penguin jumping

As vantagens de usar uma distro Linux superleve

Em oposição às grandes distribuições populares do Linux, que primam por tornar a vida de seus usuários mais simples e suas tarefas mais eficientes, com a adição de recursos visuais e que aproveitam melhor a tecnologia disponível no hardware — sempre houve a possibilidade de optar por distribuições com ambientes gráficos mais leves ou lightweight.
À medida em que ambientes desktop como o GNOME, o KDE e, na última década, o Unity se popularizavam, muitas pessoas se mantiveram ou migraram para ambientes como o XFCE, LXDE.
Algumas pessoas optaram, ainda, por uma redução mais drástica, proporcionada pelo IceWM, i3 etc.
Sem falar que suprimir totalmente a interface gráfica (GUI) também tem sido opção… mas isto é assunto para outro post.
Mas que motivos uma pessoa teria para desejar esta redução na quantidade de recursos gráficos e abrir mão da beleza, em uma máquina atual e moderna — com 2 GPUs, vários núcleos na CPU principal, grande quantidade de memória RAM, drives flash SSD etc.?
Vou tentar responder além do óbvio neste post — por que, se você tem um equipamento com recursos muito limitados ou antigos, é evidente que usar uma distro muito pesada vai tornar sua vida mais chata e sem graça…

Reaproveitar o seu PC, netbook ou laptop antigo

A razão mais comum para procurar por distribuições Linux super leves é pela possibilidade de voltar a usar equipamentos antigos (com 3 anos ou mais).
Um velho netbook, encostado em um canto, pode brilhar novamente na sua vida, com a distro certa.
Nesta categoria, as distribuições GNU/Linux são muito pouco exigentes em termos de hardware.
Estou escrevendo este texto em um netbook Semp Toshiba Infinity STI 1093, originalmente com apenas 1 GiB de memória RAM (hoje, com 2 GiB), rodando a distro LXLE.
Muitos notebooks/netbooks antigos sequer contam mais com uma bateria — cuja vida útil dificilmente supera 5 anos — ou seja, perdem a função da mobilidade. Mas podem ser usados como Desktop PCs.
Você pode dar vida nova a um equipamento antigo, como servidor de arquivos Owncloud, central de multimídia, roteador etc.
Você ficaria surpreso em como a experiência pode ser incrível.

A tendência entre as grandes distribuições é abandonar a arquitetura 32-bit.
As distribuições super leves poderão continuar a dar suporte por mais alguns anos — mas não espere que isto ainda seja realidade daqui a uma década.
Minha recomendação pessoal é pôr este “PC velho” para trabalhar, dar tudo o que ele pode, até o fim.
Não poupe esta máquina.

Menos é mais

Quem tem um equipamento atual, dotado dos mais recentes avanços do mercado, também tem bons motivos para usar uma distro Linux super leve.
Convenhamos, a gente não liga computador para “usar sistema operacional”. Quanto mais transparente esta categoria de software for, melhor.

Quanto menos recursos o sistema operacional e sua interface GUI usarem, mais os recursos de hardware ficarão disponíveis para as suas tarefas.

Edição de imagem e vídeo, jogos 3D, simulações, alguns softwares de engenharia etc. — estas, entre muitas outras, são aplicações vorazes e que consomem grande quantidade de memória e processamento.
Os usuários de aplicações pesadas têm razões de sobra para optar por uma distro que consuma menos recursos dos seus equipamentos, deixando o máximo disponível para suas aplicações.

Menos porcarias inúteis instaladas

No post Como Instalar Ubuntu a Partir do Mínimo, mostrei como é possível construir uma distro Linux, baseada no Ubuntu Mini, desde a CLI (interface de linha de comando) básica, até onde você quiser.
Um dos motivos de uma distro ser light é que ela vem sem “as perfumarias”.
A ideia é o que não é necessário, não entra.

Se o usuário quiser, pode instalar por si mesmo os softwares de que precisa — o gerenciador de pacotes sempre estará lá para isso.

Sistemas leves são potencialmente mais seguros

A quantidade de software instalada pelas grandes distribuições escapa da compreensão de um usuário comum.
As possibilidades de algo dar errado ou o sistema ficar instável são maiores.
Em sistemas super leves, é menos provável “tropeçar nas próprias pernas”.
Com menos software instalado, fica mais fácil manter as políticas de segurança do seu sistema.
Enfim, você leva menos bugs ou possíveis exploits para casa (ou para o escritório) ao optar por uma distro Linux minimalista.

Pense nisso!

Publicado por

Elias Praciano

Autor de tecnologia (livre, de preferência), apaixonado por programação e astronomia.
Fã de séries, como “Rick and Morty” e “BoJack Horseman”.
Me siga no Twitter e vamos trocar ideias!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *