Como estabilizar vídeo com o ffmpeg

Estabilização de imagens em vídeo pode ser feita de diversas formas, com diferentes métodos. Às vezes é possível combinar os métodos e estabilização, para obter resultados ainda melhores.
Se for para usar apenas um, o melhor método é aquele feito pelo hardware de filmagem, que compensa as tremidas ou movimentos involuntários da mão de quem está segurando o equipamento.

Ainda assim, ele não é 100% perfeito e pode ser complementado com uma estabilização via software — e é sobre isso que vamos falar neste post.

A estabilização do vídeo pode ser realizada de diversas formas, como afirmei no começo.
Quando ela é mecânica (física):

  1. O sistema (motor) de estabilização pode ficar embutido no corpo da câmera ou filmadora. Neste caso, é comumente chamado IBIS (In Body Image Stabilization, ou estabilização de imagem dentro do “corpo”, em uma tradução livre) ou, ainda, ICIS (In Camera Image Stabilization).
  2. Alguns fabricantes optam por colocar o sistema de estabilização da imagem dentro das lentes, quando se trata de uma câmera profissional que permite a troca deste acessório. O resultado é o mesmo, mas permite vender câmeras mais baratas e os usuários compram lentes estabilizadas apenas se necessitarem.
  3. Existe também a opção de usar estabilização tanto na câmera quanto na lente. Os dois sistemas podem trabalhar em conjunto para obter resultados ainda melhores.

A estabilização por software é muito usada em câmeras mais baratas e em celulares (onde não há espaço para embutir um sistema de estabilização físico).

há também métodos externos bastante eficientes para obter filmes com imagens estáveis e sem tremores indesejados — por exemplo, gimbals, tripés ou apenas apoiar a câmera sobre uma superfície estável.

Neste post, vamos abordar a técnica de estabilização por software. Embora exista programas GUI (de interface gráfica) plenamente capazes de fazer “a mágica”, vamos abordar o procedimento via CLI, com o ffmpeg.

O procedimento é rápido e muito eficiente… mas se você não gosta de digitar comandos, este artigo não é para você.

A estabilização de imagens em vídeo, via software, é realizada através de um corte (cropping), o que vai dar em uma perda na qualidade do resultado final.
Claro que você pode fazer uma estabilização leve e ter menos perda.
Se achar que o impacto na qualidade final da sua filmagem é aceitável, pode optar por uma aplicação mais pesada do recurso.
A escolha é sua.

Equipamento físico usado na minha filmagem

Só por curiosidade, o equipamento usado na minha filmagem é uma câmera Canon T6 (ou 1300D), com uma lente Canon EF-S 55-250mm f/4-5.6 IS STM.

Neste caso, trata-se de uma lente que possui mecanismo de estabilização de imagem.

O problema é que ao usar o extremo da lente, a estabilização nunca é perfeita. E eu achei que poderia obter um resultado ainda melhor se acrescentasse o recurso de estabilização por software ao meu vídeo.

Meu software de estabilização de imagem

Como já ficou claro no título, vamos usar os recursos presentes no ffmpeg, presente na maioria das distribuições Linux e que já tem compilado, dentro de si, a biblioteca para estabilização de imagens de vídeo, libvidstab.

O processo funciona com um recorte na imagem, que cria margem para os lados “absorverem” os movimentos mais abruptos.
O zoom é um dos “efeitos colaterais” do uso deste recurso.

Veja um exemplo de um dos quadros do vídeo original, abaixo:

Imagem original de vídeo ffmpeg
Vídeo original: beija1.mov

Veja um exemplo do mesmo quadro do vídeo após a estabilização:

Imagem de vídeo com estabilização cropada
Vídeo final: beija1-stab.mov

Percebeu a diferença (e o recorte)?. Tenha isso em mente: quanto mais estabilização você aplicar, via software, maior será o recorte da imagem em vídeo.

Como aplicar estabilização de imagem a vídeos com o ffmpeg

A ferramenta de edição e manipulação de vídeos, ffmpeg, possui diversos recursos para melhorar o seu trabalho.
Para obter estabilização, use a opção ‘-vf’ com o parâmetro ‘vidstabtransform’. Veja como é simples.

Para obter melhores resultados, contudo, recomendo rodar primeiro a detecção de estabilização. Com este procedimento, é criado um pequeno arquivo ‘transforms.trf’, no diretório local, em que os parâmetros e as variáveis de trabalho são registradas.

