Recupere o seu sistema de arquivos com o TestDisk

O TestDisk é uma ferramenta poderosa e útil para recuperar dados de dispositivos de armazenamento, como HDs, SSDs, pendrives, cartões de memória etc.
Originalmente, foi projetado para recuperar partições perdidas, danificadas e/ou fazer discos, que não estão dando boot mais, voltar a dar boot — quando estes sintomas forem causados por softwares defeituosos, vírus ou remoção acidental da tabela de partições.
A tarefa de recuperar tabelas de partições é relativamente fácil com o TestDisk.
testdisk logo
Neste texto, vou apresentar o aplicativo, mostrar como ele pode ser instalado e dar algumas dicas iniciais para o processo de recuperação dos dados.

O que dá pra fazer com o TestDisk

Dentre as tarefas possíveis com o aplicativo, a wiki oficial (link no final do texto) cita as seguintes:

  • Concertar a tabela de partições e recuperar partições removidas acidentalmente
  • Recuperar o setor de boot de uma partição FAT32 a partir do seu backup
  • Reconstruir setores de inicialização (boot sectors) de partições FAT12/FAT16/FAT32
  • Consertar tabelas FAT
  • Rebuild NTFS boot sector
  • Recover NTFS boot sector from its backup
  • Corrige o MFT, usando o MFT mirror
  • Localiza o Backup SuperBlock dos sistemas de arquivos ext2, ext3 e ext4
  • Recupera arquivos apagados da FAT, da exFAT, partições NTFS e ext2
  • Copia arquivos apagados a partir de sistemas FAT, exFAT, NTFS, ext2, ext3 e ext4

O utilitário tem recursos voltados para usuários novatos e avançados.
Se você tem pouco conhecimento sobre técnicas de recuperação de dados, pode usar o TestDisk apenas para coletar informações detalhadas sobre um dispositivo que não está inicializando e enviá-las para a análise de um técnico.
Sistemas operacionais suportados pelo TestDisk:

  • DOS
  • Windows (NT4, 2000, XP, 2003, Vista, 2008, Windows 7 (x86 & x64), Windows 10
  • Linux
  • FreeBSD, NetBSD, OpenBSD
  • SunOS
  • MacOS X

Ao final do texto, segue o link para download do aplicativo para a sua plataforma preferida.
Neste artigo, vou focalizar o uso do TestDisk no Linux (Debian 8.2, para ser mais preciso) — você pode facilmente adequar os conceitos explicados aqui a outra distribuição GNU/Linux ou plataforma de sistema operacional.

Sistemas de arquivos suportados

De acordo com a wiki, o TestDisk suporta os seguintes sistemas de arquivos:

  • BeFS ( BeOS )
  • BSD disklabel ( FreeBSD/OpenBSD/NetBSD )
  • CramFS, Compressed File System
  • DOS/Windows FAT12, FAT16 and FAT32
  • XBox FATX
  • Windows exFAT
  • HFS, HFS+ and HFSX, Hierarchical File System
  • JFS, IBM’s Journaled File System
  • Linux btrfs
  • Linux ext2, ext3 and ext4
  • Linux GFS2
  • Linux LUKS encrypted partition
  • Linux RAID md 0.9/1.0/1.1/1.2
  • RAID 1: mirroring
  • RAID 4: striped array with parity device
  • RAID 5: striped array with distributed parity information
  • RAID 6: striped array with distributed dual redundancy information
  • Linux Swap (versions 1 and 2)
  • LVM and LVM2, Linux Logical Volume Manager
  • Mac partition map
  • Novell Storage Services NSS
  • NTFS ( Windows NT/2000/XP/2003/Vista/2008/7 )
  • ReiserFS 3.5, 3.6 and 4
  • Sun Solaris i386 disklabel
  • Unix File System UFS and UFS2 (Sun/BSD/…)
  • XFS, SGI’s Journaled File System
  • Wii WBFS
  • Sun ZFS

Como instalar o TestDisk

Em distribuições baseadas no Debian, como é o caso do Ubuntu, Linux Mint e várias outras, é possível baixar e instalar diretamente dos repositórios oficiais, com o comando apt-get:

sudo apt-get install testdisk

se você prefere usar o aptitude (ideal, no Debian):

sudo aptitude install testdisk

Para executar o aplicativo, rode o comando testdisk no terminal.
Captura de tela do testdisk
A versão, que você vê na imagem acima, é a versão em modo texto.
Você também pode encontrar o TestDisk dentro de várias distribuições Live CD — ideal para suporte técnico ou no caso de você ter perdido acesso ao seu sistema por causa de problemas no disco rígido.
Como usar:

  • Para fazer uso do aplicativo, use as setas (no teclado), para se movimentar entre as opções do menu.
  • Para prosseguir e confirmar suas opções, use a tecla Enter.
  • Você pode usar a tecla ‘q’ (quit) para voltar às opções anteriores.
  • Para gravar as mudanças, use a tecla ‘y’ (yes) e Enter, para confirmar.
  • A opção ‘Write” é usada para registrar as mudanças na MBR (Master Boot Record).

Por fim, é necessário ter privilégios administrativos (superusuário) para usar a maior parte dos recursos do programa.

Alguns detalhes que você precisa entender

Antes de começar a trabalhar na recuperação do seu sistema de arquivos, é preciso entender que não há garantias de que você irá recuperar coisa alguma depois de um acidente ou desastre.
Suas chances de recuperar dados importantes são aleatórias — boa sorte!
Prepare-se psicologicamente para o pior.
Por mais que eu queira simplificar esta tarefa, a recuperação de dados é algo complexo e você pode facilmente causar mais danos ao sistema, piorando ainda mais a situação.

Se as informações são muito importantes para você, pergunte-se se não vale mais a pena pagar a um especialista para realizar os procedimentos necessários para a recuperação.

Não raro, a tarefa exige destreza no uso da linha de comando, conhecimento sobre partições, geometria de discos rígidos, compilações e, possivelmente, entender o conteúdo de arquivos a partir de um hex editor.
É muito importante não fazer nada, antes de ter certeza do que você está fazendo.

Referências

Como recuperar seu sistema de arquivos com o FSCK: https://elias.praciano.com/2014/03/como-verificar-e-consertar-seu-sistema-de-arquivos-no-ubuntu/
Download do TestDisk: http://www.cgsecurity.org/wiki/TestDisk_Download
Wiki do TestDisk, no CGISecurity: http://www.cgsecurity.org/wiki/TestDisk
Dedoimedo: http://www.dedoimedo.com/computers/linux-data-recovery.html

Como desmontar o HD externo WD Elements

Veja, neste post, como abrir com segurança o invólucro de plástico de um HD externo com o objetivo de reutilizá-lo no notebook ou trocá-lo por outro de maior capacidade.
As imagens mostram, por si, o que é possível fazer com este dispositivo de armazenamento, fora da sua caixinha.
wd-elements_feat300x200b
Se você já desmontou um HD externo e quiser postar alguma informação, sinta-se à vontade para fazer isto na sessão de comentários.

É possível conectar diretamente o HD externo em meu notebook?

Se você tiver sorte, sim.
Em alguns casos, a interface de conexão é exclusivamente USB. Nestes casos, portanto, não vai ser possível conectá-lo em outro lugar.
Se você danificar o conector USB, provavelmente sequer poderá trocar a placa a que ele estiver soldado — uma vez que esta interface tem também a função de criptografar os dados.

Como desmontar um HD externo

A grande maioria dos HDs externos é composta por um conjunto:

  • um HD comum (usualmente, de 2,5 polegadas)
  • um invólucro de plástico, feito para proteger o dispositivo de pequenos choques ou pequenas quedas (não confie demais nisto)
  • uma interface (removível ou não) entre o HD e a conexão USB — ou entre a interface SATA e a conexão USB

O invólucro de plástico, normalmente, é montado e não aparafusado.
Você precisa afastar cuidadosamente os encaixes de plástico da tampa, para poder separar as duas partes do case.

WD Elements desmontado
Clique para ampliar.

Nas imagens, o exemplo é de um dos modelos WD Elements. O princípio de desmontagem é quase sempre o mesmo. O que muda é o formato das caixas de plástico e os posicionamentos das travas de encaixe.
Abertura do invólucro plástico do WD Elements
Clique, para ver detalhes.

É possível fazer a desmontagem com uma faca de cozinha, sem ponta, desde que ela seja fina o suficiente para passar pelas frestas do invólucro.
Detalhes do encaixe
Clique para ver detalhes.

Faça a desmontagem sempre com o dispositivo desconectado e desligado.
HD Externo WD Elements
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Internamente, o disco rígido usado é o mesmo que se usa em qualquer notebook.

  • Leia este artigo, para saber como descobrir mais sobre o seu HD externo, sem precisar abrir a caixa.

Proteção de borracha do HD.
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Na lateral do drive, encontram-se pequenas peças de borracha, chamadas bumpers, que ajudam a protegê-lo de pequenos choques.
Evite danificá-los.
Interface USB 3.0 do HD externo Western Digital WD Elements
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Quando a conexão USB está soldada à placa e esta é integrante de todo o conjunto — no caso da foto acima, não existe outra interface (nem SATA, nem nada).
Se a interface USB 3.0 for danificada você provavelmente vai perder toda a funcionalidade do seu HD externo — e, em consequência, o acesso aos seus dados.

Muitas pessoas já fazem uso do HD externo como mídia de backup.
Minha recomendação é que você faça também backup do seu HD externo em outro lugar — até por que ele está mais propenso a ser danificado em acidentes do que qualquer outro dispositivo interno.

HD WD 1.0 TB Western Digital
Clique para ampliar.

Acima, mais uma imagem do HD.
HD Externo WD Elements desmontado
Clique para ampliar

Montar novamente não é difícil. Normalmente basta posicionar as peças e pressionar levemente, para que se encaixem adequadamente.
Veja, no vídeo abaixo, como desmontar um HD externo WD Passport 2 TB. O processo é muito semelhante no WD Elements.

Recupere dados do seu HD, congelando-o

Esta técnica é um tanto controversa. Embora muitos usuários e profissionais relatem ter recuperado dados após deixar o HD dentro de um congelador por um tempo (de 1 a 12 horas), há motivos para não fazer isto.
O propósito deste texto é demonstrar o processo e discutir sua real funcionalidade — por que isto pode dar certo e por que pode dar muito errado.
Termômetro congelado

Como fazer

Se você quiser garantir que tudo dê certo, precisa seguir alguns passos:

  1. Remova o disco rígido de dentro do PC ou do notebook (se não for um HD externo).
  2. Guarde o HD dentro de uma embalagem de plástico. Use uma embalagem antiestática. Você deve reembalar várias vezes o HD. Usar plástico bolha ajuda a proteger o equipamento contra choques.
    Jamais coloque um disco rígido sem proteção alguma dentro do congelador.
  3. Agora posicione o HD dentro do congelador.
  4. Deixe-o lá por um período de 1 a 12 horas — 2 horas podem ser o suficiente.
  5. Passado este tempo, remova-o e reinstale no seu PC ou reconecte-o, se for um HD externo.
  6. Copie os seus dados pro PC. Ele vai voltar a esquentar, durante o uso — portanto garanta que os dados mais importantes sejam transferidos primeiro.
  7. Se ele parar de funcionar, repita o processo de congelamento e comece a copiar novamente a partir do ponto em que parou — até conseguir retirar todos os dados existentes.

Como dica adicional, se o drive em questão for um drive externo USB, é possível mantê-lo dentro do congelador de um frigobar, enquanto você o opera de um notebook.
Outra coisa importante é estar pronto pra começar a fazer o backup de seus arquivos mais importantes, assim que você retirar o HD do congelador — ele não vai demorar muito tempo até atingir uma temperatura superior à do ambiente e, provavelmente, parar de funcionar novamente.

Por que pode dar errado

Embora haja relatos de usuários e técnicos que conseguiram recuperar dados através desta técnica, eu vou colocar as minhas dúvidas sobre este processo.
Em alguns casos, a placa de circuitos acoplada ao HD pode estar desgastada e, por ter sido feita de material vagabundo, pode estar, até mesmo rachada, ressecada ou ter algum outro problema que pode estar causando o superaquecimento dos componentes eletrônicos — os materiais se expandem quando aquecidos.
O congelamento do HD, irá contrair os diversos materiais do aparelho, o que pode trazê-lo de volta à vida por algum tempo, como já vimos.

Entrada de ar em um HD
Clique para ampliar.

Existe um mito de que o HD tem vácuo dentro.
Os HD atuais convivem bem com ar dentro de si e chegam a ter, até mesmo, entradas de ar. Portanto, nem todos os drives trabalham com vácuo interno
Ao congelar um HD, o ar interno irá condensar, formando, inclusive cristais de gelo, sobre os pratos.
Ao pôr um equipamento congelado pra funcionar, a fricção do gelo com entre os pratos e a cabeça de leitura podem tornar os danos ainda maiores.
O pessoal da ACS Data Recovery, uma empresa especializada em recuperação de dados, tem um vídeo no Youtube (veja abaixo) mostrando o que acontece a um HD, após mais de 4 horas dentro de um freezer.

