Qual a diferença entre SU e SUDO?

Ambos os comandos são lembrados quando se deseja realizar tarefas com privilégios administrativos no GNU/LINUX — tais como configurar alguns aplicativos ou serviços do sistema, instalar software etc.
Ainda que sejam utilizados em situações similares, ambos são diferentes e têm propósitos e comportamentos distintos.

O comando su

De acordo com a documentação oficial, o su (Switch User) serve para mudar o usuário corrente ou invocar o superusuário.
Com ele, você pode “incorporar” qualquer usuário no sistema, basta informar qual:

su keitel 
Senha: 
keitel@ultra:/home/justin/temp$ whoami
keitel

Obviamente, você precisa saber a senha do usuário para o qual você está mudando.
Se você for o root (administrador do sistema em questão), não precisa fornecer senha alguma. O root pode incorporar quem ele quiser — o que é útil para analisar alguma situação do ponto de vista do próprio usuário.
Se você precisar alterar arquivos de configuração específicas de algum usuário do sistema, é interessante fazer isto “como ele mesmo” — evitando de, na hora de gravar os arquivos, que sejam gravados como se o seu dono fosse o root. Se isto acontecesse, o arquivo ficaria indisponível para aquele usuário.
Para resumir, a função do comando su é trocar de usuário.

O comando sudo

O comando sudo não tem a função de trocar de usuário (embora até possa ajudar a fazer isto).
Seu trabalho é permitir que um usuário comum possa rodar algum comando com permissões elevadas, sem a necessidade de “trocar de identidade”.
Para poder usar o sudo, é necessário ser integrante do grupo “sudo”.
Se um usuário, que não tem privilégios para tanto, tentar rodar algum comando com o uso do sudo, o evento será relatado ao administrador do sistema.

O significado de sudo é superuser do, ou seja superusuário faça.

O comando sudo permite, ainda, que você execute uma tarefa como outro usuário (que não seja o root):

sudo -u keitel whoami
keitel

Para rodar algum comando, com privilégios de superusuário, não há a necessidade de informar o usuário root. Basta preceder o comando desejado, do sudo:

sudo apt-get update

A senha que o sudo pede é sempre a sua.
Esta é uma forma de o administrador do sistema compartilhar privilégios administrativos limitados a outros usuários, sem revelar a senha de root.
Você pode, ainda, iniciar uma sessão como root, usando apenas a sua senha, com o sudo:

sudo -i

Se você já tem alguma experiência com o uso do su ou do sudo, fique à vontade para compartilhar com a gente, na sessão de comentários, como você prefere usar estes comandos.

Como desmontar o HD externo WD Elements

Veja, neste post, como abrir com segurança o invólucro de plástico de um HD externo com o objetivo de reutilizá-lo no notebook ou trocá-lo por outro de maior capacidade.
As imagens mostram, por si, o que é possível fazer com este dispositivo de armazenamento, fora da sua caixinha.
wd-elements_feat300x200b
Se você já desmontou um HD externo e quiser postar alguma informação, sinta-se à vontade para fazer isto na sessão de comentários.

É possível conectar diretamente o HD externo em meu notebook?

Se você tiver sorte, sim.
Em alguns casos, a interface de conexão é exclusivamente USB. Nestes casos, portanto, não vai ser possível conectá-lo em outro lugar.
Se você danificar o conector USB, provavelmente sequer poderá trocar a placa a que ele estiver soldado — uma vez que esta interface tem também a função de criptografar os dados.

Como desmontar um HD externo

A grande maioria dos HDs externos é composta por um conjunto:

  • um HD comum (usualmente, de 2,5 polegadas)
  • um invólucro de plástico, feito para proteger o dispositivo de pequenos choques ou pequenas quedas (não confie demais nisto)
  • uma interface (removível ou não) entre o HD e a conexão USB — ou entre a interface SATA e a conexão USB

O invólucro de plástico, normalmente, é montado e não aparafusado.
Você precisa afastar cuidadosamente os encaixes de plástico da tampa, para poder separar as duas partes do case.

WD Elements desmontado
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Nas imagens, o exemplo é de um dos modelos WD Elements. O princípio de desmontagem é quase sempre o mesmo. O que muda é o formato das caixas de plástico e os posicionamentos das travas de encaixe.
Abertura do invólucro plástico do WD Elements
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É possível fazer a desmontagem com uma faca de cozinha, sem ponta, desde que ela seja fina o suficiente para passar pelas frestas do invólucro.
Detalhes do encaixe
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Faça a desmontagem sempre com o dispositivo desconectado e desligado.
HD Externo WD Elements
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Internamente, o disco rígido usado é o mesmo que se usa em qualquer notebook.

