Como instalar o Unity 3D Editor 5.6 beta game engine para Linux

A versão do Unity 3D Game Engine Editor pra Linux pode ser instalada em várias distribuições. Vários sites têm feito reviews e mostrado como instalar este framework.
Já escrevemos sobre o processo de instalação neste post — sugiro dar uma olhada, caso tenha alguma dúvida.
Atualmente, o Unity 3D está mais maduro e, se você ainda não o experimentou, vale a pena dar uma chance ao software.
O processo de download e instalação está super fácil e pode ser realizado em poucos passos.
Neste post, vou mostrar como fazer a instalação no Debian/Ubuntu e em outras distribuições (como Fedora, openSUSE etc.)

Baixe e instale o Unity 3D Editor no Debian ou Ubuntu

Os exemplos dados neste texto foram executados no KDE Neon 5.9 — baseado no Ubuntu 16.04 LTS “Xenial Xerus”.
Baixe o pacote .deb de instalação do Unity 3D Editor 5.6.0b8 beta, diretamente no site http://beta.unity3d.com/download/1da4c632c3f6/public_download.html.
Ou use o comando wget:

 wget http://beta.unity3d.com/download/1da4c632c3f6/unity-editor_amd64-5.6.0xb8Linux.deb

Feito o download,
verifique o md5sum:

 md5sum unity-editor_amd64-5.6.0xb8Linux.deb

6ab683eb7da634a613d97b6fdcad4ef5  unity-editor_amd64-5.6.0xb8Linux.deb

Se tudo estiver ok, até agora, proceda com a instalação do pacote:

 sudo dpkg --install unity-editor_amd64-5.6.0xb8Linux.deb

Como fazer a instalação em outras distribuições Linux

Na mesma página, dada anteriormente, faça download do script platform-agnostic ou use o comando wget:

 wget http://beta.unity3d.com/download/1da4c632c3f6/unity-editor-installer-5.6.0xb8Linux.sh

Teste o md5:

 md5sum unity-editor-installer-5.6.0xb8Linux.sh

Em seguida, torne o script executável e rode-o:

 chmod aug+x unity-editor-installer-5.6.0xb8Linux.sh

# ... e rode o script abaixo com privilégios administrativos:

 ./unity-editor-installer-5.6.0xb8Linux.sh

Pronto. Agora já é possível executar o Unity 3D Editor da linha de comando, do dash ou do menu da sua distribuição…

/opt/Unity/Editor/Unity


Antes de usar, caso você ainda não tenha cadastro com a empresa que desenvolve o aplicativo, terá que fazer um breve cadastro.
unity editor

Referências

Sugiro dar uma olhada no forum unity3d para verificar se não há uma versão mais atual, ao final da página:
https://forum.unity3d.com/threads/unity-on-linux-release-notes-and-known-issues.350256/?_ga=1.161269565.1226268089.1487593352.

Como gravar o openSUSE em um pendrive

O openSUSE, ou SUSE para os íntimos, é uma distro tradicional, ao lado do Red Hat, do Slackware e do Debian.
Na verdade, suas origens remontam à Alemanha em 1992 e, no começo, era baseado no próprio Slackware — e só tinha a pretensão de ser uma versão localizada deste.
opensuse oficial logo
Com o tempo, a comunidade de usuários e desenvolvedores do SUSE construíram sua própria história.
Tal como qualquer outra distro GNU/Linux, o openSUSE pode ser instalado em inúmeras mídias — flash drives (pendrives), Blu-ray, DVD, CD etc.
Existe, ainda, a possibilidade (por que não) de ser instalado via rede (netinstall), como o Debian e Ubuntu.
Neste texto, vou mostrar como é simples instalar o sistema em um pendrive.
Recomendo a leitura de Como gravar o Linux em um pendrive, para tirar dúvidas e obter algumas dicas extra — especialmente se você nunca usou o comando dd ou gravou o Linux em um pendrive.
dispositivos de armazenamento de massa padrão

Onde baixar o openSUSE

Tal como outros sistemas operacionais GNU/Linux, o openSUSE também tem várias versões para escolha.
Este post é baseado no openSUSE 13.2 e vou baixar e gravar no pendrive a versão openSUSE Leap 42.1.
Você pode encontrar a versão desejada do seu openSUSE aqui.

