Como criar um sistema de arquivos ISO a partir de um diretório no Linux

Em um de meus scripts de backup, inclui uma linha de comando para criar um arquivo (ou sistema de arquivos) .ISO a partir de um diretório compactado em um arquivo .tar.gz
Você pode incluir vários diretórios e arquivos à sua livre escolha. Basta pegar um dos exemplos, abaixo, e editar para atender ás suas necessidades.

Um arquivo .ISO contém um sistema de arquivos completo e pronto para ser gravado em um CD ou DVD. Se preferir, você pode gravar vários destes arquivos em um flash drive (ou pendrive).
É possível usar ferramentas gráficas (GUI) para gravar em mídias óticas, claro. Mas, se deseja incluir o procedimento em um script, para ser executado automaticamente (ideal, em caso de backups), talvez seja melhor saber como se virar na linha de comando (CLI).

São basicamente 2 ferramentas a ser usadas, aqui:

  1. o genisoimage, para criar o sistema de arquivos .ISO e
  2. o growisofs, para gravar o arquivo em mídia.

O uso do mkisofs é superfácil. Basta informar o nome/caminho do diretório que você deseja incluir em uma .ISO:


genisoimage -o temporario.iso temp/

ls -la *.iso

-rw-r--r-- 1 justincase justincase 421M out 30 10:04 temporario.iso

O genisoimage vai criar um arquivo com o nome ‘temporario.iso’ com o conteúdo da pasta temp/.
Você também pode invocar o aplicativo Brasero, a partir da CLI, com o seguinte comando:


brasero --image-file temp/

O Brasero irá gerar um arquivo com nome automático (brasero.iso), caso ele não seja alterado na interface do programa, a partir da pasta temp/.

Como gravar uma imagem ISO em um DVD

Na CLI, você pode usar o utilitário growisofs para queimar um DVD a partir de uma imagem ISO pronta.
É necessário indicar adequadamente o endereço do drive o nome da imagem ISO:


growisofs -dvd-compat -Z /dev/dvdrw=temporario.iso 

WARNING: /dev/dvdrw already carries isofs!
About to execute 'builtin_dd if=temporario.iso of=/dev/dvdrw obs=32k seek=0'
/dev/dvdrw: "Current Write Speed" is 4.1x1352KBps.
   12353536/440578048 ( 2.8%) @2.5x, remaining 2:18 RBU 100.0% UBU   0.3%
   26214400/440578048 ( 6.0%) @3.0x, remaining 1:50 RBU 100.0% UBU  99.4%
   40108032/440578048 ( 9.1%) @3.0x, remaining 1:39 RBU 100.0% UBU  99.4%

...

builtin_dd: 215136*2KB out @ average 3.2x1352KBps
/dev/dvdrw: flushing cache
/dev/dvdrw: reloading tray

A mensagem, acima, “WARNING: /dev/dvdrw already carries isofs!“, é um aviso de que já há conteúdo dentro do DVD-RW.
Fique atento, o comando irá sobrescrever (eliminar) o conteúdo preexistente, sem pedir confirmação.
Com o Brasero, é possível usar uma linha de comando mais enxuta — embora o aplicativo tenha várias outras opções de uso, tal como o growisofs.
Se quiser, basta informar o nome do arquivo .ISO a ser gravado.
Se a mídia não estiver vazia (estou usando um DVD-RW nos meus exemplos), desta vez, você será avisado:


brasero --image=temporario.iso

gravar DVD com BRASERO no Linux

Para usar dentro de um script, cuja execução está projetada para ser automática e sem intervenção humana, esta solução pode ser muito ruim.
Neste caso, tente adicionar a opção ‘–immediately’:


brasero --immediately --image=temporario.iso

Rode a ajuda do Brasero, para descobrir mais opções:


brasero --help-all | more

Grave seus DVD’s mais rápido no Ubuntu

Esta dica é para quem usa o Brasero, um dos aplicativos para gravação de DVDs do Ubuntu.
Se você já se perguntou por que o Brasero é um pouco lento para gravar os arquivos, a resposta é que ele é pré-configurado para realizar algumas tarefas que outros aplicativos gravadores de CD/DVD não realizam — Estou falando da criação e gravação da imagem checksum, que é feita durante o processo de gravação da mídia.
O checksum da imagem da mídia é criado para verificar e certificar que todos os dados transferidos e gravados sejam rigorosamente idênticos aos originais.
É formado por um número, resultado de um cálculo envolvendo os dados que serão gravados na imagem de disco (.ISO). Dados diferentes vão gerar resultados diferentes, chamados md5.
Assim, o checksum dos dados originais deve ter o mesmo número md5 que aquele tirado dos dados gravados na mídia ou na imagem .ISO — o que evidencia que ambos são iguais e que os dados foram transferidos/gravados corretamente, portanto.
Contudo, esta verificação, diante da precisão dos atuais gravadores, geralmente não é necessária.
Portanto, é seguro desabilitar esta função do programa, para ganhar uma redução do tempo de gravação, que pode chegar a 60%, para a maioria das suas tarefas de gravação de DVDs.
Se você quiser, pode habilitar o recurso quando estiver para gravar backups de arquivos mais importantes. Neste caso, é justo querer se certificar de que poderá contar com suas cópias de segurança, quando você mais precisar delas.

