Como adicionar 40 novas extensões e plug ins para o GIMP

Um dos pontos fortes do programa de edição e manipulação de imagens GIMP, é o fato de que sua instalação padrão é extremamente leve.
Isto dá ao usuário básico, um ótimo conjunto de ferramentas pronto para começar a usar.

À medida em que seu uso vai se tornando avançado, o usuário pode instalar ferramentas mas sofisticadas, através de plugins, scripts, add ons etc.
Alguns plugins pode ser baixados e instalados individualmente.
No post de hoje, vou mostrar como baixar uma coletânea de mais de 40 extensões para usar no GIMP.
Algumas trazem melhorias substanciais ao editor outras automatizam tarefas árduas e complexas.
Conheça o pacote gimp-plugin-registry que abre um repositório com dezenas de extensões.

Use o seu gestor de pacotes (apt, yum, dnf etc) para fazer o download e a instalação via terminal.
Veja um exemplo do procedimento no Debian (ou Ubuntu):


sudo apt install gimp-plugin-registry

O pacote adiciona os seguintes itens:

  • Add Film Grain
    Ajuda a adicionar um efeito realístico de granularidade a imagens em preto e branco.
  • btn4ws
    Gera uma série de botões, com vários efeitos codificados em XHTML, CSS e JavaScript (alô web designers!) in 3 estados prontos: passivo, ativo e pressionado.
    Tudo pronto para ser usado.
  • Black and White Film Simulation
    Converte uma camada selecionada em preto e branco, usando misturador de canais.
    Tenta produzir um resultado assemelhado à qualidade tonal de um filme.
  • CMYK Tiff 2 PDF for Gimp
    Este plugin completa o fluxo de trabalho de pré-impressão usando o Seperate+ para gerar imagens CMYK Tiff — o que permite converter o miff CMYK Tiff em arquivos PDF.
  • Contact Sheet
    Gera uma folha de contatos para um diretório de imagens.
  • David’s Batch Processor
    Uma extensão simples para realizar processamento automático em lotes — tal como redimensionamento de uma grande quantidade de imagens.
  • Diana-Holga2
    Simulador do efeito de câmera de brinquedo conhecido como Diana/Holga Toys Cameras.
  • El Samuko GIMP Scripts
  • Antique Photo Border Script
    Simula uma borda amarelada e levemente irregular, como nas fotos antigas do seu álbum de família.
  • Che Guevara Script
    O Jim Fitzpatrick desenvolveu este script que gera uma poster baseado no visual da famosa foto do Che Guevara.
  • Cyanotype Script
    Simula o processo de impressão Cyanotype.
  • Difference Layer Script
    Gera duas camadas de diferença das duas camadas superiores na sua imagem.
    É semelhante ao plugin padrão Grain Extract/Merge, só que com uma faixa tonal mais larga e algumas opções de ajuste adicionais.
  • Escape Line Script
    Cria linhas de escape a partir de qualquer ponto.
    É similar ao Line-Nova padrão, só que muito mais flexível.
  • Film Grain Script
    Simula a granularidade presente em fotos com ISO alto.
  • First Photo Border Script
    Simula o cut-off da primeira foto de um rolo de filme de câmeras baratas (como a Lomo).
  • Lomo Script with Old Style Colors
    Falando em Lomo… este simula o popular efeito da câmera.
  • Movie 300 Script
    Simula o estilo de cores do filme “300”.
  • National Geographic Script
    Simula uma foto de alta qualidade (retrato) como as do National Geographic.
  • Obama “HOPE” Script
    Gera um post com o efeito popularizado na campanha do ex-presidente norte-americano.
  • Rainy Landscape Script
    Dá uma aparência chuvosa/molhada a uma paisagem.
  • Sunny Landscape Script
    Altera a aparência de uma paisagem de chuvosa para ensolarada.
  • Photochrom Script
    Simula uma imagem photochrom – um processo de impressão usado nos anos 1890.
  • Sprocket Hole Script
    Simula tiras de filme 35mm expostas completamente com números de quadros, letras, sprocketholes sobrepostos e códigos de barras de borda de película DX.
  • Technicolor 2 Color Script
    Simula o efeito de 2 cores do efeito Technicolor.
  • Technicolor 3 Color Script
    Simula o efeito de 3 cores do efeito Technicolor.
  • Vintage Look Script
    Dá o efeito de “anos 70” a uma foto.
  • Fix-CA
    Corrige aberração cromática de fotos.
  • Focus-Blur
    Tenta simular desfoque da imagem.
  • Layer-Effects
    Série de scripts que implementa vários efeitos sobre camadas:
    Drop Shadow, Inner Shadow, Outer Glow, Inner Glow, Bevel e Emboss, Satin, Color Overlay, Gradient Overlay, Pattern Overlay e Stroke.
  • Liquid Rescale
    Redimensionamento contextual do conteúdo.
    Mantém os recursos da imagem enquanto redimensiona ao longo de uma única direção.
  • Normalmap
    Permite converter imagens para mapas RGB normais, para usar em aplicações de iluminação per-pixel.
  • Planet Render
    Cria um planeta, com possibilidades de ajustes de cor, tamanho e orientação do sol.
  • Refocus
    Durante algumas operações de processamento de imagens, tais como o redimensionamento/reescalonamento, elas tendem a ficar borradas.
    Isto ocorre porque os pixels assumem as cores médias, encontradas nas suas vizinhanças.
    O plugin tenta enfocar novamente as imagens com o uso de filtros FIR Wiener.
  • Save for Web
    Para quem pretende postar iamgens em site ou blog próprio e se preocupa com o “peso” da imagem e a largura de banda consumida para entregá-la aos leitores.
    O script permite experimentar vários formatos comuns, com exibição de estatísticas, para facilitar sua decisão.
  • Separate+
    É um plugin que gera separações de cores a partir de uma imagem RGB, provas as cores CMYK no monitor e as exporta para CMYK TIFF.
  • Smart Sharpen (redux)
    Implementa a versão redux da nitidez inteligente.
    Ele utiliza o plugin Unsharp Mask ou Refocus para aprimorar o resultado.
  • Streak-Camera simulation
    Simula o efeito de câmeras Streak — usadas para medir a duração do pulso de sistemas laser super rápidos.
  • Wavelet Decompose
    Decompõe uma camada da imagem em camadas de escala wavelet. Isto possibilita editar a imagem em diferentes escalas de detalhamento (frequências).
  • Wavelet Denoise
    Ferramenta para reduzir seletivamente o ruído em canais individuais de uma imagem, com conversão opcional de RGB para YCBCr.
  • X11 Mouse Cursor (XMC) plug-in
    Habilita o GIMP para importar e exportar arquivos de personalização do cursor do mouse, para a interface gráfica baseada em X11.