Segue um resumo, para ajudar a entender o vídeo:

  • 2:26 — o técnico chama a atenção pro fato de que, quando a técnica de congelamento funciona, isto ocorre por que havia problemas na placa de circuitos.
  • 3:23 — mostra a entrada de ar do drive que ele tem em mãos.
  • 9:50 — após a remoção da tampa do disco rígido, mostra o resultado: cristalização, condensação e gelo. Isto fica mais claro, ainda, quando ele gira, manualmente, o disco.

Algumas pessoas chamam a atenção pro fato de que a condensação ocorreu depois que o HD foi aberto (nos comentários do vídeo) — o técnico afirma que o equipamento estava selado e novo e só parou de funcionar depois do processo de congelamento.
Ele é enfático no sentido de não usar esta técnica para recuperar seus dados — ao mesmo tempo, ele sugere que você contate a empresa para a qual ele trabalha, para recuperar os seus dados. Isto, contudo, não invalida seus argumentos.

Conclusão

A opção é sempre sua e eu não vou tomar decisões no seu lugar.
Contudo, não aplique esta técnica em um drive ainda funcional ou se você ainda não tentou outras formas de recuperação de seus dados — Use o congelamento apenas como último recurso.

Como obter informações sobre seu HD USB externo.

Dentro da caixa do seu HD (disco rígido) externo, há um HD comum. É quase sempre possível obter informações detalhadas sobre o dispositivo USB, sem precisar abrir o invólucro de plástico.
Neste post, vou mostrar como obter a maior quantidade possível de informações sobre o dispositivo, da linha de comando do Linux — portanto, sem precisar “encostar a mão” no HD.
Se você não se interessa muito pelos detalhes técnicos ou em executar comandos pelo terminal, pode pular direto para a última sessão deste post.
Foto parcial do HD externo USB WD Elements

  • Se você ainda não usa o Linux, pode instalar o sistema operacional em um pendrive para realizar esta e muitas outras atividades — quem trabalha com suporte técnico tem uma grande vantagem ao ter uma distro livre de vírus sempre à mão (em um pendrive ou em um DVD/CD).

Como obter informações com lsusb

Se o seu dispositivo de armazenamento externo está conectado via USB, um dos primeiros comandos indicados é o lsusb.
Com os parâmetros certos, é possível obter uma lista completa das especificações do drive.
Comece entrando com o comando para obter informações genéricas sobre as conexões USB:

lsusb

Abaixo, realcei a linha em que se encontra o Bus ao qual o meu HD externo se encontra conectado. Veja que cada dispositivo tem uma ID associada.

Bus 001 Device 006: ID 058f:6331 Alcor Micro Corp. SD/MMC/MS Card Reader
Bus 001 Device 004: ID 0ac8:3420 Z-Star Microelectronics Corp. Venus USB2.0 Camera
Bus 001 Device 046: ID 04f3:0234 Elan Microelectronics Corp. 
Bus 001 Device 045: ID 0b38:0010 Gear Head 107-Key Keyboard
Bus 001 Device 044: ID 05e3:0608 Genesys Logic, Inc. USB-2.0 4-Port HUB
Bus 001 Device 002: ID 1058:1048 Western Digital Technologies, Inc. 
Bus 001 Device 001: ID 1d6b:0002 Linux Foundation 2.0 root hub
Bus 005 Device 001: ID 1d6b:0001 Linux Foundation 1.1 root hub
Bus 004 Device 002: ID 0a12:0001 Cambridge Silicon Radio, Ltd Bluetooth Dongle (HCI mode)
Bus 004 Device 001: ID 1d6b:0001 Linux Foundation 1.1 root hub
Bus 003 Device 001: ID 1d6b:0001 Linux Foundation 1.1 root hub
Bus 002 Device 001: ID 1d6b:0001 Linux Foundation 1.1 root hub

