Prolongue a vida útil das suas baterias com estas 7 dicas

As dicas, aqui, se referem às baterias amplamente usadas em celulares, smartphones, câmeras, notebooks, tablets etc. Vou me concentrar no seu uso em smartphones, mas os conceitos e as dicas valem para outros dispositivos – desde que a bateria usada seja de íons de lítio.
Baterias ions de litio panasonicDurante muitos anos, as baterias recarregáveis de níquel metal-hidreto ou de Níquel Cádmio, entre outras, reinaram e foram muito usadas nos celulares e nas câmeras digitais, até bem pouco tempo atrás. Muitas informações que as pessoas têm e divulgam sobre baterias, se referem a estas e não têm qualquer aplicabilidade em relação às “novas” baterias de íons de lítio, que predominam no mercado de consumo amplamente.

Aqui, vamos falar sobre como economizar a vida útil da sua bateria. Se você tem interesse em melhorar a eficiência da carga da sua bateria, talvez este artigo ajude.

Uma breve história das baterias de íons de lítio

Não vou me demorar muito a contar a história desta tecnologia, mas, se você não tiver interesse algum no assunto, pode pular estes parágrafos numa boa.
Chamar esta tecnologia de “nova” é um tanto quanto irônico, uma vez que há registros de trabalho e pesquisa com baterias de lítio, desde 1912, realizados por Gilbert Newton Lewis (1875 – 1946), um químico norte-americano.
As primeiras baterias de lítio não recarregáveis só vieram a se tornar comercialmente viáveis no início da década de 1970.
Baterias SonyAs tentativas de desenvolver baterias de lítio recarregáveis fracassavam, em função da instabilidade inerente deste metal (o mais leve de todos). Portanto, as pesquisas acabaram seguindo na direção de uma bateria de lítio não-metálica, usando íons de lítio.

Ainda que provido de menor densidade energética que o metal lítio, trabalhar com íons de lítio é mais seguro, desde que tomadas algumas precauções ao carregar e descarregar.

As primeiras baterias de íons de lítio, da Sony, chegaram ao mercado em 1991, baseadas na pesquisa do físico John Goodenough

Ainda que as baterias de lítio modernas sejam, já, consideradas estáveis, elas ainda oferecem alguns riscos. Tanto o calor externo como curtos-circuitos internos podem causar o seu sobre aquecimento. A sobrecarga da bateria libera oxigênio, que é tudo o que uma combustão precisa.

Para prevenir acidentes, cada pacote de baterias inclui um minicomputador equipado com mini sensores de temperatura e reguladores de voltagem.

Entre outras medidas de proteção, as baterias “avisam” que estão totalmente carregadas, quando estão a apenas 50% da carga – nível, acima do qual, não é mais seguro continuar com a carga em baterias de cobalto de lítio.

As pesquisas com baterias de lítio continuam com grande intensidade. No mercado brasileiro, já é possível encontrar baterias de polímero de lítio. Mas ainda é incerto dizer se o futuro das baterias seguirá, mesmo, por este caminho.

Tal como qualquer outra bateria, as de íons de lítio descarregam sozinhas, quando estão sem uso. As dicas, que seguem, valem especificamente para este tipo de bateria e, provavelmente, romperão alguns velhos paradigmas.

Não descarregue completamente a bateria

Este processo só deve ser usado para calibragem. E, para ficar claro, “descarregar completamente” (deep-cycle discharge) significa “drenar” a bateria até que sua carga chegue ao vermelho – o que equivale a uma carga abaixo de 20%. Fique atento aos indicadores na tela do seu aparelho, portanto.

O fato é que a sua bateria não foi projetada para chegar a estes níveis de “inanição” e você estará reduzindo significativamente a vida útil da sua bateria se continuar com esta prática.

Para ser ainda mais claro (e um pouco chato e repetitivo, eu sei…), a dica é NÃO deixe a sua bateria descarregar completamente.

Não sobrecarregue e não use carregadores de procedência duvidosa

Gremlin

Este tipo de bateria é muito sensível à sobrecargas e, certamente, explodirá se for submetida a cargas maiores do que sua capacidade.

Embora tenha proteção contra sobrecargas, um carregador defeituoso, em vez de se desligar após completar a carga, pode continuar a “empurrar” elétrons para dentro da bateria, o que irá causar uma explosão.

