Altere e personalize o som de alerta padrão do GNOME

Estes dias, eu desativei os sons de alerta do meu laptop de trabalho — o que eu tenho que levar para todo lugar aonde vou.
Na vida real, sou tímido e detesto chamar a atenção.
como encontrar os ajustes de som no GNOME
Além disto, não gostei de nenhuma das opções de alerta disponíveis na instalação padrão do GNOME 3 — que são quatro.
opções de ajuste de som.
Estes sons são tocados quando cometemos pequenos erros ou quando o GNOME quer nos dar um aviso:

  • A tecla CAPS LOCK foi pressionada;
  • Você chegou a uma das extremidades de uma lista;
  • O cursor já se encontra no início da linha de comando ou no final dela;
  • etc.

Você pode apenas reduzir a altura, na barra de volume do alerta ou desativá-lo no botão à direita da barra.

Como personalizar o som do alerta do GNOME

Se quiser acrescentar o seu próprio “barulhinho”, siga o procedimento descrito a seguir.
Os sons de alerta padrão ficam armazenados no diretório /usr/share/sounds/gnome/default/alerts/:


ls -l /usr/share/sounds/gnome/default/alerts/

total 76
-rw-r--r-- 1 root root 13322 mai 30 17:29 bark.ogg
-rw-r--r-- 1 root root  8495 mai 30 17:29 drip.ogg
-rw-r--r-- 1 root root 18999 mai 30 17:29 glass.ogg
-rw-r--r-- 1 root root 20011 mai 30 17:29 sonar.ogg

Você pode deixar o seu arquivo de áudio personalizado em qualquer lugar, contudo. Pode ficar no /home, por exemplo.
Só não esqueça de adequar os exemplos, ali embaixo, à sua realidade.
O importante, é que o áudio esteja no formato OGG (preferencialmente), MP3 ou WAV.
Depois de escolher o seu áudio de alerta, informe ao GNOME aonde ele se encontra e como quer que ele seja exibido na lista do painel de controle.
Para isso, abra e edite o arquivo:
/usr/share/gnome-control-center/sounds/gnome-sounds-default.xml


sudo gedit /usr/share/gnome-control-center/sounds/gnome-sounds-default.xml 

Observe que os atuais arquivos já estão descritos em 4 blocos, entre as tags “<sounds>” (no plural).
Acrescente o seu próprio bloco, de acordo com o exemplo abaixo, antes da última tag sounds:


  <sound deleted="false">
    <name>Discreeete</name>
    <name xml:lang="pt">Discreeto</name>
    <name xml:lang="pt_BR">Discreeto</name>
    <filename>/usr/share/sounds/gnome/default/alerts/discreeete.ogg</filename>
  </sound>


Entenda o significado de cada linha, acima:

  1. sound deleted — informa se o item deve ser exibido ou não. Se mudar o valor padrão de false para true, ele não será exibido, tal como se tivesse sido apagado.
  2. name xml:lang — informa qual o nome do item a ser exibido para um determinado idioma. Se você usa o GNOME configurado para português europeu, o valor correto é “pt”. Se você usa o brasileiro, deixe “pt_BR”.
    Se houver usuários do seu sistema que usam outros idiomas, tenha o cuidado de incluí-los ai.
  3. filename — aqui você deve informar o caminho exato do arquivo de áudio.

Volte a abrir o painel de ajuste de som e selecione o seu novo item, na lista.
ajuste de som gnome personalizado

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Veja como fazer conversão sob demanda de arquivos de áudio FLAC e OGG para MP3.

Mesmo gostando de ouvir suas músicas com a máxima qualidade possível, às vezes é preciso fazer concessões à compatibilidade.
O fato é que muitos players de áudio não suportam uma grande variedade de padrões, além do velho MP3.
Já falei antes sobre a superioridade do FLAC em relação ao MP3, mas o segundo ainda é o mais suportado.
Em casa, fiz o backup de todos os meus CDs em FLAC, mas o som padrão do carro não suporta nada além de MP3, WMA ou WAV — todos proprietários.

Isto quer dizer que, ou ouço os FLAC do celular via Bluetooth ou os converto para um dos 3 formatos suportados para reproduzir a partir de um pendrive ou CD.
É chato… mas é o jeito.

