Como instalar o Piwigo no Linux

O Piwigo é um software para criar e gerenciar galerias e álbuns de fotos, voltado para profissionais de fotografia e pessoas comuns (eu!!!) — que apenas querem ter um espaço seu, para guardar suas imagens.

Desenvolvedores e usuários trabalham junto, para fazer do Piwigo um app (de código aberto) cada vez melhor.

Softwares de galerias de foto são a solução ideal para quem deseja publicar suas imagens — do seu jeito e ter total liberdade sobre elas.
Uma empresa pode deixar todo o seu banco de imagens disponível interna e/ou externamente através da galeria online.
O Piwigo permite editar os níveis de privacidade das fotos individualmente ou de álbuns inteiros.

Quais são os requisitos para instalar e rodar o Piwigo

O aplicativo é muito “democrático” e pode ser instalado em uma gama variada de configurações. Segue os requisitos básicos, de acordo com a documentação oficial:

  • Um servidor web Apache. Mas também pode ser Lighttpd ou Nginx.
  • Um servidor de banco de dados MySQL 5 ou MariaDB.
  • Suporte a PHP 5.2.
  • A suíte de aplicativos ImageMagick ou GD.
  • 30 Mb para instalar o app. Mas você vai precisar bem mais, para armazenar suas fotos, claro.

Instalação com um único clique

Alguns provedores de hospedagem, como o DreamHost, possuem um painel de controle a partir do qual é possível instalar com um clique (one-click installs) dezenas de aplicativos web.
piwigo one-click install
Se você possui uma conta em um provedor de hospedagem Linux, então os requisitos estão, provavelmente, todos preenchidos.

Se o seu provedor oferece o Piwigo como opção de instalação simplificada — e você não se importa de usar uma versão desatualizada, porém estável, sugiro usar este meio para instalar o software.

Como instalar a versão mais atual do Piwigo direto do site oficial

Usuários mais avançados, contudo, podem preferir uma versão mais atualizada do software, mesmo que tenham que “meter a mão na massa” para isto.
Neste caso, você vai ter que fazer o download do site oficial e instalar por conta própria — o que inclui configurar o seu banco de dados.
Este é o cenário onde fiz a minha instalação:

  • Servidor Ubuntu 14.04 LTS.
  • MySQL 5.5.
  • PHP 7.0
  • Apache web server —. Se você não tiver um servidor LAMP (Linux, Apache, PHP e MySQL) instalado, leia este post.

Este artigo, parte do pressuposto de que você já tem instalado um servidor web, com suporte a PHP e MySQL.
Vou mostrar como proceder através do uso do aplicativo netinstall — por que ele é pequeno e leve e baixa apenas o que é preciso para a nossa configuração.
Você pode encontrá-lo neste endereço.
piwigo netinstall
Para mandar o netinstall para o servidor em que você fará a instalação, use o scp ou baixe-o direto com o comando wget, na pasta em que você deseja instalar o Piwigo:


wget http://piwigo.org/download/dlcounter.php?code=netinstall -O piwigo-netinstall.php


--2017-06-06 14:55:19--  http://piwigo.org/download/dlcounter.php?code=netinstall
Resolving piwigo.org (piwigo.org)... 87.98.147.22
Connecting to piwigo.org (piwigo.org)|87.98.147.22|:80... connected.
HTTP request sent, awaiting response... 200 OK
Length: 15282 (15K) [application/zip]
Saving to: ‘piwigo-netinstall.php’

piwigo-netinstall.php                 100%[========================================================================>]  14,92K  83,4KB/s    in 0,2s    

2017-06-06 14:55:23 (83,4 KB/s) - ‘piwigo-netinstall.php’ saved [15282/15282]

Daqui pra frente, o processo segue via web. Acesse a página em que você instalou o netinstall: http://meusite.com.br/galeria/.
Para conseguir concluir o processo, você precisa ter em mãos (ou de memória) as seguintes informações:

  1. O hostname do servidor MySQL ou MariaDB.
  2. O nome do banco de dados.
  3. Um nome de usuário do banco de dados.
  4. A senha deste usuário.
  5. Um prefix predefinido para a tabela de dados do Piwigo, o que irá facilitar a organização do aplicativo dentro do banco de dados.

