Como e onde baixar o Dell OEM Ubuntu?

Donos de laptops ou desktops da Dell que, originalmente, vieram com o sistema operacional Ubuntu instalado podem precisar obter uma nova cópia da ISO de instalação, seja da versão 14.04 LTS Trusty Tahr, 16.04 LTS Xenial Xerus ou superior.
dell inspiron 14 5000
A recomendação, antes de fazer o unboxing do seu equipamento Dell é separar um flash drive (pendrive) para poder criar um sistema de recuperação, durante a instalação do sistema.
Em alguns casos, o procedimento inicial de instalação não prontifica o usuário para criar um dispositivo externo de recuperação — por que ele já está incluído no próprio HDD.
De qualquer maneira, o problema é que inúmeros incidentes podem acontecer durante a vida útil de um notebook Dell:

  • O flash drive pode se perder, se danificar, alguém gravar por cima do seu conteúdo etc.
  • O HDD ou SSD pode ser danificado ou reparticionado desavisadamente.
  • Muitos usuários não sabem que há diferenças entre o Ubuntu Oficial da Canonical e o Dell OEM Ubuntu. Por isso, reparticionam e formatam o sistema inteiro, logo após o unboxing (eu já fiz isso!), para instalar uma versão mais atual do próprio Ubuntu ou uma outra distro Linux.

Contudo, existe (na maioria das vezes) solução possível para os que desejam voltar à versão original do sistema operacional de seu equipamento, no próprio site da Dell.
As exceções ficam por conta de algumas poucas máquinas que, mesmo com certificação da Canonical, não têm total compatibilidade.
Este é o caso, por exemplo do Dell Inspiron 5448 que possui uma placa gráfica híbrida Intel/AMD que, até o momento, não tem total suporte ao Linux.

Nunca é demais repetir que os problemas de compatibilidade de hardware no Linux se deve aos fabricantes que se recusam a fornecer drivers e/ou especificações para que a própria comunidade os desenvolva.

Como obter a ISO Dell OEM Ubuntu

A imagem ISO, que você precisa, é fornecida pela própria Dell, em seu site.
Vá até a página http://www.dell.com/support/home/us/en/19/Drivers/OSISO/linux e forneça a tag de serviço ou service tag do seu equipamento.
Em laptops, a tag é composta de 7 dígitos/caracteres e costuma ficar na parte debaixo, inscrita em uma pequena etiqueta autoadesiva.
No Linux, é possível obter esta informação com o comando lshw:

sudo lshw | grep -i "serial:"

Se você obtiver a mensagem: “Imagem de recuperação indisponível atualmente” ou “Recovery image currently unavailable“, a alternativa é entrar em contato com o suporte da Dell e solicitar o arquivo.
dell tecnical support message
Também chamada de Dell Hosted Recovery Image (Imagem de Recuperação Armazenada pela Dell) ou, ainda, Dell Linux Recovery Image — contém todos os drivers para os dispositivos componentes da sua plataforma de hardware.
Após baixar a imagem .iso ou .img, use o comando dd para gravá-la no pendrive ou um destes outros métodos.

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Qual a diferença entre o Ubuntu que vem instalado nos equipamentos da DELL e o da Canonical?

A Dell e a Canonical trabalham em conjunto para prover os melhores drivers e a máxima compatibilidade entre seus produtos nos laptops e PCs que vêm com o Ubuntu pré-instalado.
Se você quiser ter certeza de que o seu novo equipamento Dell terá compatibilidade com o Ubuntu da Canonical, antes de comprar, verifique a página de certificações oficial da Canonical, no endereço abaixo:
https://certification.ubuntu.com/certification/make/Dell/
Nesta página da Internet, a Canonical exibe os detalhes de hardware (GPU, HDD/SSD, placa de rede etc.) de cada modelo certificado e sua situação em relação ao Ubuntu.
Acontece que equipamentos Dell, certificados pela Canonical, são vendidos com uma versão customizada do Ubuntu pré-instalado — trata-se de uma versão certificada que, garantidamente, irá funcionar naquele equipamento.
de fazer o que quiser com as coisas que comprou.
Este direito se estende, naturalmente, ao seu computador.

O Ubuntu 16.04 LTS Trusty Tahr, que você pode baixar do site da Canonical, não é “exatamente” o mesmo que vem embarcado nos computadores da Dell.
As diferenças estão nos detalhes da configuração do sistema, no kernel e nos drivers que vêm junto.

