Gerencie seus links e páginas preferidas com o Buku

Todo mundo precisa gerenciar seus bookmarks ou links para páginas favoritas.
Uma boa gestão das suas páginas favoritas, pode ser a diferença entre gastar tempo precioso, (re)caçando a informação nos mecanismos de busca e ir direto ao ponto.
buku gestor de favoritos e bookmarks
O Buku, a princípio tem a desvantagem de não ser portável, como os gestores online.
Contudo, tem outras vantagens, como a segurança — criptografia, possibilidade de manter backup dos atuais bookmarks de seus navegadores etc.
Desenvolvido por Arun Prakash Jana, o Buku já tem pacotes de instalação disponíveis nos repositórios de várias distribuições Linux.
No Debian, ele pode ser instalado via apt:

sudo apt update
sudo apt install buku

Após a instalação, já é possível fazer uso do aplicativo, direto no terminal.
Para adicionar um novo link, use o ‘–add’:

buku --add https://elias.praciano.com

O aplicativo pode atualizar seu banco de dados em relação aos campos dos bookmarks online.
Se a opção ‘–update’ for dada sem acompanhamento algum, todos os títulos do banco de dados são atualizados.

buku --update

O ideal é copiar o endereço da barra do navegador para a linha de comando do Buku.
Caso o endereço contenha caracteres especiais, como ‘;’ ou ‘&’, coloque-o todo entre “aspas duplas” ou ‘aspas simples’.

Criptografia e privacidade

Muitas pessoas, em caso de roubo ou acesso não autorizado, não gostariam de expôr as páginas que guardam nos favoritos.
O Buku guarda as suas informações, usando criptografia AES 256 bit.
Para ativar o dispositivo de segurança, use a opção ‘–lock’ e para destravar, use ‘–unlock’:

buku --lock
Password: 
Password: 

File encrypted

Não esqueça de destravar, quando quiser fazer uso do banco de dados novamente:

buku --unlock
Password: 
File decrypted

how to encrypt buku database

Como realizar buscas dentro do banco de dados do Buku

De acordo com a página do manual do aplicativo, a busca funciona por meios misteriosos… 😉
Use a opção ‘–sall’, para realizar uma busca por todas as páginas que contenham a palavra ‘geek’:

buku --sall geek
1. https://elias.praciano.com [1]
   > Elias Praciano - Os tutoriais do geek

2. https://coisasdogeek.com.br/doc [2]
   > Coisas do Geek | Revista Geek
Results, ranges (x-y,(a)ll) to open: 

A opção ‘–sall’ quer dizer search all, ou “busca tudo”.
Como você pôde ver, no resultado acima, é possível abrir imediatamente (no navegador padrão do seu sistema) as páginas encontradas:

  • se teclar 1, abre https://elias.praciano.com
  • se teclar 2, abre https://coisasdogeek.com.br/doc
  • se teclar a, abre todas as opções listadas, acima
  • … ou tecle Ctrl C, para cancelar

Você pode procurar por mais de uma palavra, também:

buku --sall tutoriais elias

O buku irá mostrar todas as entradas que coincidam com as 2 palavras sugeridas acima:

1. https://elias.praciano.com [1]
   > Elias Praciano - Os tutoriais do geek

Results, ranges (x-y,(a)ll) to open: 

Veja as opções de busca:

  • --sany — abreviatura para search any. Faz a busca por qualquer uma das ocorrências descritas na linha de comando.
  • --sall — faz a busca por itens no banco de dados que contenham todas todas as ocorrências.
  • --deep — procura por coincidências entre substrings, ou seja, se “aprofunda” nas palavras.
    Por exemplo, se você procurar por “suse”, ele poderá retornar conteúdo com “openSuSE”.
  • --sreg — abreviatura para search regular expression. Faz a busca por expressões regulares.
  • --stag — faz as buscas pela tag fornecida na linha de comando

Você pode usar ‘–sall’ ou ‘–sany’ para listar todas entradas, se quiser:

buku --sall ""
1. https://elias.praciano.com [1]
   > Elias Praciano - Os tutoriais do geek

2. https://coisasdogeek.com.br/doc [2]
   > Coisas do Geek | Revista Geek

3. https:www.debian.org [3]

4. https://www.debian.org [4]
   > Debian -- The Universal Operating System

Results, ranges (x-y,(a)ll) to open: ^C
Interrupted.

