Como adicionar texturas ao GIMP

O programa de manipulação de imagens, GIMP pode receber uma série de melhorias com a instalação de plugins, addons, temas, texturas, paletas etc.
Neste texto, vou mostrar como é fácil acrescentar patterns (texturas), que você pode usar para preencher áreas das suas imagens.

O post se baseia no GIMP 2.8, rodando em um sistema operacional Debian GNU/Linux 10 “Buster” testing.
Como estas configurações são universais, creio que vale para qualquer outro sistema operacional ou distro Linux.
Comente, ali embaixo, para eu e outros leitores ficarmos sabendo como tudo correu pra você. Não esqueça de citar o seu sistema operacional.

Dentro da sua pasta pessoal de arquivos, fica guardada a pasta de configuração do GIMP.
No meu sistema, o nome dela vai ser ~/.gimp-2.8/.
Para usuários windows, a pasta deve ser C:\Program Files\GIMP 2\share\gimp\2.8\ ou C:\Arquivos de Programas\GIMP 2\share\gimp\2.8\
Se a sua versão (do GIMP) for divergente da minha, o número provavelmente será diferente.
Dentro da pasta de configurações, há outra, específica para receber as texturas. ou patterns, adicionais.
pasta de texturas do gimp

Vou seguir dando exemplos apenas com o Linux.
Tente adequar as informações deste post à sua situação aí.

O importante é que você precisa copiar os arquivos de textura para dentro da pasta Patterns, conforme a imagem acima.

Como obter novas texturas para o GIMP

Usuários Linux, podem buscar um set com dezenas de novos itens, dentro dos repositórios oficiais. Saiba como fazer isso aqui.

Adicionalmente, dá para encontrar novos pacotes com patterns no GitHub, no DeviantArt ou fazendo buscas com o Google ou DuckDuckGo.
O site Gnome-Looks tem uma página com uma série de pacotes de texturas. Confira no link: https://www.gnome-look.org/browse/cat/192/.

Há várias opções de texturas em http://texturemate.com/content/patterns.
Tente também os links deste site: http://designbeep.com/2011/10/11/40-sets-of-free-and-extremely-useful-patterns-for-your-designs/.

Pode ser necessário reiniciar o GIMP para poder ter acesso às novas texturas.
Nas versões mais novas do aplicativo, basta atualizar a exibição de patterns, na barra inferior da janela de texturas.
janela de seleção de texturas

Como adicionar temas ao GIMP

O GIMP, como muitos outros aplicativos GTK, aceita temas e personalização de ícones.
Já que o visual do programa, na sua instalação padrão, não se integra muito bem ao tema principal do sistema operacional, o usuário pode se sentir liberado para fazer outras escolhas estéticas.

Basicamente, tudo o que você precisa fazer é encontrar o pacote do tema desejado e extrair seu conteúdo para a pasta de temas do GIMP.
Sim, a instalação padrão do GIMP, já vem uma pasta própria para receber arquivos de temas.
GIMP Tema Dark

A instalação default oferece um tema com ícones pequenos, como alternativa para quem deseja melhorar o aproveitamento do espaço, enquanto trabalha com o aplicativo.

A pasta de temas fica em ~/.gimp-x.x/themes — em que “x.x” é a versão do GIMP.
No meu caso, o nome da pasta é ~/.gimp-2.8/themes.

É dentro desta pasta, que os arquivos dos temas devem ficar.

Conteúdo atual da minha pasta de temas GIMP 2.8
Conteúdo atual da minha pasta de temas GIMP 2.8

Os sites de temas costumam oferecer pacotes em tar.gz, tar.xv, .ZIP etc.
O importante é que você faça a extração do conteúdo de cada pacote na pasta de temas, que mencionei acima.

Para ver os temas adicionados, inicie o GIMP e abra o painel Preferências, dentro do menu Editar.
Em seguida, selecione a aba Tema.
Lista de temas para GIMP

Lembre-se de reiniciar o GIMP, para ver os novos temas adicionados à relação.