Como gravar o openSUSE em um pendrive

Se você estiver usando outra versão do Linux ou pretende instalar outra versão do openSUSE, o procedimento que segue é o mesmo para todos. Só tome o cuidado de adaptá-lo nos nomes e nas versões das imagens dos sistemas operacionais.
Abrir o terminal e executar o comando dd é o meio mais rápido de realizar a tarefa.
O passo a passo, que segue, deve ser executado com privilégios de superusuário — portanto, seja cuidadoso(a).
O comando dd vai apagar todos os dados do disco no qual for executado. Por isto, você deve se certificar de que está executando-o no disco certo (no pendrive, por exemplo).
Conecte o seu pendrive à porta USB e não o monte.
Para saber a localização exata do seu pendrive, use o comando lsblk.

lsblk 

Se aparecer opções, como ‘sdb1’, ‘sdb2’, por exemplo, não os use.
Neste caso, faça referẽncia ao endereço raiz do dispositivo: apenas ‘sdb’.

NAME   MAJ:MIN RM   SIZE RO TYPE MOUNTPOINT
sda      8:0    0 465,8G  0 disk 
├─sda1   8:1    0  18,6G  0 part /
├─sda2   8:2    0 440,5G  0 part /home
└─sda3   8:3    0   6,6G  0 part [SWAP]
sdb      8:16   1   3,7G  0 disk 
└─sdb1   8:17   1   3,7G  0 part 
sr0     11:0    1 303,5M  0 rom

Uma vez determinado o endereço correto do seu pendrive, execute o seguinte procedimento nele:

# substitua o /dev/sdb pelo correto, no seu sistema:
sudo dd if=./openSUSE-Leap-42.1-DVD-x86_64.iso of=/dev/sdb bs=4M; sync

Aguarde alguns segundos (ou minutos).
Quando o terminal ficar livre novamente, remova o pendrive ou apenas dê um reboot no sistema.
Não esqueça de ajustar o BIOS, para ele dar boot pelo pendrive.
Os passos que seguem são opcionais.
Se preferir, antes de gravar a distro no pendrive, é possível fazer backup dele, antes de iniciar o processo que irá apagar todo o seu conteúdo:

sudo dd if=/dev/sdb of=./conteudo-pendrive.backup bs=4M; sync

Mais tarde, você poderá restaurar o conteúdo no pendrive, invertendo o comando acima:

sudo dd if=./conteudo-pendrive.backup of=/dev/sdb bs=4M; sync

Se quiser ler mais, confira nossos outros artigos sobre o openSUSE.

Conheça o projeto Debian Pure Blends

As distribuições Debian Pure Blends são uma solução para grupos de pessoas com necessidades específicas.
Além de prover coletâneas de pacotes de softwares voltados para determinados ramos de aplicações, garantem uma maneira mais fácil de instalação do sistema operacional, como um todo.
Debian Pure Blends
Os Pure Blends cobrem os interesses particulares de categorias profissionais, acadêmicas ou de pessoas — o que inclui crianças, estudantes, cientistas, gamers, advogados, equipes médicas, deficientes visuais etc.
O objetivo é simplificar a instalação e a administração de computadores para o público-alvo e conectá-los aos desenvolvedores dos pacotes que serão usados.
Um exemplo, é o Debian educacional ou Skolelinux, voltado para o ambiente educacional, como um todo.

O Skolelinux, é um blend de pacotes de programas voltados para o ambiente escolar — administração da secretaria e da sala de aula, aplicações educativas, de apoio ao professor etc.

Conheça alguns dos Pure Blends lançados

Trata-se de um trabalho em progresso e depende muito da contribuição de voluntários, que possam testar os aplicativos, ajudar na correção de bugs, traduzir e elaborar a documentação etc.
Segue uma relação de opções, acompanhadas de descrições e links para a página de cada projeto:

Blend Descrição Link
DebiChem O objetivo do DebiChem é oferecer ao usuário uma plataforma de softwares adequada a profissionais, estudantes e docentes de química http://blends.debian.org/debichem/tasks
Debian Games Tal como o SteamOS (que também é baseado no Debian), tem o objetivo de prover um ambiente de softwares voltado para todo o tipo de jogos que você puder encontrar para instalar, desde arcades, aventuras a simulação e estratégia. http://blends.debian.org/games/tasks
Debian Edu ou Skolelinux Tem o objetivo de oferecer um sistema adequado para uso educacional e na administração escolar. http://blends.debian.org/edu/tasks
Debian GIS GIS é abreviatura para Geographical Information System ou Sistema de Informação Geográfica. https://www.debian.org/blends/gis/get/metapackages | Download
Debian Junior Distro Debian voltada para o público infantil. http://blends.debian.org/junior/tasks
Debian Med O objetivo deste blend é oferecer um sistema aberto, completo e livre para atividades ligadas a cuidados médicos e pesquisa na área.
Para isto, o Debian Med integra softwares livres e de código aberto, relacionados a imagens médicas, bioinformática, infraestrutura de TI clínica, entre outros do Debian.
http://blends.debian.org/med/tasks
Debian Multimedia Seu objetivo é transformar o Debian em uma plataforma completa de trabalho e edição de áudio e vídeo. http://blends.debian.org/multimedia/tasks
Debian Science Este blend provê um ambiente pronto para cientistas e pesquisadores. http://blends.debian.org/science/tasks