Se você não tem estas informações, peça ao administrador da rede ou do servidor para te ajudar.
Abra um navegador e acesse o endereço para o qual você copiou o arquivo piwigo-netinstall.php.
Na primeira tela da instalação, é possível indicar o idioma da instalação (1), uma outra pasta ou diretório para instalar o app e, por fim, começar o processo (3).
piwigo install
Na tela que segue, já será necessário fornecer aquelas informações, de que falamos há pouco.
Preencha com toda a atenção.
piwigo install
Abaixo destas informações preencha os campos para a criação da conta do webmaster/administrador da galeria de fotos.
Prossiga.
piwigo install
Na outra tela, o sistema informa se tudo deu certo.
Se houver alguma mensagem de erro, volte à tela anterior e verifique cuidadosamente, meticulosamente, cada informação dada.
Se tudo correu bem, o programa de instalação irá baixar os arquivos de que precisa, criar as pastas e organizar o banco de dados para finalizar a sua galeria.
O Piwigo oferece um tour, logo após sua primeira tela de apresentação.
Vale a pena seguir, para começar a entender o funcionamento da galeria.
piwigo install tour

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Verifique a integridade de imagens JPG com o jpeginfo

O jpeginfo pode ajudar a verificar automaticamente a integridade de uma quantidade enorme de imagens, em seu sistema Linux.
Trata-se de um pequeno utilitário de linha de comando (CLI), flexível, rápido e eficiente.
linux jpeginfo
Posso usar o jpeginfo para checar um único arquivo de imagem ou centenas deles.
Como, para um trabalho desta natureza, você quer resultados rápidos, as ferramentas CLI são a melhor opção — por que conseguem mostrar os resultados que você deseja, com o menor consumo possível de recursos do sistema.

Como instalar o jpeginfo

No Debian e no Ubuntu, ele pode ser instalado, com o apt:

sudo apt install jpeginfo
 _

Trata-se de um programa muito pequeno, que não vai pesar no sistema — caso você se preocupe com estes detalhes. Além disto, sempre é possível removê-lo, depois de realizar o seu trabalho.
Se estiver curioso, você pode conferir o tamanho dele com a opção ‘show’ do apt:

apt show jpeginfo | grep -i size

WARNING: apt does not have a stable CLI interface. Use with caution in scripts.

Installed-Size: 25,6 kB
Download-Size: 13,2 kB
 _

Ele pode ser instalado em questão de segundos, como você pode ver.

O tamanho do jpeginfo, após a instalação, é aproximadamente 25 Kb.

Como verificar a integridade das minhas fotos?

Como eu disse, dá pra verificar apenas uma imagem, assim:

jpeginfo --check System76-System76_Brandmark_Blue-by_Kate_Hazen_of_System76.jpg 
 _

O texto “[OK]”, ao final das informações básicas do arquivo, indica que está tudo bem com ele:

System76-System76_Brandmark_Blue-by_Kate_Hazen_of_System76.jpg 2560 x 1440 24bit JFIF  P  985882  [OK]
 _
jpeginfo --check foto-danificada.jpg
 _

… ou você pode obter uma indicação de que há “[ERROR]”:

foto-danificada.jpg  Not a JPEG file: starts with 0x5c 0x6e  [ERROR]
 _

Você pode pedir para verificar todas as imagens do diretório corrente, com o uso de curingas:

jpeginfo --check *.jpg
 _
foto-danificada.jpg  Not a JPEG file: starts with 0x5c 0x6e  [ERROR]
System76-Old_Man_Smoked_His_Pipe-by_Ian_Hex_of_LightSweep.jpg 2560 x 1440 24bit JFIF  P 3768044  [OK]
System76-System76_Brandmark_Blue-by_Kate_Hazen_of_System76.jpg 2560 x 1440 24bit JFIF  P  985882  [OK]
System76-System76_Brandmark_Gray-by_Kate_Hazen_of_System76.jpg 2560 x 1440 24bit JFIF  P  824133  [OK]
System76-System76_Brandmark_Yellow-by_Kate_Hazen_of_System76.jpg 2560 x 1440 24bit JFIF  P  952200  [OK]
System76-System76_Logo_Blue-by_Kate_Hazen_of_System76.jpg 2560 x 1440 24bit JFIF  P  974983  [OK]
System76-System76_Logo_Gray-by_Kate_Hazen_of_System76.jpg 2560 x 1440 24bit JFIF  P  731859  [OK]
System76-System76_Logo_Yellow-by_Kate_Hazen_of_System76.jpg 2560 x 1440 24bit JFIF  P  943715  [OK]
 _

