Como alterar a ação padrão ao deslizar o dedo no Gmail

O aplicativo de leitura e envio de correio eletrônico é um dos mais usados.

Usualmente, começo a checar meus emails através dele.

Quando o conteúdo é muito denso ou exige mais atenção, prefiro guardar para ler no desktop (tela maior).

A maioria das mensagens contudo têm seu destino selado, de cara, no app do celular.

No Gmail, a ação padrão, ao deslizar o dedo (para a esquerda ou para a direita, tanto faz) é “arquivar”.

Mas raramente tenho utilidade para arquivar alguma coisa. Prefiro mover a mensagem para alguma pasta mais apropriada ou excluir de uma vez.

Neste post, vou mostrar como alterar isso.

Como alterar as ações do deslizamento do dedo no Gmail.

Toque sobre o botão de menu do aplicativo (no canto superior esquerdo) e selecione a opção “Configurações”, ao final do menu.

Dentro do menu de configurações, selecione a primeira opção: “Configurações gerais”

Em seguida, role para opção “Ações de deslizar”.

Você pode escolher o que irá ocorrer quando deslizar o dedo, para a esquerda ou para a direita, sobre uma mensagem.

Basta tocar em “Alterar” para fazer a sua escolha.

Eu escolhi “Excluir” quando deslizar para a direita e “Mover para uma outra pasta” quando deslizar para esquerda. Observe a imagem acima.

Você pode escolher uma entre 6 opções, incluindo “fazer nada” (nenhum).

Desta maneira o aplicativo facilita as ações a serem tomadas à medida que as mensagens vão chegando à sua caixa de entrada no decorrer do dia.

Como crítica (construtiva, claro), acredito que o aplicativo poderia incluir a opção “Spam”, para facilitar ainda mais a nossa triagem.

E você? O que acha deste recurso?!

Gerencie os apps que devem iniciar (ou não) automaticamente no seu celular

Algumas pessoas se preocupam com o excesso de aplicativos rodando no celular. Se você tem restrições de recursos, o problema pode ser significativo.
O Startup Manager é uma ferramenta gratuita, disponível na loja oficial do Android (Google Play), que pode ser usada para determinar exatamente quais apps devem ser iniciados ou não durante o boot do aparelho.

É claro que você vai precisar reiniciar o dispositivo, para poder aplicar a nova configuração.
Antes de começar, contudo, tenha em mente que alguns apps são importantes para o bom funcionamento do sistema e, se você não sabe o que está fazendo, não faça.

O que o Startup Manager faz

A função do aplicativo é ajudar a habilitar ou desabilitar itens de software da inicialização do sistema no seu smartfone Android.

Ele torna fácil esta tarefa, ao listar todos aplicativos disponíveis no sistema — e tudo o que você precisa fazer é clicar ou “desclicar” os itens que você deseja ou não que sejam iniciados automaticamente durante o próximo boot.

Use com cuidado.

Como usar o Startup Manager

Startup Manager app

Na relação de itens, da tela principal do app, é possível acessar um menu de ações.
Mantenha o dedo pressionado sobre um dos itens, para fazer o menu aparecer.

Startup Manager app

Você pode optar por relacionar informações detalhadas sobre os itens.
Startup Manager app

Tenha em mente que, em dispositivos non root (que não foram rooteados), alguns aplicativos podem ser “desobedientes”, ou seja, mesmo pedindo para que não reiniciem mais, eles irão fazer isso à sua revelia.

Você terá que rootear seu aparelho para conseguir impor todas as suas opções de configuração.

Veja aonde baixar o app: https://play.google.com/store/apps/details?id=imoblife.startupmanager&rdid=imoblife.startupmanager

Me conte, nos comentários, se tudo funcionou bem ou se se houve algum problema! 😀

Conheça este utilitário de linha de comando para controlar discos no Linux

Unidades de armazenamento externas ou internas podem ser acessadas e controladas com o utilitário de linha de comando (CLI) udisksctl.
O programa permite realizar diversas operações avançadas nas unidades conectadas.

Obter informações, verificar o status, monitorar unidades, montar/desmontar dispositivos, travar/destravar unidades criptografadas, desligar completamente ou configurar o SMART etc. — são algumas das tarefas que podem ser executadas com este pequeno utilitário.

Abra um terminal e me acompanhe nas experiências que seguem.

Como obter informações sobre um dispositivo de armazenamento conectado ao meu computador

O utilitário tem autocompletar para facilitar a digitação, portanto use a tecla TAB para tornar mais eficiente o uso dele.

A opção status permite ver as unidades atualmente conectadas ao seu sistema:


udisksctl status

MODEL                     REVISION  SERIAL               DEVICE
--------------------------------------------------------------------------
Hitachi HTS545050A7E380   GG2OA6C0  TE85123RJG3K4W       sda     
SanDisk SSD i100 24GB     11.56.04  123200143249         sdb     
WDC WD5000BPVT-22HXZT1    01.01A01  WD-WXD1A41D1154      sdc     
TOSHIBA MK5059GSXP        GT001L    51NAP03LT            sdd     
SanDisk Cruzer Blade      1.26      4C530699960225111162 sde

Como você pode ver, acima, as informações obtidas e mostradas pelo utilitário são bem detalhadas.