Como remover um entrada de endereço favorito

Os bookmarks indesejados podem ser removidos com a opção ‘–delete’, acompanhada do número do índice dela no banco de dados.
Veja um exemplo:

buku --delete 3

ou vários índices de uma só vez. No exemplo, abaixo, como remover do 3 ao 6:

buku --delete 3-6
Bookmarks from index 3 to 6 deleted

Referências

Perfil do desenvolvedor no Github: https://github.com/jarun.
Página oficial do Buku no Github: https://github.com/jarun/Buku.
https://itsfoss.com/buku-command-line-bookmark-manager-linux/

6 compiladores online para estudantes e profissionais de programação

Neste artigo, vou falar de alguns websites que oferecem a facilidade de compilar e rodar seu código, em variadas linguagens de programação — tais como, C, C++, Java, Python etc.
Desde que você tenha acesso à Internet, pode colocar o seu código à prova, de onde estiver.

Pode ser uma ótima solução para o caso de ter que usar um computador emprestado — no qual você não pode instalar o compilador ou interpretador que você precisa para estudar ou testar seu código.

Há vários sites, que podem ajudar na falta de um compilador ou, mesmo, de uma IDE adequada para você.
Neste post, vou citar 6 (os links abrem em nova janela/aba) que possuem múltiplas opções de compiladores de diferentes linguagens de programação.
Se você conhece outras soluções semelhantes, não deixe de compartilhar sua experiência com os outros leitores, nos comentários.

CodeChef IDE

screen shot codechef website
O CodeChef aceita código em mais de 35 linguagens.
Antes de tudo, é um site de competição para programadores. Você pode pegar um dos desafios da competição ou praticar nos diversos níveis disponíveis (beginner, easy, medium, hard, challenge e peer).
Seu editor de textos permite configurar a indentação e escolher entre mais de 30 temas (inclusive, com fundos escuros, para quem trabalha à noite).
Além disto, a IDE oferece recursos como atalhos de teclado — que facilitam enormemente quando o trabalho é grande.
Por exemplo, não precisa rolar a tela para baixo e clicar no botão “Run” para compilar e rodar o código. Nem precisa tirar a mão do teclado. As teclas ‘Ctrl + Enter’, fazem isto.
Há mais de 80 atalhos de teclado e isto, com certeza, é um bom motivo para usar o editor.
Link para ir direto para a IDE do CodeChef: https://www.codechef.com/ide.

CodePad

captura de tela codepad sobre o GNOME
Com um editor mais simplificado e uma quantidade limitada de linguagens suportadas (C/C++, D, Haskell, Lua, OCcami, PHP, Perl, Python, Ruby, Scheme e TCL), este vale pela simplicidade e eficiência — se a sua linguagem de trabalho/estudo estiver na lista, claro.
O CodePad não é uma IDE, mas um editor integrado ao compilador/interpretador.
É também uma ferramenta de colaboração (ou pastebin).
Ao escrever e executar seu código, o site gera um link para ele — e você o pode compartilhar fácil.

A função de compartilhamento, pastebin, gera um link específico para o site com o seu código, o que torna fácil mostrá-lo a outras pessoas.

Por curiosidade, o website foi desenvolvido em Python, com o uso de Pylons e SQLAlchemy.
Você o encontra aqui: http://codepad.org/

Ideone

captura de tela ideone
O Ideone, não chega a ser uma IDE (como o nome leva a crer). Trata-se de um compilador e ferramenta de debugging online.
Você pode escrever seu código no seu editor local (ou no próprio site). Em seguida, pode escolher entre mais de 60 linguagens de programação, para compilar e rodar seu trabalho.
Mesmo tendo aparência simples, possui syntax highlighting também e permite compartilhar fácil o seu código, como um pastebin.
Confira aqui: http://ideone.com/

OnlineCompiler

onlinecompiler web online compiler
Com opções de linguagens de programação limitadas a C/C++, FORTRAN, Java, Pascal e Basic, permite compilar e baixar o seu executável — para Windows ou Linux.
Confira aqui: http://www.onlinecompiler.net/.

