Como desmontar um drive ocupado em 2 passos

Se você está tentando desconectar um dispositivo USB, um pendrive ou remover um DVD e ele demora muito (e, aparentemente, nada acontece) é por que algo errado pode estar acontecendo.
Há várias situações em que um dispositivo pode parar de responder às suas tentativas de remoção (desmontar, ejetar etc.) — a mais comum é que ele esteja sendo retido por algum programa (processo).
usb flash media pendriveSe um processo ainda estiver escrevendo/lendo dados, ele vai “tentar” impedir que você desconecte o dispositivo — seja um CD/DVD/Blu-Ray, um pendrive, um cartão de memória, um HD externo etc.
O ideal é esperar — se você estiver lidando com transferências volumosas entre dispositivos, boa parte destes dados pode estar armazenada no cache do sistema, aguardando disponibilidade para concluir a transação.
Ou seja, mesmo que você não perceba qualquer atividade de tráfego de dados no sistema, ela pode, sim, ainda estar ocorrendo — e desconectar um drive nestas condições é extremamente arriscado.
Neste post, vou mostrar como lidar, de forma segura, com esta situação.

Feche os programas relacionados ao dispositivo

Você está ouvindo música no pendrive ou no cartão de memória?
Está editando algum texto ou planilha armazenada no dispositivo?
Em casos assim, o dispositivo está em uso pelo programa em execução e impedir que ele seja retirado é uma medida de segurança do sistema — para evitar que você perca os seus dados e/ou danifique o sistema de arquivos do dispositivo.
Feche todos os programas abertos e aguarde uns instantes — e tente ejetar novamente.
Se isto ainda não resolveu, prossiga a leitura.

Como resolver o problema

A minha primeira opção é o comando sync. Sua função é escoar os dados retidos no buffer do sistema de arquivos, pro dispositivo de destino.
Na maioria das vezes, tudo se resolve com este comando.
Comece por abrir um terminal e execute o comando:

sudo sync

Aguarde alguns instantes.
Se isto não resolver, tente o que segue:
Localize o dispositivo, com o comando mount:

mount
/dev/sda2 on / type ext4 (rw,errors=remount-ro)
proc on /proc type proc (rw,noexec,nosuid,nodev)
sysfs on /sys type sysfs (rw,noexec,nosuid,nodev)
none on /sys/fs/pstore type pstore (rw)
/dev/sda1 on /home type ext4 (rw)
systemd on /sys/fs/cgroup/systemd type cgroup (rw, noexec, nosuid, nodev, none, name=systemd)
gvfsd-fuse on /run/user/1000/gvfs type fuse.gvfsd-fuse (rw, nosuid, nodev, user=justincase)
/dev/sdc1 on /mnt type ext4 (rw)

Vou usar como exemplo o dispositivo destacado acima /dev/sdc1, que está montado na diretório /mnt.
Para tentar desmontá-lo, use o seguinte comando:

sudo umount /dev/sdc1

comandos mount umount linux ubuntu
comando mount retornou erro
Se este método não funcionou, você vai precisar descobrir qual(is) processo(s) está(ão) retendo o dispositivo — e decidir o que fazer com ele(s).

Como determinar qual processo está ocupando o dispositivo

A idéia é justamente esta: identificar quem está ocupando o drive e “pedir para ele parar”.
Neste artigo, vou abordar 3 métodos para identificar e resolver o problema:

  • pseste comando exibe um relatório instantâneo sobre os processos em execução.
  • lsof — este comando é usado para listar os arquivos em aberto. Ele pode apontar se há algum programa mantendo um arquivo aberto em seu pendrive.
  • fuser — identifica processos que estejam usando arquivos ou sockets.