Tal como este, outras grandes distribuições GNU/Linux, também têm projetos semelhantes.
O Fedora labs, atualmente, oferece aproximadamente 6 spins, voltados para astronomia, design, games, robótica, segurança, ciências e criação de músicas.
O openSUSE também tem projetos neste sentido e, um dos que se destacam, é justamente o openSUSE-Edu Li-f-e (Linux for Education), apresentado no site openSUSE-Education. Como o nome diz, é voltada para a área educacional.

Como converter uma instalação Debian existente para um dos Pure Blends

Se você não quiser ou não encontrar uma versão atual do seu Pure Blend desejado, pode converter a distro atual adicionando os metapackages do blend.
Durante a instalação do Debian netinstall os metapacotes são apresentados na tela do tasksel.
Debian Pure Blends
Se você “pulou” esta parte, ainda é possível chegar lá, pela linha de comando, com o tasksel:

tasksel --new-install

Não esqueça que este aplicativo altera substancialmente o seu sistema e precisa ser executado com privilégios administrativos.
Para ter uma instalação final limpa e eficiente, não faça a conversão. Opte pela reinstalação do sistema e, quando o tasksel aparecer, escolha o blend que você quer.

O que vem por aí

Há vários outros projetos se encaminhando para criar blends para outras áreas.
Sugiro pesquisar pelos links, no texto e no final, para obter mais informações.
Destacam-se, entre os projetos de blends, em progresso, estes dois:

Referências

https://www.debian.org/blends/.
https://wiki.debian.org/DebianPureBlends.
https://blends.debian.org/blends/ch02.html.
https://en.wikipedia.org/wiki/Debian_Pure_Blend.

Como instalar aplicativos do Ports Collection no FreeBSD

O sistema operacional FreeBSD, provê o Ports Collection como recurso simplificador da instalação de aplicativos no seu sistema.
Cada port contém todo e qualquer patch necessário para permitir que o código fonte original do software seja compilado — e o binário resultante possa ser executado.
Normalmente, o Ports Collection é selecionado para download, já durante a instalação do sistema. Se isto não foi feito, você terá um diretório /usr/ports vazio.

Como trazer o Ports Collection

Antes de poder usar o recurso, é necessário obter a coleção e guardá-la no diretório /usr/ports.
O comando portsnap, do FreeBSD, automatiza o processo para você — baixando, instalando e, quando necessário, sincronizando o Ports Collection da internet.
Use o ‘fetch’, para pegar “a coleção”:

portsnap fetch
Looking up portsnap.FreeBSD.org mirrors... none found.
Fetching snapshot tag from portsnap.FreeBSD.org... done.
Fetching snapshot metadata... done.
Updating from Wed Jul 20 15:21:53 BRT 2016 to Wed Jul 20 16:36:14 BRT 2016.
Fetching 4 metadata patches... done.
Applying metadata patches... done.
Fetching 0 metadata files... done.
Fetching 5 patches.
(5/5) 100.00%  done.
done.
Applying patches...
done.
Fetching 0 new ports or files... done.

A função deste comando é baixar um snapshot, ou imagem, da árvore de ports ou atualizar o que já existe.
Depois do download/sincronização, é hora de extrair a árvore de ports, colocando cada arquivo em seu lugar.
Note que o comando que segue (extract) só deve ser usado na primeira vez em que você for instalar os Ports Collection em seu sistema — uma vez que ele irá sobrepor todo o conteúdo do /usr/ports e seus subdiretórios.

portsnap extract

O processo pode ser um pouco demorado, a depender da sua conexão.
Se o diretório /usr/ports não estiver vazio, o comando ‘update’ deverá ser usado no lugar do ‘extract’.
Daqui pra frente, em resumo, não use mais o ‘extract’.
O comando ‘update’ pode ser usado para atualizar a árvore de ports previamente extraída.
É necessário rodar este comando para aplicar as mudanças feitas aos ports, após os downloads de atualizações através do ‘fetch’ ou do ‘cron’.
Este comando sobrescreve o conteúdo preexistente.

portsnap update
portsnap update 
Removing old files and directories... done.
Extracting new files:
/usr/ports/devel/avro-c/
 ...
/usr/ports/net/ntpa/
Building new INDEX files...  

