Qual a melhor lente do kit para tirar retratos de pessoas? A 18-55mm ou a 75-300mm?

Muitas câmeras são vendidas acompanhadas de uma ou duas lentes, em um kit (ou combo), para ajudar quem está adquirindo seu primeiro equipamento DSLR ou Mirrorless a começar a fotografar, logo depois de desembalar seu novo produto.
Por causa disso, são chamadas de kit lenses ou lentes do kit.

Contudo, para manter os preços baixos, os fabricantes tendem a escolher as lentes mais baratas, para integrar o kit ou a combo box.

Este é um site para geeks autênticos e não para quem sofre de consumismo desenfreado. Desculpe.
O objetivo, aqui, é sempre procurar tirar o máximo do que temos em mãos, em vez de sair por aí, que nem maluco, para comprar coisas novas.

lentes canon
Lentes Canon EF-S 18-55mm e EF 75-300mm, fotografadas de um celular comum.

Eu poderia passar horas explicando por que o consumismo excessivo não vai ajudar a tirar fotos melhores — mas, se você ainda está aqui, acho que já concorda com este ponto.

Vamos à resposta e, ao final do post, clique nos links para as galerias de imagens, com vários retratos tirados com estas lentes.
Espero que isto ajude a tirar suas próprias conclusões. 😉

A objetiva 18-55mm

A Canon, entre outros grandes fabricantes, tem comercializado 5 modelos desta lente.
Alguns vêm com o STM (motor silencioso) para autofoco e estabilização de imagem.
Outras vêm sem estes recursos e, por isto, podem ser adquiridas a preços bem mais em conta.
Outra diferença comum é que as mais atuais possuem abertura máxima de 4 a 5.6, enquanto as anteriores podiam entregar até 3.5 (um ganho de aproximadamente 20% a favor das antigas).
Segundo a Canon, as lentes mais atuais possuem um sistema de estabilização melhorado, que pode compensar esta “perda” e entregar a mesma qualidade de imagem — por que permite que se use um tempo de exposição maior.
De maneira geral, é voltada para tirar fotos de paisagens (entre 18-35mm) e retratos (acima de 35mm).
Também atende à fotografia macro.

A objetiva 75-300mm

É uma das linhas tradicionais de algumas marcas e tem evoluído no decorrer dos anos.
A versão Canon EF 75-300mm III, é comercializada desde 1999, sucedendo a versão II (de 1995). Tem documentação atualizada e, portanto, é uma boa opção de compra entre as lentes mais baratas.

De modo geral, as pessoas podem ter bons resultados para retratos na distância focal entre 75 e 135mm. Se tiver o recurso de estabilização de imagem (Image Stabilization (IS) ou Vibration Reduction (VR), na Canon e Nikon, respectivamente) ou com o uso de um tripé, dá para ir além desta distância, sem perder a nitidez.

Por que estas lentes não são excelentes para retratos?

Ambas são listadas na categoria general photography (fotografia geral), em sites de fabricantes e cobrem parte das distâncias focais preferidas por fotógrafos de retratos (portrait photographers).

Para conseguir capturar uma imagem dentro de uma profundidade de campo razoavelmente curta — ou seja, uma pequena área com nitidez, enquanto o restante fica desfocado — é melhor usar lentes com capacidade de abertura entre f/1.2 e f/2.8.
Valores menores de abertura permitem focalizar um objeto ou uma pessoa enquanto todo o resto “desaparece” em um grande borrão. E este não é bem o caso aqui.

Se o que você quer é um bokeh, ainda é possível obter o efeito, com um pouco de técnica e jogo de cintura.
Afaste a pessoa, que você deseja fotografar, o máximo possível do fundo e chegue você mais perto dela.
As duas objetivas fazem o trabalho.

Como benefício adicional, as lentes com melhor capacidade de abertura, permitem usar tempo de exposição menor e ISO mais baixo — o que se traduz em imagens bem mais nítidas e menos ruído.
Infelizmente, as duas lentes de que estamos falando, neste post, são incapazes de obter tais valores de abertura.