Como obter fácil mais opções de texturas e pincéis no GIMP

Nos repositórios da sua distro Linux favorita podem ser encontrados pacotes de extensão dos recursos do GIMP.
Um destes pacotes traz algumas opções a mais de texturas de preenchimento e opções de pincéis prontos para você usar no GIMP.

Para instalar (Debian/Ubuntu) use o apt, no terminal:


sudo apt install gimp-data-extras

Formatos do pincel no GIMP

No GIMP 2.8.20, são instalados originalmente 54 formatos de pincel.
Após a atualização serão 91. São quase 40 novos itens.
formatos pincel GIMP

Texturas no GIMP

Para preencher áreas e objetos, o pacote mantido por Ari Pollak, adiciona uma centena de novas texturas ao GIMP.
A instalação padrão, que visa a leveza, conta com 59 possíveis opções de texturas.
Após a instalação do pacote gimp-data-extras, serão 169!
gimp texturas

Um aumento de 115 novas texturas para você brincar no editor.
Nada mal, não é? 😉

Resolução da imagem no GIMP

Pixeis, são pequenos pontos, usualmente retangulares, que, em conjunto com milhares ou milhões de outros pixeis, compõem ou formam uma outra imagem, mais complexa.
A densidade de pontos contidos em uma determinada imagem, é chamada de “resolução”.

Quanto mais pixeis, maior a resolução da imagem.
Comumente, a resolução é expressa nas unidades de DPI (dots per inch, ou pontos por polegada) ou PPI (pixels por polegada).

No GIMP, é usado o termo “pixels-in“, bem como a unidade ‘ppi’.
O tamanho de uma imagem depende de sua resolução — ainda que possa ser medida também em polegadas (inches), centímetros, milímetros etc.

Se usarmos o GIMP para transformar uma imagem, cuja resolução seja 300 dpi, para 72 dpi, seu tamanho (em altura e largura) quadruplica — ainda que, sem a interpolação, o número de pontos permaneça o mesmo.

Por isto, recomenda-se escanear imagem à resolução de 300 dpi, principalmente se vocẽ tiver a intenção de editá-la ou reimprimi-la posteriormente, na mesma escala.
Se pretende aumentar (redimensionando), use uma resolução superior ao escanear.
A proporção é, se deseja dobrar o tamanho da imagem, escaneie-a a uma resolução 4X superior, ou seja, a 1200 dpi.

Já, para usar imagens na Internet, a resolução pode e deve ser sempre menor, por 2 motivos básicos:

  1. Se a audiência ou público-alvo vai acessar o conteúdo de smartphones ou tablets, não há necessidade de altas resoluções e imagens extremamente detalhadas.
  2. Pense em quem vai acessar o conteúdo usando uma conexão via operadora (tipo 3G, 4G etc.) que, além de mais lenta é cara. Neste contexto, há mais benefício em imagens menores.

Imagens menores implicam em tamanhos menores de arquivos, que custam menos para serem transferidas pela rede.
Fotos para o Instagram, raramente são impressas ou visualizadas por mais de alguns segundos, então… para que este “excesso” de detalhamento?

No GIMP, use o atalho Ctrl + Shift + S (Salvar Como) para gravar uma cópia da imagem, antes de experimentar outros tamanhos e resoluções.

Se pretende postar na Internet, encontre um equilíbrio entre a resolução (qualidade) e o tamanho final do arquivo (velocidade), para que as pessoas possam ver logo seu trabalho, sem a necessidade de ficar “horas” esperando que carreguem.

Em tempo, redes sociais, como Facebook, Instagram, Twitter … já possuem mecanismos internos de redução da resolução das suas imagens. Desta maneira, é inútil enviar para lá fotos de dezenas de megapixels.

Leia mais sobre o GIMP.

Referências

https://pt.wikipedia.org/wiki/Pixel.

Como ajudar os desenvolvedores do GIMP a fazer um trabalho cada vez melhor, para você.

Há várias formas de oferecer de volta ou agradecer pelo que recebemos, de boa vontade, dos desenvolvedores de software livre.
Criar tutoriais (em vídeo ou texto), evangelizar ou doar dinheiro a projetos que são importantes e úteis para você, são algumas das formas de ajudar a mantê-los cada vez mais fortes.

Quem tem conhecimento de programação, pode contribuir com código novo ou ajudar a corrigir erros de software.

Os usuários/clientes da Adobe ou outras empresas contribuem financeiramente através da compra de seus produtos ou pagando pagando planos de serviços.
Por que não podemos fazer o mesmo com os softwares livres que amamos?!

Ao contribuir monetariamente para o projeto do GIMP, você pode se tornar um cliente/usuário mais valoroso, do tipo que realmente contribui para o engrandecimento do software.

Neste texto, vou mostrar algumas formas de contribuir uma única vez ou mensalmente (nos moldes da Adobe) com este bonito projeto.
É fácil!

Como contribuir com o projeto

A Fundação GNOME foi convidada a ser agente fiscal das doações para o projeto do GIMP, o que dá mais credibilidade ainda ao processo.
Desta forma, é possível contribuir através do GNOME — basta especificar que o projeto GIMP é o beneficiário.
Como a fundação é legalmente tida como não-lucrativa, goza de isenção de impostos nos EUA. Desta forma, fica garantido que o seu dinheiro será usado para ajudar no desenvolvimento do GIMP e não para o governo de outro país.

Há várias formas de enviar dinheiro. Segue a relação de sites:

  • Doe através do PayPal — por este meio, o projeto será notificado imediatamente sobre a sua doação. É provavelmente o meio mais fácil de fazer uma única doação ou especificar um valor mensal.
    É você quem escolhe o valor. Apenas pense na segurança que a doação mensal pode dar ao projeto, para fazer seus planos e traçar estratégias de crescimento.
    É importante também ter em mente que o valor do dólar flutua, em relação às outras moedas e, o que parece barato hoje… amanhã, pode ter outro aspecto.
  • Doe via Flattr — como plataforma de micro pagamentos, é possível oferecer valores pequenos, a partir de 2 euros, à plataforma, que distribui os valores entre os projetos de acordo com a sua vontade. Leia o artigo da Wikipedia sobre o Flattr (english), para saber mais sobre seu funcionamento.

Consulte o site oficial, se preferir fazer pagamentos em Bitcoins ou cheque.

Como contribuir diretamente com os desenvolvedores

Em vez de contribuir com o projeto GIMP, como um todo, é possível enviar dinheiro diretamente ao desenvolvedor que está fazendo um trabalho que você aprecia ou necessita.

