Use perfis de pós-processamento ou presets no RawTherapee

Como em qualquer programa de manipulação de imagens, o RawTherapee permite aplicar perfis prontos (ou presets) para tratar as suas fotos.
Alguns já se encontram pré-instalados e podem ser usados imediatamente.

Mas você tem outras possibilidades — como baixar e adicionar presets de outros usuários ou criar os seus próprios perfis e distribuí-los.
Você também pode alterar os presets que adquirir, para que atendam melhor às suas necessidades ou escolhas artísticas.

No RawTherapee, os presets são chamados de “perfis de pós-processamento”.

Se você ainda não sabe usar o programa ou não domina a ferramenta de curva de tons, este pode ser um primeiro passo para aprender a editar imagens de maneira profissional.
As alterações feitas pelos perfis de pós-processamento são bastante transparentes e você pode brincar com eles e, aos poucos, aprender o suficiente para criar seus próprios perfis.

Como aplicar os presets que já vem instalados no RawTherapee

A seção de escolha dos perfis de pós-processamento fica no canto superior direito do aplicativo.
Clique no botão drop down, para exibir opções.
RawTherapee presets

Uma outra forma de carregar um perfil, é abrir diretamente um arquivo .PP3.
Isto pode ser feito através do ícone ao lado, na mesma seção.
rawtherapee abrir presets

Se você já fez e gravou edições em fotos, a partir do RawTherapee, provavelmente vai ter vários arquivos .pp3 disponíveis, no mesmo diretório em que as imagens editadas foram gravadas.
Qualquer um daqueles perfis pode ser reaplicado em qualquer uma de suas outras imagens (se você achar que servem).

Em outras palavras, você não precisa se lembrar de todos os ajustes feitos à imagem, quando quiser aplicá-los em outra semelhante. Basta buscar o arquivo .pp3 daquela que ficou boa e reaplicar na próxima imagem.

Como disse, lá no começo, você também pode baixar perfis prontos de outros usuários e aplicá-los a partir desta ferramenta.

Se você não gostar dos efeitos, basta desfazer (Ctrl + Z) e aplicar outro preset.

Como salvar e compartilhar meus presets com outros usuários do RawTherapee

Criar presets de qualidade, pode ser uma fonte de renda.
Para salvar o perfil (preset) atual, clique no botão “salvar” e dê um nome para ele.
rawtherapee salvar preset

O arquivo será salvo com a extensão .pp3 e poderá ser enviado para quem você quiser.
Seu conteúdo é parecido com este, abaixo:

[Version]
AppVersion=4.0.12.0
Version=316

[General]
Rank=0
ColorLabel=0
InTrash=false

[Exposure]
Auto=false
Clip=0
Compensation=-3.5699999999999998
Brightness=100
Contrast=59
Saturation=0
Black=-16384
HighlightCompr=0
HighlightComprThreshold=0
ShadowCompr=0
CurveMode=Standard
CurveMode2=Standard
Curve=1;0.053398058252427168;0;1;1;
Curve2=0;

[HLRecovery]
Enabled=true
Method=Blend

[Channel Mixer]
Red=100;0;0;
Green=0;100;0;
Blue=0;0;100;

[Black & White]
Enabled=false
Method=Desaturation
Auto=false
ComplementaryColors=true
Setting=NormalContrast
Filter=None
MixerRed=43
MixerOrange=33
MixerYellow=33
MixerGreen=33
MixerCyan=33
MixerBlue=30
MixerMagenta=33
MixerPurple=33
GammaRed=0
GammaGreen=0
GammaBlue=0
LuminanceCurve=0;
BeforeCurveMode=Standard
AfterCurveMode=Standard
BeforeCurve=0;
AfterCurve=0;

Como você pode observar, é texto puro — portanto é super fácil de compartilhar.

O RawTherapee usa este método não destrutivo de manipulação das imagens.
Todas as alterações são gravadas no arquivo .pp3, junto com o arquivo original (que é mantido intocado).
Desta maneira, você pode ter vários perfis de pós-processamento para um mesmo arquivo.

Se você tiver vários presets, pode empacotar todos em um único arquivo compactado .ZIP, .GZ etc.
Arquivos de texto puro podem alcançar ótimas taxas de compressão e, por isso, são bem mais fáceis de compartilhar ou enviar por email.

O que mais é possível fazer com os presets?

