Como comprar um notebook para durar 10 anos

Se você for cuidadoso(a) com as suas coisas, é perfeitamente possível manter um laptop por aproximadamente 10 anos — talvez um pouco mais ou um pouco menos.
Além do necessário cuidado com o equipamento, faz bem também planejar algumas atualizações que podem ser necessárias durante este período.

A sorte também será uma aliada importante durante esta aventura.

Eu não ligo para coisas materiais…

Eu detesto esta frase!

A frase “eu não ligo para coisas materiais” passa a falsa impressão de que a pessoa “não é materialista” e, possivelmente, possui valores mais elevados.

Acredito que as pessoas dizem isso para justificar sua falta de cuidados com objetos pessoais.

Na minha experiência, isto é uma bobagem. Na realidade, ser cuidadoso(a) com aparelhos eletrônicos de uso pessoal, é bom para a natureza — porque você vai produzir menos lixo.

Se você gasta menos comprando eletroeletrônico, pode investir mais na sua “elevação espiritual”, se isto for importante para você. E este investimento pode ser feito com a compra de livros, viagens, saídas com os amigos, idas ao cinema/teatro etc.

Prolongar a vida útil de um equipamento de uso pessoal ou profissional é um ótimo projeto.

Use a sessão de comentários, abaixo, para me contar o que pensa sobre o tema. 😉

A bateria do notebook

Se você mora em um local com temperaturas extremas (muito frio ou muito quente), a bateria pode sofrer um desgaste adicional durante este período e poderá ser um dos primeiros itens a demandar substituição.

A troca pode ser evitada se o notebook passar a ser usado apenas como um desktop (ou PC de mesa).

As baterias têm componentes tóxicos para o meio ambiente e precisam ser descartadas de maneira correta.

Leia mais sobre os cuidados que você deve ter, para que a bateria dure mais.

Comprar uma bateria extra, junto com o equipamento não é necessário. Mas, se fizer isso, reveze o uso das baterias — caso seja possível retirar e colocar facilmente o item.

Eu só me preocuparia em comprar uma segunda bateria (nova ou usada) se isto fosse realmente necessário.

A memória RAM

Este item pode vir a precisar de upgrade, no meio do caminho.
Se não quiser adquirir o laptop, já com uma “quantidade excessiva” de memória RAM — o que pode pesar no seu orçamento inicial — você pode planejar esta compra alguns anos à frente.

Comprar depois é vantajoso, por conta da depreciação do valor do item.

O sistema de armazenamento

O disco rígido ou o SSD é um dos maiores gargalos do sistema, como um todo.

Mantê-lo sempre limpo e com uma ocupação sempre abaixo de 75-80% vai ajudar a manter a eficiência do dispositivo. Eventualmente, durante o período do projeto “10 anos”, poderá ser necessário formatar a unidade de armazenamento algumas vezes.

Você pode adquirir logo um SSD de altíssima capacidade ou pode planejar a troca do equipamento no meio do caminho. A primeira opção é a mais cara.

O sistema operacional

Se você optar pelo uso do Microsoft Windows, o ideal é evitar ao máximo fazer um upgrade de versão.
Neste caso, faça apenas as atualizações de segurança.

As novas versões do sistema operacional, geralmente, são mais pesadas e exigem hardware mais atual.

O sistema operacional da Apple costuma ser mais estável neste sentido. Junto com o hardware, formam um conjunto bastante consistente.

Outra opção interessante é o Linux. A distro Debian é uma das mais estáveis e conta com suporte de longo prazo de 2 anos. Eventualmente, o time de suporte pode extender este período para alguma versão.

No caso do sistema operacional Ubuntu, o tempo de suporte de longo prazo (LTS) é de 5 anos — o que significa fazer apenas uma ou duas atualizações obrigatórias de versão, durante todo o período.

Eu optaria pelo Linux, com atualização a cada 2 anos — e aproveitaria este momento para formatar todo o sistema de armazenamento.

