Como integrar o Gmail ao seu desktop GNOME

O aplicativo gnome-gmail pode ser usado para disparar o site do gmail direto do seu desktop.
Escrito em Python, trata-se de um pequeno script que trabalha abrindo o seu navegador padrão, direto no site do serviço do Google.

Não é um aplicativo cliente de email completo, como o Evolution, o Geary ou o Thunderbird, portanto.
O script torna mais ágil o acesso à interface web do Gmail. Apenas isso.
Você pode continuar a usar o seu cliente de email favorito e, eventualmente, quando precisar acessar o site, basta rodar o script direto do Dash.
Dash gnome gmail

O GNOME Gmail integra a interface web do serviço de email do Google ao seu ambiente de trabalho.
Toda vez que for requisitado um serviço de email, o sistema irá abrir a página gmail.com.

Como instalar o GNOME-gmail

Para realizar a instalação do aplicativo, abra o painel de instalação de Programas e procure por “gnome-gmail” ou apenas “gmail”.
instalação do gnome-gmail

Se prefere usar a CLI, para instalar via apt, rode o comando:


sudo apt install gnome-gmail

Estou usando o Debian, em meus exemplos, mas este app deve estar disponível para outras distribuições.

Depois de instalado, o aplicativo vai perguntar se você deseja que o website https://gmail.com seja o recurso padrão para enviar mensagens de correio eletrônico do seu sistema.
Responda “sim” ou “não”.
gmail padrão

Em seguida, irá requisitar a conta de email, que se deseja abrir.

Se o seu navegador padrão já estiver autenticado, através da conta indicada, o seu conteúdo irá abrir direto.
Muito simples, não é?

criptografia com o GNUPG para iniciantes

O GNU Privacy Guard ou GnuPG (GPG ou segurança da privacidade GNU, em uma tradução livre) é um software livre desenvolvido para oferecer uma solução segura, com padrões abertos e auditáveis para criptografar dados de usuários.
Com desenvolvimento iniciado em 1997, na Alemanha, teve sua primeira versão estável lançada em 1999.
É, hoje, uma solução madura e sólida para dar mais segurança às suas informações — tanto no armazenamento, quanto no tráfego.

O GPG pode dar uma camada concreta de segurança para arquivos desde os mais simples, de texto, a pacotes volumosos de backups.
O software pode manter suas conversas por chat ou email protegidas de olhares bisbilhoteiros do governo, de grandes corporações ou dos seus concorrentes empresariais.

Usuários Linux dispõem de clientes de email com a tecnologia integrada, desde a instalação — como o Kmail (KDE) e o Evolution (GNOME).
Outros aplicativos podem receber a funcionalidade através de plugins.

Resumidamente, é uma solução para criptografar e descriptografar, além de assinar digitalmente os dados que você envia — para garantir ao recebedor que as informações estão realmente vindo de você.
Quem ainda não tem o hábito de criptografar informações sensíveis, deveria começar a levar isto a sério.
Os tempos atuais já exigem que se tenha este tipo de cuidados com os dados, seja no servidor, no computador pessoal ou do trabalho.

Este post é baseado no GNU/Linux (Debian 10 testing “Buster”, mais especificamente). Os conceitos, contudo se aplicam a qualquer outra distribuição ou sistema operacional.

É importante garantir que seus dados não serão facilmente lidos pelas pessoas erradas.

Este artigo parte do zero, ou seja, do pressuposto de que você não sabe nada sobre o GPG ainda.
Inúmeras aplicações fazem uso da criptografia com o GPG.
Na medida em que o seu conhecimento sobre o assunto for se consolidando, sua compreensão irá melhorar sobre o funcionamento deste recurso.

Neste sentido, vamos fazer um passo a passo, que começa com a instalação à geração de uma chave pública e outra privada para você usar.
Vamos começar pela linha de comando (CLI) e, em outros artigos, vou mostrar como usar a criptografia em aplicativos (CLI e GUI).
Abra o terminal!

Instalação do GnuPG

Baixe e instale o pacote de criptografia dos repositórios.
No Debian, no Ubuntu e nas outras distribuições derivadas destas, use o apt (ou apt-get):


sudo apt install gnupg

Isto é tudo o que você precisa, por enquanto.
Vamos em frente.