Use a opção info para obter informações específicas sobre um objeto (lembre-se de telcar TAB para completar a digitação):


udisksctl info --drive SanDisk_Cruzer_Blade_4C530699960225111162

A opção dump irá mostrar uma quantidade de dados muito maior, sobre todas as unidades possíveis:


udisksctl dump

Os dados detalhados das unidades podem ocupar diversas páginas de terminal. Use a tecla de espaçamento, para passar as páginas e a tecla Q para sair do modo de visualização do comando.

Sugiro usar o comando grep para obter informações específicas:

udisksctl dump | grep Hitachi
    Drive:                      '/org/freedesktop/UDisks2/drives/Hitachi_HTS545050A7E380_TE85123RJG3K4W'
    Id:                         by-id-ata-Hitachi_HTS545050A7E380_TE85123RJG3K4W
    Symlinks:                   /dev/disk/by-id/ata-Hitachi_HTS545050A7E380_TE85123RJG3K4W
    Drive:                      '/org/freedesktop/UDisks2/drives/Hitachi_HTS545050A7E380_TE85123RJG3K4W'
    Id:                         by-id-ata-Hitachi_HTS545050A7E380_TE85123RJG3K4W-part1
    Symlinks:                   /dev/disk/by-id/ata-Hitachi_HTS545050A7E380_TE85123RJG3K4W-part1
    Drive:                      '/org/freedesktop/UDisks2/drives/Hitachi_HTS545050A7E380_TE85123RJG3K4W'
    Id:                         by-id-ata-Hitachi_HTS545050A7E380_TE85123RJG3K4W-part2
    Symlinks:                   /dev/disk/by-id/ata-Hitachi_HTS545050A7E380_TE85123RJG3K4W-part2
/org/freedesktop/UDisks2/drives/Hitachi_HTS545050A7E380_TE85123RJG3K4W:
    Id:                         Hitachi-HTS545050A7E380-TE85123RJG3K4W
    Model:                      Hitachi HTS545050A7E380

Para monitorar uma unidade use a opção monitor, seguida do nome do dispositivo:


udisksctl monitor SanDisk_Cruzer_Blade_4C530699960225111162 
Monitoring the udisks daemon. Press Ctrl+C to exit.
14:55:24.735: The udisks-daemon is running (name-owner :1.1046).

A unidade, acima, está desmontada e “dormente”. Se houver alguma atividade ligada a ela, o terminal irá mostrar.
Quando quiser terminar o programa tecle Ctrl+C.

Como trabalhar com unidades criptografadas usando o udisksctl

As opções lock e unlock se referem às unidades alvo de criptografia.
No exemplo, abaixo, uso um drive USB criptografado com LUKS.

Para destravar, use unlock e forneça a senha:


udisksctl unlock -b /dev/sde

Passphrase: 
Unlocked /dev/sde as /dev/dm-0.

Para travar novamente, use lock:


udisksctl lock -b /dev/sde

Locked /dev/sde.

O comando pode ser útil dentro de scripts de backup que necessitem de alguma criptografia, para manter os seus dados ainda mais seguros.

Como comprar um notebook para durar 10 anos

Se você for cuidadoso(a) com as suas coisas, é perfeitamente possível manter um laptop por aproximadamente 10 anos — talvez um pouco mais ou um pouco menos.
Além do necessário cuidado com o equipamento, faz bem também planejar algumas atualizações que podem ser necessárias durante este período.

A sorte também será uma aliada importante durante esta aventura.

Eu não ligo para coisas materiais…

Eu detesto esta frase!

A frase “eu não ligo para coisas materiais” passa a falsa impressão de que a pessoa “não é materialista” e, possivelmente, possui valores mais elevados.

Acredito que as pessoas dizem isso para justificar sua falta de cuidados com objetos pessoais.

Na minha experiência, isto é uma bobagem. Na realidade, ser cuidadoso(a) com aparelhos eletrônicos de uso pessoal, é bom para a natureza — porque você vai produzir menos lixo.

Se você gasta menos comprando eletroeletrônico, pode investir mais na sua “elevação espiritual”, se isto for importante para você. E este investimento pode ser feito com a compra de livros, viagens, saídas com os amigos, idas ao cinema/teatro etc.

Prolongar a vida útil de um equipamento de uso pessoal ou profissional é um ótimo projeto.

Use a sessão de comentários, abaixo, para me contar o que pensa sobre o tema. 😉

A bateria do notebook

Se você mora em um local com temperaturas extremas (muito frio ou muito quente), a bateria pode sofrer um desgaste adicional durante este período e poderá ser um dos primeiros itens a demandar substituição.

A troca pode ser evitada se o notebook passar a ser usado apenas como um desktop (ou PC de mesa).

As baterias têm componentes tóxicos para o meio ambiente e precisam ser descartadas de maneira correta.