Como desabilitar a verificação do checksum no Brasero

Brasero edit plugins
Abra o menu Editar e selecione Plug-ins.
Em seguida, desabilite os plug-ins Arquivo de checksum e Checksum da imagem.
O primeiro é responsável pela criação do checksum e o segundo pela verificação.
Feito a desativação deles, clique em Fechar e experimente gravar seu próximo disco.

Use o Jack para ripar e fazer backup dos seus CDs de música

Cada vez menos usamos CDs de música. Arquivos de áudio digital em pendrives ou cartões de memória, permitem levar uma quantidade maior de músicas para ouvir, praticamente, a qualquer lugar.
Legalmente, você não é obrigado a comprar de novo suas músicas em mp3. Tem o direito de copiar mídias, adquiridas por meios legais, para dentro de arquivos, que você possa usar em outros lugares — o que inclui o sistema de som do carro (que, cada vez menos, têm entrada para CD).
O Jack é um programa para transformar CDs de áudio em arquivos MP3 — ou FLAC, OGG, WAV etc.
Se você pretende ouvir seus arquivos de áudio em smartphones Android, saiba que a maioria dos players desta plataforma suportam os formatos FLAC (com melhor qualidade) e OGG (com melhor compressão).
Recomendo usar o FLAC. Se você precisa de argumentos para isto, leia este artigo.
O Jack, como muitos outros programas nesta categoria, vasculha os bancos de dados online do CDDB (Compact Disc DataBase), para obter informações sobre o CD que você introduziu no drive.
A partir das informações obtidas no CDDB, ele automaticamente nomeia os arquivos e acrescenta as tags correspondentes.
Jack, the ripper.
Em outro artigo, falei do aplicativo Ripit — que também faz o mesmo trabalho.
O Ripit pode ser mais versátil, sob certos aspectos. Além disto, permite converter as faixas de um CD em uma grande gama de formatos de arquivos, quase simultaneamente.
Talvez seja mais recomendado usar o Ripit, se a quantidade de mídias a converter for maior do que 10 e se você tiver a intenção de obter seus arquivos de música em mais de um formato digital de reprodução.
Se quiser ler mais sobre o Ripit, clique aqui.
A interface do Jack, contudo é mais bonita e permite uma visualização mais organizada das atividades de conversão — mesmo sendo uma interface em modo texto.

Como instalar o Jack

Se você usa uma distribuição Linux baseada no Debian, como o Ubuntu, Linux Mint etc. deve estar familiarizado com os frontends de gestão de pacotes apt, aptitude e apt-get. No meu exemplo, a seguir, vou usar o apt:

sudo apt install jack

Como usar o Jack

Jack, the ripper — how to rip my audio CDs
O Jack é leve e rápido para fazer seu trabalho. Não pesa no sistema e, mesmo rodando sobre um hardware bem modesto, você pode ir fazer outras coisas enquanto o Jack ripa seus CDs de música.
Para rodar o programa, basta digitar jack na janela do terminal e pressionar Enter.
Os novos arquivos (sejam .mp3, .flac, .ogg etc.) ficarão armazenados no diretório atual.
Se estiver com pressa de colocá-los no seu pendrive, basta mudar o diretório atual para lá — de forma que eles já sejam criados aonde você os quer. O que te poupa o trabalho de copiá-los depois.
Dentro da janela de execução do Jack, é possível usar o teclado para interagir com o programa (mas não muito).
É na linha de comando que a “mágica” é decidida.
Veja um exemplo:

jack --quality 10 --query-now --bitrate 320 --encoder-name lame

Veja o significado de cada parâmetro:

  • --quality — escolha um valor de 0 a 10 para definir a qualidade da conversão.
    0 é a menor qualidade possível, que resulta em uma melhor compressão e em arquivos menores.
    Se você não tem problemas com escassez de espaço para armazenar seus arquivos de áudio, opte pela qualidade máxima (10).
  • --query-now — faz com que o aplicativo pergunte antes de iniciar sobre os dados do CD a ser ripado. Se esta opção for suprimida, o padrão é inquirir o usuário ao final do processo.
  • --bitrate — a taxa de bits de dados também influencia a qualidade do áudio final.
    Se você não quiser usar este parâmetro, o Jack irá usar o padrão 160 kbps ou DAB — Digital Audio Broadcasting, que tem ótima qualidade.
  • --encoder-name — informe aqui o codificador desejado:
    1. lame, para obter arquivos finais em mp3;
    2. flac, para obter arquivos finais em .flac;
    3. oggenc (padrão), para obter arquivos finais em .ogg;

    Os arquivos .wav já são sempre criados e apagados. Para evitar que sejam removidos, ao final da operação, acrescente a opção ‘–keep-wavs’ à linha de comando.