  • Leia este artigo, para saber como descobrir mais sobre o seu HD externo, sem precisar abrir a caixa.

Proteção de borracha do HD.
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Na lateral do drive, encontram-se pequenas peças de borracha, chamadas bumpers, que ajudam a protegê-lo de pequenos choques.
Evite danificá-los.
Interface USB 3.0 do HD externo Western Digital WD Elements
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Quando a conexão USB está soldada à placa e esta é integrante de todo o conjunto — no caso da foto acima, não existe outra interface (nem SATA, nem nada).
Se a interface USB 3.0 for danificada você provavelmente vai perder toda a funcionalidade do seu HD externo — e, em consequência, o acesso aos seus dados.

Muitas pessoas já fazem uso do HD externo como mídia de backup.
Minha recomendação é que você faça também backup do seu HD externo em outro lugar — até por que ele está mais propenso a ser danificado em acidentes do que qualquer outro dispositivo interno.

HD WD 1.0 TB Western Digital
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Acima, mais uma imagem do HD.
HD Externo WD Elements desmontado
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Montar novamente não é difícil. Normalmente basta posicionar as peças e pressionar levemente, para que se encaixem adequadamente.
Veja, no vídeo abaixo, como desmontar um HD externo WD Passport 2 TB. O processo é muito semelhante no WD Elements.

Recupere dados do seu HD, congelando-o

Esta técnica é um tanto controversa. Embora muitos usuários e profissionais relatem ter recuperado dados após deixar o HD dentro de um congelador por um tempo (de 1 a 12 horas), há motivos para não fazer isto.
O propósito deste texto é demonstrar o processo e discutir sua real funcionalidade — por que isto pode dar certo e por que pode dar muito errado.
Termômetro congelado

Como fazer

Se você quiser garantir que tudo dê certo, precisa seguir alguns passos:

  1. Remova o disco rígido de dentro do PC ou do notebook (se não for um HD externo).
  2. Guarde o HD dentro de uma embalagem de plástico. Use uma embalagem antiestática. Você deve reembalar várias vezes o HD. Usar plástico bolha ajuda a proteger o equipamento contra choques.
    Jamais coloque um disco rígido sem proteção alguma dentro do congelador.
  3. Agora posicione o HD dentro do congelador.
  4. Deixe-o lá por um período de 1 a 12 horas — 2 horas podem ser o suficiente.
  5. Passado este tempo, remova-o e reinstale no seu PC ou reconecte-o, se for um HD externo.
  6. Copie os seus dados pro PC. Ele vai voltar a esquentar, durante o uso — portanto garanta que os dados mais importantes sejam transferidos primeiro.
  7. Se ele parar de funcionar, repita o processo de congelamento e comece a copiar novamente a partir do ponto em que parou — até conseguir retirar todos os dados existentes.

Como dica adicional, se o drive em questão for um drive externo USB, é possível mantê-lo dentro do congelador de um frigobar, enquanto você o opera de um notebook.
Outra coisa importante é estar pronto pra começar a fazer o backup de seus arquivos mais importantes, assim que você retirar o HD do congelador — ele não vai demorar muito tempo até atingir uma temperatura superior à do ambiente e, provavelmente, parar de funcionar novamente.

Por que pode dar errado

Embora haja relatos de usuários e técnicos que conseguiram recuperar dados através desta técnica, eu vou colocar as minhas dúvidas sobre este processo.
Em alguns casos, a placa de circuitos acoplada ao HD pode estar desgastada e, por ter sido feita de material vagabundo, pode estar, até mesmo rachada, ressecada ou ter algum outro problema que pode estar causando o superaquecimento dos componentes eletrônicos — os materiais se expandem quando aquecidos.
O congelamento do HD, irá contrair os diversos materiais do aparelho, o que pode trazê-lo de volta à vida por algum tempo, como já vimos.

Entrada de ar em um HD
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Existe um mito de que o HD tem vácuo dentro.
Os HD atuais convivem bem com ar dentro de si e chegam a ter, até mesmo, entradas de ar. Portanto, nem todos os drives trabalham com vácuo interno
Ao congelar um HD, o ar interno irá condensar, formando, inclusive cristais de gelo, sobre os pratos.
Ao pôr um equipamento congelado pra funcionar, a fricção do gelo com entre os pratos e a cabeça de leitura podem tornar os danos ainda maiores.
O pessoal da ACS Data Recovery, uma empresa especializada em recuperação de dados, tem um vídeo no Youtube (veja abaixo) mostrando o que acontece a um HD, após mais de 4 horas dentro de um freezer.