Observe que as informações, na listagem normal, vêm em colunas:

  1. nome do arquivo
  2. resolução da imagem
  3. profundidade das cores
  4. padrão do arquivo de imagem
  5. padrão da decodificação (progressiva, interpolada etc.)
  6. Tamanho, em bytes

Na última coluna, o resultado do teste.

A sigla JFIF, que aparece na lista acima, significa JPEG File Interchange Format. Trata-se do formato padrão do arquivo da imagem.
Este formato é compatível com o padrão JPEG Interchange Format (JIF) e resolve algumas de suas limitações de codificação.
Tal como todos os arquivos JIF, os dados contidos em imagens JFIF comprimidos com o uso de técnicas no padrão JPEG, uma vez que as imagens JFIF são comumente chamadas “JPEG/JFIF”.

Use a opção ‘–lsstyle’, para ver o resultado organizado de outra forma:

jpeginfo --check --lsstyle *.jpg
 Not a JPEG file: starts with 0x5c 0x6e  foto-danificada.jpg [ERROR]
2560 x 1440 24bit JFIF  P 3768044 System76-Old_Man_Smoked_His_Pipe-by_Ian_Hex_of_LightSweep.jpg  [OK]
2560 x 1440 24bit JFIF  P  985882 System76-System76_Brandmark_Blue-by_Kate_Hazen_of_System76.jpg  [OK]
2560 x 1440 24bit JFIF  P  824133 System76-System76_Brandmark_Gray-by_Kate_Hazen_of_System76.jpg  [OK]
2560 x 1440 24bit JFIF  P  952200 System76-System76_Brandmark_Yellow-by_Kate_Hazen_of_System76.jpg  [OK]
2560 x 1440 24bit JFIF  P  974983 System76-System76_Logo_Blue-by_Kate_Hazen_of_System76.jpg  [OK]
2560 x 1440 24bit JFIF  P  731859 System76-System76_Logo_Gray-by_Kate_Hazen_of_System76.jpg  [OK]
2560 x 1440 24bit JFIF  P  943715 System76-System76_Logo_Yellow-by_Kate_Hazen_of_System76.jpg  [OK]
_

Use o comando grep, para ver apenas os resultados que retornaram erro:

jpeginfo --check --lsstyle *.jpg | grep -i error
_
 Not a JPEG file: starts with 0x5c 0x6e  foto-danificada.jpg [ERROR]
_

Use a opção ‘–delete’, para remover automaticamente todos os arquivos que forem encontrados com erros:

jpeginfo --delete *.jpg
_

Use a opção ‘–info’, para obter mais detalhes nas informações sobre cada arquivo:

jpeginfo --info *.jpg
_
System76-Old_Man_Smoked_His_Pipe-by_Ian_Hex_of_LightSweep.jpg 2560 x 1440 24bit JFIF  Progressive Huffman,300dpi 3768044 
System76-System76_Brandmark_Blue-by_Kate_Hazen_of_System76.jpg 2560 x 1440 24bit JFIF  Progressive Huffman,150dpi  985882 
System76-System76_Brandmark_Gray-by_Kate_Hazen_of_System76.jpg 2560 x 1440 24bit JFIF  Progressive Huffman,150dpi  824133 
System76-System76_Brandmark_Yellow-by_Kate_Hazen_of_System76.jpg 2560 x 1440 24bit JFIF  Progressive Huffman,150dpi  952200 
System76-System76_Logo_Blue-by_Kate_Hazen_of_System76.jpg 2560 x 1440 24bit JFIF  Progressive Huffman,150dpi  974983 
System76-System76_Logo_Gray-by_Kate_Hazen_of_System76.jpg 2560 x 1440 24bit JFIF  Progressive Huffman,150dpi  731859 
System76-System76_Logo_Yellow-by_Kate_Hazen_of_System76.jpg 2560 x 1440 24bit JFIF  Progressive Huffman,150dpi  943715 
_