Aparentemente, carregamos “gremlins” no bolso, durante o dia e dormimos ao lado deles, à noite.

Recarregue seus eletro eletrônicos, quando estiverem desligados

Eu sei. A gente precisa que o celular fique ligado 24h, mas…

Ao manter ligado o seu aparelho, durante o processo de recarga, esta poderá não se completar satisfatoriamente — isto acontece por que o seu carregador se confunde com a descarga ocorrendo de um lado, enquanto a carga ocorre do outro.

Este é um dos menores problemas, com certeza, mas reduz a vida útil da sua bateria. Sempre que puder, portanto, desligue os aparelhos enquanto suas baterias estiverem sendo carregadas. Até por que, se você seguir as dicas 5 e 6, não vai precisar ficar com o aparelho desligado por muito tempo.

Não exponha suas baterias à temperaturas muito altas, nem muito baixas

Bateria de notebook inchada ExplosãoJamais deixe a sua bateria e seu aparelho (com ela dentro) expostos ao sol. As baterias não são feitas para suportar calor. Usuários de notebooks, laptops, netbooks etc, no uso prolongado, devem retirar a bateria e deixar o aparelho conectado diretamente à tomada. O calor gerado pelo uso normal do seu laptop é suficiente para danificar a sua bateria.

Siga o manual do seu equipamento, que provavelmente, condena o uso sobre a cama ou outros locais que tampam a ventilação, que comumente fica embaixo e nas laterais.

Pessoas que moram em lugares frios também devem ser cuidadosas. Embora seja muito raro a temperatura, no Brasil, chegar aos 5 graus celsius, não é recomendável recarregar a esta temperatura. é interessante aquecer um pouco a bateria antes de iniciar o processo de recarga — isto acontece por que a capacidade máxima de voltagem que a bateria pode receber se reduz com o frio.

Tente não carregar completamente

Carregar “até a tampa”, estressa a sua bateria e este é um fator significante na redução da sua vida útil. Altos níveis de carga contribuem para aumentar a temperatura da bateria — principalmente durante a carga. E, como já sabemos, o calor é o inimigo número um neste caso.

Os fabricantes da sua bateria e do seu aparelho sabem disto. Por isto, a energia é cortada, assim que a carga atinge 100%. Quando o seu aparelho está funcionando, ele continua consumindo. Assim que a carga cair para 95%, o seu carregador vai começar o processo de recarga novamente – até você o desconectar da tomada.

Por pior que seja, este processo não é tão danoso quanto descarregar totalmente a sua bateria.

6. Recarregar parcialmente a sua bateria não é ruim

bateria, óxido, cobalto, lítio, limites, segurança
Clique para ampliar

Na verdade, a recarga parcial é uma coisa boa. Você pode começar a recarregar aos 30% (por exemplo) e desconectar aos 70%. Baterias de íons de lítio não têm efeito memória, elas não viciam. Esta é uma prática saudável.

Os especialistas recomendam que se faça uma descarga/carga completa de vez em quando, neste caso. Não precisa ser toda semana.

Como armazenar adequadamente as baterias

Aqui a dica é seguir a prática dos fabricantes de celulares, notebooks etc. Já notou que, quando você liga o seu aparelho recém adquirido, ele está com carga parcial?!

Pois é. Baterias de íons de lítio que vão ficar guardadas devem estar com a carga entre 40% e 60%. Qual o motivo disto?

perguntas estúpidas

Baterias deste tipo têm um circuito de proteção que se desativa se a carga diminuir abaixo de um certo nível. Se isto acontecer, não importa o que você faça, a sua bateria não vai mais “pegar carga”. Quando o baixo nível de carga se prolonga, você pode causar um curto circuito se tentar recarregá-la.

Aí você pergunta: “Então por que a gente não ‘enche’ logo até os 100%, antes de guardar?!”

O problema é que, ao “encher até a tampa”, você estará “estressando” a bateria, lembra? Em consequência disto, seu nível baixará ainda mais depressa. Não vale a pena, portanto.

Outra coisa: você não deve esquecer a bateria num canto. Deve verificar e recarregar parcialmente de tempos em tempos, se quiser preservá-la. E guarde-a em local fresco e seco.