Como funcionam as chaves criptográficas

Tecnicamente, o gpg já está pronto para ser usado para criptografar seus arquivos.
Para usar todos os recursos do software, é necessário gerar algumas chaves criptográficas.
São duas:

  • a chave pública ou public key
  • a chave privada ou private key

É com este par de chaves que seus dados são codificados/decodificados.
Elas são associadas ao seu endereço de email.
A chave pública é a que você compartilha com as pessoas que desejam se comunicar com você, em segurança.
A chave privada, como o nome sugere, é a que só lhe diz respeito. Esta não é para ser compartilhada.
Quando você e outra pessoa trocam suas chaves públicas, podem passar a trocar mensagens privadas entre si.

Por exemplo, para enviar uma mensagem criptografada para João, é necessário que você e ele troquem chaves públicas entre si.
Então você abre o seu email (com suporte a criptografia) e digita sua mensagem para João.
Antes de enviar sua mensagem, clique no botão para criptografá-la.
A mensagem será codificada (ou embaralhada) com a chave pública de João e só ele poderá abri-la, com a chave privada dele.

Como gerar suas chaves criptográficas


Segue o passo a passo para criar seu par de chaves (pública e privada) para usar todo o potencial do GPG
No terminal rode o comando


gpg --gen-key 

gpg (GnuPG) 2.1.18; Copyright (C) 2017 Free Software Foundation, Inc.
This is free software: you are free to change and redistribute it.
There is NO WARRANTY, to the extent permitted by law.

Note: Use "gpg --full-generate-key" for a full featured key generation dialog.

GnuPG needs to construct a user ID to identify your key.

Real name: 

O seu nome real será pedido, como primeiro requisito.
Em seguida, seu endereço de email.
Seja cuidadosa(o) e verifique se as informações estão corretas.
O gpg irá pedir para entrar uma senha (sua chave privada) — que deve ser o mais complexa possível, envolvendo caracteres alfanuméricos, números, letras alternadamente maiúsculas/minúsculas e símbolos.

O ponto mais fraco do GPG é a senha que você escolhe como chave privada. Sugiro ler sobre o uso do apg, para ajudar a gerar senhas pessoais mais seguras.

Ao confirmar, uma série de bytes aleatórios serão gerados, para compor a sua nova chave pública.
Este processo pode demorar um pouco.
É uma boa ideia manter o sistema ocupado com outras ações: usar o teclado, o mouse, abrir o conteúdo do pendrive etc. Com isto, você ajuda a “gerar ruído” a ser usado para aumentar a complexidade da sua public key.
Ao fim do processo, o gpg irá reportar a criação com sucesso da chave e exibir sua ID de chave pública, sua “impressão digital” (fingerprint), entre outras informações.

Com isto, você está pronto para os próximos passos.
Continue no terminal!

Como exportar sua chave pública

Este procedimento é muito importante.
Sem isto, não é possível às outras pessoas criptografarem mensagens exclusivas para você.
Para exportar sua chave pública, rode o seguinte comando:


gpg --armor --export seu-email > chave_publica.asc

Acima, substitua “seu-email” pelo email usado para criar a chave pública, anteriormente.
Este comando cria o arquivo chave_publica.asc (você pode usar outro nome, se quiser).
Este arquivo contém a sua chave pública. Se quiser ver o seu conteúdo, use o comando cat:


cat chave_publica.asc 

-----BEGIN PGP PUBLIC KEY BLOCK-----

PkoQEWmlxNAEllQWoHwVbXBmgi6bkB945gg6M9QNLujLgfsDY0vAgeMMxTXbAnTR
BxL+w/PikSy44CIGy9EtQ+d27PpcrLkRM/HLABEBAAG0NkVsaWFzIFNlcnJhIFBy
YWNpYW5vIFBlcmVpcmEgPGVsaWFzcHJhY2lhbm9AZ21haWwuY29tPokBVAQTAQgA
PhYhBA2NPdDX0EfJoPcb2v2mn4cCXf7cBQJaB1EEAhsDBQkDwmcABQsJCAcCBhUI
CQoLAgQWAgMBAh4BAheAAAoJEP2mn4cCXf7cLU0H/3xW3ShRh1xXGQ5NLAmAuTOl
6D8ECyQmpxdhTJaiQ2wsosnrRIBi6XNuMj5b3Mhd51pVNlMadKRIWfNs99Yjaci5
S5oQz3oHwlIZ2C/g35utcHcTpShbSBJrm3bgY+dOeXtk2M0cuKPxJ4uyLvSfgknG
x1eqF6OAKhIqHi9NC7sW5YJ3Fq4zXh0gYyVTmLQ5O5LviPOGjn+B9IMg/Ewjk/vL
8rI4w1IRuXL+BAy3RKwv4Cb0qmsu2o0WfzkAEQEAAYkBPAQYAQgAJhYhBA2NPdDX