Jack, the files list
Além dos encoders, citados acima, é possível usar também oggenc (padrão), gogo, bladeenc, l3enc, mp3enc e xing.
Apenas certifique-se de que estejam instalados, para poder usar.

Como gravar Blu-Ray no Ubuntu GNU/Linux

Até a versão 13.04, do Ubuntu o pacote de aplicativos que costumava vir no cdrecord foi substituído pelo wodim. Há uma polêmica em torno disto e eu não vou entrar no mérito (por pura incapacidade de determinar quem está certo ou errado). O fato é que, se você deseja gravar blu-ray no Linux, você precisa ter o cdrecord — e sua instalação implica na remoção do wodim.

blu-ray logo
blu-ray logo
Para evitar qualquer frustração posterior, devo avisar que vamos tratar exclusivamente deste processo de substituição, aqui, neste artigo.

Aviso

Eu sei que é muito chato dizer isto, mas… se o seu sistema ficar inoperante depois de você aplicar o que aprendeu aqui, a culpa não é minha. Ok? 😉

Como adicionar a PPA do cdrecord

Já sabemos que o cdrecord não faz parte do repositório oficial do Ubuntu 13.04. Portanto, será necessário indicar um PPA onde ele poderá ser baixado para o seu sistema. É fácil fazer isto dentro de um terminal (Ctrl + Alt + T):

sudo add-apt-repository ppa:brandonsnider/cdrtools

Feito isto, atualize a lista de pacotes com o seguinte comando:

sudo apt-get update

Em seguida, instale o cdrecord:

sudo apt-get install cdrecord

Note que o sistema irá avisar sobre a remoção do wodim.

Captura de tela - instalação do cdrecord
Captura de tela – instalação do cdrecord

Daqui pra frente

Uma vez concluído o processo, você terá o cdrecord instalado em seu sistema, em substituição ao wodim.
Antes de começar a gravar os seus CDs, DVDs ou Blu-Rays, pode ser necessário indicar no seu programa de gravação os novos comandos.

Daqui pra trás…

Se você quiser desfazer o processo, execute os seguintes passos que seguem:
Primeiro remova o cdtools.

sudo apt-get remove cdtools cdrecord

Remova a entrada que adicionamos mais cedo ao /etc/apt/sources.list.

sudo add-apt-repository --remove ppa:brandonsnider/cdrtools

Atualize o seu sistema e, em seguida, reinstale o cdrkit

sudo apt-get update
sudo apt-get install cdrkit wodim

Isto deve ser o suficente.

Como ripar seus CDs de áudio no Linux

O RipIT é um aplicativo para ripar CDs de áudio. Ele permite fazer cópias de segurança, preservando a qualidade original do som.
A ferramenta é simples e flexível o suficiente para gerar vários padrões de arquivos simultaneamente, prontos para serem levados ao smartphone, para o cartão SD, para o pendrive do carro etc.
É uma ferramenta em modo texto, de linha de comando, para ser executada num terminal.
É, também, muito fácil de ser usada.
Basicamente, tudo pode se resumir a digitar o comando e dar enter para todas as perguntas (usualmente duas) que ele fizer e ir fazer outra coisa enquanto ele trabalha.
Mas eu não viria até aqui só para escrever isto, não é?
A instalação é fácil, pois o aplicativo está disponível nos repositórios oficiais de todas as grandes distribuições GNU/Linux.
Se você usa o Ubuntu, pode instalar clicando no botão abaixo:

Instalar Ripit

Tal como muitas ferramentas que podem ser executadas na linha de comando, o ripit é extremamente flexível e oferece um grande poder ao usuário na sua configuração.
O seu arquivo de configuração fica em ~/.ripit/config e é auto explicativo e simples (pra quem sabe inglês). Se você domina o idioma, divirta-se e tenha juízo!
Se você ainda está aqui é por que deseja que eu facilite um pouco mais as coisas pra você. Vamos a isso!
A lista de comandos que costumo usar é a seguinte:

ripit --coder lame --bitrate 320 --lowercase --underscore --verbose 5 --comment "meu backup pessoal" --eject --save

Estas opções têm o seguinte significado:

  • --coder lame: pede para usar um determinado codificador. Este aí, gera os arquivos mp3. Se você preferir um formato livre/aberto, pode usar oggenc no lugar de lame. Eu costumo usar mais o oggenc.
  • --bitrate 320: define a “qualidade” dos arquivos. O valor 320 é exagerado para a maioria dos casos e vai contribuir para os arquivos de saída se tornarem muito grandes. Contudo, como não temos a intenção de fazer upload deles, mas guardá-los, pode ser interessante usar este valor. Caso queira compartilhar os seus arquivos, use um valor mais baixo. Um bitrate de 128 kbps é ótimo.
  • --lowercase e --underscore: fazem com que os_asrquivos_de_saída_tenham_os_seus_nomes_escritos_em_minúsculas e com_palavras_separadas_por_sublinhas.
  • -verbose 5: liga o modo “tagarela” do ripit no máximo. Ele vai informá-lo de tudo que estiver fazendo. O nível padrão é 3. Se você não quer saber de nada ou não entende inglês, pode desligá-lo, usando o nível 0.
  • --comment “meu comentario”: entre aspas, sinta-se à vontade pra dizer alguma coisa sobre os arquivos.
  • --eject: ao final de todo o processo, ejeta o seu CD.
  • --save: grava todas estas configurações no arquivo ~/.ripit/config. Assim, na próxima vez em que você executar o ripit, só precisará citar o seu nome. Ele vai buscar o restante das configurações no arquivo.

Desta forma, você pode brincar um pouco com as opções do ripit e gravar no arquivo de configuração as suas opções preferidas. Depois de ter gravado as suas preferências no arquivo de configurações, você só precisará usar o comando desacompanhado de qualquer parâmetro.

Outras opções interessantes de uso do ripit

Os aparelhos móveis atuais já têm uma quantidade de memória suficiente para não nos obrigar a ouvir músicas gravadas com baixa qualidade.
O padrão de compressão MP3 surgiu em um momento em que os arquivos de áudio tinham que ser minúsculos — para que se pudesse ter um pouco mais de uma centena de músicas dentro de um CD de 650 MB.
Esta limitação não existe mais.
A maioria dos sons automotivos pode reproduzir CD-RW de 700 MB e “pendrives” com capacidades superiores a 64 GB.
Além disto, é possível conectar o seu reprodutor pessoal de mídias ou smartphone a quase todos os tipos de sistemas de som via entrada auxiliar ou bluetooth.
Estas possibilidades reduzem a obrigação de comprimir excessivamente os arquivos de música — o que implica diretamente na perda da qualidade sonora.
Se você tem bastante espaço disponível, então não precisa, de forma alguma, abrir mão da qualidade do som.
Você pode, até mesmo usar arquivos .FLAC — fiéis à qualidade original do áudio e podem ser reproduzidos em qualquer smartphone Android.
Veja a linha de comando abaixo:

ripit --coder 0,1,2 --quality 0,10,0 --bitrate 320 --protocol 5 --verbose 4 --disable-paranoia 2 --eject

Lista de músicas do álbum as 4 estações de Legiao Urbana
Recomendo usar o FLAC. Se você precisa de argumentos para isto, leia este artigo.
Seguem os motivos de ter escolhido estas opções:

  • --coder 0,1,2 — o aplicativo permite que eu especifique mais de uma codificação. Isto é ótimo!
    Assim, eu não preciso repetir o processo para obter os arquivos em .FLAC ou qualquer outro formato.
    Com estas opções, separadas por vírgulas, o ripit irá criar e gravar os arquivos em MP3 (0), OGG (1) e FLAC (3). O Google Music Player, padrão no Android, lê todos estes 3 formatos.
    Com um processador atual, o tempo de execução da tarefa não irá aumentar mais do que alguns minutos, ou seja, 20 – 30% a mais.
  • --quality — novamente, separei as opções de cada formato de arquivo por vírgulas. Aqui, ficou definida a máxima qualidade (e mínima compressão), respectivamente, para os formatos MP3, OGG e FLAC.
    Neste caso, os arquivos FLAC irão para o meu backup pessoal, em Blu-Ray, em função da qualidade superior — a partir deles, poderei criar arquivos em MP3 ou OGG a qualquer momento.
  • --protocol 5 — A variável protocol level ativa o suporte às fontes UTF-8. O valor padrão desta variável é 6.
    Se você estiver tendo problemas com a acentuação nos nomes das músicas ripadas de um álbum nacional, use o valor 5 (como no meu exemplo).
  • --disable-paranoia 2 — este parâmetro desabilita o recurso paranoia em caso de erro na leitura de uma trilha. O programa, então, irá repetir a leitura sem o paranoia, retomando-o na próxima trilha.