Como criar rapidamente uma nova partição emergencial para SWAP.

Criar e começar a usar uma nova partição ou arquivo de SWAP pode ser feito muito rapidamente no Linux.
O procedimento é seguro e pode ser realizado em menos de 2 minutos.
Contudo, aconselho a ir com calma.
redimensionar reparticionar disco
Outro conselho útil para estas ocasiões é aproveitar para fazer um backup.
O contexto deste post é um notebook que me chegou às mãos e, após abrir dezenas e dezenas de novas abas e janelas no Firefox, a máquina começou a ficar insuportavelmente lenta.
Nenhum vídeo era reproduzido (nem no Facebook, nem no YouTube)
Chegou ao ponto em que eu tinha que ver o que estava acontecendo:


free -h

                    total        used            free      shared  buff/cache   available
Mem:           7,5G        6,0G        557M        565M        3,0G        700M
Swap:            0B          0B          0B

Observe o meu resultado, acima.
Há 557 Mb de memória RAM livres — ou seja, estamos chegando a um limite… e absolutamente nenhum SWAP (nem arquivo, nem partição) presente.
Não há muita esperança de que o SWAP possa desafogar o uso do navegador Firefox, nestas circunstâncias, mas outros programas, em uso no sistema, bem que poderiam se beneficiar do seu uso e ajudar a “desespremer” a memória RAM — o que seria benéfico, por extensão, para o navegador.

A máquina estava ligada há uns 5 dias e o reboot não costuma ser minha primeira uma opção.

Criar um arquivo para o SWAP é completamente indolor e rápido, no Linux.
O que inviabiliza esta solução é que o sistema de arquivos, aqui, é 100% BTRFS.
Não é possível criar um arquivo de troca em cima do BTRFS.


Havendo espaço e sem reiniciar o computador, seria possível redimensionar uma das partições, para criar uma exclusiva para SWAP, como reza a tradição?
Esta foi a minha aposta. Veja o resultado…

Nunca é demais avisar que o procedimento pode danificar seu sistema de arquivos e causar perda irreversível de dados.
— Portanto, verifique se seu backup está em dia, antes de prosseguir.

Instale o gparted:


sudo apt install gparted

Em seguida, rode o programa e selecione a partição que deseja redimensionar.
Se tiver dúvidas quanto ao tamanho mais adequado, o artigo Perguntas e respostas sobre SWAP tem uma tabela que simplifica o assunto.
Siga o procedimento abaixo:

  1. Clique com o botão direito do mouse/touchpad sobre a partição cujo tamanho deseja alterar e selecione “Redimensionar”.
    gparted redimensionar partição
  2. Agora, indique o tamanho da nova partição em “Espaço livre após (MB)”.
    gparted redimensionar
    Em seguida, marque a opção “formatar para Linux swap”.
    gparted redimensionar partição
  3. Aplique as alterações feitas.
  4. Clique com o botão direito sobre a nova partição SWAP e selecione “Ativar o swap”.
    gparted ativar swap

Com isto, o problema estará resolvido.
Rode novamente o free, no terminal, para ver que o SWAP já está lá, pronto para ser usado.


free -h

              total        used        free      shared  buff/cache   available
Mem:           7,5G        2,5G        270M        589M        4,8G        4,2G
Swap:          8,8G          0B        8,8G

Como resultado (pra mim), o Firefox voltou a ganhar agilidade, sem precisar ser fechado ou reiniciado — e os vídeos voltaram a ser reproduzidos dos sites.
Novamente, vale a advertência: não aconselho realizar este procedimento em máquinas de produção, sem fazer um backup antes.
Há risco de perda de dados.
No meu caso, tratava-se de uma máquina de testes e, portanto, fazia sentido prosseguir nesta aventura.

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Como alterar facilmente o tamanho de uma partição do seu sistema Linux

Em qualquer distro Linux é possível alterar o tamanho de suas partições no HD ou SSD, com o sistema em uso — ou seja, sem a necessidade de formatar dispositivo algum.
Qualquer que seja o seu objetivo – aumentar ou diminuir o tamanho – tudo o que você precisa é de um dispositivo inicializável, com Linux dentro — pode ser um pendrive, um CD/DVD etc.
O procedimento descrito, a seguir, foi realizado com uma distro Live Ubuntu. Mas você pode fazer o trabalho com qualquer outra.
Os Live CD costumam ter sempre um aplicativo de particionamento, para facilitar a divisão e organização dos dispositivos no ato da instalação.