3 aplicativos Android para melhorar a performance do seu smartphone

Aparelhos com acesso root, tem inúmeras possibilidades. Alterar a resposta da CPU à carga de trabalho é uma delas. É aqui que entram os aplicativos de controle da CPU.
Alguns apps, gratuitos ou não, disponíveis no Google Play permitem alterar a velocidade ou frequência do clock da CPU. Melhor do que isto: permitem balancear a performance geral do aparelho com a economia da bateria (muitas vezes, dois “inimigos irreconciliáveis”) — através da escolha de um governor e de um scheduler.
Aqui, vou apresentar a minha pequena lista de preferidos – o que não quer dizer que sejam os melhores. Sinta-se à vontade para indicar os seus preferidos na seção de comentários.

No-frills CPU Control

nofrillsTal como as outras, de que vamos falar aqui, esta ferramenta pode ser usada para ajustar rapidamente as frequências do clock da CPU, os governors e os schedulers no seu aparelho.
Com ele, é possível ajustar arbitrariamente a velocidade máxima e a mínima, ou deixar o aparelho sempre em velocidade máxima – para isto, basta ajustar a velocidade mínima e a máxima para o valor mais alto possível.
A versão que eu usei, gratuita, não tem a possibilidade de overclocking que, para quem mora em uma cidade quente, não é sempre uma boa ideia.
É compatível com vários aparelhos – HTC, Samsung, Motorola, LG, Huawei, ZTE etc.

AnTuTu CPU Master

Antutu cpu clockEsta ferramenta também altera as velocidades da CPU e do processador gráfico (GPU – Graphics Processing Unit).
A versão paga possibilita tanto o overclocking quanto o underclocking — e, antes que alguém me pergunte “por que diabos você iria querer fazer underclocking?”. Uma necessidade premente de conservar a bateria do aparelho, por um longo tempo, me parece ser um cenário apropriado para esta atitude. Óbvio que, neste caso, o aparelho só serviria para executar as suas funções mais básicas.
Também permite selecionar os governors e os schedulers no seu aparelho.

SetCPU

setcpu cpu control governorCom a promessa de adicionar a possibilidade de controlar vários núcleos nas novas versões este app é bastante completo e democrático, por funcionar em uma boa variedade de aparelhos e ROMs – eu usei a versão 3.1.2.
Como os outros, pode aumentar a performance do seu aparelho (seja um smartphone ou um tablet) ou conservar a bateria.
Para conseguir uma relação eficiente entre o desempenho e o consumo de energia, ele conta com mais de 20 governors à escolha do usuário – e ainda permite que você faça um ajuste fino no seu governor.
O aplicativo dispõe também de um painel para controle da voltagem – disponível apenas para alguns kernels, que tenham incluído suporte à undervolting. Este procedimento é usado para reduzir o consumo da bateria.

finalmente…

Especialistas enfatizam que a melhor forma de obter performance do aparelho, sem drenar desnecessariamente a bateria é a seleção de um governor adequado ao seu estilo de vida. Este é um recurso presente em todos estes aplicativos.
Divirta-se!

Como alterar a velocidade do processador no Android — ajuste dos governors

Neste artigo, vou explicar o que é um governor e como ele afeta o desempenho do seu aparelho.
Você irá conhecer e entender mais de 20 governors disponíveis para aparelhos Android – sejam tablets ou smartphones. A relação de governors, disponíveis em seu aparelho pode ser extensa e depende dos recursos de hardware presentes nele.

O que é exatamente um governor?

Basicamente, é um “gestor” de recursos do(s) processador(es) de seu aparelho. Cada governor segue um conjunto próprio de políticas que adaptam a frequência do clock da CPU e da GPU a certas condições – elevando-a ou diminuindo-a. Há dezenas de governors, cada qual projetado para um determinado perfil de uso – alguns te dão maior performance, outros maior duração da bateria.

Android CPU Painel de controle
clique para ampliar
O assunto tem ganhando mais importância, entre os usuários de dispositivos móveis por que tem grande impacto na fluidez da interface gráfica dos smartphones e tablets e na duração da carga da sua bateria. O que pode te dar um ganho de eficiência é escolher o governor, enquanto conjunto de ajustes, que melhor  se acomode ao seu estilo de vida. Neste artigo, vamos conhecer os gestores mais comuns.

Como alterar o meu governor

Você não pode alterar o governor do seu dispositivo, como usuário normal. Você precisará ser root para isto. Além do quê, precisará ter uma ROM e um aplicativo que te dê acesso a este mecanismo do sistema.
Em seguida, vamos relacionar os governors mais comuns e seus efeitos no seu aparelho.