Em resumo, há diferenças significantes entre os 2 sistemas operacionais:

  • Ubuntu certificado pela Canonical ou Dell OEM Ubuntu para rodar em equipamentos específicos da Dell.
    A Canonical também certifica e modifica o Ubuntu para a instalação em equipamentos de outras fabricantes — como a HP, IBM, Lenovo, Acer etc.
    Entre as várias configurações específicas, o /etc/apt/sources.list aponta para alguns repositórios da Dell.
  • Ubuntu padrão, que baixamos direto da página oficial da Canonical, com configurações genéricas.
    É possível usá-lo em qualquer equipamento, mas você pode ter que se dedicar bastante para conseguir fazê-lo rodar perfeitamente em seu notebook ou laptop Dell.

Para alguns modelos da Dell, a Canonical claramente adverte que não irão funcionar ou irão funcionar mal com a versão padrão do Ubuntu (ou não-certificada).
Nestes casos, não é recomendado trocar o sistema operacional.

Durante a primeira inicialização dos computadores da Dell, com o Ubuntu, o sistema irá pedir um pendrive para gravar o sistema de recuperação.
Com isso, será possível testar outros sistemas e, se você não ficar satisfeito com as mudanças, sempre poderá voltar ao padrão da fábrica.

Veja a animação da pré-instalação do Ubuntu 14.04 LTS em laptops Dell

Conclusão

É da natureza do usuário do Linux querer sempre mais e não se satisfazer com o básico.
Acredito que você tem o direito de instalar o sistema operacional que quiser em seu computador.
Mas prepare-se para ter um trabalho extra para configurar o seu sistema, caso não queira fazer uso do Ubuntu que veio pré-instalado nele.

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O pacote i8kutils traz um kit de utilitários para notebooks Dell

Pensado para o hardware feito e comercializado pela Dell, o i8kutils é um pacote de softwares com alguns pequenos programas que podem ser bastante úteis para quem usa o Linux em um laptop Dell.
Para escrever este post, testei os softwares do pacote em uma máquina Inspiron 5448.
As ferramentas funcionam em conjunto com os applets de monitoramento de sensores mate-sensors-applet e sensors-applet, que mostram leituras dos sensores do hardware no painel do Mate e do GNOME, respectivamente.
O kit, desenvolvido por Massimo Dal Zotto, é composto das seguintes ferramentas:

  1. i8kbuttons — monitora o status das teclas de função (Fn) em laptops Dell Inspiron.
  2. i8kctl e i8kfan — são utilitários de acesso às informações do SMM BIOS e da tabela DMI.
  3. i8kmon — é a ferramenta de monitoramento do sistema, que oferece informações sobre temperatura, ventoinhas (fans) etc.

Inicialmente, a ferramenta era destinada apenas a controlar os fans de laptops Dell.
Atualmente, a coleção de utilitários inclui programas auxiliares para obter e fornecer o status do sistema ao usuário, bem como ler dados sobre a temperatura das CPUs, a versão do BIOS e permitir a manipulação das teclas de função (Fn-keys).
O pacote inclui, ainda, um pequeno applet, escrito em Tk, projetado para se integrar ao painel do GNOME.
Ele tem a função de monitorar a temperatura da CPU e controlar automaticamente as ventoinhas dentro dos limites determinados pelo usuário.
O programa requer a instalação do módulo do kernel i8k.ko, que que pode ser compilado a partir dos fontes, presentes no pacote.
Se você usa o kernel Linux 2.4.14, ou superior, o módulo já estará integrado.
Para instalar o pacote i8kutils, no Debian ou no Ubuntu, use o apt:

sudo apt install i8kutils

Ele entra em funcionamento, após a instalação, sem intervenção posterior.

Como carregar o módulo i8k

Você pode verificar se o módulo foi ou não carregado no kernel, com o comando lsmod:

sudo lsmod | grep -i --color dell

O nome do módulo é do primeira linha, abaixo:

dell_smm_hwmon         16384  0
dell_rbtn              16384  0
rfkill                 24576  8 bluetooth,dell_rbtn,cfg80211

Se ele não estiver lá, use o comando modprobe para carregá-lo:

sudo modprobe -vf i8k
insmod /lib/modules/4.8.0-1-amd64/kernel/drivers/hwmon/dell-smm-hwmon.ko 

Agora, verifique novamente, com o lsmod, se o módulo foi carregado.

