Como montar partições e drives NTFS no Linux

Qualquer distro Linux atual tem suporte completo a leitura e escrita em sistemas de arquivos Windows, o que inclui o NTFS.
Os exemplos que seguem, foram aplicados a uma máquina Ubuntu 14.04 LTS, mas valem para Debian, Fedora ou qualquer outra distro Linux popular e atualizada.

Se você não estiver conseguindo realizar alguma operação com o drive, provavelmente falta algum módulo no seu kernel ou você não configurou algo adequadamente —. Neste texto, vou tentar mostrar algumas dicas de como montar partições NTFS, com todas as funções possíveis habilitadas.
Como montar partição NTFS no Linux - capa do tutorial

Cuidados básicos ao montar drives ou partições NTFS ou FAT32

Uma vez montado o drive, o Linux irá mostrar arquivos e pastas (diretórios) que, no Windows, estariam escondidos — o que pode expor arquivos de sistema. Portanto, é importante ter cuidado para não apagar o que não deve.

O Windows 7 armazena o estado do sistema em um arquivo em disco, quando entra em hibernação.
Ao “acordar”, restaura seu estado a partir daquele arquivo.
Isto quer dizer que você pode perder alterações feitas, durante a hibernação, em um drive compartilhado em uma máquina Windows (versão 7 e superior). — Manual do Ubuntu.

Um típico HD Windows costuma ter uma partição chamada “SYSTEM“, com tamanho entre 100 e 200 megabytes. A menos que você saiba o que está fazendo, não há qualquer necessidade de montá-la no Linux. A mesma dica vale para partições de recuperação do sistema, que costumam ser chamadas de “RECOVERY“.

Sistemas de arquivos comuns no Windows

Basicamente, os sistemas de arquivos mais comuns em sistemas Windows são estes:

  • O Windows 7, Vista, XP 2000, antigos sistemas NT e o Windows Server 2003 e 2008, são formatados com NTFS. O FAT32 é raramente usado, como padrão, nestas versões.
  • As versões anteriores, raramente usam o NTFS — O padrão é o FAT32.
  • Drives e cartões flash (pendrives, cartões SD etc) são tipicamente formatados como FAT16. Em alguns casos, é usado o exFAT.

Você pode verificar quais sistemas de arquivos estão sendo usados nos drives e dispositivos conectados ao seu computador com o comando fdisk:


sudo fdisk -lu

A relação dos sistemas de arquivos conectados pode ser extensa. O exemplo abaixo, mostra informações de um pendrive, conectado em /dev/sdc1 (no meu sistema):

Disco /dev/sdc: 4009 MB, 4009754624 bytes
84 cabeças, 22 setores/trilhas, 4237 cilindros, total de 7831552 setores
Unidades = setores de 1 * 512 = 512 bytes
Tamanho do setor (lógico/físico): 512 bytes / 512 bytes
Tamanho da E/S (mínimo/ideal): 512 bytes / 512 bytes
Identificador do disco: 0x00054216

Dispositivo Boot      Início        Fim      Blocos   Id  Sistema
/dev/sdc1              62     7831551     3915745    7  HPFS/NTFS/exFAT

Use o comando grep para obter um resultado mais compacto:


sudo fdisk -l | grep -i ntfs

/dev/sdc1              62     7831551     3915745    7  HPFS/NTFS/exFAT

No decorrer deste artigo, vou usar este dispositivo como exemplo — não esqueça de adaptar os exemplos dados à situação do seu sistema.

Suporte a NTFS no Linux

O Linux usa o driver ntfs-3g para ler e alterar partições NTFS.
O driver vem pré-instalado em várias distribuições — no Ubuntu, ele é parte da distro desde a versão 11.10.
Se você estiver usando uma distro Linux atual, provavelmente não precisará fazer nada para trabalhar plenamente com dispositivos e partições NTFS.
Se você estiver tendo problemas para alterar dados em alguma partição NTFS, cheque se o pacote ntfs-3g se encontra instalado em seu sistema.