O comando PS

O ps, em conjunto com o comando grep, pode resolver esta situação em um piscar de olhos.
Adéque a linha de comando, abaixo, à sua realidade:

ps aux | grep -i "/mnt"

No exemplo acima, eu inquiri o sistema sobre os processos em execução com ps aux e filtrei o resultado, para ver apenas o que se referia à pasta em que o dispositivo /dev/sdc1 está montado: /mnt. Veja o resultado:

justinc+  8233  2.8  0.1  83016  3012 pts/30   Sl   20:06   0:04 mpg123 /mnt/Música/REO Speedwagon - discography/1971 R.E.O. Speedwagon/01 Gypsy Woman's Passion.mp3
justinc+  8264  0.0  0.0   4956   848 pts/30   S+   20:09   0:00 grep --color=auto -i /mnt

Quem está mantendo o meu dispositivo ocupado é o player mpg123 — e a identificação do processo 8233.
Para interromper este aplicativo, use o comando kill:

kill -9 8233

Use lsof para listar os arquivos abertos (opened files)

Vou usar um método semelhante ao que usei antes com o comando ps, combinando-o com um filtro grep:

lsof | grep -i "/mnt/"

Tenha um pouco de paciência — este comando pode demorar um pouco para apresentar os seus resultados.
Novamente, o player de músicas mpg123 aparece na lista, com o seu PID. Veja:

mpg123    13424       justincase    8r      REG       8,33    9695544  5505285 /mnt/Música/REO Speedwagon - discography/1971 R.E.O. Speedwagon/02 157 Riverside Avenue.mp3
threaded- 13424 13427 justincase    8r      REG       8,33    9695544  5505285 /mnt/Música/REO Speedwagon - discography/1971 R.E.O. Speedwagon/02 157 Riverside Avenue.mp3

Use o comando kill para terminar o processo (note que o PID – Process IDentification – mudou):

kill -9 13424

Use o fuser para encontrar o processo que está usando o seu dispositivo

O último método é o meu preferido.
O comando fuser pode ser usado para identificar processos que estejam mantendo arquivos abertos ou ocupando sockets. Veja como usar:

fuser -m /dev/sdc1

O resultado, no meu sistema foi o seguinte:

/dev/sdc1:            6740c 13702

O último número, é o do PID — que vamos informar ao comando kill:

kill -9 13702

como usar o comando fuser
Se necessário, preceda o comando kill com o sudo — para ter privilégios administrativos:

sudo kill -9 13702

Outras soluções com umount

Se o problema persistir, você pode tentar “remontar” um dispositivo em modo “somente leitura” (read-only) – o que causará menos danos ao seu sistema de arquivos, se for removido arbitrariamente (use o sudo, se necessário):

sudo umount -rv /dev/sdc1
[sudo] password for justincase: 
umount: /dev/sdc1 está ocupado - remontado somente para leitura

Se você obtiver sucesso nisto, já pode desconectar o drive ou a mídia.
As soluções que seguem são variantes do comando umount e você combinar os parâmetros e as opções para obter o melhor resultado.
Elas não funcionam não funcionam em kernels anteriores ao 2.4:
Para forçar a remoção:

sudo umount -vf /dev/sdc1

Remover imediatamente o sistema de arquivos do dispositivo junto a todas as referências, tão logo ele se desocupe:

sudo umount -l /dev/sdc1

Combinando as duas:

sudo umount -lf /dev/sdc1

Espero que uma destas soluções funcione para você. 😉

4 comandos fatais e proibidos pro Linux.

Há comandos que são extremamente danosos pro seu sistema operacional Linux, se executados inadvertidamente.
Felizmente, nenhum deles pode ser executado sem privilégios administrativos — mas você deve ser cuidadoso, mesmo assim.
Captura_de_tela-Breaking.Bad.S01E04.avi-1Se o seu objetivo é o aprendizado, o ambiente mais seguro para testar estes e muitos outros comandos é o virtual. Aprenda a criar uma máquina virtual e vá brincar com segurança dentro dela.

O comando que apaga tudo

A função do comando rm é remover arquivos — e ele pode remover diretórios inteiros também, sem pedir qualquer confirmação.
Ao executar o comando rm -rfv /, com privilégios de root todos os arquivos e diretórios do seu sistema serão eliminados.
Veja o que ele faz:

  • r — indica a recursividade. Todos os arquivos do diretório atual e seus subdiretórios sofrerão a ação do comando;
  • f — indica a ‘forçabilidade’. Todos os arquivos serão forçosamente removidos, independente de suas permissões;
  • v — liga a ‘verbosidade’. Torna tudo mais lindo ao exibir os arquivos à medida em que são eliminados no seu terminal;
  • / — indica o local em que a operação ocorrerá. Neste caso, a raiz. É isto que torna o comando todo tão perigoso;

Se você executar a linha sem privilégios administrativos, só os arquivos nos quais você tem permissão de escrita serão afetados.