Com o parâmetro -v, é possível obter informações muito mais detalhadas. Experimente:

lsusb -v 

Nas distros baseadas no Ubuntu e no Debian, você pode obter informações mais detalhadas, ainda, se executar o comando com privilégios administrativos:

sudo lshusb -v

Finalmente, vou propor que você filtre as informações para ver apenas o que importa neste momento — as informações sobre o drive externo USB Western Digital (no meu caso específico).
Para isto, preciso informar a ID do dispositivo (reveja a primeira listagem). Veja, como fica pra mim:

sudo lsusb -v -d 1058:1048

Entre as informações obtidas, você poderá ver as velocidades que o dispositivo pode alcançar:

...

wSpeedsSupported   0x000e
      Device can operate at Full Speed (12Mbps)
      Device can operate at High Speed (480Mbps)
      Device can operate at SuperSpeed (5Gbps)
    bFunctionalitySupport   1
      Lowest fully-functional device speed is Full Speed (12Mbps)
...

A velocidade atual do dispositivo está limitada pela versão da porta USB a que ele se encontra conectado.
O comando lsusb tem um artigo somente para ele, caso você queira tirar mais algumas dúvidas.

Obtenha mais informações com o hdparm

O programa hdparm pode ser usado para obter informações sobre vários tipos de dispositivos de armazenamento e alterar configurações importantes neles.

disco rígido western digital desktop black edition
Saiba como melhorar a performance do seu disco rígido com o hdparm.

Para obter informações detalhadas sobre o dispositivo use a opção -I em conjunto com o comando hdparm:

sudo hdparm -I /dev/sdb

Altere, no comando acima, a localização do seu HD, caso ele não se encontre em /dev/sdb. O comando mount pode ajudar a determinar a localização exata do seu disco.

Western Digital hard disk drive
3 formas de verificar o desempenho do HD, no Linux.

O que realmente tem dentro da caixinha do HD externo USB

Foto parcial dos discos em um Seagate Barracuda.
Controle a temperatura do seu HD com o HDDTEMP.
Se você tem esta curiosidade, sugiro procurar no Youtube por “external HD disassemble” (desmontagem de HD externo).
Para adiantar, há um HD comum, como qualquer outro.
O que pode diferir é a porta de comunicação entre o dispositivo e o PC:

  • Em alguns casos, a porta é USB, conectada por uma peça encaixada ou aparafusada ao conector SATA do HD.
  • Há outros casos em que a peça de encaixe é soldada ou integrada de outra forma irreversível ao HD. O dispositivo fica inútil sem ela.

Você vai precisar a abrir a caixa para saber.
Se quiser saber mais o assunto, leia o artigo Como desmontar o HD externo.

HD Western Digital
Clique, para ver detalhes.

Quando a peça adaptadora USB/SATA se encontra soldada ao dispositivo, não será possível reaproveitar o disco em seu notebook, se você tiver esta intenção.
Há casos em que a altura do HD, bloqueia seu encaixe dentro do notebook, impossibilitando seu uso nesta situação — mas não no desktop.

Melhore a performance do seu disco rígido com hdparm

No Linux, o HDPARM é a ferramenta para ajustar as configurações de funcionamento e de desempenho do seu disco rígido.
O hdparm também pode ser usado para medir o desempenho de leitura e para obter informações importantes sobre o seu dispositivo.
A funcionalidades do hdparm abrangem também drives de CD/DVD, Blu-Ray, cartões de memória e unidades de estado sólido (SSD).
Desenvolvido, em 2005, pelo canadense Mark Lord, o hdparm ainda não previa as unidades sólidas e tinha o objetivo apenas de testar discos rígidos IDE, no Linux.

História do disco rígido - HDD
Clique, conhecer a história do disco rígido.

De lá pra cá, ele tem evoluído e ganhado novos recursos que, além de fornecer diagnósticos avançados, permitem fazer ajustes finos aos discos rígidos.
Todas as distro Linux atuais incluem o hdparm.
Para começar a usar o programa, portanto, tudo o que você precisa fazer é abrir um terminal.

Cuidados ao usar o hdparm

Antes de continuar, convém dizer que o aplicativo manipula o drive diretamente, o que pode levar à perda de dados ou — no pior dos casos, danos permanentes ao dispositivo.
A documentação do hdparm alerta para o fato de que algumas de suas opções são experimentais e outras, potencialmente perigosas.

Como obter informações completas sobre o HD com hdparm

Para obter informações do dispositivo, use a opção -i ou -I.
Ambas produzem resultados diferentes entre si — sendo que a segunda exibe informações mais completas.
Veja como usar:

sudo hdparm -I /dev/sda1 | less
/dev/sda1:

ATA device, with non-removable media
	Model Number:       WDC WD1200BEVS-22RST0                   
	Serial Number:      WD-WXEZ07353994
	Firmware Revision:  04.01G04
Standards:
	Supported: 7 6 5 4 
	Likely used: 8

...