Configure o Linux para montar automaticamente os dispositivos e partições NTFS

Se você pretende manter o drive sempre conectado à sua máquina Linux e deseja que ele seja sempre montado na inicialização, configurar as opções de montagem no arquivo /etc/fstab é uma boa idéia.
Será necessário adicionar um linha para cada partição a ser montada, no arquivo fstab.
A documentação oficial do Ubuntu, enumera, pelo menos 3 razões para configurar o fstab, em vez de montar pelo seu gerenciador de arquivos (Nautilus, no Ubuntu):

  • Quando mais de uma conta de usuário estiver ativa durante uma sessão — com o uso do fstab, é possível montar uma vez só, para todo mundo poder usar.
  • Quando você tem softwares ou bibliotecas configurados para usar a partição ou o drive em questão, na inicialização, você vai querer que tudo esteja pronto para eles, sem a sua interferẽncia.
  • Conveniência de ter um procedimento a mais automatizado no seu sistema.

Como configurar o fstab

Uma das melhores formas de automatizar o processo de montagem de um drive ou partição no Linux é fazê-lo pelo seu nome de volume — isto é especialmente útil, quando se trata de um pendrive, que vai ser conectado/desconectado sempre.

Por ora, use o comando blkid, para saber mais sobre a localização das unidades que já se encontram conectadas ao seu sistema:


sudo blkid

No nosso exemplo, o dispositivo que interessa é o último da lista:

/dev/sda1: UUID="ce32e86c-e404-4f84-8125-74d0fc4897f7" TYPE="swap" 
/dev/sda2: UUID="a2ab821d-ae58-42fc-9384-f96dfcdc22cc" TYPE="ext4" 
/dev/sdb1: UUID="eb8e4cca-42c6-498d-b5ba-cd397096b3e9" TYPE="ext4" 
/dev/sdc1: LABEL="NTFS-FLASH" UUID="4D016F2B3DF4A3CE" TYPE="ntfs"

De acordo com a listagem, acima, a partição a ser configurada no fstab é a /dev/sdc1 que, neste caso, corresponde a um drive flash USB (pendrive) — note que o nome do volume (LABEL) é NTFS-FLASH e o seu UUID é 4D016F2B3DF4A3CE.
Comece por criar um ponto de montagem ou mountpoint para cada dispositivo, que você for configurar no fstab.
O ponto de montagem é um diretório, que pode ter qualquer nome. Eu gosto de usar um nome semelhante ao do volume a ser montado:


sudo mkdir /media/ntfsflash

A seguir, faça backup do fstab:


sudo cp /etc/fstab /etc/fstab.original

Agora, abra o fstab com o seu editor preferido (eu vou de nano):


sudo nano /etc/fstab

Agora adicione a seguinte linha ao arquivo do fstab, para montar o dispositivo pelo seu UUID:


UUID=4D016F2B3DF4A3CE  /media/ntfsflash  ntfs-3g  defaults,windows_names,locale=pt_BR.utf8  0 0

Não se esqueça de substituir o UUID e ponto de montagem /media/ntfsflash por valores adequados ao seu sistema.
Se o seu idioma não for português do Brasil, você vai precisar adequar esta variável também.
Use o comando locale para determinar qual o valor mais adequado para você:


locale | grep LANG

Quando terminar de editar o fstab, grave as alterações e feche o editor.
Caso não saiba, para gravar as alterações no nano, use a combinação de teclas Ctrl+o.
Para fechar e sair do editor, use Ctrl+x.

Exemplo de execução do comando blkid
Clique, para ver detalhes.

A nova configuração do fstab terá efeito na próxima inicialização do sistema.
Se tiver pressa para ver o resultado, use o comando mount:


sudo mount -a

O comando, acima, monta todos (all) os dispositivos disponíveis e citados no fstab.
Se quiser, use o mount, para verificar se o seu dispositivo foi montado:


mount

/dev/sdb1 on / type ext4 (rw,errors=remount-ro,discard)
proc on /proc type proc (rw,noexec,nosuid,nodev)
sysfs on /sys type sysfs (rw,noexec,nosuid,nodev)

...