Repl.it

captura de tela compilador online replit
Com suporte a 30 linguagens de programação, o Replit é um trabalho de uma equipe pequena, porém muito bem feito.
O Replit Classroom é uma ferramenta, dentro do site, voltada para professores. Com ela, se cria uma “sala de aula”, para ensinar programação para quantos estudantes se quiser.
O editor permite configuração da identação e de seu visual. Possui 2 opções de tema (clara/escura).
A função de compartilhamento de código tem a “burocracia” de pedir cadastro.
Confira o site aqui: https://repl.it/.

RemoteInterview

captura de tela remoteinterview
Com uma interface limpa, 2 opções de tema (clara/escura, também) e mais de 20 opções de linguagens de programação (entre as mais populares), o RemoteInterview tem a concepção de ser um site de “entrevista” para a contratação de programadores, onde o profissional pode mostrar seu conhecimento etc. Ele vai muito além disto, com certeza.
A interface é eficiente e tem opções de teclas de atalho, que simulam os editores Vim, Sublime e Emacs. Se você já estiver acostumado com um deles, este local pode ser de grande produtividade para você.
O RemoteInterview também tem a funcionalidade de pastebin, para compartilhar seu código em fóruns, chats, nas redes sociais etc.
Confira o site aqui: https://codepad.remoteinterview.io/.

Use o Googler, para pesquisar no Google a partir do seu terminal Linux

Uma das coisas que mais faço é pesquisar no Google e no DuckDuckGo.
O primeiro, uso para a maioria das pesquisas triviais do dia a dia e o segundo para aquelas que pedem resultados mais aprofundados e específicos — existem lugares que o Google simplesmente não toca.
apt search googler

A ferramenta de pesquisa de CLI, googler, permite buscar informações no Google e exibí-las direto no seu terminal — com uma infinidade de personalizações possíveis.

Você pode achar este texto um pouco longo.
O fato é que pretendo mostrar o funcionamento do programa através de exemplos práticos. Portanto, se achar melhor, pule direto para a parte que te interessa e guarde a página nos seus favoritos, para futuras consultas.
O aplicativo foi desenvolvido para encontrar termos de pesquisa no Google Search, no Google Site Search e no Google News.
O desenvolvedor enumera os seguintes recursos do programa:

  • Rapidez na execução e visual limpo — sem propagandas e usando as cores padrão do seu terminal
  • Possibilidade de abrir imediatamente o navegador com os resultados que você quer
  • Possibilidade de navegar pelos resultados, usando o omniprompt
  • Desabilita o sistema de correção ortográfica automática e faz a busca exatamente pela string que você pediu
  • Permite delimitar a operação pela duração, pelo país/domínio específico e pelas preferências de idioma
  • Tem suporte às keywords (palavras-chave) do Google, tais como ‘filetype:pdf’, ‘site:elias.praciano.com’ etc.
  • Opcionalmente, abre o primeiro resultado direto no navegador — tal como o “estou com sorte” ou I’m feeling lucky
  • Faz buscas “sem parar”, ou seja dispara novas operações a partir do omniprompt, sem sair do aplicativo
  • Tem suporte a proxy
  • Tem suporte ao recurso de autocompletar da shell (Bash, Zsh e Fish)
  • O pacote tem pouquíssimas dependências e é pequeno

googler google results

Instalação do googler

O aplicativo tem pacotes de instalação disponíveis nos repositórios das principais distribuições.
No Ubuntu 16.04 LTS, pode ser instalado com o apt:

sudo apt update
sudo apt install googler

Em outras distribuições, instale como pacote Git. Veja o procedimento, a seguir.
Se não tiver o Git instalado, instale-o:

sudo apt install git

Continue, com a instalação do googler:

cd /tmp
git clone https://github.com/jarun/googler.git
cd googler
sudo make installcd auto-completion/bash/
cd auto-completion/bash/
sudo cp googler-completion.bash /etc/bash_completion.d/