...

6D8ECyQmpxdhTJaiQ2wsosnrRIBi6XNuMj5b3Mhd51pVNlMadKRIWfNs99Yjaci5
S5oQz3oHwlIZ2C/g35utcHcTpShbSBJrm3bgY+dOeXtk2M0cuKPxJ4uyLvSfgknG
x1eqF6OAKhIqHi9NC7sW5YJ3Fq4zXh0gYyVTmLQ5O5LviPOGjn+B9IMg/Ewjk/vL
qGuITvoL2H2C+I6Z1hxLxnFq4BciiEXpErxTk+A+HbUYSTyCf4LsjZn0vVaYpq7C
sBBsFXTMWZS1osrgvkE9K05g/yEKBYxpFVR98hSKrmxfNSL8YPnjCXQ7vn7eV5K5
-----END PGP PUBLIC KEY BLOCK-----

Se quiser, você pode inserir este conteúdo no rodapé dos seus emails. Ele é para ser compartilhado com todo mundo que deseja te enviar informações criptografadas.
Se achar mais cômodo, apenas envie o arquivo chave_publica.asc para as pessoas.

Outra solução é enviar a sua chave pública para um servidor (public key server), de forma que ela fique catalogada e possa ser acessada por qualquer pessoa no mundo que queira trocar mensagens seguras com você.
Para isto, use a opção --list-keys:


gpg --list-keys 

/home/justincase/.gnupg/pubring.kbx
-----------------------------------
pub   rsa2048 2017-11-23 [SC] [expires: 2019-11-23]
      6750982194C7BB445CE45LL0B092D0E68C08315A
uid           [ultimate] Justin Case 
sub   rsa2048 2017-11-23 [E] [expires: 2019-11-23]

Preste atenção na cadeia de caracteres na segunda linha, logo após a data de expiração. No meu caso, é a seguinte: 6750982194C7GG445CE45FF0B092D0E68C08315A.
Esta é a identificação primária (primary ID), associada à chave que será exportada.
Agora rode o seguinte comando:


gpg --keyserver pgp.mit.edu --send-keys 6750982194C7CC445CE45BB0B092D0E68C08315A

gpg: sending key 2194C7GG445CE45FF0 to hkp://pgp.mit.edu

Você já deve ter deduzido que o comando acima envia sua chave pública para armazenamento em um dos servidores do MIT. Lá, ela poderá ser acessada e baixada por qualquer um.

Como acessar a chave pública de uma pessoa

Depois de exportada, sua public key poderá ser vista e usada para criar documentos criptografados para você, a partir do servidor do MIT:

https://pgp.mit.edu/

Se a pessoa souber o seu nome ou o seu email, ela pode fazer uma busca no servidor, conforme a imagem abaixo:
elias praciano chave publica no servidor do MIT
Resultado da busca:
mit public key

Como importar a chave pública de alguém

No caminho inverso, se você quiser enviar um email com conteúdo criptografado para alguém, vai precisar da chave pública desta pessoa.
Você pode obter a chave diretamente da pessoa ou de um servidor público.
De posse da chave, é necessário “importá-la”. Veja como fazer isso.
Vamos supor que a chave esteja dentro do arquivo ‘fulano_public_key.asc’. Use ‘--import‘:


gpg --import ~/.PUBKEYS/fulano_public_key.asc

De acordo com a configuração de cada aplicativo que usa o GPG, o seu sistema vai saber aonde encontrar as chaves públicas que você tiver, aí.
Ou seja, se estiver usando o plugin Enigmail, o cliente de email Thunderbird fará uso intuitivo e automático da criptografia, quando requerido.

referências

https://pt.wikipedia.org/wiki/GNU_Privacy_Guard.

https://www.linux.com/learn/how-send-and-receive-encrypted-data-gnupg.

