Brinque com o TRS 80, uma das máquinas glamourosas dos anos 70 e 80, no Linux

Com emuladores, hoje é possível estar em vários lugares, conhecer e revisitar diversos “brinquedos” e, até mesmo, voltar ao passado.
O sistema de micro computador TRS 80 foi uma linha importante de microcomputadores, lançada pela companhia Texana (EUA) Tandy Corp.

No Brasil, em função da Política Nacional de Informática e da prática de uma reserva de mercado, esta linha foi vendida na forma de clones compatíveis com os originais.
Alvo de críticas extremamente ácidas, a reserva de mercado para fabricantes de computadores nacionais (brasileiros) teve aspectos positivos, que convém ressaltar:

  1. Desenvolvimento básico da indústria nacional de informática, com a consequente geração de empregos especializados e desenvolvimento científico no setor.
  2. E, pessoalmente, creio que o design dos nossos clones, em vários casos, superavam o original estrangeiro — com destaque pro CP-400 (eu morria de inveja dos amigos que tinham este…)

As pessoas ainda tem discussões acaloradas sobre esta política, no Brasil e – neste artigo, pelo menos – pretendo me manter afastado disso, para não perder o foco do TRS-80 e de seu emulador. 😉

No nosso território, foram vendidos, nos modelos CP 300, CP-400, CP-500 (Prológica) e D-8000 (Dismac).
Chamava a atenção, no hardware, o teclado QWERTY completo e o novíssimo processador Zilog Z80 (que competia com o Intel 8080), 4K de memória RAM e a presença da linguagem de programação BASIC .
Nos EUA, o preço era equivalente a 2.400,00 dólares (atualizados para 2017).

Como instalar o emulador do TRS-80 no Linux

No Debian/Ubuntu, o emulador xtrs está disponível nos repositórios oficiais e pode ser instalado a partir do terminal, com o apt:


sudo apt install xtrs

Trata-se de um emulador GUI para os modelos TRS-80 I, II, III, 4 e 4P.
O emulador estende suas capacidade a periféricos, como o monitor, suporte a fita cassete, disquete (podem ser usadas as mídias reais, inclusive) e disco rígido.
Suporta ainda, importar e exportar arquivos do sistema hospedeiro
Você vai precisar obter as imagens ROM para conseguir dar um boot com sucesso.
No site TRS-80.com é possível obter disquetes com conteúdo útil (inclusive as ROMs) para usar com o xtrs.

Como obter os arquivos ROM

Até aqui, tudo foi fácil, eu espero.
Encontrar as ROMs requeridas para fazer o emulador funcionar pode vir a ser um verdadeiro teste para a sua paciência.
O problema é que, apesar do tempo decorrido, o conteúdo original das ROMs ainda está sob os direitos da Tandy e da Microsoft.
Nos fóruns da comunidade de usuários do emulador, é possível encontrar quem possa te enviar estes arquivos.
De acordo com o site Gaming After 40, só é necessário o MODEL1.ROM, ou trs80model1.rom, como arquivo requerido para fazer o xtrs decolar.
xtrs trs-80 emulador

De cara, ele já permite usar a linguagem de programação BASIC para começar a dar instruções ao sistema.
Consegui por o meu sistema no ar após ler o último link (em inglês), abaixo, na sessão Referências.
Boa sorte!

Referências

Página de direcionamento da Wikipedia sobre os TRS-80: https://pt.wikipedia.org/wiki/TRS-80.
Mais informações sobre o uso do emulador (em inglês): http://www.trs-80emulators.com/model-1-3-4-emulator/.
Aonde encontrei informações muito úteis (inclusive aonde baixar ROMs): https://gamingafter40.blogspot.com.br/2010/12/how-to-emulate-trs-80-model-iiii.html.

Instale o emulador Android Genymotion no Debian

A plataforma de emulação Android, Genymotion pretende ser a mais completa, para facilitar a vida dos desenvolvedores e entusiastas do sistema operacional.
Com suporte a mais de 40 dispositivos Android e a todas as suas versões mais atuais, o Genymotion permite, ainda as seguintes (entre muitas outras) possibilidades:
genymotion on imac

  • Use a webcam do seu laptop, como se fosse a câmera do próprio dispositivo Android.
  • O Genymotion é compatível com as ferramentas do Android SDK, entre outras.
  • Permite simular diferentes níveis de carga da bateria de um dispositivo Android, para você testar o comportamento dos seus apps em situações extremas.
  • Permite simular o uso do GPS do dispositivo, para testar apps que fazem uso de informações de geolocalização.