Conclusão

Manter um mesmo sistema computacional por 10 anos é uma opção que pode ser cara, na saída, mas trazer benefícios pela estabilidade que te proporciona.

Mesmo que você formate e faça upgrade do sistema operacional a cada 2 anos, trata-se de um hardware que você já conhece e que não vai trazer surpresas com componentes incompatíveis.

Se você optar pela compra do notebook mais avançado disponível no mercado, hoje, terá uns 2 anos para fazer inveja aos seus amigos e, possivelmente, não terá que se preocupar em fazer atualizações de hardware até o fim do projeto.

Me conte como você tocaria um projeto desta natureza, nos comentários! Eu adoraria conhecer outras ideias e dicas. 😉

Como remapear teclas no Linux

Há várias situações em que remapear parte do seu teclado pode ser muito útil.
Um teclado danificado pode ser uma delas.

Há casos em que o usuário adquire um teclado limitado pelo próprio fabricante — ou seja, vem sem alguma tecla importante, como o “Num Lock”.

O procedimento é indicado em casos de teclas danificadas ou ausentes.

No meu teclado Dell WK636p (ABNT 105 teclas) há algumas teclas em pares (Shift, Ctrl etc.)
Neste post, descrevo como fazer com que o Linux substitua o sinal de uma por outra.
Como exemplo prático, vamos remapear a tecla “Shift esquerda” para “Num Lock”.
Você pode ajustar facilmente o meu exemplo às suas necessidades depois.
Com privilégios administrativos, use o seu editor de texto puro favorito para abrir o arquivo pc:


vim /usr/share/X11/xkb/symbols/pc 

Localize a linha:

key  {    [ Shift_L      ]   };

e a substitua por:

key  {    [ Num_Lock         ]   };

como remapear teclas no linux
Ao analisar o arquivo de mapeamento, é fácil perceber que o procedimento pode ser readequado para a maioria das teclas.
Pode ser necessário reiniciar a sessão para as edições terem efeito.

Como usar Ubuntu com o Arduino

Preparar o seu computador com Ubuntu para trabalhar (ou brincar) com o Arduíno é muito fácil.
A versão 16.04 Xenial Xerus traz, pelo menos, 5 pacotes oficiais para instalar no seu sistema e começar a “fuçar” no seu kit novo.
ubuntu arduino packages
Use o apt search para encontrar os pacotes:


apt search arduino

Sorting... Pronto
Full Text Search... Pronto
arduino/xenial,xenial 2:1.0.5+dfsg2-4 all
  AVR development board IDE and built-in libraries

arduino-core/xenial,xenial 2:1.0.5+dfsg2-4 all
  Code, examples, and libraries for the Arduino platform

arduino-mighty-1284p/xenial,xenial 1-2 all
  Platform files for Arduino to run on ATmega1284P

arduino-mk/xenial,xenial 1.5-2 all
  Program your Arduino from the command line

pd-pduino/xenial,xenial 0.5.1-1 all
  interfacing with the Arduino from within Pure Data (Pd)

Você pode obter informações individuais sobre cada um destes pacotes, com o apt show. Segue um exemplo:


apt show arduino

Vamos conhecer um pouco mais de cada um destes pacotes, nos próximos tópicos.
foto do arduino uno r3

O pacote de softwares arduino no Ubuntu

O primeiro pacote da lista é, provavelmente, o principal.
Ele contém a IDE AVR (2:1.0.5+dfsg2-4) de desenvolvimento da placa e algumas bibliotecas.
Ele requer também a instalação dos pacotes arduino-core (obrigatoriamente) e do arduino-mk (como sugestão).
Com relação à IDE, se você fizer questão e não se importa de compilar um pouco de código, pode obter uma versão mais atual no site http://www.arduino.cc.
Se você está iniciando, isto é tudo o que você vai precisar, por enquanto.