Adicional ao problema da profundidade de campo, você também precisa ter em mente que a distância focal delas pode não ser ideal para retratos.
Quando você clica em valores inferiores a 35mm, as lentes produzem distorções desagradáveis para fazer retratos de pessoas — por exemplo, os narizes podem ficar mais largos em relação ao restante do rosto.
Cachorros ficam lindos assim, mas as pessoas, não.

Por outro lado, distâncias superiores a 150mm, tem o efeito contrário nos rostos das pessoas — deixando-os mais achatados ou afinados.
Muitos fotógrafos profissionais tendem a usar uma faixa de distância focal intermediária, entre 50mm e 135mm (usando sensores full frame, como referência).

Ok. Eu perguntei “qual é a melhor”…

Se tiver que escolher uma delas, eu iria com a segunda – 75-300mm – com o uso de um valor de abertura f/4 e me manteria na distância focal entre 75mm e 150mm — optando por usar um tripé, para aproveitar melhor a luz natural, se não tiver estabilização.

Uma imagem vale 1000 palavras

Para finalizar, veja algumas galerias de retratos no Flickr, referentes às lentes de que falamos neste post:

Nikkor 18-55mm (Nikon): https://www.flickr.com/search/?group_id=2301759%40N21&view_all=1&text=headshot.

Canon EF 75-300mm: https://www.flickr.com/search/?group_id=86282991%40N00&view_all=1&text=headshot.

Você ainda não tem uma lente? Gostaria de ter uma ideia dos preços? Veja aonde encontrar, abaixo:

  1. 18-55mm: https://goo.gl/2ft33r (Nikon)
      https://amzn.to/2Gx0pZ5 (Canon)
  2. 75-300mm: https://amzn.to/2GCNznK (Canon)
      https://amzn.to/2GyBMLm (Nikon)

E então? 😉
Você acredita que dá para tirar boas fotos com as lentes do kit?

O melhor programa de edição de imagens pode estar bem embaixo do seu nariz. E de graça!

Muitas pessoas não sabem, mas a sua câmera nova vem com um CD/DVD contendo, além dos drivers para o sistema operacional, alguns programas utilitários para usar com a sua câmera.
Se você perdeu o CD/DVD ou adquiriu um equipamento usado, refurbished ou reembalado, os softwares podem ser baixados do site do fabricante, como irei mostrar no decorrer deste texto.

Muitos fabricantes distribuem programas de edição de imagens que permitem, às vezes, trabalhar muito melhor as imagens RAW de suas câmeras.
É bem verdade que estes softwares não são completos, como o Photoshop, o GIMP etc.

Por outro lado, eles têm uma grande vantagem: uma vez que falam a linguagem nativa da sua câmera, oferecem alguns recursos de manipulação ou leitura das imagens RAW que não estão presentes nos grandes softwares, que são genéricos — para atender as demandas de vários formatos, marcas/modelos e necessidades de usuários.

Como usuário Linux, não tenho o hábito de procurar programas em “sites da Internet”.
Só baixo softwares dos repositórios (“lojinhas” de apps) específicos da minha distribuição ou dos sites oficiais dos fabricantes/desenvolvedores.
Quase sempre são gratuitos, mas não tenho problemas para pagar pelos meus softwares, desde que os valores sejam racionais.

Veja o que a fabricante da sua câmera, reservou de graça para você, a seguir.
Infelizmente, não pude encontrar softwares de manipulação de imagens dos fabricantes para Linux.
Portanto, este é o primeiro post do site voltado apenas a usuários Windows e MacOS. Espero que, pelo menos, seja útil. 😉

Canon e o programa profissional de edição de imagens

A Canon oferece em DVD/CD ou para download em seu site o Digital Photo Professional (DPP), desenvolvido pela própria empresa para manipular imagens RAW (especialmente .CRW, .CR2 e, provavelmente, .CR3).
O software é equipado com funções de ajuste de imagem, no formato do Picture Style (outro programa da empresa).

O próprio Picture Style pode ser usado para edições mais rápidas, se quiser. O primeiro, contudo, é o mais completo.

Onde baixar:

Infelizmente, não encontrei os programas para baixar no site da Canon Brasil (e precisa?). Se você tiver alguma informação sobre isso, por favor me avise nos comentários.