Neste texto, ensino a instalar a versão completa e gratuita.
Se você pretende trabalhar seriamente com desenvolvimento de aplicativos para Android, adquirir um dos planos pagos do produto é a melhor coisa a se fazer.
genymotion android emulator logo
Não esqueça de seguir os links dentro do texto, caso queira entender melhor algum assunto ou procedimento. Boa leitura! 😉

Requisitos de sistema para instalar o emulador Android Genymotion

  • Você precisa ter o VirtualBox instalado no sistema.
  • Ubuntu 16.04 (Xenial Xerus), Debian 8 (Jessie), Fedora 24 ou mais atuais.
    Os exemplos deste artigo são baseados no Debian 9 Stretch.
  • Arquitetura de CPU 64 bit, with VT-x or AMD-V habilitados na BIOS
  • Uma GPU recente e dedicada
  • 400 MB de espaço em disco
  • 2GB RAM

Além da instalação do VirtualBox você também precisa ter o dkms disponível no seu sistema. Se ele não estiver aí, comece a rodar o apt:

sudo apt install dkms

Onde baixar o Genymotion

Faça o download e o seu cadastro na página https://www.genymotion.com/download/.
Ao finalizar o download, faça o checksum do arquivo para verificar se ele baixou de maneira íntegra:

sha1sum genymotion-2.8.1_x64.bin ;echo -e "b4b372c429542450240a318f2587828a1ee135c6"

Instalação do Genymotion

Como disse, lá na sessão de requisitos, os meus exemplos são baseados no Debian 9. Se você usa outra distro, tenha o cuidado de adequar os comandos, para que tudo corra bem.
Para poder executar o arquivo baixado, é necessário dar a ele as permissões de executável:

chmod +x ./genymotion-2.8.1_x64.bin

Em seguida, rode o arquivo .bin que você baixou:

./genymotion-2.8.1_x64.bin

Opcionalmente, você pode executar o comando acima com privilégios administrativos — para que todos os usuários do sistema possam usar o programa.
Isto já deve ser o suficiente para conseguir rodar o emulador.
genymotion

Problemas ao tentar executar o Genymotion

Você precisa ter um cadastro no site para poder usar a totalidade do aplicativo e ter acesso a alguns dispositivos virtuais — além de poder fazer o download do próprio arquivo de instalação.
Eu tive, ainda, alguns problemas relativos a execução de algumas bibliotecas.
Ao tentar rodar o Genymotion, eu obtinha os seguintes erro, na linha de comando:

/opt/genymobile/genymotion/genymotion: symbol lookup error: /usr/lib/x86_64-linux-gnu/libX11.so.6: undefined symbol: xcb_wait_for_reply64

ou

/opt/genymobile/genymotion/genymotion: symbol lookup error: /usr/lib/x86_64-linux-gnu/libGL.so.1: undefined symbol: drmGetDevice

Se quiser saber mais sobre estes erros, dê uma olhada nos sites em Referências, ali embaixo.
Uma forma de contornar estes problemas e conseguir pôr o programa para funcionar é renomear os arquivos
/opt/genymobile/genymotion/libxcb.so.1 e /opt/genymobile/genymotion/libdrm.so.2
Isto pode ser feito com o comando mv:

 sudo mv /opt/genymobile/genymotion/libxcb.so.1 /opt/genymobile/genymotion/libxcb.so.1___backup

 sudo mv /opt/genymobile/genymotion/libdrm.so.2 /opt/genymobile/genymotion/libdrm.so.2___backup

Isto não resolve o problema, mas permite usar o Genymotion, pelo menos até você descobrir uma solução mais adequada ou ele ser atualizado.
Para reverter o procedimento, execute-o “ao contrário”:

 sudo mv /opt/genymobile/genymotion/libxcb.so.1___backup /opt/genymobile/genymotion/libxcb.so.1

 sudo mv /opt/genymobile/genymotion/libdrm.so.2___backup /opt/genymobile/genymotion/libdrm.so.2

Você optou por outra solução?! Deixe a gente saber como você resolveu o problema, nos comentários.

Como testar apps Android no emulador Genymotion

Há basicamente 3 formas de testar seus apps ou arquivos executáveis apk, no Genymotion:

  1. Arraste o arquivo apk pronto, para dentro da janela que se encontra emulando um dispositivo Android. É fácil assim.
  2. Rode o comando, no terminal:
    adb install nome_do_app.apk.
  3. Use um link da web para baixar e instalar diretamente o apk no seu dispositivo virtual.