Conclusão

O pacote não é uma novidade e já faz parte, há várias versões, dos repositórios oficiais Debian e Ubuntu.
Não há razões para desconfiar da segurança de um software que já está aí, há um tempo bem razoável — ainda assim, use-o por sua própria conta e risco.
O sistema de arrefecimento do computador é parte vital do sistema. Sem não estiver funcionando adequadamente, danos de hardware, irreversíveis, podem ser causados ao sistema.
A Dell não contribui com o projeto — nem mesmo com documentação.
Se você não ficar satisfeito com o desempenho do i8kutils para controlar o funcionamento excessivo dos fans, desinstale-o e experimente o pacote thermald, para controlar a temperatura do sistema.
Veja mais informações, na seção de referências, abaixo.

Referẽncias

https://github.com/vitorafsr/i8kutils.
https://launchpad.net/i8kutils.

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O touchpad parou de funcionar após atualização do Debian.

Há várias situações que podem desaguar em que um touchpad multitoque deixe de funcionar no seu sistema operacional, do nada.
No caso descrito neste post, isto ocorreu após uma atualização no GNOME 3.20.x, no Debian 9 Stretch (ainda em “Testing“, nesta data).
A gente sabe que o Testing é uma distro GNU/Linux razoavelmente bem estável, apesar do nome. Mas, enfim, estas situações sempre podem ocorrer.
O cenário é o de um notebook Dell Inspiron 5448 com teclado multitoque.
De acordo com o desenvolvedor Michael Biebl, muitos laptops recentes não possuem mais botões de mouse/touchpad.
Em vez disto, parte da superfície de toque corresponde a estes botões ou você pode configurar gestos (toques com 1 ou mais dedos, por exemplo).
Esta é uma tendência, em parte, imposta pelos smartphones.

O problema

O que aconteceu, no caso em questão, foi que o GNOME 3.20 deixou de dar suporte às configurações non-libinput dentro do aplicativo gnome-control-center.
gnome control center touchpad settings
Mas você ainda pode configurar o synaptics manualmente.

libinput é uma biblioteca que manipula dispositivos de entrada para servidores de display e outras aplicações que necessitam lidar diretamente com esta categoria de dispositivos.

A biblioteca libinput provê detecção de hardware, manipulação de dispositivos, processamento de eventos e abstrações
Para poder ter acesso às configurações do mouse/touchpad no GNOME Control Center, é necessário ter o xserver-xorg-input-libinput instalado.
Ele provavelmente está instalado, mas o pacote do xserver-xorg-input-synaptics ganhou prioridade sobre ele — o que vai impedir que você faça a configuração pelo painel de controle no momento presente.
Os desenvolvedores estão a par da situação e isto pode mudar futuramente.

A Solução

Se você não quer configurar o synaptics “na mão” e prefere ter de volta o método do painel de controle, remova o pacote do synaptics, assim:

sudo apt remove xserver-xorg-input-synaptics

Em seguida, reinicie o X ou o sistema.
A solução foi a descrita nesta thread da lista de discussão do Debian https://lists.debian.org/debian-user/2016/06/msg00061.html.

Referências

https://packages.debian.org/testing/main/libinput-bin.

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Como lidar com placas gráficas híbridas usando o PRIME

O processamento gráfico híbrido consiste em uma solução envolvendo 2 GPUs gráficas — cada qual dedicada a uma determinada tarefa.
O suporte a este tipo de solução ainda é experimental no Linux, mas está avançando a cada dia.
Se você tem um notebook com uma configuração deste tipo, sugere-se que você instale a versão mais atual do kernel ou use a versão mais atual da sua distribuição GNU/Linux favorita.

O PRIME GPU offloading e o Reverse PRIME são um conjunto de tentativas para dar suporte muxless a sistemas de processamento gráfico híbrido dentro do kernel Linux.
Se você tiver instalados o DRI2 e um kernel atual, provavelmente poderá usar o recurso.

Em notebooks, configurações híbridas de processamento gráfico tem várias utilidades. Uma delas é prover poder de processamento avançado em 3D quando o equipamento estiver ligado na tomada — uma vez que, nestas atividades, o consumo de energia é maior.
Quando você estiver em deslocamento e sem a possibilidade de usar o laptop conectado à rede elétrica, este se limita a fazer uso da GPU interna/integrada, com menos poder de processamento e, portanto, bem mais econômica.

A idéia é semelhante a dos carros híbridos movidos a combustíveis derivados de petróleo/energia elétrica.