Alguns desenvolvedores, responsáveis por partes importantes e complexas do GIMP, aceitam este tipo de contribuição:

  • Øyvind Kolås, que trabalha no GEGL, o novo e sofisticado núcleo de processamento de imagens do GIMP.
    Seu trabalho é crucial para implementar recursos tais como a edição não-destrutiva, camadas de ajustes e efeitos de camadas.
    Esta é a conta dele no Patreon: https://www.patreon.com/pippin.
  • Jehan Pagès é também um programador ativo do projeto e está trabalhando no desenvolvimento de recursos avançados de animação no GIMP.
    A conta dele, no Patreon, contudo, é voltada para o financiamento de um projeto de filme animado. Saiba mais no site: https://www.patreon.com/zemarmot.

Da minha parte, que uso muito o GIMP para editar as imagens do site, optei por fazer um contribuição anual via PayPal.
E você?! Se sente à vontade para também contribuir? Qual é o seu projeto de software livre favorito?! 😉

Gimp vs Photoshop: Qual o melhor editor de imagens para você?

Este é o tipo de pergunta subjetiva, que permite dar uma resposta rápida e sair andando, sem o menor peso na consciência: “eu não sei.”
Se formos fazer uma análise mais demorada e profunda, a resposta pode ser um pouco mais complexa e pedir mais do que 3 palavras.

O Adobe Photoshop tem mais recursos. É fato.
Felizmente (ou não) este não é o único ponto a ser considerado em uma escolha racional — e é justamente isto que estamos tentando fazer aqui: racionalizar.

Em contraposição ao argumento de que tem mais recursos, pode-se dizer “mas são recursos que não uso! Então, por que tenho que pagar a mais?”

Antes de começar, deixa eu pôr as cartas na mesa.
Eu uso Linux e GIMP há mais de 10 anos. Já tive experiências esporádicas, nos computadores dos outros, com outros programas de manipulação de imagem, tal como o Photoshop, o Corel PaintShop etc.
Não tenho planos de pagar pela aquisição do Adobe Photoshop — principalmente porque eu teria que deixar de usar o Linux, para isso.
Abandonar a plataforma GNU/Linux, além de profundamente desconfortável para mim, acarretaria em uma cascata de outros gastos com sistema operacional e outros aplicativos.
Em outras palavras, o preço nominal do Photoshop é apenas a ponta de um considerável “iceberg de gastos” com softwares.
Não quero “este iceberg” para mim.


Quase todas as imagens que você vê por aí, em revistas, cartazes, sites da web, Instagram etc. passaram por algum tipo de processamento digital.
Em alguns casos a manipulação das imagens são muito sutis e se resumem a pequenos cortes para enquadrar melhor o objeto de uma foto; ajuste da exposição, correção de cores etc.
Outros casos podem ser mais drásticos, como alterar formas de objetos dentro da imagem, remover ou inserir elementos etc.
É justamente aí que a decisão acontece.

Vamos conhecer um pouco mais de cada um destes 2 aplicativos que possuem algumas particularidades em comum: ambos começaram, nos anos 90, como projetos de estudantes de doutorado nos EUA.

Se você usa MacOS ou Windows, não deixe de ler o post O melhor programa de manipulação de imagens, pode estar embaixo do seu nariz. E é de graça! — o artigo traz respostas bem diferentes das que você vai ver aqui.

Breve história do Photoshop

De origem humilde, como parte de um projeto de PhD, de Thomas Knoll, na Universidade de Michigan, o Adobe Photoshop surgiu e começou a ganhar forma no fim dos anos 80.
O irmão de Thomas, John Knoll, vendeu o programa, em 1988 para a Adobe e continuou envolvido na criação de plug-ins para o programa.
A versão 1.0 foi lançada em 1990.
Desde então, o Photoshop vem crescendo, ganhando novos recursos e se firmando como uma referência nesta categoria de softwares.

Breve história do GIMP

Em 1995, na Universidade da Califórnia, Berkeley, os estudantes Peter Mattis e Spencer Kimball começaram um projeto de aplicativo de manipulação de imagens.
O lançamento da edição 1.0, ocorreu em 1998 — ano em que o Photoshop chegava à versão 5.0.
Desde o início, optaram por usar uma licença de código aberto e por compartilhar o desenvolvimento com a comunidade, de modo semelhante ao que Linus Torvalds fez com o Linux.
Esta abordagem livre vem favorecendo o crescimento do GIMP entre hobistas e profissionais de diversas áreas, que precisam retocar ou criar imagens.
Usar código e padrões abertos, permitiu ao produto ser portado para um grande número de plataformas.
É possível rodar o GIMP no Windows, no MacOS, no Linux e em vários UNIX (Solaris, FreeBSD, OpenBSD etc.)