Pessoalmente, vejo este recurso como os filtros do Instagram.
Quando comecei a usar esta rede social, gostava de experimentar a aplicação de vários filtros.
Às vezes, repostava a mesma foto — só que com um diferente.
Aos poucos, percebi que gostava de 2 ou 3 apenas e estes eram os únicos que eu usava.
Também passei a aplicar algumas edições próprias aos filtros existentes, para que as imagens ficassem de acordo com o meu gosto (isto é pessoal, claro).
Atualmente, não uso mais os filtros do Instagram e prefiro fazer minhas próprias edições.

Portanto, usar os perfis do RawTherapee, bem com os do GIMP ou do Lightroom/Photoshop, podem ser uma forma de você aprender um pouco mais sobre edição e manipulação profissional de imagens.
Com o tempo, você mesmo pode começar a fazer suas próprias escolhas artísticas e produzir imagens com a sua própria assinatura.
… ou não —. Há quem prefira não usar filtro ou preset algum. E essa também é uma escolha legítima.

Qual é a sua?

Referências

Use a caixa de buscas do site, para encontrar outros posts sobre o RawTherapee ou, ainda, sobre o uso e manipulação de imagens RAW.

Use o entangle para controlar sua câmera a partir do computador

O Entangle é um aplicativo de tethering para Linux.
Sua função é dar acesso aos controles da câmera a partir do seu PC desktop ou laptop.

Usualmente, em estúdio, pode ser muito útil ter um laptop conectado à sua câmera DSLR.
Este método permite ver resultados imediatos na tela grande do computador e decidir se ficam armazenados no laptop ou não.
Com o tethering, o fotógrafo pode encurtar o caminho das fotos da câmera para o PC — onde será feito o pós-processamento.

Se o que você quer é apenas transferir imagens da câmera ou do cartão para o desktop, sugiro usar outros softwares, como o Shotwell — porque esta não é a função do Entangle.

O que o Entangle faz:

  1. Disparar o obturador da câmera a partir do computador.
  2. fornecer uma prévia da composição, antes do disparo, em tela grande.
  3. Permitir a visualização e o download automáticos das fotos, à medida em que forem tiradas.
  4. Prover acesso a todos os controles da sua câmera a partir do seu computador.

O último item da lista, acima, depende do modelo da sua câmera.
Eu testei, como você pode observar nas imagens deste post, com uma câmera Fujifilm Finepix SL 1000.
Este equipamento está na categoria bridge camera ou “câmera intermediária”, portanto, entre a categoria das câmeras DSLR e as point and shoot (ou câmeras compactas).
Enfim, na minha câmera não é possível usar o recurso de tethering.

Se o seu equipamento for uma DSLR, mesmo que seja um modelo de entrada, o seu resultado pode ser bem melhor do que o meu.
A melhor maneira de saber se vai funcionar com a sua câmera é testando.

Fique à vontade para nos dar um retorno, nos comentários, citando o modelo da sua câmera.

fuji finepix connection
O modelo Fujifilm Finepix SL1000 não permite capturar imagens via tethering.

Se algo (ou quase tudo, no meu caso) não der certo, não culpe a comunidade de desenvolvedores de software livre.
Infelizmente, alguns fabricantes não liberam especificações suficientes de seus produtos, para criar softwares mais eficientes.
Envie mensagens, pelas redes sociais e email, para o fabricante do seu equipamento pedindo para que colabore mais com a comunidade de desenvolvedores Linux — especificamente, com o desenvolvimento do Entangle.
O resultado pode ser positivo, se muitas pessoas fizerem isso.

Como instalar o Entangle para fazer tethering no seu sistema

Programas Debian Ubuntu

O Entangle pode ser encontrado na loja oficial da sua distro GNU/Linux e está disponível nos repositórios das principais distribuições.
Entangle camera tethering for linux

Quem prefere usar a CLI, para instalar o programa, pode rodar um dos seguintes comandos:
No Debian, Ubuntu e outras distribuições derivadas, use o apt:


sudo apt install entangle

No Fedora e no OpenSUSE, use o dnf ou o yum:


sudo dnf install entangle

No FreeBSD, use o pkg:


pkg install entangle

Se quiser saber mais sobre instalação de softwares no FreeBSD, leia este post.

Como fazer tethering com a sua câmera no Linux

Ao iniciar, a aplicação irá tentar detectar automaticamente a sua câmera, caso esteja conectada via USB ou rede.
Se houver múltiplas câmeras conectadas fisicamente ao seu computador, o programa fornecerá uma lista delas, para a sua escolha.