A função do parâmetro less, acima, é permitir uma pausa do output a cada página.
Você pode usar este exemplo do aplicativo para obter informações sobre qualquer um dos outros dispositivos do seu sistema (DVD, SDD etc).
Para saber se o SMART está ligado, use o comando grep:

sudo hdparm -I /dev/sda1 | grep -i smart
	   *	SMART feature set
	   *	SMART error logging
	   *	SMART self-test
	   *	SMART Command Transport (SCT) feature set

O asterisco, na listagem acima, indica quais recursos estão ativados. No caso, todos.

Como testar a velocidade do HD com o hdparm

Western Digital hard disk driveVocê pode usar o aplicativo para verificar com que rapidez o seu drive entrega dados pro sistema — a opção, para isto, é -t.
Com esta opção, o comando cronometra o tempo de leitura, para fornecer base para comparações.
A página do manual recomenda executá-lo de duas a três vezes para obter uma amostra de resultados mais relevante.
Dependendo do seu dispositivo, o resultado pode demorar um pouco a aparecer (não mais que alguns segundos).
Veja, abaixo, um exemplo da execução do comando:

sudo hdparm -t /dev/sda1
/dev/sda1:
 Timing buffered disk reads: 132 MB in  3.02 seconds =  43.75 MB/sec

Se você estiver interessado, este site tem um artigo que descreve melhor como medir o desempenho da sua unidade de disco rígido ou SSD, com o hdparm — onde são abordados alguns métodos adicionais para determinar a performance do drive.

Como obter informações sobre a capacidade do seu HD

Novamente, a opção -I pode ser invocada para encontrar informações sobre o que o seu dispositivo pode fazer ou não.
Todas as funções listadas são suportadas pelo dispositivo. As que estão marcadas com “*” (asterisco), à esquerda, estão ativas. As outras precisam ser ativadas, se você as quiser usar.
Para saber se o seu dispositivo suporta Advanced Power Management ou Gerenciamento Avançado de Energia, combine o comando com o grep:

sudo hdparm -I /dev/sda | grep -i power

O resultado, abaixo, mostra 4 itens suportados, dos quais, 3 estão ativados e 1 (em destaque) está desativado:

Advanced power management level: 254
	   *	Power Management feature set
	   *	Advanced Power Management feature set
	   *	Host-initiated interface power management
	    	Device-initiated interface power management

Para melhorar as taxas de transmissão, o HD costuma ler vários setores ao mesmo tempo. Quer saber a quantidade de setores de dados que o seu HD está transferindo simultaneamente? Use os seguintes comandos:

sudo hdparm -I /dev/sda | grep -i multiple

Este recurso está listado sob o título R/W multiple sector transfer. No resultado abaixo, vemos que a capacidade máxima do meu HD é transferir 16 múltiplos setores de cada vez. Atualmente, ele já está operando de acordo com esta capacidade máxima (current). Veja:

R/W multiple sector transfer: Max = 16	Current = 16
	   *	WRITE_{DMA|MULTIPLE}_FUA_EXT

Se o seu HD não estiver operando na capacidade máxima, é possível alterar o valor com o seguinte comando:

hdparm -m16 /dev/sda
/dev/sda:
 setting multcount to 8

O uso da opção -m é muito perigosa. Apenas os drives IDE antigos funcionam corretamente com isto, usando kernels até a versão 2.6.29.
Outros padrões de controladoras de drives provavelmente apresentarão mau funcionamento.
Seja atencioso.

Alguns drives IDE antigos podem ficar mais lentos com a transferência múltipla de setores. Neste caso, pode ser uma boa ideia desligar o recurso:

hdparm -m0 /dev/sda
/dev/sda:
 setting multcount to 0

Como ajustar o gerenciamento de energia do disco rígido

Vou explicar como usar 3 opções voltada para configurar o sistema de gestão de consumo de energia nos dispositivos de armazenamento magnéticos (HDs).

O gerenciamento agressivo de economia de energia pode aumentar significativamente a duração da bateria do seu notebook. Por outro lado, pode reduzir consideravelmente a vida útil do seu drive — as ações de desligar, ligar, parking, spindown etc. provocam desgastes na parte mecânica do drive.