Leia mais sobre os cuidados que você deve ter, para que a bateria dure mais.

Comprar uma bateria extra, junto com o equipamento não é necessário. Mas, se fizer isso, reveze o uso das baterias — caso seja possível retirar e colocar facilmente o item.

Eu só me preocuparia em comprar uma segunda bateria (nova ou usada) se isto fosse realmente necessário.

A memória RAM

Este item pode vir a precisar de upgrade, no meio do caminho.
Se não quiser adquirir o laptop, já com uma “quantidade excessiva” de memória RAM — o que pode pesar no seu orçamento inicial — você pode planejar esta compra alguns anos à frente.

Comprar depois é vantajoso, por conta da depreciação do valor do item.

O sistema de armazenamento

O disco rígido ou o SSD é um dos maiores gargalos do sistema, como um todo.

Mantê-lo sempre limpo e com uma ocupação sempre abaixo de 75-80% vai ajudar a manter a eficiência do dispositivo. Eventualmente, durante o período do projeto “10 anos”, poderá ser necessário formatar a unidade de armazenamento algumas vezes.

Você pode adquirir logo um SSD de altíssima capacidade ou pode planejar a troca do equipamento no meio do caminho. A primeira opção é a mais cara.

O sistema operacional

Se você optar pelo uso do Microsoft Windows, o ideal é evitar ao máximo fazer um upgrade de versão.
Neste caso, faça apenas as atualizações de segurança.

As novas versões do sistema operacional, geralmente, são mais pesadas e exigem hardware mais atual.

O sistema operacional da Apple costuma ser mais estável neste sentido. Junto com o hardware, formam um conjunto bastante consistente.

Outra opção interessante é o Linux. A distro Debian é uma das mais estáveis e conta com suporte de longo prazo de 2 anos. Eventualmente, o time de suporte pode extender este período para alguma versão.

No caso do sistema operacional Ubuntu, o tempo de suporte de longo prazo (LTS) é de 5 anos — o que significa fazer apenas uma ou duas atualizações obrigatórias de versão, durante todo o período.

Eu optaria pelo Linux, com atualização a cada 2 anos — e aproveitaria este momento para formatar todo o sistema de armazenamento.

Conclusão

Manter um mesmo sistema computacional por 10 anos é uma opção que pode ser cara, na saída, mas trazer benefícios pela estabilidade que te proporciona.

Mesmo que você formate e faça upgrade do sistema operacional a cada 2 anos, trata-se de um hardware que você já conhece e que não vai trazer surpresas com componentes incompatíveis.

Se você optar pela compra do notebook mais avançado disponível no mercado, hoje, terá uns 2 anos para fazer inveja aos seus amigos e, possivelmente, não terá que se preocupar em fazer atualizações de hardware até o fim do projeto.

Me conte como você tocaria um projeto desta natureza, nos comentários! Eu adoraria conhecer outras ideias e dicas. 😉

Passo a passo para formatar um drive no Linux usando criptografia forte.

Qualquer drive, seja um pendrive, um cartão de memória ou um HD externo pode ser formatado facilmente no Linux, com as ferramentas de gestão de discos.
O programa pode ser disparado a partir do próprio Nautilus, se você usa alguma distro com o GNOME (Debian, Ubuntu etc.)

Se você tem interesse em conhecer melhor o utilitário, leia Como formatar um drive no Linux, onde o assunto é abordado de maneira mais extensa (e genérica).

Neste post, vou mostrar como realizar o procedimento de maneira rápida, usando o sistema de arquivos EXT4 com o LUKS.

Como formatar uma unidade com criptografia LUKS

Localize a unidade a ser criptografada no painel esquerdo do Nautilus.
seleção de volume no Nautilus

Em seguida, clique com o botão direito do mouse sobre a unidade escolhida e selecione formatar.
Formatar no Nautilus para Linux

Dê um nome ao volume a ser inicializado.
Opções de formatação

Se estiver com tempo para esperar, vale a pena selecionar a opção “Apagar”, que irá remover todos os dados do drive selecionado, em segurança. Fica o aviso de que esta opção é de execução demorada — a desculpa perfeita para ir tomar um café, se quiser.
Opções de formatação

A criptografia LUKS só pode ser selecionada para sistemas de arquivos EXT4, do Linux.

Se executar este processo em um drive externo USB, por exemplo, vai precisar instalar suporte a EXT4 e criptografia LUKS, para conseguir ler seu conteúdo no Windows.

Quando terminar de fazer seus ajustes nesta janela, clique em “Próximo”.

Na próxima tela, você terá que definir e confirmar a sua senha.
Se deixou a opção “Apagar” desligada, então o processo será bem rápido.
Senha para formatação com criptografia

Daqui para frente, toda vez que for usar o drive, a senha cadastrada será pedida.
Nautilus volume criptografado

Na imagem, acima, é possível notar que, antes de dar a senha e montar a unidade, nem o nome do volume será exibido no Nautilus.
A criptografia LUKS em unidades EXT4 é uma maneira segura e conveniente (fácil) de armazenar arquivos com informações sensíveis e confidenciais.