No Ubuntu 16.04 LTS, ou superior, é possível instalar o aplicativo de uma PPA. Veja o passo a passo:

sudo add-apt-repository ppa:twodopeshaggy/jarun
sudo apt update
sudo apt install googler 

Como usar o googler

googler cli interface
A interface padrão, neste caso, irá pedir que você forneça as palavras chave da busca.
Em seguida, basta teclar Enter e aguardar o resultado.
Se quiser, também pode indicar os termos da busca, direto na linha de comando:

googler debian 9 stretch

Do lado esquerdo do título de cada item encontrado, há um número (índice).
Para abrir o navegador na página específica daquele índice, basta indicar o número dele para o googler e teclar Enter — ou clique direto nos links da busca.


Para sair da busca, a qualquer momento, tecle ‘q’, ‘Ctrl D’ ou ‘Ctrl C’.

Opções avançadas de pesquisa no Google

Se você prefere fazer buscas com características específicas no Google, pode usar alguns parâmetros extra, na linha de comando — conforme os exemplos que seguem.
Para delimitar ou estender a quantidade de resultados, use ‘–count’:

googler --count 5 debian

Para obter os resultados a partir de um determinado ponto, use ‘–start’. No exemplo, abaixo, pedimos para exibir 3 resultados a partir do 55o item da busca:

googler --count 3 --start 55 debian
1 RabbitMQ - Installing on Debian / Ubuntu
https://www.rabbitmq.com/install-debian.html
rabbitmq-server is included in standard Debian and Ubuntu repositories. However,
the versions included are often quite old. You will probably get better
results ...

2 Debian | Informática | TechTudo
http://www.techtudo.com.br/tudo-sobre/debian.html
24 de jun de 2015 - Debian é uma distribuição que utiliza o Kernel Linux ou Hurd
em conjunto com outros aplicativos para oferecer um sistema operacional...

3 Debian - expand
https://social.msantana.eng.br/search?tag=Debian
No próximo dia 02 de julho começa a 17ª edição da conferência anual da
comunidade #Debian, #Debconf16, na Cidade do Cabo, África do Sul.

Como você pode ver, pesquisas mais aprofundadas no Google, se tornaram mais fáceis, com o uso deste pequeno programa.
Para fazer uma pesquisa semelhante, dentro de um site específico, use o seguinte exemplo:

googler --count 3 --start 5 debian site:elias.praciano.com
1 debian – Resultados da pesquisa – Elias Praciano
https://elias.praciano.com/?s=debian
Conheça estas duas opções de Linux educacional, baseadas no Debian: Skolelinux
Wheezy e Skolelinux Jessie. O Debian Edu (como também é conhecido) é ...

2 Debian – Elias Praciano
https://elias.praciano.com/category/linux/debian/
Conheça algumas armadilhas que você deve evitar, para não quebrar seu sistema
Debian e manter a solidez, pela qual ele é conhecido. Continue Reading →.

3 Como instalar codecs no Debian – Elias Praciano
Como instalar codecs no Debian
22 de set de 2016 - Resumindo, ao instalar um programa de reprodução de arquivos multimídia, a partir dos repositórios do Debian, diversos codecs serão ...

Você pode fazer a mesma coisa com a opção ‘–site’:

googler ubuntu --site=elias.praciano.com

Para obter os resultados da seção de notícias do buscador Google (News section):

googler --news debian 9 stretch 

Sinta-se à vontade para alterar e (re)combinar os parâmetros e opções dos exemplos dados aqui.
Use a opção ‘–lang’ para restringir as buscas aos sites de língua portuguesa:

googler --count 2 --lang=pt debian 10 codinome

Para restringir as buscas a uma região ou país, baseado no TLD, use a opção ‘–tld’:

googler --count 2 --tld=br debian 11 codinome

Você vai encontrar uma lista completa de TLDs aqui.
Para desabilitar a correção automática do Google, use ‘–exact’:

googler --exact eu amo linux

Como alterar as cores de exibição do resultado

Por padrão, o googler exibe os resultados coloridos no terminal.
Você pode desabilitar este modo de exibição com ‘–nocolor’

googler --nocolor ubuntu

Você também pode alterar as cores da saída do comando, para combinar melhor com o fundo do seu emulador de terminal.
A opção ‘–colors’ é acompanhada de 6 caracteres que irão definir, respectivamente, as cores dos seguintes itens:

  1. índices — o número que precede o título de cada resultado
  2. títulos
  3. URLs
  4. metadata/informações de publicação — somente para o Google News
  5. resumo do conteúdo do site
  6. o prompt, exibido ao final da listagem

Segue a relação de cores e estilos possíveis:
tabela cores bsd lscolors
De acordo com a tabela, defini as cores abaixo para: preto negrito (índice), padrão negrito (título), verde negrito (URL), padrão sem efeito (meta), azul negrito (resumo) e magenta claro negrito (prompt):

googler --count 3 --colors AXCxEN "servidor lamp" site=elias.praciano.com

busca google
Faça as suas próprias experiências.

Opções avançadas do googler

Para usar o aplicativo dentro de um script ou reusar o resultado em outro local, não faz sentido ter o prompt ao final.
Você pode suprimi-lo, com a opção ‘–noprompt’.
Se você usar as opções ‘–first’ ou ‘–lucky’, irá ver apenas o primeiro resultado, equivalente ao “Feeling Lucky?”. Estas opções implicam automaticamente na ‘–noprompt’.
Além disto, elas abrem automaticamente o seu navegador na primeira página do resultado obtido.

googler --lucky linux

Para atravessar um proxy, use a opção ‘–proxy=’
Para conseguir mais velocidade na consulta, use a opção ‘–noua’:

googler --noua --lucky linux

noua é abreviatura para no user agent. A opção remove informações sobre o navegador.
Como consequência, os resultados de alguns sites podem ficar de fora da sua listagem. Por exemplo: YouTube, Google Books etc.
Problemas de conexão, podem ser contornados com a opção ‘–notweak’, que desabilita as otimizações TCP, o protocolo NTLS etc.
Você pode obter os resultados no formato JSON, com a opção –json:

googler --json --count=1 linux
[
  {
    "abstract": "Tux - mascote do Linux Linux é o núcleo do sistema operacional, programa responsável pelo funcionamento do computador, que faz a comunicação entre ...",
    "title": "O que é Linux - Viva o Linux",
    "url": "https://www.vivaolinux.com.br/linux/"
  }
]

Opções da linha de comando

Enquanto você estiver fazendo sua busca, na tela de resultados, é possível dar alguns comandos para o googler.
Veja as teclas de comando do omniprompt:

  • n e pnext e previous, são as teclas de ‘avançar’ e ‘voltar’ na pesquisa
  • index — se refere ao número à esquerda de cada título. Digite-o, seguido de Enter, para abrir o navegador naquela página
  • f — esteja onde estiver, esta tecla te leva de volta à primeira página da pesquisa
  • o — abre o Google, com a pesquisa atual, no seu navegador padrão
  • g — permite iniciar uma nova pesquisa, sem sair do googler
  • * — acompanhado de uma outra string inicia nova busca, com as opções já definidas
  • Ctrl C, Ctrl D, q ou Enter (2X) — termina o aplicativo

Referências

Site oficial no gitHub: https://github.com/jarun/googler.

É hora de encriptar toda a Internet?