Referências

https://www.genymotion.com/fun-zone/.

http://stackoverflow.com/questions/40998027/genymotion-genymotion-symbol-lookup-error-usr-lib64-libgl-so-1-undefined.

http://stackoverflow.com/questions/39316164/genymotion-usr-lib64-libx11-so-6-undefined-symbol-xcb-wait-for-reply64.

http://unix.stackexchange.com/questions/316787/problem-with-libx11-so-6-undefined-symbol-xcb-wait-for-reply64/317404.

Como rodar o FreeBSD em uma máquina virtual QEMU.

Se você já teve o desejo de conhecer o FreeBSD e aprender um pouco sobre o ele, mas ainda não tem um PC ou laptop disponível para instalar e testar o sistema, sugiro começar a experimentá-lo em uma máquina virtual.
Pôr no ar uma máquina virtual QEMU, rodando uma imagem atual do FreeBSD é bastante fácil e, dependendo da sua conexão á Internet, pode ser bastante rápido também.
freebsd logo full
Isto se deve ao fato de que você pode baixar várias imagens do site oficial (veja links ao final) prontas para uso — voltadas para mais de uma arquitetura de hardware.

Requisitos de hardware para rodar o FreeBSD

As versões mais atuais do FreeBSD não são “famintas” por recursos. O sistema é bastante enxuto e pode ser executado em condições bastante modestas:

  • Memória — Os requisitos mínimos de memória começam em 64 MiB. Um sistema especializado, deve começar em 128 MiB. Se você estiver pensando em uma instalação desktop completa, 4 GiB garantirão mais conforto para trabalhar.
  • Armazenamento em disco — O mínimo aceitável é 1,5 GiB, para ter um sistema funcional, mas com pouquíssimo espaço livre para trabalhar.
  • Arquitetura e processador — O FreeBSD pode ser executado sob várias arquiteturas. O suporte a PCs 64-bit começa em AMD Athlon™64, AMD Opteron™, Intel® Xeon™ multi-core e Intel® Core™ 2.
    No que tange a arquitetura 32-bit, qualquer 486 ou superior faz o serviço.

Instale o QEMU

No Debian, Ubuntu e derivados, use o apt para instalar o qemu:

sudo apt install qemu

Usuários do Opensuse, podem usar o Zypper:

sudo zypper install qemu

Baixe a imagem do FreeBSD

Há vários lugares de onde você pode baixar imagens do FreeBSD. O site oficial é um deles.
Você pode usar o utilitário wget para fazer o download rapidamente:

wget ftp://ftp.freebsd.org/pub/FreeBSD/releases/VM-IMAGES/10.3-RELEASE/amd64/Latest/FreeBSD-10.3-RELEASE-amd64.qcow2.xz

Veja, ao final do texto, link para o site de download, onde você poderá encontrar outras versões, que podem ser mais adequadas.
A seguir descompacte o arquivo:

unxz FreeBSD-10.3-RELEASE-amd64.qcow2.xz

Como rodar a imagem do FreeBSD

Não há nada errado em usar o VirtualBox, se você o preferir. A imagem baixada provavelmente rodará bem nele.
Neste texto, contudo, o nosso foco será o QEMU.
Para rodar a imagem em uma máquina virtual com 256 MiB, use a seguinte linha de comando:

qemu-system-x86_64 -hda FreeBSD-10.3-RELEASE-amd64.qcow2 -m 256M -cpu qemu64 -name 'FreeBSD 10.3 64 bit'

freebsd 10.3 screenshot boot


O que o comando acima faz?
Vamos responder por partes, a partir do comando ‘qemu-system-x86_64’, as opções usadas são as seguintes:

  • -hda FreeBSD-10.3-RELEASE-amd64.qcow2 — roda a imagem baixada em um disco virtual (hda).
  • -m 256M — determina a quantidade de memória da máquina virtual.
    Você pode experimentar usar outros valores.
  • -cpu qemu64 — faz uso da cpu padrão, de 64 bit, do qemu.
  • -name 'FreeBSD 10.3 64 bit' — coloca um nome bonito no título da janela do emulador.
    Escreva o que quiser entre as aspas.