Como executar uma fork bomb

Esta é uma das formas de se fazer um ataque de negação de serviços, que consiste em, basicamente, saturar os recursos de um servidor ao ponto de torná-lo indisponível.
A fork bomb apresentada a seguir faz com que o Linux ou o Unix opere definindo uma função, chamada ‘:’ e que refira-se a si mesma duas vezes – em background e foreground:

: (){ : | : & };:

No Linux, o administrador pode prevenir este tipo de ataque com o comando ulimit que impõe restrições à quantidade de processos simultâneos por usuário.

Formatar uma partição

Qualquer instalação decente do Linux estará distribuída em várias partições. O comando:

mkfs.ext4 /dev/sdaX</code>

vai aplicar uma formatação completa à partição /dev/sdaX.
Formatar um disco completamente, desta forma, pode ser útil no caso de se estar repassando a máquina para uma outra pessoa.

Escrever diretamente no disco rígido

Ao enviar a saída de um comando diretamente pro endereço do dispositivo de disco rígido não é apenas desaconselhável. É uma ação muito perigosa e danosa pro sistema de arquivos, em sua máquina.
Pode ser feito da seguinte forma:

ls > /dev/sda

Há várias outras formas de se danificar um sistema Linux/Unix — e, na maior parte delas, é necessário ter privilégios especiais para ter sucesso.
Distribuições Linux voltadas para usuários com menor nível de conhecimento costumam vir com algumas configurações que previnem a maior parte dos acidentes.

Seja responsável! 😉

Como montar um sistema de arquivos FTP remoto com o curlftps

É possível montar nativamente um sistema de arquivos FTP remoto, com o uso de um gerenciador de arquivos gráfico, presente em qualquer distribuição Linux — todos eles permitem acessar servidores remotos, através de diversos protocolos.
Se você precisa de mais recursos de conectividade, vou descrever, neste post, uma solução mais flexível e completa para a realização da tarefa — para quem não tem medo digitar (ou copiar e colar) alguns comandos no console.

Como instalar o curlftps no Debian ou Ubuntu

Vamos precisar instalar pelo menos um pacote de softwares, o curlftps – sistema de arquivos para acessar hosts FTP baseado em FUSE e cURL.
Comece abrindo um terminal (Ctrl+Alt+T, no Ubuntu). Agora, use o apt, para instalar:

sudo apt-get install curlftpfs

Após a instalação, vamos criar um diretório local dentro do qual vamos montar o diretório remoto via FTP:

sudo mkdir /mnt/meu_ftp

Para executar o curlftps, você precisa saber 3 coisas:

  • endereço do Servidor FTP
  • Nome de usuário;
  • Sua senha;

Substitua, no comando que segue, os valores pelos que se adequam ao seu caso:

sudo curlftpfs endereco_ftp.com /mnt/meu_ftp/ -o user=meuNomeDeUsuario:MinhaSenha -o allow_other

A opção -o allow_other serve para permitir que outros usuários na rede também tenham acesso a este diretório. Se isto não te interessa, basta remover do comando.
A esta altura você já pode acessar o seu diretório:

ls /mnt/meu_ftp/

Quer que este diretório seja montado já na inicialização do sistema ou da sessão?

Superfácil.
Abra e edite o arquivo /etc/fstab:

sudo editor /etc/fstab

Agora vá até a última linha do arquivo aberto no seu editor e insira o seguinte comando:

curlftpfs#ftp://username:password@ftp.myhost.com/ /meu_ftp fuse defaults 0 0

Captura de tela - 13-06-2013 - 20:23:31
Não esqueça de substituir

  • username, pelo seu nome de usuário no servidor;
  • password, pela senha correspondente ao usuário no servidor;
  • ftp.myhost.com, pelo endereço do seu servidor;
  • e meu_ftp pelo diretório local em que você pretende montar o diretório remoto.

Para montar tudo agora, execute o comando:

sudo mount -a

Para desmontar o diretório, a qualquer momento, use o comando:

sudo umount /mnt/meu_ftp

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