Como enviar arquivos para ler no seu Kindle via email

Você pode enviar arquivos de texto e imagens, que satisfaçam certos formatos, para o seu Kindle pessoal sempre que quiser.
É fácil, mas precisa configurar o seu perfil online primeiro.

Para comprar na Amazon, você provavelmente cadastrou um perfil no site da empresa.
Ao adquirir o seu kindle, a Amazon cria automaticamente um email para você — tipo ‘seunome@Kindle.com’.
O seu email @Kindle.com, contudo, só poderá receber mensagens vindas de uma outra conta de email autorizada. E é você quem autoriza.
kindle send files via email
Vá até o seu perfil na Amazon, para fazer as configurações necessárias.
Você pode usar o link acima ou ir para o site https://amazon.com.br e se autenticar.
Uma vez dentro, clique no menu “Contas e Listas” e selecione “Gerencie seu conteúdo e dispositivos”.

Em seguida, selecione a aba “configurações”
como enviar email para o kindle

Agora, role até a seção “Lista de e-mails aprovados para o envio de documentos pessoais” e clique em “Adicionar um novo endereço…”
como adicionar email aprovado a conta do Kindle

Você pode adicionar mais de uma conta de email autorizadas a enviar documentos para o seu kindle.
Por exemplo, o email do professor da faculdade, o colega do trabalho etc.
Só não esqueça de avisar às pessoas que esta não é uma “conta de email normal” — mas apenas um meio de enviar documentos de um determinado tipo, diretamente para você.

Que tipos de arquivos podem ser mandados para o meu Kindle

Este método funciona para enviar arquivos nos seguintes formatos:

  • Microsoft Word (.doc, .docx)
  • Rich Text Format (.rtf)
  • HTML (.htm, .html)
  • Documentos de texto (.txt)
  • Documentos compactados (zip , x-zip)
  • Mobi book

Você também pode enviar imagens do tipo JPEGs (.jpg), GIFs (.gif), Bitmaps (.bmp), e imagens PNG (.png).

Os documentos em PDF poderão passar por um processo de conversão “ainda experimental”.
Portanto, reduza as suas expectativas, aí…

As versões mais atuais (a partir de 2017) do Kindle suportam PDFs protegidos por senha, mas não têm suporte a criptografia em outros documentos.
Portanto, evite guardar dados muito sensíveis no seu Kindle.


Leia outras dicas sobre o Kindle, neste site.

Como impedir o Android de atualizar aplicativos automaticamente

Um celular recém adquirido vem com uma série de aplicativos pré-instalados.
Contudo, nem todos são desejáveis pelo dono. Ainda assim, permanecem lá, desafiando a sua boa vontade.

A irritação pode aumentar se houver pouco espaço no aparelho, somado ao fato de que alguns destes aplicativos começam a “inchar”, à medida em que vão sendo atualizados automaticamente pelo sistema — mesmo que você não faça uso deles.
Usualmente, são chamados de fatware, bloatware, crapware, crudware entre outros nomes.
Para ser sucinto, alguns destes softwares são de má qualidade, de tamanho desproporcional à sua utilidade (ocupam muito espaço e não servem para muito coisa) e, o pior de tudo, não podem ser desinstalados, sem aplicar o rooting no seu aparelho.

LEIA MAIS

Configurações: como parar as atualizações de aplicativos

Independente de você gostar de usar um aplicativo, frequentemente vai ver que ele é atualizado pelo sistema.
Atualização não é uma coisa ruim. Na verdade, manter os aplicativos atualizados é importante para a segurança do seu sistema.
Para desativar a atualização automática e passar a fazê-la manualmente,
Abra o menu de configurações dentro do aplicativo Play Store.

  • Ative a opção de Notificações (costuma ser a primeira) para receber avisos de que há versões novas dos aplicativos já instalados – o aplicativo só vai avisar;
  • Clique em Atualizar aplicativos automaticamente e selecione a primeira opção: Não atualizar aplicativos automaticamente
  • Configuração android - atualizar aplicativos

Desta forma, você será sempre avisado de que há atualizações, mas terá que fazê-las manualmente.