Veja, a seguir, os parâmetros que serão usados nos exemplos:
disco rígido western digital desktop black edition

  • -B — Regula o uso do Advanced Power Management. Os valores possíveis para este parâmetro vão de 1 a 255 — em que os valores mais baixos implicam em uma gestão mais agressiva da energia e valores mais altos privilegiam a melhor performance.
    Valores situados entre 1 e 127, permitem o spindown (veja o significado, abaixo); entre 128 e 254, não permitem mais o spindown. Se você definir o valor de -B para 255, o gerenciamento de energia será totalmente cancelado.
  • -S — Ajusta o tempo que o drive tem que ficar sem uso, para ser posto em standby. Os valores possíveis são:
    • 60 = 5 minutos
    • 120 = 10 minutos
    • 180 = 15 minutos
    • 241 = 30 minutos
    • 242 = 1 hora
    • 243 = 1.5 horas
    • 244 = 2 horas
  • -M — Se você tem um drive antigo, não espere suporte a este recurso, que consiste em reduzir a velocidade de movimentação das cabeças mecânicas, no intuito de reduzir a emissão sonora.

Mini glossário:

Automatic Acoustic Management (AAM) é um método para reduzir a emissão acústica em dipositivos de armazenamento em massa ATA, como HDs, drives de DVD etc.
Quando um dispositivo tem suporte a este recurso, ele costuma ser ajustado por software ou firmware.
Advanced Power Management (APM), desenvolvido pela Intel, em 1992, vem sendo melhorado enquanto ferramenta de gerenciamento de energia.
Normalmente, as ferramentas se encontram na BIOS e são gerenciadas por softwares do sistema operacional.
Spindown — O sistema de gestão de energia pode reduzir a velocidade de rotação dos discos dentro do drive, até atingir o modo standby.
Parking — Estacionamento dos “braços” mecânicos que suportam as cabeças magnéticas de leitura do drive. Este movimento retira as cabeças de cima dos pratos/discos para evitar que movimentos bruscos façam com que eles se toquem, o que pode causar danos físicos ao dispositivo.


Isto posto, vamos a alguns exemplos de uso destes parâmetros.
Para saber o valor atual do APM, rode o comando com o parâmetro -B sem valor algum, assim:

sudo hdparm -B /dev/sda
/dev/sda:
 APM_level	= 254

Para alterar o valor para 255, que desativa completamente o recurso, use assim:

sudo hdparm -B 255 /dev/sda

O sistema avisa que desligou o APM:

/dev/sda:
 setting Advanced Power Management level to disabled
 APM_level	= off

Para usar um valor mais equilibrdo, como 127 (que permite o uso do recurso de spindown), faça assim:

sudo hdparm -B 127 /dev/sda
/dev/sda:
 setting Advanced Power Management level to 0x7f (127)
 APM_level	= 127

Ajuste do ruído dos drives

Verifique se o AAM está ativo:

sudo hdparm -M /dev/sda
/dev/sda:
 acoustic      = 254 (128=quiet ... 254=fast)

Valores mais baixos, inibem a movimentação da cabeça magnética do HD. Em compensação reduzem o ruído do drive.
Para alterar o valor:

sudo hdparm -M /dev/sda
/dev/sda:
 setting acoustic management to 128
 acoustic      = 128 (128=quiet ... 254=fast)

Como configurar o read ahead

A função read ahead (leitura adiantada, em uma tradução livre), presente em drives modernos, faz com que eles leiam alguns setores a mais, adiantados — na pressuposição de que estes dados serão requisitados em seguida. O read ahead ajuda a melhorar significativamente a eficiência do dispositivo.
Verifique se o seu drive tem esta função ativada:

sudo hdparm -a /dev/sda
/dev/sda:
 readahead     = 256 (on)

Se estiver on, é por que está ativado.
Atualmente, os drives já vêm com o seu próprio read ahead — eles armazenam os dados lidos “a mais” em uma porção de memória chamada buffer
Com esta opção, o hdparm usa parte da memória RAM do sistema para fazer read ahead adicional ao que o dispositivo já faz.
Para alterar o valor do read ahead para 128 use o comando assim:

sudo hdparm -a 128 /dev/sda
/dev/sda:
 setting fs readahead to 128
 readahead     = 128 (on)

Você pode usar a opção -A (maiúsculo) para ligar/desligar o recurso — -A0, para desligar e -A1, para ligar. Veja o exemplo:

sudo hdparm -A1 /dev/sda
/dev/sda:
 setting drive read-lookahead to 1 (on)
 look-ahead    =  1 (on)

Desligar o read ahead vai acarretar uma degradação sensível no desempenho do drive. Portanto, não é aconselhável fazer isto.