No nosso exemplo, vamos usar o GParted, presente no Ubuntu.
Trata-se de um pacote de aplicativos GUI para editar partições, além de ser um frontend para vários outros aplicativos CLI Linux.
Se achar necessário, leia como gravar linux em um pendrive, para conhecer alguns métodos de como criar rapidamente um drive inicializável flash com a sua distro favorita dentro.


Vale ressaltar que os procedimentos relatados, neste artigo, podem danificar seu sistema de arquivos e causar perdas irreversíveis de dados.
Faça tudo com atenção, cuidado e (muito importante) tenha o backup sempre em dia.

Comece dando boot pelo CD ou pendrive recém criado

Com o sistema (do CD ou drive flash) no ar, você já poderá realizar os procedimentos sobre as partições do seu disco, com um mínimo de segurança.
Em alguns casos, pode ser necessário indicar no BIOS do sistema que você deseja inicializar a partir de um dispositivo USB.
Entre no modo Live de uso do do ubuntu (pule as opção de instalação) e, a partir do dash, encontre o “gparted”.
ubuntu gparted particionamento

Redimensionamento do disco com o GParted

As partições presentes no seu sistema serão apresentadas na tela principal do GParted.
A maioria dos sistemas de arquivos (inclusive o NTFS) pode ser redimensionada.
O SWAP também pode ser — mas você terá que desmontá-lo antes.
gparted debian ubuntu
Para ter acesso ao painel de redimensionamento, clique com o botão direito sobre a partição que você deseja alterar e selecione a opção Redimensionar.
gparted redimensionar tamanho da partição.
Dentro do painel de redimensionamento, você pode arrastar as bordas da partição ou indicar os novos valores de tamanhos que ela deve ter.
Você pode também criar novos espaços vazios, ao indicar o ponto a partir do qual a partição deverá iniciar.
Os espaços vazios, podem ser usados para conter novas partições, se você quiser.
Quando terminar de usar o GParted, Clique no menu principal GParted ou no botão de “aplicar” as alterações. As teclas “Ctrl + Enter”, também podem ser usadas para aplicar as alterações.
Se quiser desfazer alguma última operação, pressione “Ctrl + Z”, para desfazer a última.
Seja cuidadoso e (nunca é demais lembrar…) mantenha seus backups sempre em dia!

Perguntas e respostas sobre o SWAP

No decorrer dos anos, tenho colecionado algumas perguntas sobre o recurso de SWAP, ou área de troca, no Linux.
As perguntas surgiram de alguns artigos sobre o assunto, neste site.
Não tenho a intenção de repetir o que já escrevi (eu não quero ser chato, obviamente) — mas quero responder o que não respondi.
Este post é voltado para usuários novatos e, portanto, não vai abordar técnicas complexas ou usar termos “mais rebuscados” — para isto, há alguns links, no decorrer do texto, para outros posts onde é possível obter informações mais aprofundadas.
Sinta-se à vontade para expôr dúvidas básicas e adicionais ou compartilhar sua experiência, na sessão de comentários.
Disco rígido

O que é o swap

Área de troca ou swap é um espaço em disco que, em conjunto com a memória física (RAM), faz parte do sistema de memória virtual.
A área de troca guarda temporariamente as páginas de memória inativas.
Este espaço é usado quando o sistema percebe que precisa de mais memória física (além da que se encontra disponível) para os processos ativos e para os dados que estão em uso.
O swap pode ficar em uma partição dedicada do disco rígido (o que é recomendado), em um arquivo de swap ou em uma combinação dos dois.
Seu principal defeito é que seu tempo de acesso é muito lento.
Se comparar a velocidade da memória RAM com as taxas de transferência dos discos rígidos mais rápidos, o swap é extremamente lento, para ser usado como memória.
Trata-se de um paliativo e não, exatamente, uma solução.
Se o seu sistema está fazendo uso intenso do swap, você deveria pensar em adquirir mais memória RAM.
Disco rígido, HDD

Por que necessitamos de SWAP

Há várias situações em que o seu sistema pode recorrer ao uso do swap.