Se a sua câmera não aparecer, isto pode ocorrer em função do GNOME tê-la montado como dispositivo de armazenamento automaticamente.
Neste caso, é necessário desmontar o dispositivo antes de poder fazer tethering.
camera montada

Se a câmera tiver suporte a “live view“, vai ser possível acompanhar a composição, à frente da câmera, de dentro do aplicativo.
No painel Preferências, é possível selecionar várias abas de opções.
Na aba de opções Interface, você pode fazer alguns ajustes no modo de operação do programa. Inclusive ligar ou desligar a exibição do histograma linear.

O painel Image Viewer permite alterar o aspecto e a escala do “sensor virtual”, com a aplicação de uma máscara.
Além disto, pode aplicar as linhas guia da regra de terceiros ou outras.

O painel de configurações de captura, tem opções de configuração da nomenclatura dos arquivos de imagem, que serão gravados no computador.
Permite ainda ligar o descarte automático das imagens dentro da câmera.

O painel Color Management apresenta opções da gestão de cores para a sua sessão de fotografia.

Você pode adicionar plugins ou escrever os seus próprios, com o uso da linguagem Python.

Referências

Site oficial do Entangle: https://entangle-photo.org/.

Crie uma planilha a partir dos dados exif das suas fotografias

Incluir dados EXIF das suas imagens pode ajudar a entender melhor como você fotografa, como hobby ou a trabalho.
Estes dados podem ajudar a entender aonde você precisa melhorar, que tipo de lente você realmente precisa (caso pense em comprar uma nova) etc.

Um tempo atrás, montei uma planilha ilustrativa do meu uso da Canon EFS 18-55mm (uma das lentes mais comuns em kits) e fiquei impressionado com o fato de que eu quase não fotografava abaixo dos 35mm de distância focal. Raramente usava o ajuste de 18mm.

Se eu tivesse o objetivo de comprar uma lente nova, àquela época, já estariam claras as minhas distâncias focais favoritas.
Como eu era iniciante na fotografia, entendi que precisava, mesmo, praticar o uso do ângulo mais aberto.

O uso da planilha me proporcionou a descoberta de novos momentos de diversão, fotografando cenas de rua e paisagens.

Neste post, vou mostrar como montei a minha planilha. Você pode alterar facilmente os meus exemplos para adequá-los às suas necessidades e às lentes que você tem aí.
Fique à vontade para me contar os resultados que obteve (e o que vai fazer com eles) nos comentários! 🙂

Baixe e instale o exiftool

O exiftool é uma ferramenta voltada para usuários avançados, desenvolvida por Phil Harvester em linguagem Perl.
O aplicativo pode ser usado para alterar os dados EXIF — mas vamos focar apenas algumas de suas propriedades de leitura de arquivos de imagens.

Se você já deu uma olhada em outros posts deste site, deve ter percebido que fotografo com uma Canon e uso o Linux, como sistema operacional, no computador.
Portanto os meus exemplos irão girar em torno destes 2 elementos. Contudo o exiftool tem versões para MacOS e Windows também — ou seja, tudo o que você ler aqui, pode ser aplicado ao seu sistema sem problema algum.

Usuários Linux, em geral, já têm o exiftool instalado por padrão em seus sistemas. Os demais, podem encontrar o software para download no site oficial (links ao final do texto).

Como extrair dados EXIF dos arquivos de imagens

O EXIF é uma sigla para Exchangeable Image File Format ou formato de arquivo de imagem intercambiável.
Apesar de se referir a arquivos de imagens, o formato pode ser encontrado em arquivos de áudio e vídeo também — dentre os mais de 200 tipos suportados, como FLAC, MP3, MP4, AVI, CRW, JPEG etc).

Há várias ferramentas disponíveis para ler e manipular este tipo de informação, o exiftool é uma delas.
Para obter dados legíveis para a nossa planilha eletrônica, vamos usar um recurso simples, chamado piping, que consiste em direcionar a saída geral do comando para um arquivo de texto:

exiftool sequencia-de-comandos > arquivo.txt

Para executar o exiftool em todos os arquivos JPEG do diretório (pasta) atual, use-o assim:


exiftool *.jpg

Para enviar o resultado para um arquivo texto, faça o piping:


exiftool *.jpg > info-imagens.txt

Você pode usar o nome que quiser para o seu arquivo txt. O fato é que ele pode ser aberto no seu programa de planilha favorito, do jeito que ele se encontra.

