Como editar queries no cliente MySQL

O editor do cliente MySQL permite editar os últimos comandos dados, de forma que você possa corrigir erros de digitação, repetir ou mudar parâmetros e opções de comandos, sem ter que escrever tudo de novo.
Para isto, basta conhecer alguns recursos do editor embutido no cliente MySQL.
Captura de tela do arquivo de configuração do MySQL
O MySQL mantém um histórico dos seus comandos e suporta edição de cada linha de comando — o que te permite fazer ajustes pontuais, em vez de ter que digitar todos os comandos.

Os comandos e teclas de atalho do editor MySQL

As dicas, de que trato aqui, é voltada para usuários iniciantes no MySQL.
Além das setas direcionais do teclado, há outras teclas com função de edição.
Você seleciona a linha de comando a ser editada, usando a seta para cima/baixo. Você pode inserir, apagar ou substituir caracteres na linha, movendo o cursor para o ponto em que deseja fazer a alteração. Em seguida, mova o cursor até o fim da linha e tecle Enter, para aplicar o comando novo.
Para ser bem objetivo, segue a tabela com as teclas associadas às suas funções.

Atalho Função
Ctrl + A Move o cursor pro início da linha
Ctrl + E Move o cursor pro fim da linha
Ctrl + D Apaga o caractere anterior ao cursor
Backspace Funciona como o Delete. Apaga o caractere sob o cursor

Como editar uma declaração que ocupa múltiplas linhas

Editar declarações que ocupam mais de uma linha pode ser um pouco mais complicado. Neste caso, você precisa buscar, editar e dar enter em cada uma, na ordem em que foram escritas.

Como autocompletar comandos

Tal como no shell do Linux/UNIX, é possível autocompletar nomes de bancos de dados e de tabelas — isto ocorre por que, normalmente, o MySQL lê estas informações na inicialização e as retém na memória, para prover, entre outras coisas, o recurso de autocompletar, que ajuda você a dar comandos mais rápido.
Para ver o recurso em ação, digite um nome parcial de tabela, banco de dados ou coluna e pressione a tecla Tab, à esquerda no seu teclado.
Caso o nome seja único, o MySQL o completa para você. Caso contrário, você pode pressionar Tab mais uma vez para ver as várias palavras disponíveis.
Você pode ir completando as palavras aos poucos até que seja possível concluir com apenas um Tab.
Faça a experiência.
Se o autocompletar não estiver ativado, dê o comando REHASH no prompt do MySQL.
Quem tem uma quantidade de bancos de dados e tabelas muito grande, pode querer diminuir a lentidão com que o cliente MySQL carrega.
Para isto, abra o arquivo de opções e inclua o parâmetro no-auto-rehash, logo abaixo do grupo [mysql].

A melhor IDE para programar em PHP: Netbeans.

O NetBeans é um Ambiente de Desenvolvimento Integrado para múltiplas linguagens de programação, disponível em mais de 20 idiomas.
O foco inicial dos desenvolvedores do aplicativo era a linguagem Java — mas o ambiente já suporta plenamente o PHP, C, C++ etc. — e vem oferecendo recursos cada vez mais atraentes para programadores de outras linguagens.
Captura de tela do netbeans
O NetBeans é livre e de código aberto e começou a se tornar popular entre os desenvolvedores PHP, a partir de 2008.
Neste texto, vou procurar mostrar algumas razões para optar pelo desenvolvimento com esta ferramenta e, em seguida, como instalar a versão mais adequada para você.
Embora o foco de instalação do NetBeans, neste post, seja o Linux (Ubuntu, mais precisamente) — o procedimento para baixar e instalar é o mesmo para qualquer outro ambiente — seja outro sabor do Linux, MacOS ou Windows.

Por que usar o NetBeans para desenvolver suas aplicações?