O pacote arduino-core

Como eu disse, este pacote é requerido e instalado automaticamente com o pacote principal do Arduino no Ubuntu.
Ele contém códigos-fonte, códigos exemplo e bibliotecas essenciais ou complementares para você desenvolver para a plataforma.

O pacote arduino-mighty-1284p

Contém os arquivos necessários para rodar a plataforma do processador ATmega1284P.
Se você já olhou a sua placa cuidadosamente e se ela não contém este processador, é muito provável que não precise deste pacote.
atmel arduino atmega 1284p

O pacote arduino-mk

É sugerido, no momento da instalação dos outros.
Com ele é possível programar o seu Arduino direto da linha de comando do Linux.
Entre outros softwares, o pacote contém o utilitário ard-reset-arduino que… faz o que o nome diz: reseta o arduino.
Pode ser necessário, em alguns momentos.

Pure Data com Arduino

O último pacote da lista traz software para comunicação e interação com a placa e troca de dados puros ou pure data.
Este pacote é instalado, como padrão, no Ubuntu Studio e é voltado para as pessoas que usam o hardware para reproduzir sons, áudio etc.
A página oficial do projeto é https://puredata.info/downloads/pduino.
Como resumo, iniciantes apenas precisam instalar o primeiro pacote arduino e, eventualmente, o arduino-mk. São pequenos, leves e ocupam um espaço ínfimo no seu sistema.

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Proteja o disco rígido do seu notebook Linux contra quedas

Quando um laptop cai no chão, da altura de uma mesa ou da sua cintura, vários de seus componentes pode ser danificados.
Um dos componentes mais sensíveis é o disco rígido (HDD).
O maior problema, neste caso, não são os danos físicos, uma vez que ele sempre pode ser substituído por outro.
O maior problema, ao danificar um HD, é perder todos os seus dados.
O disco rígido é composto de várias peças e partes móveis, como sabemos. Após a queda, quando ele chega ao chão, estas peças funcionam como armas — umas contra as outras.
O braço mecânico e a ponta da cabeça de leitura, podem destruir uma quantidade significativa de dados gravados nos discos, durante o processo de desaceleração brusca — sem qualquer chance de recuperação.
O software que vou apresentar, neste post, trabalha na detecção de situações típicas de queda e “ordena” que o sistema recolha imediatamente os braços de leitura/gravação dos discos rígidos.
A partir daí, as possibilidades de recuperação dos seus dados podem ser bem maiores.
Mesmo que o HD não funcione mais, se os discos ainda estiverem inteiros, ainda será possível entregá-los a uma empresa de recuperação de dados, para tentar extrair e salvar as informações de dentro deles.

O que é o hdapsd

O acrônimo significa Hard Drive Active Protection System — Sistema Ativo de Proteção ao Disco Rígido.
De acordo com a descrição oficial, o HDAPS é um daemon voltado para laptops de diversas marcas que possuam sensores de movimento (motion sensor).
Sua função é proteger o disco rígido do seu sistema, com o monitoramento constante dos valores de aceleração.
Assim que o daemon detecta uma queda ou um deslizamento brusco do seu notebook, ele age, fazendo com que as cabeças de leitura/gravação “estacionem” (parking).

Verifique no manual do seu produto ou pergunte ao vendedor se o seu equipamento possui sensor de movimento. Sem isso, o hdaps é inútil.

A versão atual (20141203) do hdapsd tem suporte às seguintes interfaces:

  • IBM/Lenovo ThinkPad (HDAPS)
  • Apple iBook/PowerBook (AMS)
  • Apple MacBook/MacBook Pro (APPLESMC)
  • HP (HP3D)
  • Dell (FREEFALL)
  • Toshiba (ACPI and HAPS)
  • Acer (INPUT)

No Debian/Ubuntu, é possível obter estas informações (lista, acima), bem como da versão do hdapsd, com o comando apt, antes de instalar:

apt show hdapsd

Se você tem um Lenovo Thinkpad, é recomendado usar o módulo hdaps, que já vem no pacote tp-smapi-dkms ou tp-smapi — que consome menos energia e tem compatibilidade com uma quantidade maior de equipamentos da linha Thinkpad.