Segue um resumo, para ajudar a entender o vídeo:

  • 2:26 — o técnico chama a atenção pro fato de que, quando a técnica de congelamento funciona, isto ocorre por que havia problemas na placa de circuitos.
  • 3:23 — mostra a entrada de ar do drive que ele tem em mãos.
  • 9:50 — após a remoção da tampa do disco rígido, mostra o resultado: cristalização, condensação e gelo. Isto fica mais claro, ainda, quando ele gira, manualmente, o disco.

Algumas pessoas chamam a atenção pro fato de que a condensação ocorreu depois que o HD foi aberto (nos comentários do vídeo) — o técnico afirma que o equipamento estava selado e novo e só parou de funcionar depois do processo de congelamento.
Ele é enfático no sentido de não usar esta técnica para recuperar seus dados — ao mesmo tempo, ele sugere que você contate a empresa para a qual ele trabalha, para recuperar os seus dados. Isto, contudo, não invalida seus argumentos.

Conclusão

A opção é sempre sua e eu não vou tomar decisões no seu lugar.
Contudo, não aplique esta técnica em um drive ainda funcional ou se você ainda não tentou outras formas de recuperação de seus dados — Use o congelamento apenas como último recurso.

Smartphone sem som – como resolver problemas de áudio no Android

As dicas, que seguem, são genéricas e se aplicam a qualquer aparelho, de qualquer marca.
Foram testadas em alguns aparelhos Android (Samsung Galaxy) e cabe a você adequá-las ao que tem em suas mãos — os aparelhos não são tão diferentes assim.
Samsung Galaxy S3 flash obturador e speaker
Se as dicas dadas não resolverem, recomendo procurar a assistência técnica — com o telefone em mãos.
Com as ferramentas adequadas, o profissional técnico tem mais condições de encontrar e resolver o problema do seu aparelho.
Verifique também os comentários dos usuários, ao final do texto.
Sinta-se, como sempre, à vontade para compartilhar as suas próprias soluções, nos comentários — assim você pode ser útil a outros leitores do site.
O problema foi relatado por usuários do Samsung Galaxy S3, S3 mini, S2 e S4 — mas pode bem ocorrer em outros modelos e marcas, pelas mesmas razões.
Veja algumas informações que podem ajudar a resolver.

Sintomas de problema no áudio do aparelho

Entre os vários sintomas (afinal, as causas também são diversas), os principais são os seguintes:

  • O aparelho toca quando você recebe uma chamada, mas o speaker não funciona pra mais nada. Ele não toca.
  • O speaker simplesmente não funciona pra nada — nem chamadas, nem seus apps, nem música etc.
  • O aparelho está travado no modo headphone.

Veja algumas maneiras de resolver estes problemas.

Verifique o vibracall e o silencioso

Captura da tela de opções do dispositivo no smartphone
Clique, para ampliar.
A primeira coisa que eu verificaria é se o modo silencioso está ativado. Neste caso, o aparelho não toca, quando recebe chamadas — mas o áudio pode continuar a funcionar no player de músicas.
Dependendo da versão do Android usada, ao ativar o drop-down menu — arrastando o dedo a partir da barra de status, do topo até a metade da tela — é possível ter acesso às opções de áudio do equipamento.
Outra forma de ter acesso a estas opções é manter o botão power pressionado por alguns segundos, até exibir a tela Opções do Dispositivo.
As opções padrão de áudio do aparelho são representadas basicamente por 3 ícones:

  • ícone do modo silenciosoModo silencioso — põe o aparelho no modo mais adequado para reuniões ou momentos em que você não o pode atender. Este modo não afeta a reprodução de músicas nem o alarme padrão do Android. Ou seja, se você ativar o silencioso antes de ir dormir, ainda assim, o despertador irá funcionar no horário programado.
  • modo vibratórioModo vibratório — neste modo, o áudio do aparelho não funciona para notificar o usuário se há uma chamada, em curso, para ser atendida. Mas o aparelho vibra. Se estive no bolso ou em uma bolsa próxima ao seu corpo, é possível perceber que há uma chamada ou uma mensagem chegando. Este modo também não afeta a reprodução das músicas ou do seu alarme padrão.
  • Modo de áudio de chamadas ligado no smartphoneModo de áudio ligado — Com o modo de áudio de chamadas, o aparelho vai tocar quando receber chamadas ou mensagens.
    Verifique se esta opção está ativa, caso o seu aparelho não esteja tocando — uma fina barra luminosa (dependendo da versão e do tema usado) é exibida embaixo do ícone da opção ativa.