Nikon Capture NX-D

Depois que passei “horas” no site da Canon (Brasil, Portugal e USA), procurando por softwares, fiquei muito feliz em encontrar (em menos de 1 minuto) a sessão de download de softwares da Nikon.

O Capture NX-D é uma aplicação de processamento de imagens RAW não-destrutiva, que faz uso de um sistema sidecar, para gravar os ajustes feitos em arquivos .NEF ou .NRW.
Por ser não-destrutivo, você sempre poderá reprocessar suas imagens, a partir das originais.

Onde baixar:

“O software de processamento de fotografias Capture NX-D permite que você realize todo o potencial da sua câmara digital e lentes Nikon, produzindo imagens com a qualidade inultrapassável idealizada pelos desenvolvedores da Nikon.
Oferece funcionalidades concebidas especificamente para pós-processamento de imagens RAW num formato intuitivo e de fácil utilização.
Além de processar RAW, pode ser usado para melhorar as imagens TIFF e JPEG tiradas com câmeras digitais da marca através de ajustes do brilho, contraste, curvas de tom e muito mais.”

Outra surpresa boa, no site, foi ver que os softwares têm atualizações periódicas — sendo que a última vista foi há 2 semanas atrás (em relação à data deste post).

Olympus Viewer

Apesar do nome, o programa é bem mais do que um “visualizador” de imagens.
Trata-se de um aplicativo avançado para fotógrafos profissionais.
Tem todas as funções de edição encontradas em aplicativos desta categoria — rotação, inversão, correção automática de tons, curva de tons, gamma, balanço de cores etc.
Inclui recursos de edição de arquivos em lotes e trabalha com as imagens RAW da sua câmera.
olympus viewer3

Para fazer o download, vá até o site oficial e registre a sua câmera. Em seguida, basta clicar no botão “Baixar”.

Sony e Capture One

Este aplicativo não é desenvolvido pela Sony, custa US$ 20,00/mês ou US$ 299,00 para aquisição… mas, para proprietários de câmeras da marca, o preço pode ficar em apenas 50 dólares.
O programa Capture One Sony é um editor de imagens adaptado para conversar com as câmeras Sony e, por isso, disponibilizado para os clientes da empresa.
Neste caso, trata-se de um aplicativo que “conversa nativamente” (exclusivamente) com uma determinada marca de câmeras, como os outros de que falei anteriormente
Infelizmente, não é grátis.
Antes, verifique aqui, se sua câmera é suportada pelo software.

Onde baixar:

O site oferece uma versão trial, gratuita por 30 dias, do Express. Após este período, é sugerido que se faça um upgrade.
Enfim, se você tem uma câmera Sony atual e pretende adotar uma solução profissional, como o Lightroom ou Photoshop, o Capture One pode ser uma opção bem melhor e com um custo benefício imbatível.

Se levar em conta que esta alternativa dispensa a compra de outros softwares, pode-se dizer que representa uma economia significativa de dinheiro, com certeza.

Conclusão

Como já havia explicado no post GIMP: O primeiro passo na edição de imagens, antes de começar a gastar dinheiro, vale a pena explorar as alternativas gratuitas — principalmente, quando muitas delas já estão ao nosso redor e prontas para o uso.

Racionalize os seus gastos e obtenha resultados melhores.

Se você se satisfaz com as edições básicas, presentes no Instagram, por exemplo, com certeza não irá precisar gastar seu tempo com uma “curva de aprendizagem” acentuada em manipulação de imagens.
Basta transferir as fotos para o celular e subir para o Instagram.

Leia também Como transferir imagens do seu PC direto para o Instagram.

Como verificar online o shutter count ou o número de cliques que uma câmera já deu (antes de comprar)

Comprar uma câmera usada pode ser um excelente negócio para qualquer pessoa.
Este tipo de produto é conhecido por reter seus valores razoavelmente bem e, se você está se iniciando na fotografia, qualquer câmera, que permita ajustes manuais, poderá ser uma grande companheira de aventuras — e por muito tempo.

Mas, como qualquer outra mercadoria usada, é necessário checar alguns itens antes de se dar o sinal verde para a compra.
O shutter count é um destes itens.
É sobre ele que vamos falar, neste post.