Se você acha o comando para executar a sua imagem muito grande, experimente criar um mini-script para ele, assim:

echo "qemu-system-x86_64 -hda FreeBSD-10.3-RELEASE-amd64.qcow2 -m 256M -cpu qemu64 -name 'FreeBSD 10.3 64 bit'" > freebsd.sh
chmod +x freebsd.sh
# para executar, rode o script assim:
./freebsd.sh

Fácil, não é?
Se você tem interesse em copiar e colar entre a janela da máquina virtual do FreeBSD e as outras do seu sistema hospedeiro, inclua a opção ‘-display curses’:

qemu-system-x86_64 -display curses -hda FreeBSD-10.3-RELEASE-amd64.qcow2 -m 256M -cpu qemu64

Neste modo, a opção ‘-name’ não tem efeito. Mas ele permite, por exemplo, que você copie comandos de tutoriais e os cole direto na janela do FreeBSD.

Como logar e criar um novo usuário no FreeBSD?

Assim que chegar à tela de login, autentique-se como root (a senha estará em branco, por enquanto).
Após a autenticação, crie uma nova senha para o usuário root e um novo usuário com privilégios normais:

passwd
adduser

Depois de criar o novo usuário saia do root:

exit

… e autentique-se com novo o nome de usuário criado.
E, que comece a brincadeira! 😉

Referências e downloads

Download da versão 10.3: ftp://ftp.freebsd.org/pub/FreeBSD/releases/VM-IMAGES/10.3-RELEASE/amd64/Latest/.
Página oficial de downloads: https://www.freebsd.org/where.html.

Como instalar Wine no Debian.

O WINE é uma camada de compatibilidade capaz de rodar aplicações Windows dentro de vários sistemas operacionais baseados no POSIX — UNIX, OSX, BSD, Linux etc.
Em vez de tentar simular a lógica do Windows, tal como uma máquina virtual ou um emulador faria, o Wine traduz as chamadas da API do Windows para o POSIX on-the-fly, o que elimina as penalidades de memória e performance acarretadas por outros métodos.
Com este software, é possível integrar completamente as aplicações Windows à sua área de trabalho gráfica Linux.

WINE é um acrônimo para “Wine Is Not an Emulator” ou “Wine não é um emulador”.

Neste texto, vou mostrar como instalar o Wine em uma máquina Debian 8 “Jessie”. O processo é semelhante em outras distribuições derivadas do Debian (Como o Ubuntu, o Tails, o Linux Mint etc.)
No Ubuntu, você provavelmente vai querer usar o apt-get, em vez do aptitude. 😉
Só pra lembrar, você precisa ter privilégios administrativos para executar as tarefas de instalação. Portanto, use o su ou sudo, antes dos comandos.
Wine logo

Wine estável ou Wine em desenvolvimento?

Se você vai usar o Wine para rodar software de trabalho, em uma máquina de produção, a versão recomendada é a versão stable (estável).
Se você não se importa com alguns bugs e prefere ter os últimos recursos disponíveis pela equipe de desenvolvedores, pode experimentar a versão wine-development.
Os pacotes da versão de desenvolvimento estão disponíveis para download, no Debian estável, como backports — e sua instalação será abordada também neste texto.

O que são backports?

São pacotes recompilados (em sua maioria) do Debian testing e unstable e disponibilizados para a versão estável.
Aonde for possível, irão rodar sem as novas bibliotecas.
A documentação oficial do Debian, recomenda usar apenas os backports de que você necessita.
A minha sugestão é que, se for para instalar uma grande quantidade de software deste canal, pode ser mais interessante partir pra instalação completa do Debian testing ou Debian Unstable.

Apesar do seu nome, o wine-development é concebido também para usuários comuns. Além disto, é possível ter os dois sets instalados na sua máquina.

Como instalar o Wine estável no Debian

No Debian 8.x ou superior, é necessário preparar as coisas, antes da instalação.
Se você estiver usando uma arquitetura de 64-bit, precisa habilitar o multiarch, antes de instalar o software:

dpkg --add-architecture i386
apt update
apt install wine

Após o download dos pacotes e a instalação, você já pode começar a usá-lo.