Como encontrar aplicativos para instalar no FreeBSD

Você pode pesquisar dentro dos ports ou dentro do próprio diretório /usr/ports — para encontrar os aplicativos que necessita e saber exatamente o nome do pacote a ser instalado.
Se souber o nome exato do pacote, pode usar o comando whereis, assim:

whereis mpg123 
mpg123: /usr/ports/audio/mpg123

Caso queira encontrar os nomes dos pacotes relacionados ao Apache 2.4, use um dos dois métodos abaixo:

pkg search apache24 
apache24-2.4.23_1              Version 2.4.x of Apache web server

ou (preferível):

make search name=apache24 

Certifique-se de estar sob o diretório /usr/ports, para executar este comando.

Port:   apache24-2.4.23_1
Path:   /usr/ports/www/apache24
Info:   Version 2.4.x of Apache web server
Maint:  apache@FreeBSD.org
B-deps: apr-1.5.2.1.5.4 autoconf-2.69_1 autoconf-wrapper-20131203 automake-1.15_
1 automake-wrapper-20131203 db5-5.3.28_4 expat-2.2.0 gdbm-1.12 gettext-runtime-0.19.8.1 indexinfo-0.2.4 libtool-2.4.6 libxml2-2.9.3 m4-1.4.17_1,1 pcre-8.39 perl 5-5.20.3_13
R-deps: apr-1.5.2.1.5.4 db5-5.3.28_4 expat-2.2.0 gdbm-1.12 gettext-runtime-0.19.8.1 indexinfo-0.2.4 libxml2-2.9.3 pcre-8.39 perl5-5.20.3_13
WWW:    http://httpd.apache.org/

Ao usar o ‘make search’ ou o ‘pkg search’, não é necessário saber o nome exato do pacote. Você pode fazer uma busca por parte do nome e usar o comando grep para filtrar os resultados:

make search name=libreoffice | grep -i portuguese
Path:   /usr/ports/portuguese/libreoffice
Path:   /usr/ports/portuguese/libreoffice-pt_BR

Use os parâmetros ‘search key’ para obter uma lista de pacotes relacionados ao que você deseja:

make search key=php7

Se a lista for muito grande, use o comando less, para pausar a exibição:

make search key=php7 | less 

Como instalar aplicativos no sistema

Entre no diretório do aplicativo e execute a instalação.
Veja um exemplo de como instalar o emulador dosbox no FreeBSD:

cd /usr/ports/emulators/dosbox
make install clean  
===> Building/installing dialog4ports as it is required for the config dialog
===>  Cleaning for dialog4ports-0.1.6
===> Skipping 'config' as NO_DIALOG is defined
===>  License BSD2CLAUSE accepted by the user
===>   dialog4ports-0.1.6 depends on file: /usr/local/sbin/pkg - found
=> dialog4ports-0.1.6.tar.gz doesn't seem to exist in /usr/ports/distfiles/.
=> Attempting to fetch http://m1cro.me/dialog4ports/dialog4ports-0.1.6.tar.gz
===>  License GPLv2 accepted by the user
===>  Found saved configuration for dosbox-0.74_11
===>   dosbox-0.74_11 depends on file: /usr/local/sbin/pkg - found
=> dosbox-0.74.tar.gz doesn't seem to exist in /usr/ports/distfiles/.
=> Attempting to fetch http://downloads.sourceforge.net/project/dosbox/dosbox/0.
74/dosbox-0.74.tar.gz

Para remover este mesmo pacote, futuramente, use o ‘deinstall’:

make deinstall all

Note que o comando deve ser executado dentro daquele mesmo diretório. Fique atento.

Como rodar o FreeBSD em uma máquina virtual QEMU.

Se você já teve o desejo de conhecer o FreeBSD e aprender um pouco sobre o ele, mas ainda não tem um PC ou laptop disponível para instalar e testar o sistema, sugiro começar a experimentá-lo em uma máquina virtual.
Pôr no ar uma máquina virtual QEMU, rodando uma imagem atual do FreeBSD é bastante fácil e, dependendo da sua conexão á Internet, pode ser bastante rápido também.
freebsd logo full
Isto se deve ao fato de que você pode baixar várias imagens do site oficial (veja links ao final) prontas para uso — voltadas para mais de uma arquitetura de hardware.