  • Programas consomem memória.
    Alguns programas consomem muita memória — o que pode fazer com que o sistema necessite, temporariamente, de uma quantidade extra de espaço na memória RAM.
    Parte dos recursos, das informações ou páginas usadas por programas podem não estar mais sendo utilizadas. Neste caso, o sistema pode movê-las para a área de troca, liberando memória RAM para as tarefas ativas.
  • O recurso de hibernação ou suspend-to-disk funciona gravando o conteúdo da memória RAM na partição, antes de desligar a máquina.
    Para isto ocorrer, é necessário que o espaço alocado para o swap seja do tamanho (pelo menos) da sua memória RAM.
  • Circunstâncias ou eventos imprevisíveis, de vários tipos (o que inclui programas com “mau comportamento”) podem ocupar uma grande quantidade de memória. Neste caso, é bom ter um espaço extra para “manobrar” dentro do sistema.
  • Otimizar o uso da memória do sistema, uma vez que os discos rígidos são consideravelmente mais lentos do que a RAM. Isto ocorre por que o acesso aos dados envolve a movimentação de partes mecânicas, no caso dos HDs.
    Ainda que você considere o uso do swap em uma unidade de estado sólido (ou SSD – Solid State Drive), ela ainda será significativamente mais lenta que a memória RAM.
    Deixar o gerenciamento de memória do sistema para o Linux resolver, costuma ser a melhor política.
    O Linux carrega os arquivos para a RAM e os mantém lá para uso posterior. Os arquivos armazenados na RAM podem ser disponibilizados instantaneamente.
    Há porções da RAM separados para para acelerar a leitura dos dispositivos de armazenamento auxiliares (leitores de CD/DVD/Bluray, cartões de memória, USB etc) — e são chamadas de cache.
    A função do sistema de cache, é armazenar em RAM, dados que estão sendo lidos dos dispositivos auxiliares, para que possam ser acessados mais rapidamente.
    Uma vez que o caching é uma das melhores formas de agilizar as tarefas, o Linux prefere mover dados pouco usados para o swap, em função de liberar mais memória para o sistema de cache — que é uma solução mais eficiente.
  • O sistema de gestão da memória, no Linux, é comprovadamente excelente. O aperfeiçoamento deste sistema, contudo, pode ser feito através de ajustes, que o adequem às necessidades específicas das aplicações que você estiver rodando.

  • Otimizar a performance do próprio swap. Já que este também usa o disco rígido ao mesmo tempo que todo o resto do sistema, pode causar gargalos e afetar seriamente a performance do sistema.
    Uma das formas de evitar este problema é manter a área de troca em um drive físico diferente — para evitar a competição por recursos entre os aplicativos e o sistema de swap.

Qual o tamanho ideal do swap

Em distribuições populares, como o Ubuntu, Debian, Fedora etc. instaladas em máquinas com menos de 1 GB de memória física (RAM), o tamanho do swap deve ser equivalente à quantidade de memória.
Se você tiver muito espaço no disco rígido, pode configurar o sistema para usar mais swap, até um teto equivalente ao dobro da capacidade de memória física.
A partir deste valor, não há benefícios significativos.
Se você precisa de um swap maior do que o dobro da capacidade de memória RAM, você deveria investir em aumentar a quantidade de memória física do sistema.
Geralmente, se algo demora 1 segundo para ser feito dentro da memória RAM, levaria 15 minutos para ser feito a partir do disco rígido. Mesmo em um SSD rápido, o trabalho ainda levaria mais de um minuto.
É seguro acompanhar a tabela abaixo, para computadores com até 1 GB de memória RAM:

Quantidade de RAM Sem hibernação Com hibernação Máximo
(Valores em MB)
256 256 512 512
512 512 1024 1024
1024 1024 2048 2048

Trocando em miúdos, configure o tamanho do swap para ser igual ao da memória física da sua máquina, se não for usar o recurso de hibernação. Se for usar o recurso, configure o swap para o dobro da memória física.
Para computadores, com maior quantidade de memória, use os valores da tabela a seguir.

Quantidade de RAM Sem hibernação Com hibernação Máximo
(Valores em GB)
1 1 2 2
2 1 3 4
3 2 5 6
4 2 6 8
5 2 7 10
6 2 8 12
8 3 11 16
12 3 15 24
16 4 20 32
24 5 29 48
32 6 38 64
64 8 72 128
128 11 139 256

Estas tabelas demonstram o quanto é indesejável inflar a área de troca no Linux — use apenas o necessário.
Geralmente, o recurso de hibernação não faz sentido em servidores. Portanto, podem usar a quantidade mínima de espaço na área de troca.