Veja como eu criei um arquivo transforms.trf em relação ao arquivo de vídeo ‘beija1.mov’ (substitua este nome pelo do seu arquivo, aí):


ffmpeg -i beija1.mov -vf vidstabdetect -f null -

Aguarde o andamento do processo e, em seguida, rode o procedimento de estabilização:


ffmpeg -i beija1.mov -vf vidstabtransform=smoothing=30:input="transforms.trf" beija1-stab.mov

Acima, substitua o nome do arquivo final ‘beija1-stab.mov’, pelo que você achar melhor.
Se não ficar satisfeito com o resultado da estabilização, altere o valor de ‘smoothing=30’ para um número mais alto. Tente 60, 120 etc.

Conclusão

Se achar interessante, pressione Ctrl+D para guardar esta página nos seus favoritos, para uma futura referência sobre o assunto.
Para o meu caso, o valor do smoothing mais adequado foi 600. Veja o que é melhor para você aí.

Leia mais dicas:

  1. Dicas de uso do ffmpeg: https://elias.praciano.com/?s=ffmpeg+vídeo
  2. Dicas de edição de vídeo: https://elias.praciano.com/tag/edicao-de-video/
  3. Dicas de edição de imagem: https://elias.praciano.com/tag/edicao-de-imagem
  4. Dicas relacionadas à câmera Canon T6 ou EOS 1300D: https://elias.praciano.com/tag/canon

Crie uma planilha a partir dos dados exif das suas fotografias

Incluir dados EXIF das suas imagens pode ajudar a entender melhor como você fotografa, como hobby ou a trabalho.
Estes dados podem ajudar a entender aonde você precisa melhorar, que tipo de lente você realmente precisa (caso pense em comprar uma nova) etc.

Um tempo atrás, montei uma planilha ilustrativa do meu uso da Canon EFS 18-55mm (uma das lentes mais comuns em kits) e fiquei impressionado com o fato de que eu quase não fotografava abaixo dos 35mm de distância focal. Raramente usava o ajuste de 18mm.

Se eu tivesse o objetivo de comprar uma lente nova, àquela época, já estariam claras as minhas distâncias focais favoritas.
Como eu era iniciante na fotografia, entendi que precisava, mesmo, praticar o uso do ângulo mais aberto.

O uso da planilha me proporcionou a descoberta de novos momentos de diversão, fotografando cenas de rua e paisagens.

Neste post, vou mostrar como montei a minha planilha. Você pode alterar facilmente os meus exemplos para adequá-los às suas necessidades e às lentes que você tem aí.
Fique à vontade para me contar os resultados que obteve (e o que vai fazer com eles) nos comentários! 🙂

Baixe e instale o exiftool

O exiftool é uma ferramenta voltada para usuários avançados, desenvolvida por Phil Harvester em linguagem Perl.
O aplicativo pode ser usado para alterar os dados EXIF — mas vamos focar apenas algumas de suas propriedades de leitura de arquivos de imagens.

Se você já deu uma olhada em outros posts deste site, deve ter percebido que fotografo com uma Canon e uso o Linux, como sistema operacional, no computador.
Portanto os meus exemplos irão girar em torno destes 2 elementos. Contudo o exiftool tem versões para MacOS e Windows também — ou seja, tudo o que você ler aqui, pode ser aplicado ao seu sistema sem problema algum.

Usuários Linux, em geral, já têm o exiftool instalado por padrão em seus sistemas. Os demais, podem encontrar o software para download no site oficial (links ao final do texto).

Como extrair dados EXIF dos arquivos de imagens

O EXIF é uma sigla para Exchangeable Image File Format ou formato de arquivo de imagem intercambiável.
Apesar de se referir a arquivos de imagens, o formato pode ser encontrado em arquivos de áudio e vídeo também — dentre os mais de 200 tipos suportados, como FLAC, MP3, MP4, AVI, CRW, JPEG etc).