Calcule a soma MD5, ou MD5 checksum, com a opção ‘–md5’:

jpeginfo --md5 *.jpg
_
System76-Old_Man_Smoked_His_Pipe-by_Ian_Hex_of_LightSweep.jpg 2560 x 1440 24bit JFIF  P 3768044 f45c6abe65faff92c753ca24ec5f8152 
System76-System76_Brandmark_Blue-by_Kate_Hazen_of_System76.jpg 2560 x 1440 24bit JFIF  P  985882 3fc69c0484860c02b21cb6582067c28b 
System76-System76_Brandmark_Gray-by_Kate_Hazen_of_System76.jpg 2560 x 1440 24bit JFIF  P  824133 3406d52789e7a79cf9efc76135416cf4 
System76-System76_Brandmark_Yellow-by_Kate_Hazen_of_System76.jpg 2560 x 1440 24bit JFIF  P  952200 bb1cd2cd03730e8e56d5876c6638de47 
System76-System76_Logo_Blue-by_Kate_Hazen_of_System76.jpg 2560 x 1440 24bit JFIF  P  974983 dc2e914b26c91dceb745baab1dd677aa 
System76-System76_Logo_Gray-by_Kate_Hazen_of_System76.jpg 2560 x 1440 24bit JFIF  P  731859 9efd7ded3aceb671a708bac28a7aeb6a 
System76-System76_Logo_Yellow-by_Kate_Hazen_of_System76.jpg 2560 x 1440 24bit JFIF  P  943715 30ee050e0c5d14b7c9c6f44b7df2fff4
_

Fazer o cálculo da soma MD5, é útil para quem vai fazer a transmissão de uma grande quantidade de arquivos de imagem e deseja obter uma checagem, no final, de que a transferência ocorrem sem incidentes.
Como você já deve ter percebido, pode combinar várias opções na mesma linha.
Para saber mais sobre o jpeginfo, use a opção ‘–help’ ou consulte o manual do sistema: man jpeginfo.

Como obter informações dos arquivos de imagem com o identify, no Linux

Esta dica é útil para webmasters, que precisam obter informações sobre imagens armazenadas em servidores sFTP, FTP, etc.
Todos sabemos que uma página web vai carregar mais rápido no navegador do cliente, se as imagens estiverem devidamente otimizadas ou, pelo menos usarem resoluções mais adequadas ao tráfego eficiente de dados.
A maioria dos servidores web, atualmente, usam distribuições Linux ou FreeBSD. Portanto, a dica que segue vale para todos.
O identify é um aplicativo utilitário CLI, que faz parte do pacote de ferramentas de manipulação de imagens ImageMagick, que costuma estar instalado na maioria das distribuições. Se não estiver, instale você mesmo ou peça para o administrador.
O utilitário tem (entre outras) a função de obter e exibir informações sobre o formato e as características de um ou mais arquivos de imagem.
Ele também pode ajudar a determinar se uma imagem se encontra incompleta ou corrompida.
O comportamento básico consiste em retornar informações sobre resolução e mapa de cores.
Se você fizer uso de algumas de suas opções, contudo, vai poder obter mais dados sobre as imagens no diretório.
Veja um exemplo do uso básico do identify:

identify images/wallpapers/system76/System76-System76_Logo_DarkBlue-remix.jpg 

Como você pode observar, no resultado abaixo, o comando exibe o nome do arquivo seguido de informações relacionadas ao seu formato, resolução, mapa de cores, tamanho (em MB) e, por fim, o tempo que a imagem demora para carregar.

images/wallpapers/system76/System76-System76_Logo_DarkBlue-remix.jpg 
JPEG 2560x1440 2560x1440+0+0 8-bit sRGB 1.455MB 0.090u 0:00.100