O que é mais rápido? Usar uma partição exclusiva para swap ou usar um arquivo swap?

Na perspectiva do usuário final, em kernel de versão superior a 2.6.x, arquivos de swap e partições de swap têm o mesmo desempenho de velocidade.
A limitação dos arquivos de swap é que precisam ter seus blocos todos contíguos para obter o melhor desempenho.
A fragmentação não é um problema pro kernel — na verdade, o sistema de swap pode englobar partições, arquivos, drives USB etc. todos de uma vez.
O kernel mantém um mapeamento com a localização de cada dispositivo e o acessa diretamente, ignorando o cache e o sistema de arquivos.
Embora não seja um problema, esta situação concorre para a redução do desempenho.
A documentação da Red Hat recomenda que você use partições exclusivas para swap, portanto.
Quando a partição exclusiva para swap reside em disco rígido (HDD), que é um dispositivo magnético e rotativo, é possível tirar vantagem da localização contígua e desfragmentada dos dados — o que proporciona um tempo de busca menor.
Contudo, é mais fácil administrar os arquivos de swap: você os pode colocar onde quiser; é fácil redimensionar etc.

Podemos usar o swap em uma unidade SSD?

As pessoas costumam ver este cenário como problemático, por 2 motivos:

  1. por acreditar que o swap é muito usado no seu sistema, causando um grande fluxo de dados — intensa atividade de leitura e escrita e
  2. por acreditar que as unidades SSD não suportam um grande número de eventos de leitura e escrita

O fato é que, no Linux, o swap é muito pouco usado. Em um sistema com quantidade adequada de memória para as suas aplicações, há poucas possibilidades de se chegar a usar o swap.
Ainda neste post, mostro como saber a quantidade de swap que você está usando no sistema.
Ainda que fosse muito usado, como no Windows, ainda assim se recomenda deixar o swap no SSD.
As unidades SSD atuais suportam uma grande quantidade de operações de leitura e escrita — o suficiente para você não precisar se preocupar com o suposto desgaste.
Some a isto o fato de que as partições swap do Linux, por padrão, executam operações de trimming, quando o dispositivo de bloco tem suporte ao TRIM.
Portanto, a resposta é sim. Se você tem uma unidade SSD atual, com espaço para uma partição ou arquivo de swap, é recomendado usá-lo.

O que é o swapiness?

O parâmetro de controle swapiness dita a tendência do kernel a mover processos da memória física para o swap (arquivo ou partição).
Como já se sabe, discos são muito mais lentos do que a memória RAM.
Portanto, quanto mais o sistema usa a área de troca em disco, mais lento ele se torna.
O swapiness regula esta relação entre o uso da memória física e o swap:

  • pode ter um valor entre 0 e 100
  • ao definir o valor 0 para o swapiness, você diz pro kernel para só mover processos da memória física para a área de troca em último caso
  • ao definir o valor 100 par o swapiness, você diz ao kernel para mover agressivamente processos da memória física para o swap

Nas principais distribuições GNU/Linux, como Ubuntu, Debian, Fedora etc. o valor padrão do swapiness é igual a 60.
No artigo Como melhorar a performance do Ubuntu, reduzir o valor do swapiness é apontado como uma das medidas a ser adotada para melhorar o desempenho geral do sistema.
No site oficial (veja links ao final do texto) da comunidade e suporte ao Ubuntu, há uma recomendação para usar swapiness=10 em instalações de uso normal.
Para verificar o valor atual do swapiness no seu sistema, use o seguinte comando:

cat /proc/sys/vm/swappiness

Se você quiser saber mais sobre este assunto e aprender a alterar o swapiness, leia o texto Reduza o uso do swap e melhore o desempenho do Linux.
Memória RAM

Por que o Linux não está usando o swap?