Há várias ferramentas disponíveis para ler e manipular este tipo de informação, o exiftool é uma delas.
Para obter dados legíveis para a nossa planilha eletrônica, vamos usar um recurso simples, chamado piping, que consiste em direcionar a saída geral do comando para um arquivo de texto:

exiftool sequencia-de-comandos > arquivo.txt

Para executar o exiftool em todos os arquivos JPEG do diretório (pasta) atual, use-o assim:


exiftool *.jpg

Para enviar o resultado para um arquivo texto, faça o piping:


exiftool *.jpg > info-imagens.txt

Você pode usar o nome que quiser para o seu arquivo txt. O fato é que ele pode ser aberto no seu programa de planilha favorito, do jeito que ele se encontra.

Para obter uma formatação mais adequada para planilhas, use a opção ‘-T’, na linha de comando:


exiftool *.jpg -T > info-imagens.txt

Se você prefere trabalhar apenas sobre as imagens RAW, indique isso na linha de comando:


exiftool -ext cr2 -T ./ info-imagens.txt

Acima, indicamos que as imagens de leitura deveriam as “cruas” da Canon (-ext cr2). Se as suas são da Nikon, use ‘-ext nef’.

Se você usa equipamento da Canon, pode formatar a saída de acordo com as tags próprias da marca:


exiftool -ext cr2 -T -canon ./ info-imagens.txt

Acrescente a opção ‘-r’ para ir “mais longe”, ou seja, pesquisar recursivamente em todos os subdiretórios:


exiftool -ext cr2 -T -canon -r ./ info-imagens.txt

Use o comando grep para refinar os resultados. No exemplo abaixo, filtramos a saída do comando, para exibir apenas as informações pertinentes à lente Canon EFS 18-55mm:


exiftool -ext cr2 -T -canon -r ./ | grep "18.0 - 55.0" > info-imagens.txt

Outra forma de obter a lista é indicando exatamente quais as tags você quer obter, apenas.
Assim, é possível obter um arquivo de dados (em texto) muito mais enxuto:


exiftool -FileName -Lens -LensType -LensID -ExposureTime -FocalLength -Aperture -ISO -T -ext cr2 -r ./ > info-imagens.txt

Em geral, para mim, apenas isso é o suficiente:


exiftool -FocalLength -Aperture -ISO -T -ext cr2 -r ./ > info-imagens.txt

Isto é tudo que você precisa para ter um arquivo usável para a sua planilha. No LibreOffice, já é possível trabalhar em cima destes dados. Veja a imagem abaixo:

planilha libreoffice
Como eu usei a minha Canon com a lente do kit EFS 18-55mm

No meu caso, removi/ocultei todas as colunas que não seriam relevantes para as minhas análises de uso da lente em questão.
Adicionei, ao final das colunas com os valores de abertura, ISO e distância focal os cálculos das médias.

No LibreOffice, a média é calculada com o uso da função de mesmo nome, indicando entre parênteses a primeira células e a última da coluna com os valores que queremos.

No meu caso, ficou assim:

=MÉDIA(F5:F1551)

Desta forma, pude verificar que fotografava predominantemente usando valores de aberturas de 6.5, ISO 650 e distância focal de 49mm.

Quais foram os seus resultados?

Referências

Download do exiftool: https://www.sno.phy.queensu.ca/~phil/exiftool/.
Mais artigos sobre o exiftool: https://elias.praciano.com/?s=exiftool+RAW.

Use o exiftool para extrair detalhes sobre seus arquivos multimídia

O exiftool é uma ferramenta CLI, que pode ser usada para obter informações de diferentes tipos de arquivos de áudio, imagem e vídeo.
Pode também ser usado para alterar ou acrescentar novos dados meta em seus arquivos.

Neste post, vou mostrar como a ferramenta pode ser usada para extrair algumas informações.
Usarei como exemplo alguns arquivos de imagem RAW, mas os princípios são os mesmos para outros tipos de arquivos, tais como JPEG, MP3, FLAC, AVI, MPEG etc.

Consulte o manual (man exiftool) para obter uma lista de tipos de arquivos suportados — são aproximadamente 200.

Relação de tipos de arquivos suportados pelo exiftool
Clique para ver detalhes.

Quem tem vários arquivos de áudio (MP3, OGG, FLAC etc) pode editar nomes de autores, de álbum etc dentro dos arquivos. Estas informações (meta tags ou etiquetas meta), em geral, são lidas e exibidas no visor do seu MP3 Player.
Nas câmeras, estas informações são armazenadas nos arquivos “crus” ou nos JPEGS — e costumam dar informações importantes como data, local, distância focal da lente etc. relacionadas às suas fotos.