/dev/sda2 on /home type ext4 (rw)
systemd on /sys/fs/cgroup/systemd type cgroup (rw,noexec,nosuid,nodev,none,name=systemd)
gvfsd-fuse on /run/user/1000/gvfs type fuse.gvfsd-fuse (rw,nosuid,nodev,user=justincase)
/dev/sdc1 on /media/ntfsflash type fuseblk (rw,nosuid,nodev,allow_other,blksize=4096)[/plain]

Como montar uma partição NTFS como apenas-leitura

Uma solução fácil para montar uma partição NTFS com restrição a escrita é usar o driver NTFS antigo.
Substitua a linha que você adicionou ao fstab por esta:

UUID=4D016F2B3DF4A3CE  /media/ntfsflash  ntfs  defaults,umask=222  0 0

Novamente, não se esqueça de adequar o exemplo ao seu caso.
O método preferível é usar o driver atual e especificar que a partição deve permanecer apenas para leitura.
Coloque a cláusula ‘ro’, logo após ‘defaults’:

UUID=4D016F2B3DF4A3CE  /media/ntfsflash  ntfs-3g  defaults,ro,windows_names,locale=pt_BR.utf8  0 0

Isto irá permitir que o acesso ocorra em condições maiores de segurança ao sistema externo.

Como montar um drive ou partição NTFS na linha de comando do Linux

Para montar um dispositivo NTFS, usando um comando no terminal, use o exemplo abaixo.
Não esqueca de substituir os valores do exemplo dado pelos que se adequam ao seu sistema:


sudo mount -t ntfs-3g /dev/sdc1 /media/ntfsflash/

Você pode montar o dispositivo, com detecção automática do sistema de arquivos:


sudo mount -t auto /dev/sdc1 /media/ntfsflash/

Referências

Como montar um drive pelo nome do volume (label)

A cada vez que você monta um dispositivo de armazenamento externo, é comum ele ser referenciado, no Linux, em locais diferentes.
Um pendrive, hoje, pode estar em /dev/sdc e amanhã em /dev/sdb.
flash memory icon
Mas, e se você tem um script ou aplicativo que precisa saber exatamente onde encontrar os seus dados, sempre?
Se o nome deste dispositivo de armazenamento se mantiver sempre único e sem mudanças, é possível se referir a ele, no Linux.
O comando mount permite montar qualquer dispositivo a partir do seu nome de volume (disk volume label).



Se você ainda não configurou o nome do volume do seu dispositivo, pode usar o comando e2label, para isto.
Veja um exemplo de como mostrar o nome do volume atual:

e2label /dev/sdd3
musicas

Para alterar o nome do volume do seu dispositivo de armazenamento externo, use este exemplo:

e2label /dev/sdd3 novo_nome

Como montar um drive pelo seu nome de volume

No exemplo que segue, vou montar um drive externo, cujo nome de volume é “Fotos”, na minha pasta de usuário, com o nome de “Camera”.

mount -L fotos /home/Imagens/Camera

Vamos ver um outro exemplo.
Se quiser montar um HD externo, com o nome de volume “Documentos” em “/media/usb”, faça o seguinte:

mkdir -p /media/usb
mount -L Documentos /media/usb

Configure o fstab

Opcionalmente, você pode pode posicionar a requisição para montar o seu dispositivo dentro do arquivo /etc/fstab.
Ao fazer isto, você irá garantir que ele seja montado automaticamente a cada vez que o sistema for iniciado.
Adicione a seguinte linha ao arquivo /etc/fstab (com os devidos ajustes, para que se adequem à sua realidade):

LABEL=Documentos     /media/usb    ext4   defaults 0 0

Espero que isto resolva.

Referências

Como ativar o TRIM no Linux para sua unidade SSD

O TRIM é um recurso fundamental para quem tem uma unidade SSD no seu sistema e deseja garantir o máximo de eficiência deste tipo de dispositivo.
O recurso já vem incluído nas versões do kernel Linux superiores a 2.6.33. No Ubuntu, a partir da versão 14.04 LTS Trusty Tahr, ele já é padrão do sistema.

Contudo, se você deseja verificar se o recurso está em funcionamento ou se você usa outro sabor do Linux, vou mostrar como dominar este recurso neste artigo.
Já expliquei anteriormente o principal motivo de um drive SSD apresentar problemas acentuados de lentidão — o que pode comprometer o desempenho de todo o sistema.