Para obter uma formatação mais adequada para planilhas, use a opção ‘-T’, na linha de comando:


exiftool *.jpg -T > info-imagens.txt

Se você prefere trabalhar apenas sobre as imagens RAW, indique isso na linha de comando:


exiftool -ext cr2 -T ./ info-imagens.txt

Acima, indicamos que as imagens de leitura deveriam as “cruas” da Canon (-ext cr2). Se as suas são da Nikon, use ‘-ext nef’.

Se você usa equipamento da Canon, pode formatar a saída de acordo com as tags próprias da marca:


exiftool -ext cr2 -T -canon ./ info-imagens.txt

Acrescente a opção ‘-r’ para ir “mais longe”, ou seja, pesquisar recursivamente em todos os subdiretórios:


exiftool -ext cr2 -T -canon -r ./ info-imagens.txt

Use o comando grep para refinar os resultados. No exemplo abaixo, filtramos a saída do comando, para exibir apenas as informações pertinentes à lente Canon EFS 18-55mm:


exiftool -ext cr2 -T -canon -r ./ | grep "18.0 - 55.0" > info-imagens.txt

Outra forma de obter a lista é indicando exatamente quais as tags você quer obter, apenas.
Assim, é possível obter um arquivo de dados (em texto) muito mais enxuto:


exiftool -FileName -Lens -LensType -LensID -ExposureTime -FocalLength -Aperture -ISO -T -ext cr2 -r ./ > info-imagens.txt

Em geral, para mim, apenas isso é o suficiente:


exiftool -FocalLength -Aperture -ISO -T -ext cr2 -r ./ > info-imagens.txt

Isto é tudo que você precisa para ter um arquivo usável para a sua planilha. No LibreOffice, já é possível trabalhar em cima destes dados. Veja a imagem abaixo:

planilha libreoffice
Como eu usei a minha Canon com a lente do kit EFS 18-55mm

No meu caso, removi/ocultei todas as colunas que não seriam relevantes para as minhas análises de uso da lente em questão.
Adicionei, ao final das colunas com os valores de abertura, ISO e distância focal os cálculos das médias.

No LibreOffice, a média é calculada com o uso da função de mesmo nome, indicando entre parênteses a primeira células e a última da coluna com os valores que queremos.

No meu caso, ficou assim:

=MÉDIA(F5:F1551)

Desta forma, pude verificar que fotografava predominantemente usando valores de aberturas de 6.5, ISO 650 e distância focal de 49mm.

Quais foram os seus resultados?

Referências

Download do exiftool: https://www.sno.phy.queensu.ca/~phil/exiftool/.
Mais artigos sobre o exiftool: https://elias.praciano.com/?s=exiftool+RAW.

22 filtros do Instagram para você usar no GIMP

Não sou muito fã de usar os filtros prontos do Instagram — prefiro fazer, eu mesmo, os ajustes que eu quero nas minhas fotos.
Mas isto é apenas uma “opção artística”.

Se você curte os filtros do Instagram e gostaria de tê-los dentro do GIMP, veja como baixar um conjunto de plugins, com 22 filtros prontos, imitando os do aplicativo do celular.

Leia também sobre como enviar suas imagens editadas, do PC desktop para o Instagram.


Segue a relação de filtros disponíveis, até o momento:

  1. 1977
  2. Amaro
  3. Brannan
  4. Earlybird
  5. Gotham
  6. Hefe
  7. Hudson
  8. Inkwell
  9. Kelvin
  10. Lo-fi
  11. Mayfair
  12. Nashville
  13. Poprocket
  14. Rise
  15. Sierra
  16. Sutro
  17. Toaster
  18. Valencia
  19. Walden
  20. Apollo
  21. Willow
  22. X-Pro II

Um dos “defeitos” do pacote de plugins é não incluir, ainda, os filtros mais atuais do Instagram.

Você pode baixar o pacote de plugins gimp_instagram_effects.zip do site do registry do GIMP.
Em seguida abra o pacote ZIP e extraia seu conteúdo para o diretório de plugins.
extrair arquivos zip

No Linux, a pasta de plugins fica em ~/.gimp-2.8/plug-ins/.
Veja, na imagem abaixo, a minha pasta, com os arquivos de plugins.
gimp pasta de plugins

Depois de extrair os arquivos para a pasta de plugins, já será possível usá-los dentro do menu Filtros do programa.
Filtros do Instagram no GIMP
Pode ser necessário reiniciar o GIMP, para ter completo acesso ao recurso.