OnDemand

Este governor tem um gatilho sensível, que impulsiona o clock à velocidade máxima definida pelo usuário. À medida que a demanda por recursos do processador diminui, a frequência do clock vai se reduzindo até chegar ao mínimo definido pelo usuário.

O perfil de gestão de recursos OnDemand oferece excelente fluidez à interface por causa de sua tendência à alta freqüência – mas tudo tem um preço. Este governor, pode ter um efeito relativamente negativo sobre a duração da bateria, se comparado a outros. Não se esqueça: quanto mais alta a frequência do clock, maior é a velocidade do sistema e menor será a duração da sua bateria.

Sua principal característica é elevar o clock ao seu nível máximo, assim que uma nova atividade é detectada, para garantir a responsividade do sistema.

O OnDemand é comumente escolhido por fabricantes de smartphones e é padrão em quase todos os kernels (Android e Linux), porque é bem testado, confiável e praticamente garante o desempenho mais suave possível para o telefone. Isto é assim porque os usuários são muito mais propensos a reclamar do desempenho do que das poucas horas de vida extra (da bateria) que outro governor poderia ter-lhes concedido.

OndemandX

Basicamente, é um OnDemand com maior atenção para os recursos de suspend e wake, portanto, é um pouco mais econômico em relação à bateria. Ao apagar das luzes da tela, a frequência máxima é fixa em 500 Mhz. Tem boa interação com o scheduler SIO.

Performance

Aqui, o clock é fixado na frequência máxima possível. Embora pareça ser uma má ideia (por que drena a carga da bateria), há evidências que sugerem que usar o aparelho com o clock máximo acelera o race-to-idle — processo no qual um aparelho completa uma tarefa e retorna a CPU a um estado de eficiência extrema de economia de energia. Mas esta tese ainda requer testes e o perfil requer um kernel que implemente o C-states (estado de baixo consumo) na CPU.

setcpu, clock speed
Clique para ampliar

Powersave

Oposto do Performance. Este governor fixa o clock no nível mais baixo, determinado pelo usuário. O seu objetivo é a economia de energia.

Conservative

Orienta o aparelho a usar o menor clock, sempre que possível. Em outras palavras, uma carga de tarefas precisa ser maior e mais persistente para “convencer” o governor a aumentar a velocidade do clock da CPU.

A depender do modo como o programador o implementou ou da velocidade mínima de clock, definida pelo usuário, este pode ser um tanto ruim na performance. Por outro lado, isto pode ser bom para quem precisa economizar na bateria. Às vezes, ele é chamado de slow OnDemand – o que pode ajudar a ter uma ideia melhor da sua funcionalidade.

Userspace

Excepcionalmente raro no mundo móvel, este é mais presente em servidores ou PCs. Ele permite que programas executados pelo usuário determinem a frequência em que a CPU vai operar.

Min Max

Este é o “ou oito, ou oitenta”. Com ele, a CPU opera no clock máximo ou no mínimo – baseado na carga de exigências.

Interactive

Este governor foi projetado para dar mais prioridade às tarefas na Interface do Usuário (seus apps) – ele aparenta ser mais responsivo que o tradicional OnDemand. Pode-se dizer que ele foi feito para quem deseja obter maior suavidade na interação entre os aplicativos.

Semelhante ao OnDemand, o Interactive faz um escalonamento dinâmico da velocidade do clock em resposta à carga de trabalho imposta à CPU pelo usuário – e é aí que as similaridades terminam. Este modo de operação é significantemente mais sensível que o OnDemand, uma vez que é mais rápido na escalada pra frequência máxima.

Diferente do OnDemand, no qual as escalas da velocidade do clock são determinadas pela fila de trabalhos, o Interactive faz o escalonamento do clockspeed ao longo de um temporizador definido internamente pelo desenvolvedor. Em outras palavras, se uma aplicação demanda a velocidade máxima do clock (inserindo uma carga de trabalho de 100% na CPU), ainda é possível executar outra tarefa do usuário antes do governor voltar a reduzir a frequência da CPU. Isto pode reduzir o sobe e desce da frequência. Em função deste temporizador, o Interactive está melhor preparado para usar clockspeeds intermediários – fato que também beneficia a duração da carga da bateria. Contudo, já que este perfil se permite permanecer mais tempo na frequência máxima da CPU (em benefício da performance), os ganhos na vida útil da carga da bateria acabam não sendo tão significativos em relação ao perfil OnDemand.