Onde encontrar temas para o GIMP

GIMP Tema Pro

Há vários sites com temas para aplicativos GTK/GNOME.
O Gnome-looks é um deles: https://www.gnome-look.org/browse/cat/268/.
Use o seu mecanismo de busca favorito, para encontrar temas. Veja alguns exemplos:

Temas no DeviantArt: https://duckduckgo.com/?q=gimp+themes+deviantart&t=h_&ia=images.
Temas no GitHub: https://github.com/search?utf8=%E2%9C%93&q=gimp+theme&type=.

Configure a interface do GIMP para o seu estilo de trabalho.

A liberdade de fazer as coisas do jeito que se quer e o respeito ao estilo de seus usuários norteia os desenvolvedores de softwares livres e de código aberto.
O GIMP nasceu dentro desta filosofia de trabalho (ou de vida).

A interface do GIMP pode ser completamente configurável, para se ajustar a cada usuário.
Basicamente, ela se divide em 2 estilos: janela única ou janelas múltiplas.

O GIMP em janelas múltiplas

A interface padrão é em múltiplas janelas ou “janelas separadas”.
GIMP em janelas múltiplas

Desta forma, temos uma caixa de ferramentas de um lado, a área de trabalho no meio e uma doca (ou dock) do outro lado.
Você pode movimentar cada item livremente na tela do seu computador.
Para trabalhar com vários monitores, este modelo de interface permite organizar bem melhor sua área de trabalho.
Quem prefere uma área mais limpa, pode remover as janelas laterais ou reajustar seus tamanhos, para deixar mais espaço na tela.

O GIMP em janela simples

Para satisfazer usuários migrantes de outros aplicativos de edição e manipulação de imagens, os desenvolvedores do GIMP criaram uma opção single window ou de janela única, com a caixa de ferramentas e a doca integrados à área de trabalho.
GIMP em janela simples ou única

Desta forma, o software fica mais assemelhado a um editor de textos.
Este é talvez o visual mais agradável para os usuários da plataforma Windows.
Este ajuste evita que haja sobreposição de janelas, o que pode atrapalhar a edição.

A caixa de ferramentas do GIMP

A caixa de ferramentas tem a maioria dos itens usados durante a edição — seleção, corte, dar zoom, mover objetos, alterar formas, caixa de ferramentas de texto, preenchimento, pintura etc.

Enfim, se passar o ponteiro do mouse por cima de cada botão, aí na sua tela, você vai ver a função de cada um.

Na configuração original (diferente da minha, acima), a caixa de ferramentas costuma vir com uma seção de opções — sensível ao contexto, ou seja, reflete os ajustes possíveis para a ferramenta que tiver sido clicada.
Ela pode ser ser removida ou tirada de dentro da barra principal e deixada flutuando, como uma doca ou janela separada, em algum canto da tela, à sua escolha.

Se a sua barra de ferramentas não estiver visível, tecle Ctrl + B (^B) para fazê-la aparecer.
Você pode usar também o menu ‘Janelas’ para desligar/ligar sua exibição.

A área de trabalho do GIMP

Este é o local aonde a sua imagem fica, para ser trabalhada.
Em configurações de múltiplas janelas (a minha preferida), cada imagem ocupa uma janela (ou quadro).
Usuários Linux (GNOME) podem alternar entre as janelas com o atalho de teclado Alt + ‘

O menu principal (na horizontal e no topo da janela) permite acessar outras configurações.

As docas do GIMP

Este item pode ser chamado de outros nomes, como caixas de diálogo complementares.
Você pode selecionar que ferramentas deseja exibir na sua doca dentro do menu ‘Janelas/Diálogos de encaixe’.
gimp janelas diálogos de encaixe

Na minha instalação prefiro usar apenas a barra de ferramentas, mínima e sem nenhuma outra caixa de diálogo desnecessária.
Como você prefere a sua?