Há inúmeras ferramentas para fazer este tipo de conversão — aplicativos GUI (ambiente gráfico) ou CLI (linha de comando), web apps etc.
Já mostrei como fazer o trabalho, com o ffmpeg ou o lame.
Neste post vou abordar o uso de uma ferramenta CLI — pensando nas pessoas que têm um número imenso de arquivos para converter.
Com este método, vamos consumir menos memória e realizar o trabalho bem mais rápido.
Depois que você der o comando de ativação do mp3fs, todo o restante do procedimento pode ser feito com suas ferramentas GUI (gerenciador de arquivos, player de áudio etc).
Se você estiver interessado em ripar CDs, leia meus artigos específicos sobre ripagem.

O que o mp3fs faz e por que você deveria usá-lo

O mp3fs é uma ferramenta que monta um sistema de arquivos virtual e transcodifica arquivos FLAC para MP3, on the fly.

Em outras palavras, o mp3fs permite montar um diretório virtual, com todos os seus arquivos de áudio prontamente renomeados com a extensão .mp3.
A partir daí, basta começar a tocar ou copiar para outro lugar
À medida em que os arquivos são acessados, o mp3fs faz a conversão.
Parece fácil, não é?
E é!

A ferramenta cria um sistema de arquivos FUSE, protegido contra alterações, que transcodifica arquivos de áudio no momento em que são abertos ou lidos.
Ela permite usar sua coleção de músicas FLAC — mesmo que seu hardware/software não tenha suporte a este formato.

Se você quiser transferir os MP3 para um pendrive, pode fazer isto como se fossem arquivos normais — o sistema se encarrega de convertê-los durante a transferência.
Outra vantagem da conversão “sob demanda” é que este método não te obriga a ter mais espaço em disco.


Se, por outro lado, você optasse por converter seus arquivos FLAC para MP3, teria que reservar um enorme espaço adicional para abrigar os arquivos duplicados, resultantes das conversões.
Em outras palavras, para cada arquivo.flac, seria criado outro arquivo.mp3 — imagine o espaço extra que você teria que ter para converter milhares de arquivos!

O mp3fs permite selecionar e copiar todos arquivos FLAC da origem e colar direto na pasta de destino. Eles serão individualmente convertidos para MP3 durante a transmissão.

Como instalar o mp3fs

Nas distribuições Linux que usam o gerenciador de pacotes APT (Debian, Ubuntu, Mint etc.), é possível encontrar o pacote de instalação nos repositórios oficiais.
Neste caso, use o APT:


sudo apt install mp3fs

Pra constar, instalei e usei com sucesso o mp3fs no Debian 9 “Stretch” e no KDE NEON (baseado no Ubuntu 16.04 LTS “Xenial Xerus”).

Como usar o mp3fs

A sintaxe do comando é bem simples.
Todas as minhas músicas, FLAC, OGG ou MP3, estão dentro do diretório “/home/justincase/music”.
Para facilitar, criei mais um diretório com o seguinte nome/caminho: “/mnt/music/mp3”
No exemplo, abaixo, vou montar o meu segundo diretório, com o mp3fs:


sudo mp3fs -b 192 /home/justincase/music/ /mnt/music/mp3 -o allow_other,ro

Se tudo der certo, já será possível visualizar os seus arquivos em /mnt/music/mp3 — todos já renomeados para mp3:


ls /mnt/music/mp3/

Experimente tocar um deles!
tribo de jah mp3 files
Na imagem, acima, todos os meus arquivos .flac estão com a extensão .mp3.

Referências

https://github.com/khenriks/mp3fs/blob/master/mp3fs.1.txt

Como converter arquivos FLAC para MP3

Neste texto, vou abordar alguns métodos bem eficientes e flexíveis para converter rapidamente uma grande quantidade de arquivos de áudio FLAC em MP3.
A grande maioria dos meus arquivos de música estão no formato flac — aqui tem o motivo.
Às vezes, contudo, é preciso sacrificar a qualidade superior pela compatibilidade — equipamentos de som mais antigos, podem reproduzir mp3, mas não flac.
A maioria dos fabricantes de automóveis, infelizmente, ainda não disponibiliza equipamento de som atualizado.