O que é o TRIM

Quando um arquivo é removido de uma mídia, quase todos os sistemas operacionais removem as referências a ele e não os blocos de dados do arquivo na mídia.
Para as unidades SSD, isto acaba por deixar blocos de dados supérfluos na mídia que, eventualmente precisarão ser sobrescritos.
O SSD TRIM é um função da interface SATA, que diz à interface SSD para esvaziar definitivamente os blocos sem uso.

O TRIM é um comando SATA que habilita o sistema operacional a informar à unidade SSD quais blocos de dados gravados não são mais necessários, como resultado de terem sido apagados — com um “delete” ou com um “format”.

O resultado da execução do TRIM é que o dispositivo de estado sólido ganha mais espaço livre, o que melhora a performance de sua escrita.

O comando TRIM precisa ser suportado pela controladora SSD — caso contrário, os LBAs (endereçamento lógico de blocos ou Logical Block Address) que receberem o comando não irão ser marcados como inválidos e o drive irá continuar a coleta de lixo de dados, como se ainda fosse válidos.

Possíveis problemas

Apenas quando o sistema operacional gravar novos dados nestes LBAs, é que a unidade SSD irá saber que eles são inválidos — e aí, o problema, descrito aqui, já estará criado: o processo de gravação se torna progressivamente mais lento.

Se a sua controladora não tem suporte ao TRIM, há 2 formas de solucionar o problema — se disponível, fazer atualização do firmware da controladora SSD. Se não, executar periodicamente um aplicativo utilitário, que realize o TRIM na unidade.

No Linux, o comando que realiza o TRIM é o fstrim.

Ainda que a controladora da unidade SSD suporte o comando TRIM, isto não significa que ela voltará à sua velocidade máxima imediatamente.

O espaço a ser liberado pelo TRIM está espalhado aleatoriamente na unidade — serão necessárias algumas execuções até que o processo se consolide e a performance seja restabelecida.

Limitações do TRIM

Há algumas limitações, mais ou menos, óbvias.

Se você tem um espaço total de 100 Gb no seu SSD e já ocupou 95 Gb — O TRIM não vai lhe adicionar espaço significativo ao drive.

sandisk ssd issd 128 gb

Eu sugiro que você leia este texto, para entender por que.
Unidades SSD mais antigas podem não ser muito eficientes com recursos de coletar lixo ou suporte ao TRIM.

A Kingston oferece, para as suas unidades mais antigas alguns aplicativos que melhoram a performance dos drives SSD.

As versões atuais do Linux, tem suporte automático a unidades SSD Intel e Samsung.
Mas é possível executar o comando TRIM em unidades SSD de outras marcas também — veja, no próximo tópico como fazer isto.

Como obter informações sobre o seu drive SSD

Há várias formas de obter informações sobre o seu dispositivo.
Se quiser se certificar de que ele é um SSD, use o comando SMARTCTL:


sudo smartctl -a /dev/sdb | grep -i rotation

Rotation Rate:    Solid State Device

Para saber a marca, tente isto:


sudo smartctl -a /dev/sdb | grep -i device

Repare na linha em destaque (no meu resultado):

Device Model:     SanDisk SSD i100 24GB
LU WWN Device Id: 5 001b44 7bae1fb91
Rotation Rate:    Solid State Device
Device is:        Not in smartctl database [for details use: -P showall]
SMART support is: Available - device has SMART capability.

O comando LSHW, também pode dar informações mais detalhadas sobre o seu sistema:


sudo lshw | less

Com um pouco mais de pesquisa, você vai descobrir que, no Linux, há inúmeras outras formas de obter informações sobre o seu drive.

Como executar o TRIM no Linux

O comando fstrim-all é um frontend pro fstrim. O primeiro, executa o TRIM em todos os dispositivos SSD presentes no seu sistema — o segundo precisa que você indique o diretório em que você quer que o TRIM seja aplicado.
É necessário que os dispositivos estejam montados, para que o fstrim funcione.