O número, representado pelo shutter count, é (em tese) equivalente à quantidade de vezes em que o obturador da câmera foi usado.

Como se trata de uma peça mecânica, dá para imaginar que tenha uma vida útil, tal como o motor de qualquer carro.
E ao comprar um carro usado, você certamente vai querer saber quantos quilômetros ele já rodou.

Contudo, não existe lei que obrigue os fabricantes de câmeras a fornecer um número exato de cliques que ela já teve.
Portanto, se o fabricante não mostra, no painel de informações sobre o equipamento, o valor do shutter count, você terá que obter a informação por outros meios.

Por que é tão importante saber quantos cliques já foram dados com a câmera?

As câmeras são feitas de inúmeras peças pequenas e sensíveis.
O obturador é uma destas pecinhas delicadas e cujo conserto ou substituição pode ser bem caro.
Em câmeras muito antigas, você pode simplesmente não conseguir as peças de reposição.
Além disto, ao tentar arrumar o obturador, um técnico pode acabar causando desgastes ou danos a outras partes internas da câmera — o que vai te obrigar a levá-la de volta à assistência algum tempo depois.
É uma simples questão econômica: o barato pode sair caro.
No site abaixo é possível saber a média de vida de alguns modelos:

http://www.olegkikin.com/shutterlife/.

É uma boa ideia, antes de comprar uma determinada câmera, checar qual a média de cliques que o modelo costuma atingir — e confrontar com o valor já atingido.

Para citar um exemplo, a Canon EOS 5D Mark II chegou a ultrapassar a marca de 1 milhão de cliques em 30 casos relatados pelo site (19/02/2018).
Mas também há 31 casos em que ela morreu entre 5.000 e 10.000 cliques.
A média de vida útil, ainda segundo o site (na data em que eu verifiquei), supera os 137 mil cliques.

Sites online que mostram quantas vezes o obturador da câmera já disparou

A vida útil possível de uma câmera depende de muitos fatores, além da marca e do modelo.
Alguns modelos jamais irão além de algumas dezenas de milhares de cliques. Outros, podem ultrapassar um milhão de cliques — a “sorte” também deve ser levada em conta, nestes casos.
Os sites abaixo usam os dados EXIF das suas fotos para obter o valor do shutter count da câmera que as tirou.

  1. https://www.camerashuttercount.com/.
  2. http://www.myshuttercount.com/.
  3. http://www.nikonshuttercount.com/ (para câmeras Nikon)

Tudo o que você precisa fazer é enviar uma foto atual, tirada com a câmera em questão.
O problema é que os sites são úteis apenas para obter a informação sobre câmeras Canon e Nikon (e algumas outras marcas).
A melhor maneira de saber se vão funcionar com a câmera que você deseja comprar é experimentando.
A minha velha Fujifilm Finepix SL1000 não fornece esta informação.
A Fuji considera desligar/ligar o dispositivo, mudar o modo de display do viewfinder ou selecionar o modo playback, como fatores concorrentes para o incremento do número de cliques de uma câmera.

Outras maneiras de “prever” o desgaste do obturador

Alguns fotógrafos se arrependem, logo depois de comprar o equipamento ou apenas compram para experimentar um pouco e, depois, resolvem passar para a frente.
Às vezes a câmera adquirida não é exatamente o que se estava buscando.
Se este for o caso, o equipamento é semi-novo.
Conhecer e entender a atividade do fotógrafo que está vendendo a câmera também ajuda a saber “o estado” do obturador.
Algumas tarefas são muito desgastantes para a peça e outras, simplesmente, a deixam descansar.
Fotógrafos de eventos precisam, geralmente, tirar um grande número de fotos a cada evento. É da natureza do seu trabalho.
Nestes casos, pode-se esperar um shutter count maior.
Se ele ou ela usou a câmera por um período curto, a compra pode compensar, caso você vá usar o equipamento como um hobby.

Fotógrafos de estúdio, usualmente, tiram quantidades definidas de fotos e seus equipamentos podem ter desgaste bem menor.