Requisitos de hardware para rodar o FreeBSD

As versões mais atuais do FreeBSD não são “famintas” por recursos. O sistema é bastante enxuto e pode ser executado em condições bastante modestas:

  • Memória — Os requisitos mínimos de memória começam em 64 MiB. Um sistema especializado, deve começar em 128 MiB. Se você estiver pensando em uma instalação desktop completa, 4 GiB garantirão mais conforto para trabalhar.
  • Armazenamento em disco — O mínimo aceitável é 1,5 GiB, para ter um sistema funcional, mas com pouquíssimo espaço livre para trabalhar.
  • Arquitetura e processador — O FreeBSD pode ser executado sob várias arquiteturas. O suporte a PCs 64-bit começa em AMD Athlon™64, AMD Opteron™, Intel® Xeon™ multi-core e Intel® Core™ 2.
    No que tange a arquitetura 32-bit, qualquer 486 ou superior faz o serviço.

Instale o QEMU

No Debian, Ubuntu e derivados, use o apt para instalar o qemu:

sudo apt install qemu

Usuários do Opensuse, podem usar o Zypper:

sudo zypper install qemu

Baixe a imagem do FreeBSD

Há vários lugares de onde você pode baixar imagens do FreeBSD. O site oficial é um deles.
Você pode usar o utilitário wget para fazer o download rapidamente:

wget ftp://ftp.freebsd.org/pub/FreeBSD/releases/VM-IMAGES/10.3-RELEASE/amd64/Latest/FreeBSD-10.3-RELEASE-amd64.qcow2.xz

Veja, ao final do texto, link para o site de download, onde você poderá encontrar outras versões, que podem ser mais adequadas.
A seguir descompacte o arquivo:

unxz FreeBSD-10.3-RELEASE-amd64.qcow2.xz

Como rodar a imagem do FreeBSD

Não há nada errado em usar o VirtualBox, se você o preferir. A imagem baixada provavelmente rodará bem nele.
Neste texto, contudo, o nosso foco será o QEMU.
Para rodar a imagem em uma máquina virtual com 256 MiB, use a seguinte linha de comando:

qemu-system-x86_64 -hda FreeBSD-10.3-RELEASE-amd64.qcow2 -m 256M -cpu qemu64 -name 'FreeBSD 10.3 64 bit'

freebsd 10.3 screenshot boot


O que o comando acima faz?
Vamos responder por partes, a partir do comando ‘qemu-system-x86_64’, as opções usadas são as seguintes:

  • -hda FreeBSD-10.3-RELEASE-amd64.qcow2 — roda a imagem baixada em um disco virtual (hda).
  • -m 256M — determina a quantidade de memória da máquina virtual.
    Você pode experimentar usar outros valores.
  • -cpu qemu64 — faz uso da cpu padrão, de 64 bit, do qemu.
  • -name 'FreeBSD 10.3 64 bit' — coloca um nome bonito no título da janela do emulador.
    Escreva o que quiser entre as aspas.

Se você acha o comando para executar a sua imagem muito grande, experimente criar um mini-script para ele, assim:

echo "qemu-system-x86_64 -hda FreeBSD-10.3-RELEASE-amd64.qcow2 -m 256M -cpu qemu64 -name 'FreeBSD 10.3 64 bit'" > freebsd.sh
chmod +x freebsd.sh
# para executar, rode o script assim:
./freebsd.sh

Fácil, não é?
Se você tem interesse em copiar e colar entre a janela da máquina virtual do FreeBSD e as outras do seu sistema hospedeiro, inclua a opção ‘-display curses’:

qemu-system-x86_64 -display curses -hda FreeBSD-10.3-RELEASE-amd64.qcow2 -m 256M -cpu qemu64

Neste modo, a opção ‘-name’ não tem efeito. Mas ele permite, por exemplo, que você copie comandos de tutoriais e os cole direto na janela do FreeBSD.

Como logar e criar um novo usuário no FreeBSD?

Assim que chegar à tela de login, autentique-se como root (a senha estará em branco, por enquanto).
Após a autenticação, crie uma nova senha para o usuário root e um novo usuário com privilégios normais:

passwd
adduser

Depois de criar o novo usuário saia do root:

exit

… e autentique-se com novo o nome de usuário criado.
E, que comece a brincadeira! 😉

Referências e downloads

Download da versão 10.3: ftp://ftp.freebsd.org/pub/FreeBSD/releases/VM-IMAGES/10.3-RELEASE/amd64/Latest/.
Página oficial de downloads: https://www.freebsd.org/where.html.