Veja como rodar o fstrim em um diretório local, montado em uma unidade de estado sólido:


sudo fstrim -v /usr/

Se tudo der certo, você vai obter uma mensagem semelhante a esta:

/usr/: 20903276544 bytes were trimmed

Com o uso da opção ‘-v’ o fstrim vai exibir o número de bytes fornecidos pelo sistema de arquivos para descarte.
Este número é o máximo a ser descartado, na perspectiva do dispositivo de armazenamento.

Se você repetir o comando, em seguida, obterá o mesmo número.
Acontece que o fstrim irá mostrar a mesma quantidade de bytes, em potencial, a ser descartada no dispositivo. Este valor ainda poderá sofrer ajustes pelo kernel, mais a frente, antes que o TRIM seja efetivamente aplicado.

Se quiser, use o fstrim-all — o aplicativo detecta sozinho quais unidades são SSD.

Você pode usar a opção ‘–no-model’ para executá-lo em drives de outras marcas, mas pode sofrer perda de dados, ao rodar o fstrim em um sistema com alta carga de entrada/saída de dados — mantenha o seu backup atualizado e espere o sistema ficar ocioso, antes de realizar a operação.


sudo fstrim-all --no-model

O fstrim-all não costuma dar retorno de suas atividades ao usuário —. Lembre-se: estes aplicativos são feitos para rodar em silêncio, nos bastidores.

Veja como inserir o comando TRIM no cron, para que ele seja realizado periodicamente no seu sistema, sem verificar o modelo do seu drive:


sed -i 's/exec fstrim-all/exec fstrim-all --no-model-check/g' /etc/cron.weekly/fstrim

Mais opções de uso do fstrim

O site Askubuntu recomenda 3 formas de uso do fstrim:

  • manual — esta é a forma mais fácil e pode ser executada diretamente no terminal (como já foi visto, acima):
    
    sudo fstrim /nome_diretório
    

    Contudo, ela é desnecessária, se você estiver usando o comando agendado ou automatizado;

  • agendada e
  • automatizada (não recomendada nos sistemas atuais e, portanto, não será abordada neste texto).

Como agendar a execução do fstrim

Este é o método recomendado e, nas versões atuais do Ubuntu, já ocorre por padrão.

Ao agendar a tarefa, você não precisa mais se preocupar com o problema — o sistema se encarregará de cuidar dele periodicamente.
Veja como agendar uma tarefa para execução semanal do fstrim no cron:
sudo nano gedit /etc/cron.weekly/fstrim
No exemplo, acima, usei o nano. Se você preferir, pode usar outro editor de textos — mas precisa executá-lo com privilégios administrativos.
Copie e cole o seguinte código no arquivo:

#! /bin/sh  

# Este script pressupoe que o diretório /usr está em uma unidade SSD.
# Altere o ponto de montagem de acordo com sua realidade
# Voce pode adicionar outros pontos de montagem, separados por espacos.
# Certifique-se de que todos os pontos de montagem estejam entre as aspas
# simples, conforme o exemplo abaixo:
# SSD_MOUNT_POINTS='/ /boot /home /media/my_other_ssd'  

SSD_MOUNT_POINTS='/usr'  

for mount_point in $SSD_MOUNT_POINTS
do  
    fstrim $mount_point  
done

Agora, torne o script executável:


sudo chmod +x /etc/cron.weekly/fstrim

Agora, teste-o:


sudo /etc/cron.weekly/fstrim

Se você não obtiver mensagens de erro, o seu cron job estará funcionando bem.

Referências

en.wikipedia.org/wiki/Write_amplification
http://askubuntu.com/questions/18903/how-to-enable-trim
http://www.kingston.com/us/support/technical/products?model=sv300s3

3 maneiras de verificar o desempenho do HD no Linux

Vou mostrar como determinar a velocidade do seu disco rígido no Linux com um aplicativo de linha de comando e um app gráfico.
Na linha de comando, é possível usar o hdparm e, para quem usa o Ubuntu, é só abrir o dash e procurar pelo “gnome-disks” — trata-se de um aplicativos padrão do sistema .
Quem usa outro sistema operacional, pode instalar o aplicativo, conforme irei mostrar depois.