O NetBeans é uma IDE — Integrated Development Environment. Em português, um Ambiente Integrado de Desenvolvimento.
Entre as principais características deste aplicativo, citam-se:

  • Criação e gestão de projetos — A IDE para PHP nos permite criar projetos, que poderão crescer. O NetBeans tem recursos relativos à gestão de projetos de softwares, que vão desde a facilidade para criar documentação à testar os programas criados.
  • Recursos de edição do código fonte — O editor vem equipado com uma coletânea de recursos voltados para projetos em PHP, realce da sintaxe para PHP (syntax highlighting) etc.
  • Suporte a gestão de bancos de dados — e de serviços web.
  • Detecção de erros — mostra erros de parsing em seu código PHP, entre outros.

Requisições de sistema para instalar o NetBeans

O NetBeans está disponível nas mais diversas plataformas.
Ainda que seja um software robusto, ele não requer um hardware “irracional” para ser usado.
Já experimentei o NetBeans em um netbook, com processador Intel 800 MHz, com 2 Gb de memória (a configuração de hardware mínima) RAM — ele demora um pouco pra carregar, mas é perfeitamente usável.
De forma resumida, você precisa de uma tela com resolução mínima de 1024×768 e suporte à máquina virtual Java (JVM).
Veja, a seguir, o hardware recomendado na documentação oficial.

Plataforma Hardware mínimo Hardware recomendado
Ubuntu 12.10 ou superior, OS X 10.8 Intel e Windows 7 Processador: 800MHz.
Memória: 512 MB.
Disco: 650 MB de espaço livre em disco.
Processador: Intel Core i5 ou AMD Athlon X4.
Memória: 2 GB (32-bit), 4 GB (64-bit).
Disco: 1.5 GB de espaço em disco livre.

Se você quiser mais detalhes sobre as requisições de sistema, veja os links no final do artigo.
Há outras distribuições Linux que funcionam perfeitamente com o NetBeans, tal como o Fedora (RedHat), OpenSuse etc.
O Ubuntu 12.04 tem suporte até 2017 — e é uma das opções mais estáveis.

Como baixar e instalar o NetBeans no Linux

O NetBeans se encontra disponível nos repositórios oficiais das grandes distribuições.
Se você usa Ubuntu ou alguma distro baseada nele, pode clicar no botão abaixo para iniciar a instalação a partir do Software Center.

Clique para baixar e instalar o aplicativo

Se preferir usar o terminal, use o comando abaixo para instalar a versão mais estável do NetBeans no Ubuntu:

sudo apt-get install netbeans

Usuários do Fedora, podem usar o yum:

yum install netbeans

Usar os repositórios oficiais para instalar o NetBeans, é sempre a melhor maneira de executar a tarefa — por que você não precisa se preocupar com as dependências, por exemplo.
O gerenciamento de pacotes da sua distribuição Linux entrega o NetBeans instalado e pronto para uso, em poucos minutos para você (dependendo da sua conexão).
Se você prefere uma versão mais atual, recomendo buscar os arquivos de instalação no site oficial de downloads do NetBeans.
No site de downloads, é possível optar por versões em Desenvolvimento ou nightly builds — que não devem ser usadas em ambiente de produção, por conterem recursos experimentais, que poderão estar presentes em futuras versões.
Escolha, no canto superior da página de downloads, o seu idioma preferido e o sistema operacional para o qual você deseja baixar o NetBeans.
A seguir, opte pela versão customizada para desenvolver em PHP.

captura de tela do site de download do netbeans
Clique, para ver detalhes.

Ao clicar em Download, você será levado a uma segunda página e o programa de instalação deverá começar a baixar automaticamente, em alguns segundos.