Como instalar e usar o hdapsd

O daemon começa a funcionar logo após a instalação.
Para instalar no Debian/Ubuntu, use o apt:

sudo apt install hdapsd

O arquivo de configuração padrão, pode ser encontrado em /etc/hdapsd.conf.
Dentro dele, podemos indicar exatamente qual o dispositivo (sda, sdb etc.) a ser protegido e qual a sensibilidade desejada para a interface do sensor (sensitivity).
O valor padrão de sensibilidade é 15. Se quiser que ele seja mais sensível (recomendado!), use um valor mais baixo.

Como determinar a versão do Bluetooth de qualquer carro, usando o Linux

O bluetooth está se tornando cada vez mais comum em equipamentos de som, tanto automotivos, quanto domésticos ou profissionais.
Equipamentos de som domésticos não são trocados com a mesma frequência dos smartphones. Tal como as TVs, é comum manter um bom aparelho de som por mais de 10 anos.
bluetooth mercedes-benz multimedia
O equipamento de som do carro, contudo, é um caso a parte.
Muitos carros atuais, já vem com o sistema de som completo, já instalado e perfeitamente ajustado ao design interior do veículo.
Neste caso, a substituição é mais difícil e pode ser mais cara — principalmente, se você decidir trocar o carro, em função de ter se decepcionado com o seu sistema de áudio.
O Bluetooth é uma tecnologia em desenvolvimento (desde o início da década de 90) e, provavelmente, deve estar atingindo o ápice da sua maturidade.
Se o equipamento de som tem este recurso, saber a versão embarcada do Bluetooth pode ajudar a entender o que realmente é possível fazer, dentro do automóvel, durante uma viagem, por exemplo.
Dentro de um carro, considero alguns itens importantes, neste tema:

  • que o sistema de som aceite a conexão com mais de um dispositivo simultaneamente — o que permite que vários ocupantes possam se revezar facilmente no seu uso.
  • que a conexão tenha largura de banda o suficiente para reproduzir áudio de altíssima qualidade.
  • que mantenha um fluxo estável da transmissão de áudio, sem engasgos, mesmo quando se sai do carro com o smartphone no bolso.
  • e que aceite ligações telefônicas.

O Bluetooth versão 2.1 já é capaz de satisfazer estas condições, embora tenha limitações quanto ao alcance — ou seja, se você for sair do carro, levando o smartphone conectado e no bolso, para ajeitar alguma coisa no porta-malas ou calibrar os pneus, o som irá engasgar.
reconhecer o meu dispositivo, se conectar e começar a tocar a minha playlist do ponto em que ela parou.

Quais as maiores diferenças entre as várias versões do Bluetooth?

Dentre os carros que testei, para escrever este artigo, o Ford Ka Sedan 2016 era o que tinha a versão mais antiga: Bluetooth 2.1.
Como já disse, esta versão é satisfatória mas… se você não quiser se incomodar com a interrupção da transmissão, vai ter que deixar o smartphone dentro carro.
Veja alguns dos recursos:

  • Bluetooth 2.1 — a partir desta versão, você já dispõe de A2DP, EDR, possível suporte a NFC e facilidade de pareamento — é tudo o que se precisa para usufruir dos maiores benefícios da tecnologia.
  • Bluetooth 3.0 — esta é a primeira versão de alta velocidade (20 Mbps) — aliado a um melhor alcance.
    É possível “enxergar” o carro na garagem do vizinho, se ele estiver usando esta versão.
    É encontrada em modelos como o Fiat Palio e Grand Siena Essence 2016, por exemplo.
    A partir desta versão, já é possível até transmitir áudio 5.1 surround sound.
  • Bluetooth 4.x e superior — nestas versões são introduzidos os protocolos de baixo consumo de energia e possibilidade de conexão de até 7 dispositivos simultâneos.