Como verificar o desempenho do HD com o hdparm

O comando hdparm faz parte de qualquer distro Linux e pode ser usado, dentre outras coisas, para determinar as taxas de transferência de dados que o seu disco consegue alcançar.
Ele provê uma interface de linha de comando para diversos tipos de dispositivos, seja ATA, IDE, SATA etc.
Aqui é importante ter um dos kernels mais atuais, com suporte aos recursos mais avançados do aplicativo.
Aqueles que precisam de resultados mais precisos podem compilar o hdparm com os arquivos include do código fonte da última versão do kernel.
Para medir velocidade de transferência de dados do disco rígido, abra um terminal e execute o seguinte comando:

sudo hdparm -tT /dev/sda

O resultado deve ser parecido com este aqui:

/dev/sda:
 Timing cached reads:   6754 MB in  2.00 seconds = 3378.67 MB/sec
 Timing buffered disk reads: 314 MB in  3.01 seconds = 104.33 MB/sec

Para ter dados mais próximos da realidade, a documentação do hdparm recomenda repetir o procedimento duas ou três vezes.
As opções -t e -T pode ser usadas individualmente também.
Veja a função de cada uma:

  • -t — realiza leituras periódicas para obter benchmarks, dados de referência e sobre o desempenho do dispositivo.
    Esta opção exibe o desempenho da leitura através do buffer cache, sem fazer caching de dados.
    Esta opção mostra a velocidade que o drive consegue manter durante a leitura sequencial de dados no Linux, sem sobrecarregar o sistema de arquivos.
  • -T — realiza a avaliação do tempo de leitura do cache — mostra a velocidade de leitura diretamente do cache de buffer Linux sem acesso ao disco. Esta medida é, essencialmente, uma indicação do desempenho do processador, cache e memória do sistema em teste.
  • /dev/sda — este é o dispositivo (disco rígido) do nosso exemplo.

Se você preferir, pode automatizar a execução de 3 testes seguidos, dentro de um loop. Veja como:

for i in 1 2 3; do hdparm -tT /dev/hda; done

Use o comando grep para obter apenas os dados que te interessam. Por exemplo, para ver apenas a velocidade do disco rígido, use-o assim:

sudo hdparm -I /dev/sda | grep -i speed
   *	Gen1 signaling speed (1.5Gb/s)
   *	Gen2 signaling speed (3.0Gb/s)

O resultado, acima, indica que o meu HD (SATA II) tem condições de alcançar as duas velocidades — 1.5Gb/s ou 3.0Gb/s speed —. Para tanto, é necessário que a BIOS e a placa-mãe tenham suporte a SATA II.
Com as opções -t --direct o hdparm lê os dados diretamente do disco. Os resultados podem demorar um pouco mais a aparecer (alguns segundos), mas ao menos você verá o valor da taxa de transmissão de dados pura, sem interferência do buffer:

sudo hdparm -t --direct /dev/sda1
/dev/sda1:
 Timing O_DIRECT disk reads: 132 MB in  3.04 seconds =  43.44 MB/sec

Tente o offset!

O hdparm sempre começa a leitura dos dados a partir do começo do dispositivo de armazenamento.
O fato é que a leitura dos discos rígidos (eles são circulares, afinal) tende a ser mais lenta na parte externa dos pratos magnéticos.
A opção --offset num permite estabelecer um número (em gigabytes) a ser pulado.
Se você tem um disco de 500 Gb, o exemplo abaixo faz o hdparm pular os primeiros 250 GB — ou seja, vai mostrar o desempenho de leitura, da metade do disco pro fim:

sudo hdparm -t --offset 250 /dev/sda1
/dev/sda1:
 Timing buffered disk reads (offset 100 GB):  78 MB in  3.01 seconds =  25.90 MB/sec

Estas amostras podem dar uma idéia da velocidade do seu HD — mas só se referem ao desempenho de leitura.
Para ter fazer uma análise mais completa, você precisa determinar o desempenho de escrita do seu dispositivo.
Para isto, recomendo usar o comando dd.

