Configure o seu navegador Firefox para acessar e instalar as extensões do GNOME

Há, pelo menos, duas coisas muito fáceis, que você já deveria ter feito, se usa o Linux com o ambiente gráfico GNOME.
A primeira delas é configurar o seu navegador Firefox para acessar a página oficial de extensões do GNOME, a partir da qual é possível entrar em contato com um universo de possibilidades incríveis para a sua interface gráfica.

A segunda é conhecer as extensões possíveis e começar a experimentar.
Este assunto foi abordado no post O que fazer depois de instalar o GNOME e vou procurar me aprofundar um pouco neste tópico, a seguir.

Se o seu navegador ainda não estiver pronto para deslanchar todo o potencial do GNOME Shell, uma advertência será exibida no topo da página de acesso, conforme a imagem abaixo.

Para chegar lá, clique no link:

https://extensions.gnome.org/.

Se a página estiver aparecendo em inglês para você, clique em “Click here to install browser extension“.
Clique na figura, abaixo, para obter mais detalhes.
gnome extension

Em seguida o navegador irá pedir mais 2 confirmações, conforme as próximas imagens:
permitir extensão.

Depois do download, a segunda permissão (para instalar) precisa ser dada:
Add extension.

Depois disso basta rolar a página para ver as extensões disponíveis.
As que você “ligar”, serão instaladas e ativadas.
Para remover, basta voltar à página e “desligar” a extensão.
Me conte quais as suas preferidas, depois de experimentar um pouco.

Monitore sua conexão WiFi com o Wavemon

O programa Wavemon (Wave Monitor ou monitor de onda, em tradução livre), permite analisar o estado da sua conexão à rede local com muito pouco consumo de recursos do seu sistema.
O wavemon é o programa ideal para rodar em um computador como o Raspberry Pi ou, mesmo, em um laptop parrudo — caso a economia dos recursos de processamentos sejam importantes para você.

Instalação do Wavemon

O aplicativo faz parte dos repositórios das grandes distribuições GNU/Linux.
Ele pode ser facilmente instalado usando o gerenciador padrão da sua distro, portanto: apt, dnf, yum, pacman etc.
No Debian e no Ubuntu, ele pode ser instalado com o apt:


sudo apt install wavemon

Lendo listas de pacotes... Pronto
Construindo árvore de dependências       
Lendo informação de estado... Pronto
Os NOVOS pacotes a seguir serão instalados:
  wavemon
0 pacotes atualizados, 1 pacotes novos instalados, 0 a serem removidos e 51 não atualizados.
É preciso baixar 51,3 kB de arquivos.
Depois desta operação, 122 kB adicionais de espaço em disco serão usados.
Obter:1 http://deb.debian.org/debian testing/main amd64 wavemon amd64 0.8.2-1 [51,3 kB]
Baixados 51,3 kB em 1s (64,2 kB/s)          
A seleccionar pacote anteriormente não seleccionado wavemon.
(Lendo banco de dados ... 160782 ficheiros e directórios actualmente instalados.)
A preparar para desempacotar .../wavemon_0.8.2-1_amd64.deb ...
A descompactar wavemon (0.8.2-1) ...
Configurando wavemon (0.8.2-1) ...
A processar 'triggers' para man-db (2.8.3-2) ...

Uma vez instalado, basta rodar, da linha de comando (sem privilégios):


wavemon

Instale o wavemon no laptop e movimente-se dentro da casa ou do escritório, para descobrir aonde o sinal do WiFi é mais forte ou mais fraco.

wavemon

Uso básico do Wavemon

Como é possível observar, na imagem acima, o aplicativo provê, de cara, algumas informações bem interessantes.
Segue algumas dicas básicas de uso do programa.

Para começar, use a tecla ‘q’ para sair do wavemon, a qualquer momento. A tecla F10 tem o mesmo efeito.

O aplicativo tem várias telas de monitoramento ou de trabalho.
Podem ser selecionadas através das teclas de função (F1, F2 etc.)
A tela principal é a de informações gerais — e pode ser acionada com a tecla F1.

Com a tecla F2, é possível acessar o histograma referente ao nível do sinal de rede.

Como obter informações dos roteadores dos vizinhos

Faça um scan na vizinhança e determine a força dos sinais dos roteadores ao seu redor.
Para isso, você deve acessar a tela F3 – Scan, que permite varrer a rede local e obter informações sobre os sinais dos roteadores próximos.
wavemon

Estas informações (imagem acima) são disponibilizadas para quem entrou no wavemon usando privilégios administrativos.

O que você precisa para ter um estúdio de edição de fotos profissional no Linux.

O sistema operacional Linux tem diversas ferramentas importantes, desenvolvidas por fotógrafos e para outros fotógrafos.
O GIMP é o principal software de edição e manipulação de imagens — e costuma vir instalado em algumas distribuições.