Recursos básicos

Para quem nunca usou um programa de manipulação de imagens, a enorme quantidade de botões e opções dos 2 produtos pode ser intimidadora.
No Photoshop, esta sensação pode ser mais acentuada.

Softwares com uma grande quantidade de recursos comumente oferecem muito mais do que a maioria das pessoas realmente irá usar.
No artigo O GIMP como primeiro passo, procurei mostrar que iniciantes podem aprender a trabalhar com edição e manipulação, sem gastar dinheiro em um software como o GIMP.

Estamos falando de trabalhar com camadas e máscaras, compor imagens e criar seleções baseadas em cores ou luminosidade.
Podemos também incluir na caixinha dos recursos básicos, itens como suporte a níveis, curvas, manipulação de canais, transformação e clonagem de objetos, healing, suporte a texto editável etc.

Para muitos profissionais fotógrafos e designers, isto resolve.
Até aí, qualquer um dos dois faz o trabalho.

Documentação disponível

Para fazer um bom trabalho em edição, é necessário conhecer bem os termos e os recursos que podem ser usados.
Tecnicamente, você não precisa de literatura tratando de um determinado aplicativo para aprender isto ou adquirir noções de estética importantes no trabalho de um designer ou fotógrafo.
Mas, para quem busca livros e tutoriais sobre o Photoshop, especificamente, vai encontrar muito mais opções.
O GIMP ainda engatinha, na disponibilidade de livros sobre o assunto.
Por outro lado, é possível encontrar muitos tutoriais na web, tanto em texto como em vídeo, para os dois produtos.
O GIMP tem um manual online traduzido para mais de 15 idiomas, inclusive o português.

Recursos avançados

É aqui que o Photoshop brilha, na frente de qualquer um dos seus concorrentes.
Mas eu devo insistir que boa parte das ferramentas avançadas são voltadas a profissionais especificamente de edição e manipulação de imagens.

Aqui vale enfatizar que fotógrafos e webdesigners não são profissionais de edição e manipulação, embora exerçam estas funções eventualmente, por necessidade.
Minha reflexão pessoal é que se um fotógrafo passa tempo demais “retocando” seu trabalho, cabe questionar se não deveria, talvez, melhorar suas técnicas e habilidades ou investir em equipamentos mais adequados a seu trabalho, antes de se convencer de que precisa comprar um novo software.

Mesmo nas limitações, quanto à ferramentas avançadas, em muitos casos é possível estender as funcionalidades do GIMP com plug ins de terceiros — para adicionar suporte a cores Pantone e outros perfis, CMYK, profundidade de cores 32-bit etc.
Como informação adicional, neste contexto, é possível adicionar ao GIMP os plug ins do Photoshop, no formato 8BF, 8BA, 8BI e 8LY.

Preço do produto

A Adobe alterou, recentemente, seu modelo de negócios em relação ao Photoshop e outros softwares de edição.
Atualmente, a empresa distribui seus programas através da plataforma de serviços Creative Cloud (CC), cobrando um valor mensal — em diversos planos.
Muitos dos plug-ins e add-ons suportados pelo Photoshop, tal como no GIMP, são de terceiros e podem ser comprados ou adquiridos gratuitamente, de dentro da CC.

O GIMP também tem uma plataforma de distribuição de plug-ins no endereço http://registry.gimp.org/glossary/a

Requisitos para rodar cada produto

O GIMP é leve e pode ser executado em qualquer máquina atual, sem recursos sofisticados.
O Photoshop cobra o seu preço do programa líder de mercado e que tem uma grande quantidade de ferramentas no pacote.
Como o GIMP pode ser executado no Linux, é possível optar por uma interface gráfica mais leve, como a LXDE ou XFCE para deixar o máximo de recursos de hardware livre para trabalhar nas suas imagens.

Conclusão

O GIMP pode ser considerado um programa entry-level (de entrada) a intermediário.
Se você está começando a trabalhar com manipulação de imagens, vale a pena resistir ao ímpeto da compra (ou a pirataria) e voltar seus investimentos (de tempo e dinheiro) a outras coisas mais importantes.

A maioria dos recursos que a maioria das pessoas usa, estarão presentes no GIMP.
Uma das características das plataformas abertas é esta: o que ainda não tem, alguém pode ir lá e fazer.
Há tutoriais ensinando a desenvolver plug-ins para GIMP, em Python. Isto dá uma ideia da extensibilidade da plataforma.