Use o dd para determinar a velocidade de gravação do drive

Informações sobre o desempenho de escrita de dados, podem ser obtidas com o comando dd.
O seguinte teste, vai retornar, ao final, a velocidade de gravação no dispositivo:

dd if=/dev/zero of=/tmp/output.img bs=8k count=10k; rm -vf /tmp/output.img

Aguarde alguns instantes…

10240+0 registros de entrada
10240+0 registros de saída
83886080 bytes (84 MB) copiados, 0,084371 s, 994 MB/s
removido “/tmp/output.img”

O desempenho de leitura e gravação pode variar em função do sistema de arquivos usado no seu dispositivo.

Determine o desempenho do disco com o gnome-disks

Embora o aplicativo faça parte do pacote padrão do Ubuntu, em outros sabores do Ubuntu, ele pode não estar disponível — este é o caso do Xubuntu.
Neste caso, você pode baixar o aplicativo pelo Software Center, clicando no botão abaixo:
Clique para baixar e instalar o aplicativo
Ou, se preferir, use o terminal:

sudo apt-get install gnome-disks

No Ubuntu, acione o Dash e encontre o utilitário Discos, ou dê o comando gnome-disks no terminal.
Em seguida, selecione o disco a ser analisado, na lista à esquerda (se houver mais de um).
Para começar a analisar o disco selecionado, clique no botão do canto superior direito, para abrir um menu de opções (Mais ações).
gnome-disks-escolha-do-dispositivo
No menu de opções, selecione Avaliação de desempenho.
Para começar o processo, agora clique em Iniciar a avaliação de desempenho….
Na próxima tela, desmarque a opção Executar avaliação de desempenho de escrita.
Agora, clique no outro botão Iniciar avaliação de desempenho e observe o gráfico.

gnome-disks desempenho disco rigido
Clique para detalhes.

LEIA MAIS

Mais referências:
http://www.linux-magazine.com/Online/Features/Tune-Your-Hard-Disk-with-hdparm
https://wiki.archlinux.org/index.php/hdparm#Writing_speed

Como formatar um drive no Linux, com mkfs

O mkfs torna fácil formatar drives de vários tipos, no Linux, tais como pendrives, cartões de memória, HDs, SSDs etc.
O aplicativo permite várias opções e parâmetros de uso, que lhe conferem grande versatilidade para realizar a tarefa.
O mkfs pode criar uma variedade de sistemas de arquivos em um dispositivo — usualmente (mas não exclusivamente) um disco rígido.
sistema de arquivos - disco rígido - usb - pendrive

Como usar o mkfs

É importante ser cuidadoso.
— não é possível desfazer a formatação depois. Portanto tenha sempre a certeza de que está formatando o drive certo.
O nome (endereço) do drive vai ser algo parecido com “/dev/hda1” ou “/dev/sdc2”.
Você pode também formatar e criar um sistema de arquivos em um arquivo — semelhante a um disco rígido virtual.
Para formatar um pendrive, localizado em /dev/sdc1, comece por desmontar o dispositivo:

sudo umount /dev/sdc1

Agora já é possível criar um sistema de arquivos nele.
O comando, a seguir, formata e apaga todo o conteúdo do dispositivo — e cria um sistema de arquivos vfat nele:

sudo mkfs -t vfat -n pendrive -I /dev/sdc1

Sistemas de arquivo suportados pelo mkfs

Os sistemas de arquivos (filesystems) mais usados, são suportados pelo mkfs:

  • xfs,
  • ext2, ext3, ext4,
  • xia,
  • xfs
  • vfat, msdos, dos,
  • minix,
  • bfs etc.

O aplicativo tem opções apropriadas a cada sistema de arquivos em particular. Ele é um frontend para estes outros programas:

  • mkdosfs
  • mke2fs
  • mkfs.bfs
  • mkfs.ext2
  • mkfs.ext3
  • mkfs.ext4
  • mkfs.minix
  • mkfs.msdos
  • mkfs.vfat
  • mkfs.xfs
  • mkfs.xiafs

Cada um deles tem uma página de manual e um sistema de ajuda próprio — que vale a pena consultar sempre.
Você pode ver a relação deles no seu PC com o comando ls:

ls /sbin/mk*

Linux mkfs
Se você não especificar o sistema de arquivos a ser construído no dispositivo, o mkfs vai usar o ext2 como padrão.