Você pode usar coringas para obter informações sobre várias imagens, dentro de um diretório:

identify *.png
System76-Fractal_Mountains-by_Kate_Hazen_of_System76.png PNG 2560x1440 2560x1440+0+0 8-bit sRGB 216KB 0.000u 0:00.000
System76-Fractal_Salad-by_Kate_Hazen_of_System76.png[1] PNG 2560x1440 2560x1440+0+0 8-bit sRGB 1.233MB 0.000u 0:00.000
System76-Geometric-adapted_by_Kate_Hazen_of_System76.png[2] PNG 2560x1440 2560x1440+0+0 8-bit sRGB 543KB 0.000u 0:00.000
System76-Honeycomb-by_Kate_Hazen_of_System76.png[3] PNG 2560x1440 2560x1440+0+0 8-bit sRGB 1.274MB 0.000u 0:00.000
System76-Robot-by_Kate_Hazen_of_System76.png[4] PNG 2560x1440 2560x1440+0+0 8-bit sRGB 117KB 0.000u 0:00.000
System76-Unleash_Your_Robot_Blue-by_Kate_Hazen_of_System76.png[5] PNG 2560x1440 2560x1440+0+0 8-bit sRGB 366KB 0.000u 0:00.000
System76-Unleash_Your_Robot-by_Kate_Hazen_of_System76.png[6] PNG 2560x1440 2560x1440+0+0 8-bit sRGB 317KB 0.000u 0:00.000

Se acrescentar a opção ‘-verbose’, você irá obter uma quantidade (muito) maior de informações sobre a imagem:

identify -verbose System76-Unleash_Your_Robot-by_Kate_Hazen_of_System76.png
Image: System76-Unleash_Your_Robot-by_Kate_Hazen_of_System76.png
  Format: PNG (Portable Network Graphics)
  Mime type: image/png
  Class: DirectClass
  Geometry: 2560x1440+0+0
  Units: Undefined
  Type: Palette
  Endianess: Undefined
  Colorspace: sRGB
  Depth: 8-bit
  Channel depth:
    red: 8-bit
    green: 8-bit
    blue: 8-bit
  Channel statistics:
    Pixels: 3686400
    Red:
      min: 49 (0.192157)
      max: 251 (0.984314)
      mean: 67.3018 (0.263929)
      standard deviation: 52.2158 (0.204768)
      kurtosis: 8.12896
      skewness: 3.16752
    Green:
      min: 49 (0.192157)
      max: 211 (0.827451)
      mean: 64.1777 (0.251677)
      standard deviation: 45.8988 (0.179995)
      kurtosis: 5.73893
      skewness: 2.76302
    Blue:
      min: 8 (0.0313725)
      max: 240 (0.941176)
      mean: 53.8382 (0.21113)
      standard deviation: 27.4086 (0.107485)
      kurtosis: 32.4493
      skewness: 4.88138
  Image statistics:
    Overall:
      min: 8 (0.0313725)
      max: 251 (0.984314)
      mean: 61.7726 (0.242245)
      standard deviation: 43.1448 (0.169195)
      kurtosis: 11.5967
      skewness: 3.57292
  Colors: 158
  Histogram:
      1077: ( 49,178,217) #31B2D9 srgb(49,178,217)
      1470: ( 49,187,228) #31BBE4 srgb(49,187,228)

...

      4954: (239,201, 11) #EFC90B srgb(239,201,11)
    257974: (251,211,  8) #FBD308 srgb(251,211,8)
  Rendering intent: Perceptual
  Gamma: 0.454545
  Chromaticity:
    red primary: (0.64,0.33)
    green primary: (0.3,0.6)
    blue primary: (0.15,0.06)
    white point: (0.3127,0.329)
  Background color: white
  Border color: srgb(223,223,223)
  Matte color: grey74
  Transparent color: black
  Interlace: None
  Intensity: Undefined
  Compose: Over
  Page geometry: 2560x1440+0+0
  Dispose: Undefined
  Iterations: 0
  Compression: Zip
  Orientation: Undefined
  Properties:
    date:create: 2016-09-21T11:51:50-03:00
    date:modify: 2016-09-02T10:53:12-03:00
    png:IHDR.bit-depth-orig: 8
    png:IHDR.bit_depth: 8
    png:IHDR.color-type-orig: 2
    png:IHDR.color_type: 2 (Truecolor)
    png:IHDR.interlace_method: 0 (Not interlaced)
    png:IHDR.width,height: 2560, 1440
    png:sRGB: intent=0 (Perceptual Intent)
    png:text: 1 tEXt/zTXt/iTXt chunks were found
    signature: b7734eceb937dcaa86ca13ecb086850622c67fc8a863fd7c10f095c98498054e
    Software: Adobe ImageReady
  Artifacts:
    filename: System76-Unleash_Your_Robot-by_Kate_Hazen_of_System76.png
    verbose: true
  Tainted: False
  Filesize: 317KB
  Number pixels: 3.686M
  Pixels per second: 61.44MB
  User time: 0.060u
  Elapsed time: 0:01.060
  Version: ImageMagick 6.8.9-9 Q16 x86_64 2016-09-25 http://www.imagemagick.org