Comprar a câmera de um vlogueiro, pode ser uma boa?
É possível que sim.
Filmagens, ao contrário do que se possa imaginar, desgastam muito pouco o obturador — uma vez que ele permanece aberto e parado durante toda a tarefa.
Sob este ponto de vista, usuários que usam suas câmeras predominantemente para filmagens podem ter equipamento em excelentes condições, mesmo após vários anos de uso.

referências

Leia mais nestes outros sites:
https://fotografiadicas.com.br/como-comprar-uma-camera-dslr-usada/.
http://fotografiatododia.com.br/nao-compre-uma-camera-usada-sem-saber-o-seu-shutter-count/.

Tethering com a câmera Canon T6 (1300D) é frustrante no Linux

Tethering é uma técnica para tirar fotos, que consiste em conectar sua câmera a um notebook ou PC e, a partir dele, ajustar e controlar a câmera.
Há alguns softwares bem conhecidos, no Linux, que permitem fazer sessões de fotografia com a câmera “atada” ao PC.

Neste post, vou abordar a técnica com o uso do Entangle, do lado do software.
Eu sei que o Darktable também permite este tipo de conexão, mas não o usei desta vez.
A distro usada é a Debian 10 testing.
Também conduzi alguns testes usando o Pop OS, baseado no Ubuntu 17.10 (com os mesmos resultados).

Do lado do hardware, temos uma câmera Canon EOS Rebel T6 ou EOS 1300D ou, ainda, EOS Kiss X80, como é conhecida no mercado asiático.
Usualmente, o tethering é feito via USB. Mas pode ser também via Wi-Fi Direct — mas, neste caso, vai haver um impacto terrível na velocidade de comunicação entre o laptop e a câmera.
O cabo USB é a ferramenta profissional e séria de conexão PC – Câmera, por enquanto.

As informações dadas neste texto são genéricas o suficiente para serem aplicadas em qualquer distro Linux, bem como qualquer câmera com suporte a tethering.

Se você obteve resultados diferentes, por favor, use a sessão de comentários para nos contar como foi, citando a sua distro, o software utilizado e o modelo de sua câmera. 😉

clique nos links, para obter informações mais aprofundadas sobre algum tema abordado neste texto.

A Canon EOS Rebel T6 é capaz de fazer tethering no Linux?

A empresa concebeu a câmera para realizar este tipo de fotografia, com o uso do EOS Utility Softwares, que pode ser baixado do site da Canon — mas não tem versão para Linux.
Quem sabe se as pessoas cobrarem melhor suporte da empresa…

O site da Tether Tools é o maior site de vendas de cabos USB específicos para este tipo de recurso.
Eles têm uma página específica em que informa as câmeras compatíveis com o software Entangle.
Esta câmera não está listada.

O próprio Entangle, tem uma relação de câmeras suportadas – dentro do menu Ajuda. Vale conferir.

Se você ainda não comprou a sua câmera e está lendo este review preventivamente, sugiro dar uma olhada nesta seção de câmeras suportadas, para fazer uma escolha melhor.

Como conectar a câmera ao laptop

Não vi qualquer referência sobre “a ordem” em que os dispositivos devem ser conectados.
Mas gosto de conectar a câmera desligada ao laptop primeiro e, em seguida, ligá-la.
Só depois é que inicio o Entangle.

Você pode usar o comando lsusb, para verificar o que está conectado (ou não) ao seu equipamento.
Este foi o meu resultado:


lsusb --tree

/:  Bus 04.Port 1: Dev 1, Class=root_hub, Driver=xhci_hcd/4p, 5000M
    |__ Port 2: Dev 2, If 0, Class=Hub, Driver=hub/4p, 5000M
/:  Bus 03.Port 1: Dev 1, Class=root_hub, Driver=xhci_hcd/4p, 480M
    |__ Port 2: Dev 2, If 0, Class=Hub, Driver=hub/4p, 480M
    |__ Port 4: Dev 3, If 0, Class=Human Interface Device, Driver=usbhid, 12M
    |__ Port 4: Dev 3, If 1, Class=Human Interface Device, Driver=usbhid, 12M
    |__ Port 4: Dev 3, If 2, Class=Human Interface Device, Driver=usbhid, 12M
/:  Bus 02.Port 1: Dev 1, Class=root_hub, Driver=ehci-pci/3p, 480M
    |__ Port 1: Dev 2, If 0, Class=Hub, Driver=hub/6p, 480M
        |__ Port 5: Dev 3, If 0, Class=Wireless, Driver=btusb, 12M
        |__ Port 5: Dev 3, If 1, Class=Wireless, Driver=btusb, 12M
/:  Bus 01.Port 1: Dev 1, Class=root_hub, Driver=ehci-pci/3p, 480M
    |__ Port 1: Dev 2, If 0, Class=Hub, Driver=hub/6p, 480M
        |__ Port 4: Dev 3, If 0, Class=Video, Driver=uvcvideo, 480M
        |__ Port 4: Dev 3, If 1, Class=Video, Driver=uvcvideo, 480M

A câmera não aparece na listagem e sequer foi detectada.
Com este resultado, a câmera não terá utilidade sequer para obter as fotos, que dirá fazer tethering que é mais complexo…

A conexão via wi-fi direct é possível

tethered camera

Sim. A câmera permite tethering com o Linux via wi-fi (inclusive wi-fi direct)… — mas sugiro não se animar muito com esta possibilidade.

Com as atuais taxas de transferência de dados via Wi-Fi, este meio de conexão é totalmente inadequado para um estúdio profissional.
Neste caso, a culpa não é da Canon, portanto.

A conexão pode ser o suficiente para brincar um pouco. Mas a demora na transferência das imagens RAW é de testar a paciência de qualquer um.

Como reparar danos na lente da câmera do seu smartphone

Alguns aparelhos recentes tem recebido críticas dos usuários (e dos reviewers) relacionadas ao fato de a câmera traseira estar mais exposta a arranhões e possíveis quebras.
O que acontece — mais notadamente nos aparelhos Lenovo/Motorola Moto G4, Moto G5 e Moto Z — é que a câmera é levemente projetada para fora. Com isso, ela fica mais vulnerável à situações corriqueiras, do dia a dia — como simplesmente pousar o telefone sobre uma mesa.
Ao contrário da tela principal, a lente da câmera da maioria dos aparelhos não é à prova de arranhões.
Há várias situações em que você pode causar danos severos e irreversíveis a esta peça:

  • manter chaves ou outros objetos contundentes, ao lado do celular no bolso,
  • derrubar o aparelho,
  • repousá-lo sobre uma superfície dura ou áspera etc.

lente arranhada camera

Eu sou da turma que detesta usar bumpers e “capinhas” protetoras em celular. Aliás, sou super cuidadoso com minhas coisas.
Mas nestes casos específicos, acredito que a necessidade está acima dos meus conceitos particulares de estética.

Uma vez danificado, o vidro externo poderá causar um comportamento “errático” da câmera.
O sistema de autofoco pode “pensar” que um simples risco é um objeto próximo — e, consequentemente, irá acionar a função macro. Com isso, a imagem de objetos “não-próximos” ficará borrada ou desfocada.
Você pode contornar este comportamento, desligando o foco automático ou apontando sobre a imagem o local em que o foco precisa estar, claro.

Há soluções para se livrar dos arranhões da lente da câmera do celular?

A resposta curta é “não tem jeito”.
Mas não significa que você precisa trocar o celular, para resolver problema.
Veja como sair desta situação:

  1. Como paliativo, se os arranhões forem mínimos ou se tratar apenas de um risco superficial, é possível usar um método que já foi muito usado no tempo dos CDs e DVDs.
    Ele consiste em:

    • passar uma pequena quantidade de pasta de dente sobre a superfície arranhada do vidro.
    • esfregar levemente com o dedo e depois limpar cuidadosamente, para não permitir a entrada de água no dispositivo (o que pode piorar definitivamente a situação)
    • remova os resíduos de pasta de dente e seque o vidro com um lenço de papel
  2. Se você tem talento e ferramentas adequadas para realizar o trabalho, pode substituir o vidro por um novo.
    É possível adquirir a peça online por aproximadamente US$ 4.00.
  3. Leve o aparelho à assistência técnica e peça para um profissional resolver o problema