Como verificar se há setores ruins no drive, antes de formatar

Alguns dos aplicativos, da lista acima, tem opções mais avançadas, que permitem verificar a saúde do dispositivo de armazenamento antes de formatar e criar um sistema de arquivos nele.
Para criar um sistema de arquivos VFAT em um pendrive que você pretenda usar para ver filmes, proceda da seguinte forma, para fazer uma checagem no sistema de arquivos do dispositivo após a formatação:

sudo mkfs -t vfat -c -v -n "meus_filmes" /dev/sdc1

O que produzirá uma saída semelhante a esta:

mkfs.fat 3.0.26 (2014-03-07)
mkfs.fat: warning - lowercase labels might not work properly with DOS or Windows
Auto-selecting FAT32 for large filesystem
/dev/sdc1 has 124 heads and 62 sectors per track,
hidden sectors 0x0002;
logical sector size is 512,
using 0xf8 media descriptor, with 7870462 sectors;
drive number 0x80;
filesystem has 2 32-bit FATs and 8 sectors per cluster.
FAT size is 7671 sectors, and provides 981886 clusters.
There are 32 reserved sectors.
Volume ID is aafb6b57, volume label meus_filmes.
Searching for bad blocks 106080... 212192... 318560... 424288... 530272... 636624... 743008... 849248... 955360... 1061472... 1167968... 1275104... 1381728... 1488096... 1594336... 1701200... 1808480... 1916256... 2022496... 2128864... 2234976... 2341344... 2448096... 2554720... 2661584... 2768864... 2875488... 2981984... 3087968... 3194208... 3300832... 3407456... 3514192... 3620576... 3727824... 3834080... 

Na linha de comando, acima:

  • a opção -c, pede para que o aplicativo faça uma checagem no drive, após a formatação.
  • a opção -v, liga a “verbosidade”.
  • a opção -n, nomeia o novo dispositivo (no máximo 11 letras)

Uma forma alternativa e equivalente de execução é a seguinte:

sudo mkfs.vfat -c -v -n "meus_filmes" /dev/sdc1

Os resultados são os mesmos.

Qual o sistema de arquivos mais recomendado

Se você tentar esta busca no Google, vai encontrar inúmeros fóruns, onde esta questão é debatida, às vezes intensamente e quase nunca com resultados 100% conclusivos.
O fato é que o tipo mais adequado de sistema de arquivos varia de acordo com o tipo de dispositivo — pendrive, HD, SSD etc —, de acordo com a aplicação — reproduzir filmes, guardar arquivos de backup etc —, entre tantos outros fatores.
Vou ser extremamente simplista na minha afirmação, a seguir, apenas para não te deixar sem resposta — mas você deve pesquisar antes de decidir, sempre.

Sistemas de arquivos mais indicados para pendrive

Se o seu dispositivo removível for para armazenar filmes em mp4, mkv etc., para assistir na TV, você vai precisar que ele use um sistema de arquivos reconhecido pelo aparelho: os mais comuns, portanto, são VFAT e NTFS.
Em pendrives maiores que 16 Gb, vá de NTFS.
Se não vai depender da compatibilidade com outros sistemas operacionais, pode usar o ext2 ou ext3 para pendrives ou cartões de memória de baixa capacidade e ext4 em dispositivos mais novos e com maior capacidade de armazenamento.
O ext4 é recomendado também para unidades SSD.

Como usar o ext4

Use a versão mais nova, ext4, sempre — a menos que você tenha motivos especiais para usar uma versão mais antiga.
As equipes de desenvolvimento do Fedora e do Red Hat têm optado pelo XFS — se uma destas é sua distro, mantenha a opção das equipes de desenvolvimento, por que você terá mais suporte.
O uso básico do mkfs, para formatar uma partição com o tipo ext4 é assim:

sudo mkfs -t ext4 /dev/sdd3

Tenha em mente que uma partição precisa estar desmontada sempre, antes de ser formatada — creio que o sistema irá lembrá-lo disto.

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