Como configurar uma rede VPN no Android

As redes privadas virtuais podem ser usadas por qualquer pessoas que deseja obter um nível maior de privacidade.
Outra aplicação deste recurso é para pessoas que desejam “enganar” outros softwares de navegação, presentes em seu smartphone, fazendo-os pensar que você está em outro país — e poder filmes que não estão disponíveis na sua localidade atual, baixar apps que não estão disponíveis para o seu país, adquirir álbuns de cantores só estão disponíveis em outras localidades etc.
Em smartphones corporativos as redes privadas virtuais ou VPNs (Virtual Private Networks) são usadas para proporcionar níveis mais altos de privacidade e segurança a seus funcionários.
Se você vai usar algum hotspot ou conexão WiFi pública, pode lançar mão deste recurso para reduzir o risco de ter seus dados lidos por pessoas ou softwares não autorizados.
Neste texto, vou mostrar a configuração de uma rede VPN em um smartphone Android 6.0 Marshmallow — mas os princípios e os menus são quase os mesmos nas outras versões.
A configuração de exemplo, fará uso do protocolo popular PPTP ou Point-to-Point Tunneling Protocol — em português, protocolo de tunelamento ponto a ponto, que é muito fácil de ser aplicado.

O protocolo PPTP é tido como inseguro, porém bastante rápido.

Como configurar a VPN PPTP no smartphone ou tablet Android

Comece por abrir o menu de configurações do seu aparelho e, na sessão Configurações de redes.
Toque na opção … Mais.
Android configurações de rede
No painel Mais, selecione a opção de configuração de VPN.
Android-Mais-opções-de-rede
Em seguida, toque no ícone + para incluir um novo perfil de VPN.
As configurações que seguem são muito simples e rápidas:

  1. Forneça um nome para a sua configuração de rede VPN.
    Note que você poderá ter várias configurações para escolher a mais adequada de acordo com a ocasião.
    Portanto, escolha um nome que te ajude a diferenciar ajustes deste perfil de configurações dos outros.
  2. Escolha o tipo de VPN PPTP.
  3. Forneça o endereço de um servidor VPN — o endereço pode ser dado na forma de um nome DNS ou um endereço IP comum.

Opções de rede VPN no Android
Agora que você já sabe como configurar, só falta procurar, Internet afora, servidores VPN PPTP gratuitos ou pagos para se conectar.
O site http://vpn-server.net/ oferece uma relação de serviços VPNs gratuitos — sugiro cadastrar vários no seu celular.
Divirta-se!

Use o Glances para monitorar o seu sistema Linux

Se tem uma coisa que não falta ao Linux, são ferramentas de monitoramento do seu servidor e de todos os dispositivos (de hardware ou software) que o compõem.
Além disto, o sistema torna o acesso ao hardware tão transparente que é possível montar fácil o seu próprio script, que monitore precisamente o que você quer.
Neste artigo, vou mostrar como funciona o Glances, uma ferramenta de monitoramento do sistema, multiplataforma, baseada na biblioteca curses.
O Glances se adapta ao tamanho da sua tela, exibindo o máximo de informação possível, dentro do espaço que lhe for destinado.
O programa pode também trabalhar no modo cliente/servidor, para fazer monitoramento remoto.
O utilitário é escrito em Python e usa a biblioteca psutil para encontrar os números e as estatísticas do seu servidor.

Como instalar o Glances

Sendo um aplicativo escrito em Python, é possível fazer a instalação através da ferramenta pip. Mas você pode instalar através das ferramentas convencionais do seu sistema também.
Se você optar pela instalação via pip:

sudo pip install glances

No Debian ou qualquer outra distro baseada no Ubuntu, instale assim:

sudo apt-get install glances

Para instalar no Fedora, no Red Hat ou outra distro baseada em uma destas:

sudo yum install glances

Como usar o Glances

Geralmente, o glances é executado direto na linha de comando do seu terminal:

glances
glances ferramenta de monitoramento Linux - tela principal
Clique para ampliar

Tabela de teclas de controle do Glances

Tecla Efeito Tecla Efeito
a ordena processos automaticamente c ordena processos pelo percentual de tempo das CPUs usado
m ordena processos pelo percentual de memória usado p ordena processos por nome
i ordena processos pela taxa do fluxo de Entrada/Saída (Input/Output rate) d exibe ou esconde estatísticas de uso de disco
f exibe ou esconde informações do sistema de arquivos n exibe ou inibe informações sobre o fluxo de dados na rede
s mostra ou esconde os dados dos sensores y mostra ou esconde os dados do hddtemp
l exibe ou inibe dados dos logs b altera o parâmetro de exibição das estatísticas do fluxo da rede para bytes ou bits
w apaga os avisos (warnings) dos logs x apaga avisos e logs críticos
1 informações globais de CPU e per-CPU t combina a exibição dos dados do fluxo da rede Rx/Tx
u exibe dados do fluxo da rede cumulativamente z exibe ou inibe lista de processos
q quit — sai do programa
Você também pode usar ESC ou Ctrl + C
h help — exibe ou inibe a tela de ajuda do programa

Como usar o Glances no modo cliente/servidor

O Glances pode ser usado no modo cliente/servidor para monitorar remotamente qualquer situação.
Para ativar este modo, é necessário ter em mãos os números de IPv4 ou IPv6 ou o hostname da máquina servidora.
Você pode iniciar o modo servidor em uma máquina, com senha (opcionalmente), assim:

glances -s -P minhasenha

Na máquina cliente, você usa o seguinte comando:

glances -c 192.168.254.3 --password
Enter the Glances server password
Password:
LEIA MAIS

Você pode usar o seguinte comando para fazer o Glances atualizar suas informações a cada 3 segundos:

glances -t 3

Conclusão

Isto encerra o “capítulo” do Glances no livro das ferramentas de monitoração do Linux. Se você acredita que este artigo lhe foi útil, compartilhe-o nas redes sociais, com os seus amigos.
Have fun!