Quanto mais atual a versão do Bluetooth, maior o seu alcance, menor o consumo de energia e menor a interferência nas redes Wi-Fi e 4G.
bluetooth automobile information

Se o sistema de som do seu carro tiver suporte a versão 2.1, ele já terá, pelo menos, estes 3 recursos — A2DP (streaming em estéreo); AVRCP (seleção remota de trilhas de áudio) e EDR (taxa de transmissão mais alta).

Como detectar a versão do Bluetooth nos veículos ao meu redor

A maioria dos veículos precisa estar com o sistema de som ligado para obter uma conexão básica, que permita inquirir sobre o seu Bluetooth.
Eu não precisei parear o meu notebook (com Bluetooth 4.2) a nenhum veículo das redondezas para conseguir obter informações básicas. Só tive que esperar que o vizinho ligasse o carro e, consequentemente, o som.
Após ligar o Bluetooth no seu notebook, realize uma busca na rede, com o comando hcitool:

hcitool scan

Scanning ...
	00:54:AF:97:FC:F6	FIAT CONNECT

Agora use o endereço de hardware encontrado para obter mais informações:

sudo hcitool info 00:54:AF:97:FC:F6
[sudo] senha para justincase: 

Se você obtiver a mensagem “Operation not permitted“, execute o procedimento com privilégios administrativos (sudo, por exemplo).
Veja os resultados, que obtive após dar o comando acima:

Requesting information ...
	BD Address:  00:54:AF:97:FC:F6
	OUI Company: Continental Automotive Systems Inc. (00-54-AF)
	Device Name: FIAT CONNECT
	LMP Version: 3.0 (0x5) LMP Subversion: 0x1982
	Manufacturer: Cambridge Silicon Radio (10)
	Features: 0xff 0xff 0x8f 0xfe 0x9b 0xff 0x51 0x87
		<3-slot packets> <5-slot packets> <encryption> <slot offset> 
		<timing accuracy> <role switch> <hold mode> <sniff mode> 
		<park state> <RSSI> <channel quality> <SCO link> <HV2 packets> 
		<HV3 packets> <u-law log> <A-law log> <CVSD> <paging scheme> 
		<power control> <transparent SCO> <broadcast encrypt> 
		<EDR ACL 2 Mbps> <EDR ACL 3 Mbps> <enhanced iscan> 
		<interlaced iscan> <interlaced pscan> <inquiry with RSSI> 
		<extended SCO> <EV4 packets> <EV5 packets> <AFH cap. slave> 
		<AFH class. slave> <3-slot EDR ACL> <5-slot EDR ACL> 
		<sniff subrating> <pause encryption> <AFH cap. master> 
		<AFH class. master> <EDR eSCO 2 Mbps> <EDR eSCO 3 Mbps> 
		<3-slot EDR eSCO> <extended inquiry> <encapsulated PDU> 
		<non-flush flag> <LSTO> <inquiry TX power> <EPC> 
		<extended features> 

Como você pode ver, a versão instalada é a 3.0.
Se preferir, use o comando grep para obter um resultado mais enxuto:

hcitool info 00:54:AF:97:FC:F6 | grep -i version
	LMP Version: 3.0 (0x5) LMP Subversion: 0x1982

Você pode usar o comando ‘hcitool con’, alternativamente, para encontrar dispositivos Bluetooth na sua vizinhança.
Se quiser obter mais informações sobre o seu dispositivo local, leia sobre o hciconfig.
Por fim, use área dos comentários para nos contar o que encontrou na sua vizinhança e quais os recursos que você considera mais importantes em dispositivos Bluetooth para automóveis.