Para encurtar a estória, o Interactive oferece uma performance melhor do que o OnDemand — e há quem diga que, de todos, é o melhor governor — e uma diferença desprezível na economia de energia.

InteractiveX

Criado pelo desenvolvedor do kernel Imoseyon, o InteractiveX se baseia fortemente no Interactive, como já era de se esperar, com um timer ajustado para prover uma relação melhor entre consumo e performance do aparelho.

A característica que define InteractiveX, contudo, é o fato de que ele fixa a frequência da CPU no valor mínimo definido pelo usuário, quando a tela é apagada.

Smartass

Baseado nos conceitos do Interactive – o Smartass (ou espertinho) foi totalmente reescrito, com algumas adições, por erasmux, para usar no seu kernel Android. Popular por sua habilidade no uso do mecanismo de suspensão onboard do Android. Tal como o Conservative, é suave para aumentar a frequência do clock.

É consenso entre alguns especialistas que ele faz bem o que ele se propõe. Sua performance é equivalente à do “velho” mínimo/máximo e, há quem diga, é um pouco mais responsivo – ou seja, reage rápido às mudanças no ambiente.

É difícil quantificar, com precisão, o consumo energético do aparelho rodando neste perfil. Mas ele permanece, a maior parte do tempo, em baixas frequências – o que indica baixo consumo.

Outra característica deste perfil é que ele fixa a frequência máxima em 352Mhz — ou, no caso de você ter definido uma frequência mínima acima de 352, o Smartass vai respeitar a sua definição. Pra exemplificar, Se você definiu as velocidades máxima/mínima em 624/152, ele vai entrar no modo de espera (standby ou sleep mode) em 352/152.

Durante o dia, o seu aparelho passa mais tempo em standby?

SmartassV2

A segunda versão do Smartass também é a favorita entre muitas pessoas. Este governor visa uma “frequência ideal” e, quando precisa, a alcança agressivamente – a partir daí, a escalada é mais suave.

Samsung GT S5360 clock frequencias
Opções de frequências de clock.

Tela ligada e tela desligada têm frequências de operação diferenciadas — estes eventos são chamados awake_ideal_freq e sleep_ideal_freq, internamente.

Este governor é capaz de reduzir o clock rapidamente para atingir a sleep_ideal_freq, assim que a tela é desligada. E sobe rapidamente em direção ao awake_ideal_freq, quando a tela é ligada.

Diferente do Smartass, não há limite máximo de frequência, quando a tela está desligada. Desta forma, todo a faixa de frequência disponível é usada pelo governor no processo de mudança entre tela desligada/ligada.

Aqui, o objetivo é balancear a performance e o consumo da bateria e, dependendo do poder de processamento do seu aparelho, ninguém vai perceber o lag quando sair do standby.

Conheça o perfil Scary (assustador!), na próxima página — um caso em que o nome não corresponde à “pessoa”.

Gerenciamento de memória no Android

Saiba como analisar e entender o uso da memória no seu aparelho Android, através do meminfo, em conjunto com algumas outras ferramentas.
Para poder realizar os procedimentos relatados aqui, você vai precisar instalar o aplicativo de terminal do Android — clique no link, abaixo, para ir para a página de downloads, na Play Store
— Página de download do Android terminal na loja oficial do Google.
O meminfo é um arquivo e vamos fazer um acesso a ele de um modo não convencional.
Para isto, abra o Android terminal, que você acabou de instalar.

Como acessar as informações da memória do Android

Digite o seguinte comando no terminal do seu celular:

cat /proc/meminfo

O resultado vai ser algo parecido com o que você obteria em qualquer máquina Linux.
Na figura, abaixo, um exemplo do conteúdo do arquivo /proc/meminfo em uma máquina com o Ubuntu.
Captura de tela de 2013-03-26 16:44:41
Com a leitura adequada, o arquivo meminfo pode ajudar a entender o uso atual da memória do seu aparelho. Leve em consideração há variações entre as várias versões do Android.
Vejamos alguns itens:

  • MemTotal: A memória total do sistema (ou seja, memória RAM física menos alguns bits e o código binário do Kernel).
  • MemFree: É o que resta, sem uso, da memória total, no momento.
  • Buffers: A quantidade de memória em cache de buffer
  • Cached: Memória no cache de página, menos o SwapCache
  • SwapCache: Conteúdo da memória que já foi retirado do swap mas voltou e ainda se contra armazenada no arquivo de swap — se houver necessidade de usar este espaço, ela pode ser descartada (uma vez que há uma cópia do seu conteúdo no arquivo de swap). Segundo desenvolvedores, este procedimento poupa o fluxo de E/S.