Como instalar o NetBeans

Uma vez baixado o programa de instalação (netbeans-X.X.X-php-linux.sh), ele precisará ter suas permissões alteradas para poder ser executado:

chmod aug+x netbeans-8.0.1-php-linux.sh

Em seguida, já é possível executá-lo:

./netbeans-8.0.1-php-linux.sh

Alguns problemas de instalação são previstos na documentação oficial — principalmente se você ainda não tiver instalado o JDK, ou seja o suporte Java.
Não havendo problemas, a instalação prossegue normalmente.
captura de tela de instalação do netbeans

É possível ter mais de uma versão do NetBeans instalada?

captura de tela da splash screen do netbeans
Múltiplas instalações ou versão do NetBeans podem coexistir no mesmo ambiente.
Um exemplo de utilidade desta situação é querer usar a versão mais estável pra sua distro Linux, para desenvolver seu código com segurança — e ter também uma versão em desenvolvimento (nightly build), para poder dar uma olhada nas novidades que estão sendo testadas para as próximas versões do produto.
Se quiser fazer o download da versão em desenvolvimento do NetBeans, clique aqui.
Além disto, o NetBeans torna fácil importar as configurações de usuário da versão antiga pra nova — e você não precisa desinstalar nada, antes de experimentar o novo.

LEIA MAIS

REFERÊNCIAS

O melhor editor PHP

Cada programador tem o seu “melhor editor”. É comum ter uma lista de favoritos – e é mais comum, ainda, que cada editor tenha o seu ponto forte, o que nos leva a usar mais de um frequentemente. Aqui, vou falar do que ocupa o topo da minha lista.
De todos os que já experimentei e ainda uso, meu favorito é o Komodo Edit, da ActiveState.
É gratuito e faz parte de uma IDE (Integrated Development Environment – Ambiente de Desenvolvimento Integrado), a Komodo IDE.

Komodo IDE

O video abaixo mostra como trocar o tema do Ambiente de desenvolvimento. Trata-se de um produto “redondo”, maduro e muito bem acabado e, para quem usa o Ubuntu como ambiente de desenvolvimento, saiba que a interface do Komodo se integra lindamente à do seu sistema.

Uma IDE, como o nome diz, oferece muito mais do que apenas um editor de textos para escrever código. Entre seus recursos, eu destaco os seguintes:

  • a capacidade de editar código colaborativamente, em equipe;
  • ferramentas diversas e integradas para testar código (debugging), explorar bancos de dados, CVS, Git etc.;
  • customização de vários recursos através de instalação de plug-ins;
  • ela é cross-platform, ou seja, roda em Windows, Mac, Linux (32 e 64 bits).

Todo o ambiente de desenvolvimento, com todas as suas ferramentas, que incluem o editor de códigos, pode ser testado gratuitamente por 21 dias. Transcorrido este prazo, ele tem várias faixas de preços voltadas a diversos segmentos.

Mas o editor é gratuito

… e é um excelente editor!
Com suporte a uma vasta gama de linguagens de programação (Python, PHP, Ruby, Perl, HTML, CSS, C, JavaScript etc), oferece coisas básicas (vitais!), como:

  • syntax highlighting – ou seja ele destaca as palavras chave no código de acordo com a sintaxe de cada linguagem;
  • split view – divisão da tela para comparar/copiar trechos de código;
  • verificação do código;
  • possibilidade de usar os mesmos atalhos de teclado que você já usava no vi/emacs;
  • complementação de código – ele completa os nomes das suas variáveis, de suas funções, fecha parênteses e indica onde falta fechar, reconhece as diferentes linguagens – mesmo que você esteja embutindo um código em outro.

A lista é grande. Eu gostaria de destacar que, além da escolha de temas, há a possibilidade de selecionar entre 15 esquemas de cores que é um recurso interessante, ao menos pra mim. Gosto de usar esquemas de cores claros quando trabalho durante o dia e escuros à noite.