Outro cenário é o uso predominante da GPU integrada que, além de mais econômica, esquenta menos. O calor interno é uma das maiores preocupações dos projetistas do seu notebook.
Quando a carga de trabalho aumenta, a segunda GPU é mais eficiente na execução das tarefas e no consumo.
A AMD, bem como a NVIDIA, oferece placas gráficas híbridas em conjunto com a Intel.
Uma dos efeitos indesejados de uma má configuração é as 2 placas ficarem ligadas simultaneamente, causando o sobreaquecimento e ruído excessivo, causado pela ventoinha (fan).
Como consequência do sobreaquecimento, o BIOS reduz o clock do processador, velocidade do disco rígido etc. para proteger o computador.
laptop dell inspiron 14 5000 special edition amd radeon and intel core i7 badge
Este post irá abordar a configuração de um hardware de processamento gráfico híbrido AMD/Intel em um notebook com a distro GNU/Linux Debian 9 “Stretch”, com kernel 4.5, com o GNOME (sem o Wayland).
Os procedimentos podem ser aplicados, com as devidas adequações, a outras placas de vídeo e a outras distros Linux — sem problemas! 😉
Clique nos links para obter informações mais detalhadas sobre o assunto em questão e dê uma olhada no final do arquivo para encontrar as referências deste texto.
Se você quiser compartilhar com os outros leitores, os detalhes de como está lidando com sua configuração híbrida, use a sessão de comentários.
O hardware examinado consiste em uma configuração de processamento gráfico híbrido, composta por uma placa Intel Broadwell U, com 256 MiB RAM e uma AMD/ATI Radeon R7 M260/265 com 2 GiB, que fazem parte de uma das edições do laptop Dell Inspiron 14 5000.

A GPU ou placa gráfica secundária é comumente chamada, também, de add-on card, discrete card, GPU secundária etc. Apesar do que estas nomenclaturas possam dar a entender, ela é, na maioria das vezes, a GPU mais poderosa.

Pôr este hardware para funcionar, sem usar software proprietário, vai ser algo muito difícil.
Mas vamos começar trabalhando com o que a gente tem — uma instalação padrão do Debian 9 “non-free”, que já vem com alguns firmwares e aplicativos proprietários mínimos para rodar o principal destas GPUs.
Para medir o desempenho do sistema, vamos fazer uso do glmark2 e do Unigine — este segundo é uma ferramenta de benchmarking que ajuda a levar a sua GPU ao stress extremo.

Como obter informações e diagnosticar suas placas gráficas

Com a ferramenta lshw, somado ao comando grep, é possível inquirir o seu sistema para obter dados dos seus componentes.
Veja alguns exemplos de funcionamento:

sudo lshw -short | grep display
/0/100/2                  display        Broadwell-U Integrated Graphics
/0/100/1c.4/0             display        Topaz XT [Radeon R7 M260/M265]

Pra ficar bem claro, a primeira (Intel Broadwell), é a placa integrada à placa-mãe. A segunda (Radeon), é a placa secundária, com recursos de renderização avançados 3D.
Tecnicamente, a segunda GPU é chamada discrete GPU.
Use a opção ‘-class’ para obter informações mais detalhadas, com o lshw

sudo lshw -class display
  *-display               
       description: VGA compatible controller
       product: Broadwell-U Integrated Graphics
       vendor: Intel Corporation
       physical id: 2
       bus info: pci@0000:00:02.0
       version: 09
       width: 64 bits
       clock: 33MHz
       capabilities: msi pm vga_controller bus_master cap_list rom
       configuration: driver=i915 latency=0
       resources: irq:50 memory:c1000000-c1ffffff memory:d0000000-dfffffff ioport:5000(size=64)
  *-display UNCLAIMED
       description: Display controller
       product: Topaz XT [Radeon R7 M260/M265]
       vendor: Advanced Micro Devices, Inc. [AMD/ATI]
       physical id: 0
       bus info: pci@0000:04:00.0
       version: 00
       width: 64 bits
       clock: 33MHz
       capabilities: pm pciexpress msi cap_list
       configuration: latency=0
       resources: memory:b0000000-bfffffff memory:c0000000-c01fffff ioport:3000(size=256) memory:c2000000-c203ffff memory:c2040000-c205ffff

Acima, o termo UNCLAIMED pode significar que o kernel não reconhece os drivers instalados da placa, que os módulos não estão carregados ou, simplesmente, que ela não está em uso.
O comando lspci pode dar uma pista sobre se os módulos relativos ao dispositivo estão carregados ou não:

sudo lspci -knn | grep -A 2 -i "display\|vga"

… e parece que sim.