Neste caso, recomendo combinar o comando less ou o comando grep, para pausar ou filtrar a listagem.
Os usos do comando permitem, até mesmo, realizar tarefas mais complexas de manipulação de imagens, direto da linha de comando — mas isto, vamos explicar em outro artigo.

Como obter melhores fotos com o modo de disparo contínuo.

O modo de disparo contínuo, presente na maioria das câmeras dos smartphones atuais, permite tirar rapidamente várias fotos em sequência.
O recurso tem outros nomes, como burst mode em inglês ou Rafale em francês.
Em câmeras profissionais SLR digitais ou DSLR, o uso deste modo é o que costuma garantir as “fotos perfeitas” de eventos dos fotógrafos.
Não é que o fotógrafo tenha capturado “O Momento” — mas ele capturou vários momentos e, depois, com calma, escolheu a imagem que queria.
Já viu aquelas fotos em que o presidente ficou com uma cara estranha?
putin-obama-syria-stateme-008
E os álbuns de casamento, com todas as fotos perfeitas?! Em que ninguém sai com olho fechado ou a boca aberta (ou os dois!).
Ter dezenas de fotos, de uma mesma cena, é o que mais ajuda neste caso.

Quando usar o modo de disparo contínuo

Neste texto, me baseio nas câmeras de smartphones — que não dispõem (nem de perto) de todos os recursos das câmeras DSLR.
Alguns aparelhos da Samsung, fazem uso do disparo contínuo dentro de outros recursos, como o Foto e mais — em que ele escolhe automaticamente a foto que ficou melhor.
O Samsung Galaxy S 3 Mini é capaz de disparar 20 vezes a uma velocidade 3.3 quadros por segundo.
O Motorola Moto G 3, já não tem um recurso tão sofisticado, como o “Foto e mais”. Sua câmera, contudo, é muito rápida para iniciar e começar a disparar continuamente.
O modo burst é indicado, basicamente, em casos como os que seguem:

  1. Quando o objeto da foto está em movimento contínuo, como automóveis, aviões etc.
  2. Em eventos esportivos, pelo mesmo motivo acima. É muito difícil capturar o melhor momento de um atleta ou conseguir prever a execução de uma jogada.
    Capturar várias imagens rapidamente é a melhor forma de obter, dentre elas, a perfeita.
  3. Cenas com crianças e animais. Além de ser difícil conseguir que fiquem quietos para posar para uma foto, este método permite capturá-los naturalmente, durante as brincadeiras.

640px-Firing_Zelzal_3_in_burst_mode

Limitações do modo de disparo contínuo

Comumente, nos aplicativos de câmera dos smartphones o modo burst é incompatível com o modo noturno e o uso do flash.
Por isto, as cenas noturnas, sem forte iluminação artificial ficarão péssimas ao ser fotografadas com este recurso.
Além disto, para conseguir capturar uma grande quantidade de imagens, em um curto espaço de tempo, a maioria dos celulares reduz a qualidade e a resolução.
Isto pode limitar o uso do disparo contínuo às cenas externas e diurnas — com bastante luz do sol.
Se você precisa do recurso e de qualidade, portanto, não deveria se limitar às câmeras de celulares. Uma DSLR profissional é capaz de tirar uma enorme quantidade de fotos em sequência, com o uso de flash e gravar em alta resolução.
Há outras limitações:

  • Foco — As câmeras dos smartphones travam o foco no ponto em que você o ajustou. Desta forma, se o objeto estiver se movendo para mais perto ou para mais longe de você, ele poderá ficar desfocado.
  • Velocidade — Como o aplicativo vai demorar um pouco para gravar as fotos tiradas em sequência, você pode acabar perdendo a próxima cena.
    Este processo consome temporariamente uma razoável quantidade da memória do seu aparelho.
  • Energia — Alguns aparelhos não permitirão entrar neste modo, quando a bateria estiver fraca.

Samsung Galaxy - Disparo contínuo

Dicas para tirar o máximo do Burst mode

  1. Tenha paciência. Após uma sequência de disparos, o aparelho precisa transferir as imagens para o cartão ou para a área de armazenamento interna.
    Pode demorar um pouco para esvaziar o buffer.
    Se este recurso é importante para você, adquira um cartão de memória de alta velocidade (classe 10, no mínimo).
  2. Ao iniciar os disparos, algumas funções automáticas de ajustes da câmera são travados — tais como o foco, a exposição, balanço de branco etc.
    Estes ajustes foram feitos para a cena inicial.
    Evite movimentar a câmera em relação ao objeto, para não que a cena não se incompatibilize com aqueles ajustes.
  3. Muita iluminação. Como já foi dito, ativar este modo restringe outras configurações da câmera e reduz a resolução máxima que ela é capaz de usar.
    Além disto, na maioria dos smartphones, reduz o tempo de abertura, o que vai impactar negativamente a quantidade de luz captada.

Por fim, sugiro fazer suas próprias experiências e descobrir como o recurso funciona melhor para você.

Guia de uso do HDR em câmeras de smartphones.

O HDR é uma técnica ou prática fotográfica tradicional e, de certa forma, antiga.
Recentemente, os aparelhos telefônicos móveis com câmera, passaram a incorporar este recurso — mas ele já estava presente nas câmeras high end e nas DSLR.
HDR é uma sigla para High Dynamic Range — em uma tradução livre, alto alcance dinâmico.
Sua função é melhorar as fotos, mas isto vai depender da maneira como você faz uso do recurso.
Neste guia, vou mostrar quando você pode obter um aprimoramento das suas fotos e quando não.

Cada vez mais câmeras de celulares estão sendo lançadas com sensores CMOS com capacidade para trabalhar a técnica do HDR nos pixeis das imagens.

Example of HDR Imaging

Uma palavra sobre o alcance dinâmico

O alcance dinâmico do HDR, basicamente, é a diferença entre o sinal mais claro e o mais escuro que o sensor é capaz de captar em uma imagem.
Uma vez que o sujeito da foto excede a claridade máxima que a câmera consegue “entender”, passa a ser interpretado como branco.
A parte mais escura tende a ser interpretada simplesmente como preta.
É este desafio, de conseguir capturar imagens nestes extremos, que o HDR pretende endereçar.
Você provavelmente já viu imagens capturadas e processadas de acordo com esta técnica em vários lugares da web.
Fotos HDR podem oferecer reproduções incrivelmente precisas. Podem ter um realismo muito próximo do que seus olhos poderiam ver.
Por outro lado, podem mostrar imagens artísticas surreais e de alta definição.

De acordo com o fotógrafo Trey Ratcliff, um conhecido guru na técnica HDR, uma imagem HDR bem executada evoca a própria cena na sua expressão mais realista.
Se o olhar humano estivesse presente naquele momento, estaria em constante movimento, ajustando as dimensões de suas pupilas e permitindo que mais luz entrasse em algumas áreas e menos em outras.
Ao mesmo tempo, o cérebro trabalharia para montar a imagem a partir destas áreas da cena.
É desta forma que as cenas são gravadas em nossas mentes: como uma lembrança super-realística e idealizada do que foi visto.
O HDR agrada as pessoas que veem o mundo desta maneira.