Use o buffer do sistema para aumentar a velocidade de gravação

Quando o write-back caching está ligado, o drive armazena os dados a serem gravados em um buffer — desta forma, ele pode aceitar uma maior quantidade de dados e mais rápido — o que leva a uma consequente melhora na velocidade de gravação.
Para ver se o write-back caching é suportado pelo dispositivo e se está ligado, use o comando acompanhado da opção -W (letra maiúscula):

sudo hdparm -W /dev/sda
/dev/sda:
 write-caching =  1 (on)

Quando o recurso não é suportado, o sistema retorna uma mensagem semelhante a esta:

/dev/sr0:
SG_IO: bad/missing sense data, sb[]:  70 00 05 00 00 00 00 0a 00 00 00 00 20 00 00 00 00 00 00 00 00 00 00 00 00 00 00 00 00 00 00 00
 write-caching = not supported

Cuidado

A opção que lida com o write-back caching é -W (“W” maiúsculo).
A opção com “w” minúsculo faz outra coisa totalmente diferente e é destacada com perigosa pela documentação do hdparm — ela serve para dar RESET no dispositivo e não é para ser usada, a menos que você saiba o que está fazendo.

Você pode usar a opção -W0, para desligar o recurso e -W1, para ligar.
Em algumas máquinas, pode ser necessário ativar write-back cache no BIOS do sistema.
Há casos em que é recomendável desligar este recurso.
Se o computador for desligado abruptamente (por falta de energia, por exemplo), todos os dados no cache serão perdidos — antes, mesmo, de serem salvos.
A documentação do servidor de banco de dados PostgreSQL recomenda, inclusive, que você desative o write-back cache nos seus dispositivos de armazenamento.

Torne as mudanças permanentes

Tal como você já deve desconfiar, os ajustes são temporários.
Quando você religar o computador as configurações de gerenciamento de energia automáticas do painel de configurações do seu sistema entram em vigor novamente.
Se você quiser tornar as mudanças no hdparm permanentes, precisa alterar o arquivo de configuração /etc/hdparm.conf (no Debian/Ubuntu).
Baseado no que você leu aqui, acho que não vai ser difícil fazer estas alterações.
A principal recomendação é ser equilibrado e fazer as mudanças aos poucos, verificando se houve melhora na performance — ou você pode acabar com um sistema inoperante e precisando reinstalar o sistema — se o HD não tiver quebrado 😉
Tenha em mente que o Linux aloca aleatoriamente nomes aos dispositivos. Desta forma, um drive externo pode estar em /dev/sdb hoje… e amanhã em /dev/sdc.
Para atribuir os ajustes do hdparm, permanentemente, a um dispositivo, use sua UUID.
Para ter uma lista dos UUID dos seus dispositivos use o seguinte comando:

ls /dev/disk/by-id/

em destaque, o drive Hitachi/LG de CD/DVD externo

ata-TOSHIBA_MK1652GSX_79V9CNRKT
ata-TOSHIBA_MK1652GSX_79V9CNRKT-part1
ata-TOSHIBA_MK1652GSX_79V9CNRKT-part2
ata-TOSHIBA_MK1652GSX_79V9CNRKT-part3
usb-HL-DT-ST_DVDRAM_GP08NU6B_HitachLGda000000704-0:0
wwn-0x50000391e370b74b
wwn-0x50000391e370b74b-part1
wwn-0x50000391e370b74b-part2
wwn-0x50000391e370b74b-part3

Portanto, para me referir especificamente a este drive, eu devo usar a nomenclatura /dev/disk/by-id/usb-HL-DT-ST_DVDRAM_GP08NU6B_HitachLGda000000704-0:0

Referências:
http://en.wikipedia.org/wiki/Automatic_acoustic_management
http://en.wikipedia.org/wiki/Advanced_Power_Management
http://www.aboutlinux.info/2004/12/boosting-your-hard-drive-performance.html
http://www.linux-magazine.com/Online/Features/Tune-Your-Hard-Disk-with-hdparm