É possível saber quanto do swap está sendo usado em seu sistema com o comando free:

free -h
             total       used       free     shared    buffers     cached
Mem:          7,5G       3,5G       4,0G       403M        90M       1,7G
-/+ buffers/cache:       1,7G       5,8G
Swap:          15G         0B        15G

Neste momento, no meu sistema 0 bytes estão sendo usados pelo swap.
A resposta mais simples para esta situação é: se o sistema não está usando, é por que não é necessário.
Contudo, você pode alterar o quadro se abrir vários aplicativos vorazes por recursos da memória do sistema — como o Gimp, o LibreOffice, o Audacity etc).
Depois disto, rode o comando free mais uma vez.
Incrementar o valor do swapiness, como já foi explicado antes, pode ser uma forma mais agressiva de aumentar o uso do swap.
Lembre-se também que o Linux usa o recurso durante a hibernação — onde ele grava o estado atual da memória do sistema.
Você pode também verificar se há e qual é a partição swap no seu sistema, com o comando fdisk:

sudo fdisk -l | grep swap
[sudo] password for justincase: 
/dev/sda1  *        2048  31999999  31997952  15,3G 82 Linux swap / Solaris

Como esvaziar o swap

Mesmo tendo uma grande quantidade de RAM e mesmo que você esteja usando um valor baixo para o swapiness, ainda é possível que o seu sistema recorra ao swap, em algum momento.
Se isto acontecer, você pode manualmente esvaziar esta área.
Só para ficar claro, este procedimento é totalmente desnecessário e você nunca deveria se preocupar em esvaziar a área de troca do seu sistema — o próprio Linux se encarrega de fazer isto automaticamente.
Os próximos passos necessitam de privilégios administrativos para serem realizados:

  1. Inicie o seu editor favorito para criar o script swap2ram.sh. Eu vou guardar o meu script em ‘/usr/local/sbin/’. Você pode gravar o seu onde quiser. Apenas tome o cuidado para adequar as instruções deste post ao que você vai realizar aí.
  2. O conteúdo do script é o que segue:
    #!/bin/sh
    
    mem=$(LC_ALL=C free  | awk '/Mem:/ {print $4}')
    swap=$(LC_ALL=C free | awk '/Swap:/ {print $3}')
    
    if [ $mem -lt $swap ]; then
        echo "ERRO: não há espaço suficiente em RAM para transferir o conteúdo do swap. Não é possível prosseguir." >&2
        exit 1
    fi
    
    swapoff -a && 
    swapon -a
    
    
  3. Após gravar o seu script, torne-o executável:
    sudo chmod +x /usr/local/sbin/swap2ram.sh
    

Basicamente, o script /usr/local/sbin/swap2ram.sh compara a quantidade de memória RAM disponível e o tamanho do swap.
Se houver espaço suficiente na primeira, o script prossegue com a desativação (swapoff) e ativação (swapon) da área de troca.


Imagens: http://www.pixabay.com.

Referências

https://lkml.org/lkml/2006/5/29/3.
https://en.wikipedia.org/wiki/Paging#Linux.
https://help.ubuntu.com/community/SwapFaq.
https://access.redhat.com/documentation/en-US/Red_Hat_Enterprise_Linux/5/html/Deployment_Guide/ch-swapspace.html.

Partições primárias e partições lógicas.

Ao fazer uma nova instalação Linux, comumente o instalador pergunta se você deseja particionar o disco manualmente ou seguir com o processo automático.
Pela segunda via, o sistema irá fazer todo o particionamento para você e, se for o caso, formatar completamento o seu disco rígido.
Se você optar pelo processo manual, terá que fazer algumas escolhas sobre como vai querer seu(s) disco(s) particionado(s).
Uma destas escolhas é sobre partições primárias e partições lógicas — embora haja 3 tipos de particionamento de discos rígidos: primária, estendida e lógica.

Cartões de memória, unidades de armazenamento SSD e flash drives também podem ser particionados.

O que é particionamento

Tipicamente, particionamento é a preparação de um disco para receber a formatação e, posteriormente, os seus dados.
As informações sobre o particionamento de uma unidade de armazenamento ficam organizadas numa área conhecida como tabela de partições, lida pelo sistema operacional antes de qualquer outra coisa na unidade.
Cada partição tem a aparência de uma unidade de armazenamento lógica distinta, fazendo uso de uma parte da unidade como um todo.
O universo de aplicativos do GNU/Linux tem vários programas para fazer particionamento de seus dispositivos.
Alguns são gráficos, outros são modo texto.