Quando este não é o caso, é fácil instalar ele e muitos outros programas e utilitários para este tipo de aplicação.
O GIMP tem uma história semelhante à do Photoshop — ambos são oriundos de trabalhos acadêmicos desenvolvidos por estudantes universitários.
Basicamente, fotógrafos usam um computador para armazenar, catalogar, editar etc. suas imagens.
Este post vai lançar uma luz sobre os programas voltados à catalogação e edição de imagens.
Só para contextualizar, este artigo é baseado no Debian.
Se você usa o Ubuntu ou qualquer outra distro baseada nele, recomendo complementar esta leitura com o post Configure o ubuntu para ser um estúdio profissional de fotografia.

Distribuições GNU/Linux prontas para edição de imagens

Existem distribuições que já podem ser baixadas (quase) prontas para começar a trabalhar com suas fotos.
O único problema das opções listadas, abaixo, (EMHO) é que elas podem vir com uma grande quantidade de itens a mais — ainda assim, boa parte do que você precisa, já vai estar lá, pronto para ser usado.
São opções voltadas para o design e criação de conteúdo multimídia, ou seja, vai vir muita coisa que você provavelmente não precisa.

A única pessoa que vai saber qual a melhor opção ou distro Linux para você, é você mesmo(a).
Portanto, recomendo experimentar.
A maioria roda como Live, direto do seu pendrive e, portanto, não haverá necessidade de formatar e instalar absolutamente nada para ter uma ideia do que cada uma faz.

Nenhuma distro é perfeita. Você vai precisar buscar e instalar (ou comprar) uma ou outra ferramenta.
Se é do tipo que gosta de uma instalação leve e limpa, vai também remover o que não precisa.
A grande vantagem, aqui, é poder começar com metade do caminho já percorrido.

O Projeto Fedora Labs tem, entre suas opções, uma distro chamada Design Suite, com vários softwares voltados para o design.

Se você prefere o jeito da Canonical de fazer as coisas, pode ficar feliz e satisfeito com o Ubuntu Studio.
Para a fotografia, a distro destaca o Darktable e o Shotwell.

Além destas, destacam-se a io GNU/Linux e IRO OS.
Ambas são voltadas criação e produção de conteúdo multimídia (imagens, áudio e vídeo).
O IRO OS é feito pensado na portabilidade, ou seja, para rodar de um pendrive. Mais pra baixo, explico por que não gosto desta opção, mas… enfim, trata-se de uma opção.

No resto deste post, vou falar sobre como configurar a sua distro atual, instalando apenas os programas que você vai precisar.

O estúdio de fotografia pronto

Existe muita coisa nesta área que pode ser encontrada direto nos repositórios da sua distro.
Segue uma relação de pacotes de softwares, sugeridos:

  • Argyll — “Sistema de Gerenciamento de Cores, calibrador e perfilador.”
    Trata-se de software ainda experimental e é compatível com o ICC.
    Dá suporte “à criação precisa de perfis ICC para scanners, impressoras CMYK, filmadoras e calibração e perfilamento de displays.
  • Dispcalgui — Interface gráfica para o Argyll
  • icc-profiles-free — Editor de perfis ICC.
  • Darktable e RawTherapee — Softwares de edição de imagens RAW. Saiba mais sobre eles aqui (DarkTable) e aqui (RawTherapee).
  • Entangle — Voltado para fotógrafos que gostam de trabalhar em tethered mode, ou seja, controlar a câmera e a sessão de fotos a partir do computador.
  • GIMP, gimp-data-extras, gimp-gap, gimp-plugin-registry, gimp-ufraw — Editor de fotos GIMP e vários plugins.
  • Phatch — Utilitário GUI para processar fotos em lote. Tem suporte a todos os formatos de imagem mais comuns.
    Pode ser usado para redimensionar, rodar, aplicar perspectiva, sombras etc. em inúmeras fotos, de uma só vez.
  • Rapid Photo Downloader — Aplicativo para importar grande quantidade de fotos de múltiplas câmeras, cartões de memórias e outros dispositivos de armazenamento.

Na linha de comando, rode o comando apt (Debian), para instalar:


sudo apt install argyll, darktable, dispcalgui, entangle, gimp, gimp-data-extras, gimp-gap, gimp-plugin-registry, gimp-ufraw, icc-profiles-free, phatch, rapid-photo-downloader, rawtherapee

Se você usa o Fedora, rode o dnf:


sudo dnf install argyll, darktable, dispcalgui, entangle, gimp, gimp-data-extras, gimp-gap, gimp-plugin-registry, gimp-ufraw, icc-profiles-free, phatch, rapid-photo-downloader, rawtherapee

Como encontrar mais

Há muitas outras opções de softwares.
Alguns são redundantes em relação a estes.
Outros são complementares.
No Debian e no Fedora, rode o seu gerenciador de pacotes padrão (apt ou dnf) acompanhado da opção ‘search’:


sudo apt search photography

A busca também pode ser feita na GUI.
Abra o gestor gráfico de instalação de aplicativos para obter mais opções de software para instalar.
pop shop photography search

Acima, captura de tela do gerenciador do POP OS (POP Shop), com a busca pelo termo ‘photography’.
Use outros termos, para encontrar conteúdo relevante para você.

Edite imagens no seu celular com o Olympus Image Palette

Qual seja o app ou a rede social que você prefira usar para compartilhar e guardar suas fotos, usar um aplicativo a mais, pode dar uma característica exclusiva às suas imagens.
Neste texto, vou apresentar um dos aplicativos de edição mais divertidos, disponível gratuitamente na loja do Google.

