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Partições primárias e partições lógicas.

Ao fazer uma nova instalação Linux, comumente o instalador pergunta se você deseja particionar o disco manualmente ou seguir com o processo automático.
Pela segunda via, o sistema irá fazer todo o particionamento para você e, se for o caso, formatar completamento o seu disco rígido.
Se você optar pelo processo manual, terá que fazer algumas escolhas sobre como vai querer seu(s) disco(s) particionado(s).
Uma destas escolhas é sobre partições primárias e partições lógicas — embora haja 3 tipos de particionamento de discos rígidos: primária, estendida e lógica.

Cartões de memória, unidades de armazenamento SSD e flash drives também podem ser particionados.

O que é particionamento

Tipicamente, particionamento é a preparação de um disco para receber a formatação e, posteriormente, os seus dados.
As informações sobre o particionamento de uma unidade de armazenamento ficam organizadas numa área conhecida como tabela de partições, lida pelo sistema operacional antes de qualquer outra coisa na unidade.
Cada partição tem a aparência de uma unidade de armazenamento lógica distinta, fazendo uso de uma parte da unidade como um todo.
O universo de aplicativos do GNU/Linux tem vários programas para fazer particionamento de seus dispositivos.
Alguns são gráficos, outros são modo texto.

Ferramentas de particionamento de discos

Como já foi dito, há muitos aplicativos destinados a realizar as mais diversas e imagináveis operações relacionadas a particionamento de discos rígidos.
No Debian 8.2 “Jessie”, dá para citar 4 ferramentas presentes em uma instalação padrão.
Há muitas outras, disponíveis para instalação a partir dos repositórios oficiais.

  • cfdisk — há mais de 10 anos, o meu preferido.
  • cgdisk
  • sgdisk
  • fdisk

Há alguns aplicativos que servem para aplicar diretamente, sem qualquer intermediação, as mudanças desejadas à tabela de partições do seu sistema.
Entre os aplicativos gráficos, disponíveis nos repositórios, caso não esteja instalado no seu sistema, enumera-se:

  • partitionmanager, para o KDE
  • gparted, presente no live CD do Ubuntu
  • Palimpsest, padrão no Ubuntu e no Fedora

Ubuntu Partitioning Installer
Como se trata de um aplicativo que faz mudanças íntimas e drásticas no seu sistema, recomendo escolher aquele com o qual você se sente mais confortável.

Particionamento é uma atividade para se fazer com calma — por que você pode perder dados irreversivelmente se fizer algo errado.

Partições primarias

Você precisa sempre ter, pelo menos, uma partição primária para sistemas operacionais, como o Windows — que é o único tipo de partição em que eles aceitam ser instalados.
Você pode ter um máximo de 4 partições primárias e qualquer uma delas pode ser uma partição ativa, a partir do qual o sistema é carregado.

Partições estendidas ou lógicas

Se você precisa ter mais do que 4 partições, pode criar várias (ilimitadas) partições lógicas a partir de uma partição primária.
A partição estendida é aquela que guarda as partições lógicas no sistema.
Sistemas operacionais GNU/Linux podem dar boot a partir de partições lógicas. Mac OS, também pode. O Windows, não.

Conclusão

O assunto é pouco discutido entre usuários que não fazem a instalação do seu próprio sistema operacional.
Até pouco tempo atrás, era comum organizar um disco para instalar Linux, em pelo menos 4 partições primárias:

  1. / — na raiz se instala o sistema operacional
  2. /home — reservado aos arquivos dos usuários do sistema
  3. swap — reservado à memória virtual
  4. Partição estendida, contendo partições lógicas, que abrigam diretórios como /var/tmp/usr etc.

Atualmente, poucos veem necessidade em ter uma partição dedicada para swap e outras partições lógicas dedicadas para diretórios do sistema.
O swap, quando necessário, pode ser criado a partir de um arquivo.
Ter uma partição /home separada da raíz /, pode ser útil na hora reinstalar ou trocar o sistema operacional — por que permite formatar a raiz e deixar os arquivos do /home intactos.
Alguns administradores chamam a atenção para o fato de que esta prática serve de estímulo para não fazer backup do sistema.
Pra finalizar, minha opção pessoal, tem sido usar 3 partições: /, /home e swap.

Referências

http://www.howtogeek.com/184659/beginner-geek-hard-disk-partitions-explained/.
http://www.disk-partition.com/resource/disk-partition-basic-understanding.html.
http://www.insanelymac.com/forum/topic/253591-how-can-you-make-boot-os-x-from-a-logical-partition-using-grub/.

Publicado por

Elias Praciano

Autor de tecnologia (livre, de preferência), apaixonado por programação e astronomia.
Fã de séries, como “Rick and Morty” e “BoJack Horseman”.
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