Como instalar o Wine em desenvolvimento no Debian

No caso de você optar por usar o wine-development, no Debian stable, vai precisar habilitar também os seus backports, adicionando a linha
deb http://httpredir.debian.org/debian jessie-backports main ao arquivo
/etc/apt/sources.list.
Segue a sequencia de comandos (incluindo o backup) para adicionar os backports ao ‘sources.list’:

cp /etc/apt/sources.list /etc/apt/sources.list.backup
echo deb http://httpredir.debian.org/debian jessie-backports main >> /etc/apt/sources.list
dpkg --add-architecture i386
apt update
apt install wine-development

Como você pode ver, o processo de instalação não é complicado é dá para ter as duas opções instaladas.
Para usar o Wine estável, execute ‘wine’. Para executar a versão de desenvolvimento, use o wine-development.
No segundo caso, basta adicionar o sufixo “-development” a cada comando. Por exemplo: wine-development autocad.exe ou winecfg-development.

Como desinstalar o Wine

Para desinstalar o Wine stable, execute a seguinte sequencia de comandos:

apt remove wine
apt update

Para desinstalar a versão development:

apt remove wine-development
cp /etc/apt/sources.list.backup /etc/apt/sources.list
apt update

Se você removeu as duas versões do Wine, não esqueça de remover também o multiarch:

dpkg --remove-architecture i386

Referências

Site oficial do Wine: https://www.winehq.org/.
Saiba se seu aplicativo é compatível com o Wine: https://appdb.winehq.org/objectManager.php?sClass=application&sTitle=Browse%20Applications&sOrderBy=appName&bAscending=true

Como criar em 5 minutos uma máquina virtual Debian com o qemu

Você pode criar e começar a usar uma máquina virtual GNU/Linux (Debian ou outra distro Linux) quase instantaneamente, se usar uma imagem pronta, baixada da web.
Com este procedimento, você pula o processo de especificar exatamente o hardware (com todas as suas características e periféricos) a ser emulado e começa a usar uma máquina genérica e pronta pra rodar.
Nada impede que você altere as especificações de hardware depois.
Leve em conta que o tempo dado no título deste post pode ser menor ou maior — depende da velocidade da sua conexão à internet, antes que você me chame de mentiroso.
Debian girl mini

O que você precisa ter para executar a máquina virtual

Você precisa ter uma imagem customizada do seu sistema operacional rodando sobre uma arquitetura.
Você pode encontrar as imagens desejadas em vários lugares da web. Neste artigo, vou usar uma das que estão no site https://people.debian.org/~aurel32/qemu/.
Se você for lá, vai ver que há várias opções, todas Debian, para várias arquiteturas.
Ao terminar este tutorial, nada impede que você experimente outras, dentre as arquiteturas de hardware disponíveis.
Além da imagem escolhida, é necessário ter o programa QEMU instalado no seu sistema.
Recomendo um espaço em disco de 30 GiB livres — uma vez que a imagem usada neste tutorial pode chegar a 25 GiB.

Como executar uma imagem do qemu

Abra um terminal e comece fazendo (se já não o fez) o download da imagem do Debian:

wget https://people.debian.org/~aurel32/qemu/i386/debian_squeeze_i386_standard.qcow2
_

Em seguida, carregue a imagem:

qemu-system-i386 -hda debian_squeeze_i386_standard.qcow2
_

E pronto.

O QCOW é um formato de arquivo para guardar imagens de discos, para uso do QEMU.
Trata-se de uma abreviatura para “QEMU Copy On Write”.
O sistema faz uso de uma estratégia de otimização do armazenamento que “segura” a alocação dos dados a serem gravados até o momento em que sejam necessários.

Uma nova tela deve surgir, com o Debian em execução:
Tela do Qemu executando o Debian 6.0 Squeeze

Detalhes do sistema

Este sistema Debian 6.0 Squeeze vem dentro de uma imagem com 25 GiB, em formato QCOW2.
A imagem standard, corresponde a uma instalação Debian padrão, sem o ambiente gráfico — com apenas 128 MiB de memória RAM, esta situação seria sofrível, para dizer o mínimo.
Se você faz questão do ambiente gráfico, você pode instalá-lo ou optar pela outra imagem https://people.debian.org/~aurel32/qemu/i386/debian_squeeze_i386_desktop.qcow2.
Enfim, os nomes de usuário e senhas:

  • Usuário: root e senha: root.
  • Usuário: user e senha: user.

O teclado padrão é o dos Estados Unidos.
Se você quiser aumentar a quantidade de memória, use a opção -m, assim:

qemu-system-i386 -m 256 -hda debian_squeeze_i386_standard.qcow2

Divirta-se!

Fonte: https://people.debian.org/~aurel32/qemu/i386/README.txt