00:02.0 VGA compatible controller [0300]: Intel Corporation Broadwell-U Integrated Graphics [8086:1616] (rev 09)
	Subsystem: Dell Broadwell-U Integrated Graphics [1028:0643]
	Kernel driver in use: i915
	Kernel modules: i915
--
04:00.0 Display controller [0380]: Advanced Micro Devices, Inc. [AMD/ATI] Topaz XT [Radeon R7 M260/M265] [1002:6900]
	Subsystem: Dell Topaz XT [Radeon R7 M260/M265] [1028:0643]
	Kernel modules: amdgpu

Note que a linha kernel driver in use está presente para a placa gráfica integrada Intel, mas não para a segunda placa.
O comando xrandr, tão útil para configurar o monitor, pode ser usado para listar os dispositivos provedores de gráficos:

xrandr --listproviders 
Providers: number : 1
Provider 0: id: 0x48 cap: 0xb, Source Output, Sink Output, Sink Offload crtcs: 4 outputs: 5
 associated providers: 0 name:Intel

Como você pode ver, o xrandr não consegue estabelecer contato com a segunda provedora gráfica, ou graphic provider. Ele só enxerga a primeira.
Neste caso, é necessário carregar o módulo de kernel ‘amdgpu’:

sudo modprobe amdgpu

Se o módulo amdgpu não estiver instalado, veja, a seguir, como fazer isso.

Como encontrar software de drivers, bibliotecas e módulos nos repositórios Debian para a minha GPU

Você pode usar o ‘apt search’ para fazer uma busca por itens instaláveis, nos repositórios para a sua placa.

apt search amdgpu

Você pode obter informações detalhadas sobre qualquer item, usando o comando ‘apt show’:

apt show firmware-amd-graphics

A linha de comando acima irá mostrar uma relação (bem extensa) de chipsets suportados pelos firmwares contidos no pacote.
Para instalar o pacote, use o apt:

sudo apt install firmware-amd-graphics

Reinicie o sistema, após a instalação para poder ver a segunda placa:

xrandr --listproviders
Providers: number : 2
Provider 0: id: 0x78 cap: 0xb, Source Output, Sink Output, Sink Offload crtcs: 4 outputs: 5 associated providers: 0 name:Intel
Provider 1: id: 0x4f cap: 0xf, Source Output, Sink Output, Source Offload, Sink Offload crtcs: 0 outputs: 0 associated providers: 0 name:TOPAZ @ pci:0000:04:00.0

Como direcionar a execução de programas para a placa gráfica secundária

Para continuar, é necessário mais um curto procedimento, com o uso do xrandr.
No resultado, logo acima, cada Provider tem um código id em hexadecimal (0x78 e 0x4f).
Esta informação é que será usada no comando abaixo:

xrandr --setprovideroffloadsink 0x4f 0x78

Agora é possível usar o glxinfo para obter informações sobre o segundo provedor gráfico:

DRI_PRIME=1 glxinfo | grep -i "opengl renderer"
_
OpenGL renderer string: Gallium 0.4 on AMD ICELAND (DRM 3.1.0, LLVM 3.8.0)

Se apareceu a palavra “AMD”, no meu caso, então o procedimento correu como esperado.
Daqui para frente, e possível direcionar a execução do glmark2 e de qualquer outro aplicativo para a discrete GPU, agregando o comando “DRI_PRIME”:

DRI_PRIME=1 glmark2
_

ou para a GPU integrada …

DRI_PRIME=0 glmark2
_

Avalie os scores.
Após o “DRI_PRIME”, é possível executar qualquer outro programa que necessita do processamento 3D, inclusive o steam:

DRI_PRIME=1 steam
_

Conclusão

Esta abordagem, por um lado, ajuda a obter controle sobre a GPU discrete.
Mas o resultado para mim não foi bom e traz o inconveniente de ter que repetir o processo ‘xrandr –setprovideroffloadsink’, a cada vez que eu reiniciar a máquina.
Se o resultado for bom para você, então é melhor colocar este comando na inicialização — isto resolve o inconveniente.
Você ainda pode elaborar scripts curtos que executem o “DRI_PRIME=1” junto ao comando de execução de seus aplicativos (jogos) que fazem uso de renderização 3D.
Se você não conseguiu resolver o seu problema, espero que este texto tenha te dado algumas ferramentas para entender melhor o seu hardware, para prosseguir pesquisando.

Referẽncias

https://wiki.debian.org/AtiHowTo#Supported_Devices

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