Não esqueça de dar uma olhada nesta outra solução de conversão de arquivos FLAC/MP3 on the fly.
A quem precisa colocar uma quantidade maior de arquivos de música, em um pendrive pequeno ou outra mídia de baixa capacidade de armazenamento, fazer o downgrade tecnológico também parece válido.
No Linux, há vários aplicativos GUI (interface gráfica) para realizar a tarefa.
Mas a CLI (linha de comando) permite aplicar uma solução universal — e, por isso, vamos usar este método para abordar o problema.

Pré-requisitos de sistema

Eventualmente, você pode precisar de alguns aplicativos ou bibliotecas para poder levar a cabo a tarefa.
Se o sistema, pedir, instale os seguintes pacotes:


sudo apt lame ffmpeg libavcodec-extra-53

Como converter arquivos flac para mp3

Entre no diretório em que os arquivos flac se encontram.
Este método faz uso do comando find, para encontrar os arquivos do tipo desejado e executa o decodificador ffmpeg para cada um deles.
Veja como:


find -name "*.flac" -exec ffmpeg -i {} -acodec libmp3lame -ab 128k {}.mp3 \;

Isso é tudo!
Entre as alterações que você pode querer fazer, aumentar o bitrate é fácil:
Basta substituir o valor 128 em libmp3lame -ab 128k por outro valor.
Tenha em mente que este número afeta diretamente o tamanho final de cada arquivo convertido.
Outra coisa, esta abordagem mantém a string ‘.flac’, nos nomes dos arquivos, e acrescenta ‘.mp3’ ao final.
O nome do arquivo vai ficar assim:
07 Muito Grande.flac.mp3
Se isso te incomoda, renomeie os arquivos com o seguinte comando:


rename 's/\.flac//' *.mp3

Como converter de flac para mp3 com o lame

Se você preferir, o aplicativo lame pode ser usado, em substituição ao ffmpeg:
Veja como:


find . -name '*.flac' -exec sh -c 'flac -cd "{}" | lame - "{}".mp3' \;

Alternativamente, você fazer o trabalho dentro de um for-loop:


for f in *.flac; do flac -cd "${f}" | lame - "${f}.mp3"; done;

Para ajustar o bitrate, para obter uma relação qualidade/tamanho, use a opção ‘-b’, do lame:
lame -b 320 - "${f}.mp3".

Referências

http://lewisdiamond.blogspot.com.br/2012/01/converting-flac-to-mp3.html.

Conheça o CMUS, um player de áudio bonito para a linha de comando do Linux.

O Linux tem vários players de áudio, com uma grande variedade de recursos visuais.
Alguns são bastante leves e outros, um pouco mais pesados.
É justamente na relação entre funcionalidade e consumo de recursos do sistema que residem algumas das principais reclamações de usuários.
Sabemos que decodificar arquivos de áudio comprimidos, como é o caso de formatos como MP3 e OGG, é uma tarefa voraz em recursos de processamento (principalmente em hardware antigo).

O termo audio CODEC, frequentemente se refere à tarefa do processador de comprimir e descomprimir dados de áudio.
A tarefa é executada por quase todos os aplicativos de multimídia e consiste de algoritmos de computação intensiva, para processar sinais de áudio.
Processadores atuais são capazes de fazer o processamento em paralelo de sinais digitais de áudio, o que evita sobrecarregar o sistema.

Neste texto, vamos abordar um player de audio para a CLI (Command Line Interface) ou Interface de Linha de Comando — o CMUS.
Esta categoria de players pode ser usada por quem tem hardware muito limitado ou gosta de ouvir música, enquanto faz suas atividades no computador, mas prefere que seus recursos de hardware sejam usados, predominantemente, pelos seus programas de trabalho.
linux cmus player

O CMUS player

O cmus tem uma interface visualmente agradável e, depois que se aprende a usá-lo, ele é bem intuitivo.
Contudo, é bom dizer que existe uma “curva de aprendizagem” a ser percorrida, que pode ser um pouco acentuada para alguns usuários.
O cmus organiza seus arquivos de áudio, ou pelos títulos das músicas, ou pelos dos álbuns.
É possível carregar suas playlists e usar a função de busca, presente no programa.
A gente acessa o programa através de diferente formatos de layout.
Quem já é usuário do vi, o editor de textos, vai se sentir em casa — uma vez que são usados atalhos de teclados e comandos inspirados nele.
Por exemplo, é possível adicionar as músicas contidas na sua pasta ~/Música com o comando :add ~/Música — ele carregará a pasta toda de arquivos (recursivamente) e você pode percorrer os itens com as teclas ‘j’ e ‘k’ ou com as setas direcionai. Fica à sua escolha.

