante a este, ressaltando as qualidades do KDE.

Visual minimalista

Classificar o GNOME como minimalista, pode soar ambicioso (uma “forçação de barra”). Há outros que cumprem melhor esta função.

Contudo, o GNOME tem um design mais sóbrio do que o KDE e tem menos opções de customização visual (ou “perfumaria”) do que muitos desktops gráficos.

Ele é projetado para o foco imediato, ou seja, começar a trabalhar logo após a instalação — e é exatamente isso que ocorre.

No KDE, a tentação para personalizar e brincar com as inúmeras opções de efeitos e exibições é enorme e constante.

Opções de customização na Internet

Com uma rápida configuração no Firefox ou qualquer outro navegador, é possível ajustar o GNOME a partir da página do projeto na Internet.

A possibilidade de baixar, instalar, ativar ou desativar as extensões do GNOME a partir do navegador é muito útil e permite que se tenha um conjunto de software um pouco mais enxuto.

Otimização do espaço da tela

O projeto do GNOME já deu tchau ao excesso de itens na tela, como barra de tarefas/programas e menu nos cantos.
Tal como no Unity, a gente dispara o Dash (com a tecla Super) e digita o nome do aplicativo que deseja.

A versão customizada padrão do GNOME, no Ubuntu 18.04 LTS, usa como legado do Unity, uma doca do lado esquerdo, com os ícones de execução dos aplicativos mais frequentes.

A doca não está presente na versão padrão do GNOME do Debian (e outras distribuições). Contudo, o usuário pode configurar uma, se quiser.

A consistência de cores

Esta característica é muito pessoal e, além disso, é fácil modificar para quem não gosta.

O tema padrão do GNOME, para Debian, é (na minha humilde opinião) neutro e (talvez) um pouco sem graça. Mas, como eu disse, aqui, tudo é ajustável.

Na versão customizada do Ubuntu, o tema segue as cores tradicionais da Canonical.

O GNOME tem áreas de trabalho dinâmicas

Em outras palavras, quando você envia um aplicativo para uma nova área de trabalho, o GNOME cria a nova área virtual sob demanda, para abrigar o aplicativo que você deseja enviar para lá.

A área de trabalho expira automaticamente, quando o último aplicativo, dentro dela, é encerrado.

Isto tem um impacto muito positivo na economia de recursos de memória e processamento da sua máquina.

Como expliquei neste texto, não uso este recurso, mas o vejo como positivo.

A maturidade do projeto

O GNOME, como projeto, teve início em Agosto de 1997 e, portanto, tem aproximadamente 22 anos de estrada.
Muita inovação foi feita, mas atualmente, percebe-se que há mais investimento na estabilidade do software.

Atualmente, uso a versão de testes do GNOME, no Debian testing e, simplesmente, não dá problema. Tudo roda super bem e rápido.

O que eu melhoraria na interface do GNOME

Na interface gráfica, eu gostaria muito de ver a integração das janelas à barra superior padrão do ambiente. Ou seja, quando uma janela estivesse maximizada, suas barras e bordas desaparecem, permitindo a integração completa à interface — como no Unity e no MacOS.

O nome deste recurso é GNOME Global Menu e existe um projeto em andamento neste sentido. Infelizmente, até o momento, ainda não viu a luz da maturidade — e talvez nem da puberdade.

Fora isso, acredito que seja um projeto de interface gráfica vencedor, de inúmeras outras qualidades e pouquíssimos defeitos.

Se quiser, por favor, comente sobre o que você gosta (ou não) no GNOME e que recursos o projeto poderia incorporar futuramente.

O GVim é o editor Vim para quem não abre mão do ambiente gráfico

O editor Vim ou Vi, como projeto de software livre, tem várias ramificações ou branches.
Isto significa que o projeto inicial acabou dando origem a diversos outros softwares semelhantes e compatíveis entre si.

Atualmente, no Linux e no Mac, é possível executar o Vim, como editor de textos de linha de comando padrão.
Em muitos servidores e provedores de internet, o Vim ou o vi estará disponível para seu uso, assim que você se conectar.

Saber usar o Vim, significa nunca ficar sem um editor de textos.
Entre os projetos, derivados do original, há uma versão voltada para rodar em servidores gráficos.

Neste texto, vamos tratar do GVim — veremos como instalar (isto é fácil!) e faremos um rápido passeio pela sua interface.
O pacote de instalação do GVim contém arquivos compartilhados por todas as variantes do vim com interface gráfica disponível no seu sistema operacional.
Pode ser instalado pela CLI mas, já que estamos aqui, vamos usar apenas a interface gráfica.
Debian Ubuntu Instalar programas

Abra o aplicativo de instalação de softwares/programas da sua distro e procure pelo GVim. Em seguida, clique em “Instalar”.

Uma vez instalado, já é possível fazer uso de todos os recursos do Vim, com a possibilidade de usar nativamente o mouse.

O poder do Vim está em ser um editor que dispensa o uso do mouse para realizar todas as tarefas de que ele é capaz.

Sempre haverá algumas tarefas em que é mais fácil usar o mouse ou o touchpad, contudo. Para estes casos, você tem o suporte completo no GVim a estes dispositivos.

A interface gráfica botões práticos para realizar tarefas triviais, de abrir e gravar arquivos.

Além disto, permite refazer e desfazer ações ao toque de botões.

gvim editor
A versão GUI do Vim, tem botões de busca e substituição de palavras e strings, que podem ser mais cômodos.

Os menus dão acesso a inúmeras outras funções do editor, sem desabilitar os comandos de teclado.

Referências

O que você pensa desta versão do Vim? Acha que vale a pena substituir a versão CLI por ela? Ou dá para usar as duas?

Leia mais sobre o Vim:
Como ajustar esquemas de cores automaticamente, em função do horário do dia.