O Olympus Image Palette ou simplesmente OI.Palette permite a edição de fotos, com a aplicação de filtros artísticos predefinidos.
Na minha opinião, este aplicativo tem filtros (também chamados de presets) dos mais bonitos que já vi. Fica a advertência de que não são muitos, contudo.
olympus image palette

Como sempre, é natural o usuário cansar de usar os filtros prontos e querer fazer suas próprias escolhas artísticas, manipulando livremente suas imagens.
Para isso, o app dispõe de “Criador de Cor e Controle de Destaque e Sombra, populares nas câmeras digitais com lentes intercambiáveis Olympus, como as das séries OM-D e PEN.”
olympus image palette

Outro destaques do aplicativo é a possibilidade de adicionar facilmente uma assinatura sobre cada foto, antes de compartilhar.
olympus image palette

Como limitação, o app não oferece uma câmera embutida — mas esta não é a sua proposta. A empresa em questão já fabrica ótimas câmeras e tem aplicativos Android que facilitam transferir imagens entre dispositivos.

Onde baixar: https://play.google.com/store/apps/details?id=jp.olympusimaging.oipalette&rdid=jp.olympusimaging.oipalette.

Resenha de livro: Vi and Vim, de Arnold Robbins.

Neste post, apresento uma das obras que me ajudou muito a entender melhor o funcionamento do editor de textos Vim e a elevar o meu nível como usuário do programa.
Como advertência inicial, trata-se de um livro em inglês. Caso você prefira evitar livros neste idioma, sugiro ler meus outros posts sobre o editor Vim.

Eu já tinha um background sobre o aplicativo e seu uso, antes de começar a ler o livro.
Se este também for o seu caso, pode fazer que nem eu, ler superficialmente (ou simplesmente “pular”) as partes sobre as quais já tem domínio e ir direto ao que te interessa.

Algumas obras são escritas com o propósito de ensinar, como tutoriais. Outras, são mais úteis como referência e sua leitura integral pode ser até desnecessária — uma vez que você pode ganhar mais tempo apenas consultando, quando houver dúvidas sobre algum item.

Na minha avaliação, a obra serve aos 2 propósitos.

Eu sou aquele tipo de nerd ou geek que lê os manuais de tudo o que compra, desde o guia de uso do liquidificador aos manuais completos do carro.

Quanto menos você souber sobre o Vim, mais vai aprender lendo o livro de ponta a ponta — aplicando os exemplos, os macetes, as dicas etc.
Depois o livro pode ir para uma estante. Mas não o deixe muito longe do seu alcance.



Assinada por Arnold Robbins, Elbert Hannah e Linda Lamb, a obra ainda terá muito a oferecer após a leitura, como referência.

Durante a leitura, não me preocupei em absorver 100% dos conceitos, mas em me divertir aprendendo.
É impossível aprender a usar o Vim (bem como muitos outros editores de texto bem mais populares) “do dia para a noite”. É um processo que vai tomar algum tempo e requerer bastante prática.

Portanto, se for lida com tranquilidade, o leitor pode se entreter bastante.

O conteúdo

A obra faz um apanhado do vi, desde o tempo do seu surgimento, no ambiente de programação do UNIX e segue em frente para incluir as versões mais atuais do editor, como Gvim (versão gráfica do editor).
Veja um resumo do que ela cobre:

  • Opções de linha de comando (CLI).
  • Comandos e opções do vi.
  • Atalhos do modo de inserção.
  • Substituição de texto e expressões regulares.
  • Comandos e opções do ex.
  • Inicialização e recuperação de arquivos.
  • Tags avançadas.
  • Recursos de conexão e navegação na Internet.

O livro termina com um extenso índice remissivo para ajudar a chegar mais rápido ao assunto que você deseja consultar.

Problemas do livro

Pode-se dizer que o livro é um tanto extenso e que não precisaria cobrir tantas versões do Vim.
Mas, se é melhor pecar pelo excesso, acredito ser possível perdoar isso.
Além do mais, é muito fácil se esquivar do que não te interessa aprender no momento e seguir a leitura mais adiante.

Conclusão

Se você não se importa ou não tem medo de ler em inglês, o livro pode ser bastante útil — uma vez que há bem poucas alternativas sobre o assunto em português.
Se o seu nível de leitura em inglês for razoável, não acho que vai haver problemas em entender e aprender o que os autores têm para passar.
A linguagem é clara e o texto é bem escrito.
Além disso, muita coisa pode ser aprendida empiricamente, seguindo os exemplos, caso não consiga entender algo especificamente.

Onde comprar

O livro pode ser adquirido em livrarias físicas ou online brasileiras.
É mais certo encontrar em livrarias internacionais.
O site da Amazon, no Brasil, tem a versão digital (para Kindle), neste link: https://amzn.to/2qDq5bI (recomendado).
Eu adquiri a minha cópia física na Barnes and Noble, contudo. Neste caso, arquei com uma demora de quase 4 meses na entrega. Eu não faria isto de novo…