Dicas de notebooks Dell, de entrada, com Linux pré-instalado 2018.

Atualmente, considero um notebook de entrada, um equipamento com valor inferior a R$2.000,00 ou aproximadamente US$ 500,00.
São máquinas para uso básico mas, quando vem com o Linux instalado, a gente sempre espera algo mais.

A Dell tem algumas opções nesta categoria e eu vou me debruçar sobre as configurações básicas destes equipamentos.
Atualmente, tenho 3 notebooks Dell Inspiron — um deles, é um modelo de entrada (ou entry level, low end etc).

Laptops, nesta categoria, são ideais para:

  1. Navegar na Internet, acessar as redes sociais, ler artigos, tutoriais etc.
  2. Ver vídeos baixados ou via serviços de streaming, como Netflix, Amazon Prime etc.
  3. Rodar diversos aplicativos de edição de textos, de edição de imagens (GIMP, RawTherapee, Darkroom etc).
  4. Programadores(as) obterão ótimo custo/benefício nesta categoria de equipamento, em que é possível rodar as IDEs mais avançadas.

Se quiser executar tarefas mais pesadas, você provavelmente deveria incluir no custo a aquisição de mais memória RAM.

Modelos de entrada não se adequam bem às seguintes tarefas:

  1. Trabalhar com muitas janelas, de vários navegadores abertos (com zilhões de abas abertas em cada janela…). Não, mesmo.
  2. Edição de vídeos, para youtubers ou profissionais de cinema.
    Infelizmente, só dobrar a quantidade memória RAM, não resolve.
    Para este tipo de trabalho, processadores mais parrudos, serão necessários.
  3. Para fotógrafos profissionais, edição de imagens RAW, com 2 programas (tipo o GIMP e o RawTherapee) abertos, ao mesmo tempo, pode ser “incrivelmente chato”.
  4. Programadoras(es) que precisam usar ambientes virtuais para testar seu trabalho em várias plataformas, deveriam pensar em adquirir um modelo intermediário.

Neste post, vou mostrar algumas alternativas de laptops (especificamente da Dell) à venda, em 2018, em uma faixa de preços voltados para consumidores de “orçamento limitado”.
Se deixei escapar algum detalhe, por favor, comente abaixo.

Ah, sim!
Eventualmente, falo de preços e valores…
É desnecessário dizer (mas eu digo, mesmo assim) que eles se referem à data do post e podem ter sido alterados (para mais ou para menos), nos sites das lojas.
Torço para que você tenha a sorte de encontrar os preços mais baixos! 😉

Notebooks Dell com Linux

O Dell Inspiron i15-5552-D10P vem com o Ubuntu 14.04 LTS instalado.
Não é a versão mais atual do Ubuntu, mas é a mais estável, no momento, com suporte garantido até 2019.

Está disponível para venda desde Março/2018 e suas configurações básicas são:

  • Processador Intel® Pentium N3710 (1.60 GHz expansivel até 2.56GHz, 2M de cache)
  • 4GB de memória RAM (DDR3L, 1600MHz)
  • Disco rígido SATA de 500 GB (5400 RPM) e não tem unidade de CD/DVD-ROM
  • Tem placa de vídeo Intel integrada e tela de 15 polegadas

Pessoalmente, não sou fã de carregar notebooks de 15 polegadas por aí, mas é uma ótima máquina para manter em cima da mesa e editar imagens, além de acessar a Internet.
É ótima também para programação, edição de código em múltiplas janelas — mas para trabalhar com virtualização, sua configuração é frágil.

Por aproximadamente R$200,00 a mais, é possível levar este Dell Inspiron i14-5468-D10P, que tem uma tela uma polegada menor que o modelo acima, porém oferece o Ubuntu 18.04, entre outras vantagens, veja só:

  • Tela de 14 polegadas (ponto para a portabilidade!)
  • Processador Intel i3
  • 1 HD com capacidade de armazenamento de 1 Tb.

Esta configuração de hardware permite mais eficiência para edição de imagens e de vídeo (eventualmente).
Um futuro upgrade de memória pode melhorar sensivelmente seu desempenho.

O último modelo desta análise, foi encontrado no site do Submarino.
Trata-se do modelo Dell Inspiron i15-5552-U10P, com outras características que chamam a atenção:
notebook Dell Inspiron

  • Tela de 15 polegadas
  • Processador Intel i5
  • 1 HD com capacidade de armazenamento de 500 Gb. Metade da configuração anterior, portanto

Se você pretende realizar atividades mais intensas, o processador Intel i5 pode ser o mais adequado.
Suas características permitem ir além e fazer até mesmo edição de vídeos ou trabalhar com virtualização.
Para quem faz edição de imagens, a tela maior é um ponto importante.

As principais características do seu hardware elevariam esta máquina a uma categoria superior… mas a baixa capacidade de armazenamento e a pouca memória RAM, impedem este salto.

Infelizmente, o trabalho mais pesado vai exigir mais espaço de armazenamento e mais memória para trabalhar.
Antes de sair da loja, portanto, esta máquina já está clamando por mais memória RAM e, pelo menos, um HD externo para armazenar seus arquivos.

Conclusão

Na minha humilde opinião, a segunda opção é a mais equilibrada, se couber no seu bolso.
Trata-se de uma máquina que diz “a que veio” e não vai exigir qualquer upgrade no médio prazo.
Me diz o que você pensa!

Como e onde baixar o Dell OEM Ubuntu?

Donos de laptops ou desktops da Dell que, originalmente, vieram com o sistema operacional Ubuntu instalado podem precisar obter uma nova cópia da ISO de instalação, seja da versão 14.04 LTS Trusty Tahr, 16.04 LTS Xenial Xerus ou superior.
dell inspiron 14 5000
A recomendação, antes de fazer o unboxing do seu equipamento Dell é separar um flash drive (pendrive) para poder criar um sistema de recuperação, durante a instalação do sistema.
Em alguns casos, o procedimento inicial de instalação não prontifica o usuário para criar um dispositivo externo de recuperação — por que ele já está incluído no próprio HDD.
De qualquer maneira, o problema é que inúmeros incidentes podem acontecer durante a vida útil de um notebook Dell:

  • O flash drive pode se perder, se danificar, alguém gravar por cima do seu conteúdo etc.
  • O HDD ou SSD pode ser danificado ou reparticionado desavisadamente.
  • Muitos usuários não sabem que há diferenças entre o Ubuntu Oficial da Canonical e o Dell OEM Ubuntu. Por isso, reparticionam e formatam o sistema inteiro, logo após o unboxing (eu já fiz isso!), para instalar uma versão mais atual do próprio Ubuntu ou uma outra distro Linux.

Contudo, existe (na maioria das vezes) solução possível para os que desejam voltar à versão original do sistema operacional de seu equipamento, no próprio site da Dell.
As exceções ficam por conta de algumas poucas máquinas que, mesmo com certificação da Canonical, não têm total compatibilidade.
Este é o caso, por exemplo do Dell Inspiron 5448 que possui uma placa gráfica híbrida Intel/AMD que, até o momento, não tem total suporte ao Linux.

Nunca é demais repetir que os problemas de compatibilidade de hardware no Linux se deve aos fabricantes que se recusam a fornecer drivers e/ou especificações para que a própria comunidade os desenvolva.

Como obter a ISO Dell OEM Ubuntu

A imagem ISO, que você precisa, é fornecida pela própria Dell, em seu site.
Vá até a página http://www.dell.com/support/home/us/en/19/Drivers/OSISO/linux e forneça a tag de serviço ou service tag do seu equipamento.
Em laptops, a tag é composta de 7 dígitos/caracteres e costuma ficar na parte debaixo, inscrita em uma pequena etiqueta autoadesiva.
No Linux, é possível obter esta informação com o comando lshw:

sudo lshw | grep -i "serial:"

Se você obtiver a mensagem: “Imagem de recuperação indisponível atualmente” ou “Recovery image currently unavailable“, a alternativa é entrar em contato com o suporte da Dell e solicitar o arquivo.
dell tecnical support message
Também chamada de Dell Hosted Recovery Image (Imagem de Recuperação Armazenada pela Dell) ou, ainda, Dell Linux Recovery Image — contém todos os drivers para os dispositivos componentes da sua plataforma de hardware.
Após baixar a imagem .iso ou .img, use o comando dd para gravá-la no pendrive ou um destes outros métodos.