Os layouts do cmus

O player pode usar um entre sete layouts ou modos de exibição disponíveis.
Para fazer a seleção de modo, pressione uma das teclas entre 1 e 7.
Conheça cada um deles:

  1. Library view ou modo de visualização de biblioteca — no qual as trilhas são organizadas por árvore de artista/álbum.
    A organização por artista é feita alfabeticamente.
    Quando a organização se dá por álbum, ela é ordenada por ano.
  2. Sorted library view, exibe o mesmo conteúdo que o modo anterior, mas como lista simples, organizada de acordo com os critérios do usuário.
  3. Playlist view exibe lista de músicas editável, com ordenação opcional.
  4. Play Queue view exibe a fila de trilhas de áudio a ser tocada, na sequencia.
  5. Directory browser neste modo de visualização, as músicas podem ser adicionadas ou para a biblioteca, ou para uma playlist ou para a fila.
  6. Filters view, lista os filtros definidos pelo usuário.
  7. Settings view lista atalhos de teclado (keybindings), comandos diversos e opções do aplicativo.
    Você pode remover bindings com ‘D’ ou ‘Del’.
    Pode alterar atalhos de teclado e variáveis com a tecla ‘Enter’ e ‘Espaço’.
    Use esta tela, sempre que tiver esquecido algum comando e queira saber como fazer alguma coisa.

Comandos do cmus player

Tudo, no cmus, é implementado como comandos que podem ser fornecidos na linha de comando do próprio aplicativo, logo abaixo da barra de status.
Para acessar esta seção e começar a digitar, tecle ‘:’. Ao terminar, tecle ‘Enter”, para executar.
Os comandos também podem ser atribuídos a teclas — de forma que você mesmo pode criar suas próprias teclas de atalho.
Veja algumas teclas ou atalhos úteis, que podem ser usados na linha de comando do cmus:

  • ‘Esc’ ou a combinação ‘Ctrl C’ — cancela um comando em digitação
  • :quit ou :q — encerra o player e volta para a linha de comando do sistema
  • ‘TAB’ — tal como no Bash, pode ser usado para completar automaticamente os seus comandos e poupar digitação
  • :clear — limpa a visualização atual — o que inclui a exibição da biblioteca, a playlist e a fila de arquivos de áudio esperando para tocar

Mas para frente, vamos abordar mais alguns comandos para o cmus.

Como buscar e encontrar suas músicas, com o cmus

Use a linha de comando para fazer buscas no cmus e encontrar álbuns, artistas ou nomes de músicas.
Para iniciar uma busca, tecle ‘/’, seguido da string que você deseja pesquisar e tecle Enter.
Veja um exemplo:

/tribo de jah

Depois de dar ‘Enter’, é possível navegar pela músicas usando ‘n’ para a próxima (next) ou ‘N’ para a ocorrência anterior.
Você pode usar ‘?’ para inverter a ordem da busca.
Funciona tal como no comando man (do manual do sistema).
Nos layouts 1 a 4, as palavras da sua busca são comparadas aos nomes dos artistas (ou bandas), aos nomes dos álbuns e aos títulos das tags.
Nos modos de visualização 2 a 4, tecle //palavras-da-pesquisa ou ??palavras-da-pesquisa para pesquisar apenas artistas e álbuns – ou títulos, nos layouts 2 a 4.
Veja alguns exemplos de comandos:
Altere o plugin de saída de áudio:

:set output_plugin=oss

Para iniciar a lista de música, basta pressionar a tecla ‘x’ ou usar o comando:

:player-play

Se você estiver dentro de um dos modos library, playlist ou play queue, use este comando para limpar a lista:

:clear

Como você deve ter percebido, o player é complexo (no sentido de ter várias opções de operação e ajuste).
Você pode levar algum tempo para dominar o seu uso.
Na minha opinião, o tempo dispendido para conhecer os recursos deste aplicativo valem a pena.
Não deixe de conhecer, também o player mpg123 — também é para CLI e permite alguns recursos avançados, como equalização de áudio.