Hubs vs Switches vs Roteadores – diferenças

Introdução

Na infraestrutura da rede em que você está trabalhando, jogando, navegando (ou fazendo nada) você deve estar conectado a um hub, um switch ou um roteador (router, em inglês).Switch com luzes acesas, mostrando atividade.
Se você chegou aqui, é por que “bateu uma curiosidade” sobre o que é e como funciona basicamente cada equipamento destes.
Alguns conceitos dados e abordados neste artigo vão precisar de uma leitura mais aprofundada para serem melhor entendidos. Eu recomendo ler sobre o modelo OSI na Wikipedia, para adquirir mais conhecimento no assunto.

Hubs

Conhecidos também como repetidores, são dispositivos de rede que operam na camada física (layer 1) na conexão de outros dispositivos de rede para comunicação.

Hub Cisco 108T - Linux Network - MySQL
Clique na imagem para ver em tamanho maior – Hub Cisco 108T
  • Os hubs não processam o tráfego da camada 2 ou da camada 3. Não processam informações baseadas nos endereços MAC ou IP;
  • Tudo o que um hub faz é transferir dados a cada porta, excluindo-se aquela de onde os dados se originaram;
  • Hubs trabalham apenas no modo half duplex, o que significa que um dispositivo conectado a ele não pode enviar e receber dados simultaneamente. Envia dados em um momento e recebe dados em outro;
  • Se mais de um dispositivo enviar dados simultaneamente ocorre a colisão de dados;
  • Em caso de colisão, o hub rejeita os dados de todos os dispositivos e envia-lhes um sinal para enviar novamente;
  • Hubs têm propensão a colisões e, à medida em que vamos adicionando novos dispositivos e hubs à rede, as chances de ocorrerem colisões vão aumentando e o desempenho da rede, como consequência, vai caindo.

Switches

São aparelhos que operam na camada 2 (camada de enlace) no modelo OSI de comunicação.

Switches
Clique na imagem para ver em tamanho maior – switches
  • São também conhecidos como hubs inteligentes;
  • Os switches operam com os endereços de hardware dos dispositivos conectados para transferir dados entre estes;
  • O motivo de serem chamados hubs inteligentes é que montam uma tabela com os endereços de hardware e portas dos dispositivos conectados;
  • Assim que são ligados, agem de maneira limitada, tal como os hubs. Por isto são comparados a estes.

    Suponha que haja 3 dispositivos conectados a um determinado switch. Vamos chama-los, para simplificar, de dispositivo A, dispositivo B e dispositivo C.
    Agora, vamos imaginar que o sistema tenha sido reiniciado. Se o dispositivo A envia uma mensagem ao dispositivo B, então, tal como um hub, o switch vai remeter a mensagem a cada um dos outros dispositivos na rede &emdash; só que vai armazenar os endereços de hardware de cada dispositivo e a porta correspondente em uma tabela. Desta forma, na próxima vez em que houver um pacote destinado ao dispositivo A, o switch vai agir inteligentemente e enviá-lo apenas à porta correspondente, em vez de todas.

Assim, à medida em que a rede vai sendo usada, os endereços e as portas vão sendo “anotados” na tabela do switch e, após um certo tempo, já teremos um hub que envia inteligentemente os pacotes apenas pros destinatários certos;

  • Switches são comumente confundidos com pontes (bridges). Ainda que sejam similares, a maior diferença é que o switch usa um circuito de hardware especial chamado ASICs, que lhe permite direcionar os dados na velocidade máxima atribuída ao seu cabeamento (100 mbps, 1000mbps etc);
  • Diferente dos hubs, os switches têm a capacidade de transmitir dados em full duplex para cada dispositivo conectado;
  • Como os cabeçalhos (headers) dos protocolos da camada 2 não têm informação sobre a rede dos pacotes de dados, os switches não podem reenviar dados baseados nas redes. Por isto não são usados em grandes redes, que são subdivididas em várias sub-redes;
  • Com o uso do protocolo STP (Spanning Tree Protocol) os switches podem evitar loops dentro da rede &emdash; que “consiste no envio de um host com o pacote de IP de origem desconhecida ou falsa. Se Propaga nos roteadores e instala rotas erradas nas tabelas de roteamento”. (Wikipedia)

 

Roteadores

Os roteadores são os dispositivos, na rede, que operam na camada 3 (de rede ou Layer 3) do modelo OSI de comunicação.

    • Como os protocolos da camada de rede têm acesso aos endereços lógicos (endereços IP) os roteadores têm a capacidade de transmitir dados entre redes diferentes;
    • Podem ser comparados a switches de camada de rede;
    • Roteadores têm uma quantidade de recursos bem maior do que os switches;
    • Roteadores retém a tabela de rotas para a transmissão de dados;
    • Roteadores antigos eram lentos, se comparados aos switches. Isso se devia a que a consulta à tabela de roteamento levava um tempo consideravelmente alto, o que já não ocorre nos dias atuais, felizmente;
    • As operações de rede, nos roteadores atuais, são feitas em dispositivos com latência muito reduzida e, portanto, não são mais lentos do que os switches;
    • Roteadores geralmente têm menos portas do que switches;
    • Roteadores são comumente usados como elementos de transmissão de dados entre redes em WANs (Wide Area Networks).

Veja outros artigos relacionados a redes.