Canon JPEG meta tags
Clique para ver detalhes.

O acesso a estas informações ajuda o seu sistema a organizar arquivos de mídia a partir das informações contidas neles.

Como obter informações de arquivos de mídia a partir do exiftool

No gerenciador de arquivos Nautilus, estas informações podem ser obtidas sem o uso do exiftool. Para isso, selecione o arquivo e tecle Ctrl + Enter sobre ele. As meta tags costumam ser listadas na última aba do painel de informações do arquivo.

Na CLI (linha de comando), o programa oferece uma interface e um uso bem simplificado. Basta executá-lo, seguido do nome de um arquivo:


exiftool img_4380.cr2

No exemplo, acima, rodei o exiftool em um arquivo de imagem RAW da Canon.

O comando grep pode ajudar a refinar o resultado, listando apenas as informações que se deseja obter. No exemplo, a seguir, o comando é usado para extrair a informação sobre a duração de uma música, de um arquivo MP3.


exiftool ~/Música/Chico\ Buarque/Caravanas/04\ -\ Jogo\ de\ Bola.mp3 | grep -i duration

Duration                        : 0:02:51 (approx)

Para obter informações de arquivos de vídeo ou imagem siga a mesma lógica.
Abaixo, veja como obter informações sobre a lente usada para tirar uma foto:


exiftool ./06/05/img_4380.cr2 | grep -i lens

Lens Type                       : Canon EF 17-35mm f/2.8L USM or Sigma Lens
Lens Info                       : 30mm f/?
Lens Model                      : 30mm
Lens Serial Number              : 0000000000
Lens                            : 30.0 mm
Lens ID                         : Sigma 30mm f/1.4 EX DC HSM
Lens                            : 30.0 mm (35 mm equivalent: 47.2 mm)

A ferramenta pode ser usada também para levantar dados de arquivos remotos, em sites da Internet. Para isto, você usa o piping acompanhando o comando do curl, assim:


curl -s https://assets.ubuntu.com/v1/8dd99b80-ubuntu-logo14.png | exiftool -fast -

ExifTool Version Number         : 11.00
File Type                       : PNG
File Type Extension             : png
MIME Type                       : image/png
Image Width                     : 540
Image Height                    : 243
Bit Depth                       : 8
Color Type                      : RGB with Alpha
Compression                     : Deflate/Inflate
Filter                          : Adaptive
Interlace                       : Noninterlaced
SRGB Rendering                  : Perceptual
Background Color                : 255 255 255
Pixels Per Unit X               : 2834
Pixels Per Unit Y               : 2834
Pixel Units                     : meters
Modify Date                     : 2011:06:28 17:04:37
Image Size                      : 540x243
Megapixels                      : 0.131

Como evitar arquivos RAW corrompidos e danificados

Recentemente, tive que lidar com uma grande quantidade de arquivos de imagens RAW corrompidos durante o processo de transferência do cartão de memória para o HD interno do meu laptop.
Para contextualizar, a câmera usada era uma Canon EOS Rebel T6 (ou 1300D, a depender do mercado em que é comercializada). Mas a culpa não é da câmera — pelo menos não neste caso.

O problema ocorria tanto no Windows 10, como no uso do Linux (Debian 10 e POP_OS). Não testei no MacOS. Sorry…

Por que as imagens se corrompem durante a transferência

Vários fatores podem concorrer para estragar as suas imagens RAW durante a transferência do cartão para o computador.

Este tipo de imagem é muito maior que as imagens em JPEG e carregam uma quantidade muito maior de informações sensíveis. Se algo se perder no caminho, a imagem inteira poderá restar inutilizada.

Atualmente, prefiro usar sempre o Shotwell para fazer as minhas transferências. Uma das boas características do programa é que ele extrai o JPEG embutido no RAW e grava no mesmo diretório para o qual está copiando seus arquivos.
No meu caso, isto ajudava a ter pelo menos uma cópia em JPEG usável, quando o RAW estava corrompido.
Ubuntu Nautilus

Arquivos “crus” .CR2 e .CR3 da Canon contém imagens JPEG embutidos e já tratados pelo processamento interno da sua máquina fotográfica. Por este motivo, não é necessário usar a configuração de registrar em RAW+JPEG, presente no menu do seu equipamento.
O único efeito desta redundância é sobrecarregar o “buffer” da sua máquina, o que diminui a velocidade do modo contínuo (ou burst mode).