O HDR normalmente envolve múltiplas exposições de uma cena em diferentes paradas ou stops — -4, -2, +2 e +4.
Estas imagens são processadas e mapeadas em tons para obter os ajustes de contraste e luminosidade — em um tipo de “quarto escuro” criado por software — até que seja obtido um equilíbrio adequado da iluminação.
HDR Imaging example
A abordagem mais simples da aplicação da técnica HDR consiste em obter 3 fotos:

  1. Uma foto com o mínimo de luz, onde se destacam os elementos da cena que estejam mais expostos pela luz.
    Nesta prova, os detalhes escuros da cena não podem ser vistos.
  2. Outra foto, tirada com maior abertura, expõe os elementos mais escuros (que não apareciam na foto anterior) e “embranquece”, pelo excesso de luminosidade os detalhes mais expostos à luz.
  3. O software da câmera faz uma justaposição das duas fotos anteriores, expondo os elementos nítidos de cada uma e descartando os que ficaram escuros ou claros demais.

Este é o motivo da câmera do seu celular demorar um pouco mais quando tira fotos no modo HDR — ela está tirando 3 fotos, em vez de uma.
Abaixo, segue um exemplo disto:
Bahai_Wilmette_Original_HDR

Quando devo usar o HDR

Como foi dito, o HDR foi projetado para ajudar a tirar fotos mais detalhadas e agradáveis à visão, especialmente em certas situações.
Veja algumas:

  • Paisagens. — grandes paisagens costumam ter muito contraste entre o céu e a terra, que é uma situação bastante difícil para uma câmera comum de smartphone lidar.
    No modo HDR, você pode capturar detalhes do céu, sem fazer o terreno parecer muito escuro e vice-versa.
  • Retratos à luz do sol. — a iluminação é um dos aspectos mais importantes de uma boa foto.
    Luz demais, contudo, pode fazer o rosto ficar muito branco e sem detalhes.
    A iluminação provida pelo sol pode causar sombras indesejadas, reflexos excessivos entre outros efeitos.
    O HDR pode equilibrar todos estes efeitos e fazer o sujeito da sua foto ficar melhor.
  • Cenas com baixa luminosidade e luz de fundo forte. — Se o objeto fotografado estiver muito escuro na sua foto, o HDR pode ajudar a adicionar mais luz a ele e escurecer o fundo.

Por fim, o uso de um tripé, quando possível, pode proporcionar resultados bem melhores.

Quando não usar o HDR

Há situações em que a técnica não pode trazer melhorias para a sua foto.
Se você já andou brincando com o modo HDR, na sua câmera, deve ter percebido que há casos em que seu uso piora a imagem.
Veja algumas situações em que você não deve usar o HDR:

  • Imagens em movimento. — Se um de seus alvos estiver se movendo ou prestes a se mover, o modo HDR aumenta as chances de obter uma foto borrada.
    Lembre-se, ele tira 3 fotos. Se o alvo se movimentar entre as 2 primeiras, a terceira não apresentará um bom resultado.
  • Cenas com alto contraste. — Algumas imagens ficam melhores com forte contraste entre as partes escuras e claras.
    O HDR vai tirar esta intensidade, o que pode resultar num efeito menos impactante ou interessante.
  • Cores vivas. — Se sua cena é muito escura ou muito clara, o HDR pode ajudar a realçar algumas cores.
    Contudo, se você está lidando com cores que já são muito vívidas, o uso do modo HDR poderá resultar em uma imagem mais amena, com cores fracas.

Por sorte, muitas das câmeras que possuem o recurso, exibem 2 imagens para você: uma com HDR e outra sem — de forma que você possa escolher entre uma e outra.
Neste caso, você pode optar por deixar o HDR sempre ligado em uma sessão de fotos.
Modo HDR AUTOMÁTICO no Motorola Moto G 3
Como tudo em fotografia, sempre vale a pena experimentar.
Espero que as dicas deste texto te ajudem a tirar melhores fotos e se divertir bastante.


Referências

Clique nas imagens, para ver os créditos.
https://www.flickr.com/people/stuckincustoms/.
http://lifehacker.com/5991508/what-is-hdr-and-when-should-i-use-it-in-my-photos.
http://www.digitaltrends.com/how-to/what-is-hdr-beginners-guide-to-high-dynamic-range-photography/.