Abra o menu de configuração de som do aparelho

Android botão menu principalToque na tecla de menu para abrir o menu principal do aparelho e selecione o submenu Configurações. Em seguida, role até encontrar a opção Som.
Abra o submentu Volume.
Agora aumente os volumes de Mídia, Toque, Notificações, Sistema etc.

Menu de configuração de áudio no Android
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Verifique seus aplicativos

ícone de áudioDos milhares de aplicativos disponíveis para a plataforma Android, é possível que você tenha instalado algum que afeta o som.
Verifique, entre os últimos aplicativos que você instalou, se algum deles desligou o som ou tem alguma função para fazer isto.
Se você tiver alguma dúvida, pode ser mais seguro desinstalar os últimos aplicativos, reiniciar o aparelho e ver se tudo voltou ao normal.


Você tem um aparelho Samsung? Leia outros textos que abordam smartphones e tablets desta marca.

reboot…

É possível que algum aplicativo tenha se comportado mal e afetado o sistema de som do seu smartphone.
Se você não consegue localizar o aplicativo ou não sabe qual foi, reinicie o aparelho ou deixe-o desligado por alguns segundos.
Há quem sugira desligar e remover a bateria por alguns segundos.
Ao reiniciar, teste para ver se tudo voltou ao normal.

Travado no modo headphone?

icone headphoneO aparelho pode estar “travado” no mode headphone.
Mesmo com o acessório desconectado, o ícone (semelhante ao da imagem à direita) continua a aparecer na barra de status, no topo da tela.
Esta “confusão” pode ocorrer em função de alguma falha no software ou por presença de alguma partícula de poeira dentro da conexão no aparelho.
Lá nos comentários, o Antônio avisa que há chaves ou seletores físicos (de hardware) internos, na conexão do plug do fone de ouvido.
Se estiverem danificados, o seu smartphone pode “não saber” quando deve enviar o áudio para o fone externo ou para os speakers internos.
Tente resolver isto, conectando e desconectando o headphone ou o fone de ouvido repetidas vezes, até o ícone desaparecer da barra de status quando o plug não estiver inserido.


Leia dicas para lidar com cartões de memória SD em smartphones e tablets Android.

O software está atualizado?

Verifique se há alguma atualização de software disponível para seu aparelho.
Para isto, entre no menu Configurações e selecione Sobre o dispositivo.
Em seguida, toque na opção Atualização de Software e em Atualizar — para verificar a existência de atualizações pro seu dispositivo.
Se houver, faça o download.
As atualizações dependem da sua operadora e do fabricante do aparelho liberar novos pacotes de softwares e correções de erros.


Use nossa página de busca para encontrar mais artigos sobre o Android

Contate o suporte técnico

Entre em contato com a sua operadora e procure informações sobre atualizações de softwares pro seu modelo ou, se ainda estiver na garantia, procure a loja onde você fez a aquisição do aparelho.
A assistência técnica pode ser a opção, depois disto.

A importância de manter o sistema operacional atualizado

Embora as imagens sejam do Ubuntu, 99% das recomendações deste artigo valem para qualquer sistema operacional ou pedaço de software que você tenha instalado em seu sistema.
Quem instalou uma versão nova do Ubuntu, deve ter atenção especial às atualizações, nos primeiros meses.
Todo software novo, vem com bugs, que precisam ser corrigidos.
Mesmo sendo uma versão LTS (suporte estendido), quanto mais recente foi o lançamento, mais propenso a conter erros ele estará (a gente se sente “o” mestre Yoda, ao falar assim…) 😉
Algumas atualizações, não chegam a 100Kb — ou seja, não faz sentido algum deixar para amanhã, depois ou “daqui a pouco”. Nos primeiros meses, após o lançamento do sistema operacional, as atualizações são sempre tarefas prioritárias.

Atualizações do Ubuntu 14.04 LTS Trusty Tahr
Clique para ampliar.

O que fazer durante a atualização do Ubuntu?

Você não precisa interromper o que está fazendo para executar uma atualização. Se preferir, pode minimizar a janela indicadora de progresso da atualização e esquecer o assunto. O sistema avisará quando terminar a tarefa.
Opcionalmente, durante o processo de atualização, você pode acompanhar o que está ocorrendo, clicando em Detalhes, dentro da janela indicadora.

Precisa reiniciar o sistema, após a atualização?

Sistema atualizado no Ubuntu
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Normalmente, não.
Eventualmente, contudo, pode haver a necessidade de reiniciar o seu sistema. Neste caso, o aviso de conclusão vai exibir, em letras vermelhas, a recomendação para que você reinicie o seu sistema.
Um outro sinal de que o Ubuntu precisa ser reiniciado, é quando o botão do menu do sistema — aquele que fica no canto superior esquerdo da tela — fica vermelho.

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