Qual a diferença entre o Ubuntu que vem instalado nos equipamentos da DELL e o da Canonical?

A Dell e a Canonical trabalham em conjunto para prover os melhores drivers e a máxima compatibilidade entre seus produtos nos laptops e PCs que vêm com o Ubuntu pré-instalado.
Se você quiser ter certeza de que o seu novo equipamento Dell terá compatibilidade com o Ubuntu da Canonical, antes de comprar, verifique a página de certificações oficial da Canonical, no endereço abaixo:
https://certification.ubuntu.com/certification/make/Dell/
Nesta página da Internet, a Canonical exibe os detalhes de hardware (GPU, HDD/SSD, placa de rede etc.) de cada modelo certificado e sua situação em relação ao Ubuntu.
Acontece que equipamentos Dell, certificados pela Canonical, são vendidos com uma versão customizada do Ubuntu pré-instalado — trata-se de uma versão certificada que, garantidamente, irá funcionar naquele equipamento.
de fazer o que quiser com as coisas que comprou.
Este direito se estende, naturalmente, ao seu computador.

O Ubuntu 16.04 LTS Trusty Tahr, que você pode baixar do site da Canonical, não é “exatamente” o mesmo que vem embarcado nos computadores da Dell.
As diferenças estão nos detalhes da configuração do sistema, no kernel e nos drivers que vêm junto.

Em resumo, há diferenças significantes entre os 2 sistemas operacionais:

  • Ubuntu certificado pela Canonical ou Dell OEM Ubuntu para rodar em equipamentos específicos da Dell.
    A Canonical também certifica e modifica o Ubuntu para a instalação em equipamentos de outras fabricantes — como a HP, IBM, Lenovo, Acer etc.
    Entre as várias configurações específicas, o /etc/apt/sources.list aponta para alguns repositórios da Dell.
  • Ubuntu padrão, que baixamos direto da página oficial da Canonical, com configurações genéricas.
    É possível usá-lo em qualquer equipamento, mas você pode ter que se dedicar bastante para conseguir fazê-lo rodar perfeitamente em seu notebook ou laptop Dell.

Para alguns modelos da Dell, a Canonical claramente adverte que não irão funcionar ou irão funcionar mal com a versão padrão do Ubuntu (ou não-certificada).
Nestes casos, não é recomendado trocar o sistema operacional.

Durante a primeira inicialização dos computadores da Dell, com o Ubuntu, o sistema irá pedir um pendrive para gravar o sistema de recuperação.
Com isso, será possível testar outros sistemas e, se você não ficar satisfeito com as mudanças, sempre poderá voltar ao padrão da fábrica.

Veja a animação da pré-instalação do Ubuntu 14.04 LTS em laptops Dell

Conclusão

É da natureza do usuário do Linux querer sempre mais e não se satisfazer com o básico.
Acredito que você tem o direito de instalar o sistema operacional que quiser em seu computador.
Mas prepare-se para ter um trabalho extra para configurar o seu sistema, caso não queira fazer uso do Ubuntu que veio pré-instalado nele.

O pacote i8kutils traz um kit de utilitários para notebooks Dell

Pensado para o hardware feito e comercializado pela Dell, o i8kutils é um pacote de softwares com alguns pequenos programas que podem ser bastante úteis para quem usa o Linux em um laptop Dell.
Para escrever este post, testei os softwares do pacote em uma máquina Inspiron 5448.
As ferramentas funcionam em conjunto com os applets de monitoramento de sensores mate-sensors-applet e sensors-applet, que mostram leituras dos sensores do hardware no painel do Mate e do GNOME, respectivamente.
O kit, desenvolvido por Massimo Dal Zotto, é composto das seguintes ferramentas:

  1. i8kbuttons — monitora o status das teclas de função (Fn) em laptops Dell Inspiron.
  2. i8kctl e i8kfan — são utilitários de acesso às informações do SMM BIOS e da tabela DMI.
  3. i8kmon — é a ferramenta de monitoramento do sistema, que oferece informações sobre temperatura, ventoinhas (fans) etc.

Inicialmente, a ferramenta era destinada apenas a controlar os fans de laptops Dell.
Atualmente, a coleção de utilitários inclui programas auxiliares para obter e fornecer o status do sistema ao usuário, bem como ler dados sobre a temperatura das CPUs, a versão do BIOS e permitir a manipulação das teclas de função (Fn-keys).
O pacote inclui, ainda, um pequeno applet, escrito em Tk, projetado para se integrar ao painel do GNOME.
Ele tem a função de monitorar a temperatura da CPU e controlar automaticamente as ventoinhas dentro dos limites determinados pelo usuário.
O programa requer a instalação do módulo do kernel i8k.ko, que que pode ser compilado a partir dos fontes, presentes no pacote.
Se você usa o kernel Linux 2.4.14, ou superior, o módulo já estará integrado.
Para instalar o pacote i8kutils, no Debian ou no Ubuntu, use o apt:

sudo apt install i8kutils

Ele entra em funcionamento, após a instalação, sem intervenção posterior.

Como carregar o módulo i8k

Você pode verificar se o módulo foi ou não carregado no kernel, com o comando lsmod:

sudo lsmod | grep -i --color dell

O nome do módulo é do primeira linha, abaixo:

dell_smm_hwmon         16384  0
dell_rbtn              16384  0
rfkill                 24576  8 bluetooth,dell_rbtn,cfg80211

Se ele não estiver lá, use o comando modprobe para carregá-lo:

sudo modprobe -vf i8k
insmod /lib/modules/4.8.0-1-amd64/kernel/drivers/hwmon/dell-smm-hwmon.ko 

Agora, verifique novamente, com o lsmod, se o módulo foi carregado.

Conclusão

O pacote não é uma novidade e já faz parte, há várias versões, dos repositórios oficiais Debian e Ubuntu.
Não há razões para desconfiar da segurança de um software que já está aí, há um tempo bem razoável — ainda assim, use-o por sua própria conta e risco.
O sistema de arrefecimento do computador é parte vital do sistema. Sem não estiver funcionando adequadamente, danos de hardware, irreversíveis, podem ser causados ao sistema.
A Dell não contribui com o projeto — nem mesmo com documentação.
Se você não ficar satisfeito com o desempenho do i8kutils para controlar o funcionamento excessivo dos fans, desinstale-o e experimente o pacote thermald, para controlar a temperatura do sistema.
Veja mais informações, na seção de referências, abaixo.

Referẽncias

https://github.com/vitorafsr/i8kutils.
https://launchpad.net/i8kutils.

5 razões para atualizar o kernel do seu sistema.

Se você está usando um distro Linux, tal como o Debian, Ubuntu, Fedora etc., então estará (muito provavelmente) também usando um kernel Linux.
Este é o núcleo que faz da sua distro uma autêntica distribuição Linux.
Linux tux

Para quem está chegando do Windows, este sistema operacional também tem o seu kernel.
Mais o Linux tem uma característica modular mais forte e, portanto, o kernel pode ser tratado com uma das peças do sistema operacional — que pode, inclusive ser trocada.

Quando usuários (mais avançados) do Linux falam em “compilar o kernel”, estão falando de retirar de dentro do núcleo o que não é necessário e agregar o que é.
Esta é uma das formas de ajustar o kernel, com mais perfeição, ao hardware que se tem em mãos — como consequência, esta peça do sistema operacional poderá funcionar com muito mais eficiência, rapidez e estabilidade.
O comum, no entanto, é atualizar o kernel como um todo. Ou seja, você baixa um pacote genérico para a sua distribuição e o instala. Este site tem
alguns textos que ensinam a lidar com o kernel
.
Mais comum, ainda, é aplicar as atualizações periódicas da sua distro Linux — através das quais as atualizações de segurança, drivers e recursos são oferecidas.
Portanto, se você já mantém o seu sistema atualizado, então já está se beneficiando da maioria dos motivos de que vou falar neste post.
O texto é voltado para quem gostaria de se adiantar às atualizações programadas pela sua distribuição e deseja aplicar uma versão específica ou mais nova do kernel, mas ainda não se sente totalmente seguro(a) sobre se deve ou não fazer isto.
Espero que você saiba que este procedimento pode trazer grandes benefícios, mas também pode causar transtornos e contraria as recomendações para ter um sistema GNU/Linux estável.