Ferramentas de particionamento de discos

Como já foi dito, há muitos aplicativos destinados a realizar as mais diversas e imagináveis operações relacionadas a particionamento de discos rígidos.
No Debian 8.2 “Jessie”, dá para citar 4 ferramentas presentes em uma instalação padrão.
Há muitas outras, disponíveis para instalação a partir dos repositórios oficiais.

  • cfdisk — há mais de 10 anos, o meu preferido.
  • cgdisk
  • sgdisk
  • fdisk

Há alguns aplicativos que servem para aplicar diretamente, sem qualquer intermediação, as mudanças desejadas à tabela de partições do seu sistema.
Entre os aplicativos gráficos, disponíveis nos repositórios, caso não esteja instalado no seu sistema, enumera-se:

  • partitionmanager, para o KDE
  • gparted, presente no live CD do Ubuntu
  • Palimpsest, padrão no Ubuntu e no Fedora

Ubuntu Partitioning Installer
Como se trata de um aplicativo que faz mudanças íntimas e drásticas no seu sistema, recomendo escolher aquele com o qual você se sente mais confortável.

Particionamento é uma atividade para se fazer com calma — por que você pode perder dados irreversivelmente se fizer algo errado.

Partições primarias

Você precisa sempre ter, pelo menos, uma partição primária para sistemas operacionais, como o Windows — que é o único tipo de partição em que eles aceitam ser instalados.
Você pode ter um máximo de 4 partições primárias e qualquer uma delas pode ser uma partição ativa, a partir do qual o sistema é carregado.

Partições estendidas ou lógicas

Se você precisa ter mais do que 4 partições, pode criar várias (ilimitadas) partições lógicas a partir de uma partição primária.
A partição estendida é aquela que guarda as partições lógicas no sistema.
Sistemas operacionais GNU/Linux podem dar boot a partir de partições lógicas. Mac OS, também pode. O Windows, não.

Conclusão

O assunto é pouco discutido entre usuários que não fazem a instalação do seu próprio sistema operacional.
Até pouco tempo atrás, era comum organizar um disco para instalar Linux, em pelo menos 4 partições primárias:

  1. / — na raiz se instala o sistema operacional
  2. /home — reservado aos arquivos dos usuários do sistema
  3. swap — reservado à memória virtual
  4. Partição estendida, contendo partições lógicas, que abrigam diretórios como /var/tmp/usr etc.

Atualmente, poucos veem necessidade em ter uma partição dedicada para swap e outras partições lógicas dedicadas para diretórios do sistema.
O swap, quando necessário, pode ser criado a partir de um arquivo.
Ter uma partição /home separada da raíz /, pode ser útil na hora reinstalar ou trocar o sistema operacional — por que permite formatar a raiz e deixar os arquivos do /home intactos.
Alguns administradores chamam a atenção para o fato de que esta prática serve de estímulo para não fazer backup do sistema.
Pra finalizar, minha opção pessoal, tem sido usar 3 partições: /, /home e swap.

Referências

http://www.howtogeek.com/184659/beginner-geek-hard-disk-partitions-explained/.
http://www.disk-partition.com/resource/disk-partition-basic-understanding.html.
http://www.insanelymac.com/forum/topic/253591-how-can-you-make-boot-os-x-from-a-logical-partition-using-grub/.

Como montar partições e drives NTFS no Linux

Qualquer distro Linux atual tem suporte completo a leitura e escrita em sistemas de arquivos Windows, o que inclui o NTFS.
Os exemplos que seguem, foram aplicados a uma máquina Ubuntu 14.04 LTS, mas valem para Debian, Fedora ou qualquer outra distro Linux popular e atualizada.
Como montar partição NTFS no Linux - capa do tutorial
Se você não estiver conseguindo realizar alguma operação com o drive, provavelmente falta algum módulo no seu kernel ou você não configurou algo adequadamente —. Neste texto, vou tentar mostrar algumas dicas de como montar partições NTFS, com todas as funções possíveis habilitadas.

Cuidados básicos ao montar drives ou partições NTFS ou FAT32

Uma vez montado o drive, o Linux irá mostrar arquivos e pastas (diretórios) que, no Windows, estariam escondidos — o que pode expor arquivos de sistema. Portanto, é importante ter cuidado para não apagar o que não deve.

O Windows 7 armazena o estado do sistema em um arquivo em disco, quando entra em hibernação.
Ao “acordar”, restaura seu estado a partir daquele arquivo.
Isto quer dizer que você pode perder alterações feitas, durante a hibernação, em um drive compartilhado em uma máquina Windows (versão 7 e superior). — Manual do Ubuntu.