Uma rápida introdução ao Android

Introdução

O sistema operacional Android tem mostrado um desenvolvimento acelerado, desde que chegou à versão 2.x, para smartphones (tendo adotado codinomes como Eclair, Froyo ou Gingerbread) ou a versão 3.0 (Honeycomb) para tablets.
A partir da versão 4 (Ice Cream Sandwich ou ICS) o sistema se unificou e é usado tanto nos tablets como nos smartphones.

A interface comum dos aparelhos

Os usuários das versões 2.x estão familiarizados com um dispositivo com 3 botões básicos: Voltar, Home (Início) e Menu. Alguns dispositivos apresentam um quarto botão (Search ou Busca), cuja função varia em função do contexto.
samsung-s3-bottombuttons
É comum os fabricantes suprimirem todos os botões físicos na parte frontal dos novos tablets, que estão usando a quarta versão do Android – permanecendo apenas os laterais Power (liga/desliga) e volume.

Saiba um pouco mais sobre os botões básicos no seu dispositivo Android

Um busca no site da Samsung ou de qualquer outro fabricante (exceto a Nokia, que resiste ao Android mas tem ótimos produtos com o Symbian) vai mostrar aparelhos com vários padrões de botões, com a predominância de 3 ou 4 botões básicos na parte inferior. Vamos conhecê-los melhor.
samsung-sii-4buttonsbottom

Home ou Início

home
Comumente representado pelo ícone de uma casa, é provavelmente o mais usado de todos. Sempre te leva de volta à tela inicial – útil, quando você quer sair de um aplicativo para iniciar uma nova atividade no seu aparelho.
Além disso, ao manter o botão de início pressionado por alguns segundos, o dispositivo dispara o gerenciador de tarefas – a partir do qual é possível alternar entre aplicativos ou encerrá-los, caso tenham parado de responder.
Uma observação importante a ser feita é que ele não costuma servir para finalizar aplicativos. Ao pressioná-lo, você sai do aplicativo para a tela principal, mas não termina a execução do aplicativo, que continua rodando em background. Para finalizá-lo, é necessário usar o botão Voltar.

Menu

menuLembre-se que os botões têm funções que variam de acordo com o contexto. Na tela inicial, em uma configuração básica, o botão Menu, aciona o menu de configurações do aparelho – onde é possível ajustar o Bluetooth, o Wi-fi, etc…
De dentro de um aplicativo, ele dá acesso às configurações específicas ou outras opções do aplicativo. Por exemplo, de dentro do aplicativo do Facebook ele exibe as opções de configuração do aplicativo.
Assim, sempre experimente este botão de dentro de algum aplicativo quando você não estiver conseguindo localizar as funções que você deseja encontrar.
Aqui, é interessante observar que em alguns dispositivos, ao mantê-lo pressionado, o sistema de busca por voz é ativado.

Search (ou Busca)

search
Quando presente, este botão permite fazer buscas (também dentro do contexto do aplicativo que estiver em execução). Se acionado da tela inicial, ele faz uma busca na Internet. De dentro dos Contatos, busca por contatos; no Google Play, por aplicativos.
Se mantido pressionado, ele ativa a busca por voz (voice search) – em que você dita a palavra ou frase que deseja buscar.
Quando a busca ocorre na Internet, o search engine padrão costuma ser o Google.com. Mas alguns aparelhos podem vir com configurações diferentes.

Back ou Voltar

back
Permite voltar atrás tela após tela em vários aplicativos. No caso de um navegador, volta às páginas que estavam sendo vistas anteriormente. Em outros aplicativos, ele o leva de volta às telas anteriores.
Ele pode ser pressionado múltiplas vezes até que você saia do aplicativo.

Conclusão

Como dito, anteriormente, as funções variam de acordo com o contexto e com os aplicativos em execução. Dispositivos Android podem vir com variadas configurações e alguns usuários aplicam temas diferentes que alteram não somente o visual da interface, como as funções dos botões. Esteja atento a isto e… se divirta.