Plug ins para lidar com imagens RAW no GIMP

O GIMP tem suporte padrão a imagens RAW, mas sabemos que este tipo de arquivo pode variar suas especificações em função da marca e modelo da câmera. Alguns fabricantes se recusam a compartilhar informações sobre a forma como gravam seus arquivo em formato bruto, o que dificulta criar condições de leitura para os softwares mais atuais.
Usuários Windows, podem encontrar plug ins ou extensões disponíveis no site do registry.

Quem usa Linux, encontra tudo nos repositórios oficiais da sua distro.
Neste post, vou me referir especificamente a 2 destes plug ins: gimp-ufraw e gimp-dcraw.

O gimp-dcraw

Desenvolvido por David Coffin, o plug in permite carregar fotos digitais RAW (imagens brutas ou “cruas”) da sua câmera, para serem manipuladas dentro do GIMP.
É o mesmo autor do dcraw e gphoto2.
O plug in (bem como o utilitário dcraw) suporta imagens brutas das câmeras das marcas Canon, Kodak, Olympus, Nikon, Fuji, Minolta e Sigma.
Visite o site http://www.cybercom.net/~dcoffin/dcraw/index_pt.html (em portuguẽs) para obter mais informações sobre o software.
O site http://www.cybercom.net/~dcoffin/dcraw/index.html#cameras tem uma lista de câmeras suportadas pelo dcraw.
Se a sua não estiver listada, o autor recomenda tentar acessar as fotos brutas mesmo assim.
A minha não está listada (Fuji Finepix SL 1000) e funcionou sem problemas pra mim.

O gimp-ufraw

Baseado no plug in anterior, é uma ferramenta de “importação de dados não processados (em inglês, “raw”) de câmeras digitais de ponta”.
O nome quer dizer “Unidentified Flying Raw” (UFRaw), ou seja “RAW Voador Não-identificado” (bem humorado, não é?). 😉
Sua função é converter e permitir ao GIMP manipular imagens brutas de câmeras digitais.
Também pode ser usado como aplicativo independente, em vez de extensão do GiMP.
Veja abaixo, como fazer a instalação independente do aplicativo.
O UFRaw “lê a maioria dos formatos não processados existentes usando o utilitário de conversão de dados não processados DCRaw de Dave Coffin e dá suporte ao gerenciamento de cores básicas usando Little CMS, permitindo ao usuário aplicar perfis de cores”.
Se você é usuário Windows, pode fazer o download neste site: http://ufraw.sourceforge.net/Install.html.

Instalação para Linux

O pessoal do Linux, pode baixar os plug ins e/ou aplicativos dos repositórios oficiais de suas distribuições.
No Debian e no Ubuntu, use o apt, para fazer a instalação:


sudo apt install gimp-dcraw gimp-ufraw

Se preferir (opcionalmente) usar os softwares fora do gimp, como aplicativos separados, instale os seguintes pacotes:


sudo apt install dcraw ufraw

Use o navegador de plugins para descobrir toda a potência do GIMP.

Além da excelente ajuda online ou do manual embarcado na instalação padrão do GIMP, é possível encontrar plugins, extensões e scripts através de um navegador embutido no programa.
Em vez e procurar pelo “labirinto” de menus e painéis de controle do aplicativo, faça uma busca informando a função desejada.
Por exemplo: “lomo” ou “technicolor”.

O navegador pode ser acessado pelo menu Ajuda/Navegador de plug-ins.
No canto superior direito do painel, é possível fornecer palavras-chave que irão ajudar a encontrar o que procura.
navegador plug ins gimp

À esquerda, no painel, você irá encontrar a localização do item, ou seja, em que menu, ele se encontra.
Depois que instalamos uma coletânea de plugins, como a gimp-plugin-registry, são adicionados mais de 40 novas extensões ao programa.
Algumas se desdobram em vários outros add ons — o que acaba tornando difícil memorizar exatamente aonde se encontra cada efeito ou filtro desejado.

O Navegador de procedimentos

O navegador de procedimentos ajuda a obter informações sobre os parâmetros adotados por filtros, scripts e plug ins no GIMP.
gimp navegador
Pode ser usado como ferramenta adicional para obter informações sobre cada plug in, embora seja inútil para descobrir em que menu se encontra cada um deles.