Um típico HD Windows costuma ter uma partição chamada “SYSTEM“, com tamanho entre 100 e 200 megabytes. A menos que você saiba o que está fazendo, não há qualquer necessidade de montá-la no Linux. A mesma dica vale para partições de recuperação do sistema, que costumam ser chamadas de “RECOVERY“.

Sistemas de arquivos comuns no Windows

Basicamente, os sistemas de arquivos mais comuns em sistemas Windows são estes:

  • O Windows 7, Vista, XP 2000, antigos sistemas NT e o Windows Server 2003 e 2008, são formatados com NTFS. O FAT32 é raramente usado, como padrão, nestas versões.
  • As versões anteriores, raramente usam o NTFS — O padrão é o FAT32.
  • Drives e cartões flash (pendrives, cartões SD etc) são tipicamente formatados como FAT16. Em alguns casos, é usado o exFAT.

Você pode verificar quais sistemas de arquivos estão sendo usados nos drives e dispositivos conectados ao seu computador com o comando fdisk:

sudo fdisk -lu

A relação dos sistemas de arquivos conectados pode ser extensa. O exemplo abaixo, mostra informações de um pendrive, conectado em /dev/sdc1 (no meu sistema):

Disco /dev/sdc: 4009 MB, 4009754624 bytes
84 cabeças, 22 setores/trilhas, 4237 cilindros, total de 7831552 setores
Unidades = setores de 1 * 512 = 512 bytes
Tamanho do setor (lógico/físico): 512 bytes / 512 bytes
Tamanho da E/S (mínimo/ideal): 512 bytes / 512 bytes
Identificador do disco: 0x00054216

Dispositivo Boot      Início        Fim      Blocos   Id  Sistema
/dev/sdc1              62     7831551     3915745    7  HPFS/NTFS/exFAT

Use o comando grep para obter um resultado mais compacto:

sudo fdisk -l | grep -i ntfs
/dev/sdc1              62     7831551     3915745    7  HPFS/NTFS/exFAT

No decorrer deste artigo, vou usar este dispositivo como exemplo — não esqueça de adaptar os exemplos dados à situação do seu sistema.

Suporte a NTFS no Linux

O Linux usa o driver ntfs-3g para ler e alterar partições NTFS.
O driver vem pré-instalado em várias distribuições — no Ubuntu, ele é parte da distro desde a versão 11.10.
Se você estiver usando uma distro Linux atual, provavelmente não precisará fazer nada para trabalhar plenamente com dispositivos e partições NTFS.
Se você estiver tendo problemas para alterar dados em alguma partição NTFS, cheque se o pacote ntfs-3g se encontra instalado em seu sistema.

Configure o Linux para montar automaticamente os dispositivos e partições NTFS

Se você pretende manter o drive sempre conectado à sua máquina Linux e deseja que ele seja sempre montado na inicialização, configurar as opções de montagem no arquivo /etc/fstab é uma boa idéia.
Será necessário adicionar um linha para cada partição a ser montada, no arquivo fstab.
A documentação oficial do Ubuntu, enumera, pelo menos 3 razões para configurar o fstab, em vez de montar pelo seu gerenciador de arquivos (Nautilus, no Ubuntu):

  • Quando mais de uma conta de usuário estiver ativa durante uma sessão — com o uso do fstab, é possível montar uma vez só, para todo mundo poder usar.
  • Quando você tem softwares ou bibliotecas configurados para usar a partição ou o drive em questão, na inicialização, você vai querer que tudo esteja pronto para eles, sem a sua interferẽncia.
  • Conveniência de ter um procedimento a mais automatizado no seu sistema.

Como configurar o fstab

Uma das melhores formas de automatizar o processo de montagem de um drive ou partição no Linux é fazê-lo pelo seu nome de volume — isto é especialmente útil, quando se trata de um pendrive, que vai ser conectado/desconectado sempre.