Como instalar o Komodo Edit

Embora feita em modo texto (no Ubuntu), ela é muito simples e rápida:

  • Faça o download do pacote tar.gz, descomprima-o em algum diretório temporariamente.
  • entre no diretório em que ele foi instalado:
    cd Komodo-Edit-8.x.x-xxxx-linux-x86/
  • Agora, execute o arquivo install.sh:
    ./install.sh
  • O sistema irá pedir para você informar o diretório em que deseja instalar:Komodo Edit - Instalar Editor de Código
  • Você pode dar Enter, para seguir em frente com a opção padrão

  • O próximo passo é adicionar algumas variáveis de sistema, que permitirão executar o Komodo direto da linha de comando. O sistema oferece duas opções, como você pode ver na imagem abaixo:
    Screenshot komodo editor PHP
    No seu terminal, você pode simplesmente copiar e colar uma das opções:

    • export PATH…” — para criar uma variável de sistema, carregada no seu login e que fica armazenada no arquivo ~/.bashrc
    • ou

    • ln -s…”, que cria uma atalho pro executável do Komodo (você pode precisar de privilégios administrativos para usar esta opção).

    Feito isto, o Komodo Editor já pode ser acessado no seu menu de aplicativos normal. Ou via Dash, no Ubuntu.
    Experimente!

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    Screenshots

    Nenhuma análise de software estaria completa sem algumas “fotos”, não é?

    integração com Ubuntu

    Todas as versões do Komodo Editor se integram ao ambiente do sistema operacional do usuário. Quem usa Ubuntu vai ter uma grata surpresa.
    Komodo editor PHP
    Inserido no contexto das melhorias visuais, há vários temas de fontes e cores pros caracteres no seu código.
    Editor PHP Komodo configuração de ambiente de edição
    A máquina da qual as screenshots foram tiradas, usa o Xubuntu, que usa o XFCE, como gerenciador de janelas e não possui, portanto, toda aquela integração com o ambiente gráfico que se aplica a quem roda o Ubuntu “puro”.
    komodo editor screenshot

Como configurar o VI para fazer realce de sintaxe.

Aqui, o assunto vai ser um editor de textos simples presente em quase todas as distro Linux, justamente por ser extremamente leve (acho que este não é bem o caso do vim) e, além de tudo, é extremamente ‘espartano’ no seu visual.
Não se engane com “as roupas simples” do nosso amigo. Ele tem mais recursos que o leafpad, gEdit ou o Notepad (Windows).
Gosto de algumas coisas no vi. A possibilidade de executá-lo dentro de um terminal transparente e poder editar os meus arquivos de configuração e contemplar o meu papel de parede preferido enquanto trabalho, é uma delas. A leveza deste aplicativo completo salta aos olhos.
Gostaria de dizer ao leitor, da maneira mais polida possível, que, se você não sabe o que é o vi ou o vim, este texto provavelmente não é pra você. Desculpe. 😉

Alternativas ao editor vi

há várias outras alternativas disponíveis por aí. É sempre disso que estamos falando, quando o assunto é software livre: escolhas e liberdade de escolha.
Uma, que eu gosto muito é o nano e ele já tem o recurso syntax highlighting disponível como padrão e costuma vir ‘empacotado’ na maioria das distro.

Como ativar o syntax highlighting no vi

O caso, aqui, é simples para ser resolvido.
Inicie o vi, com o arquivo código do seu programa (eu vou usar o ‘startx’, no exemplo):

vi /usr/bin/startx

Dentro do editor, digite o seguinte comando:

:set syntax on

Isto deve resolver o problema.

Ops! Mensagem de erro E319…

Você ainda está aqui? Recebeu uma mensagem de erro?
vimrc-config2
A versão mais simplificada do vi não tem o recurso de realce da sintaxe do código. Isto gera a mensagem de erro: “E319: Sorry, this command is not available in this version”.
Para resolver isto, instale a versão mais avançada, vim (vi improved):

sudo apt-get install vim

, nas distro debian based, como é o caso do Ubuntu.

Editando o arquivo de configuração do vim

Uma solução definitiva e melhor é editar o arquivo de configuração do vim.
Abra-o com o seu editor favorito e edite a linha syntax off para syntax on. Se estiver apenas comentado, retire os “#”, tal como na figura:
vimrc-config
No Ubuntu, o arquivo de configuração do vim é /etc/vim/vimrc. Ao editá-lo, a solução torna-se definitiva.
Happy coding!