A argumentação em prol de se criptografar todo o tráfego de conteúdo na Internet tem ganhado força nos últimos tempos.
Há argumentos contrários a esta prática. Saiba o que se tem falado sobre o assunto.
Para a grande maioria das pessoas o longínquo bug do OpenSSL, o heartbleed bug, simplesmente passou despercebido (em Abril de 2014).
Para outras, o problema, ainda que resolvido neste momento, despertou preocupação.
Em recente artigo, Klint Finley, da Wired, levanta um questionamento: devemos encriptar tudo?
A maioria dos grandes websites usam os protocolos de encriptação SSL ou TLS para proteger suas senhas e as informações do seu cartão de crédito no caminho entre o seu navegador e seus servidores.
Sempre que um site estiver usando HTTPS, em vez de HTTP, você sabe que ele está usando SSL/TLS.
O fato é que poucos sites, tais como o Gmail e o Facebook, realmente usam o HTTPS para proteger todo o tráfego, diferente da maioria que só usa a proteção durante a autenticação ou durante os processo de pagamento.
Matt Cutts, do Google, acha que é hora de estender este tipo de segurança à toda a rede. Desta forma, não somente sua conexão bancária seria segura, mas também o seu acesso a esta página, que você está lendo.
Ele acredita que a busca do Google deveria priorizar sites que usam HTTPS, em relação aos outros. Se esta política fosse implementada, poder-se-ia esperar uma corrida na direção do HTTPS.
Entre os especialistas em segurança, Klint cita o white hat hacker Moxie Marlinspike, que conhece os pontos fracos do SSL/TLS. Ele também acredita que a Internet deveria abandonar o texto puro pelo texto encriptado.
Há uma série de outras situações em que o HTTPS ajuda você a usar a Internet de maneira mais segura. Por exemplo, este protocolo não codifica apenas as informações que trafegam entre o seu computador e o servidor, que você está acessando — ele também verifica se o conteúdo, que você está prestes a acessar, realmente pertence àqueles que você acredita que o produziram. Em tese, a autenticidade dos sites também é verificada.
Sites que fornecem downloads de softwares, devem usar HTTPS, para proteger seus visitantes.

Argumentos contrários ao uso de SSL em toda a web

Tem gente que pensa diferente.
Se o HTTPS é tão maravilhoso, por que todo mundo não está usando, ainda?
Há um outro lado nesta moeda.
Entre as desvantagens, há um aumento nos custos de implementação. Os certificados TLS têm que ser adquiridos das autoridades instituídas e podem custar entre 10 e 1000 dólares anuais, a depender do tipo de certificado e do nível de verificação de identidade provida.
Há também alegações de que o uso do HTTPS aumenta o consumo de recursos dos servidores, o que pode reduzir o desempenho dos sites – o que, novamente, tem impacto nos custos.
Isto pode representar um problema para a maioria da Internet, composta por pequenos sites, que usam os planos “mais em conta” em provedores mais baratos.
Ainda que a Internet inteira não esteja indo na direção da adoção do HTTPS, alguns tipos de sites têm razões para adotar o protocolo, especificamente aqueles que provém informações de interesse público e downloads de softwares.

A criptografia gratuita está chegando

let's encrypt oficial logo
O argumento dos custos elevados da criptografia, pode não ser mais válido diante da iniciativa do grupo Let’s Encrypt (em bom brasileiro, “Bora encriptar!”) que oferece certificados digitais grátis para todo mundo, zerando o custo do processo.
A iniciativa faz parte de uma das várias iniciativas colaborativas da Linux Foundation.
O objetivo do Let’s Encrypt é possibilitar a configuração de um servidor web encriptado e conseguir que ele obtenha automaticamente
certificados confiáveis, sem a intervenção humana.
O mecanismo está disponível para a maioria dos grandes provedores da Internet.
Se você tem um site, um blog com hospedagem e domínios próprios, já é hora de perguntar ao seu administrador se ele já tem o serviço disponível para você.

Como instalar o navegador Tor no Ubuntu e Debian

Além de um navegador especial, o Tor é uma rede composta por servidores operados por voluntários, que permite às pessoas melhorar suas condições de privacidade e segurança enquanto estiverem conectadas e navegando na Internet.
Ao usar o navegador Tor, os usuários empregam a rede que os conecta através de uma série de túneis virtuais e anônimos.
Ao evitar a conexão direta, permitem que indivíduos e organizações compartilhem e busquem informações sobre as redes públicas, sem comprometer sua privacidade.
Screenshot from 2016-04-27 17-47-20
Na mesma linha, a ferramenta permite contornar agentes de censura, que impedem seus usuários de obter e difundir conteúdo na Internet.