Por ora, use o comando blkid, para saber mais sobre a localização das unidades que já se encontram conectadas ao seu sistema:

sudo blkid

No nosso exemplo, o dispositivo que interessa é o último da lista:

/dev/sda1: UUID="ce32e86c-e404-4f84-8125-74d0fc4897f7" TYPE="swap" 
/dev/sda2: UUID="a2ab821d-ae58-42fc-9384-f96dfcdc22cc" TYPE="ext4" 
/dev/sdb1: UUID="eb8e4cca-42c6-498d-b5ba-cd397096b3e9" TYPE="ext4" 
/dev/sdc1: LABEL="NTFS-FLASH" UUID="4D016F2B3DF4A3CE" TYPE="ntfs"

De acordo com a listagem, acima, a partição a ser configurada no fstab é a /dev/sdc1 que, neste caso, corresponde a um drive flash USB (pendrive) — note que o nome do volume (LABEL) é NTFS-FLASH e o seu UUID é 4D016F2B3DF4A3CE.
Comece por criar um ponto de montagem ou mountpoint para cada dispositivo, que você for configurar no fstab.
O ponto de montagem é um diretório, que pode ter qualquer nome. Eu gosto de usar um nome semelhante ao do volume a ser montado:

sudo mkdir /media/ntfsflash

A seguir, faça backup do fstab:

sudo cp /etc/fstab /etc/fstab.original

Agora, abra o fstab com o seu editor preferido (eu vou de nano:

sudo nano /etc/fstab

Agora adicione a seguinte linha ao arquivo do fstab, para montar o dispositivo pelo seu UUID:

UUID=4D016F2B3DF4A3CE  /media/ntfsflash  ntfs-3g  defaults,windows_names,locale=pt_BR.utf8  0 0

Não se esqueça de substituir o UUID e ponto de montagem /media/ntfsflash por valores adequados ao seu sistema.
Se o seu idioma não for português do Brasil, você vai precisar adequar esta variável também.
Use o comando locale para determinar qual o valor mais adequado para você:

locale | grep LANG

Quando terminar de editar o fstab, grave as alterações e feche o editor.
Para gravar as alterações no editor de textos nano, do Linux, use a combinação de teclas Ctrl+o. Para fechar e sair do editor, use Ctrl+x.

Exemplo de execução do comando blkid
Clique, para ver detalhes.

A nova configuração do fstab terá efeito na próxima inicialização do sistema.
Se você tiver pressa para ver o resultado, use o comando mount:

sudo mount -a

O comando, acima, monta todos (all) os dispositivos disponíveis que estejam citados no fstab.
Se quiser, use o comando mount, para verificar se o seu dispositivo foi montado:

mount
/dev/sdb1 on / type ext4 (rw,errors=remount-ro,discard)
proc on /proc type proc (rw,noexec,nosuid,nodev)
sysfs on /sys type sysfs (rw,noexec,nosuid,nodev)

...

/dev/sda2 on /home type ext4 (rw)
systemd on /sys/fs/cgroup/systemd type cgroup (rw,noexec,nosuid,nodev,none,name=systemd)
gvfsd-fuse on /run/user/1000/gvfs type fuse.gvfsd-fuse (rw,nosuid,nodev,user=justincase)
/dev/sdc1 on /media/ntfsflash type fuseblk (rw,nosuid,nodev,allow_other,blksize=4096)

Como montar uma partição NTFS como apenas-leitura

Uma solução fácil para montar uma partição NTFS com restrição a escrita é usar driver NTFS antigo.
Substitua a linha que você adicionou ao fstab por esta:

UUID=4D016F2B3DF4A3CE  /media/ntfsflash  ntfs  defaults,umask=222  0 0

Novamente, não se esqueça de adequar o exemplo ao seu caso.
O método preferível é usar o driver atual e especificar que a partição deve permanecer apenas para leitura.
Coloque a cláusula ‘ro’, logo após ‘defaults’:

UUID=4D016F2B3DF4A3CE  /media/ntfsflash  ntfs-3g  defaults,ro,windows_names,locale=pt_BR.utf8  0 0

Isto irá permitir que o acesso ocorra em condições maiores de segurança ao sistema externo.

Como montar um drive ou partição NTFS na linha de comando do Linux

Para montar um dispositivo NTFS, usando um comando no terminal, use o exemplo abaixo.
Não esqueca de substituir os valores do exemplo dado pelos que se adequam ao seu sistema:

sudo mount -t ntfs-3g /dev/sdc1 /media/ntfsflash/

Você pode montar o dispositivo, com detecção automática do sistema de arquivos:

sudo mount -t auto /dev/sdc1 /media/ntfsflash/

Referências