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Alternativas ao systemd

O systemd é mais um sistema init disponível para sistemas operacionais GNU/LINUX.
Diferente de outros, este é exclusivo de sistemas operacionais Unix-like que usam o kernel Linux.
Se você clicar na tag systemd, vai encontrar vários posts, neste site, sobre o assunto — inclusive um que fala muito mal dele (que coisa feia, Elias…) 😉
ssytemd emot carrousel
Neste texto, vamos abordar o conceito do init system, quais são as opções deste tipo de software e, por fim, conhecer algumas distribuições Linux que usam alternativas ao systemd — não vai dar pra falar de todas, por que são mais de 70.

O que é um init system

Em sistemas operacionais Unix-like, o init é o primeiro processo iniciado, durante a inicialização do sistema.
Init é abreviatura da palavra initialization.
É o ancestral direto ou indireto de todos os processos rodando no seu sistema, neste momento.
Ele adota todos os processos órfãos automaticamente.
O init é iniciado pelo kernel usando nome de arquivo hard-coded.
A principal causa do kernel panic é quando o init não pode ser carregado. Ele é tipicamente identificado como o PID 1.
O systemd é mais do que apenas um sistema init. Enquanto uns avaliam este fato como uma evolução do conceito, outras apontam nele um de seus maiores defeitos.

Alternativas ao systemd

Várias alternativas ao systemd estão disponíveis para uso da comunidade.
Segue uma relação (atual e relevante) de init systems, para Linux:

  • Bootscripts — comumente usado no GoboLinux
  • Initng — é um substituto atual para o UNIX System V init e para o Sysvinit (usado no Linux), escrito em C e lançado em 2005.
    Nas implementações tradicionais do init, processos são iniciados em ordem pre-determinada. Além disto, um processo só será iniciado, depois que o anterior estiver finalizado.
    O Initng inicia processos assim que suas dependências forem satisfeitas. Foi projetado para iniciar vários processos em paralelo e melhorar a velocidade de boot dos sistemas.
  • runit — Esquema init com supervisão de serviços. Concebido como substituto do SysVinit e outros projetos.
  • minit — Um init mínimo com supervisão de processos, ordenação de dependências de serviços, ativação de serviços paralelos etc.

Você vai encontrar mais itens na página do Wikipedia — fique atento para o fato de que alguns projetos estão mortos.

Distribuições Linux que usam outros init systems

Como disse, no começo, são muitas dezenas de opções. E ter opções, no mundo do software livre é importante.
Não vai dar para citar todas, contudo sugiro visitar o site without-systemd para ver uma relação mais completa.
O Distrowatch também tem uma relação de distribuições Linux que não usam o systemd.
Na lista, abaixo, separei uma relação de distribuições livres do systemd, que se destacam por diversos motivos:

  1. FreeBSD, OpenBSD etc — Os BSD não são Linux e não existe compatibilidade entre o systemd e estas distros — embora seja possível usá-los com o kernel Linux.
    O site tem vários posts sobre BSD, caso você se interesse.
  2. Slackware — no momento, a distro não aderiu ao systemd, mas não existe nenhum comprometimento do Patrick Volkerding no sentido de se manter distante deste sistema. Para quem gosta do Slackware, vale experimentar o Porteus — http://www.porteus.org/.
    Este projeto tem o comprometimento de seguir sem o systemd.
  3. Devuan — este é o projeto Debian, tocado por ex-integrantes que não concordaram com a mudança para o systemd. Veja mais no site http://devuan.org. Experimente também o Finnix, o Overclockix, o Trios, o Debian GNU/Hurd e o Debian KFreeBSD. Estes 2 últimos são opções para puristas e vale a pena conhecer.
  4. Tails — este é um projeto derivado do Debian e voltado para oferecer mais criptografia e segurança, com mais conforto para o usuário.
    Temos alguns textos, no site, mencionando este projeto.
  5. UbuntuBSD — como o nome indica, é baseado no Ubuntu e usa o núcleo do FreeBSD. Em vez do Unity, usa o ambiente gráfico XFCE. Também é uma opção interessante. Dá uma olhada no site oficial da distro: https://www.ubuntubsd.org/.
  6. Alpine Linux — Distro independente, de propósito genérico e projetada para power users.
    usea OpenRC como init systemhttp://www.alpinelinux.org/.
  7. Gentoo — Uma das distribuições mais conhecidas, que não se rendeu ao systemd — https://www.gentoo.org/.
  8. ReactOS — Tal como o Gentoo, trata-se de uma distro Linux, já estabelecida e com uma comunidade formada ao seu redor — https://www.reactos.org/.

Conhece alguma outra distro livre do systemd, que você gostaria de recomendar? Escreva nos comentários!

Referências

https://en.wikipedia.org/wiki/Init.
https://distrowatch.com/search.php?pkg=systemd&distrorange=NotInLatest#pkgsearch.
http://without-systemd.org/wiki/index.php/Main_Page#GNU.2FLinux_distributions.

Publicado por

Elias Praciano

Autor de tecnologia (livre, de preferência), apaixonado por programação e astronomia.
Fã de séries, como “Rick and Morty” e “BoJack Horseman”.
Me siga no Twitter e vamos trocar ideias!

One thought on “Alternativas ao systemd”

  1. Gostaria de mencionar uma pequena observação o ReactOS não é uma distro Linux, ela não usa nem uma linha do código Linux. É baseada em um sistema binário compatível com o Windows NT.
    Otimo post!!!

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