Use o Jack para ripar e fazer backup dos seus CDs de música

Cada vez menos usamos CDs de música. Arquivos de áudio digital em pendrives ou cartões de memória, permitem levar uma quantidade maior de músicas para ouvir, praticamente, a qualquer lugar.
Legalmente, você não é obrigado a comprar de novo suas músicas em mp3. Tem o direito de copiar mídias, adquiridas por meios legais, para dentro de arquivos, que você possa usar em outros lugares — o que inclui o sistema de som do carro (que, cada vez menos, têm entrada para CD).
O Jack é um programa para transformar CDs de áudio em arquivos MP3 — ou FLAC, OGG, WAV etc.
Se você pretende ouvir seus arquivos de áudio em smartphones Android, saiba que a maioria dos players desta plataforma suportam os formatos FLAC (com melhor qualidade) e OGG (com melhor compressão).
Recomendo usar o FLAC. Se você precisa de argumentos para isto, leia este artigo.
O Jack, como muitos outros programas nesta categoria, vasculha os bancos de dados online do CDDB (Compact Disc DataBase), para obter informações sobre o CD que você introduziu no drive.
A partir das informações obtidas no CDDB, ele automaticamente nomeia os arquivos e acrescenta as tags correspondentes.
Jack, the ripper.
Em outro artigo, falei do aplicativo Ripit — que também faz o mesmo trabalho.
O Ripit pode ser mais versátil, sob certos aspectos. Além disto, permite converter as faixas de um CD em uma grande gama de formatos de arquivos, quase simultaneamente.
Talvez seja mais recomendado usar o Ripit, se a quantidade de mídias a converter for maior do que 10 e se você tiver a intenção de obter seus arquivos de música em mais de um formato digital de reprodução.
Se quiser ler mais sobre o Ripit, clique aqui.
A interface do Jack, contudo é mais bonita e permite uma visualização mais organizada das atividades de conversão — mesmo sendo uma interface em modo texto.

Como instalar o Jack

Se você usa uma distribuição Linux baseada no Debian, como o Ubuntu, Linux Mint etc. deve estar familiarizado com os frontends de gestão de pacotes apt, aptitude e apt-get. No meu exemplo, a seguir, vou usar o apt:

sudo apt install jack

Como usar o Jack

Jack, the ripper — how to rip my audio CDs
O Jack é leve e rápido para fazer seu trabalho. Não pesa no sistema e, mesmo rodando sobre um hardware bem modesto, você pode ir fazer outras coisas enquanto o Jack ripa seus CDs de música.
Para rodar o programa, basta digitar jack na janela do terminal e pressionar Enter.
Os novos arquivos (sejam .mp3, .flac, .ogg etc.) ficarão armazenados no diretório atual.
Se estiver com pressa de colocá-los no seu pendrive, basta mudar o diretório atual para lá — de forma que eles já sejam criados aonde você os quer. O que te poupa o trabalho de copiá-los depois.
Dentro da janela de execução do Jack, é possível usar o teclado para interagir com o programa (mas não muito).
É na linha de comando que a “mágica” é decidida.
Veja um exemplo:

jack --quality 10 --query-now --bitrate 320 --encoder-name lame

Veja o significado de cada parâmetro:

  • --quality — escolha um valor de 0 a 10 para definir a qualidade da conversão.
    0 é a menor qualidade possível, que resulta em uma melhor compressão e em arquivos menores.
    Se você não tem problemas com escassez de espaço para armazenar seus arquivos de áudio, opte pela qualidade máxima (10).
  • --query-now — faz com que o aplicativo pergunte antes de iniciar sobre os dados do CD a ser ripado. Se esta opção for suprimida, o padrão é inquirir o usuário ao final do processo.
  • --bitrate — a taxa de bits de dados também influencia a qualidade do áudio final.
    Se você não quiser usar este parâmetro, o Jack irá usar o padrão 160 kbps ou DAB — Digital Audio Broadcasting, que tem ótima qualidade.
  • --encoder-name — informe aqui o codificador desejado:
    1. lame, para obter arquivos finais em mp3;
    2. flac, para obter arquivos finais em .flac;
    3. oggenc (padrão), para obter arquivos finais em .ogg;

    Os arquivos .wav já são sempre criados e apagados. Para evitar que sejam removidos, ao final da operação, acrescente a opção ‘–keep-wavs’ à linha de comando.

Jack, the files list
Além dos encoders, citados acima, é possível usar também oggenc (padrão), gogo, bladeenc, l3enc, mp3enc e xing.
Apenas certifique-se de que estejam instalados, para poder usar.