Eu vou listar algumas situações que podem causar danos aos seus arquivos durante a transferência:

  1. Ao usar um leitor de cartões USB externo, você tem pelo menos 3 conexões críticas pelas quais os dados precisam passar: do cartão para o leitor; do leitor para o cabo USB; do cabo USB para o computador. Se houver algum problema em um destes pontos, você provavelmente terá alguns arquivos estragados.
  2. Se você usa um cartão de memória “combo”, ou seja um micro SD dentro de um adaptador SD, adicione uma conexão a mais ao problema.

Para mim, o estrago ocorria por uma sucessão de fatores. Usar um cartão combo, no meu laptop Dell, era um deles.
Como o leitor embutido do notebook não é muito apertado, provavelmente permite alguma folga entre o microSD e o invólucro adaptador SD, que causava pequenas interrupções nos contatos e, consequentemente, interrompia o fluxo de dados.

Como resolvi o problema

Eu pude resolver o problema com as seguintes ações:

  • Usar um adaptador SD/MicroSD mais justo/apertado.
  • Usar um leitor externo com uma entrada muito apertada e que não permite folgas entre cartão, adaptador e leitor USB.
  • Substituir o MicroSD com adaptador por um cartão SD “puro”, de alta velocidade. Neste caso, ele funcionou perfeitamente, ao ser conectado ao leitor interno do laptop.

Qualquer uma destas medidas resolveu o problema de arquivos RAW corrompidos para mim.

Espero que este relato possa ajudá-lo(a) a resolver o seu problema, aí.

Referências

Câmera Canon EOS Rebel T6: https://amzn.to/2k9JyOc.
Cartão SDHC Extreme: https://amzn.to/2LiJO9V.

Tire grandes fotos de paisagens com a lente do kit (18-55mm)

A lente do kit é aquela que já vem com a sua câmera, para dar uma opção de equipamento pronto para ser usado, tão logo você termine de desembalar o produto.
Tem limitações, é claro, mas é também a companhia perfeita para muitas situações.

Quando você quer sair para se divertir e fotografar paisagens a 18-55mm pode ser a sua melhor amiga — a menos que o seu melhor amigo também esteja ao seu lado, fotografando. 😉

Segue algumas dicas minhas, para tirar o melhor da sua objetiva e, ao final, um link para uma das várias galerias de fotos das comunidades que usam e se divertem muito com esta lente.

A objetiva 18-55mm, presente em kits e combos da Canon e Nikon, é uma lente padrão e de baixo custo de aquisição.
Como qualquer outra, ela não é perfeita.
O que você precisa, é conhecer melhor suas limitações para extrair o que ela tem de bom (e não é pouco!).

Não leve em consideração a qualidade das imagens que posto neste site — elas são tratadas para carregar mas rápido na web e, portanto, perdem qualidade substancial.
Apenas clique na imagem que deseja ver em tamanho grande, que eu te levo à versão original. 😉

Qual a importância dos equipamentos, para tirar boas fotos?

Cada vez mais, me convenço que os equipamentos não são essenciais para obter as melhores imagens.

Uma boa imagem… é uma boa imagem.
Não interessa como você a obteve.

Cartier-Bresson, Fan Ho e tantos outros grandes fotógrafos, ativos no século passado, tinham muitos menos nas mãos do que você tem hoje.
Mesmo assim, foram capazes de produzir fotos incríveis e inesquecíveis.

Flores em preto e branco.

Portanto, não dê atenção a quem fica insistindo na bobagem de que você tem que comprar equipamento melhor.
Procure melhorar a sua técnica e trabalhar a sua criatividade.
As suas próximas imagens irão refletir este esforço.

Eu gosto de chuva… mas só tiro o equipamento de dentro de casa, quando ela acaba.
Para lugares aonde há outros riscos, além de molhar minha câmera, prefiro sempre levar a minha lente mais barata.

O que garante fotos bonitas é tudo o que está ao redor do conjunto câmera+lente.
É você, seu espírito criativo e o ambiente, com sua luz e a paisagem a ser registrada.

banco em frente ao bosque

A distância focal

Para simplificar, caso você seja iniciante na fotografia, a distância focal é o zoom da sua objetiva.
Neste post falamos de um zoom compreendido entre os valores 18 e 55.