LEITURAS RELACIONADAS

Conclusão

Vale falar um pouco mais sobre as duas possibilidades de atualização: automática e manual.

  • A atualização manual permite que você leia sobre as novas versões dos aplicativos, na Internet ou nas revistas especializadas antes de decidir aplicá-las ou não.
    Não é incomum desenvolvedores lançarem novas versões de aplicativos com efeitos colaterais.
    Estar informado e poder decidir, evita aborrecimentos, com toda certeza.
  • Por outro lado, fazer uso de aplicativos sempre atualizados faz parte das boas práticas de segurança.
    Automatizar o processo pode evitar que, por ter esquecido, você continue usando uma versão defeituosa de um aplicativo — às vezes com falhas graves de segurança, já solucionadas nas versões mais novas.
  • Se você se incomoda com as notificações de atualização de aplicativos que você não usa, pode ir além, desativando-os ou removendo-os (mesmo que apenas parcialmente) — Leia Como desativar aplicativos no Android.

O equilíbrio é a chave, aqui.
Se optar por deixar muitos aplicativos para atualizar manualmente, você poderá se sentir incomodado(a) com um possível excesso de notificações.
Então estabeleça um limite razoável — eu sugiro um número máximo entre 5 e 10 apps, para ser atualizados manualmente.
Veja o que é melhor para você.

POP3 ou IMAP?! Qual é o melhor?

O objetivo deste artigo é ajudar iniciantes a optar por POP3 ou IMAP, na hora de configurar o seu cliente de email. Aqui, vamos explicar rapidamente como cada um funciona…
Entenda por cliente de email, um aplicativo que tem a função de facilitar que você leia a sua correspondência eletrônica. Exemplos: Thunderbird, Outlook, etc.

O que quer dizer POP3?

POP é uma sigla para Post Office Protocol. O número 3 é a versão deste protocolo.
Caso você tenha interesse em saber, a primeira versão do POP foi lançada em 1984.

O funcionamento do POP3

De maneira simplificada, quando você se conecta à sua conta de email, através do seu aplicativo cliente, este verifica o seu nome de usuário (login) e a sua senha no servidor de emails (gmail.com, yahoo.com.br, bol.com.br, hotmail.com, live.com, etc.). Se tudo der OK, o aplicativo baixa os seus emails pra sua máquina local e se desconecta.
Desta forma, é possível ler seus emails localmente, depois de ter se desconectado da rede.
Você pode responder a diversas mensagens e, mais tarde, quando fizer uma nova conexão, estas serão enviadas – enquanto eventuais novas mensagens chegam.
Esta maneira de usar o email é o ideal para quem paga seu acesso à Internet por tempo de uso – uma vez que permite ao seu PC ficar conectado apenas quando necessário.
Outra característica deste protocolo é que ele armazena as mensagens localmente. Ou seja, você pode controlar melhor o que é feito com sua correspondẽncia digital. Nada fica no servidor.
Para quem tem uma conta de email com espaço limitado e não gosta de apagar seus emails lidos, o POP3 é o ideal também.
As pessoas que têm conexão muito lenta, podem se sentir melhor com este protocolo, uma vez que você pode minimizar o seu cliente de email – enquanto ele baixa sua correspondência, você vai fazer outra coisa.

O que quer dizer IMAP?

Também uma sigla, quer dizer Internet Message Access Protocol, ou protocolo de acesso à mensagens.

Como funciona o IMAP

Este protocolo foi lançado em 1986 e é mais novo que o POP3, portanto.
O seu princípio de funcionamento é semelhante. Uma das diferenças é que este pretende deixar as mensagens sempre no servidor e exibir apenas uma cópia das mensagens para você.
Como as mensagens não são armazenadas localmente, mas no servidor, não é a melhor solução para quem paga por tempo de conexão ou tem uma conexão lenta, uma vez que ele exige que a conexão seja constante, durante a sessão de uso do email.
Contudo, para quem acessa suas mensagens no cyber café, no smartphone ou em mais de um computador, esta solução é a ideal.