Como atualizar Debian e Ubuntu com o comando apt

O comando apt, vem sendo introduzido como padrão no Debian e no Ubuntu nos últimos anos.
Embora você possa realizar todos estes procedimentos com os tradicionais apt-get ou aptitude, não vai fazer mal investir algum tempo em aprender a usar o apt.
Se quiser se aprofundar um pouco mais no assunto, sugiro que leia 10 exemplos de uso do comando apt.
Debian & Ubuntu badges together

A importância de manter o sistema atualizado

Em outro post, mostramos o quanto é importante manter seu sistema em dia.
Além disto, verificar se os repositórios estão sincronizados e o sistema atualizado é uma tarefa simples e recomendada antes de começar algum procedimento de instalação de softwares novos no seu sistema. Desta forma, se garante que novos programas cheguem e encontrem um ambiente sempre fresco.
O sistema irá avisar, automaticamente, quando houver atualizações. Mas, se você perder alguma e não quiser esperar pelo próximo aviso, pode abrir um terminal e executar o apt por conta própria.

Como atualizar o sistema com o comando apt

Este post foi escrito e testado em máquinas rodando o Debian 9 Stretch (Testing) e Ubuntu 16.04 LTS Xenial Xerus. O procedimento, para os dois casos é exatamente o mesmo.
Se você usa versões anteriores destes sistemas operacionais, leia o artigo Como atualizar o Ubuntu manualmente.
Abra o terminal e rode estes 3 comandos:

# para atualizar os repositórios
sudo apt update

# opcionalmente, se quiser ver o que será atualizado (pressione 'q' para sair da lista):
sudo apt list --upgradable | less

# por fim, para aplicar as atualizações necessárias (se houver):
sudo apt full-upgrade

Se preferir, é possível rodar tudo na mesma linha de comando, também:

sudo apt update; sudo apt full-upgrade

Você pode minimizar o terminal, enquanto o sistema baixa e atualiza os pacotes.

Qual a diferença entre apt upgrade e full-upgrade

O manual do apt vai mostrar dois métodos para realizar a atualização: através do ‘upgrade’ ou do ‘full-upgrade’.
No exemplo acima, escolhi usar o segundo — e “na vida real” é o que costumo usar sempre.
Segue as funções de cada um, de acordo com a documentação oficial:

  • upgrade — é usado para baixar e instalar atualizações disponíveis de todos os pacotes de softwares presentes no sistema — a partir das fontes, conforme a configuração contida em sources.list.
    Se houver novos pacotes disponíveis – e se forem necessários – estes serão instalados para satisfazer dependências.
    Contudo, pacotes de softwares existentes não são removidos do sistema.
    Ainda que uma atualização requeira a remoção de um pacote, esta ação terá que ser feita manualmente.
    Equivale ao apt-get upgrade.
  • full-upgrade — realiza o mesmo trabalho do método anterior, com a diferença de que este remove os pacotes que forem necessários para realizar uma atualização completa do sistema.
    Equivale ao apt-get dist-upgrade.

De forma resumida, em termos de eficiência no processo de atualização, tanto faz.
O método upgrade é mais conservador e é indicado para quem deseja se manter no lado seguro e deseja ter maior controle sobre os procedimentos.
O full-upgrade é a opção automática e indicada para quem prefere ter um sistema mais limpo, sem pacotes de softwares “sobrando” por aí.
Para finalizar, a execução periódica do comando apt, com a opção ‘autoremove’, se faz necessária nos dois casos, se quiser ter um sistema enxuto.

Publicado por

Elias Praciano

Autor de tecnologia (livre, de preferência), apaixonado por programação e astronomia.
Fã de séries, como “Rick and Morty” e “BoJack Horseman”.
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