Atualizações de segurança

Este motivo se refere à situação mais comum — das atualizações periódicas, programadas pela equipe de desenvolvedores da sua distro.
Tudo o que você precisa fazer, aqui, é aceitar, sempre que aparecer uma mensagem na sua tela avisando de que há atualizações disponíveis.
Se você estiver no meio de um trabalho importante e sentir que baixar as atualizações vai sobrecarregar a sua rede, procure fazer a atualização manualmente, assim que for possível.
Praticamente toda a atualização de kernel vai ter ajustes de segurança, que eliminam vulnerabilidades que foram descobertas.
Não saberia como frisar o suficiente, o quanto isto é importante.

Atualizações de drivers

O seu hardware é um conjunto de vários dispositivos de hardware — tais como, placa de rede ethernet, wifi, placa de vídeo, controladora de rádio Bluetooth etc.
Comumente, fabricantes ou a comunidade de desenvolvedores, em torno do dispositivo, libera atualizações de drivers.
Estes drivers podem vir em módulos acopláveis ao kernel, dentro do próprio kernel ou como simples arquivos de drivers (como se vê no Windows).
Quando adquiri um notebook Dell 5448, com placa gráfica híbrida Intel/AMD, não havia suporte completo a este tipo de dispositivo, entre as distribuições Linux.
Tampouco, o suporte à controladora de rede wireless Intel 7265 não era completo.
Tive que esperar um tempo para, de atualização em atualização, melhorar o suporte ao meu hardware no Linux.

A comunidade de desenvolvedores faz o possível; O Linux é um sistema operacional de código 100% aberto etc.
Estas condições são mais do que propícias para os fabricantes de hardware criarem drivers para seus dispositivos funcionarem perfeitamente no Linux.
Deixo registrada minha crítica a esta aparente falta de boa vontade em relação aos clientes que preferem usar software livre.

O fato é que, após uma atualização dos drivers, tudo pode funcionar bem melhor no seu sistema.
Como contraponto a este argumento, há o fato de que código novo pode trazer bugs novos.
Rodar um kernel que você ainda não experimentou, pode ameaçar a estabilidade do seu sistema.
Portanto, as atualizações em servidores ou desktops em produção, devem ser feitas com cuidado redobrado.
Já, para os usuários comuns, as possibilidades de ganho em desempenho e novos recursos superam as de as coisas darem errado.

Novas funções dentro do kernel

Ocasionalmente, as principais atualizações do kernel Linux, também trazem novas funcionalidades.
Entre estas, contam-se partes do kernel que os programas podem passar a usar para realizar algumas tarefas ou operações.
Claro que pode acontecer de algumas funções preexistentes terem seu funcionamento alterado ou serem simplesmente suprimidas. Isto pode deixar alguns de seus programas mais antigos sem funcionar adequadamente.
Se isto acontecer, procure por uma versão mais nova do programa ou reverta a atualização do kernel.

Um sistema mais eficiente

Por último – e não menos importante – muitas das principais atualizações do kernel têm o objetivo de melhorar a eficiência do sistema.
Algumas mudanças podem ser bastante sutis, outras podem ser um pouco mais evidentes e fazer uma grande diferença pro tipo de aplicação que você usa.
Como regra geral, atualizar o kernel traz um aproveitamento maior do seu hardware — e ter um computador mais veloz é sempre bem vindo.

Conclusão

Para concluir, vale a pena atualizar o kernel do Linux, sempre que possível — embora, tirando as atualizações da sua distribuição, não seja uma necessidade.
No meu caso, que não tenho ainda um hardware 100% suportado (por culpa da Dell, Intel e AMD), procurar o kernel stable mais atual é algo que eu encaro como uma necessidade.
Em ambientes de produção, como já disse, é preciso ser mais criterioso com esta opção.
Me conte sobre as suas próprias políticas de atualização do kernel. Qual a sua distribuição favorita? Você acredita que as atualizações feitas nela são o suficiente para as suas necessidades ou você prefere buscar sempre versões mais novas do seu kernel?