Quem usa o Tor

As pessoas usam o Tor para impedir que websites — bem intencionados ou não — as rastreiem. Pode ser usado para usar serviços de chat, de mensagens instantâneas, videoconferência etc. que porventura estejam bloqueados.
Embora esteja envolto em uma aura de mecanismo concebido para “proteger cibercriminosos” e foras-da-lei, o Tor vai muito além deste preconceito alimentado por gente desinformada.
O Tor ajuda pessoas que precisam ter acesso a redes sociais para trocar informações sensíveis — como fóruns e salas de chat para vítimas de abusos sexuais ou pessoas que tenham doenças estigmatizadas e que desejam se proteger, justamente, do preconceito.
Jornalistas usam o Tor para se comunicar com mais segurança com delatores, denunciantes e dissidentes políticos ou corporativos. Além das atividades normais que envolvem proteger suas fontes.
É possível imaginar inúmeras situações legítimas em que as pessoas possam querer se defender de governantes e companhias poderosas, que espionam e retaliam sem qualquer escrúpulo.


Leia mais sobre privacidade para jornalistas neste artigo.
tor logo
Parte da marinha dos EUA usa o código fonte do Tor em projetos de inteligência e algumas ramificações militares o usam em campanhas externas ao território nacional, para proteger a transmissão de informações.
A polícia e agências de segurança nacional fazem uso do instrumento para visitar sites suspeitos, sem deixar rastros de IPs governamentais nos web logs, durante as operações.
É justamente a variedade de pessoas que fazem uso da ferramenta que a torna mais segura.
O Tor esconde o fluxo de informações de cada usuário atrás de cada outro usuário na rede — portanto, quanto mais pessoas usam e quanto maior a diversidade de usuários, mais anonimidade é fornecida às informações.

Como instalar o Tor

Este texto irá abordar a instalação do Tor no Debian, no Ubuntu e nas outras distros derivadas deles.
Outras distribuições Linux, provavelmente tem o Tor nos seus repositórios oficiais — e, portanto, você pode instalá-lo como qualquer outro software.
Para instalar a versão estável (stable), use o apt:

sudo apt update
sudo apt install tor torbrowser-launcher

A seguir, rode um dos aplicativos recém instalado:

torbrowser-launcher 
Tor Browser Launcher
By Micah Lee, licensed under MIT
version 0.2.4
https://github.com/micahflee/torbrowser-launcher
Creating GnuPG homedir /home/justincase/.local/share/torbrowser/gnupg_homedir
Downloading and installing Tor Browser for the first time.
Downloading https://dist.torproject.org/torbrowser/update_2/release/Linux_x86_64-gcc3/x/en-US
Latest version: 5.5.5
Downloading https://dist.torproject.org/torbrowser/5.5.5/tor-browser-linux64-5.5.5_en-US.tar.xz.asc
Downloading https://dist.torproject.org/torbrowser/5.5.5/tor-browser-linux64-5.5.5_en-US.tar.xz
Verifying signature
Extracting tor-browser-linux64-5.5.5_en-US.tar.xz
Running /home/justincase/.local/share/torbrowser/tbb/x86_64/tor-browser_en-US/start-tor-browser.desktop
Launching './Browser/start-tor-browser --detach'...

Screenshot from 2016-04-27 16-34-53
Após algum tempo, uma tela do navegador irá abrir, pedindo informações para estabelecer uma conexão.
Para a maioria das casos, basta clicar no botão Conect, para obter acesso à rede Tor.
Screenshot from 2016-04-27 16-36-12
Se você estiver dentro de uma rede, com conexão à Internet sabidamente censurada ou proxeada, será necessário clicar no segundo botão Configure, para fazer alguns ajustes.
Screenshot from 2016-04-27 16-42-03
Depois desta parte, o Tor deverá iniciar com uma interface semelhante à do Firefox padrão. Veja a imagem:
Screenshot from 2016-04-27 16-52-40
Nas próximas vezes, você pode executar o Tor, pelo Dash (Ubuntu ou GNOME).
Basta procurar pelo nome do aplicativo “Tor Browser”.
Screenshot from 2016-04-27 18-44-41

Referências:

https://www.torproject.org/about/overview.html.en.