Como extrair dados exif de arquivos de imagens para montar uma base de dados ou planilha.

O exiftool é uma ferramenta de nível avançado, desenvolvida por Phil Harvester (em linguagem Perl), desde 2003.
O utilitário tem desenvolvimento ativo e versões para Linux, MacOS e Windows.

Links para download, ao final do artigo.
Este post não vai mostrar como desenvolver o banco de dados ou a planilha, em si… mas apenas como obter a base de dados, em texto, que você precisa para analisar suas imagens dentro de uma planilha completa ou dentro de um banco de dados de verdade.

O exiftool permite verificar imagens recursivamente em um diretório (pasta) e oferece suporte a aproximadamente 200 tipos de arquivos.
Dentre estes, a ferramenta é capaz de ler dados EXIF de arquivos JPEG e RAW de diversas marcas e modelos de câmeras.
Nos meus exemplos, vou mostrar predominantemente o uso do utilitário em arquivos .CR2 (um dos formatos RAW da Canon).

Se você tiver dúvidas, leia outros artigos sobre o exiftool, neste mesmo site.

Como usar o exiftool recursivamente

Abra um terminal e vamos à diversão! 😉
Em outros posts, mostrei como rodar o utilitário sobre um único arquivo.

exiftool nome-do-arquivo

Também mostrei como usar o find para executar o programa sobre uma grande quantidade de arquivos, recursivamente, espalhados por vários subdiretórios.
Desta vez, vamos dispensar o find — mas o comando grep ainda será usado para refinar nossos resultados.

Para rodar o exiftool recursivamente, a partir do diretório atual, use a opção -r seguida do nome do diretório ou (no Linux e no MacOS) use um ‘./’:


exiftool -r ./ 

A depender da quantidade de arquivos presentes, a execução pode ser um pouco demorada.

Como refinar as buscas para obter resultados mais enxutos

Como você deve ter notado, o aplicativo possui vários campos, dentro dos quais escreve as informações obtidas dos arquivos.

Você pode fazer uma filtragem dos resultados por strings (usando o grep ou não) ou pelas tags (etiqueta) para ser encontrada e exibida.
Os meus exemplos estão aí para serem editados, alterados para atender às suas necessidades.

Como restringir a busca a um tipo de arquivo (cr2, no meu caso) dentro de um diretório (Imagens/junho) recursivamente (-r):


exiftool -ext cr2 -r Imagens/junho/

Veja como restringir a sua busca a apenas um tipo de lente:


exiftool -ext cr2 -T -r ./ | grep "18.0 - 55.0"

Se você usa câmeras Canon, pode obter listagens com o formato padrão da marca, acrescentando ‘-l -canon’ à linha de comando:


exiftool -ext cr2 -l -canon -r 05/

No exemplo, acima, ’05/’ é o nome da pasta em que a busca está sendo feita.


exiftool -T -aperture -ext cr2 -r 05/

Você pode ignorar os outros campos de dados EXIF e listar apenas os nomes dos arquivos que satisfaçam alguma condição:


exiftool '-*EF75-300mm*' -r 05/

Como passar os resultados para uma planilha

Os resultados podem ser formatados, de maneira bem básica, com as opções -T ou -t e serem gravadas em um arquivo. Para gravar o resultado da sua consulta em um arquivo, basta acrescentar ‘> nome-do-arquivo.txt’ ao final da linha de comando.
Este arquivo poderá ser aberto por qualquer aplicativo de planilhas, posteriormente.


exiftool -ext cr2 -t -l -canon -r 05/ > maio2018.txt

Se preferir, use ‘-common’ para restringir o resultado às meta informações mais comuns:


exiftool -ext cr2 -t -common -r 05/ > maio2018.txt

… ou use ‘-T’ (em maiúscula) no lugar de ‘-t’, para obter uma separação dos dados em tabela. Acho esta formatação melhor para trabalhar em planilhas — para determinar a média de abertura que uso, quantas vezes usei uma determinada lente etc.
planiha libreoffice calc

Com um script (na sua linguagem preferida) também é possível iniciar e continuar alimentando um banco de dados com os dados EXIF das suas fotos.

referências

Usuários Linux já têm o exiftool instalado, na maioria das grandes distribuições.
Quem usa MacOS e Windows, pode baixar do site oficial: https://www.sno.phy.queensu.ca/~phil/exiftool/.