Você pode usar uma distância focal baixa (18mm, por exemplo) para obter uma imagem mais ampla.
Com este valor, é possível incluir muito mais elementos da paisagem na sua foto, tanto horizontal como verticalmente.
Com um valor de zoom máximo (55mm), já dá para obter mais detalhes de uma de uma parte da paisagem.

Não fique contando com a possibilidade de “cortar a imagem” no computador, mais tarde.
Ajuste o zoom e a sua composição e tire logo a foto daquilo que você quer.
Uma imagem recortada e ampliada não tem, nem de longe, a mesma qualidade daquela que você destacou usando o zoom.

A distância focal pode ter um impacto no efeito bokeh, é bem verdade. Mas este assunto vai ter que ser tratado com mais profundidade em outro post, claro.

Camadas e profundidade

Na fotografia de paisagem, é útil entender as camadas e a profundidade.
Os dois elementos, combinados, podem ajudar a dar mais corpo à sua paisagem.
Experimente compor objetos próximos com a paisagem ao longe.
O “objeto próximo” pode ser uma árvore, uma flor, uma pessoa…
Você pode experimentar focalizar num e noutro alternadamente.

Vista do Brooklyn.

Posicionamento

Mude sua posição em relação à paisagem.
Suba em uma árvore (se ainda tiver idade para isso…). Tente uma abordagem sentada(o) ou deitado(a) no chão.
Caminhar 50 metros para o lado ou para frente/trás pode mudar totalmente a perspectiva e o resultado final.

Já falei da composição?

Procure se ater às regras básicas da composição.
É claro que as regras são para serem quebradas — mas isto só vale para quem as conhece bem e já domina a fotografia dentro delas.
Tenha em mente a regra dos terços, por exemplo.
Tire fotos um pouco mais amplas, para poder ter espaço para cortar e recompor mais tarde na tela do PC.

Repassando as dicas

  1. Tire muitas e apague muitas fotos.
    Quando chegar em casa, use a tela grande do seu computador para analisar cada uma das suas imagens.
    Fique apenas com as melhores e apague todo o restante.
    Se você está usando a resolução máxima da sua câmera ou registrando em RAW, pode acabar com o disco abarrotado de arquivos em pouco tempo.
    Por isso, é importante apagar tudo o que ficou duplicado ou não ficou bom.
  2. Tire fotos com um ângulo mais aberto e distância focal mínima e também com o zoom máximo, da mesma paisagem.
    Mais tarde, você pode escolher qual ficou melhor.
  3. Use o zoom da lente para destacar uma parte da paisagem, que você julgou interessante.
    Ao deixar para recortar depois, no PC, haverá perda significativa da qualidade.
  4. Procure compor a foto da paisagem com um objeto próximo. Isto ajuda a dar uma dimensão e, até mesmo, dramaticidade à sua foto.
  5. Use seus pés. Caminhe e experimente tirar fotos da mesma paisagem, só que de lugares e ângulos diferentes.
  6. Se você é iniciante, siga as regras de composição e se esforce para dominá-las, antes de cogitar quebrá-las.

Você tem mais dicas para fotografar com uma 18-55mm?! Compartilhe com a gente, nos comentários.

Uma imagem vale mil palavras…

Para finalizar, segue uma seleção de imagens, no Flickr de comunidades que fotografam com a 18-55mm.
Você vai encontrar vários grupos dedicados às lentes 18-55mm, na rede social.
Alguns destes grupos são voltados especificamente a determinadas marcas, que produzem estas lentes.
Veja a relação geral: https://www.flickr.com/search/groups/?text=18-55mm.
Uma das mais numerosas, dos usuários Canon, conta com mais de 120 mil inscrições: https://www.flickr.com/search/?group_id=556573%40N24&view_all=1&text=landscape.

Ainda não tem uma câmera?
Veja aonde comprar a sua.
Nikon com lente 18-55mm: https://amzn.to/2uL7mjD.
Canon com lente 18-55mm: https://amzn.to/2uRpKYd.
Fujifilm com lente 18-55mm: https://amzn.to/2Iyg2vR.

Se quiser adquirir apenas a lente:
Objetiva Nikkor 18-55mm: https://amzn.to/2GE6mDu
Objetiva Canon EF-S 18-55mm: https://amzn.to/2JmEpOj.
Objetiva Fujifilm 18-55mm: https://amzn.to/2GDateW.